Home Aviação de Ataque Primeiro lançamento do míssil BrahMos-A por caça Su-30MKI na Índia

Primeiro lançamento do míssil BrahMos-A por caça Su-30MKI na Índia

3272
63

Conforme relatado pelo Ministério da Defesa da Índia e pela Joint-Venture BrahMos Aerospace Indo-Russa, foi realizado o primeiro lançamento de teste prático do míssil supersônico BrahMos-A (agora chamado de BrahMos Air Launched Cruise Missile – ALCM) do caça Su-30MKI. O voo do caça foi realizado a partir do aeródromo da empresa de construção de aviões indianos Hindustan Aeronautics Limited (HAL) em Nasik. Um lançamento bem sucedido foi feito em um alvo na Baía de Bengala.

O míssil BrahMos-A, criado nos interesses da Força Aérea da Índia desde 2008 com a participação russa ativa da joint venture BrahMos Aerospace e da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO) do Ministério da Defesa da Índia, tem uma massa inicial de cerca de 2,5 toneladas e é uma versão ligeiramente mais leve do BrahMos baseado no solo. O míssil BrahMos-A foi projetado para destruir alvos marítimos e alvos terrestres. O alcance oficial declarado é de 290 km.

O primeiro voo de demonstração do caça Su-30MKI da Força Aérea da Índia com um modelo em grande escala do BrahMos-A ocorreu em Nasik em 25 de junho de 2016 e, em 7 de outubro de 2016, o primeiro lançamento de massa do míssil por um caça Su-30MKI.

Até à data, dois caças indianos Su-30MKI foram modificados para os testes com o BrahMos-A na Irkutsk Aviation Plant da Irkut Corporation e, mais tarde, a Força Aérea Indiana planeja modernizar 48 aeronaves de combate Su-30MKI na instalação da HAL em Nasik.

Já em outubro de 2012, o comitê de segurança do governo da Índia aprovou a compra de mais de 200 mísseis BrahMos-A para a Força Aérea no valor de cerca de 6.000 crores de rúpias (cerca de 936 milhões de dólares) para a IAF. Em 13 de novembro de 2017 no show aéreo em Dubai, o vice-presidente russo da joint venture BrahMos Aerospace Alexander Maksichev disse que o fornecimento da série BrahMos-A da Força Aérea Indiana deve começar a partir de janeiro de 2018.

A BrahMos Aerospace é uma empresa conjunta da Associação de Engenharia Mecânica da Investigação e Produção da Sociedade Militar Industrial Russa JSC (agora membro da Tactical Missile Arms Corporation) e DRDO, e vem operando desde 1998. O BrahMos, fornecido pela BrahMos Aerospace JV, é a derivação do míssil anti-navio russo 3M55 “Onyx” (“Yakhont”) desenvolvimento da JSC “Military-Industrial Corporation” Associação Científica e de Produção de Engenharia Mecânica”.

COLABOROU: Rustam Bogaudinov

63 COMMENTS

  1. Caramba, Alex! Gigante mesmo! Não fazia ideia da dimensão do bicho. 2,5 t de peso inicial! Se tiver o comportamento esperado, será uma ferramenta de dissuasão importantíssima!

  2. hum. O alcance pode ser maior que o divulgado. Imagino o Su-30 ligando os pós combustores subindo a 12 mil metros, acelerando até a maior velocidade possível e lançando um míssil que já deve começar a voar supersônico!

  3. Combinação do caça Sukhoi Su-30MKI com míssil BrahMos-A impõe respeito.
    .
    Considerando o teatro de operações aeronaval da Índia, sua posição geográfica como um facão sobre o Oceano Índico e as rotas de comércio ligando Oriente Médio e África com o Sudeste e Leste da Ásia, percebemos o potencial do sistema de armas testado.
    .
    Um mapa, é claro:
    https://isape.files.wordpress.com/2014/01/oceano-c3adndico-rota-petrc3b3leo-e-colar-de-pc3a9rolas.gif?w=620
    .
    Abç.,
    Ivan.

