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Caças Rafale franceses fazem primeira missão de reconhecimento sobre o Iraque

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Rafale - primeiro voo reconhecimento sobre Iraque - foto 4 Min Def França

Missão foi realizada a partir de base nos Emirados Árabes Unidos, para onde, nos dias anteriores, já haviam se deslocado aeronaves A400M e C-135

Nesta terça-feira, 16 de setembro, o Ministério da Defesa da França divulgou nota a respeito da primeira missão de reconhecimento de caças Rafale, da Força Aérea, realizada sobre o Iraque. A missão ocorreu na segunda-feira, dia 15, com a decolagem de duas aeronaves a partir da Base Aérea 104 de Al Dhafra, localizada nos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Os dois jatos estavam dotados do casulo (pod) de reconhecimento RECO NG, que permite captar imagens tanto em altas quanto em baixas altitudes, além de vídeo. O controle tático da missão esteve a cargo do contra-almirante Baussant, comandante da Zona Oceano Índico (ALINDIEN), em estreita coordenação com autoridades iraquianas e aliados presentes na região, segundo a nota do ministério.

A missão foi precedida por outras movimentações importantes: no dia 13 de setembro, a capacidade de inteligência foi reforçada com o transporte de materiais e pessoal (cerca de 40 integrantes) para os Emirados a partir da Base Aérea 123 de Orléans-Bricy, missão em que se utilizou um avião A400M. Já no dia 14, uma aeronave de reabastecimento em voo C135, proveniente da Base Aérea 125 de Istres, pousou em Al Dhafra.

A400M transporta pessoal e equipamento de inteligência - foto Min Def França

C-135R francês - foto Min Def França

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, esteve presente na base de Al Dhafra para falar aos pilotos de Rafale da missão de reconhecimento logo antes do seu início. O ministro dirigiu-se aos Emirados após visita ao Iraque acompanhando o presidente da República Francesa.

Ainda sobre este primeiro voo de reconhecimento realizado pelos dois caças Rafale sobre o Iraque, espera-se que outros se sigam, com o objetivo de coletar dados de inteligência sobre o grupo terrorista “Daesh” e reforçar a capacidade francesa de avaliação autônoma da situação.

A França mantém uma presença permanente nos Emirados Árabes Unidos, tanto em nível de estado-maior quanto operativo, incluindo forças na Base Naval de Abu Dhabi e na Base Aérea 104 de Al Dhafra, dentro de um escopo de relações bilaterais de defesa com os EAU e outros parceiros regionais. Assim, pode-se apoiar meios militares na região do Golfo Pérsico e do norte do Oceano Índico, tanto em operações militares em ambiente urbano quanto desértico.

Rafale - primeiro voo reconhecimento sobre Iraque - foto 3 Min Def França

Rafale - primeiro voo reconhecimento sobre Iraque - foto Min Def França

FONTE / FOTOS: Ministério da Defesa da França (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em francês)

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Eder Albino
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Eder Albino

Essa última foto me lembrou de outra matéria publicada aqui. http://www.aereo.jor.br/2013/08/27/fotos-do-advanced-super-hornet/ . Na época, colega Edgar fez o seguinte comentário:”Rapaz, ou esse piloto é ‘baixinho’ ou o SH é uma aeronave ENORME.”
Respeitando as devidas proporções, a última foto dá a impressão que o Rafale é maior do que eu imaginava.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Acho que o piloto é baixinho mesmo. Veja como é estar por baixo de uma aeronave grande:

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Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Mas não se engane com a altura de certas aeronaves. O F-14 é o maior caça americano a entrar em operação (embora mais curto que alguns Century Fighters), 4 metros mais comprido e 7 toneladas mais pesado que o Rafale, mas embaixo dele o pessoal se agacha do mesmo jeito que no francês:

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rommelqe
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rommelqe

Na quarta foto a cesta do bocal de reabastecimento do C-135 parece estar estendida mais do que o normal.
Por outro lado, esta pode ter sido a primeira surtida dos Ralales em TO realmente hostil dotado de capacidade AA com razoável eficacia. A confirmar .

