domingo, maio 16, 2021

Gripen para o Brasil

‘Stealth’ não significa invisível

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

BAM-60-F-117A_Night_Hawk

Na foto, restos de um caça-bombardeiro furtivo (stealth) F-117 Nighthawk abatido pela artilharia antiaérea na Iugoslávia em 1999, no Museu de Aviação de Belgrado. Os restos servem de alerta para o fato de que a furtividade não garante invisibilidade.

FOTO: Belgrade Aviation Museum Photo Archive

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Brigadeiro Antônio de Sampaio

Esse piloto sobreviveu e se tornou um grande amigo do militar que comandou a ação anti aérea que o abateu. Se tornou seu amigo pessoal e de sua família, esposa e filhos em churrascos juntos nos EUA e na Iugoslávia… foi o que eu li na internet, ficaram amigos depois dessa guerra. Li que fazia muito mal tempo no dia e que os F16 que iam na frente detectando e disparando contra os radares inimigos não puderam decolar, então o F117 foi sozinho, segundo relato do próprio piloto, essa missão tinha tudo para dar errado, mal tempo e sem escolta.… Read more »

Eduardo Alves

Prezado Brigadeiro,

Eu tenho tenho uma revista com a entrevista do piloto. Segundo o relato dele o mérito foi do artilheiro que o abateu, não havendo problemas técnicos.

Ele pode ter mudado a versão, porém até onde eu sei o voo não apresentava problemas.

Abraço

Delfim

Vou buscar pela memória. Eu li numa edição da Revista Força Aérea uma entrevista do piloto, que declarou que foi uma salva de 2 mísseis, o primeiro passou perto e o segundo impactou direto, Em outra edição, reportaram que a guarnição todo ano comemoram o aniversário do abate com um bolo em forma de F-117, e eles declaram que foram 2 mísseis SA-6 com aquisição visual ! Se pensarmos num F-117 negro com as nuvens no fundo, pode ser. E que foi o terceiro dia que o ataque era feito pela mesma rota, que nem no Vietnam, o que facilitou… Read more »

Eduardo Alves

Delfim,

Isso mesmo. Tem mais um detalhe, ele foi detectado na hora que soltou as bombas. Dai o pessoal da artilharia calculou aonde ele estaria na rota de volta para realizar o ataque.

joseboscojr

Aquilo era um corredor de caças que passavam a média altitude, provavelmente às centenas. Caças convencionais empesteavam o espectro com interferência eletrônica, sem falar no possibilidade de levar um HARM, e o comandante da bateria resolveu deixar o radar de lado e se concentrar em ficar observando o céu noturno. Por várias dias e por várias vezes não deu resultado e um míssil sequer foi lançado, mas o comandante da bateria não desistiu. Naquele dia era o dia dele. Tão logo detectaram algo no visual (podia ser qualquer aeronave) ele implementou o engajamento com o míssil, que tinha um canal… Read more »

Space Jockey

Na referida entrevista do Piloto na RFA o entrevistador pergunta se ele não recebeu um alerta no seu RWR e o piloto respodeu: “aí nós ja estamos entrando nas capacidades do F-117…”

Galeao Cumbica

Sera que algumas partes foram parar na China e Russia?

sds
GC

Clésio Luiz

Taí uma coisa que toda AAA deveria ter, canais passivos.

Li por aí sobre um equipamento portátil, levado por tropas à pé, capaz de localizar a direção de um tiro (utilizado contra snipers). Não vejo problema em desenvolver um modelo contra alvos aéreos, coisa que os ingleses faziam (embora de forma primitiva) em 1940.

Outra são câmeras de vídeo IR, como um FLIR, porém sem as limitações impostas pelo trasporte em uma aeronave. poderia localizar alvos à dezenas de quilômetros, totalmente passivo.