  4. Isto é dissuasão.
    Sim precisamos terminar aquele missel de 300km de alcance com muitos nomes um deles é matador, e depois evoluir para uma plataforma naval de superficie, uma submarina, uma aerea.
    Precisamos muito.
    Abraços

  5. Sensacional os Indianos tão mandando ver.

    O Brasil também tem que desenvolver seus misseis antinavio e acredito que a Marinha deveria em vez de esperar pelo Gripen naval comprar uns Sukhoi.

  6. Bosco, aproveitando essa notícia do BrahMos, você acredita que o JASSM-ER vai mesmo mais que dobrar o alcance só trocando um turbojato por um turbofan e um teco a mais de combustível? Eles falam em manter as dimensões, mas me parece que tal salto em alcance só reduzindo consideravelmente a cabeça de guerra para caber muito mais combustível.

  7. Clésio,
    Mas deve ter mais combustível também! Não sei se as custas da ogiva, da “redução” de outros componentes (bateria, fluídos, etc.) ou dele ter ficado mais pesado, mas só a troca do motor não acrescentaria mais que uns 30% de alcance.
    Ele já está operacional.

  8. obrigado Bosco. Então já que abandonamos o PA, ainda bem, deveríamos comprar uns 15 SU33 para operar baseados em nossas ilhas.

  9. Já que não temos Porta Aviões, pq “temos” que comprar Su-33, que nem integrado ao Brahmos deve estar? E pq tem que ser 15? E pq tem que ser particularmente operado de “nossas ilhas”, que ficam coladas ao continente?

  10. Não fui eu que citei essas ilhas coladas ao continente, mas não se preocupem vou sair do blog já que os macróbios, que aqui frequentam, vão aullar que não é possível ou é impraticável. Enquanto isso os chineses estão fazendo as bases onde nem ilhas tinha, não avisaram a eles e eles fizeram as ilhas também.

  11. A marinha brasileira deveria urgentemente rever sua estratégia de defesa

    Um misto de
    Embraer 195 naval(estilo P8)para missão de patrulha marítima(18 unidades)
    Com Gripens + Excocet 22 + 48 unidades levaria qualquer marinha do mundo(menos a US navy) a pensar em se aventurar em nossas terras.

    Até hoje não aprendemos com os argentinos que com 4 SE + 5 excocet levaram o terror a Royal Navy.

  12. Lógico que aprendemos com os Argentinos… Temos submarinos disponíveis e armados com torpedos decentes.
    .
    O que a MB precisa é de navios. Aeronaves, quem precisa é a FAB.

  13. Cerberos
    O que resolveria a marinha do Brasil em termos de asa fixa baseada em terra seria o SU-34 Alcance e poder de fogo.
    Baseado ao longo da costa umas 30 aeronaves faria muitos ficar bem longe do nosso litoral.

  14. Tava demorando para aparecer alguém querendo enfiar Su-34 na MB… O último reduto dos que sonham com uma aeronave de caça russa nas nossas FFAA.
    .
    Primeiro que não nem é o Su-30, que seria muito mais útil como caça multifunção baseado em terra. Tem que ser o tal do Su-34…
    .
    Segundo que o Su-34 tem pouca cousa a mais de alcance que um Gripen E e nos vamos tem boa capacidade REVO. O que o Su-34 entrega a mais é capacidade de carga, que até onde sei, não estamos precisamos.
    .
    Terceiro que se um pacote de 30 pouco úteis Su-34, com todo apoio logístico, armas que jamais operamos, treinamentos infinitos, adequação de estrutura e etc e etc custar módicos U$ 3 bi, chutando beeem baixo, significa que vamos deixar de comprar da fábrica, que pagamos centenas de milhões dólares para instalar aqui, ao menos 24 Gripens, que seriam montados aqui, por pessoal que gastamos varios milhões para capacitar.
    .
    Baita negócio esse…
    .
    É tão óbvio que a melhor solução para o Brasil no tocante a caça passa por comprar mais Gripen E/F, que fica difícil enxergar.

  15. Para a marinha Eu prefiro o SU – 34 . Seria ótimo. Alcance de combate maior em 200km a mais que o Gripen.
    Possui maior capacidade de carga e foi projetado para ataque a alvos terrestres e navais.
    E é mais barato que o Gripen.
    Para a aeronautica o Gripen é melhor, mas para a marinha a hitória é outra e a diferença é brutal, não é possivel ter a mesma solução para ambos.
    http://www.aereo.jor.br/2008/10/30/su-34-fullback/
    Abraços

  16. Falando de novos misseis. Estava lendo sobre o novíssimo X-32 russo.

    Dizem que voa a 40km de altura(menor densidade do ar, mais longe vai)…tendo o alcance efetivo na casa de “milhares” de km… demais dados sigilo total…mais sendo uma evolução do X-22… da para imaginar o tamanho do “problema”.