Iväny Junior
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Ótima aeronave. Por isso ainda torço para o MRCA indiano sair logo, senão ela morre e leva com ela uma ótima escola de design para aviões de combate.
De todo modo, acredito que logo veremos os chengdu-dassault voando por aí… Afinal, a quem mais interessaria a venda da dassault? A HAL não tem cacife…

Vader
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“leva com ela uma ótima escola de design para aviões de combate” Não se apoquente Ivany, a “escola Dassault” de desenho de aeronaves de combate JÁ MORREU, na medida em que o Rafale será o último caça genuinamente francês. Não haverá outro. No tópico, isso é só propaganda pro EAU, pra fins de tentar desempacar a venda do Rafale pra tal país. Completamente inútil essa missão (satélites já cumprem com muito maior eficácia a missão de plotar as posições de uma força fluída e altamente móvel como o ISIS), além do fato de que outras aeronaves, inclusive do próprio arsenal… Read more »

Iväny Junior
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Vader Tem um projeto de VANT de combate, ou caça de sexta geração, da dassault com a BAe. Com o capital chinês injetado (o que acredito que vai acontecer) a China dá um salto de tecnologia, fica por dentro do vetor principal da frança e da concorrente índia e pode desenvolver o projeto entre chengdu e dassault (os 54% das ações que não são da Airbus). Claro que nesse caso, a BAe cai fora do VANT. A questão é se a frança vai deixar isso acontecer. Eles não estão com bala na agulha para absorver estas ações da Airbus e… Read more »

Iväny Junior
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OMS é o android. Estou falando da OMC, rsrsrs.

Phacsantos
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Phacsantos

oFFTOPIC:

Mais um pedido para Embraer. 50!

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0HC0WJ20140917

Ivan
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Ivan

Rommelqe, (17 de setembro de 2014 at 0:41) Vc escreveu: “Por outro lado, esta pode ter sido a primeira surtida dos Ralales em TO realmente hostil dotado de capacidade AA com razoável eficacia. A confirmar.” É melhor confirmar mesmo, pois, até onde sabemos, o EI tem apenas SAMs IR de curto alcance (manpads Estrela), canhões de tiro rápido (23mm) e metralhadoras pesadas com capacidade de fogo antiaéreo. Nada que ameace uma aeronave de combate voando a 10.000 pés (pouco mais de 3.000 metros) de altura. Como o perfil de ataque para este tipo de cenário é voar a média altitude… Read more »

Ivan
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Ivan

Ivany, Fazer negócio de parceira em projetos militares com países autoritários é um risco, principalmente se este suposto país pode vir a ser seu rival (ou inimigo) em algum cenário ao redor do mundo. Os franceses deveriam ter aprendido com o recente exemplo russo… Desenvolver um projeto de VANT de alta tecnologia com os chineses é um risco tremendo para os franceses. Primeiro: Perdem de imediato o mercado indiano, que ainda é um cliente importante e constante nos negócios de armas gauleses. Segundo: Os chineses vão clonar, modificar alguma besteira e relançar o produto como original Made in China. Isto… Read more »

Ivan
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Ivan

Correção:

(Muda completamente o sentido da frase.)

Ivan
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Ivan

Correção:

‘ Mas posso estar enganado. ‘

(Muda completamente o sentido da frase…)

Jean-Marc Jardino
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Jean-Marc Jardino

Amigos, oque esse Vader escreve nao leve a serio, ele nao sabe de nada x nada, é um ____________ que so ve avioes atraves da net.

