domingo, janeiro 23, 2022

Gripen para o Brasil

A perna curta do F-35

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Em mais um documento vazado para a mídia, alcance do JSF ficou abaixo do esperado

 

O mais recente relatório anual do Congresso dos EUA sobre o jato furtivo de ataque F-35 Joint Strike Fighter mostra detalhes da elevação dos custos e sobre os atrasos da produção em série da aeronave. Até aí não há novidades. O Poder Aéreo já havia apresentado estas informações anteriormente. A grande surpresa ficou por conta do reduzido alcance da aeronave.

O documento oficial não foi liberado para o público, mas o site da Federation of American Scientists divulgou o relatório SAR (selection acquisition report).

Na sua versão CTOL (Conventional Takeoff and Landing), o relatório informa o seguinte:

Based on updated estimate of engine bleed, the existing Conventional Takeoff and Landing Variant’s Combat Radius prediction of 584 nautical miles (nm) is below the threshold of 590 nm. The current prediction is based on estimates for bleed usage, aircraft performance, and fuel capacity that are not yet fully known. Current estimates have built-in margin that may not be realized. Non-material (analysis and test) measures continue to reduce key performance parameter (KPP) uncertainty. Realistic aircraft modifications to add fuel capacity exist to recapture the KPP. These design modifications are being matured to sufficient level to allow for a program decision on incorporation if the current estimate remains below threshold as uncertainty is reduced. This estimate is based on preliminary data. The Program is still in the data analysis stage.

Ainda em relação ao alcance, entre o relatório divulgado em dezembro de 2009 e o atual , a versão STOVL (Short Takeoff and Vertical Landing) teve o seu raio de combate reduzido de 481 mn para 469 mn. Já a versão de uso naval teve o seu alcance reduzido de 651mn para 625mn e a velocidade de aproximação subiu para 144.6 nós.

O que fazer?

Para atingir os requisitos mínimos em relação ao alcance, uma das soluções em estudo seria o incremento da capacidade interna de combustível. O problema é que em uma aeronave furtiva como o F-35, incorporar “apêndices” à estrutura representaria uma queda da sua furtividade.

Para ler o relatório completo, em formato pdf, clique aqui.

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edcreek

Olá,

Realmente me pareceu um alcançe muito curto, 1000 Km para a versão convencional?

Esse alcançe seria com que armamento?

E mais uma vez o problema dos monoturbinados vem a tona!!!!E mostra que não é teorico, ainda mais um caça furtivo, em que reabastecimento no ar ou tanques adicionais compromente a surpresa.

Abraços,

Vader

Respeitosamente, me parece que o título do post ficou um pouco espalhafatoso demais. “The U.S. Air Force’s F-35A Lightning II appears to be unable to fly as far as once predicted, according to a Pentagon document. The aircraft is currently estimated to have a combat mission radius of 584 nautical miles, just short of the required 590 nautical miles, according to a Selected Acquisition Report dated Dec. 31. Program officials had previously estimated that the aircraft, unrefueled, would be able to strike targets 690 nautical miles away. The report says the shortfall is caused by increased use of engine bleed… Read more »

Vader

Ah sim, 584 nm = 1.081,5 km. (F-35A);
– 469 nm = 868,5 km (F-35B);
– 615 nm = 1.138,9 km (F-35C).

Nada mal para um caça “monoturbinado” né? 🙂

Lembrando que tanques externos podem ser descartados antes de se adentrar um espaço aéreo inimigo, sem comprometer a furtividade; que o F-35 pode ser reabastecido em vôo quantas vezes for necessário; e que os modelos “B” e “C” operam embarcados, ou seja: chegam tão próximos do inimigo quanto possível.

Saudações.

edcreek

Olá,

Legal Vader!!!, mas em qual configuração?

Lembrando que reabastecimento e tanques externos comprometem o fator 5º do caça…O texto fala tambem em alcançe minimo aceitavel?