    O X-22(06 toneladas, 12 metros de comprimento, giva de 01 tonelada) ..voa a 20km de altura…já “indo para a meta” atinge mach 3… com essa massa e velocidade….nem precisava de ogiva…rs.

    E por fim… todos sendo levados por um Tu-22M3..6.000km de alcance …2.300km/h…teto 13km… qualquer Porta-aviões tem que respeitar e muito.

  17. “E é mais barato que o Gripen.”
    .
    Quanto custa cada aeronave para o Brasil?
    Quanto custa toda a aquisição de uma nova a logística?
    Quanto custa manter outro tipo de aeronave?
    Quanto custa ter mais pilotos?
    Quanto custa ter que comprar armamentos que não operamos?
    Quanto custa a integração com os outros meios das FFAA?
    E por aí vai…
    Tudo isso compensa ter os tais dos “200 km a mais” que o Gripen?

  18. Bardini
    Monte um execel e compare toda a ficha tecnica de um e de outro. Bem como suas armas. Esqueça a aeronautica. Pensar só na marinha e suas atribuições.
    Quando pensar na questão global veja que possuir 2 meios diferentes dificulta uma unica solução do inimigo no TO. E em caso de embargo, você ainda tera um fornecedor
    A logidtica e todo o custo que você se refere já seria dobrado. Pois marinha é uma e aeronautica é outra.
    Só a integração que devera ser customizada.

    Se tratando de aviação naval é a melhor solução para nossa marinha.
    E ter 2 vetores diferentes é aceitavel logisticamente. E entimida possiveis agressores.
    E nos ja compramos da Russia, não tem nada que nossos militares não saiba.
    Abraços

  19. 400 km que é o alcance do Brahmos versão lançada de avião é o limite prático para mísseis antinavios “convencionais” lançados de aviões “normais”, que voam a no máximo uns 15.000 metros de altitude.
    Nessa altitude um avião (caça ou bombardeiro) com um potente radar consegue detectar uma frota inimiga e consegue lançar seus mísseis por conta própria, sem ou com mínimo apoio externo.
    Um míssil Mach 3 terá que permanecer a grande altitude (15.000 metros) e levará cerca de 7 minutos para chegar ao alvo, dando tempo para a defesa reagir.
    Seria interessante que o míssil recebesse alguma atualização de meio curso tendo em vista que após 7 minutos os navios estarão uns 6 km longe da posição original e tendo em vista que o radar do míssil só irá funcionar nos 30 km terminais, faltando cerca de 30 segundos para o impacto. Tempo em que terá que achar os alvos, selecionar o alvo especifico, adquiri-lo e manobrar para atingi-lo.
    Contra navios sem a proteção de um porta-aviões sem duvida é uma abordagem perigosa mas a coisa complica se a frota inimiga estiver sob a cobertura de um porta-aviões dotado de aviões radar (AEW) e caças de defesa de frota competentes, que em tese são capazes de controlar o espaço ao redor de um porta-aviões por centenas de quilômetros e não dariam muito espaço de manobra para caças e bombardeiros inimigos.

  20. Rinaldo,
    Claro que não.
    .
    Mas o mapa, sempre o mapa, foi o caminho que meu pai me ensinou para ‘ver e entender’ o mundo.
    Na biblioteca da casa dele havia um globo, daqueles que rodam, com o mapa mundi… Além de atlas e outras coisinhas. Quando discutíamos – e nós discutíamos com seriedade – era sobre os mapas que se encaminhava a solução do debate.
    .
    Lembrar o mapa, sempre, é minha esperança que os mais jovens abram um pouco mais a visão do que a tela de um smartphone.
    .
    Que saudade do globo com o mapa mundi…
    Era tridimensional aquele negócio.
    Talvez, no futuro próximo, com equipamentos de projeção holográfica disponibilizada no mercado, a visão tridimensional volte a ser valorizada. Mas eu fui criado assim.
    .
    http://espasaldubawiki.wikispaces.com/file/view/planisferio.gif/367656114/1200×515/planisferio.gif
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o antigo.

