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O Poder Aéreo da FAB nos anos 1970/80

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AEL Sistemas

Fotos feitas do alto do Hangar do Zeppelin na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, nos anos 70 (acima) e 80 (abaixo).

A foto acima feita provavelmente no Dia de Aviação de Caça de 1974, mostra 4 Dassault Mirage IIIEBR e 2 IIIDBR, 22 jatos Embraer AT-26 Xavante e 8 Lockheed TF-33 Shooting Star.

No canto inferior direito vê-se a ponta da asa e reator de um dos últimos Gloster Meteor F8 da FAB, pintado no mesmo padrão dos Xavantes. A foto foi feita um pouco antes da chegada dos caças Northrop Tiger II F-5E/B.

A foto abaixo, aparecem 12 caças F-5E, 20 jatos AT-26 Xavante e dois Mirage IIIEBR.

O período compreendido entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 70 foi difícil para a FAB, pois os jatos estavam atingindo rapidamente o limite de sua vida útil, principalmente os Gloster Meteor.

A FAB tinha então quatro Esquadrões de Caça: na Base Aérea de Santa Cruz, o 1º/1ºGC (Primeiro Esquadrão do 1º Grupo de Caça) e o 2º/1ºGC (Segundo Esquadrão do 1º Grupo de Caça), operando Meteors, na Base Aérea de Canoas, o 1º/14º GAv (Primeiro Esquadrão do 14º Grupo de Aviação), também operando Meteors e, na Base Aérea de Fortaleza, o 1º/4ºGAv operando o F-80.

Como a Aviação de Caça tinha sido esquecida pelos sucessivos Governos, mesmo os militares, não havia recursos financeiros para adquirir aeronaves em número suficiente para substituir as aeronaves que iam sendo aposentadas.

A solução “tampão” foi adquirir, em meados dos anos 60, velhos jatos AT-33 da USAF. Na verdade, eram treinadores T-33 armados, que de tão cansados foram desativados já em 1975.

Outra salvação para os esquadrões de caça da FAB foi o acordo de fabricação sob licença no Brasil pela Embraer, do treinador a jato italiano Macchi MB326GB, que aqui ficou conhecido como Embraer EMB-326GB Xavante.

A chegada dos Mirage III

O Presidente Médici liberou a aquisição, em 1970, de 16 aeronaves Mirage III (12 do modelo E e 4 do modelo D bipostos) ao custo total do Programa de US$ 69 milhões (sendo cada aeronave cotada a US$ 1,15 milhão cada, US$ 19 milhões de armamento/ mísseis/munição e o restante em equipamento de apoio, pista, hangar etc).

A aquisição dos Mirage IIIEBR pela FAB não resolveu o problema dos Esquadrões de Caça, pois estes aviões foram alocados numa nova unidade de interceptação, a 1ª Ala de Defesa Aérea, instalada na Base Aérea de Anápolis no Planalto Central.

A FAB deixou claro aos americanos que se a permissão de compra do F-5 não fosse dada, ela iria adquirir jatos de outro tipo em qualquer outro país. Provavelmente a FAB iria comprar a versão de ataque do Mirage, o Mirage 5.

A chegada dos F-5

Finalmente, em outubro de 1974, durante o governo Geisel, a FAB recebeu o sinal verde do Governo Americano e encomendou à Northrop 42 caças Northrop F-5 (36 do modelo E, Tiger II e 6 do modelo B), ao preço na época de 72 milhões de dólares.

A aquisição dos F-5 permitiu à FAB equipar somente três dos seus Esquadrões de Caça. O 1º/4º GAV foi reequipado com o AT-26 Xavante (outros esquadrões, entre já existentes e novos, tanto da aviação de ataque como da de reconhecimento, também foram equipados com o Xavante e, posteriormente, com o AMX).

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60 COMMENTS

  1. Brasil possui uma indústria respeitada de avião (Embraer) e não consegue suprir sua própria Força Aérea com aeronaves específicas para cada necessidade e emprego. A indústria de helicópteros (Helibras) é a francesa (Eurocopter), não temos uma fabricante de helicópteros nacional, outra que poderia se lançar no mercado na fabricação de aviões seria a Avibras, mas nada acontece e sai de concreto. Juro que não entendo, juro!

