domingo, janeiro 23, 2022

Gripen para o Brasil

Nota do consórcio Eurofighter sobre ‘seleção’ do MMRCA indiano

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Primeiro informe do consórcio limita-se a reproduzir notícia de jornal

Como afirmamos nas primeiras horas desta quinta-feira, 28 de abril, ao publicar a nota da Saab a respeito da ‘shortlist’ do programa indiano MMRCA, aguardávamos outros pronunciamentos de empresas envolvidas na disputa. Nesta manhã, foi publicada uma nota do consórcio Eurofighter, que reproduzimos abaixo, traduzida e adaptada para o português. No título acima, a palavra ‘seleção’ está entre aspas porque assim também aparece na nota abaixo, que na verdade reproduz notícia de jornal indiano (The Hindu):

“Eurofighter e Rafale solicitadas para estender propostas

Quinta-feira, 28 de april de 2011

The Hindu, India – Nova Déli: O Ministério da Defesa, na quarta-feira, solicitou ao consórcio europeu Eurofighter e ao francês Rafale, da Dassault, para estender suas propostas comerciais para 126 aviões de combate multimissão de porte médio, que devem expirar na quinta-feira.

Isso poderia ser interpretado como uma ‘redução na seleção’ (down selection) dos seis competidores no acordo de Rs.45,000- crore que se espera que seja finalizado neste anos fiscal.

Fontes no governo disseram ao The Hindu que o Ministério despachou a carta, baseada no relatório do Comitê de Avaliação Técnica.

As propostas comerciais, que foram resubmetidas no ano passado pelos competidores, precisam ser estendidas. Assim que sejam abertas, o comitê de negociações de custo poderia iniciar seus trabalhos.

Cláusula de offset

Os cálculos deveriam também considerar a cláusula de ‘offset’ (compensação), como determinado pela Política de Encomendas de Defesa.

Conforme os termos do acordo, os competidores precisariam mostrar que cumprem os requisitos para atingir a cláusula de 50% de offset, o que significa que metade do valor do acordo deveria ser fornecido por empresas indianas.

A Força Aérea Indiana entregou seu relatório ao Ministério no ano passado após rigorosos e extensos testes de avaliação em voo dos seis aviões de caça que competem pelo acordo.

Além de Eurofighter e Rafale, outras empresas na corrida são as americanas Lockheed Martin (F-16IN Super Viper) e Boeing (F/A-18 Super Hornet), a sueca SAAB, com o Gripen NG e a Mikoyan russa, com o MiG35.

As fontes disseram que a equipe ministerial desenvolveu uma elaborada fórmula para determinar as obrigações de offset dos competidores e, assim que a tarefa foi competada, o próximo passo seria determinado com base na avaliação técnica.”

FONTE / FOTO: Eurofighter

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Vader

Bem, vamos lá, contextualizar as coisas em seus devidos lugares: Em primeiro lugar, a questão da credibilidade. A SAAB reconheceu a derrota e o Eurofighter a vitória parcial no MMRCA, de maneira que não mais há nada a se discutir. A decisão é esta, e cumpre à SAAB agora ficar observando e, se chamada, apresentar-se, caso ainda haja interesse. Em segundo lugar, eu particularmente sempre disse que na Índia poderia dar tudo, inclusive os caríssimos caças europeus. Isso porque os indianos não se atém muito ao critério de custos: gastam a rodo com suas FFAAs (e várias vezes de forma… Read more »

Guilherme Poggio

Mas que bela foto!

Sobre o Eurofighter, deve-se destacar que foi anunciada a integração da Índia como membro do programa, caso o caça europeu ganhe lá.

cfsharm

Valeu Vader!!! Respondeu até as perguntas que eu ainda não tinha elaborado!!! RSRSRS.

Ótima análise – foi dos fatores técnicos aos políticos de forma sucinta e objetiva.

[]s

edcreek

Olá,

Foi simples para escolher eles voaram todos os aviões competidores em situações dificeis em os mais variados terrenos, e pronto uns foram caindo por não existerem:

NG

Outros por já terem muitos projetos com eles:

MIG

Ainda outros por falta de confiaça:

Caças Americanos

Deu a logica caças Europeus que existem….

O NG nunca passou de um devaneio que só a republica bananeira engoliu.

Aqui termina os argumentos de bloquistas fontados e experts em jatos de caças, que descançe em paz NG, um projeto atemporal.

