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Dez caças Rafale e Mirage da Força Aérea Francesa destroem alvos do EI na Síria

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Rafale taxiando em missao contra o Estado Islamico - foto Min Def Franca

Segundo nota do Ministério da Defesa da França, alvos destruídos representam os principais pilares da estrutura de atentados terroristas do Estado Islâmico. Operação ocorreu dois dias após os ataques a Paris, reivindicados pelo EI, que ocasionaram mais de uma centena de mortos

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Em nota divulgada nesta segunda-feira, 16 de novembro, o Ministério da Defesa da França informou os resultados de um ataque realizado por 10 caças da Força Aérea Francesa a alvos do Estado Islâmico (EI) na região de Raqqah, na Síria.

Os ataques foram realizados na noite de 15 de novembro, às 19h50 e às 20h25, destruindo dois alvos de infraestrutura do EI, e envolveram 12 aeronaves, sendo 10 delas caças (6 do tipo Rafale, 2 Mirage 2000D e 2 Mirage 2000N).

Os aviões decolaram a partir de bases na região do Golfo Pérsico (segundo informes anteriores da imprensa francesa, os caças Rafale operam a partir dos Emirados Árabes Unidos) e da Jordânia (onde operam os jatos Mirage 2000) e se reuniram sobre a Síria para atacar dois objetivos identificados em missões de reconhecimentos anteriores.

Mirage empregado em missoes contra o Estado Islamico - foto Min Def Franca

Alvos são considerados pilares do Estado Islâmico – O primeiro alvo, a 6km ao sul de Raqqah, era um posto de comando, centro de recrutamento e depósito de armas, e foi atacado e destruído por uma patrulha de 2 jatos Mirage 2000D. Segundo a nota do ministério, esse objetivo era importante para o Estado Islâmico na organização de ataques à França. O alvo seguinte, a oeste de Raqqah, foi atacado e destruído por uma patrulha de 4 caças Rafale e 2 Mirage 2000D. Ainda segundo a nota, tratava-se de uma infraestrutura industrial utilizada como campo de treinamento de terrorista e de células de recrutamento.

Um aspecto enfatizado pela nota do ministério é que os dois alvos representam os dois principais pilares em que se apoiam os atentados do grupo que também é denominado como Daech: as capacidades de comando e de recrutamento.

Mirage empregado em missoes contra o Estado Islamico - foto 2 Min Def Franca

Participação total do Rafale – Levando em conta que a Força Aérea Francesa divulga um número total de 12 caças (seis Rafale, três Mirage 2000D e três Mirage 2000N) desdobrados para a chamada Operação Chammal, que é a contribuição francesa à luta contra o EI, percebe-se que quase todos os caças disponíveis foram engajados no ataque da noite passada, com destaque para o Rafale, que participou com todos os seis exemplares desdobrados.

Rafale em missao contra o Estado Islamico - foto 2 Min Def Franca

Ataques a campos de petróleo – Em nota divulgada em 12 de novembro, um dia antes dos atentados em Paris, o ministério informou o balanço dos ataques feitos ao longo da semana anterior, em especial onze ataques realizados na região de Sinjar e Ramadi, no Iraque, em apoio a unidades iraquianas no solo. A estes, se somaram 3 ataques a alvos na Síria, que tiveram como alvo campos de petróleo e instalações de distribuição e bombeamento, visando minar a capacidade financeira do Estado Islâmico. Até então, a Operação Chammal somava 285 ataques desde o início das missões, em 19 de setembro de 2014.

Mirage empregado em missoes contra o Estado Islamico - foto 3 Min Def Franca

Atualmente, a Operação Chammal mobiliza cerca de 700 militares franceses na região, e além dos doze caças já mencionados incluem um avião de patrulha marítima Atlantique 2, empregado em missões de reconhecimento. No mar, a fragata antiaérea Cassard, da Marinha Francesa, faz parte da Força Tarefa aliada e, em terra, militares franceses atuam em Bagdá e Erbil na formação e aconselhamento de militares iraquianos.

Rafale taxiando em missao contra o Estado Islamico - foto 2 Min Def Franca

FOTOS (divulgadas em vários boletins sobre a Operação Chammal, estando as mais recentes no alto): Ministério da Defesa da França

38 COMMENTS

  1. Marcelo, depois desses ataques não vai faltar dinheiro, o próprio Hollande já disse que a austeridade fica pra segundo plano. A MBDA deve estar muito alegre com isso…

    O Hollande já tava conduzindo a política externa francesa sem muitas contenções na hora de intervir no exterior, uma péssima política externa, mas ele gosta de soltar bombas…

    PS: Esse segundo parágrafo reflete a minha percepção, tenho 7 anos de estudos em Relações Internacionais e tenho me interessado muito pela política externa francesa, por isso tenho essa percepção, mas não sou especialista na área.