    • Não consegue suprir a Força Aérea???
      Instrução primaria = T-25 Universal (aeronave brasileira)
      Instrução avançada = T-27 Tucano (aeronave brasileira)
      Aeronave de transição avançada/ataque = A-29 Super tucano (aeronave brasileira)
      Aeronave de ataque avançado = A-1 (aeronave brasileira/italiana)
      Futura aeronave de superioridade = Gripen-E (aeronave brasileira/sueca)
      Aeronaves de transportes = EMB-110, EMB-120, C-99, KC-390 (aeronaves brasileiras)
      Aeronaves de vigilância/Reconhecimento/patrulha = P-95 Bandeirulha, E-99, R-99 (aeronaves brasileiras)
      Aeronaves NÃO fabricadas aqui e em quantidade significativas = C-105, C-130 (a ser substituída), C-98 Caravan, F-5 (a ser substituída), P-3 Órion, VC-35…

      Como pode ser visto, tirando a industria de helicópteros que é escassa em todo caso, a industria nacional supre muito bem nossa Força Aérea até melhor que muitas FAAs mundo afora, inclusive não tem nada comparado hoje em dia na América Latina no quisto independência tecnológica… Na minha opinião o que está errado não é a industria, é a visão (ou falta dela) das nossas FAs que insistem em operar quantidades inadequadas destas aeronaves.

      • Falta de de vontade política, gestão, visão tecnológica, empreendedorismo, criatividade da indústria aeronáutica e acima de tudo inteligência e capacidade para fazer acontecer. Veja a frota da FAB, só tem sucata e aeronaves desproporcionais a atualidade. Você vem falar de A1/ T25/T27/P95/P8/C Caravan….. Você está de brincadeira! Estamos no século XXI amigo e temos a terceira maior indústria aeronáutica do mundo, chama se Embraer

  2. Editor.
    Gostaria de saber, quando, à época da chegada do F-5, quantos Xavantes eram operados pelo 1º/4º GAV, ou seja, quantos outros F-5 seriam necessários para que todos os GAV estivessem equipados com o caça da Northrop.

    • Se tiramos os 6 bipostos dão 36 aeronaves 36/3 =12 logo 36 +12 =48 F-5E , 6/3 =2, logo 2×4=8 F-5F, no final seriam 52 F-. Agora considerando os 16 Mirage IIIBR. Teríamos 60 monopostos e 12 bipostos se a FAB só usa-se esse dois. Se o Gripen for dividido em grupos de 12 + 2 teimamento como na época, daria para 2 grupos e sobra 4 biposto, será que esse vão ter missão especifica?(E/A talvez?).

  3. É da china sim Jefferson! Perdemos o bonde. Em 70/80 o Brasil poderia ter se firmado numa grande potência militar, a China era super pobre na época. Nós ja tínhamos Embraer, Engesa, Avibras, Tectran e tantas outras empresas bélicas. Nossa Força Aérea poderia ser hoje em dia uma das mais bem equipadas, más não é, não é mesmo. ….? O que temos hoje de produtos nacional servindo a FAB? Veja a lista de aviões da FAB! Dá nervoso. A29/R99/Kc390/Emb110/120/121/135/145/190. Temos um 767 para transporte alugado e Airbus Casa-295 espanhol. A china nos passou, fabrica de tudo e equipa muito bem suas Forças Armadas. Vivam os chineses por sua competência patriotismo e inteligência.

    • Eu sou muito mais leitor da trilogia do que um usuário que posta, mas lendo aprendi várias coisas, e uma delas é que você precisa de potenciais inimigos. Não temos potenciais inimigos na AS. Tínhamos alguma rivalidade com a Argentina, mas foram se meter em guerra pelas Malvinas e ficaram sem FA. Era o único vizinho que fazia nossa indústria militar se mexer. A China está rodeada por países alinhados com o ocidente e por isso precisam estar bem armados. Se a Argentina não tivesse entrado numa guerra perdida, certamente nossas FA seriam bem melhor equipadas do que hoje. Certamente não num nível das grandes potências.
      Você vai numa cidadezinha do interior, onde o nível de violência é baixíssimo, você não vê muros altos, cerca elétrica, câmeras, etc… Não se investe na proteção, pq não há inimigo, não há bandido, não existe ameaça a sua família. O investimento em proteção é proporcionalmente inverso a alguma ameaça que você possa vislumbrar. Simples assim.

