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Embraer quer a liderança do mercado de defesa e segurança

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KC-390 - imagem Embraer

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Companhia aposta em um crescimento anual de 12% até 2020 de olho em novos projetos na área de aviação militar, monitoramento por radares e vigilância aérea – Pedidos já chegam a R$ 3,5 bilhões

A Embraer Defesa e Segurança, uma unidade de negócios da Embraer, de São José dos Campos, projeta crescimento de dois dígitos ao longo dos próximos anos. A direção da unidade estima crescimento médio anual de 12% até 2020. Para este ano, a expectativa é que a companhia deve crescer 25% no faturamento em dólares, similar aos 24% de alta alcançada no ano passado quando, pela primeira vez, a unidade faturou US$ 1 bilhão.

O presidente da companhia, Luiz Carlos Aguiar, relatou à imprensa, durante visita às instalações da unidade em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, que a participação da empresa na receita geral da Embraer saltou de 6% em 2006 para 17% no ano passado. A Embraer Defesa e Segurança fechou 2012 com uma carteira firme de negócios no valor de R$ 3,5 bilhões. A meta da empresa é ampliar sua participação nesse segmento, considerado fechado, e abocanhar uma grande fatia dos mercados nacional e internacional de defesa e segurança, estimado em mais de US$ 80 bilhões nos próximos anos.

“O mercado de defesa está reduzindo de tamanho e crescer em um mercado que está reduzindo é uma conquista importante”, disse Luiz Carlos Aguiar. O executivo destacou que, atualmente, a Embraer Defesa e Segurança está presente em 50 forças aéreas, em 48 países.

Avanço

O portfólio da companhia contempla aeronaves militares, como o Super Tucano e o cargueiro KC-390, em fase de desenvolvimento, projetos e soluções para a área de inteligência, comunicação, tecnologia de ponta na produção de radares e vants (veículos aéreos não tripulados).

“Nosso compromisso é ser líder no fornecimento de soluções de defesa e segurança no mercado nacional e onde o Brasil possui bom relacionamento”, disse.

‘Queremos ser líder no mercado que atuamos’

Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, afirma que a unidade de negócios da Embraer trabalha com a missão de ser líder nos segmentos que atua e planeja atuar e expandir.

“Temos a expertise, a determinação e o DNA da Embraer, que é a empresa-mãe. Por isso, procuramos sempre o melhor em tudo o que fazemos”, afirmou o executivo. Ele lembra que a Embraer Defesa e Segurança foi criada formalmente em 2011 e que já subiu 14 posições no ranking mundial das empresas na área de defesa. Passou da 95ª para 81ª posição.

O executivo destaca que o compromisso da companhia é ser líder no fornecimento de soluções de defesa e segurança no mercado brasileiro e naqueles em que o Brasil possui um bom relacionamento geopolítico. No Brasil, disse o executivo, a intenção é fornecer equipamentos, serviços e soluções tecnológicas para as três Forças: Marinha, Aeronáutica e Exército. Para isso, a empresa tem feito parcerias e aquisições de outras companhias do segmento.

Super Tucano - imagem Embraer

Supertucano e KC-390 são apostas de lucro

Avião Super Tucano e o cargueiro KC-390 têm um mercado bilionário pela frente, estimado em US$ 54 bilhões até 2025. Modelos são aposta para chegar a países sem tradição na compra de produtos militares. Principais estrelas do portfólio da Embraer Defesa e Segurança, a aeronave turboélice de treinamento avançado e ataque Super Tucano e o jato cargueiro KC-390 têm juntos mercado potencial de US$ 54,1 bilhões até 2025, segundo estimativas da companhia.

A estimativa de demanda por aeronaves da classe do Super Tucano para os próximos anos é de 344 unidades, um mercado de US$ 4,1 bilhões. A Embraer Defesa e Segurança tem 210 encomendas de Super Tucanos, tendo entregues 170 unidades. A aeronave é operada por Forças Aéreas de nove países, como do Brasil, Chile, Colômbia, Angola e Indonésia.A Embraer Defesa e Segura teve anteontem a confirmação do contrato que irá assinar para o fornecimento de 20 Super Tucanos para a Força Aérea dos Estados Unidos, no valor de US$ 427 milhões. Para o presidente da unidade de negócios da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, o novo recurso apresentado pela Beechcraft para tentar barrar o negócio não prosperaria.

