Home Aviação de Transporte ‘Habemus’ KC-X2: FAB seleciona proposta da IAI para novo avião-tanque

‘Habemus’ KC-X2: FAB seleciona proposta da IAI para novo avião-tanque

883
113

767 MMTT - imagem IAI

Nota oficial da FAB informa o final do processo de seleção de aeronaves reabastecedoras – KC-X2 – proposta escolhida foi da Israel Aerospace Industries, de conversão de dois jatos Boeing 767-300ER

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou, em nota oficial divulgada às 11h56 desta quinta-feira, 14 de março de 2013, que o Comando da Aeronáutica encerrou o processo de seleção das duas aeronaves de grande porte que substituirão os KC-137 operados pelo 2° Esquadrão do 2º Grupo de Transporte (2°/2°GT).

A proposta escolhida foi a da empresa Israel Aerospace Industries – IAI, que converterá aeronaves comerciais Boeing 767-300ER em plataformas capazes de realizar reabastecimento em voo, transporte estratégico de carga e tropa e evacuação aeromédica, de acordo com os requisitos formulados pela Força Aérea Brasileira.

O Projeto KC-X2, como foi chamado o processo de substituição dos aviões, foi instituído pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) em 2008 e conduzido pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), que buscou as melhores soluções existentes no mercado, considerando requisitos técnico-operacionais, logísticos, industriais e de compensação comercial e tecnológica para o estado brasileiro.

Os antigos KC-137 foram fabricados na década de 1960 e incorporados à FAB em 1986, tendo sido empregados, desde então, em diversas missões operacionais e humanitárias de grande relevância para a Força Aérea Brasileira e para o Brasil.

767 MMTT - concepções 2 IAI

767 MMTT - concepções IAI

FONTE: FAB (Centro de Comunicação Social da Aeronáutica – clique no link para o texto original da nota oficial, assinada pelo brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno)

IMAGENS: IAI (as ilustrações são concepções veiculadas no site da Israel Aereospace Industries, e não necessariamente correspondem à configuração selecionada pela FAB)

NOTA DO EDITOR: um dia após a rápida escolha de um novo papa, foi apresentado o vencedor do programa KC-X2, que visa a aquisição de um novo avião reabastecedor para a FAB. Este programa, pelo fato de ter um “X2” ao final, faz lembrar de outro, o F-X2 (dos novos caças da Força Aérea). Porém, diferentemente do F-X2, que teve um predecessor “F-X” que foi cancelado, o KC-X2 teve um predecessor “KC-X” que deu origem ao desenvolvimento do KC-390, aeronave programada para fazer seu primeiro voo no ano que vem.

Segundo a nota da FAB, o KC-X2 foi “instituído pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) em 2008”, coincidentemente o mesmo ano em que o programa F-X2 teve seu desenvolvimento mais rápido: instituição da Comissão Gerencial do Projeto, encaminhamento de RFI (pedido de informações) a seis concorrentes e divulgação da  “short list” com os três caças finalistas, tudo num mesmo ano. Infelizmente, depois disso as coisas andaram mais devagar fora do âmbito da FAB e o Governo ainda não se decidiu por um vencedor desses três finalistas do F-X2, para que se saiba quais os novos caças que serão reabastecidos pelo novo avião-tanque. Seria ótimo se essa decisão dos caças não se arraste ainda mais, e que a “fumaça branca” da escolha do F-X2 possa ser vista em breve sobre Brasília…

VEJA TAMBÉM:

113 COMMENTS

  1. Apesar da FAB ter tido KC-137 na época do Mirage III, a Força Aérea Brasileira mesmo testando a sonda no Mirage III, não quis adotá-la.
    Creio eu, opinião minha, que os Mirages III/V não eram capazes de operar com segurança em operações de reabastecimento no KC-130 Hercules, nunca vi uma foto do Mirage III sendo reabastecido por um Hercules.

  2. Como já havíamos previsto…deu a lógica do mais BARATO !

    Tomara já tenham encontrado as aeronaves ….. até pouco tempo atras ainda estavam a procura das células usadas.

    Sds.

  3. 767 né? Da Boeing, né? Adaptado pela IAI, né?

    Os cães ladram, mas a FAB é quem conhece realmente suas necessidades e, como sempre, escolheu manter sua ótima parceria com os gringos imperialistas e seus comparsas sionistas.

    Que venham os vespões agora!

  4. Boas novas. Há previsão de mais células? Dois é um número tão pequenos. Basta um entrar em manutenção e teremos apenas um.
    Há tempos se comenta que a Dilma está atrás de um novo vassourão, ehr, quer dizer, avião. Talvez fosse uma boa idéia adquirir mais umas 3 células, sendo uma convertida para VIP e as outras duas transporte/revo. Ao menos teríamos padronização e mais aeronaves para a missão.

  5. Também acho que deveríamos devolver o Aerolula pra Airbus, ou vende-lo, e pegar mais um desses KC-X2.

    Um pintado com as cores da Presidência da República e configurado pra transporte VIP e comum, outro pintado nas cores da FAB como MRTT e outro nas cores da FAB como REVO. Revezando as missões entre si, já que podem ser reconfigurados.

  6. jcsleao,

    Acredito que a verba prevista para o programa só permita dois, por enquanto.

    Seria bom ficar esperto em caso de querer ampliar esse quantitativo mais tarde, pois células boas de 767 podem não estar disponíveis na ocasião.

