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Chegou o primeiro P-3AM Orion da FAB

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Pousou hoje em território nacional, a primeira aeronave P-3BR Orion da Força Aérea Brasileira. O avião pousou na Base Aérea de Salvador às 15h. Em breve traremos mais informações sobre esta data histórica.

Parabéns aos patrulheiros da FAB por mais esta conquista! Que venham os outros.

NOTA DO EDITOR: O P-3AM da FAB chegou às 15h e nós postamos a notícia 15 minutos depois. Mais um furo do Poder Aéreo!

 

BATE-PAPO ONLINE: Converse sobre a chegada do P-3BR e comemore com outros leitores no ‘Xat’ do Poder Aéreo, clicando aqui.

SAIBA MAIS:

39 COMMENTS

  1. Maravilha, aposto que a Embraer não gostou, afinal este foi o avião dos gloriosos anos 50 , que despachou pro limbo aquela novidade sem sal ou utilidade do ERJ-145MPA.
    Qnto a um hipotético 2º lote, espero que troquem o FITS pelo SICONTA.

  2. Mas bahh….tchê….aleluia, aleluia…..

    De tanto tempo que se fala nos Orions….parece que já estão velhinhos……rsssss.

    Quando chegam os outros ??

    Sds.

  3. Padilha disse:

    “A FAB não deu nenhum um banho na aeronave para comemorar a sua chegada.”

    Padilha, vai ver a Dilma proibiu além dos vôos, o banho de boas vindas na FAB…

  4. Parabéns ao blog pelo furo de reportagem, mas é sério que estamos comemorando a chegada de um avião estrangeiro dos anos 50 usado, modernizado com tecnologia dos anos 90 em outro país e que custou os olhos da cara e demorou quase uma década para ficar pronto?

    Enquanto isso, ao contrário do que alguns pensam aqui, o Embraer ERJ-145MPA, aviões novos e modernos, voam sobre o Caribe com as cores do México, que está muito feliz com a aquisição.

    Ninguém vai me convencer que as qualidades patrulheiras do P-3A, depois de recauchutado, são suficientes para denegrir um ótimo projeto nacional, que poderia ser entregue mais cedo, pelo mesmo valor, com alto grau de comunalidade com outras aeronaves da FAB e com tecnologia e mão de obra nacionais. E depois querem transferência de tecnologia! E reclamam que aqui não se faz nada, que não temos empregos, que tudo é importado de prateleira!

    Vamos ver quanto tempo esses P-3AM voarão antes de acabarem as peças ou o custo de hora/voo ficar impeditivo.

  5. Vale lembrar que o principal motivom pelo qual a FAB decidiu pelos P-3AM ao invés do ERJ-145MPA foi que este ainda estava em desenvolvimento e poderia demorar muito tempo para entrar em operação.

    Pois bem, os ERJ-145MPA mexicanos foram entregues e entraram em operação tem mais de 3 anos já.

  6. Almeida, boa noite.

    Se me lembro dos comentários da época, há outros aspectos importantes que levaram à opção pelos P-3 modernizados:
    1. Capacidade antissubmarino
    2. Autonomia on-station.
    Abraço e bom domingo,

    Justin

    • Almeida, inicialmente, o ERJ-145 que voa no Mexico não tem nada a ver com o P3BR.
      São aeronaves completamente diferentes no que tange a parte operacional. O ERJ-145 que o México opera não é capaz de caçar submarinos, não tem bomb bay para poder carregar e lançar torpedos contra submarinos, e tãopouco pode lançar o Harpoon.
      Isso sem falar que não tem capacidade de voar mais de 6 horas on station.

      Eu tb defenderia um produto Embraer, desde que o mesmo fosse capaz, mas infelizmente não é o caso.
      Abraços,
      Padilha

  7. Almeida,

    O Lockheed P-3 Orion e o Embraer P-99 são aeronaves de classe e características completamente diferentes. Por essa razão se destinam a missões diferentes.

    Possivelmente a FAB pretendia operar novamente um vetor de longo raio de ação, grande persistência na área de patrulha, capacidade combinada ASW / ASuW e um bom porão de armas.