A Embraer, associada à norte-americana Sierra Nevada, ganhou, pela segunda vez, a licitação para a venda do Super Tucano, mas Beechcrat, concorrente da brasileira, contestou o resultado.

Para Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, a venda das aeronaves abrirá novas oportunidade para a fabricante nacional. “Esse contrato é muito importante porque poderá abrir novos nichos de mercado para o Super Tucano, inclusive para países da Europa”, disse. Para o especialista, a Embraer deve crescer nos próximos anos no segmento defesa.

KC-390 - imagem 2 Embraer

Cargueiro

Já o jato cargueiro KC-390, em fase de desenvolvimento, tem demanda potencial de pelo menos 700 aeronaves nos próximos anos. É um mercado de US$ 50 bilhões, avalia a Embraer.

Aguiar relatou que atualmente há 2.000 aeronaves dessa categoria em operação no mundo e são aviões que precisarão ser renovados. “A nossa meta é conquistar pelo menos 15% desse mercado.” O primeiro voo do KC-390 está programado para o próximo ano e o início de operações a partir de 2016.

O cargueiro será produzido nas instalações industriais de Gavião Peixoto. O jato tem emprego multiuso. Além da versão militar, terá uma civil para transporte de carga para missões de socorro e humanitária, entre outras. A Embraer já assinou carta de intenção de venda de 60 aeronaves com Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca e Portugal.

Avião de vigilância é nicho em expansão

O segmento de aeronaves de ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) é outro nicho que a Embraer aposta que pode fechar negócios. Esse segmento tem potencial de demanda de 232 aeronaves nos próximos anos, mercado estimado em US$ 26,6 bilhões. A família dessas aeronaves disponibilizada pela Embraer ao mercado é derivada da plataforma do jato ERJ 145.

FONTE: O Vale (reportagens de Chico Pereira), via Notimp

IMAGENS: Embraer

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Vader
7 anos atrás

A Embraer precisa começar a pensar a sério em um treinador avançado (jato) para incorporar a seu portifólio. Com ou sem a Boeing.

Roberto F Santana
Roberto F Santana
7 anos atrás

Por mim, partiria para um projeto de avião de caça supersônico barato. Muito provavelmente eu quebraria a empresa no primeiro ano, a escolha do próximo produto que irá vender é para profissionais da área e não deve ser nada fácil. Certa vez, eu quis abrir um loja de hobby com os melhores produtos importados, focando mais em aviões e carros die cast, (essa o Ozawa vai gostar), estava quase tudo pronto, dinheiro, local,etc.Fui até o Senai, assisti uma palestra rápida de um jovem rapaz de lá, o sujeito me ensinou a fazer todos os cálculos, até mesmo quanto iria custar… Read more »

Guilherme Poggio
Reply to  Roberto F Santana
7 anos atrás

Roberto F Santana disse:

Por mim, partiria para um projeto de avião de caça supersônico barato.

Já existe. JF-17

Soyuz
Soyuz
7 anos atrás

Vader; “A Embraer precisa começar a pensar a sério em um treinador avançado (jato) para incorporar a seu portfólio. Com ou sem a Boeing” Este mercado é complicado Primeiro, que como qualquer produto de natureza militar é altamente não recomendável uma iniciativa puramente privada para este tipo de desenvolvimento. A Embraer precisa da FAB para entrar neste projeto e hoje não me parece que seja prioridade para a FAB desenvolver um avião deste tipo. A demanda na FAB para um treinador avançado (caso ela realmente exista) é menor do que 24 células arrisco dizer. O segundo ponto é que o… Read more »

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
7 anos atrás

Acho dificil alguma empresa hoje em dia suceder numa estrategia de penetração de mercado, nesse ramo de caças supersonicos. O mercado já está demasiadamente saturado, principalmente depois que os banqueiros arrebentaram o bolso das economias e pouco a pouco os países vem abandonando o plano de adquirir caças de 5a geração.

O interessante hoje na minha opinião, seria um joint-venture com alguma outra fabricante, para o desenvolvimento de um caça “barato” de 5a geração, se é que isso é possível.

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
7 anos atrás

Assim como o F/A-18 que nasceu do YF-17, um prototipo rejeitado pela USAF em prol do F-16, aquele projeto do Boeing JSF poderia ser simplificado e adaptado como caça de 5a geração barato para o 3o mundo, sem obviamente todos os requisitos que estão aos poucos matando o F-35 e em parceria com fabricantes locais como a Embraer, a KAI, a TAI e a Mitsubishi.