    Lembrando que os KC-390 também permitirão reabastecer os caças da FAB (a matéria mais abaixo até cita os caças do F-X2 e quantos podem ser reabastecidos com o combustível carregado na aeronave, numa missão), embora operando num raio de ação e com capacidade menor que os 767. Ainda assim, acho que três reabastecedores do porte do 767 deveriam ser o mínimo, para ter dois disponíveis a maior parte do tempo, mas…

  7. Uma dúvida: as ilustrações da IAI parecem indicar que essas aeronaves não dispõem de lança para elas mesmas serem reabastecidas.
    Alguém sabe dizer se o projeto da IAI contempla esta possibilidade? Isto faria parte dos requisitos da FAB?
    Entendo que enquanto aeronaves de transporte/Revo esses B767 seriam responsáveis pelas missões estratégicas, ou se o termo for muito exagerado, às missões transcontinentais, especialmente no apoio a ações supervisionadas pela ONU das quais vimos participando com frequência nos últimos anos.
    Já os KC-390, que dispõem de lanças para reabastecimento, deverão desempenhar missões táticas. É isso?

  8. jscleão,

    As concepções, como diz a pequena nota ao final da matéria indicando sua origem, estão aí em caráter ilustrativo.

    Há um limite até onde se fiar nelas para discutir a configuração final do KC-X2, conforme o que a FAB selecionou.

    Além disso, não me lembro de ver casos em que a própria aeronave reabastecedora, desse porte, recebesse sistema do tipo lança para ser reabastecida por outra aeronave, ao menos nos projetos mais conhecidos como o MRTT da EADS.

  9. Fernando “Nunão” De Martini disse:
    14 de março de 2013 às 13:12

    Pois é Nunão. Três sería o minímo mesmo. Tenho certeza que a FAB pensa assim também. Porém como você bem ressaltou, “mas…”.
    Minha colocação foi mais no sentido de questionar se a FAB tem planos para aumentar a frota no futuro assim que as condições melhorem um pouco. Abraço.

  10. No caso da aquisição dos F-18, a Boeing não tinha oferecido um B-747 de grátix? Não poderia esse B-747 ser trocado por dois B-767, também de grátix?

  11. Enfim uma decisão, infelizmente, ainda não a tão aguardada decisão do FX-2.

    Mas se seguir a linha do KC-X2, podemos especular por algo barato ou custo-benefício.

    []’s

  12. Marcos, até onde sei, trata-se de converter Boeing 767 usados, como foi o caso dos KC-137, décadas atrás, convertidos de 707 usados mas com muito tempo ainda pela frente.

  13. Há ou havia…. dezenove células a venda deste modelo no mundo.

    A mais antiga de 1986 e a mais nova do ano 2000, com diversos tipos de motorização.

    Sds.

  14. Fernando “Nunão” De Martini disse:
    14 de março de 2013 às 13:20

    Bem lembrado Nunão. O B767 é bem grandinho. O que veio na minha cabeça quando postei o comentário foram os Handley Page Victor K.2 da RAF que apoiaram aquele Vulcan na missão de bombardeio à pista de Port Stanley em 1982. Eles dispunham de lança para reabastecimento e, de fato, à caminho das Falkland eles foram sendo reabastecidos e reabastecendo o Vulkan.
    Mas o Victor transportava a metade do combustível transferível que o B767. Deveria estar mais para o KC-390…

  15. Marcos disse:
    14 de março de 2013 às 13:25

    Pois é….. também seria legal ter um leão aqui em casa… mas o problema é dar de comer para o bicho….. um B-747-800 só para passear custa muito caro !

    Sds.

  16. Fernando “Nunão” De Martini disse:
    14 de março de 2013 às 13:20
    “Além disso, não me lembro de ver casos em que a própria aeronave reabastecedora, desse porte, recebesse sistema do tipo lança para ser reabastecida por outra aeronave, ao menos nos projetos mais conhecidos como o MRTT da EADS.”

    O KC-10 Extender possui essa capacidade (ver foto 8 do link):
    http://www.amc.af.mil/news/story.asp?id=123238768

    O Boeing KC-46 também terá essa capacidade. E o A-300 MRTT também pode receber combustível via “boom”, ver foto:

    http://www.airlinereporter.com/2011/02/airbus-eads-responds-to-the-air-forces-decision-on-selecting-the-boeing-767-kc-46a/

    Abraços.

  17. A aquisição do 737-300ER adaptado pela IAI mata vários coelhos com uma cajadada só visto que o aparelho pode ser utilizado como aeronave presidencial de longo curso. Se fosse uma aquisição norteada pelo complexo de “Brasil – PuTênfia” o escolhido seria o A-330 MRTT. Ocorre que a FAB sabe onde o sapato aperta ou seja, essa aquisição é um claro indicativo de que direção o FX-2 vai tomar ou seja, fora viradas de mesa e tapetão o Rafale não será o escolhido….

  18. Marcelo,

    Quando o Marcos perguntou sobre essa capacidade, ele escreveu “parecem indicar que essas aeronaves não dispõem de lança para elas mesmas serem reabastecidas.”

    Entendi isso, juntamente com a menção ao KC-390, como uma referência ao sistema Probe & Drogue.

    Já os exemplos com reabastecimento do tipo Flying Boom, de fato os MRTT os têm, entre outros. Mas, como escrevi, nunca vi uma sonda / lança de reabastecimento instalada num avião desse porte, para que ele mesmo fosse reabastecido por outra aeronave pelo sistema Probe & Drogue. E especialmente em se tratando dos concorrentes do KC-X2.

    Os exemplos que vc colocou são do tipo “Flying Boom”.

