quarta-feira, janeiro 26, 2022

Gripen para o Brasil

Saab recebeu encomenda de US$ 130 milhões no segmento AEW&C

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

E-99 - Esquadrão Guardião - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 8 Nunão Poder Aéreo

Empresa não informou, porém, nem o cliente nem o tipo de produto do contrato, que ainda depende do cumprimento de certas condições financeiras para ser efetivado

Na última segunda-feira, 30 de maio, a empresa de defesa e segurança sueca Saab informou em nota ter recebido uma encomenda dentro do segmento AEW&C (Airborne Early Warning and Control – Alerta Aéreo Antecipado e Controle).

Alegando razões industriais, a empresa não anunciou nem o produto específico do pedido recebido nem o cliente, mas informou que a efetividade do contrato está sujeita ao cumprimento de certas condições financeiras. O valor informado é de aproximadamente 1,1 bilhão de coroas suecas, que equivalem a cerca de 130 milhões de dólares, e entregas estão previstas para o período 2016-18.

A Saab complementou a nota afirmando que os trabalhos serão realizados nas áreas de negócios de Vigilância e de Apoio e Serviços. Sistemas AEW&C permitem acesso a consciência situacional detalhada, que podem ser usadas em operações de vigilância de fronteiras, além de combate ao terrorismo e crime organizado.

Vale lembrar que o principal produto AEW&C da Saab (mostrado acima e abaixo em aeronave E-99 da Força Aérea Brasileira, em caráter meramente ilustrativo) é o sistema de radar aeroembarcado Erieye. Segundo a empresa, diferentes configurações do sistema Erieye AEW&C foram vendidas para oito países, incluindo Suécia, Grécia, Brasil, México, Paquistão, Tailândia e Emirados Árabes Unidos.

E-99 - Esquadrão Guardião - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 4 Nunão Poder Aéreo

FOTOS em caráter meramente ilustrativo.

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jrrubronegro

Boa tarde… será que é o nosso Sisfron?

Jr

Eu iria abrir um off topic no tópico do Gripen N para falar justamente disso, acho que esse cliente misterioso é a FAB, olhem isso, o valor do contrato é o mesmo divulgado pela Saab. GRUPAMENTO DE APOIO LOGÍSTICO EXTRATO DE TERMO ADITIVO Espécie: Inexigibilidade; Contratante: União, Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica representada pelo Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMAGL); Contratada: EMBRAER AVIATION INTERNATIONAL, EXE0FB459; Objeto: Serviços de suporte de material, manutenção programada e não programada, monitoramento e controle de manutenção para as 24 aeronaves C99/VC99 e E-99/R-99, com vistas a possibilitar a adequada pronta-resposta… Read more »

Rinaldo Nery

Sim, pode ser a renovação do contrato de manutenção com a SAAB.

Marcelo

hum…acho que não, a contratada aí acima é a Embraer, e o momento não seria apropriado creio eu, para um contrato novo da FAB.

Rinaldo Nery

Então faz parte do processo de modernização dos E-99, que encontra-se parado.

Delfim Sobreira

A Suécia está fazendo um ótimo trabalho em tecnologia militar. Vai acabar sendo o parceiro ideal do Brasil nessa área.

Jr

Marcelo, concordo que o momento não seria apropriado e isso seria um bom motivo para a Saab não informar o cliente, aliás o comunicado não diz nem que tipo de produto o cliente pediu. Lembrando que o comunicado diz que a efetivação do contrato está sujeita ao cumprimento de certas condições financeiras, ou seja, tudo bate com a situação da FAB nos dias de hoje. Bom o Congresso acabou de autorizar um déficit bem maior que os 96 bilhões na semana passada, abrindo espaço para a liberação de verbas para os ministérios que estavam praticamente congeladas, portanto a probabilidade da… Read more »

Marco Antonio Capoeira

Delfim Sobreira 1 de junho de 2016 at 16:41
“A Suécia está fazendo um ótimo trabalho em tecnologia militar. Vai acabar sendo o parceiro ideal do Brasil nessa área”.
Delfim, “se vai acabar sendo”, por que a SAAB fez parceria com a Bombardier na nova plataforma e não com a EMBRAER?