Brigadeiro Antônio de Sampaio

Alves Essa versão do não fechamento do compartimento de bombas eu já li em vários lugares. Não sei se é verdade. Mas eu li também, e acho que deva ser verdade é que com o mau tempo os F16 não puderam ir na frente destruindo os radares, então o F177 foi isolado sem cobertura. Este trecho abaixo foi publicado em 2010 aqui mesmo neste site: Outro fatores que podem ter contribuído para o abate: A mesma rota foi usada múltiplas vezes pelos F-117A, tornando-se conhecida; O avião de guerra eletrônica EA-6B não deu cobertura naquele dia; O F-117A pode ter… Read more »

joseboscojr

Brigadeiro,
Mas eu acho estranho F-16 e Prowlers não operarem no mau tempo. Na verdade quem só operava em tempo bom era o F-117, que não tinha radar.
F-16 pra lançar HARM ou o Prowler pra interferir faz até dentro de furacão de quinta grandeza.

joseboscojr

Clesão,
Mas sistemas passivos (câmera térmica, TV, LLTV) de aquisição de alvos já são usados há muito tempo.
Se você estiver se referindo a sistemas passivos para a busca de alvos, como um IRST, também já há sistemas assim instalados em veículos e navios.
Com os mísseis ficando cada vez mais furtivos os navios estão tratando de ser equipar com IRSTs, capazes de detectar ameaças de baixo RCS, mas que são passíveis de detecção via assinatura térmica.
Em terra tem o ADAD: https://3.bp.blogspot.com/-UfKeyf93ORE/TlUw1H02zDI/AAAAAAAAAdo/0FznQw9QkP0/s1600/LML+and+ADAD.jpg
No mar tem o ARTEMIS e outros.

joseboscojr

Provavelmente todos já conhecem, mas fica a dica:
http://sistemasdearmas.com.br/ge/fur10anti5.html

Claudio Donitz

Mais um mito criado pelo Tom Clancy que foi jogado ao chão(literalmente). A vida real não é a ficção.

joseboscojr

Claudio,
Para de ser chato e colabore com a discussão.
Não foi o Tom Clancy que inventou que houve mais de 2000 surtidas bem sucedidas e só um avião abatido.
Para de encher o saco!

joseboscojr

Você disse que num fórum de discussão, que eu nem faço a mínima ideia de qual seja, os “fã boys” são ignorados, pois vá brincar lá onde está a tua turma.
Eu sou ateu e não entro em site de igreja nenhuma pra fazer proselitismo do que acredito porque acho falta de educação.
Também não frequento sites com viés antiocidental e já me retirei de um pra não ser o chato da parada, mas quanto mais me escondo mais assombração aparece.
Devo ter vendido churrasquinho na crucificação. Só pode!!!

Claudio Donitz

O choque de realidade é sempre uma contribuição.

Por acaso nestas 2000 mil sortidas você incluíu os ataques ao Panamá??

joseboscojr

Se os americanos achassem que o F-117 era invencível não tinham colocada a porra do assento ejetor que salvou o piloto.
Consome todo tipo de porcaria que vem da Voz da Rússia e deforma e desvirtua informações de fonte confiável.
E o F-117 não era produto de exportação americano e não fazia propaganda, muito menos enganosa como as porcarias russas que abastecem os países do terceiro mundo e prometem mundos e fundos, todas comparando com um similar americano ou se dizendo os carrascos de porta-aviões, e etc.

Claudio Donitz

Você não conhece o Fórum da Air Force Monthly?

A melhor revista de aviação militar do mundo.

Não sabe o quê está perdendo.

O ACIG também é muito bom.

joseboscojr

Incluo as do Panamá sim. Usaram o F-117 mas poderiam ter usado o B-52.
Ainda bem que tinha um avião capaz de causar mínimas baixas e danos colaterais.

Flávio.

Bosco,
Você falou que o SA-6 tinha um “canal ótico independente do radar”. Como funciona isso? É um tipo de guiamento reserva?
Acho que hoje existem misseis com mais de um tipo de guiagem,não é? Mas não sabia que os mais antigos também tivessem.
Nesse caso especifico eu achava que tinha sido lançada uma salva de misseis de maneira balistica e tinha ocorrido uma explosão por proximidade e não um impacto direto.
Atenciosamente

Souza-vix

Não sei o por que, mas sempre quando uma aeronave made in USA é abatida ela foi “vítima” de algum sinistro.

joseboscojr

Só frequento a Trilogia e o … e o dia que esses sites também forem dominados pelos aliens, eu largo de brincar disso.