  19. HMS Tireless,

    Ao menos por enquanto, a FAB não fala nada de transporte VIP, como diz a nota:

    “”…reabastecimento em voo, transporte estratégico de carga e tropa e evacuação aeromédica”

    Nos links ao final da matéria, há um que traz junto a um “clipping” uma nota oficial da FAB sobre o processo, que diz claramente:

    “O Projeto KC-X2 visa, exclusivamente, à aquisição de duas aeronaves de reabastecimento em voo e de transporte estratégico de carga e tropa, bem como missões humanitárias e de evacuação aeromédica e substituirão as aeronaves KC-137, que, por terem sido fabricadas na década de 1960, têm tido seu custo de operação progressivamente elevado.”

    Mas, vai saber…

  20. Uma escolha bastante coerente.

    Os 767 possivelmente são das plataformas para este tipo de missão, mais baratas de se adquirir e de se manter.

    A noticia só não é melhor porque são dois aviões e não quatro.

    Claro que existe a possibilidade de células adicionais no futuro, mas na lógica burra dos gastos públicos brasileiros o provisório vira definitivo e o futuro a Deus pertence.

  21. Alguns dados do Boeing 767-300 ER.

    Comprimento: 54,9 m (180 pés 3″)
    Envergadura: 47,6 m (156 pés 1″)
    Área alar: 283,3 m (3,050 pés)

    Peso vazio: 70.980 kg (198.440 lb)
    MTOW: 186.880 kg (412.000 lb)
    Combustível: 91.000 litros
    – que equivalem aproximadamente a 72.800 kg (160.000 lb) –

    Velocidade de cruzeiro: Mach 0,80 (470 nós ou 851km/h)
    Vel. Máxima de cruzeiro: Mach 0,86 (493 nós ou 913km/h)
    ‘Range’ intercontinental: 14.305 km (9,105 milhas náuticas)

    Motorização usada pelos 767-300 ER da TAM:
    2 x GE CF6-8 C2B6F
    com 61,000 a 62,100 lbf cada.
    Existe alternativas como o RR RB211-524H e P&W PW4000,
    entre 59,500 lbf e 63,300lbf.

    Sds.,
    Ivan.

  22. The 767-300ER, the extended-range version of the 767-300, entered service with American Airlines in 1988. The type’s increased range is made possible by greater fuel tankage and a higher MTOW of 407,000 pounds (185,000 kg). Design improvements allowed the available MTOW to increase to 412,000 pounds (187,000 kg) by 1993. Power is provided by Pratt & Whitney PW4000, General Electric CF6, or Rolls-Royce RB211 engines. Typical routes for the type include Los Angeles to Frankfurt. The combination of increased capacity and range offered by the 767-300ER has been particularly attractive to both new and existing 767 operators, allowing it to become the most successful version of the aircraft. Airlines have placed more orders for the type than all other variants combined. As of November 2012, 767-300ER deliveries stand at 571 with 12 remaining unfilled orders. Airlines had 527 examples in service as of July 2012. The type’s main competitor is the Airbus A330-200.

    Fonte: Wikipedia

    Baschera, o primeiro 300ER saiu da linha de montagem em 1988, não pode ter célula usada de 1986. Detalhe importantíssimo: ainda estão sendo fabricados, até hoje!

    Lembrando que o novo tanker da USAF é outra versão do 767 também.

  23. Nunão e Incansável, sei que nos requisitos da FAB não existe o transporte presidencial e acho que por isso eles conseguem substituir 4 células de KC-137 por apenas duas de KC-X2, já que são mais novos, mais capazes e terão menos uma missão nas costas.

    Mas já que o Aerolula não presta pra missão à qual se destina e jé existe interesse da Presidência da República em complementá-lo, por questões de logística, seria interessante pedir mais um com capacidade de transporte VIP e de tropas, mesmo sem REVO, não?

    • Almeida, sobre uma nova aeronave vip, eu já acho que o chamado “Aerolula” serve perfeitamente para pelo menos 9 a cada 10 missões no exterior.

      Se uma vez por ano uma viagem à China e à Rússia precisar de uma escala, paciência. Organiza-se a escala para que ela seja útil, visitando algum outro país no meio do caminho.

      Para mim, a oportunidade de continuar com mix vip/reabastecedor no esquema anterior era antes da compra do Airbus presidencial. Poderia ter sido com uma remotorização e modernização dos KC-137 ou com a compra, por exemplo, de modelos usados das versões iniciais de Airbus que a Alemanha estava vendendo, por exemplo.

      Nessa altura do campeonato, eu já acho no mínimo estranho voltar ao antigo estado de coisas.

      Prefiro deixar o GTE como está e o 2º/2º GAV com as missões que essas notas oficiais explicitam, tirando de vez as missões de transporte vip do escopo do esquadrão “Corsário”.

  24. Almeida,

    O KC-767 (japonês e italiano) possuem a mesma capacidade de combustível do 767-300ER, do qual deriva diretametne, ou seja,
    72.800 kg (160,000 lb).

    O novo tanker da USAF, o Boeing KC-46, possue uma capacidade maior em missões REVO, em torno de 91.600 kg (202,000 lb), pois é uma avião construído para a missão, possivelmente com tanques extras no porão.

    Algo semelhante que ocorre entre o 707 e o KC-135.

    Abç.,
    Ivan.

  25. Nunão:

    Uma opção para Madame , nas rotas ultra-longas, seria alugar uma aeronave de uma companhia aérea. Ou seja, 9 em 10, iria de AF51 e 1 em 10, iria de Vassourão alugado.

  26. Caro Nunão,
    Os aviões serão usados e vindos da TAM !!!

    Agora uma pergunta pq não comprar um avião já tanque de origem e novos ???
    Pq tem que ser usado e convertido ???