  21. “Renan 28 de novembro de 2017 at 1:33
    Bardini
    Monte um execel e compare toda a ficha tecnica de um e de outro.”
    .
    Não precisa de excel para isso… Já existe a ferramenta para essa comparação.
    Chamasse SUPER-TRUNFO !!

  22. Mapas são ferramenta de trabalho de militares.
    A comparação entre aeronaves, no briefing de combate aéreo, chama-se “face to face”.

  23. E sobre o tópico de defesa naval baseada em terra… eu, na minha modesta opinião, preferiria uma versão de patrulha marítima do KC-390, equipada com radar Saber-M60, blindado com uma versão modernizada da chapa de aço do tanque Osório e armado com lançadores de foguetes Astros-2020, que lançarão o míssil AV-300…

  24. Dependendo da boa vontade do Putin, o Su-34 pode até sair mais em conta na hora da compra. Mas já pensaram no custo para manter o bichinho? Leva quase 4 vezes o combustível do Gripen E em cada voo, aqueles pneusões (2 a mais que o Gripen), acompanhados daquelas enormes pastilhas de freio, aqueles enormes atuadores hidráulicos, aquela enorme quantidade de lubrificante, aqueles enormes motores que não poderemos revisar por aqui, etc etc etc.
    .
    Enquanto isso, os EUA estão botando em operação um míssil anti-navio stealth com 930 km de alcance, que um Gripen pode carregar até 4 ao mesmo tempo, voa quietinho e sorrateiro até se encontrar com a lateral de um vaso de guerra.
    .
    Você pode bater um prego e terminar um serviço com o um martelo ou uma marreta. Eu prefiro o martelo. É mais prático.

  25. Vendo os comentários sobre custos, penso que a FAB realmente está fazendo o correto em ter o A-29 e o F-39 como vetores principais, não tem como ter algo de ponta menos custoso que isso.
    Se for pensar que não temos no horizonte nada de perigoso acontecendo em nosso T.O pelos próximos 30 anos está tranquilo.
    Sou a favor de forças de defesa enxutas, não só nos meios disponíveis, mas também em relação a folha de pagamento de pessoal (menor contingente).
    Claro que espero ao menos 72 F-39 com tudo que se tem direito em termos de “recheio” eletrônico e de armamento, porém conhecendo as “necessidades” do nosso governo teremos muita sorte se vier os 36 previstos, o que em tese seria melhor do que nada.

  26. Clésio Luiz 28 de novembro de 2017 at 17:39
    Enquanto isso, os EUA estão botando em operação um míssil anti-navio stealth com 930 km de alcance, que um Gripen pode carregar até 4 ao mesmo tempo, voa quietinho e sorrateiro…
    .
    KKKK. Morri de tanto rir. “Sorrateiro” com 4 mísseis pendurados nas asas. Tão sorrateiro quanto um 747. Menos por favor.

  27. Donitz, não creio que um piloto vá se encontrar com a lateral de um navio com 4 mísseis pendurados nas asas… O Bosco entendeu.

  28. Clésio Luiz 28 de novembro de 2017 at 23:35.
    .
    O míssil é “muito bonito” porém a única maneira do Gripen operar uma versão com 930km de alcance seria se os americanos passassem a operar o caça sueco pois a venda dele com esse alcance implicaria numa violação do tratado Missile Technology Control Regime do qual os EUA são signatários. Uma versão “monkey model” com 300 km de alcance talvez para algum país europeu ou asiático pois o Brasil não tem dinheiro, necessidade e sequer estaria autorizado a obter esse tipo de tecnologia.

  29. Clésio Luiz 28 de novembro de 2017 at 17:39
    Dependendo da boa vontade do Putin, o Su-34 pode até sair mais em conta na hora da compra. Mas já pensaram no custo para manter o bichinho? Leva quase 4 vezes o combustível do Gripen E em cada voo, aqueles pneusões (2 a mais que o Gripen)
    — Noooossa!, as cias de combustível de aviação iram adorar! Haja ‘empenho’ pra pagar o faturamento pra Aeronáutica…!
    Mesmo que os demais concorrentes do FX-2 fossem tecnicamente superiores ao Gripen, a escolha foi acertadíssima! (foi decisão pessoal da então PresidentA? Ao menos essa ela deu dentro!…). Quando falta dinheiro até pro rancho da tropa não se pode gastar com o que não se precisa!…
    Abraços!

