sexta-feira, setembro 30, 2022

Gripen para o Brasil

Além do alcance visual – descrevendo o Boeing E-3D da Força Aérea do Chile

Destaques

Sérgio Santana
Sérgio Santana
Colaborador da Shephard Media, autor de livros sobre aeronaves de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento

Por Sérgio Santana*

No início deste ano foi noticiado neste link que a Força Aérea do Chile havia adquirido três aeronaves Boeing E-3D Sentry, anteriormente operadas pela Força Aérea Real do Reino Unido, a célebre RAF, Royal Air Force.

Entretanto, aquelas três aeronaves de um modelo reconhecidamente associado às missões de alerta antecipado e controle aerotransportado, não são as primeiras do seu tipo operadas pela “Fuerza Aerea de Chile”, já que a capacidade de AEW&C chegou à América Latina exatamente em quatro de maio de 1995, na figura do sistema israelense PHALCON (iniciais em inglês para “sistema de radar de arranjo em fase na Banda L adaptado à forma externa da aeronave), a bordo do “Fuerza Aerea de Chile 904”, um dos três Boeing 707-385C – modelo da série 120C – anteriormente operacionais com a empresa Lan Chile.

A aeronave havia partido para Israel com vistas a ser equipada para a nova missão quatro anos antes, período durante o qual ostentou a matrícula “4X-JYI” e apresentou-se na edição de 1993 do Salão Aeroespacial francês de Le Bourget. No âmbito da arma aérea chilena, a aeronave é oficialmente designada “Cóndor”, a imponente ave de rapina que com sua enorme envergadura sobrevoa as elevadas formações da Cordilheira do Andes.

Breve descrição técnica do “Cóndor”

Cóndor da Força Aérea do Chile

Ao contrário da filosofia de emprego comum às aeronaves AEW&C (equipamentos de detecção instalados em radomes rotativos sobre a fuselagem) que por sua característica operacional deixam uma área sem cobertura radar durante poucos segundos a cada vez que completam seu ciclo de varredura mecânica, o principal componente do sistema PHALCON/Cóndor é o radar EL/M-2075, cujo princípio de funcionamento é a varredura eletrônica, proporcionando vigilância constante.

No caso chileno, 768 elementos transmissores/receptores são agrupados em módulos individuais (oito dos quais sendo conectados a um grupo transmissor/receptor), enquanto cada grupo de 128 desses módulos são conectados a uma unidade transmissora/pré-receptora e compõem cada um dos cinco painéis externos, quatro em ambas laterais em revestimentos medindo 12×2.0x0.46 m gerando uma varredura conjunta de 240°, enquanto o quinto, com 3.0 m de diâmetro e instalado no nariz proporciona mais vinte graus, totalizando 260° de cobertura radar, que pode explorar durante 2-4 segundos setores em que estejam ameaças consideradas de alto nível e por 10-12 segundo espaços onde situam-se ameaças “menos relevantes”

Adicionalmente à capacidade de alerta antecipado e controle, completam a suíte eletrônica do Cóndor um extenso dispositivo IFF, capaz de interrogar a natureza de contatos detectados em cerca de dois segundos, utilizando os modos 1, 2, 3 e S; um equipamento de inteligência de comunicações (Comint), cujas antenas na parte inferior da fuselagem são capazes de detectar, explorar e monitorar comunicações utilizando ondas nas freqüências HF, VHF e UHF, com 300 sinais manipulados simultaneamente (três deles na mesma freqüência) por quatro operadores, armazenando dez emissões de 60MHz, vinte de 160MHz e cem de 400MHz.

E finalmente uma central de inteligência eletrônica (Elint), com possibilidade de captar emissões eletromagnéticas entre 0.5 e 40GHz, que são automaticamente analisadas e identificadas, a direção da sua origem sendo determinada em até 20 segundos após terem sido detectadas pelas antenas instaladas no nariz, cauda, pontas das asas e na porção da fuselagem dianteira. Ambos os sistemas podem gerenciar até 500 emissões, estando sob a direção de uma estação de comando e análise, também a bordo, que combina os dados obtidos e os envia, por enlace de dados, à instalação terrestre EL/L-8353, em tempo real. A avaliação pós-missão está a cargo da EL/L-8352, também no solo.

Tal soma de capacidades habilita a vetoração simultânea de até doze aeronaves em missões operacionais, durante as quais informações são exibidas e intercambiáveis em consoles especializados, dispostos em ambas as laterais internas: os de números 1 e 2 monitoram e testam o funcionamento de todo o sistema de missão; os de números 3 e 4 gerenciam o funcionamento do radar (sem monitores); os consoles cinco e seis supervisionam as tarefas de ESM/Elint; o sétimo console serve ao coordenador tático; os de números 8, 9 e 10 equipados com telas de alta resolução, são controlados pelos operadores de radar; o décimo primeiro é dedicado ao apoio de comunicações, enquanto, por fim, os dois últimos se prestam a gerenciar o enlace de dados e também as comunicações.