    Fala sério uma bagunça do cacete, será que a compra de 02 tanque mas 01 Vip novo seria tanto dinheiro que não poderia ser comprado ???

    FAB mostra por si só as dificuldades para o anúncio do FX2

    • Darkman disse:

      Agora uma pergunta pq não comprar um avião já tanque de origem e novos ???
      Pq tem que ser usado e convertido ???

      Caro Darkman, a resposta é simples. Se fosse para o GTE seriam novos, mas como é para o 2º/2º GT…

  27. Caro Tireless rs..rs…
    Rafale não ser´ao escolhido, mas não vamos nos livars dos Gauleses, vamos de usados M2000-9 ou então nada, ficaremos com os Forevis !!!!

  28. Olá Darkman,
    Pensava que os B767 da TAM eram alugados à Alitália. No início do ano viagei num deles de MIA para GIG. A configuração dele era diferente de tudo que eu já tinha visto. Com uma cabine bem ao centro, à frente do galley com camas para a tripulação descançar.
    Comentei sobre isso com um dos comissários e ele disse que o avião estava para ser devolvido à Alitália e que eles, comissários, sentiam muito pois o conforto para eles era enorme.

  29. Da TAM?

    Interessante

    Eu me lembro quando a TAM fez encomendas de Boeing 777, quebrando a hegemonia de Airbus na sua frota, mas não lembrava de quando recebeu 767 – foi um tipo de “tampão”? Vi no site da empresa agora que, no histórico, eles aparecem a partir de 2009. Foram comprados novos ou usados, alguém sabe dizer? Assim, seria possível saber a procedência e data de fabricação.

  30. É isso mesmo Nunão. Aviões mais antigos até que os 767 da American Airlines que fazem a rota GIG X MIA!
    Se forem eles os selecionados pela FAB vamos repetir a história dos KC-137, que foram adquiridos já bem antiguinhos da finada “estrela brasileira no céu azul, iluminando de norte a sul…”

  31. Interessante, jcsleão.

    Essa é uma concorrência à qual, pessoalmente, não corri atrás de notícias além das que eram divulgadas pela imprensa / notas oficiais.

    Caso se confirme essa informação levantada por outro leitor de que os 767-300ER em questão seriam esses da TAM (ex-Aeritalia), eu fico pensando:

    Os dois outros concorrentes (Airbus e Boeing) ofereceram o que? Aeronaves usadas também?

  32. Já era tempo!!!

    Excelente aquisição da FAB ainda que 2 unidades seja muito pouco. 3 seria o mínimo ou ideal até a chegada do 390, com quem poderá compartilhar grande parte do seu trabalho.

    Será o descanso do nosso guerreiro KC-137, o melhor avião que a FAB já teve 😉

  33. “3 seria o mínimo ou ideal até a chegada do 390”

    Corsario 137,

    Levando em consideração que as primeiras entregas de KC-390 estão previstas para o início de 2016 (é claro, ainda vai levar um tempo até se declarado operacional), e que a conversão dos B-767 em aviões-tanque (o que provavelmente vai incluir revitalização estrutural entre outras coisas) não é algo que se faz assim do dia para a noite, e levando em conta que contratos ainda têm que ser assinados, além de financiamento etc, eu suponho que não vai haver muita diferença nas entregas de ambos os tipos. Apenas um palpite, é claro.

  34. Defesanet:

    Nota DefesaNet

    Programa KC-X2:

    No ano passado foi divulgado pela FAB o programa KC-X2 com a intenção de comprar 4 novos aviões para substituir os já antigos e obsoletos KC-137E (Versão de reabastecimento do civil Boeing 707-320C) pertecentes ao Esquadrão Corsário sediado na Base Aérea do Galeão no Rio de Janeiro – RJ.

    Os Sucatões como são conhecidos os KC-137 completaram esse ano 44 anos de vida, sendo um dos vetores mais antigos de toda a força. Além da necessidade da troca dos reabastecedores estratégicos também veio a necessidade da Força Aérea adquirir um avião presidencial maior e com maior alcance, pois o recente Airbus A319CJ entregue em 2008 pela Airbus Corporate Jets fazia até 2 escalas para ir para Europa para cumprir a agenda presidencial.

    Após a divulgação do programa, 3 empresas apresentaram suas propostas:

    – Airbus Military: Airbus A330 MRTT (Multi-Role Tanker Transport)

    – Boeing Military: Boeing KC-767A International Tanker

    – Israel Aerospace Industries (IAI): Boeing KC-767-300ER MMTT

    Sobre as aeronaves concorrentes:

    – A330 MRTT: É um Airbus A330-200 de passageiros convertido pela própria Airbus para reabastecimento e transporte em sua fábrica em Getafe, Espanha.

    É utilizado pelo Reino Unido, Austrália, Emirados Árabes, Arábia Saudita e França.

    – KC-767A: Um Boeing 767-200ER civil convertido para reabastecimento em voo (REVO) e transporte COMBI (Cargas e Passageiros ao mesmo tempo). Seus operadores são o Japão e Itália, além da recente encomenda dos Estados Unidos (designado KC-46A).

    – KC-767-300ER MMTT: Convertido pela IAI em Tel-Aviv, Israel teve sua primeira entrega há alguns meses para a Força Aérea Colombiana (versão 200ER). Assim como os concorrentes, pode levar carga e/ou passageiros e utiliza do próprio tanque de combustível para reabastecimento em voo.

    A proposta vencedroa atende aos interesses da TAM que deverá repassar dois B767-300ER prestes a serem retirados de serviço.

  35. Serão dois 767 hoje da TAM mesmo….. já há matéria sobre isto em outro lugar. A TAM está estaria retirando estas aeronaves de serviço em breve.

