domingo, maio 16, 2021

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Nos EUA, governadores se unem contra cortes na Guarda Aérea Nacional

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Segundo reportagem publicada no jornal Omaha World-Herald, governadores dos Estados Unidos estão reagindo a propostas do Pentágono de fazer cortes significativos na Guarda Aérea Nacional. É o caso por exemplo de Iowa, onde cortes na 132ª Ala de Caça poderia resultar na baixa de 21 caças F-16 e a perda potencial de centenas de pessoas na Base Aérea da Guarda Nacional de Des Moines. O governador de Iowa, o republicano Terry Branstad, é um dos que encabeçam um conselho de 10 governadores indicados pelo presidente para focar na segurança nacional e na Guarda.

Nesta semana, os governadores pediram ao secretário de Defesa Leon Panetta, tanto pessoalemente quanto por carta, para reconsiderar a proposta de cortes na Guarda Aérea Nacional. Na carta, que segundo o jornal foi assinada por quase todos os governadores, apesar de ser mostrada compreensão com a necessidade de reestruturação e economia, é feita uma objeção à Guarda Aérea Nacional absorver “59% do total de reduções no orçamento para aeronaves e aproximadamente seis vezes a redução per capita de pessoal.”

Outro ponto destacado na carta é que a Guarda Aérea Nacional provê 35% da capacidade da Força Aérea, enquanto consome apenas 6% de seu orçamento.

Em resposta aos governadores, que estão em Washington para o encontro de inverno de sua associação nacional, Panetta  referiu-se aos cortes como um “trabalho em desenvolvimento”. Entre os fatores que unem os  governadores  nesse assunto, independentemente do partido, é que os Estados se apoiam nos recursos da Guarda Aérea Nacional em casos de emergência, como tornados e enchentes, no transporte de pessoal e suprimentos.

Também há queixas de que a experiência e o custo-benefício da Guarda Aérea Nacional não foram levados em conta no processo de cortes, e a carta salienta que “a Guarda Aérea Nacional tem os maiores níveis de experiência na força como um todo, a menor base de gastos operacionais e, de longe, os menores custos de ciclo de vida (incluindo custos médicos e de aposentadoria menores ).

FONTE: Omaha World-Herald (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: USAF (Força Aérea dos EUA)

NOTA DO EDITOR: os números aos quais a matéria faz referência são pontos interessantes para discussão, assim como as funções e o equipamento da Guarda Aérea Nacional dos EUA (para ver mais notícias publicadas aqui e que estão relacionadas a essa organização, clique nos links abaixo): 35% da capacidade da Força Aérea dos EUA, a um custo de 6% de seu orçamento.

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Marcelo

no império romano, decerto os governadores das províncias devem ter se queixado ao imperador da diminuição das legiões! Mas o imperador, na ânsia de construir seus palácios, coliseus, etc, deve ter deixado para lá…

Giordani RS

Faltou dizer que a ANG tem o menor soldo também….e que tem a menor procura também.
Tenho dois “souvenirs” que trouxe de lá, dois posters de recrutamento da ANG, sendo de um A-10 e de um F-4 Phantom. Mui belos!

Marcelo

oi Giordani, fiquei com água ba boca! hehehe! Dá para escanear ou são muito grandes?

Marcelo

(agua na boca)

Marcelo

O F-4 está na minha lista dos 3 caças (a jato) mais belos da história. E o A-10 está na lista dos 3 mais feios!!!

Ivan

A Guarda Nacional para um Estado federativo como os Estados Unidos da America é importantíssima. Sua origem remonta às milícias estaduais que por sua tiveram participação essencial na formação da América do Norte, desde a Guerra de Idependência até o Furacão Katrina, passando pela conquista do oeste e outras guerras. Além de ser uma reserva OPERACIONAL, aparentemente tem um custo presente e futuro muito menor que as forças regulares, sendo portanto um componente importantíssimo para uma improvável, mas possível, guerra de grandes dimensões. Precisamos saber mais sobre a relação custo / benefício das Guardas Nacionais, mas a princípio faz sentido… Read more »

Ivan

Marcelo,

(28 de fevereiro de 2012 às 11:06)

É vero!
Mas são (ambos) aviões operacionalmente incríveis.
Cupriram e ainda cumprem suas missões, sendo respeitados (até mesmo temidos) pelos inimigos.

Sds,
Ivan.

Almeida

Faz sentido na nova doutrina norte americana de ter uma força mais enxuta porém de emprego rápido. Especialmente se os cortes na ANG forem mais duros na aviação de caça do que na de transporte. Porém, fazer sentido na nova doutrina não significa ser a melhor atitude a ser tomada. Eu pessoalmente acho que os cortes deveriam se dar em bases no exterior e no número de porta aviões e marine expeditionary groups ativos, do ponto de vista financeiro. Não tem mais como os EUA serem a polícia do Mundo e essa responsabilidade deveria começar a migrar cada vez mais… Read more »

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