As suas funções de posto aerotransportado de comando são desempenhadas em um compartimento separado, no qual existem outras estações de trabalho, equipamento adicional de conexão e transmissão de dados, além de um telão no qual é exibido o teatro de operações.

Completando as instalações, há seis acomodações para o descanso da tripulação durante as longas missões.

Embora o “Cóndor” tenha passado recentemente por revisões em vários dos seus componentes, a sua operação vinha se mostrando crescentemente proibitiva em termos econômicos, ainda mais considerando-se a progressiva escassez de peças sobressalentes do Boeing 707 no mercado, que há vários anos não é empregado por nenhum operador comercial. Este fator se refletia na sua taxa de disponibilidade, uma das mais baixas da ordem de batalha da Força Aérea Chilena, de modo que a sua substituição vem sendo considerada pelo menos desde a metade da década passada, o que finalmente aconteceu em abril deste ano.

“Mestre”, “Feliz” e “Zangado” são adquiridos pela FACh

Por outro lado, já alguns anos e pelos mesmos motivos a já mencionada RAF havia começado a desmobilização da sua frota de sete Boeing E-3D Sentry. Adquiridos no final da década de 1980 e recebidos nos primeiros anos da década seguinte, foram designados oficialmente AEW Mk.1 por aquela força aérea e ironicamente apelidados de “Os Sete Anões” (ZH101/Doc; ZH102/Dopey; ZH103/Happy; ZH104/Sleepy; ZH105/Sneezy; ZH106/Grumpy; ZH107/Bashful).

Desses, os exemplares conhecidos como “Doc” (“Mestre”), “Happy” (“Feliz”) e “Grumpy” (“Zangado”), foram adquiridos pela FACh, havendo a previsão de que um deles, o ZH101, seja canibalizado para fornecer peças. O primeiro E-3D destinado àquela força aérea, o ZH103 (redesignado FACH 905), chegou ao Chile em 27 de julho deste ano, seguido pelo ZH106 (agora FACH 906), algum tempo depois. As duas aeronaves foram oficialmente incorporadas à ordem de batalha da Força Aérea chilena no dia 19 de agosto, durante uma cerimônia na Base Aérea de Pudahuel, sede da 2ª Brigada Aérea.

Curiosamente, o ZH103/Happy/Feliz foi o último exemplar do E-3D que voou uma missão operacional do tipo para a RAF, como parte da Operação Shader contra o Estado Islâmico, em julho de 2021.

Descrição das capacidades do E-3D

Antes de serem transferidos para a Fuerza Aerea de Chile, onde se espera que sirvam pelos próximos vinte anos, os E-3D foram adquiridos pelo governo do Reino Unido, que abriu uma concorrência em março de 1986 visando a prover a sua força aérea de um novo vetor de AEW para substituir os Avro Shackleton AEW Mk.2, operacionais desde os anos 1970. Para satisfazer os principais requisitos operacionais – capacidade de rastrear quatrocentos contatos de superfície e aéreos em 360°, incluindo aeronaves de caça a mais de 275 km; habilidade de operar como centro de gerenciamento de batalha aérea; e possibilidade de sustentar vôos de nove horas a uma distância de 1.296km da sua base – os fabricantes norte-americanos Boeing, Grumman e Lockheed apresentaram em maio daquele ano respectivamente o E-3A; uma versão do Nimrod AEW Mk.3 com o equipamento eletrônico do seu E-2C “Hawkeye”, e o P-3AEW, que foi adotado pelo serviço alfandegário dos EUA pouco depois.

Em dezembro apenas as propostas da Lockeed e da Boeing permaneceram, com esta última sendo declarada vencedora, com a Real Força Aérea adquirindo inicialmente seis exemplares do “Sentry” e exercendo a opção por um sétimo em seguida. Registrado “ZH102”, o primeiro dos então designados E-3D AEW Mk.1 compareceu à edição de 1990 do show aéreo de Farnborough, embora a unidade operacional do tipo, o 8° Esquadrão baseado em Waddington, o recebesse formalmente apenas em março do ano seguinte.

Até maio das 1992, todas as sete aeronaves foram recebidas. A sua tripulação de missão é composta por 11 elementos, com três controladores de armas e idêntico número de operadores de vigilância, incluindo o seu controlador, formando o núcleo operacional do vetor.