    A IAI seria a compradora das células para converte-las em aeronave MMTT conforme os requisitos da FAB.

    Já voei em um 767….. é bem estável…. e espaçoso, pelo menos nos fundos da aeronave…era só esticar um cobertor no chão mesmo e tirar um ronco na madrugada….

    Sds.

  36. Nunão,

    Concordo, mas ainda assim acho 2 um número muito ruim quando se trata de aviação. “Quem tem 1 não tem nada, quem tem 2 tem 1, e quem tem 3 pode até ter os três”.

    Longe de mim questionar a FAB, aonde devem existir estrategistas infinitamente mais capazes que eu, porém aqui no meu mundo, quem quer operar 24/360, o mínimo é 3 aeronaves com 9 tripulações e 1 stand by night. Fora disso a experiência nos mostra que não é possível assegurar o pronto emprego.

    • “Corsario137 em 14/03/2013 as 17:27”

      Sem dúvida, também considero que três seria melhor. A observação foi mais em relação ao seu comentário de ficarem prontos antes das entregas do KC-390 (caso estas não se atrasem) para segurar a onda antes destes. Pode até acontecer, mas não creio que vai ser por uma margem grande.

  37. Marcos,

    Não sei se a TAM tem todo esse cartaz não. Até porque, não fosse a FAB, acredito que teria fila aí fora pra comprar esses 767. Foi mais uma oportunidade para a FAB do que para TAM.

    Sds.

  38. Um ‘tanqueiro’ derivado de um avião de carreira é um dos poucos casos em que vale a pena comprar usado para uma reforma e adaptação.

    Os aviões de carreira são construídos para uso intenso, com até mais de um ciclo por dia, várias tripulações em revesamento e para passar mais tempo em vôo do que em terra.

    As empresas de aviação precisão maximizar o uso dos seus ativos.
    Simplesmente negócio.

    Quando uma força aérea convoca este civil p’ra guerra, esta aeronave militarizada vai voar muito menos que o seu projeto permite. No caso de um avião cisterna NÃO penetrante, ele vai aproveitar seu desempenho mais econômico que versões militares de origem para realizar as missões com menor custo. Este é, por exemplo, um problema do IL-78 Midas russo, derivado do Iliyshin IL-76, um cargueiro militar.

    Outro ponto positivo desta ‘convocação’ é a facilidade e menor custo das spare parts, tendo em vista uma imensa frota ativa em uso pelas companhias aéreas. Neste sentido a poderosa US Air Force percebeu o aumento de custo de manutenção dos seus antigos (mas confiáveis) Boeing KC-135 quando os beberrões 707 deixaram as linhas aéreas.

    Que ninguém se iluda, existe um espaço na FAB para os tanqueiros convocados Boeing KC-767 MMTT que não vai colidir com os futuros Embraer KC-390. Cada um no seu quadrado.

    Apenas acho que 2 (dois) é pouco. No mínimo 3 (três), para ter um sempre disponível. Ainda mais sabendo de onde vem as aeronaves.
    Aproveitar a oportunidade de ‘convocar’ os três ex-TAM, que já estão na mesma configuração de motores.

    Sds.,
    Ivan.

  39. “No ano passado foi divulgado pela FAB o programa KC-X2 com a intenção de comprar 4 novos aviões”

    A notícia é boa, só não foi ótima porque vem somente a metade.

  40. Os três da TAM (Tamos Aí Mesmo…):

    -Boeing 767-300 PT-MSU
    -Boeing 767-300 PT-MSQ
    -Boeing 767-300 PT-MSR

    Também acho que por via das dúvidas deviam adquirir os três !

    Sds.

  41. O contrato contempla 02 aeronaves, sendo que a primeira será entregue em até 24 meses após a assinatura e a segunda logo emseguida, provavelmente se tiver $$$ até op final do primeiro semestre de 2015 as duas estarão operacionais.

    este mesmo contrato contempla a opção de mais duas células e pode ser exercida a qualquer momento.

    A FAB procura 04 células que sejam pares de contrução, de tal forma que sistemas elétricos, hidráulicos, partes estruturais e principalmente motores seja iguais. Se isto acontecer é provavel que seja exercidas as outra dua opções até porque o KC 1378 já tem data para parar.

    Grande abraço

    • Juarez,

      Quatro (2+2) já é um número bem mais lógico, levando em conta a necessidade dessas aeronaves.

      Em último caso, 2 poderiam ser pares de produção e 2 não. Já seria alguma coisa quanto à comunalidade.

      E o prazo de entrega até o segundo semestre de 2015 bate com minha previsão de não ser muito antes das primeiras entregas de KC-390 (novamente sem levar em conta algum atraso nestes, e considerando que entregar não significa começar a operar plenamente).

  42. Engraçado – e trágico – é lembrar que 10 anos atrás O PROGRAMA da FAB era o FX e que programas para novos helicópteros pesados, de ataque, aeronave de transporte, reabastecedora, patrulhamento marítimo e GTE, eram coisas ainda muito “germinais”. O tempo passou e a FAB tem um GTE de luxo, helicópteros de ataque e de transporte novos, está na fase de conclusão de um projeto de aeronave completamente nova, já está recebendo os P-3BR e até o KC-137 já teve seu substituto resolvido. Já a aviação de caça… 🙁

  43. Como o Juarez costuma atirar e acertar o pombo….

    Agora sim, fica de melhor tamanho…. com a possibilidade de haver quatro aeronaves MMTT na FAB….. até porque haverá um maior comprometimento internacional do país…. necessitando, portanto de aeronaves sem as restrições de pouso dos KC-137 (B-707) e maior quantidade de aeronaves para realização destas possíveis missões.

