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Dubai Airshow 2017: Airbus mostra versão armada do C295 ISR

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C295 ISR

A Airbus Defense and Space apresenta a nova versão armada do C295 ISR (Intelligence Surveillance & Reconnaissance) no Dubai Airshow 2017 com uma ampla gama de armas selecionadas para esta plataforma.

O armamento em exposição estática foi especialmente selecionado para ser integrado nesta plataforma versátil.

A empresa assinou uma série de acordos com fornecedores de armas ar-superfície que preparam o caminho para os pilotos dessas aeronaves para qualificar seus produtos para equipar esta versão armada do C295.

Desde o memorando de entendimento previamente anunciado com a Roketsan da Turquia, foram alcançados acordos similares com a Expal, Escribano e Equipaer de Espanha, bem como com a Rheinmetall da Alemanha e com os fornecedores dos EUA Nobles Worldwide e US Ordnance.

Os aviões já foram entregues a um cliente não identificado, incluindo duas metralhadoras e montagens leves de 12,7 mm, fornecidas pela Nobles Worldwide e US Ordnance, para serem montadas nas portas laterais de paraquedistas do avião.

A próxima arma a ser testada para o transporte aéreo será o míssil antitanque L-UMTAS da Roketsan, que também está fornecendo o míssil guiado a laser Cirit e o kit de bomba guiada a laser Teber-82.

O canhão BK 27 da Rheinmetall oferece uma opção mais pesada montada na porta, guiada pelo sistema de armas da Escribano. A Expal exibe seus foguetes CAT-70 (2.75 polegadas) e bombas Mk 82 e a Equipaer possui o lançador de foguete múltiplo CAT 70 na exposição.

O chefe da Airbus Military Aircraft, Fernando Alonso, disse: “O desenvolvimento de novas aplicações para o C295, bem como para nossas outras aeronaves, é um elemento-chave da nossa estratégia para o futuro. A flexibilidade notável do C295 o torna uma ótima plataforma para uma ampla gama de configurações específicas da missão”.

A nova geração C295 é a aeronave ideal para defesa e missões em benefício da sociedade, como ações humanitárias, segurança nacional e monitoramento ambiental.

DIVULGAÇÃO: Airbus

34 COMMENTS

  1. Boscooooooo, socorro ……………

    Vale a pena ? Quais opções melhores e mais baratas ? Melhores e mais caras ?

    Temos que considerar o preço da célula com os equipamentos instalados, socorro Bosco !

  2. Seria uma boa opção para a FAB uma versão armada para patrulha Marítima com objetivo de substituir os cansados P-3BR?

    Claro que equipado com sonda REVO e o mesmo conjunto de sensores do P-3BR, ao que me parece era o mais moderno disponível a época e ainda hoje bem atual.

  3. Fligth 13 de novembro de 2017 at 9:07
    Não seria, nunca caberiam todos os sensores do P-3 mais esse monte de coisa inútil em patrulha marítima.

    Esse C295 seria um hipotético substituto para o C 47 Fantasma colombiano, se é que eles precisam de um substituto.

  4. A americana Orbital ATK converteu dois CN-235 da Jordânia para ISR, mas usou canhões 30mm, a Airbus ja foi mais moderada optando por .50 no seu C-295 ISR.
    Os americanos por tradição optam por maiores calibres, os Europeus usam o menor que de conta do recado.

  5. Prezado editor Alexandre Galante.
    Gostaria que essa semana, no decorrer da feira aeronáutica em Dubai, o Poder Aéreo apresentasse em destaque e individualmente as aeronaves do evento. O debate seria bem interessante.
    Chamo a atenção para uma inusitada presença em Dubai, a versão paquistanesa do antigo Saab Safari.

  6. “Seria uma boa opção para a FAB uma versão armada para patrulha Marítima com objetivo de substituir os cansados P-3BR?”

    Esta aeronave é complementar aos P3. Jamais conseguiria substituí-los devido á autonomia e confiabilidade dos “velhos e cansados” P3.
    Existem hoje opções de atualização, modernização e até reforço de estrutura e troca de asas pros P3, o que os colocaria devolta pro jogo em condições bem melhores que os C295.