Abraços,

Vader

Prezado Edcreek, não achei a configuração no documento, mas presumo que seja com armamento interno completo. Sua assertiva está errada. Tanques externos podem até comprometer o stealth, embora a Boeing (por exemplo) venha resolvendo esse problema com projetos de tanques externos de per si “stealth”, mas REVO não. Uma vez realizado o reabastecimento em vôo, a aeronave está livre para atacar ou engajar seus alvos no raio de combate dado, sem prejuízo de sua furtividade-radar. Mas leia o documento inteiro postado pelo amigo Poggio. Há diversas informações interessantes, inclusive umas 30 páginas de planilhas a respeito dos custos do projeto… Read more »

Vader

Ah sim, apenas completando a assertiva de que “presumo que seja com armamento interno completo”:

Faço tal presunção tendo em vista que com carga interna completa não haveria qualquer penalidade relevante no raio de combate sem reabastecimento, dado que o que limita significativamente o alcance da aeronave é o ARRASTO, e não o peso, ou seja: para a fixação teórica do raio de combate, tanto faz a aeronave estar armada ou não, desde que o faça apenas com suas baias de armamentos internas.

Saudações.

joseboscojr

A capacidade de carga das baias internas está limitada a umas 2,5 t nas versões convencionais e a 1,5 t na versão STOVL.
Em geral será composta por 4 Amraams (possivelmente 6) numa configuração ar-ar e de 2 Amraam mais o armamento ar-sup numa configuração multirole.
As armas ar-sup mais usais serão as bombas JDAM (de 1000 e 2000 libras), SDB(252 lb) e JSOW (1000 lb).

edcreek

Olá,

Vader, valeu……

Sobre o custo da hora de voo, esse deverá ser maior assim como os calculos de produção estouraram vai estourar tambem a hora de voo.

Toda via isso vem a confirmar que o F-35 sozinho terá certas limitações, como o Bosco apresentou o armamento normal de uso, no que se refere a carga e alcançe.

Abraços,

edcreek

complementando

Só se me referindo a baias internas…..

abraços,

Vader

edcreek disse:
16 de maio de 2011 às 13:26

Bem, se você chama de “limitações” a aeronave portar 4 (ou 6) Amraams em configuração ar-ar, ou 2 Amraams mais armamento ar-solo, fazendo uma infiltração de, no mínimo (F-35 B), 868 km, isso tudo mantendo a furtividade-radar e sem REVO ou tanques externos fazer o que? 😉

edcreek

Olá,

Vader, sem duvida o F-35 será um otimo caça. Mas mantenho a posição de que o F-22 será superior a ele, e terá alguns problemas em superioridade aerea, e em especial com caças similares como T-50 e J-20 que provalmente terão muito mais potencia disponivel com o fator da furtividade.

Mas tudo ainda é muito especulativo(especialmente no caso Chines e Russo), super trunfo não ganha jogo.

Abraços,

Nick

Essas variações são marginais. Chamar o F-35 de perna-curta é no mínimo um exagero, visto que o mesmo só está contabilizando os tanques internos. Se fizermos a mesma comparação com outros caças de 4.5 geração usando apenas o combustível interno, a vantagem do F-35 se tornará evidente.

[]’s

Renato Oliveira

Caro edcreek, concordo parcialmente quando vc diz que o F-22 é superior. Em termos ar-ar, sem sombra de dúvida. Em termos de ar-sup depende do cenário, os paióis internos do F-35 são maiores, permirindo bombas de 2000 lb e mísseis anti-navio – que não eram e nem são requisitos para o F-22. Os dois caças são complementares: o F-22 é a ‘bala de prata’, limpando o caminho de caças inimigos e defesas avançadas, deixando o caminho livre para o F-35 fazer os 95% restantes, ou seja, ser o ‘feijão com arroz’. A configuração furtiva seria vital nos primeiros dias de… Read more »

Mauricio R.