    Sds.

  44. Alguém teria como postar o link do RFP da COPAC deste programa da FAB ??

    Há uma importante dúvida quanto a solicitação do tipo de sistema de abastecimento solicitado…. se o sistema Flying Boom ou o Hose-and-Drogue…. ou ambos !!

    sDS.

    • Baschera, nesse caso, não existe “ou” Probe and Drogue

      Este é o básico, primordial.

      A questão é o “e” Flying Boom ou não.

  45. É pode haver os dois sistemas ao mesmo tempo, óbvio, havendo razões e grana…..

    Multiple systems

    USAF KC-135 using Mk32B hose-drogue pods refueling a pair of British GR4 Tornados over Iraq, 2003. Centerline boom is still available.
    Some tankers have both a boom and one or more complete hose-and-drogue systems. Where these are attached to the wings, the system is known as the Multi-Point Refueling System or MPRS. The USAF KC-10 has both a flying boom and also a separate hose and drogue system manufactured by Cobham plc. Both are on the aircraft centerline at the tail of the aircraft, so only one system can be used at once. However, such a system allows all types of probe- and receptacle-equipped aircraft to be refueled in a single mission, without landing to install an adapter. Many KC-135 and some KC-10s are also equipped with dual under-wing hose-and-drogue attachments known as Wing Air Refueling Pods (WARPs)

    Sds.

  46. Off Topic:

    Bloomberg: Canadá está em “conversa” com a Dassault sobre o Rafale como possível opção ao JSF.

    Ja comento: Cilada Binooooo!
    Isso deve ser coisa do povo de Quebec.

  47. Cê tá brincando Corsário! creio ser mais um daqueles factóides do marketing da Dassault,onde eles falam pelos possíveis clientes.

  48. Caro Tireless,

    Acho que dessa vez não, visto que a notícia veio da Bloomberg e eles dão nome a todos os bois envolvidos, com data, local e a razão.

  49. Porque esse aviões tanques (especialmente no caso da USAF) não são desenvolvidos a partir do Boeing 777, maior e com maior alcance do que o 767?

  50. Leio tudo do IPhone e não sei copiar o link 🙁 <– anta!

    Dassault Aviation SA (AM), maker of the Rafale combat jet, said Canada has commenced talks about an order for the plane as it reviews options amid mounting costs for the Lockheed Martin Corp. (LMT) F-35 Joint Strike Fighter.
    Discussions began in January, and Dassault considers the chances of Canada making a purchase sufficiently good that it’s willing to spend the money to undertake a sales campaign, the French company’s Chief Executive Officer Eric Trappier said.
    Canada’s minister of public works and government services, Rona Ambrose, said Dec. 12 that the country had “hit the reset button” on a deal for 65 JSFs after consultant KPMG said the estimated $25 billion bill could jump to $46 billion.
    “Canada was the first to raise difficult questions about the F-35 and we’ve been talking to them since the beginning of the year,” said Trappier, who was appointed Dassault’s CEO in January after Charles Edelstenne stepped down upon turning 75.
    Other countries may be less inclined to consider breaking ranks with the U.S., the executive said at an earnings presentation near Paris, where Dassault in based.
    While the JSF has 10 customers for the plane, Britain, Italy, the Netherlands, Turkey, Australia and Norway are full partners with a share of work on the project. Denmark, like Canada, holds the same status, and it, too, has re-opened the order process, while not including the Rafale.
    The Rafale’s performance in engagements in Libya and more recently in Mali, where France used the jet to help retake territory held by Islamic militants, will provide military officials with examples of its combat ability, Trappier said.
    The F-35, the Pentagon’s costliest weapons system, hasn’t yet begun combat testing and isn’t scheduled to complete it until 2019, seven years later than planned, according to a recent report by Pentagon chief weapons tester Michael Gilmore.
    Dassault was selected last year by India for the purchase of 126 Rafales, though is still negotiating the final deal. The jet has yet to conclude a single export contract, even though its predecessor, the Mirage, drew two-thirds of orders abroad.
    The United Arab Emirates shortlisted the Rafale for a 60- plane deal, though other models are under consideration. The Dassault plane is also competing with the Boeing Co. (BA) F/A-18 Super Hornet and Saab AB (SAABB) Gripen for a contract in Brazil.
    Dassault is currently producing 11 Rafales a year for the French government and couldn’t drop below that level without sacrificing quality, Trappier said after reporting a 25 percent jump in full-year net income to 524 million euros ($677 million), aided by the delivery of 66 Falcon corporate jets.

  51. Epa…. os 767 da TAM estão voando e em bom estado.

    O que é sucata, ou melhor, carcaça são os três Boeing 767-200 da TransBrasil que estão estacionados em Brasília e que irão virar panela em breve. Apenas uma aeronave destas será leiloada para preservar a memória da empresa.

    As aeronaves estão sem motor, sem aviônicos e sem os forros e bancos internos…. sendo literalmente sucata ocupando pátio.

    Sds.

  52. A decisão trás implicitamente um indicativo MUITO RUIM.

    A necessidade clara é de 4 aeronaves e o processo incluía aeronaves novas e esta proposta de conversão.

    Contratar SÓ DUAS e escolher ainda a opção de conversão barata e que é o maior risco INERENTE. Sinaliza o baixo “comprometimento Financeiro da UNIÃO” e incerteza da opção decidida. NESTE CONTEXTO encomendar dois de teste e os outros dois depois (se os primeiros forem recebidos como satisfatórios) é LÓGICO e uma boa medida.