Walfrido Strobel

Pode ser a Indonésia, a SAAB fez demonstraçoes a pouco tempo do Bombardier equipado para AEW e Patrulha. foto:SAAB
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Walfrido Strobel

Corrigindo o que postei antes: A SAAB fez demonstraçoes do projeto e do avião Global 6000, ainda não voa nenhum completo para demonstração, a primeira venda foi feita em nov/2015 para os Emirados Árabes Unidos. Foi anunciado aqui no Poder Aéreo.

ronaldo de souza gonçalves

Eu acho a parceria com o suecos muito promissoras e não vejo por que não ampliará. O temor de muitos que o temer poderia melar o acordo não se confirmou e acho que na epoca das negociaçoes com dilma ele deve ter acesso e deve ter aceito,isto dá um alivio depois de tantas decadas é uma parceria que pode dar uma independência relativa contra o tio sam Muitos aqui defendem o EUA,se ele fosse aliado nosso nos deixaria avançar em alcantra no subnuclear. O EUA é aliado de irsael não só deixou eles construirem sua bomba H,como deram uma boa… Read more »

Delfim Sobreira

Capoeira.
Provavelmente pq a Embraer já está envolvida com o KC-390 e o Gripen E. E a FAB anda apertada de verbas, e no cenário brasileiro o E-99 deve estar bom.

Wilton Feitosa

Parceria não quer dizer EXCLUSIVIDADE, se faz parceria em segmentos estratégicos do ponto de vista de quem detém o domínio da tecnologia.
A SAAB tem agora uma ótima parceira com o BRASIL/EMBRAER para o Gripen, mas isso não a impede de fazer outras parcerias com outros países em outras áreas que não sejam o Gripen.
E isso pode ser observado claramente na parceria SAAB/Boeing para um possível novo treinar, e isso não inviabilizou o contrato com o Brasil e vice e versa.

Jr

A Saab fez parceria com a Bombardier primeiramente porque o cliente lançador do Globaleye os Emirados Árabes Unidos pediu que fosse essa a plataforma a ser usada no programa e segundo a Embraer não tem uma plataforma equivalente ao global 6000, o alcance dessa aeronave é bem maior que a do erj145

Maria do Carmo Lacoste

O problema dessa aeronave é o seu preço, é um avião muito caro, e quando recheado com o equipamento de radar e eletrônico para o qual foi destinado, seu preço se torna quase proibitivo para muitas forças aéreas, aqui na região mesmo, talvez seu preço o torne impraticável, porque para ter só um ou dois não adianta, quem tem um não tem nenhum, e quem tem dois só tem um, e outra coisa, países mais aquinhoados, ou seja, mais desenvolvidos, já tem suas próprias plataformas até mesmo maiores e mais modernas, dificilmente um país de primeira linha da OTAN vai… Read more »

Elezer Puglia

Numa aeronave AEW&C, o alcance (ou, equivalentemente, o tempo de permanência em vôo) tem importância tão grande quanto a eletrônica de bordo. Não é de espantar que os EAU tenham exigido o Global 6000 em lugar do R-99: o avião da Bombardier tem alcance de mais de 11.000 km (ou umas 12 horas em vôo num teatro de operações), contra cerca de 3.000 to R-99. Lamentavelmente, a Embraer não tem nenhum avião cujo alcance ou tempo em vôo chegue nem perto disso. Nem mesmo o KC-390 seria uma alternativa viável: muito mais caro, mas com apenas cerca de 4.000 km… Read more »

Paulo Crispim

O 190-E2 completamente carregado com seus 114 passageiros e bagagem tem uma autonomia de 5.200 Km, e não 4.000 Km como diz o comentarista acima, sua capacidade de carga é de mais de 13.000 quilos, e com as modificações sugeridas pela comentarista Maria do Carmo, em usar seu compartimento de bagagem como tanque adicional, ou mesmo sua parte interna para acomodar mais uma ou uma tonelada e meia de combustível, sua autonomia certamente aumenta de maneira substancial, além de que é mais espaçoso, pode acomodar espaço para o repouso de parte da tripulação. Segundo dados da própria Bombardier, a autonomia… Read more »

Jodreski

O Global 6000 é um avião ímpar convenhamos, sua escolha não foi a toa. Só temos que bater palmas e reconhecer suas qualidades. Acho que não cabe a Embraer desenvolver nada semelhante a não ser que ela veja no mercado civil uma possibilidade concreta de fechar importantes pedidos, aí sim se justificaria um E-190 com autonomia maior (quem sabe).

Marco Antonio Capoeira

Lembrando que a USAF e a RAF usam uma versão desse avião, no caso a USAF, o E-11A.