    De certa forma a Força Aérea já teve uma força assim, com até 14 (quatorze) P2V-5 Neptune.

    Alguns dados das aeronaves:

    ► Lockheed P-3 A Orion:
    Peso vazio…….. ~ 27.900 Kg.;
    MTOW………….. ~ 64.400 Kg.;
    Velocidade máxima….. ~ 750 km/h;
    Velocidade cruzeiro…. ~ 610 km/h;
    Velocidade patrulha… ~ 330 Km/h.

    ► Embraer P-99:
    Peso vazio…….. ~ 12.000 Kg.;
    MTOW………….. ~ 21.000 Kg.;
    Velocidade………. ~ 830 km/h.

    ► Lockheed P2V Neptune:
    Peso vazio…….. ~ 22.650 Kg.;
    MTOW………….. ~ 35.240 Kg.;
    Velocidade máxima….. ~ 586 km/h;
    Velocidade cruzeiro…. ~ 333 km/h.

    Acredito que há espaço para um Embraer P-99 na FAB, equipado com um radar como Searchwater 2000AEW, sensores FLIR e IRST, designadores Laser e com armas guiadas externas, como AGM-114 Hellfire, AGM-65 Maverick ou Brimstone (este último com nova capacidade naval oferecida pela MBDA para os Panther dos EAU).
    Claro que bombas guiadas como AASM seriam uma opção válida.

    Suas missões poderiam ser MR de menor alcance e rápida reação (contra barcos rápidos p.ex.), SAR e C-SAR, ELINT e IMINT, além de AEW em cenários de baixa intensidade.

    Mas em operações ASW teriam valor limitado em face da ausência do MAD, sonoboias e persistência em combate a baixa velocidade.
    Este território… ou esta água… é do Orion.

    Sds,
    Ivan, o Antigo.

  8. A FAB avaliou o projeto do ERJ-145MPA/P-99 da Embraer, e considerou-o inadequado as suas necessidades.
    Forças armadas geralmente adquirem aquilo que avaliado, lhes atende as necessidades estabelecidas.
    Qndo essa “regra” é infringida, por qualquer motivo, temos asneiras do quilate daquela do Super Cougar.
    E contra aquilo que o P-3 pode oferecer em termos de autonomia, volume interno da célula e adaptabilidade p/ a missão, a aeronave da Embraer não tinha chance.
    Veja que alem do México, mais ninguem se interessou pela aeronave, apesar da capilariedade do ERJ-145 no mercado e nesse meio tempo, até a Airbus/CASA colocou um concorrente no mercado.
    Que é aquela versão MPA/ASW do C-295, adquirida pelo Chile.
    Qnto a tecnologia do produto da Embraeer, não havia nada de nacional alí, como tb não há nos demais produtos ISR da empresa, os equipamentos de missão são TODOS importados.

  9. Que bom que alimentei a discussão hehehe! 🙂

    Vejam bem, eu não discordo que o Orion é mais capaz nesta missão que os ERJ-145MPA. Só não acho que a diferença de performance é tão grande assim a ponto de prejudicar nosso orçamento, nossa indústria e desenvolvimento tecnológico.

    Para quem acha que os ERJ-145 não dão conta de patrulhar grandes áreas mar adentro, lembrem-se que o vetor mais importante na busca pelos destroços do Airbus da Air France foi R-99, mesmo avião, sensores semelhantes porém dedicado à outra missão! Imaginem o P-99, dedicado, no lugar!

    Dada o avanço nos sensores e a velocidade de cruzeiro do P-99, grandes áreas de interesse podem sim ser monitoradas por este vetor, então a vantagem de persistência do P-3AM é irrelevante.

    Quanto aos armamentos, os P-99 do México não carregam mísseis e torpedos porque não foi pedido. O projeto original da Embraer prevê integração de mísseis Exocet ou Harpoon e torpedos leves. Aliás, por conta da idade dos P-3A adquiridos e os custos de integração, a FAB comprou modelos de primeira geração e fora de linha do Harpoon para operar nos P-3AM já que estes não podem levar os dois últimos modelos que estão em produção. Muito menos os Exocet. Então nessa diferença de capacidade de carregar armamentos os P-99 levam vantagem sobre os P-3AM!