COMENTÁRIO EDITADO

Iväny Junior
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Ivan Eu acredito que a frança não pode se dar ao luxo de estatizar as ações dassault da Airbus. Eles estão subindo os impostos ao ponto dos cidadãos reclamarem. Tem gente até pegando nacionalidade de outros países para não pagar a alta taxa francesa (e olhe que lá os serviços básicos são de qualidade). Eu concordo com você que a venda dessas ações para os chineses seria danosa para a frança. Mas uma vez que as ações fiquem soltas na bolsa, qualquer um pode se utilizar de bancos suíços e comprar em 100 contas “civis”, pacotes menores que 10% de… Read more »

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

O relatório final da Força Aérea Francesa da operação na Líbia já alertava sobre a insuficiência de meios e de baixa capacidade de reconhecimento. Eles ainda se utilizam dos meios da USAF, via Comando Espacial.
Usar os RAFALE pra esse tipo de missão é só propaganda. Para os ataques, os M2000D são mais que suficientes. Aliás, essa é a sua missão.
Pros Target Folders bastava utilizar as imagens dos satélites norte americanos, via OTAN.

Guilherme Poggio
Editor
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já alertava sobre a insuficiência de meios e de baixa capacidade de reconhecimento. Eles ainda se utilizam dos meios da USAF

Não é só por aí caro Rinaldo Nery.

Sem a logística do Tio Sam aquele conflito não aconteceria. Também poderia falar do auxílio do Tio Sam com aeronaves de Guerra Eletrônica, mas aí o assunto vai longe.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Sim, claro. O Tio Sam leva a OTAN nas costas. Só não foi eficiente na Ucrania.

Vader
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A Ucrânia é um caso à parte…

Ivan
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Ivan

ISTAR é o acrônimo de intelligence, surveillance, target acquisition, and reconnaissance. Em português seria algo como inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento. ISTAR também é a diferença entre uma força aérea efetiva, capaz de operar de forma independente ou não. Na prática TODAS as forças aéreas não ‘yankee’ da Otan são deficitárias neste quesito, apesar de vários esforços para mitigar esta situação. Um dos problemas é que ISTAR é caro, o que fica proibitivo para potências regionais que outrora já foram superpotências. Principalmente com a contumaz dificuldade dos europeus trabalharem juntos. Outra fragilidade é a logística. Tanto em termos… Read more »

rommelqe
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rommelqe

Prezado Ivan,
Pois é, creio que eles não serão vistos abaixo dos 10.000 m (pouco mais do que 30.000 bigfeet). enquanto estiverem sobrevoando território hostil …
Abs
PS: que tal consultar os mapas?

Ivan
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Ivan

Rinaldo, Tio Sam queria a Ucrânia? Desconfio que não. A Ucrânia está tentando sair do julgo de Moscou por conta própria… e com uma ajudinha marota de alguns países europeus. O problema dos yankees é que eles acreditam ser os defensores da democracia, o que fizeram em vários momentos. Então quando um país satélite da Rússia tem a ideia ousada de autodeterminação sem aprovação do Kremlin eles ficam ‘obrigados’ a apoiar. Mas olhando friamente a questão ucraniana, seja lá qual for o desfecho, Moscou perdeu. Se o exército vermelho invadir e ocupar toda a Ucrânia será uma catástrofe econômica para… Read more »

Ivan
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Ivan

Rommelqe, A posição do EI está entre o nordeste da Síria e o norte para noroeste do Iraque, conforme mapa abaixo, mas é fluida. ?itok=LNUX9F0I Acima do EI, no Iraque, há o Curdistão iraquiano, que se comunica através das fronteiras com o Curdistão turco e Curdistão iraquiano. Já percebeu que é uma zona aquilo lá… com Ancara e Teerã precisando deter os radicais do auto proclamado Califado (com o Bagdad como califa), porém receosos de fortalecer os curdos que podem tentar agir dentro de suas fronteiras. A bagunça é tão grande que os sauditas, com a maior força aérea do… Read more »

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Na Líbia foram utilizados os E-99 gregos para a missão CAV (Controle e Alarme em Voo).