      • Ora Marco, No seu comentário Você cita a própria Argentina como um inimigo para os Ingleses que estão com bases militares próximas da fronteira com os Argentinos e que atualmente se encontram numa situação militar ainda pior que a Brasileira. Na verdade o nosso problema não e a falta de inimigos mas a necessidade de exigirmos resultados positivos daqueles que elegemos. A pouco li um comentário neste site dizendo sobre alguém com um amigo politico que rouba mas que não era burro de assinar um acordo de aquisição da EMBRAER~BOING lesando o erário público. Vá entender um eleitor como este que aceita ser corrompido em prol da esperteza de seu representante.

  4. Marcos Passamani ! Um país não precisa ter inimigos ou não sofrer com possíveis ameaças para ter uma forças armadas de prontidão. Sua concepção de segurança residencial ou em cidades tranquilas é diferente da defesa militar de um.pais. Um país tem que estar preparado para quaisquer evetualidades. O Brasil é muito rico em petróleo, minérios, água doce e muita biodiversidade. Que o digam os amazonenses. Hoje na amazônia existem mais de 3.000 ongs espalhadas lá sabe se fazendo o quê? Vários pesquisadores, traficantes de biodiversidades e governos estrangeiros estão infiltrados em solo brasileiro nos usurpando de todas as formas, varias plantas viraram remédios patenteados em países la fora, más as plantas só existem aqui no Brasil. Até pouco tempo o Japão patenteou o açai como sendo deles no Japão, o Brasil recorreu e reverteu essa questão. Há várias denúncias de laboratórios nos roubando e descobrindo fórmulas de plantas nossas. Aí você vai uma farmácia, compra um remédio, o dinheiro vai para o laboratório estrangeiro que roubou coisas nossas. Ter o controle disso chama se soberania. Não podemos esperar um maluco nos invadir ou desrespeitar nosso povo para termos que nos aparelhar. Ainda não houve uma guerra nuclear por falta de coragem do primeiro a apertar o botão, pois o possível inimigo tbm tem armas nucleares. Se na sua rua alguém sabe que você anda armado, ninguém vai se meter a besta contigo. Em termos de defesa nacional, não é possível esperar apanhar para se tomar providências posteriores.

    • Cara. Aqui tem pasto e gado. Olhe o Google earth de perto. Amazônia não é deserto. Tem gente em todo canto. Esse pensamento já era. Os chineses estão investindo aqui. Vai ter ferrovia para nossos tanques. Mas não tem trem de passageiros para o povo. são sócios dos ruralistas gaúchos, nao de nossos locais. Nos somos do gado. Do capim. Eu sou. Não dá sojá.

      • Amazônia tem 3.500.000 km quadradro. O grosso da floresta está intacto. Muita biodiversidade, minérios e a maior concentração de agua doce do planeta.
        São mais de 3.000 Ongs estrangeiras e brasileiras atuando em locais de reservas estratégicas. Não tem essa de que ” esse pensamento ja era” Nunca o exercito brasileiro teve tanta base na Amazônia e região. Ribeirinhos e produtores rurais não vão fazer defesa de nada.

    • Vc me faz rir muito.
      A força aérea brasileira não tem só sucata como vc diz, o maior problema da FAB é na aviação de caça, mas este problema está perto de ser resolvido (com atraso mais o Gripen está chegando).
      Tirando a aviação de caça de superioridade aérea, as outras aeronaves são relativamente novas salve algumas exceções como o C130, esses que ainda são muito utilizados em várias forças áreas pelo mundo a fora.
      A Embraer é a terceira maior produtora de aeronaves no mundo, mas entre a Embraer e uma Boeing ou uma Airbus há um abismo gigantesco, há Embraer é uma empresa incrível, mas ela não pode gastar bilhões em desenvolvimentos sozinhas sem parcerias como a que foi firmada pelo governo brasileiro junto a Suécia e a Saab para produzir caças, e as parcerias com a FAB para produzir os T27, os A29, que são sucesso mundial, os E99, KC390 que teve investimentos de 5 países para sair do papel, além de muitos outros projetos.
      Sozinha a Embraer não conseguiria arcar com custos tão elevados assim.
      É difícil aceitar mais essa é a realidade do Brasil nossas forças armadas não tem recursos suficientes, tudo sempre esbarra na falta de recursos.
      O único ponto que eu acho pertinente a discussão é sobre a quantidade de aeronaves que a força aérea adquiri, pois precisamos de muitas mais em praticamente todas as áreas.
      Mas isso tudo é devido a falta de recursos se houve-se dinheiro suficiente teríamos um número mais adequado de aeronaves.
      As pessoas criticam muito antes de verificar a situação real, há China fez o investimento no passado e hoje colhe os frutos, o Brasil não fez investimento e hoje tenta levar seus projetos da melhor maneira possível, mas como se diz “não adianta chorar pelo leite derramado” é seguir em frente e acreditar que no futuro nos seremos um país mais capaz.