Marco Antonio Capoeira

Elezer Puglia, vc confundiu as medidas. O alcance de um Lineage 1000, por exemplo, é de 4.600 nm, ou seja, pouco mais de 8.500 km.

Nonato

O e2. É só botar um tanque enorme no lugar dos passageiros e bagagem…

Nonato

Nos executivos não sei se há espaço para mais tanques de combustível.

Rinaldo Nery

O porão dianteiro do E190 tem capacidade de 1850 kg, e o traseiro 1440 kg. No E195, o porão dianteiro tem capacidade de 1900 kg, e o traseiro 1580 kg. O E-99 possui 5 poltronas para descanso e revezamento. Obviamente, num E190 poderiam ser instaladas camas, como nos E-3. Cabe relembrar que, on station, o AWACS reduz a velocidade, aumentando consideravelmente a autonomia. Tive a oportunidade de voar no E-3F, durante a CRUZEX 2006, e garanto que o sistema radar do E-99 é infinitamente mais moderno. A grande vantagem do E-3, além da maior quantidade de consoles, é o alcance… Read more »

Rinaldo Nery

Nonato, tem sim. Dentro da fuselagem. Os E/R-99 levam 3500 kg nesses tanques.

Maria do Carmo Lacoste

É aquilo que eu falei, dá pra perceber que o E190E2 supera essa plataforma Global6000. Quando eu falei em área para descanso da tripulação, eu tinha pensando em camas. Como o E2 é maior, pode transportar também mais baterias, mais energia, maior alcance da antena do Erieye.. Desconhecia que E-99 transportava tanques internos, então é provável que o E190 também o faça de maneira até melhorada, somada ao do compartimento de carga, é uma significativa capacidade a mais de combustível que pode ser transportada, também imaginei que voando on station, seu consumo de combustível diminuiria. Não tem o que fazer,… Read more »

Rinaldo Nery

Imagino uns 40/45 minutos.

Marcelo Andrade

Caro Rinaldo, não conheço este Esquadrão informado no documento: 2°/2° GAv??? Conheço o 2°/2° GT, Esquadrão Corsário que no momento está sem aeronave (REVO)!!

Luiz Fernando

Só que depois que colocar as antenas, a eletrônica de missão está valor de alcance deve mudar.

Mas ė a diferença entre uma aeronave projetada especificamente para ter grande alcance, afinal ė um executivo da categoria ultra long range… e uma aeronave projetada para vôos regionais, que por natureza são relativamente curtos.

Cada projeto ė otimizado de uma forma para atender a diferentes conjuntos de requisitos.

Rinaldo Nery

Marcelo, acho que é 2°/6° GAV. Deve ter sido erro de digitação.
Luiz, um AWACS necessita ter grande autonomia, que nem sempre equivale a longo alcance. Até porque a antena causa um arrasto enorme.

Maria do Carmo Lacoste

Rinaldo Nery 2 de junho de 2016 at 17:47
Eu assisti um vídeo com um piloto argentino de E190 da Austral para um programa de TV local, e em certo momento ele diz apontando para um sensor digital do painel que o consumo de combustível é de cerca de uma tonelada por hora de voo, voando em velocidade de cruzeiro. Imaginei entre 50 e 60 minutos, talvez mais, não podemos esquecer que estes novos motores do E2 e seu projeto de asa lhe dão mais economia de combustível, segundo a Embraer.

Rinaldo Nery

Maria, ele não está totalmente errado. São 1.000 kg/h POR MOTOR. São dois. Chutei esses 40/45 minutos porque a aeronave estará voando reduzida (210 KIAS, mínima lisa), e, como você corretamente apontou, os motores do E2 são mais econômicos que os GE CF34E7 da Azul.

Paulo Crispim

Rinaldo Nery 2 de junho de 2016 at 18:13
Acho que li um comentário seu aqui já faz um tempo, onde informa que era piloto de E190 da frota presidencial, achei que deveria saber esses dados de cabeça.

Rinaldo Nery

Paulo, eu sou comandante de E190/195 da Azul. Os dados do GE CF34E7 eu sim. Inclusive fiz um bate volta Campinas/Galeão hoje pela manhã. Os motores do E2 nem sei qual são. Já foi matéria aqui mas não me recordo.
E, nunca fui do GTE. Não tenho esse demérito na carreira.

Rinaldo Nery

Os dados do GE CF34E7 eu sei de cabeça.