Claudio Donitz

Souza-vix

É o famoso “lead ingestion.”

joseboscojr

Flávio, O míssil em questão foi o SA-3 (S-125), que era guiado por CLOS, com opção de rastrear o alvo de modo visual ou via radar. Esse tipo duplo de orientação é comum e vários mísseis a utilizam, inclusive no Ocidente. Geralmente o modo ótico é usado quando num ambiente com muita interferência eletrônica, desde que o tempo seja favorável, seja de dia, e o alvo esteja, claro, dentro do alcance do sistema de aquisição visual (luneta, TV, etc). Os mais modernos têm ainda a opção de usar uma câmera térmica, que expande o modo para a noite e com… Read more »

Rafael Oliveira

Calma Bosco, rsrs.

Claudio Donitz, na AFM tem algum material sobre um avião Stealth que tenha tido desempenho melhor que o F-117 e que não seja americano?

Avião real e não obra de ficção, já que estamos falando de um avião que foi fabricado, voou e foi utilizado em guerras e conflitos.

joseboscojr

Flávio,
Assim como podem ter usado o radar mesmo. Não há nada demais nisso. Se foi o F-117 foi rastreado pelo radar, maravilha.
Uma conjunção de fatores favoráveis fez a balança pender para um lado. Normal!
Nas outras 1999 vezes os fatores foram mais favoráveis para o F-117.

Flávio.

Ok Bosco, obrigado.

Oganza

Mestre Bosco,

relaxa meu caro…

esse povo é inconformado pelo fato de que os Superultramegapuxafodásticos equipamentos da Mama Russa que eles amam, levou porrada de qualquer Equipamento Ocidental em TODAS as guerras dos últimos 60 anos.

E mais, nós sempre tivemos a LIBERDADE para ter os nossos Tom Clancy’s… e que eles adoram mas não admitem… assim como adoram consumir TUDO que é Ocidental, inclusive a nossa paciência. kkkkkkk

Grande Abraço

Flávio.

Comentamos aqui sobre as qualidades( ou não) do avião, capacidades do missil e fatores que influenciaram no desenrolar dos acontecimentos.

Porém em minha opinião o fator primordial para o resultado desse confronto foi o treinamento, prontidão do pessoal da bateria anti aérea e o conhecimento do seu armamento.

Henderson

È tão difícil reconhecer a o mérito do inimigo dos EUA? A Iugoslávia tinha uma boa equipe anti aérea e armamento certo. Fizeram grande trabalho e conseguiram derrubar um bombardeio F117. O que acho feio é essa desculpa de problema técnico. O F117 encontrou adversária certo e foi abatido com mérito da Força Aérea da Iugoslávia. Esses caça Stealht só funcionam contra países de terceiro mundo. Parem com esse problema técnico, é conversa para boi dormir. Toda vez que caça dos EUA ou helicóptero é abatido no campo de batalha sempre espalham mentiras de falha técnica para ocultar o sucesso… Read more »

Paddy Mayne

Sobre o comentário do Brigadeiro Antonio Sampaio, acerca da amizade entre o piloto e o comandante do AA site, vejam o link: http://www.bbc.com/news/world-europe-20209770

Realmente é interessante como os militares conseguem perdoar o passado e focar no futuro. Só quem serviu as FA entende isso.

Farroupilha

Será que previbilidade e alerta entre as forças sérvias sobre as rotas aéreas repetitivas dos atacantes foi o fator preponterante para esse abate? E a escolta de F-16 ficou guardada em seus angares? Surgem certas indagações: Se isto teve uma grande importância por que então muitos outros aviões, de outros tipos, não foram igualmente abatidos, por essa previsão de rotas já esperadas? Que história conveniente é essa de F-16 de escolta terem ficado em terra? … Pois se o mal tempo era severo até o f-117 também teria que se resguardar, e então o mais certo seria cancelar a missão… Read more »

Farroupilha

correção… previbilidade = previsibilidade

Farroupilha

correção… preponterante = preponderante
Demais erros sinto muito.

joseboscojr

Henderson,
Quem foi que disse que foi problema técnico ou que não reconhece a competência da equipe responsável pelo abate?
Não entendi sua revolta!!
O que estamos fazendo é conversando como pessoas civilizadas que curtem o assunto.
Tudo é especulação.
Eu por exemplo gostaria de ver uma entrevista com o comandante da bateria iugoslava pra ver o sua versão do ocorrido. Se você tiver um link com ela gostaria que nos indicasse.

fabiano

bosco, qual seria hoje ou amanha,uma arma anti aérea osso duro de roer para caças com tecnologia furtiva ou estamos muito longe disso ainda?