  5. Nem durante a ditadura MILITAR as forças armadas do país foram levadas a sério. Isso mostra que o Brasil nunca avança, apenas anda em círculos.

    • Isso é verdade. Até os anos 80 as forças armadas argentinas sempre esteveram um passo a frente das brasileiras. Quando estudamos nossa história militar desde a independência vemos que o Brasil sempre tratou com desleixo a segurança nacional.

  6. Olha Tiago, Em toda a historia deste país, Nunca houve alguma autoridade governamental, judicial e ou legislativa que tivesse levado o povo e as instituições a sério. Os pouquíssimos que disseram tentar foram escorraçados e banidos de seus cargos. Desde o reinado que as nossas ordens administrativas vêem de fora, mesmo na era militar (DITADURA, que me perdoem os superiores). Talvez isso mude caso o povo resolva assumir o poder em prol de si mesmo e da pátria amada, Democracia e justiça em todos os sentidos, não somente para alguns. O povo Chinês ainda não tem um século no poder e já reverteu a situação caótica deixada pelos imperadores durante alguns milênios de abusos. A corrupção tem mesmo que ser combatida com execuções, e em todos os níveis.

  7. A História desse Meteors camuflado cuja ponta da asa aparece na primeira foto é interessante. Nossos Meteors foram usados até o osso, literalmente, e começaram à apresentar fadiga de material. Nós compramos sessenta Meteors da Inglaterra e mais um número expressivo de peças de reposição.

    Reza a lenda que, ao entrar em um depósito para inventariar as peças de Meteors para a substituição de um sem número de componentes em determinada aeronave, a equipe de manutenção chegou à conclusão que haviam peças suficientes para montarem um Meteor novo, e assim o fizeram. Foi o sexagésimo primeiro Meteor da FAB e o único à ostentar o padrão de pintura SEA como os Xavante e F-5E. Hoje esse Meteor se encontra em exposição estática no MUSAL, no Rio de Janeiro.

    • Na verdade eles começaram a apresentar fadiga nas asas muito cedo Leandro, pois tendo sido desenhado como caça de superioridade aérea, não tinha previsão de voar missões de ataque à baixa altitude, doutrina que ganhou força no final dos anos 50.

      Daí muitos Gloster foram retirados da linha de voo mesmo pouco voados, sendo a solução temporária a aquisição de lotes de segunda mão dos F-80 e TF-33 americanos, que seguraram a barra até a chegada dos Mirage nos anos 70.

      O caso do Gloster foi o motivo para a FAB não treinar a missão de ataque nos Mirage IIIE durante a maior parte da vida operacional do caça, mesmo ele tendo essa capacidade desde o primeiro dia que chegou por aqui, fazendo muitos ficarem com a impressão que ele era um interceptador puro, quando na verdade foi o caça com maior capacidade de armamento já operado pela FAB até a chegada do Mirage 2000.

      • Exatamente isso, Clésio. Eles duraram pouco tempo para o que deveriam justamente por causa disso.

        E o Mirage IIIC era interceptador puro. Fizeram o ‘E’ justamente para que tivesse capacidade de ataque ao solo e isso foi subutilizado na FAB. Mas até que foi por bem, se a gente pensar quanto tempo permaneceram em serviço, mesmo que não se esperasse que fossem ficar tanto tempo assim heheheeheh

  8. Quantos pilotos brasileiros treinaram na França. Quanto estão na Suécia. Quanto voaram em caças russos. Deveríamos abrir o leque de treinamento ou vamos ficar apenas no sistema Top Guns.