Guilherme Poggio
Reply to  Blind Man's Bluff
7 anos atrás

Blind Man’s Bluff

Assim como o F/A-18 que nasceu do YF-17, um prototipo rejeitado pela USAF em prol do F-16

Caro Blind Man’s Bluff, o YF-17 não foi “rejeitado” pela USAF.

Em função dos critérios adotados naquela concorrência para um caça leve, o YF-16 somou mais pontos. Sem fossem adotados os criérios da marinha, por exemplo, o resultado seria outro.

Augusto
Augusto
7 anos atrás

O radome do KC-390, como está nas ilustrações, é aceitável. Agora, aquele radome preto, parecendo gomo de bola de futebol, deixa a aeronave horrorosa!

Ivan
Ivan
7 anos atrás

Blind Man’s Bluff,

Vc se refere ao Boeing X-32.
Só tenho dúvida se algo de 5ª geração pode ser simples.

comment image

Abç.

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
7 anos atrás

Ele mesmo! heh A 10 anos atrás, quando a tecnologia stealth ainda era novidade e exclusividade, o desenvolvimento realmente era carissimo e complexo. Com o passar do tempo, essa tecnologia como qualquer outra, vai barateando. Quando falamos em Stealth, basicamente nos referimos a design e materiais. Design é know-how e o software. Materiais são principalmente composites, como carbono, kevlar, etc. ] Dois problemas que os projetistas tiveram e hoje tem que correr atrás para corrigir antigos projetos eram como relacionar o design com as propriedades dos materiais e a combinação correta de materiais a utilizar. Para complicar ainda mais, os… Read more »

Augusto
Augusto
7 anos atrás

Fernando “Nunão” De Martini disse:
18 de março de 2013 às 16:33

Sim, a concepção é da própria Embraer. Portanto, um bom sinal!

Nick
Nick
7 anos atrás

Não dá para sonhar com a Embraer tendo um portifólio completo de soluções militares, passando pelos treinadores básicos até caças de 5ª geração, ou bimotores leves como o Sêneca até chegar em algo na classe do Cargo C-17. Mas um caça na classe Gripen acredito que seria plenamente possível, mesmo que restrito à alguns mercados, como era/é a proposta da SAAB. Não é um super-caças mas supriria as necessidades de muitos dos nossos vizinhos e alguns africanos. E se fizer o mesmo, nos moldes do KC-390, oferecendo co-participação em produção de componentes, o apelo ia aumentar muito, podendo “roubar” mercado… Read more »

Vader
7 anos atrás

Soyuz, me referia exatamente a um treinador avançado destinado à concorrência T-X da USAF. Com a Boeing e, de preferência, incorporando algumas características presentes nas aeronaves de 5a geração dos EUA, especialmente baia interna de armamentos. A demanda apenas da FAB é muito pequena para justificar um desenvolvimento como esse. Mas se a Embraer Defesa quer crescer, tem que investir. Tem que se arriscar. Sempre lembrando que não cabe à FAB nem ao governo sustentar a Embraer, que é uma empresa privada. Um treinador com o selo da 3a maior companhia aeronáutica do mundo tem mercado. Se for em joint… Read more »

Roberto F Santana
Roberto F Santana
7 anos atrás

Prezado Guilherme Poggio, O JF-17 é mais um objeto que voa transportador de armas, por mais que seja barato não tem condição de venda e não é competitivo. Isso porque no processo de venda entram outros valores, como a credibilidade da empresa, sua fama no mercado e mesmo o país de origem, tudo isso pode parecer sem importancia, mas o próprio sucesso do Mirage na América do Sul se deu por sua fama no Oriente Médio. Ainda mais surpreendente é o aspecto visual, que é um atrativo, em vários sentidos.O caso JF-17 se tem essa impressão, é do tipo, “fizemos… Read more »

Roberto F Santana
Roberto F Santana
7 anos atrás

Quanto ao barato, como eu disse, colocaria a empresa à falência, pois iria propor um F-86 com motor F-404, um canhão e dois Sidewinder…

Nick
Nick
7 anos atrás

Caro Roberto F Santana,

Se fizermos a linha evolucionária do JF-17, ele é claramente um “neto” do MIG-21. 🙂

[]’s

Roberto F Santana
Roberto F Santana
7 anos atrás

Prezado Nick,

Quiçá do MiG-19, nunca se sabe! 🙂

Roberto F Santana
Roberto F Santana
7 anos atrás

Tomemos por exemplo o próprio KC-390.
É incrível como o projeto ficou mais atrativo com as novas concepções artísticas, não só o radome, mas algo no projeto parece ter mudado, ficou mais compacto talvez.