    Em tudo caso, acho que os P3 da FAB foram modernizados em 2014 o que deveria dar uma sobrevida até 2025.

  7. Não me recordo de outro AC depois do AC-130, pelo menos q tenha vingado.
    Uma aeronave q permanece mais tempo no ar ECD prestar ApAeAprox.
    O custo vale?
    Quem está na linha de frente pode mensurar melhor.

  8. “Fligth 13 de novembro de 2017 at 9:07
    Seria uma boa opção para a FAB uma versão armada para patrulha Marítima com objetivo de substituir os cansados P-3BR?”
    .
    Pra vc, o que classifica uma aeronave como cansada ? E como se aplica aos P3BR ?

  9. Roberto F. Santana 13 de novembro de 2017 at 8:37 voltei no tempo agora!
    Morei em Labrea-AM de 1980 a 1983 e era exatamente assim como nas fotos!
    Adora ver o Catalina no rio!
    Abraços!

  10. Hawk.
    O blog é mesmo muito bom, com fotos raras. Vi um raríssimo B-18 Bolo que a FAB teve com o nome pintado:
    ” Vira Lata”.
    Salvei varias fotos.
    Bom que tenha gostado.

  11. Uma matéria interessante sobre Gunship no antigo site Sistemas de Armas:
    http://sistemasdearmas.com.br/ca/macx04ac.html
    .
    Trata do AC-47 ao AC-130, passando pelo AC-119 e exercitando um possível um A/KC-390.
    Vale a pena para ter uma perspectiva história do tipo de aeronave.
    .
    Quanto ao C-295 ISR armado, pode ser uma opção para forças aéreas menores.
    Para a FAB, que já opera os Super Tucanos em missões de apoio aproximado, não faria sentido. Talvez, se houvesse dinheiro sobrando (não há) e uma necessidade urgente (também não), poderia dispor de 3 ou 4 Hércules AC-130, até mesmo dos estoques americanos.
    Mas acredito que vamos aguardar o KC-390 e ver o que é possível fazer com ele.
    .
    Sds.,
    Ivan, o Antigo.

  12. Tem também um trabalho acadêmico de uma equipe do IFNMG – Campus Montes Claros:
    http://www.defesa.gov.br/arquivos/ensino_e_pesquisa/defesa_academia/cadn/artigos/xii_cadn/convertendo_o_kc-390_em_gunship.pdf
    .
    Sds.,
    Ivan.
    .
    Em tempo:
    Não sou contra nem a favor dos gunships, muito pelo contrário.
    Mas entendo que é um assunto que deve ser discutido, principalmente à luz dos cenários latino americanos de guerra, onde as distâncias são enormes e a intensidade do combate dificilmente será igual ao da Europa ou Oriente Médio.
    😉

  13. Roberto F. Santana 13 de novembro de 2017 at 10:24

    Lembro de uma propaganda em revistas Flap na década de 70 sobre esse sueco. Era o Robin Safari!

  14. André Bueno.
    Quando eu tinha 13 anos de idade (já faz tempo!), escrevi para fábrica da Saab pedindo fotos do Viggen. Semanas depois recebi um envelope enorme, dentro várias brochuras com um grande poster do Viggen, e um menor do Safari mostrando um raio X do avião por dentro, até então, nunca tinha visto o aviãozinho, sempre gostei dele. Receber esse tipo de correspondência, naquela época, para um menino entusiasta da aviação, era o máximo!
    Vi no YouTube, cenas gravadas da airshow em Dubai, os paquistaneses levaram uma versão desse avião para lá.

    P.S. Tenho até hoje, inclusive o envelope!

  15. “Melhor investir na Embraer para um E190 E2 Patrulha Marítima”.
    [MATHEUS 13 de novembro de 2017 at 9:25]

    Acredito que o 195-E2 seja a opção mais sensata para a patrulha marítima.
    O porão do E-195 tem mais volume que o do Boeing 737 P-8 Poseidon.

