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Desafio Poder Aéreo 152

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Desafio Poder Aéreo 152

Uma dica: seu projetista, após acidente com a aeronave, lamentou que tivesse projetado um “pato” e prometeu que seu próximo avião seria um “ganso”. Aprendendo com os erros da aeronave acima, seu projeto seguinte foi considerado uma obra-prima e, pouco depois, ele também projetaria uma lenda da aviação. Qual é o avião da foto e seu projetista-chefe?

 

11 COMMENTS

  1. Marcos e Rafael,

    Se é um P-26 Peashooter (Boeing Model 248), onde está o velho sistema de cabos de aço externos para ajudar a manter a integridade estrutural das asas, coisa que vinha desde os velhos caças monoplanos da Primeira Guerra, como os Fokker E?

    Essas asas me parecem mais modernas, com estrutura cantilever, como era o caso dos Polikarpov I-16 (não estou dizendo, com isso, que é um caça russo…).

  2. Roberto,

    Quais seriam, na sua opinião, os dois projetos seguintes que podem ser considerados uma obra-prima e uma lenda?

  3. Roberto,

    De fato, a lenda pode também ser uma obra-prima, mas a minha opinião (e também a de biógrafos e de algo a mais de que vou falar num próximo post), coloca um avião antes do Zero como outra obra-prima de Horikoshi.

    Mais tarde (mais tardar amanhã) vou publicar.

    • Encerrando o desafio: quem acertou foi o Roberto Santana.

      O Mitsubishi 1MF10 respondia ao requerimento de 1932 (7-Shi, ou sétimo ano do Hiroito) para um caça naval monoposto, e foi o primeiro monoplano com asa baixa cantilever (sem braçadeiras e arames externos para reforçar sua integridade, tendo sua estrutura toda interna) projetado no Japão.

      A fuselagem monocoque era de duralumínio, assim como a estrutura da asa, cujo revestimento era entelado.

      Porém, os protótipos revelaram desempenho inferior ao desejado, assim como acidentes, sendo que o 1MF10 acabou rejeitado. Segundo Martin Caidin, alguns requerimentos estritos da Marinha acabavam engessando a liberdade de ação das equipes de projeto no 7-Shi. Essa era a opinião do capitão de corveta Hideo Sawai, que insistiu que deveria ser dado mais tempo e liberdade para os projetistas, sem o detalhamento excessivo de exigências para os caças navais e menos interferência.

      Surpreendentemente, a Marinha Japonesa aceitou as propostas de Sawai e a série 9-Shi (1934) teve apenas especificações de natureza mais geral, deixando as equipes de projeto da Nakajima e da Mitsubishi com muito mais liberdade para fazer escolhas de modo a atendê-las. Na verdade, o futuro Mitsubishi KA-14 acabou superando e muito os requerimentos. Foi o KA-14 que deu origem ao A5M “Claude”, que citaram aqui, e que apesar da asa baixa e trem fixo torná-lo semelhante ao 1MF10 da foto, era um projeto totalmente diferente, que incorporou apenas as lições com os acertos e erros no projeto anterior.

      O KA-14, com o tempo, recebeu algumas alterações, a mais visível foi deixarem de lado as asas tipo gaivota, cujos benefícios não compensavam a dificuldade de produção, e entrou em produção como A5M, que derrubou tudo que encontrou pela frente entre 1937 e 1940, na China. Foi uma obra-prima da equipe chefiada por Jiro Horikoshi – e foi o primeiro caça embarcado monoplano de asa cantilever, monoposto, do mundo.

      Daqui a pouco, falaremos mais dele numa nova matéria sobre Horikoshi.

      Porém, as necessidades operacionais na China, com alvos cada vez mais distantes para os bombardeiros ficando além do alcance do A5M, que atuavam como escoltas, além das necessidades que se antevia, levaram a Marinha Japonesa a pedir um alcance maior para um novo caça, além de desempenho atualizado frente aos seus futuros adversários no ar. E as especificações para o 12-Shi (1937) levaram a um caça ainda mais avançado, outra obra-prima que se tornou lenda: o A6M “Zero”. Mas isso já é uma outra história.

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