Aparentemente, o problema não é de tão difícil solução:

(http://www.flightglobal.com/articles/2011/05/12/356581/f-35a-may-need-mods-to-fix-range-shortfall.html)

“One simple change under review is a software tweak that would maximise the amount of fuel taken onboard during in-flight refuelling. Another relatively simple fix is to raise shut-off valves higher inside the fuel tank to create slightly more capacity, a source said, adding: “That gets you back a lot of the fuel that you need to recover” to meet the range mandated by the contract.
A more complex solution also being considered is to install new fuel tanks in a small number of hollow spaces within the aircraft’s structure.”

edcreek

Olá, Pelo que sei tanto o F/A-18 SH e o Rafale tem um alcançe muito maior em configuração padrão(com dois tanques adicionais) por não se tratar de caças furtivos não é o fim da picada te-los. Claro que o F-35 terá muito mais meritos que problemas, mas isso não quer dizer que não vão existir. Renato Oliveira quando me referi a superioridade do F-22 me referia mesmo ao cenario Ar-Ar. Mas os EUA não são a questão eles vão vençer de qualquer jeito, com a cobertura do F-22 e chuva de misseis. Me refiro aos outros paises integrantes do consorcio… Read more »

Nick

Car Edcreek,

O alcance do F-18 e Rafale se deve ao uso de tanques externos, que aumentam o rcs dos mesmos. Apesar de ambos não serem furtivos, são considerados LO, mas tem rcs baixos em perfil limpo. Então não considero justo essa comparação.

Sobre um hipotético F-35 x SU-50, vai depender de quanto furtivo o Su-50 será, e, capacidade do mesmo detectar o F-35 a tempo. Mas eu diria que seria um 1×1 . Agora se cair para o dogfight com canhões, o SU-50 levará vantagem, nem há dúvidas.

[]’s

Vader

edcreek disse: 17 de maio de 2011 às 8:39 “Pelo que sei tanto o F/A-18 SH e o Rafale tem um alcançe muito maior em configuração padrão(com dois tanques adicionais) por não se tratar de caças furtivos não é o fim da picada te-los.” Olha só caro Edcreek, “fim da picada” com certeza não é, pois são dois caças capazes, mas há uma ENORME diferença de performance entre um caça COM tanques externos e um SEM tanques externos. Isso porque o ARRASTO produzido pelos tanques extras, ainda que estes não tivessem assinatura radar (e tem – a menos que a… Read more »

Vader

Nick disse:
17 de maio de 2011 às 10:28

“Agora se cair para o dogfight com canhões, o SU-50 levará vantagem, nem há dúvidas”

Hipótese pra lá de absurda com as armas modernas prezado Nick, mas vá lá…

Eu tenho dúvidas. Poderia me explicar porque que você não as tem? Baseado em que?

Abraço.

Nick

Caro Lord Vader,

O SU-50 será acrobático:

Motores com empuxo vetorados,

Carga alar bem mais baixa(?) se eu estiver errado o Mauricio R corrige . 🙂

Supercruise, ou seja ele vai entrar na arena e sair com mais facilidade que o F-35.

São vários fatores que em teoria farão o Su-50 mais manobrável, com mais aceleração para brigar com o “caminhãozinho” de bombas F-35. 😀

Isso considerando um combate aproximado, com canhões. Ou seja, o combate passou da fase BVR, do WVR, e chegou no olho-no-olho, no melhor estilo Top Gun

[]’s

Vader

Nick disse: 17 de maio de 2011 às 11:01 “São vários fatores que em teoria” Exatamente Nick, em teoria. Sabe, acho que devemos ser sempre cuidadosos ao falar em teoria e ao comparar uma aeronave que existe, que já é uma realidade, que já está inclusive em “low-rip”, com uma que não existe definitivamente, ainda é um protótipo. Claro que (como a SAAB por exemplo), os russos tem alguma credibilidade (não tanto quanto esta, na minha visão, mas esse é outro assunto), mas falar em “nem há dúvidas” me parece bastante exagerado. Isso sem mencionar o fato evidente de que… Read more »