G-LOC
G-LOC
7 anos atrás

Esse KC-390 está com NAVFLIR e alerta de mísseis. Faltou uma imagem mais detalhada.

Roberto F Santana
Roberto F Santana
7 anos atrás

Essas janelas laterais do parabrisas serão absurdamente enormes, imensas peças de acrílico e bem pesadas, basta compararmos com desenhos em escala, onde se pode ver a comparação com a estatura de um homem e com o C-130 Hercules.

http://forum.contatoradar.com.br/index.php/topic/50715-embraer-kc-390/page__st__20

joseboscojr
joseboscojr
7 anos atrás

Num passado recente achava-se que um avião de treinamento como o Tucano / Super Tucano poderia fazer o papel de treinador intermediário e avançado, reduzindo sobremaneira o custo da formação de pilotos. Pelo visto isso não se tornou realidade (principalmente em alguns países) e há uma demanda para treinadores mais avançados, a jato, em algumas forças. O que foge do pressuposto do Tucano e do ST, já que do treinado básico se passaria para ele e dele direto para o caça biplace. Eu não acho que um treinador a jato se aplica à FAB. Não precisamos de um treinador mais… Read more »

Vader
7 anos atrás

Amigos, esqueçam a FAB, vamos nos manter no tópico: Hoje a Embraer Defesa tem o ST. Amanhã terá o KC-390. E depois? Depois não há mais nada no portifólio da Embraer. Se o objetivo do FX2 é mesmo adquirir tecnologia para capacitar a indústria nacional para um dia projetar um caça nacional, o passo natural da Embraer Defesa seria um LIFT. Um treinador avançado a jato, ainda que esse não viesse para suprir necessidades da FAB (até porque essa necessidade é discutível, como os amigos demonstraram), mas sim proporcionar à Embraer esse avanço na tecnologia. Não dá para se partir… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

“E se fizer o mesmo, nos moldes do KC-390, oferecendo co-participação em produção de componentes, o apelo ia aumentar muito, podendo…”

E aonde é que esse modelo, roubou mercado do C-130??? Lugar nenhum.

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
7 anos atrás

Vejam a imagem que achei na net: http://www.jrlucariny.com/Site2008/boeX32V/boeX32V.html Esse X32 é muito feio e gordo… como dizia o poeta, nada contra as feias mas beleza é fundamental. 🙂 Mas concordo com o Vader, a associação entre Embraer e Boeing para o desenvolvimento de um treinador (e caça leve) de 5ª geração teria mercado em qualquer lugar. Para países menores este poderia suprir suas necessidades de caça principal, sendo mais barato de adquirir e manter do que caças novos ou usados, independentemente de sua origem; Para países centrais pode-se utiliza-lo como treinador avançado e/ou lift, “liberando” verbas para a aquisição de… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Kd o Mako da EADS, alguém sabe, alguém o viu de novo???
Sugiro se lembrarem dele, qndo pensarem em algum LIFT/caça leve…

O governo sul-coreano quer privatizar a KAI e até agora não achou que a queira.

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Mauricio R.

O Mako seria o avião, uma espécie de F-5 para o século XXI.
Mas ao que parece o projeto está na prateleira. Não há quem o banque.
A EADS está envolvida em vários projetos (A-400, A-350, A-320Neo, HTH, etc).

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Roberto F Santana:

As janelas laterais do KC-390 originalmente eram bem menores, mas por questões práticas, como boa visibilidade, as janelas tiveram de ser redesenhadas.

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Quanto à Kai:

A Embraer já anunciou que não pretende avançar em novos negócios no exterior. Evidente que se a compra da Kai for um negócio de oportunidade ele pode entrar no jogo, mas se for realmente um bom negócio, outros irão aparecer. Outra coisa devem ser as pré-condições para aquisição da empresa, cheia de exigência s e proteções.

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Na Suíça, os pilotos tem migrado direto do PC-21 para o F-18.