Ádson Caetano Araújo

Vão querer me matar de novo. Eu queria ver uns dez P-3 Orium, já com asas trocadas, para essa função no Brasil. Baratos e ainda com longa vida, grande espaço interno, grande capacidade de carga, seguros, confiáveis, enorme autonomia (15 horas). Pronto, podem bater.

Ádson Caetano Araújo

P-3 Oreon*

Ádson Caetano Araújo

grande mestre

Ádson Caetano Araújo

rsrs, esqueci ainda o baixíssimo custo hora de voo. Pensem, P-3 AWACS, Gripem NG com Exocet ou similar, KC-767, P-3 ASW. Cinco FREMM, uma duzia de Barroso Mod. Isso é igual a costa defendida.

Marcelo Andrade

Valeu Nunao e Rinaldo, deve ser isto mesmo 2/6 Gav. Rinaldo adoro voar pela Azul,
Primeiro por voar em uma aviao projetado e construído por brasileiros , depois pelo excelente serviço de bordo, sem aquele misere da Gol e Tam, além do conforto de estar sempre na janela ou corredor. Ah! Os motores do E2 são os PW 1900G Pure Power, que estão dando umas dores de cabeça quanto ao problema de aquecimento na partida. Pelo menos nos Airbus 320 neo.

Rinaldo Nery

Interessante. A Azul está recebendo em julho seus primeiro A320Neo. Vai ter dor de cabeça com os dois, então.

Walfrido Strobel

Toma Adson, ele tem operado pertinho da gente na fronteira com Peru e Colombia atras de traficantes e guerrilheiros.
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Ádson Caetano Araújo

Walfrido, enquanto ainda existem células disponíveis, e isso não será por muito tempo, a FAB e MB tinham que comprar um bom numero delas, mesmo que seja só para estocar. Não existe e acho que não existira uma aeronave com as capacidades dessa, com a confiabilidade e custo tão baixo. Além disto já temos 9 P-3 em operação no Brasil.

Walfrido Strobel

Acho que ja passou a época, quem tem os seus que modernize e aproveite a volta da fabricação das asas.
Mas para fazer o que fez o Brasil eu acho que não tem mais espaço.
Hoje só o Vietnan está querendo células para modernizar, ja procuraram o Japão e EUA.
O Japão os aconselhou a começar com Beech TC-90 para formar pilotos e depois Beech 200MP para formar doutrina e instalar sua patrulha.
Nós tinhamos na época 4 Esq. de Bandeirulha com pilotos multimotor e patrulha formada e experiente para passar ao P-3.

Rinaldo Nery

Não sei se a hora do P-3 é mais barata que a do E-190. Onde está escrito? É documento da DIRMAB? Vou perguntar lá.

Nonato

Rinaldo. Faça isso mesmo. Será de grande valia para nós essa informação. Você (permita-me chamá-lo assim), não tem acesso ao consumo de combustível da maioria dos aviões? Eu já postei algo que vi no Google há um tempão aqui. Não sei se são dados confiáveis. Seria muito bom termos dados acessíveis sobre consumo nominal, por hora, por km, pax/km. Só vemos essas fábricas dizerem. Ah, esse novo avião é 5% econômico. Mas não sabemos por exemplo quanto custa o combustível de um Boeing 777 voando são Paulo nova Iorque. Custo por passageiro. Custo do vôo de um 737 ou é… Read more »

Rinaldo Nery

Esse custo passageiro por kilometro chama-se RPK. O problema no Brasil chama-se ICMS, onde cada Estado da Federação cobra um preço diferente para o litro de querosene. O custo da hora de vôo, em qualquer Força Aérea, está intimamente ligado à quantidade de aeronaves na frota. No caso dos nossos VC-99, VC-2, C-99 e E/R-99, a FAB contratou, junto à EMBRAER, um apoio logístico chamado Total Care, onde consta o valor da hora para cada modelo. Quando eu falo que detesto o GTE, na época que comandava o 2°/6° GAV, a DIRMAB assinou esse contrato somente para as aeronaves do… Read more »

Ádson Caetano Araújo

Rinaldo Nery, passe-nos as informações do DIRMAB quando as tiver. No meu ver a principal característica que o P-3 tem sobre o R-99 ( apesar de todo o preconceito contra o P-3 por sua idade ) é que um R-99, salve engano, tem autonomia de seis horas e um P-3 quinze. Para essa função tempo no ar é fundamenta. Me dê sua opinião, seria de grande valor.

Ádson Caetano Araújo

fundamental*

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