  2. Dormindo com o inimigo, de nada adianta bombardiar a Siria, a França tem 5 milhoes de muçulmanos e a europa com a porteira aberta virou terra de ninguem.

    • Vader, o missil e um Matra Magic II, de terceira geracao (grosso modo, mesma do AIM-9M e Python III) ainda usado para autodefesa nos jatos de ataque Mirage 2000D e N.

      Alexandre Samir Maziz,

      Sim, a Franca ainda emprega o Mirage 2000 na sua primeira linha, mas nao da versao obsoleta que o Brasil empregava. Os modelos em uso na Forca Aerea Francesa sao os bipostos dedicados a ataque das versoes D e N, alem do monoposto dedicado a defesa aerea Mirage 2000-5 (este ultimo com radar e avionica compativel com o missil Mica, utilizado pelo Rafale).

      Ja o Brasil operava a primeira geracao do Mirage 2000, nos modelos B e C adquiridos usados, que hoje a Franca praticamente so utiliza em um ultimo esquadrao de conversao operacional (treinamento), e que so emprega misseis Magic II de curto alcance no alerta de defesa aerea, pois os misseis semiativos de capacidade BVR que o aviao empregava foram desativados e seu apoio descontinuado ha anos.

      Ou seja, os jatos Mirage 2000 C e B desativados pelo Brasil teriam que passar nao so por revisao, mas por uma modernizacao muito estensa e carissima, nos moldes da que a India esta fazendo (entre 30 e 60 milhoes de dolares por aviao). A nao ser que a opcao fosse continuar apenas mantendo um aviao de defesa aerea que ja nao teria mais capacidade de combate BVR operacional.

  3. Obrigado pela resposta caro “Nunão” ou seja a FAB fazendo “M” então a compra do Mirage 2000 foi tipo aquela de um carro usado que já não serve para nada nem compensava arrumar , melhor era vender para o ferro velho para virar sucata rsrsr ,

    • Alexandre Samir Maziz,

      Há mais ou menos 10 anos a compra de Mirage 2000 C/B usados como caça-tampão até fazia sentido (embora eu não tenha achado boa quanto ao custo-benefício), pois ainda eram válidos e utilizados em esquadrões de primeira linha na própria França, desde que fosse uma solução para poucos anos (porque em poucos anos foram desativados da primeira linha da Força Aérea Francesa). Trouxeram ensinamentos à FAB, e permitiram a um esquadrão operar com um caça de alto desempenho em combate aéreo (manobrabilidade, taxa de ascensão etc bem mais próximas da geração que se pretendia obter nos programas F-X e F-X2, em que pese a obsolescência dos sistemas eletrônicos) e cobrir o buraco da desativação dos muitíssimos ultrapassados Mirage III.

      O problema é que, com as indecisões e finalmente o cancelamento do programa F-X, seguidos pelos atrasos que vieram no F-X2, tudo isso se estendendo pelos dois mandatos do Lula e a maior parte do primeiro mandato Dilma (mais de 10 anos de enrolação!). O que era tampão acabou sendo usado mais tempo do que o previsto no pacote logístico inicial e, no fim das contas, foi desativado sem que novos caças os substituíssem.

      Outra coisa: quem decidiu comprar (ou fez “M” conforme sua opinião) Mirage 2000 usado não foi a FAB.

      A compra foi decisão do então presidente Lula, mais ou menos simultaneamente ao cancelamento do programa F-X e abertura do F-X2.

      O que a FAB queria na época era uma dúzia caças novos, e não uma dúzia de caças-tampão usados (e a seleção do vencedor do programa F-X já estava feita pela FAB e apresentada ao governo desde os últimos meses do último governo FHC, que também considero um dos culpados por toda essa enrolação que se sucedeu). Tanto que ainda foi necessária uma solução “tampão do tampão”, que foi o emprego de jatos de treinamento AT-26 Xavante pelos pilotos do Mirage III (que foi desativado no final de 20005), enquanto se aguardava o recebimento dos Mirage 2000 (entre 2006 e 2008).

  4. Formidável esse 2000D. Via-os operando nas Cruzex. Não cansava de admira-los. Na Cruzex 2008 foi a primeira vez que os 2000N operaram em um exercício fora da França.