Abraços,

Almeida

Eu realmente não entendo a seleção do Typhoon. O critério principal dessa concorrência, dito aos quatros ventos por várias autoridades indianas, era custo. E sabemos que o Typhoon é tão ou mais caro de comprar e operar que o Rafale ou F-15. De todos os concorrentes, à exceção do Gripen NG que não está pronto, é o único que ainda não possui capacidades multimissão completamente desenvolvidas. Requisito fundamental para esta concorrência. Além disso, de todos os concorrentes, é o único que não oferece radar AESA, um ponto bem importante hoje dia e também já levantado pelas autoridades indianas. Eu realmente… Read more »

Almeida

OBS: vai ser difícil encarar a Índia com 200+ Su-30MKI, 120+ Rafale F3 e 200+ Tejas com mais outros 50 Su-50 daqui uns 10 anos…

Mauricio R.

Se o lobby francês foi por esse caminho, pode mto bem, ter plantado a própria derrocada.
O MoD indiano pode mto bem mandar desativar os M-2000 e colocar alguns Flankers no lugar.
Mas um fato interessante me chama a atenção.
Uma das exigências do MMRCA é ser equipado c/ um radar AESA.
Como os europeus pretendem contornar isso, se somente os americanos tem radares AESA em serviço de esquadrão???

Nick

Caro Almeida,

China está desenvolvendo/copiando caças um atrás do outro :
J-10 A/B
J-11 B
J-15
J-16
J-18
J-19
J-20 -> O Black Dragon
J-21 -> JSF made in China

Paquistão está modernizando sua frota com os JF-17 e F-16C B-50

Então o cenário lá é tenso mesmo. E é bom lembrar que mais da metade da frota Indiana é velha como os nossos F-5E, e necessitam urgentemente serem substituídos.

Sobre os finalistas, eu diria que o Rafale tem o favoritismo. Vamos aguardar.

[]’s

Mauricio R.

Uma concorrência p/ a compra de aeronaves revo, vencida pelo A-330, foi cancelada devido ao preço das aeronaves européias.

edcreek

Olá,

Mauricio R. o caça frances tem programado o radar já em 2012 após 10 anos de estudos e testes. Em agosto/2010 a Thales já começou a entregar os Radares de produção.

Não sei a quantas andas o radar do Typhoon, alguem sabe para quando esta programado?

Abraços,

Vader

Almeida disse:
28 de abril de 2011 às 15:10

Almeida, a fase de análise de custos vem agora, com a abertura dos preços das propostas.

E uma coisa é certa: os indianos irão tomar um belo de um susto quando olharem os valores em euro envolvidos nos dois jatos, principalmente do caça francês, sabidamente a segunda mais cara aeronave de combate do mundo, atrás apenas do F-22:

http://vaderbrasil.blogspot.com/2011/04/evolucao-dos-custos-do-rafale.html

Ainda pode acontecer de tudo. Inclusive nada.

Ou mesmo o velho “ganhar mas não levar”.

E aí, como diria Machado de Assis, “ao vencedor, as batatas”. 😉

Abraço.

edcreek

Olá,

Vader e o numero que ele arrumou, a India já sabe bem o quanto vai pagar, ou vc acha que eles optaram sem saber o valor?

Simples assim, ou vc entende melhor que eles do custo de caças?

Abraços,

Lobo

O Nelson Dim-Dim deve estar rindo à tôa, as mãos devem estar com “KummiXão”…..
Francês é na propina ou na pressão, isto é o sufoco da Da$$alt.

Grifo

Como disse ontem, parabéns ao consórcio Eurofighter pela já certa vitória na concorrência MMRCA. Os critérios usados pela Índia são insondáveis para nós aqui, mas certamente o Typhoon tem méritos para ser reconhecido nesta seleção.

Isto deve acelerar o desenvolvimento do radar AESA para o Typhoon, talvez com participação da própria Índia dependendo da negociação local.

Almeida

Entao Nick, veja só o comparativo nas ordens de batalha entre China e Índia por volta de 2020:

Su-30MKI > J-11 A/B
Rafale ou Typhoon >>> J-10B
Tejas = J-10A ou FC-1
Su-50 > J-20

Qualitativamente a Índia ficará na frente e quantitativamente bem próximo da China. Como eu disse, vai ser difícil encarar os indianos daqui a 10 anos!

PS: bateu uma inveja agora…

Vader

edcreek disse: 28 de abril de 2011 às 16:59 Contra números não há argumentos parceiro, e os preços do Rafale estão dados, desde 2008, no link que apontei, por documentos do próprio Estado Francês. Se você não quer acreditar é um problema seu, mas a Assembléia Nacional Francesa, o Senado da República da França e o Tribunal de Contas da República da França acreditam. Quero crer que a opinião de tais órgãos é um pouquinho mais relevante para nós outros que a opinião do glorioso bloguista Edcreek… Quanto à Índia, ela escolheu analisar os preços por último. FATO. Se você… Read more »

Vader

Ah sim Edcreek, detalhe: esqueci de lhe agradecer pelos links que vc me enviou da AN e do Senado franceses. Muito úteis na construção do meu post. Obrigado.