  9. Cara. Aqui tem pasto e gado. Olhe o Google earth de perto. Amazônia não é deserto. Tem gente em todo canto. Esse pensamento já era. Os chineses estão investindo aqui. Vai ter ferrovia para nossos tanques. Mas não tem trem de passageiros para o povo. são sócios dos ruralistas gaúchos, nao de nossos locais. Nos somos do gado. Do capim do barranco ate a cabeceira. Eu sou carnivoro. Não dá sojá.

  10. Neste tempo o Brasil era bem pensado em termos estratégicos. Lindas fotos. Comprar 42 F5 numa tacada só. Mais Mirages etc… Sem contar que o Brasil bombava em crescimento.

  11. Uma curiosidade sobre Santa Cruz.
    Quando da criação do 1° GAE, equpados com o P-16, era previsto também, um segundo esquadrão de caça, baseados também em Santa Cruz, mas com a capacidade embarcada, o plano foi mudado posteriormente, e esse segundo esquadrão seria equipado com helicópteros ASW.
    Eu suponho, caso o plano fosse levado a cabo, e considerando a época, início dos anos sessenta, que teríamos no Rio de Janeiro, os Douglas A-4 Skyhawk ou até mesmo o Grumman F-9 Cougar.

    • O A-4 chegou a ser cogitado quando da compra dos F-5 não? será que não tem ligação com o que vc falou…
      Abraços!

      • Não.
        O que eu disse foi no início dos anos sessenta e não se sabe se o A-4 foi considerado, como eu disse, foi uma suposição minha.
        Já o caso do F-5, realmente aconteceu, mas foi no início dos anos setenta, provavelmente seria o A-4M Skyhawk II.

        • Roberto,
          O A-4 para emprego naval, num esquadrão da FAB que seria embarcado no NAeL Minas Gerais, foi considerado para compra (excedentes de Israel) no final dos anos 70, numa iniciativa conjunta dos ministros da Aeronáutica e da Marinha (Délio e Maximiano). Mas a verba para a compra não foi liberada pelo ministro Delfim.

      • Nunão, essa informação que vc passou, lembro de ter lido na Forças de Defesa 🙂
        A que eu coloquei mais acima, li numa Força Aérea se não me engano, uma reportagem com a história da compra do Mirage III e não do F-5… A FAB tinha interesse no F-4, mas sabia que não seria liberado, voltou-se para a Europa em busca de um caça (chegaram a voar o Litening Britânico) e parece que os americanos haviam oferecido o A-4, mas não era o que a FAB buscava na época… Vou procurar aqui nos meus arquivos e se achar a revista posto o numero dela… Abraço!

  12. Nesta mesma época a força aérea Argentina era superior em quantidade e qualidade. Atualmente as forças aéreas venezuelana e chilena são mais bem equipadas. Uma saída emergencial seria adquirir gripen C da africa do sul e mais alguns f-16 israelenses até a chegada do gripen NG. Segundo fontes lá de dentro da saab, as entregas vão atrasar 1 ano. A Rússia possui um programa de venda e pòs venda muito confiável, que está sendo apresentado anteriormente FIDAE. O Brasil recebeu a proposta dos Su-30MKI e Yak-130, porém o governo brasileiro pediu que o assunto fosse discutido após as eleições.

  13. Gostaria de uma avaliação mais profundo do papel do Xavante na FAB. Não necessariamente sobre seus esquadrões, mas sim seu efetivo desempenho operacional nos exercicios que a FAB tenha realizado.
    .
    Treinador? Ataque? O que ele conseguia ou não de fato fazer e bem comparativamente aos seus contemporaneos….A Africa do Sul fez largo uso e parece teve papel importante lá.

  14. Posso transcrever um relato sobre esse dia?
    Tem alguma restrição no anti-sapam quanto ao tamanho de comentários (não é muito grande)?

  15. Prezados.
    Transcrevo aqui um trecho da matéria “O Dia da Caça” publicado em outubro de 1974, na revista AERO. A matéria não está assinada, porém, muito provavelmente seja de autoria do diretor e redator chefe da revista, o sr. Ribeiro de Mendonça.
    Viso somente compartilhar com outros entusiastas da aviação esse interessante relato sobre o Dia da Caça comemorado naquela data. Difundir e preservar a memória de nossa aviação, assim como, render uma homenagem a essa saudosa revista e seu dedicado editor com sua equipe de profissionais e colaboradores.