  5. Concordo contigo “Nunao” , esses “FXS” foram piores que novela mexicana para terminar , dai será que vão cumprir o cronograma e entregar o Gripen em 2019?? nossos F-5 apesar de serem modernizados uma hora vão ter que se aposentar , se o Brasil fosse um país sério em matéria de defesa(ou melhor não e serio quase nada) o velho Mike não seria ainda nosso principal caça da FAB .

  6. Sim, Alexandre.

    Nos planos originais da FAB, não era para ter o F-5M como principal caça hoje. Esses planos de 15 anos atrás previam que o F-X original de 12 aeronaves substituiria o Mirage III em Anápolis no mais tardar em 2005, época em que os esquadrões de Santa Cruz e Canoas também estariam recebendo caças F-5 modernizados para manter a operacionalidade enquanto novos lotes de F-X não os substituíssem, paulatinamente, nesses esquadrões. Paralelamente se começaria a modernização do A-1, tudo com uma boa margem de tempo.

    Se esses planos tivessem vingado (ou seja, se uma escolha do F-X original tivesse sido feita entre 2002 e 2003 por FHC ou Lula), provavelmente hoje os F-5M estariam dando baixa, totalmente substituídos por caças F-X recebidos sem pressa ao longo de dez anos – diz-se que o escolhido havia sido o Gripen C/D, mas a política talvez fizesse a escolha recair sobre Mirage 2000-5Mk2. Com qualquer um dos dois, o problema do reequipamento no contexto de quinze a dez anos atrás teria sido resolvido a contento.

    Poderíamos ter hoje umas três dúzias de F-X terminando de reequipar todos os esquadrões de caças supersônicos (ou quatro dúzias, se levarmos em conta o Pacau que substituiu os subsônicos Xavante pelo supersônico F-5M nesse meio-tempo) enquanto os esquadrões de A-1 estariam se reequipando com o A-1M. Ou, quem sabe, estaríamos repensando criticamente essa modernização do A-1M em prol de algo mais ambicioso, que seria substituí-los por versões mais modernas do próprio caça escolhido no F-X original (no caso do Gripen C/D, seria pensar em partir para o E/F para cobrir a baixa do A-1. No caso do Mirage 2000, seria pensar no Rafale).

    Mas esses planos não vingaram, e a FAB acabou perdendo, por conta de intermináveis adiamentos do Governo Federal que poderia muito bem ter tomado suas decisões em várias janelas de oportunidade, a época de “ouro” do chamado “Brasil Potência”, em que dinheiro parecia não faltar, para viabilizar esse reequipamento.

    O F-X virou F-X2, o Mirage III deu baixa, o Mirage 2000 C/B tampão também, a modernização do F-5 demorou mais alguns anos do que o previsto, a do A-1 se arrasta e tudo o mais. De bom nisso tudo, só o contrato do Gripen de nova geração, com o agravante de ter sido assinado muito depois do que era o desejável para uma decisão do governo, e já numa situação de crise.

  7. A política externa da França é no mínimo interessante. Agem como superpotência, embora não a sejam. Depois de perderem suas suas colônias na África e oriente médio, passaram a periodicamente lançar operações limitadas na região, cujo resultado prático é atrair a ira jihadista para si. Isso ao mesmo tempo em que 15% (se não engano) da sua população declaram sua fé nos versos recitados por Maomé.

  8. É isso mesmo o que eu vejo na 3ª foto:

    Um Mirage 2000 “D” ou “N” tanto faz, carregando uma única LGB e seu designador???

    Descontando-se é claro os tradicionais tanques extras “cabeçudos” e os mísseis de auto defesa(???).
    Caraca o que não fazem a distância do alvo, as rotas de ingresso e evasão e o clima geral da região, c/ a capacidade de carga de um ac de interdição.

    PS: Avião feio, horrível, horroroso, capenga, pato manco, perto dele o Mirage F-1 parece pelo menos p/ mim, assim c/ o devido respeito; a atual 1ª dama da Síria!!!

    PS1: Fã assumido do Mirage F-1 e portanto suspeito.

  9. Eziquiel Martins 17 de novembro de 2015 at 12:10

    Pô meu caro, se a França não é uma superpotência, tendo assento permanente e poder de veto no CS da ONU, armas nucleares aos montes capazes de riscar qualquer país do mundo do mapa, submarinos nucleares e um porta-aviões nuclear, tudo com capacidade de levar a guerra a qualquer parte do globo terrestre, caraca, fico me perguntando quem seria superpotência (além dos EUA, evidentemente)…

    A França, e sou o último a gostar de ter de admitir isso, é uma superpotência SIM! Aliás, se pararmos para pensar em termos de capacidade de projeção de poder com qualidade os franceses só são ultrapassados pelos EUA! Nem a Rússia nem a China e, ao menos atualmente, nem a GB, tem a projeção de poder que a França tem.