    Uma vez que SEQUER existe parâmetro divulgado de recebimento da célula usada no processo. Coisas como uma comissão da FAB de aprovação da célula usada ANTES de iniciar a conversão, um limite de idade da célula, número máximo de horas voadas, exigência de que a aeronave tenha sido operada por companhia aérea de primeiro nível de manutenção ou auditada por agencias de segurança de primeiro nível (Brasil, EUA, Europa, Japão).

    Talvez a falta de disponibilidade deste modelo para aquisição em grandes quantidades tenha feito a aprovação de só duas aeronaves.
    VER o resultado primeiro e SE ficar bom contratar mais duas.
    Se a opção fosse por comprar aeronaves NOVAS o lógico seria encomendar as 4 de vez.

    Quero ver se a IAI vier com células de uma companhia da África ou da Mongólia…

  53. Caros amigos do Poder Aéreo, boa noite

    Como vocês sabem, visito regularmente este site e, sempre que possível, registro algumas informações que possam sanar as dúvidas dos leitores.

    Sobre o KC-X2, gostaria de esclarecer:
    – o número do projeto (2) não significa que outro processo de licitação foi feito anteriormente e “não deu certo”, como está na Nota do Editor. O Programa KC-X existiu, tendo dado origem ao desenvolvimento do KC-390. É um outro projeto, com diferentes requisitos.
    – O KC-X2 prevê a aquisição de 2 aeronaves, mas com opção de uma terceira. Esta opção será estudada a partir da semana que vem, quando começaremos a negociar o contrato.
    – As aeronaves B-767-300ER a serem adquiridas usadas não poderão ter mais de dez anos de construídas, cinco mil ciclos, inexistência de acidentes, zero danos estruturais etc. Apesar de usadas, os requisitos nos trarão aeronaves pouquíssimo usadas. Há diversos requisitos técnicos e logísticos que nos garantem um bom produto.
    – o custo X benefício desta solução é muito bom, vis-à-vis a missão que a FAB cumprirá.
    – As aeronaves terão 3 pontos para reabastecimento hose and drogue (ou probe and drogue): um em cada asa, e uma FRU (Fuselage Refuelling Unit), para que eles possam reabastecer os KC-390, no futuro.
    – As aeronaves receberão novo sistema aviônico, porta de carga, reforço de piso e atualização logística completa.
    – Não é justa nem verdadeira a insinuação de que a decisão servirá para beneficiar a TAM.
    – a IAI tem muita experiência neste tipo de conversão, como comprovamos ao voar a aeronave da Força Aérea da Colômbia.
    Dentro do acordo de Offset, a segunda aeronave será convertida no Brasil, e mais 15 kits de conversão serão fornecidos pela indústria brasileira à IAI, para serem usadas para outros clientes.
    – A aquisição de mais aviões, neste momento, não é necessária. Sugiro aos leitores acompanharem o desenvolvimento do KC-46.

    Espero que tenha contribuído com estas informações.

    Um abraço

    Brig Baptista Junior – Presidente da COPAC

    • Baptista Jr disse:

      Espero que tenha contribuído com estas informações.

      Um abraço

      Brig Baptista Junior – Presidente da COPAC

      Em nome do blog do Poder Aéreo e de todos os nossos leitores e comentaristas agradeço mais uma vez as explicações do brigadeiro Baptista Junior, que em breve deixará o comando da COPAC. Desejamos toda a sorte no prosseguimento de vossa carreira.

      Lembrando que explicações como estas deixam o quadro mais claro e não comprometem o sigilo do negócio ou as questões estratégicas envolvidas.

    • “Baptista Jr em 15/03/2013 as 18:40”

      Caro brigadeiro Baptista Junior,

      Obrigado pelas informações. De fato, a nota do editor, apesar da “brincadeira” com os “-X2” de ambos os programas ter uma boa intenção (de fundo comparativo para instar uma decisão quanto ao F-X2), levava a um entendimento equivocado e, com base nas informações prestadas em seu comentário, o texto foi agora modificado de acordo.

      Em nenhum momento dissemos que um programa anterior “não deu certo”, embora infelizmente isso ficasse subentendido de forma errada pela ambiguidade do texto. A comparação, na verdade, decorria do conteúdo da própria nota oficial da FAB, que cita o ano de 2008 (justamente o mesmo ano da instituição da CGPF-X2) como o do início do programa KC-X2. Assim, deixamos agora explícita a comparação temporal decorrente do ano de 2008 informado na nota oficial da FAB e creio que, agora, a “nota do editor” esteja mais clara.

      Saudações!
      Nunão

  54. Muito obrigado pelas informações Brigadeiro.
    Por favor apareça mais vezes neste espaço. Suas intervenções são muito benvindas servindo não somente para esclarecer os fatos, como também por termo a muitas “teorias conspiratórias” que por aqui são levantadas.

  55. Prezado Senhor Brig Baptista Junior,

    Quase tive um colapço quando começei a ler o post colocado pelo senhor… naqueles microsegundos minha mente imaginou (não imagino o porque….) que a informação que nos seria brindada fosse a escolha do FX-2…..

    Errei por duas letras…. fica para a próxima, paciência !

    Qualquer modo, vossa presença é sempre bem vinda.

    Sds.

  56. Brig. Baptista Júnior,

    Os Boeing 767-300 ER possuem uma capacidade de combustível da ordem de 91.000 litros, que equivalem a pouco mais de 72 toneladas.

    As aeronaves originalmente militares KC-46 deste Boeing encomendadas pela US Air Force possuem capacidade de combustível maior, com mais de 91 toneladas, possivelmente usando tanques extras no porão de carga da aeronave, como acontece com as versões recentes (ou menos antigas) do KC-135.