Brigadeiro Antônio de Sampaio

Este aparelho cumpriu milhares, milhares mesmo de missões de combate ao longo de toda a sua existência, que se saiba apenas um foi derrubado. Nunca se disse que esse avião era “invisível”, a sua definição é ser “furtivo”, ou seja, muito difícil de ser detectado, eu mesmo assisti a uma entrevista com um piloto de F117 e ele disse que: “É possível detectar, mas é muito difícil, é como tentar localizar uma andorinha no radar”. Na verdade houve um pouco de sorte em lançar um míssil às cegas e ele acertar o alvo com sua espoleta de proximidade. Tudo bem… Read more »

Alfredo Araujo

Boscão…

Já eu ja li por ai que o Pechora foi guiado até o F-117 por um radar de baixa frequência, de tecnologia já obsoleta, mas mais capaz de detectar caças furtivos que os novos de frequências mais altas…

joseboscojr

Fabiano, Hoje com o advento do avião furtivo a coisa tá difícil pra defesa, mas nunca foi fácil mesmo. Antes havia as CME, os mísseis anti-radiação, os modos de penetração em baixíssima altitude, as armas de logo alcance, etc. Hoje, além disso tudo continuar a existir, ainda tem a furtividade pra complicar mais no meio de campo. O caminho para a defesa antiaérea é o que já está sendo feito, principalmente na Rússia, que é comungar uma multiplicidade de sensores diferentes, conectados via data-link, e usar mísseis também com diferentes sistemas de orientação. Para a IADS se proteger deve adotar… Read more »

fabiano

valeu bosco

Vader

Affff que discussão mais besta… E como esses antiamericanos são chatos…

A droga do F-117 era pouco mais que uns protótipos mequetrefes da Skunk Works, subsônicos e sem radar, mas se mostraram tão eficazes que acabaram se tornando operacionais, lutaram e ajudaram a ganhar pelo menos duas guerras, com milhares de sortidas bem sucedidas, é criticado e se faz uma baita celeuma por causa de UM abate, e que nem teve consequencia alguma para a guerra em questão, exceto a melhora das condições de operação de tais aeronaves.

Quanta bobice…

Predator

Vocês terráqueos achando que é fácil ficar invisível… 😉

vmax

A associação do termo “stealth” às aeronaves com reduzido RCS é culpa exclusivamente da mídia não especializada no assunto. Digo exclusivamente da mídia porque nem o google translate comete tal gafe.
Foram incontáveis as vezes em que pude acompanhar pela TV as nóticas sobre conflitos e quando o brilhante reporter diz “blábláblá atacado por aviões F-117, invisível a radar”.

Sérgio Ricardo

Meus prezados, o pouco que sei, me dá a impressão que você pode mascarar, mas não esconder toneladas voando. Isso é impossível. Com a técnica passiva correta se detecta qualquer coisa no ar.

carlos

Com exceção do raciocínio das cheerleaders, yanklovers, que rabiscam por aqui, um bom raciocínio, compreende as limitações da tecnologia, até mesmo da militar americana; que realmente é a primeira do mundo, mas não infalível; leram cheerleaders.

vmax

Perdão.
Correção:

vmax 14 de fevereiro de 2015 at 10:18 #

“A associação do termo ‘invisível’ “.

joseboscojr

O Galante que cuide do seu espaço porque os anencéfalos estão tomando de conta.
Gente que não tem nada pra falar sobre o tema, não entende bulhufas do assunto, mas não cansa de avacalhar e usar de adjetivos ofensivos e provocativos, muitas vezes inibindo quem tem opinião sobre determinado tema.
Será o inicio do fim desse também?

Peter Lenhart

1999 x 0001… Como foi o jogo? “Estamos de parabéns, fizemos um gol…”.
Tem sempre o lado positivo… até mesmo na derrota.

Delfim

Uma dúvida, por favor :

Sempre achei enigmática a evasiva do piloto em negar o uso do RWR no episódio… a impressão que dá é que o F-117 não tem RWR.

Ao ver fotos de sistemas RWR, percebi que eles são “proeminentes” em relação às linhas da aeronave, e que talvez aumentassem a assinatura radar; ou seja a única defesa do F-117 seria sua furtividade.

Esta minha teoria estaria certa ?

joseboscojr

Delfin,
Até onde eu sei ele não tinha RWR.

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