    Claro, poderia ser/ter muito mais. Mas a França tem lá seus problemas, que não são poucos.

  10. Alexandre e Nunão, só pra pontuar algumas coisas:

    1. Quem fez caca foi o Lula, que ao assumir em 2001 extinguiu o FX “pra ter dinheiro para o Fome Zero”.

    2. Até ali o processo havia acabado de ser concluído pela FAB, e o governo FHC fez o correto e o ético em ter deixado a decisão para o próximo presidente, que seria no final quem pagaria a conta.

    3. Pra completar a caca, ao invés de se adquirir tampões mais ou menos modernizados, o governo do PT adquiriu via “leasing” as velharias M-2000-C, bem piores do que os M-2000-5 que disputaram o FX!

    Aí eu pergunto: ora, se era pra adquirir M-2000 porque não concluir de uma vez o FX dando a vitória pro Mirage-2000-5, que pelo menos era um caça capaz (aliás, seria até hoje)???

    Logo, vimos quem foi que fez a caca de verdade: mais uma vez ele, sua excrescência, o iluminado de Garanhuns…

    4. Um Mirage-2000 moderno e atualizado HOJE seria um páreo duro para qualquer caça, fosse Gripen, fosse F-16. Mas a Dassault jogou fora a família Mirage para apostar na jaca Rafale… Deu no que deu…

  11. Discordo apenas da sua opinião sobre a decisão de FHC deixar para o sucessor, Vader.

    No segundo semestre de 2002, final de seu mandato (lembrando que foi em 2003 e não em 2001 que o Lula assumiu, mas foi só um lapso menor de sua parte) FHC poderia sim ter decidido o F-X2 e deixado para Lula o ônus ou o bônus político de seguir em frente ou cancelar o que ele decidiu.

    Politicamente, a fatura da disputa presidencial estava mais do que indicada, era bastante claro que o PSDB não continuaria no poder, então o ônus ou bônus da escolha não ficaria com ele nem influenciaria no que seria a derrota na eleição. O ônus ou o bônus ficaria com o PT e seu novo presidente, fosse ética ou não essa decisão.

    Acho que FHC errou com isso, do ponto de vista do reequipamento da FAB, e eu já tinha essa opinião à época.

    Embora entenda que, no mandato dele, a postergação de uma decisão do F-X foi de apenas alguns meses, afinal a seleção da FAB só acabou cerca de um semestre antes do final do seu segundo governo (a meu ver a FAB poderia ter tentado ser mais rápida na avaliação, quem sabe tendo um relatório pronto com o selecionado em 2001 ao invés de 2002). Já no mandato do Lula, foram anos de enrolação, primeiro do F-X e depois do F-X2, somando-se a três anos em que Dilma também deixou o relatório pronto acumulando poeira antes de decidir. Nesse caso, a “culpa” de Lula e Dilma pela enrolação é bem maior, mas em FHC está um certo “pecado original” que levou a mais de uma década de tempo perdido.

    Por fim, concordo contigo que, se era para decidir por uma dúzia de Mirage 2000 C/B usados, que Lula tivesse decidido o F-X pelo Mirage 2000-5Mk2, com todo o discurso de geração de empregos, montagem final aqui, parceria estratégica etc (ainda que o negócio fosse ruim, do ponto de vista do custo exorbitante, tal qual seria o Rafale vários anos depois), podendo até mesmo transferir a linha pra cá se encomendassem mais uns dois ou três lotes de 12 aviões cada. Até a Índia, que pretendia comprar Mirage 2000 mas ficou na mão pela decisão da Dassault em fechar a linha na França (e acho que uma encomenda brasileira a teria mantido aberta por mais algum tempo, pensando em novos lotes), teria ficado feliz e provavelmente também compraria novos lotes do caça, garantindo maior escala com benefícios até para o Brasil – ou vice-versa, com o Brasil comprando caças de uma linha transferida para a Índia, em plena época de BRICS posando de potências etc.