Vader

Ah sim, apenas complementando: Me parece que o conceito americano de engajar o inimigo a uma distância de segurança parece bastante útil quando se está falando de uma plataforma de armas que custa mais de uma centena de milhões de dólares a peça. A perda de um único caça de combate é um prejuízo enorme até para uma nação super-rica como os EUA. Isso sem falar nos pilotos, que não são substituíveis com a mesma presteza das aeronaves, para dizer o mínimo… Mas claro, de novo, os EUA, vencedores da Guerra-Fria e única superpotência global podem estar errados em seus… Read more »

Nick

Caro Vader, Com eu disse, é teoria 😀 Um combate estilo dogfight com canhões é algo pouco provável, é mais um exercício teórico mesmo. Mas o caminho do SU-50 deve seguir os mesmos passos do F-22, ou seja Stealth, SuperCruise e Supermanobrabilidade. Até mesmo os motores definitivos seguirão o design do F-119 do Raptor, com bocal 2D. Então , os americanos não estão errados, se os russos e os chineses estão copiando ou se inspirando nas soluções do F-22. Ou seja o combate está se estendendo cada vez mais, onde o BVR está ganhando mais importãncia, e os misseis de… Read more »

Antonio M

“…Os canhões são o plano C do combate aéreo …”

Lição aprendida (e ensibada) pelos americanos na década de 50 com os Phantom F4……

Antonio M

e ensinada …

desculpem, é a pressa e a “multitarefa” ! srsr!!!

Wagner

Falaram o mesmo dos Phantow: ” nem precisa de canhao, vai detonar todo mundo antes”

Aham…

Vader, o F 35 NÃO FOI projetado para superioridade aérea, ao contrario do T 50. Vc nao pode esperar que ele ganhe, em teoria, a princípio. Em teoria, o su 50 ganha. Da mesma maneira que em teoria um F 22 vence um f 35 em combate ar ar.

Em teoria…

Na pratica, se eu estiver pilotando o F 22, até mesmo um Stuka acabaria comigo… 🙂

Vader

Wagner disse: 19 de maio de 2011 às 13:24 “o F 35 NÃO FOI projetado para superioridade aérea” O F-35 veio para substituir o F-16 (entre outros). O F-16 foi projetado para que mesmo? Obrigado. “Vc nao pode esperar que ele ganhe, em teoria, a princípio. Em teoria, o su 50 ganha” Provas? 😉 No mais, só se for na teoria das maluquetes baba-ovo dos russos, os saudosos dos “bons” e velhos tempos da falecida URSS. Pois primeiro o monstrengo russo tem que dizer a que veio. Por enquanto é apenas um protótipo. Enquanto o F-35 é a realidade. E… Read more »

joseboscojr

Combate aéreo ganha que vê primeiro e atira primeiro. E isso é válido para combate entre caças convencionais ou stealths. No caso dos caças stealths, a distância de detecção deverá levar o combate ao alcance visual. O nível de consciência situacional dos caças F-35 e T-50 se equivalem, já que o um conta com o DAS e o outro com dois radares de baixa frequência e com dois IRST. Mas se tivesse que apostar minhas fichas, acho o DAS mais abrangente, cobrindo todo o espaço ao redor da aeronave em tempo real. Também deve ser equivalente o nível de furtividade… Read more »

Mauricio R.

“Contra o caça americano está o fato dele não levar SRAAM nas baias internas (apenas o usado no RU o fará) e…”

O que os F-35 poderão levar em suas baias internas, pode estar aqui:

(http://www.flightglobal.com/blogs/the-dewline/2011/05/10/PA_Weapons_Roadmap.jpg)

Capacidade interna de combustível e o básico em stealth, no F-35:

(http://www.flightglobal.com/blogs/the-dewline/2011/05/11/EHF%20increment%202%20upgrade.jpg)

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