    Quanto ao MAD e a busca de submarinos à baixas altitudes e velocidades, aí sim o P-3AM leva grande vantagem. Os P-99 desgastariam muito mais rápido nessas condições e teriam performance de detecção e perdsistência bem inferiores. Porém, se o problema era esse, pergunto: por que não operar C-295 MPA novos com MADs ao invés de P-3A usados e fora de linha? A FAB já opera 12 C-295, tem mais 8 na fila de entrega e seria MUITO mais barato de operar e manter esses vetores! E teriam praticamente o mesmo perfil de missão!

    Repito: essa mania das nossas forças armadas de comprar sucata estrangeira recondicionada para operar, aos trancos e barrancos, por 5, 10 ou no máximo 15 anos é um tiro no próprio pé. Não gera empregos locais, não estimula o desenvolvimento tecnológico no país e, apesar de aparentemente mais barato de adquirir, à longo prazo o custo total de operação acaba sendo maior.

    Com o tempo perdido nesse projeto, poderíamos ter feito um aqui, até mesmo baseado no ERJ-190.

    Com o dinheiro gasto na aquisição e modernização desses 12 (na verdade 8) P-3AM de prateleira poderíamos ter comprado uns 4 ou 6 P-8 muito mais capazes mesmo em número inferior.

    Não adianta, se pensarem com calma essa aquisição não faz sentido, os argumentos para sua defesa são manjados porém fracos.

  10. Estou com o Almeida nessa. Ridículo comprarmos aeronaves da Lockheed tendo um produto similar. Temos sim que prestigiar a Embraer, da mesma forma que ela tem que se esforçar para oferecer produtos cada vez melhores mesmo.

    E sinto muitíssimo, mas querer me convencer de que um jato/fan não faz o que um turbohélice faz num dá. A 10.000 ft/msl ambos conseguiriam cumprir sua missão igualmente.

    Nunca gostei desses P3.

  11. Almeida e Vader. Vou lançar um desafio a vocês.

    “Quanto aos armamentos, os P-99 do México não carregam mísseis e torpedos porque não foi pedido. O projeto original da Embraer prevê integração de mísseis Exocet ou Harpoon e torpedos leves.”

    Um Brigadeiro da FAB que hoje está descansando lá no céu, um belo dia me contou como teria sido a reunião aonde um engenheiro da empresa afirmou que o ERJ-145 poderia carregar um torpedo e misseis anti-navio. Bastou ele perguntar como seria feito para cair por terra qualquer chance de que isso se concretizasse.
    N fatores tornam impossível ao ERJ-145 carregar armamentos como esses.

    Por isso o ERJ-145 subiu no telhado e o P3 foi escolhido.

    Quanto a versão partindo do 190, eu concordo com ambos, mas quanto ao ERJ-145, vamos deixar isso quieto pq não tem muito lastro para discutir.( armamento)

  12. Países que operam o P-3 Orion:
    EUA
    Argentina
    Austrália
    Canadá
    Chile
    Alemanha
    Irã
    Japão
    Nova Zelândia
    Noruega
    Paquistão
    Portugal
    Taiwan
    Coreia do Sul
    Espanha
    Tailândia

    O Brasil é o mais novo operador.

    Pessoal, o P-3 Orion é um clássico, talvez a melhor aeronave já feita para a função de patrulha marítima e guerra antissubmarino.

    Quem fala mal é porque não conhece ou não se lembra de que tínhamos até agora operando na função o P-95 Bandeirulha, bastante limitado.

    A pergunta que se deve fazer é: o P-3 cumpre a missão?
    Resposta: sim, cumpre com excelência e prova-se pelo número de operadores satisfeitos.

    Agora, brasileiro nunca está satisfeito… 🙂

    Os P-3 custaram menos da metade do que foi gasto nos Jogos Militares!