    PS – vale só relembrar que, apesar de concordar contigo nesse ponto, eu não era fã da proposta do Mirage 2000-5Mk2 – quem me conhece há tempos sabe que à época do F-X original, meu preferido para substituir os Mirage III da FAB e posteriormente os F-5 era o F-16, com seu custo-benefício imbatível e ainda melhor à época, seguido de perto pelo Gripen C/D, que era o caça que apontava para o futuro.

  12. É isso Nunão, 2003 e não 2001. Obrigado.

    Discordo quanto ao FHC, porque tão certo quanto 2+2=4 a escolha por ele seria utilizada pelo PT na eleição. Infelizmente a coisa ficou em cima demais para o FHC. Talvez a FAB de fato devesse ter dado início às gestões antes.

    Infelizmente num caso como esses “timing” é tudo. Ainda, conforme vc apontou, há uma grande diferença entre um atraso de 6 meses e um de 11 anos. Mas enfim…

    De resto estamos de acordo, inclusive quanto ao F-16 e, na sequência, Gripen C/D.

    Mas ainda assim seria menor pior o Mirage-2000-5 do que o C.

    Abraço.

    • Vader, entendo seu argumento. Apenas tenho a opinião de que, para FHC, deveria estar mais do que claro que a eleição estava perdida para o partido dele há muito, então daria na mesma (politicamente) tomar a decisão do F-X ou não antes de deixar o cargo, fizesse o PT o que quisesse na campanha. Não decidiu porque não quis, seja a desculpa a da ética ou da disputa (perdida) presidencial.

      De qualquer forma, a desculpa dele era um pouco menos esfarrapada do que a de Lula e Dilma, que empurraram decisões com as respectivas barrigas por anos a fio. Mas não retiro a parcela de culpa do FHC nessa novela toda, ainda que os demais “vilões” do interminável folhetim fossem bem mais descarados.

      Alexandre,

      2019 é só o início das entregas e operações. Ainda vamos precisar do F-5M por vários anos até a total operacionalidade do Gripen brasileiro. Se não modernizarem os caças comprados da Jordânia para ao menos cobrir os buracos da disponibilidade que se espera ser cada vez menor para os F-5M, o destino dos atuais esquadrões é ficar na virada da década como o Pacau é hoje: operando com meia dúzia de caças, quando muito.

  13. Caro Vader. Certamente a França é uma potência nuclear, mas não uma superpotência. Mesmo que tenha passado a guerra fria tentando vender a ideia de que era uma terceira via à polarização USAxURSS, nunca conseguiu. E sim, hoje a única superpotência é os Estados Unidos. Embora exista a possibilidade de ameaça chinesa (espero que não), mas para o futuro.

  14. Senhores,irei adquirir os 36 gripens NG, logo também irei junto ao U.S solicitar a venda de 24 S.Hornets ….com todo arsenal incluído OK.Votem em mim para presidente. 🙂

  15. O THC e Luiz 51 não decidiram pela compra porque para por abordagem diferente sobre o tema, o primeiro porque entende que forças armadas ao melhor estilo liberal é cara e ineficiente e obsoleta podendo ser substituída por F.A. menor, uma Policia Nacional o segundo por que não sabe o que é Defesa Nacional e por isso não tem a menor ideia do que é investir em uma F.A moderna, e atual então mandataria só decidiu pela compra para jogar na vidraça dos bicudos e do narizudo que ela foi quem resolveu a enrolação do programa F-X, mas também não entende nada do que é F.A.

  16. Isso é a bosta de subordinação ao poder civil… Paciência. Vocês não imaginam o que é ter que ir à Secretaria do Tesouro Nacional apresentar um projeto qualquer da COPAC prum bando de garotos do terceiro escalão, a fim de aprovarem a liberação dos recursos. E tome sabatina.

  17. Nunão e Vader, a mim, quem realmente acabou (meio sem querer) por iniciar todo este imbróglio foi o então presidente da Embraer Maurício Botelho, quando na surdina resolveu vender parte das suas ações (cerca de 20%) a um consórcio euro-francês (Airbus, Thales, Safran e Dassault) e assim ofertar a opção do Mirage 2000-5BR. Tivesse ele mantido a empresa ausente disso, o escolhido teria sido o Gripen C/D como estão planejado.

    Daí, depois disso é que começou o estica-encolhe entre o Lula/Embraer durante o processo eleitoral de 2002, quando então o FHC, se abstendo da decisão, deixou ao Lula a escolha. Vale lembrar que afora o F-X, os projetos CL-X e P-X (definidos ainda em 2002) tiveram suas escolhas acatadas e contratadas em 2005, após um período de suspensão devido o tal Fome Zero propalado (e malfadado) pelo Lula em 2003.