  16. Roberto F. Santana 13 de novembro de 2017 at 12:50
    Muito bacana da parte deles! Afinal, qual o ganho em termos de ‘imagem institucional” que um fabricante de aviões militares teria em mandar fotos de um de seus aviões para um garoto no outro lado do Atlântico?… E mesmo assim, eles o fizeram!
    Definitivamente, a aviação é ‘uma Arte’ ‘movida a paixão’!
    Abraços!

  17. Roberto F. Santana 13 de novembro de 2017 at 12:50

    Posso imaginar sua emoção!
    Sob qualquer aspecto era uma época romântica, as velocidades eram menores [da vida, dos carros…]. Essa dificuldade em obter algum tipo de informação ao mesmo tempo que angustiava dava mais valor ao que era obtido.

  18. Roberto e Galante,
    Bons tempos mesmo. Eu agia da mesma forma. Tenho material guardado até hj, principalmente da British Aerospace e da Boeing, ambas bem generosas no material enviado.

  19. Pra vc, o que classifica uma aeronave como cansada ? E como se aplica aos P3BR ?

    Alfredo, por causa da necessidade de troca da longarina que demanda um alto custo e não foi feito na revitalização da aeronave.

  20. “Flight 13 de novembro de 2017 at 23:15”
    .
    Cola aqui a fonte da noticia sobre a necessidade de troca das longarinas dos P3 brasileiros…
    Peço isso pq um dos focos da modernização realizada pela EADS/CASA, foi a recuperação, e modernização, da estrutura das aeronaves.

  21. O reforço estrutural não foi feito na modernização para ficar dentro do valor liberado para o projeto, a proposta da LM que contemplava isto perdeu justamente por estrapolar os recursos disponíveis.
    Mas hoje as asas voltaram a ser fabricadas para a modernização do Canadá e Chile e se houver necessidade o Brasil poderá fazer o serviço, pois segundo soube aqui em Salvador não são todos que precisam e o desgaste está sendo monitorado pelo pessoal da manutenção.
    Estas aeronaves foram modernizadas para voar uns 15 anos e daqui a pouco ja completam a metade da vida útil pos modernização, só valeria a pena trocar as asas para voar mais uns 20 anos, daqui a pouco começam a ter que canibalizar algum para tirar motores e componentes e os com desgaste na asa vão acabar sendo usados.
    Não tem país que no fim da vida útil de uma aeronave não acabe tendo que reduzir a frota para manter os melhores voando, o primeiro P-3AM foi recebido em 2011 e ja vai completar 7 anos de uso, metade do que se pretendia voar.
    Nada impede que tendo recursos se troque a asa e se use os P-3AM por mais uns 20 anos com a asa nova, motores e todo recheio ja foram trocados na modernização.
    No momento atual não da para se pensar em recursos, quem sabe no momento em que se chegar mais perto dos 15 anos da modernização se faça um calculo do valor para comprar novos Patrulhas ou trocar as asas e acabem fazendo uma revisão estrutural e trocando as asas e estendendo a vida útil dos P-3AM por mais um periodo de 15 anos, tudo é possível pois radar, aviônicos, o sistema FITS e os motores são novos, tem hoje só seis anos de uso.

  22. Excelente matéria do SR Ivan o antigo(C47, C130 e todas as modificações até para o canhão de 30mm Bukmaster ). Concordo como Sr. Agnelo pelo uso do AC 130. Espero que possamos usar este “terror noturno” em alguns KC390. Apoio Aéreo Aproximado com cargueiros, excelente.

  23. As perdas de ” gunships” no Vietnam, em especial sobre a trilha ou no final defendendo Saigon foram elevadas.
    Uma das maiores baixas da guerra do Iraque de 1991, foi justamente um AC-130, abatido sobre Khafigi por um míssil “Strela” após passar a noite inteira apoiando Marines e soldados sauditas que combatiam na cidade.
    A ideia é boa, funciona, mas a aeronave fica vulnerável.

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