  13. Sei que sou “persistente” neste argumento, mas vou repetir:
    Olhem o MAPA !!!

    http://geography.about.com/library/cia/blcatlantic.htm

    Se o Brasil é enorme, o Atlântico é ainda maior, talvez 7 (sete) maior em extensão territorial, sendo que boa parte nos cabe “tomar conta”.
    Significa conhecer, reconhecer, patrulhar, ocupar, proteger e resgatar (SAR e C-SAR).
    Basta ver a responsabilidade oficial do Brasil no Salvamar:
    (Mapa de novo… he he he…)
    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/areas_dos_dn_e_salvamar.jpg

    Na época da compra dos patrulheiros de longo alcance apenas 3 (três) modelos de aeronaves seriam compatíveis:
    – Lockheed P-3 Orion,
    – Ilyushin Il-38 ‘May’ e
    – Hawker Siddeley Nimrod.

    O Boeing P-8 era futuro.

    O nosso país tinha, tem e terá ambições de projeções marítima, algo legítimo e justificado, como já foi tratado no NAVAL:
    http://www.naval.com.br/blog/2010/09/13/a-nova-fronteira-maritima/
    http://www.naval.com.br/blog/2009/12/03/expandindo-as-fronteiras-maritimas/

    Assim sendo a necessidade era de um grande patrulheiro e o de maior disponibilidade era e é o Orion.

    O que talvez se possa discutir é a opção pelas células do P-3A com a solução européia FITs, quando seria possível optar por aeronaves já testadas como o P-3C CUP que Portugal adotou.
    http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/Aer.aspx?nn=29&P=77&R=FA#A1
    http://www.aereo.jor.br/2011/07/19/unidade-de-p-3-c-da-forca-aerea-portuguesa-e-condecorada-pela-otan/

    Quanto a um novo patrulheiro nacional, penso que a opção natural será pelo KC-390. Mesmo assim não terá vocação ASW, mas voltado principalmente para SAR e C-SAR, com uma eventual capacidade ASuW.
    http://sistemasdearmas.com.br/ca/macx03outros.html

    Mas é apenas a opnião de um entusiasta.

    Sds,
    Ivan, do Recife, de frente para o Atlântico… 🙂

  14. Galante,

    “…lembra de que tínhamos até agora operando na função o P-95 Bandeirulha…”

    E é bom lembrar o que tinhamos antes do P-95, o venerável P2V Neptune, um patrulheiro de verdade… para sua época.

    Sds,
    Ivan.

  15. O pressuposto da performance do R-99 nas buscas ao AF-477, está incorreto, pois foi devido ao radar canadense que o equipa e não a aeronave.
    E mesmo assim o que a aeronave encontrou, descobriu-se ser uma bela mancha de óleo e não destroços da aeronave da Air France.
    Qnto a capacitação tecnológica nacional, a TAP(ex-VEM) e a Atech, entre outras alem da própria FAB, foram contempladas neste projeto.
    Poderia ter sido melhor, mas custaria mais caro, se o SICONTA sistema de comando e controle da MB, fosse inserido no projeto ao invés do FIST.
    A operação de sensores modernos, de capacidades avançadas, não é exclusiva ao P-99, os mesmos associados a maior persistência do P-3, nos proporcionam maiores vantagens.
    Ao integrar o míssil americano Harpoon aos seus P-3, a FAB se livra de incorrer nas vivissitudes por que passa a MB, conforme relato aqui no blog, nas gananciosas mãos de nossos “parceiros estratégicos”, qnto a integração do míssil Exocet em seus helicópteros EC-725.
    E ao integrar uma versão mais antiga deste míssil, devido a limitação imposta pela plataforma, mostra que:

    a-) a limitação é aceitável, p/ o cumprimento de possiveis missões operacionais.
    b-) ao acatar a limitação, mostra grande discernimento qnto a segurança de voo, ao contrário da insistência da MB em restaurar seus A-4; que se descobriu agora estarem c/ o “main spar” comprometido.
    Em um ser humano, equivaleria a estar paraplégico.
    Qnto ao C-295MPA, a necessidade da FAB é que ditaria a adequação desta aeronave a missão, não o fato de já pertencer ao inventário cumprindo outras funções, o mesmo não carrega tanto combustível e nem armamento qnto o P-3 e sendo aeronave nova modificada, seu custo de aquisição seria alto.
    E a indústria nacional, não seria contemplada c/ nada.
    As ffaa, não tem “…essa mania das nossas forças armadas de comprar sucata estrangeira recondicionada para operar…”, infelizmente isto lhes é imposto pela autoridade civil, a qual são subordinadas.
    Aonde possível as ffaa tem inserido, não sem alguns problemas, a indústria nacional, ocorre que p/ o correto desempenho de suas atribuições constitucionais, essas memas ffaa não podem, e nem devem ficarem limitadas, ao que esse mesmo parque industrial nacional é capaz ou tem interesse em fornecer.
    Qnto a um hipotético P-190, pergunto:

    Há demanda de mercado, consistente, que sustente sua produção seriada?

    E respondo:

    Não, pois alem do P-8 e do protótipo japonês, o que há no mercado, é somente mais reforma de P-3.

  16. Graças a Deus os Orios estão em territorio brasileiro, já era hora, agora é torcer para q essas aeronaves sejam empregadas de forma ”impecável” pela FAB, aumentando significativamente a nossa capacidade de busca anti-submarino!
    Abraços

  17. Eu fui e sou copntra a aquisição destas aeronaves pela FAB, mas ainda, hoje , antes de entrada operacional do P 8, são os que há de melhor em combate ASW no mundo.
    O 145 MPA, ccomo o nome já diz é simplesmente um esclarecedor marímo, incapaz de realizar ASW full, as baais de aramzenam,ento seriam extremamente apertadas e o municiamento teria que ser feito em pistas onde houvesse uma porão que permitesse um vão livre para adentrar e içar os torpedos e as cargas de profundidade.

    Grande abraço

  18. Maurício,

    Sou grato pelos seus links.

    Primeiro pelo conteúdo, sempre interessante.

    Segundo por me tirar da posição incomoda de postar muitos links sozinho… he he he… assim sendo levamos ‘bronca’ em conjunto.

    Sds,
    Ivan.

  19. Juarez

    Desconfio que seria difícil e certamente anti-econômico adaptar um porão ou baia de armamentos sob um EMB-145, ou mesmo sob um novo EMB-190.

    Além do espaço apertado nos R-99 e P-99, há a questão da escala necessária para justificar um investimento destes. Melhor ficar só com os pilones externos, que demandam apenas reforço estrutural, maior geração de energia e cabeamento adequado.

    Sds,
    Ivan.

  20. Galante, todos esses outros operadores de Orion compraram células novas, ou semi-novas, décadas atrás. Nada mais natural para muitos deles modernizarem estes vetores e os manterem em operação por mais alguns anos. Mas optamos por começar a operar um novo vetor a partir de células antigas e com sérios problemas estruturais quando poderíamos ter partido para algo mais novo e fácil de manter, que sejam até mesmo P-3C usados.

    Ivan, é exatamente isso que estou trazendo à discussão: por que P-3A caindo aos pedaços, que levaram vários anos para serem postos em voo e modernizados, quando até mesmo P-3C usados seriam melhor? Quando tínhamos C-295 MPA e ASW, projeto nacional próprio baseado em outras plataformas de patrulha e inteligência em uso na FAB e etc?

    Mauricio R, como você bem frisou, a performance mais importante hoje em dia não é da plataforma, mas dos sensores. E integrar uma plataforma comercial usada em larga escala com sensores de ponta é o que a Embraer com seus Ejets ISR faz de melhor, eu diria melhor até que a CASA e seu FITS. Bem lembrada também a limitação estrutural dos A-4 da MB, pois as células de P-3A compradas pela FAB demoraram uma década para serem reformadas justamente porque suas asas foram condenadas e tiveram que ser amplamente reforçadas. Quanto à sua pergunta, apesar de não haver E-190 militar, existem dezenas (e em breve centenas) deles voando comercialmente então a escala está garantida. Assim como nos ERJ-145 e E-99, R-99 e P-99.