    Tenho uma dúvida:
    Existe previsão pela FAB para aumentar a capacidade de combustível destas aeronaves através de tanques extras no porão?

    Grato pela atenção e esclarecimentos,
    Ivan.

  57. Caro Brigadeiro, mais uma vez obrigado pelos esclarecimentos e parabéns pela recente promoção.

    Em relação a TAM, os 767 ex-Alitalia que ela operava não pertencem a ela e sim a uma empresa de leasing (a AWAS irlandesa). Portanto a TAM não tem nenhum interesse envolvido em uma eventual venda destes aviões.

    • “Grifo em 16/03/2013 as 3:20”

      Sejam da TAM ou da empresa de leasing AWAS, o fato agora é que, segundo informações que encontrei na internet, esses 767 ex-Alitalia não corresponderiam às exigências do programa KC-X2.

      Isso porque teriam voado pela primeira vez em 1994-95, o que configura quase o dobro do valor máximo de 10 anos de uso que o programa estabelece, conforme as informações do brigadeiro Baptista Junior.

  58. Senhores, vejo agora que a origem da notícia que a “proposta vencedora atende aos interesses da TAM” é a Defesanet.

    Realmente incrível como um site que foi um dia relevante, hoje não passa de uma usina de bobagens.

  59. Até pq se fosse p/ “agradar” a TAM, algo que não é obrigação nem da FAB e menos ainda da União, MD incluso; a aeronave escolhida seria o próprio A-330.

    • De fato isso faz sentido, Grifo e Mauricio, já que provavelmente a manutenção de eventuais A330 seria terceirizada para a TAM, o que ofereceria muito mais vantagens e por muito mais tempo do que “se livrar” de seus 767.

  60. Caro Nunão,fato bem lembrado. Acho que com isto (e ainda a lembrança do Mauricio R.) podemos derrubar de vez esta insinuação ridícula.

  61. Amigos, gostaria de incluir mais três informações importantes:
    – ao contrário do que foi veiculado por um outro site, a Boeing abriu mão de concorrer no processo de licitação do KC-X2, sendo apenas a IAI e a Airbus Military os únicos a apresentarem propostas.
    – A princípio, o serviço de conversão da segunda aeronave será realizado no Brasil, na TAP ME, em Porto Alegre.
    – Apesar de não ter sido selecionado, o produto da Airbus Military, o A-330 MRTT é um produto muito bom, fato que vem sendo comprovado em algumas Forças Aéreas do mundo.

    Um abraço

    Brig Baptista Jr – Presidente da COPAC

  62. Muito Obrigado pelas informações, principalmente os critérios de aceite da aeronave usada para conversão e a informação nova que a segunda poderá ser convertida em Porto Alegre e que na realidade a intenção da FAB é por 3 aeronaves e que elas terão o FRU (central) POR CAUSA dos futuros KC-390.

    ISTO é importantíssimo tecnicamente (me corrija se falarei besteira) porque pelo porte maior do KC-390 (mais próximo do porte dos 767) e pela necessidade de manutenção de posição durante o abastecimento, a posição centralizada em alinhamento das duas aeronaves torna a manutenção de posição aerodinamicamente menos problemática.

    E se me permite uma interpretação, existem os critérios e quem vai adquirir as aeronaves é a própria IAI, e se entendi, sem necessidade de aprovação da célula ANTES da conversão. Ou não ???

  63. Qnto as novas informações do Brigadeiro Baptista:

    a) Se não me falha a memória a Boeing declinou desta concorrência, p/ se concentrar naquela outra concorrência KC-X revisada, que selecionou seu produto KC-767, designado pela USAF como KC-46.
    E na entrega de um novo KC-767p/ a AMI, projeto este que se arrastava a algum tempo, imerso em sérias dificuldades técnicas.
    Pelo desempenho destas aeronaves no recente sarrafo descido sobre a Líbia, a decisão foi absolutamente acertada.

    b) Desde sua outra encarnação, ainda como VEM, a TAP-ME é certificada p/ a conversão em cargueiro de aeronaves B-767.

    c) “…o produto da Airbus Military, o A-330 MRTT é um produto muito bom…”

    Não creio:

    As células da RAAF foram entregues c/ 3 anos de atraso, havendo ainda o caso não mto bem explicado, daquela lança que se desprendeu da aeronave e caiu no mar; durante testes em Portugal.
    As células da RAF foram entregues c/ 5 anos e 1/2 de atraso, o que obrigou ao Tesouro britânico custear a reforma e a manutenção de aeronaves VC-10 e Tristar por mais tempo que o planejado.
    O NAO britânico, semelhante ao GAO americano mas um tanto menos conhecido, considerou o projeto de mto pouco valor pelo montante investido.

  64. Senhores, coma licença do Brig Batista Junior, o mais importante destas células é que elas tenham poucos ciclos, ou seja, de preferência descartar aeronave sque voaram no sudeste asiático, principalmente na China e Japão, de resto, além de serem pares de construção para que possamos ter um mínimo de padronização do sistemas elétricos, hidráulicos e principalmente motores.

    Grande abraço

  65. Se não decidirem, e logo, o FX-2, o KC-X2 terá sido em vão… Pois não terá ninguém para reabastecer…

    O problema é que ao olharmos para a chaminé do Palácio do Planalto, nada de ‘fumaça branca’ sobre o FX-2…, só ‘fumaça preta’…, do churrasquinho com pagode que tá rolando lá dentro, e não tão nem aí pra defesa aérea…

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here