  30. Esses 290 km declarado do BrahMos-A é apenas para que eles possa ser exportado sem violar Missile Technology Control Regime (MTCR). seu alcance real deve ser superior a 400km…

  31. Necessidade sempre há, afinal qualquer adversário que por ventura venha a existir não vai ficar sentado esperando bombas burras caírem do céu.
    .
    A grande vantagem desse tipo de armamento é poder atacar alvos estratégicos bem defendidos sem utilizar aeronaves stealth.
    .
    Quanto ao preço, essa classe de mísseis custa em torno de 1 milhão de trumps a unidade. Como alvos estratégicos não crescem em árvores, uma centena de unidades daria conta das nossas necessidades e estaria bem dentro de nossas possibilidades financeiras.
    .
    Quanto ao fornecimento, só na Europa existem 3 opções na casa dos 300 quilômetros de alcance. Se os EUA não quiserem vender, sempre tem quem venda.

  32. Vale salientar que o Brasil não teria condições de aproveitar integralmente as características do LRASM. Infelizmente é um caso típico de “muita areia pro meu caminhãozinho” .
    O LRASM precisa que seu operador tenha disponível uma rede de satélites de reconhecimento (radar e ELINT) e/ou drones stealths de patrulha (como o MQ-4C Triton) para poder operar na sua plenitude.
    O LRASM poderá operar no modo convencional, já com seus alvos pré-selecionados, mas sua característica ímpar será a possibilidade de encontrá-los por conta própria, sendo “largado” a grande distância das ameaças de modo a que o vetor (navio ou avião) esteja fora do alcance e seguro.
    Com sua baixa velocidade, grande autonomia, furtividade e capacidade de operação em matilha o míssil irá perscrutar a superfície do mar utilizando uma série de sensores e poderá selecionar os alvos por conta própria.
    Apesar desse alto nível de inteligência artificial e autonomia o LRASM obriga que seus usuários tenham um sistema bem sofisticado de “esclarecimento naval”.

  33. Jacinto,
    Com certeza o alcance do Brahmos é muito maior que esses 300 km. Deve passar fácil de 400.
    Essa distância declarada tem a ver com o tratado MTCR. Pra tapear bobo. rsrsss
    O “shape” do Brahmos é compatível com um míssil de maior alcance haja vista por exemplo, o míssil ramjet francês com 300 km de alcance e ogiva de 250 kg (nuclear), o ASMP. Seu peso é de menos de 1 tonelada.

    O “defeito” básico do Brahmos, assim como de todo míssil antinavio (incluindo o Kh-32, citado acima e com 1000 km de alcance) é que ele tem que ser lançado contra alvos pré-selecionados. Ou seja, há de se inserir no míssil, antes do lançamento, a posição geral do alvo e o ponto em que o radar será ligado para adquiri-lo. Para um míssil supersônico essa “posição geral do alvo” deve ser a mais precisa possível tendo em vista que a alta velocidade só permite uma pequena margem de manobra.
    Quando chega à “janela” de aquisição, que é o ponto onde o radar é ativado e o míssil passa a procurar o alvo, um míssil supersônico tem pouco tempo para “decidir” e ele irá trancar no alvo que seus algoritmos determinarem, geralmente o mais “atraente”, ou seja, com maior RCS (grande mesmo). Claro, pode haver outras características inseridas no sistema de processamento do míssil de modo a fazer com que vários alvos sejam atingidos no caso de um ataque a uma força tarefa, e não só o porta-aviões.
    Vale salientar que havendo navios civis na área do alvo eles correm sérios riscos de serem adquiridos pelo míssil. Também são mísseis mais facilmente “desviados” pelos sistemas de despistamento.
    Todo esse processo obriga que os alvos sejam determinados por plataformas aérea se reconhecimento, que pode ser o próprio vetor lançador do míssil ou outro qualquer. O problema é que essa distância não passa de 400 km (relativo um avião a 13 km de altitude e com um radar potente) e em relação a um ataque a um porta-aviões geralmente não é tarefa simples se aproximar a essa distância e se manter nela tempo suficiente para determinar os alvos a ponto de inserir uma solução de tiro para os mísseis.
    Na Guerra Fria isso seria feito na marra através de um ataque maciço de bombardeiros Tu-22M Backfire armado com mísseis AS-4/AS-6. Alguns seriam destruídos pelos F-14/Phoenix antes de lançarem seus mísseis, alguns mísseis seriam destruídos pelos Phoenix, outros, pelo sistema Aegis e a aposta é que pelo menos alguns passassem e atingissem seus alvos.