    Com o orçamento apertado e as necessidades enormes que temos, é muito mais vantajoso, a longo prazo, operar vetores com alto grau de comunalidade e com facilidade de manutenção, não aviões antigos fora de linha que para operar tem que ser comprados em números maiores para se canibalizar peças de reposição. Pergunto aos colegas: quando as peças dos 3 P-3A extras e não modernizados acabarem, como ficará o restante da frota?

    Economizamos hoje e perdemos mais a frente. Assim como foi o caso dos Mirage 2000 C/D.

  21. Almeida, a FAB analisou muito bem as células antes de comprá-las e a modernização pela EADS assegurou a operação delas por mais 15 anos, pelo menos.

    A Coreia do Sul comprou células de P-3B no mesmo estado que as nossas.

    Penso que não teremos problemas com peças de P-3, pois eles começarão a ser desativados pela USN por causa do P-8 e teremos abundância delas, a preço de banana, como pagamos pelas células de P-3A.

    Não há no mundo ainda avião tão bom quanto o P-3 Orion para patrulha marítima, pelo preço que pagamos.

  22. Estas células, apesar de bem velinhas, passram por dois refits estruturais na CASA/EADS, que efetuou a troca e reconstrução da longarina de asa e o reforço estrutural de cauda, peças de P 3 até emn ferro velho tem, a FAb vai ter 3 Scrappers, o problema vai ser operar full ASW, por duas questões básicas:

    Perda de doutrina e $$$$$$ para operacionalizar tudo

    Grande abraço

  23. Juarez

    Desconfio que seria difícil e certamente anti-econômico adaptar um porão ou baia de armamentos sob um EMB-145, ou mesmo sob um novo EMB-190.

    Além do espaço apertado nos R-99 e P-99, há a questão da escala necessária para justificar um investimento destes. Melhor ficar só com os pilones externos, que demandam apenas reforço estrutural, maior geração de energia e cabeamento adequado.

    Sds,
    Ivan.

    Meu no bre mestre Ivan!

    As estruturas de asa, junto com alterações no passo de Cg da aeronave dificultariam isto em muito, sem contar que cargas de profundidade e minas provocariam um arrrasto aerodinâmico enorme.

    Grande abraço

    Leia mais (Read More): Chegou o primeiro P-3AM Orion da FAB | Poder Aéreo – Informação e Discussão sobre Aviação Militar e Civil

  24. “…pois as células de P-3A compradas pela FAB demoraram uma década para serem reformadas…”

    Não foi somente c/ a FAB, que isso aconteceu.

    (http://www.defenseindustrydaily.com/lockheed-opens-wing-production-line-to-keep-p3-orions-flying-01534/)

    “…deles voando comercialmente então a escala está garantida.”

    Não há nenhuma escala garantida, pois as aeronaves existentes, são somente transportadores de passageiros civis.
    A qntidade de células das variantes militarizadas do ERJ-145, não chega a 2 dezenas.

    “Com o orçamento apertado e as necessidades enormes que temos, é muito…”

    Com orçamento apertado, simplesmente não se desenvolve aeronave nova.

    “…quando as peças dos 3 P-3A extras e não modernizados acabarem, como…”

    O ERJ-145 tb já não é mais fabricado em série.

  25. Tomara que você esteja certo Galante, tomara!

    Mas ainda assim, eu acho melhor uma maior comunalidade. Mas eu sou apenas um entusiasta e singelo contribuinte fiscal.

  26. O P-3AM é uma ótima aeronave a entrar em serviço na FAB e que cumprirá muito bem as missões atribuídas a ela pela FAB, ao contrário do que seria se a opção fosse pelo P-99. O P-99, como proposto seria, isso sim, uma ótima opção para substituir os P-95 Bandeirulha.
    Agora, se a Embraer conseguir colocar um bomb-bay decente no EMB190ER, aí sim, teremos o futuro substituto dos P-3AM.
    Abraços!

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