PS: sugiro acostumar-se a ler atentamente os links antes de repassá-los, se quer tão ferrenhamente defender sua posição. Pois eu leio tudo que posto ou comento, pouco importando a língua em que estão escritos.

Nick

Caro Almeida,

Só acrescentaria o AMCA( Caça Avançado Médio de 5ª geração) na aviação Indiana.

Então no planejamento deles passará:

Caça pesado :
SU-30MKI; e a partir de 2016/18 PAKFA(FGFA na versão Indiana)
Caça médio :
Rafale/Typhoon e a partir de 2020/25 o AMCA(5ª geração)
Caça leve :
Tejas; Tejas MK.2(motor GE-414)

E ainda terão por uns bons anos os Mirage 2000 modernizados. Sem dúvidas uma frota de respeito.

Quanto a nós, continuamos esperamos por míseros 36 caças à mais de 10 anos ……. Vai um Dreher ae Almeida?

[]’s

Nick

corrigindo:
esperamos = esperando

[]’s

edcreek

Olá,

Camarda Vader desista, a vaca foi para o Brejo…

Eu li atentamente.

Eu fico no mundo real onde em uma concorrencia com todos caças 4.5G concorreram e só dois ficaram, e a India os testou na pratica em varios cenarios, não foi como aqui…

Vale lembrar que a India precisa de caças de verdade, não super-trunfo.

Em suma eu fico no mundo real e vc com seu novo teorema de Vaders sem fundamento que a cada dia fica mais, como posso dizer, engraçado?

Abraços,

Vader

edcreek disse:
29 de abril de 2011 às 8:16

Leu atentamente mesmo? E que parte do “Evolution des Prix Unitaires (PU)” você não entendeu???

comment image

Uma coisa é certa: vc vive num mundo que não é o meu… 🙂

No mais:

“Rejoice, O young man, in thy youth;
and let thy heart cheer thee in the days of thy youth,
and walk in the ways of thine heart, and in the sight of thine eyes:
but know thou, that for all these things God will bring thee into judgment.”

edcreek

OLá, Vader vc não quer entender, mas vai lá: A França conta o custo do projeto inteiro, simples assim…. Se ela gastou 30 bi no projeto azar dela, isso não quer dizer que o preço de venda para outros paises terão o mesmo custo. Vou exemplificar para ver se vc entende: Eu compro um centro de usingem de 300 mil reais, ok? Com ela eu faço peças para carros o custo de produção de cada peça é 100 reais depois de comprado o centro de usinagem. Então eu faço a conta do custo de produção mais o valor do centro… Read more »

Vader

edcreek disse: 29 de abril de 2011 às 11:19 Edcreek, vou tentar explicar, de novo (Ó Pai, dai-me paciência): A França não GASTOU 40 bilhões de euros no projeto. Governo/empresa nenhuma tem dinheiro “em caixa”, guardado “no cofre” pra pagar “na bucha” um projeto deste tamanho (e nem precisa, dado que o desenvolvimento se prolonga no tempo). A França IRÁ gastar 40 bilhões no total, mas esses pagamentos já começaram e ainda continuarão por inúmeros anos, via dotações orçamentárias anuais (pela parte do governo – 50%), e via tomada de recursos (bancos, mercado de ações, etc.) e desembolsos de caixa… Read more »

edcreek

Olá, Vader vc chegou no ponto que venho falando a tempos. O custo do avião Rafale é X e o custo do programa é Y, no fim a Franca deve vender o avião por X+C para diminuir o prejuizo(se é que esse existe já que o caça tem como função primordial a defesa do pais). Em contas simples em numeros ficticios se a Franca arcar sozinha pagara 40 bi se entrar 5 bi do Brasil + 5 bi da India ela terá acardo com apenas 30(faltando descontar o custo de produção de um caça), nesse caso diminui o gasto Françes… Read more »

Vader

edcreek disse:
29 de abril de 2011 às 16:19

Ah tá bom Ed, a França numa m. do car., em guerra e com crise econômica na porta da frente e de imigração na porta do fundo, seu presidente “cai num cai”, e os caras irão praticar dumping pra vender míseras 36 (?) aeronaves prum país no fim do mundo, tomando um prejuízo de, numa conta rápida (101 menos 80 = 21 X 36 = 756), na MELHOR das hipóteses, 756 milhões de euros.

Faz todo o sentido. 😉

Ora Ed, volte à terra meu amigo…

Abraço.

edcreek

OLá,

É como eu disse camarada Vader vende para cobrir o rombo….

Abraços,

Vader

Cobrir o rombo ou aumentar o rombo Ed?

Nesse caso seria AUMENTAR o rombo.

Sds.

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