  34. Bosco qual seria o melhor (longo alcance, maior pode destrutivo), míssil anti navio equipado no futuro Gripen NG? Que seja possível para o Brasil operar, com os recursos tecnológicos aqui presentes. Pois como você já disse as vezes faz a necessidade de satélites e monte de coisa.

    qual seria o melhor (longo alcance, maior pode destrutivo), míssil anti navio equipado no SU-34? Que seja possível para o Brasil operar, com os recursos tecnológicos aqui presentes. Pois como você já disse as vezes faz a necessidade de satélites e monte de coisa.

    Se possível responder eu agradeço.

  35. Renan,
    A capacidade de aquisição de alvos navais dos radares do Gripen deve ser da ordem de pelo menos uns 300 km quando em grande altitude, portanto, um míssil com limite de alcance de 250 km seria bem vindo.
    Na prática o alcance pode ser bem menor tendo em vista o horizonte radar dos navios que não passa de 30 km (mais ou menos) . Ou seja, para atacar navios sem proteção aérea um avião não tem que ter mísseis com alcance muito grande. O AM-39 Exocet está de bom tamanho em relação ao alcance, mas não custa termos alguns mísseis com maior alcance de modo a aproveitar todo o potencial do radar AESA do Gripen NG, que bem ou mal permitiria ataques mais distantes com menos estresse para a aeronave.
    Só no caso de termos que lidarmos com uma frota nucleada por um porta-aviões com aviões de defesa aérea é que mísseis de maior alcance seriam essenciais tendo em vista sermos obrigados a permanecer o mais longe possível dos defensores. Aí, quanto maior o alcance, melhor, sem falar que os E-99 também poderiam ser utilizados e devem poder detectar alvos navais pelo menos não distantes quanto o radar do Gripen.
    Aí fica a velha história de qual míssil é mais capaz de penetrar as defesas, se os subsônicos ou os supersônicos. O Gripen só é compatível com os subsônicos e eles dão conta do recado principalmente dentro de uma tática de saturação. Dois ou três não adiantam muito. rsrssss
    Há de se tirar o escorpião do bolso se quisermos ter uma efetiva capacidade de dissuasão. rrsss
    Mísseis ocidentais subsônicos mais novos (as últimas versões do RBS-15 inclusive) têm capacidades de penetração inusitadas que ainda não foram reveladas, muito provavelmente relativas a uma baixíssima assinatura radar e a meios internos de ECM e operação em rede (matilha), porque se não fosse isso os fabricantes não estariam insistindo no conceito.
    Vale salientar que no âmbito do Ocidente já começam a pipocar mísseis supersônicos, como por exemplo o de Taiwan, o japonês e muito provavelmente um novo míssil israelense.

  36. Bosco, só para complementar, quando você falou em horizonte radar dos navios não passar de 30 km, isso se refere à alvos voando rasante ao mar, correto? Até porque se uma aeronave voando alto acha um navio a 300km, a reciproca seria verdadeira.

  37. A vantagem do avião é que pode por a “carinha” pra fora, dar uma espiada, descer para a segurança e lançar os mísseis de lá. Se o avião estiver a 12000 m de altura e detectar os navios a 350 km ele pode baixar para ( digamos) 8000 m , se aproximar mais na segurança, subir de novo seguindo as indicações do RWR, fazer mais uma varredura com o radar agora mais de perto, descer novamente até uma altura que o RWR informe que não está sendo observado pelo radar do navio e daí lançar os mísseis. O avião pode fazer isso continuamente até o lançamento, quantas vezes for necessário.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here