    “Este ano, o Dia da Caça foi marcado principalmente pela demonstração de tiro real, o que já não ocorria há alguns anos.
    Como de costume, nossa equipe compareceu a Santa Cruz no dia 21, véspera da festa, a fim de presenciar a chegada dos aviões visitantes (oito Xavante do 1/4 , nove Mirage da 1 ALADA e oito AT-33A do 1/14) e fotografar tudo com calma.
    Voltamos, é claro, no dia 22, que amanheceu bonito. A solenidade propriamente dita começou com a chegada do Sr. Ministro da Aeronáutica, que veio em um HS 125, o VU 932129. Seguiu-se o desfile da tropa e logo após embarcamos no ônibus que nos levou até o “stand” de tiro localizado próximo a uma das cabeceiras de Santa Cruz.
    De lá assistimos à decolagem dos vinte e dois Xavante, oito AT-33A, nove Mirage, um Regente ELO L-42 e também o Gloster Meteor. À exceção do L-42 (que fez uma passagem simulando a marcação de um alvo), do Mirage biplace (que realizou somente manobras em alta velocidade) e do Meteor, todos os outros aviões participaram da exibição de tiro.
    Inicialmente, os Xavante fizeram bombardeio picado, cada um lançando oito bombas de 250Ib (113kg) sobre uma colina localizada a uma distância razoável. Feito isso, passou-se para os alvos mais próximos, uma Kombi avariada e o charuto da fuselagem de um Beechcraft bimotor. Os Xavante atacaram a Kombi, cada um com duas bombas de napalm de 400Ib (181kg); os AT-33A lançaram foguetes contra o Beech, que a seguir foi alvejado pelos Xavante com suas metralhadoras .50, o mesmo fazendo os AT-33A. Por fim os Mirage atacaram o Beech com seus canhões de 30mm, sendo de se notar o efeito destruidor dos obuses dessa arma.
    Seguiu-se a passagem de uma formação, liderada pelo Gloster Meteor (que se despedia), tendo na ala direita um AT-33A , na esquerda um Xavante e o ferrolho um Mirage; mas isso é assunto de um outro trabalho, nesse número de “AERO”.
    Houve então uma passagem em formação dos aviões que participaram do tiro. Logo após veio o pouso, que assistimos de uma posição privilegiada.
    Obviamente, a comemoração foi um sucesso, tendo sido, inclusive, a primeira demostração pública de tiro real de nossos Mirage. A lamentar apenas o fato dos Grumman P-16 Tracker do 1 Grupo de Aviação Embarcada não terem voado.
    Além dos tipos já mencionados, o público pode ver também Cessna T-37, C-130 Hercules, Bell UH-1H, Neiva Regente U-42, Viscount VC-90, HX 748, C-91, Douglas C-47, etc. (inclusive dois helicópteros Fairchild-Hiller FH 1100, um da Marinha e outro da Polícia). Os aviões-monumento existentes na Base (um Republic P-47 e um Gloster Meteor F-8) e o imenso hangar que outrora abrigou os dirigíveis alemães despertaram grande interesse do público.
    No transcorrer da solenidade, pousou um Bandeirante da Transbrasil, o PT-TBE, resplandecente em sua pintura predominante amarela.
    Em suma, o dia 22 de abril apresentou uma festividade à altura do fato que comemora, e aproximou ainda mais o povo de sua Força Aérea.”

    AERO Vol.1 No.4

    • É um dos dois Vickers Viscount que a FAB teve, provavelmente estava em missão de transporte de autoridades de Brasília para Santa Cruz em razão da comemorações da data.

  16. Algum ” Fabiano ” pode tira uma dúvida , desse infante “burro” que vos fala , na época que compraram os Mirage, eles vieram ” zero bala” e a primeira leva de F-5 também eram novos? Desde já agradeço.

  17. Sem querer ser chato, mas na segunda foto aparecem 10 F-5E (um deles bem no canto inferior esquerdo, onde aparece o canopi e um pedacinho da fuselagem e da asa) e 3 F-5B (de cima para baixo, a segunda, terceira e quarta aeronaves da linha de F-5’s), 13 no total, e não 12 F-5E.
    Abraço e desculpa o preciosismo.

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