    Até mais!!! 😉

  18. Rinaldo, entendo quão complicado é o trânsito no MPlan., em especial pela STN e suas comissões (trabalhei por alguns anos com captação de recursos e operação de crédito internacional), mas o caminho é este mesmo, apesar de achar que há uma concentração exagerada (uma espécie de concentração de super poderes aos ministérios da fazenda e planejamento), que burocratiza demais a administração pública.

    Das duas uma, ou começamos a dar, através de uma reforma administrativa (que infelizmente não foi tema levantado por nenhuma das principais campanhas de 2014), com mais autonomia aos ministérios (administração direta), podendo assim trabalhar como fazem hoje as autarquias (com autonomia financeira, dependendo apenas de autorização orçamentária), em contrapartida mais responsabilização dos gestores, caso venham cometar qualquer ilícito (culposo ou doloso). Ou o MD e as FFAA comecem a fazer um melhor trabalho de relações institucionais com os ministérios da Faz. e Plan. (acredito que já o fazem, mas ainda encontram barreiras).

    No mais, sou daqueles que acha que deveria haver ainda mais coordenação e concentração junto a tal Secretaria de Compras do MD (sei que isto acaba sendo contrário de muitos militares, mas é o que penso), para definição de investimentos, desenvolvimento e compras de novos equipamentos, armamentos, sistemas, etc…..como já fazem outros países. É a “bosta de subordinação ao poder civil”, como em qualquer outro democracia ocidental.

    Até mais!!! 😉

  19. Tardou em concluir, mas a escolha pelo FX-2 no meu ponto de vista não só tem um viés essencial de projetar poder e soberania da FAB como estratégico para o país em futuras negociações e projetos (acho que os Srs sabem). Fora que não há somente a FAB carente de investimentos, temos o EB com viaturas e armamenro pessoal da época da guerra do Golfo e a Marinha com numa NaE (unica) atracada por um casco rachado

  20. Concordo plenamente que a França é a que melhor tem capacidade de projetar poder longe de suas bases depois dos EUA, a maior deficiência ficando com a frota de reabastecimento, mas eles estão longe de ser uma Super Potencia. Gosto muito dos conceitos apresentados por Martin Wight em “A Política do Poder”. Esse livro é delicioso e, embora o mundo não copie e cole os seus conceitos, veja que muitos são totalmente atuais.

    Rafael, eu discordo em parte. O Sarkozy não foi mestre de nada, mas o Hollande acha que se faz Política Externa e guerra no contexto estudado por Clausewitz, isso porque ele era tachado de mole, ai resolveu bombardear o Mali e isso ajudou na popularidade dele, ai não parou mais. Eles sempre foram aliados dos EUA, mas não precisa ser eco, até o RU parece que aprendeu isso. A França era uma via de liderança européia na questão política, mas deixou a Alemanha sozinha.

    PS: A decisão do Hollande de invocar o Art. 42 parágrafo 7 do Tratado de Lisboa e não o Art. 5 da carta atlântica que eu achei bastante interessante… quero ver os desdobramentos.

  21. Delmo valeu por colocar sua parte não sabia que o hollande tinha feito essas lambanças especialmente no Mali sempre achei que fosse uma questão estratégica de defesa de um governo aliado, também achei abil ele ter conseguido vender os rafales a 3 países e ter escolhido um lado nessa guerra que ta no oriente medio aumentando sua influência nos países sunitas na questão da europa sempre achei que ele era único que aceitava dividir o poder com a Alemanha e não que relaxou na liderança

  22. Rafael, sem dúvida o cara tem seus méritos, mas uma parte do sucesso com o Rafale (eu gosto desse avião, principalmente a gestão do projeto considerando a solidão francesa nele) se deu além dos seus méritos. Quanto ao fato de assumir uma posição de liderança contra o ISIS, a minha opinião é de que se deu mais por um cálculo leviano da questão que um cálculo preciso, aproveitou o momento, mas não dou o mérito (falou um bosta que não tem moral nem de jogar pedra no telhado do vizinho).

    Roberto Santana, não lembro bem de que fato você está falando. Seria da questão da laicidade do Estado e renuncia às raízes??? Me ajude amigo…

    PS: Editores, to sentindo falta de uma cobertura mais atenta sobre os fatos recentes, tanto aqui quanto no PN. Caso exista algum motivo para essa diminuição no ritmo, me perdoem.
    PS2: Gosto muito do canal, quero que ele continue sua trajetória.

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