Em termos de equipamentos de navegação e de missão, os E-3D possuem os seguintes dispositivos: navegador OMEGA AN/ARN-120; navegador Doppler AN/APN-213; computador de navegação AN/ASN-118; sistema inercial AN/ASN-119; VOR/ILS 51RV-2B/3418; processador de dados digitais AN/AYC-1; intercomunicador AN/AIC-28(V)1; computador de missão CC-2; IFF AN/APX-103; três rádios HF AN/ARC-2201; um rádio UHF AN/ARC-204; sistemas de enlace de dados JTIDS/IJMS compatíveis com os Links 4, 11, 14 e 16; sistema de medidas eletrônicas de apoio EW-1017 Yellowgate; nove consoles Racal com telas de vinte polegadas.

Desses dispositivos, o EW-1017 adquire e identifica automaticamente as emissões dentro das bandas C a J (0,5 a 20 GHz), sendo projetado para receber e identificar todas as emissões que iluminam a aeronave (incluindo emissões curtas), especialmente quando está operando em condições de sinal muito denso. O aviso de possível perigo é dado visualmente e auricularmente em um monitor enquanto a varredura preferencial é usada para garantir o reconhecimento imediato de possíveis ameaças letais.

O EW-1017 consiste de antenas, receptor, um sistema de processador, um suporte eletrônico de medidas, subsistema de exibição interativa do operador e exibição do piloto. As antenas espirais de banda larga são usadas para fornecer cobertura omnidirecional que, juntamente com seus receptores multibanda separados, são montados em compartimentos em cada ponta das asas. Esta localização limita drasticamente o ‘sombreamento’ das aeronaves e a proximidade do receptor reduz as perdas de sinal ao mínimo. A variação angular das emissões é determinada usando pares de antenas selecionados.

Um subsistema de exibição interativa fornece uma gama completa de recursos do operador para gerenciar e otimizar a coleta do sinal. Ele também fornece um emissor em tempo real prontamente acessível e armazenamento de biblioteca de plataforma e capacidade de análise.

O radar Westinghouse Radar AN/APY-2 (nas bandas E/F) é o principal sensor de missão do E-3D. Ele é integrado por 28 módulos receptor-transmissores, dentre outros itens, dispostos no rotodome de 9.14m de diâmetro e 3,629kg que gira a 6 RPM com o radar ativado e a 0.25 RPM para manter o mecanismo rotativo lubrificado. Detectando alvos com velocidade mínima de 148km/h e máxima acima de Mach 3, o dispositivo opera nos seguintes modos:

  1. Rastreio de Pulso Doppler sem Capacidade de Determinação de Altitude para contatos além do horizonte radar, com alcance de 394 km;
  2. Rastreio de Pulso Doppler Com Capacidade de Determinação de Altitude;
  3. Rastreio Além do Horizonte;
  4. Localização passiva de emissores hostis;
  5. Prontidão, no qual é mantido para ser acionado instantaneamente;
  6. Marítimo, capaz de detectar embarcações em movimento ou ancoradas, com o limite mínimo de velocidade anulado. Os modos “2” e “3” podem ser usados em conjunto.

Ainda que o AN/APY-2 seja um radar de alta potência, a sua varredura no plano horizontal ocorre mecanicamente, ou seja, ele depende que o rotodome no qual está montado execute um giro de 360 graus, o que demora dez segundos, tempo suficiente para que uma aeronave supersônica consiga evadir-se. A varredura no plano vertical é eletrônica.

O E-3D pode controlar até 60 interceptações aéreas e detectar 600 alvos simultaneamente, com o alcance instrumentado máximo excedendo os 500km.

A aeronave é propulsada por quatro turbofans CFM International CFM56-2A3I, cada um gerando 10.886kg de empuxo, sendo mais econômicos que os modelos instalados nos E-3 da OTAN e da USAF, podendo atingir velocidade máxima de 851km/h, embora a de cruzeiro seja de 763km/h. O teto operacional máximo é superior a 8.840 metros, e a autonomia de 11 horas com o alcance máximo (apenas com o combustível interno) excedendo a 9.250km, valores que podem ampliados com o reabastecimento em voo.


*Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL), pós-graduado em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG). Colaborador de Conteúdo da Shephard Media. Colaborador das publicações Air Forces Monthly, Combat Aircraft e Aviation News. Autor e co-autor de livros sobre aeronaves de Vigilância/Reconhecimento/Inteligência, navios militares, helicópteros de combate e operações aéreas.

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Fabio Araujo

Os nossos E-99M por terem um radar bem recente e por consequência mais moderno pode ser menor mas tem um alcance bem maior mais de 700Km.
https://www.aereo.jor.br/2019/08/19/embraer-e-99m-detalhes-da-modernizacao/

glasquis7

Mesmo não sendo moderno neste caso, é um salto qualitativo importante pra FACh.

O alcance, embora seja relevante, não necessariamente quer dizer que este vetor é de capacidades inferiores aos demais. Sabemos que o conjunto é também muito importante.
Nesse caso seria legal ter a opinião do Cel Neri. Ele é um especialista no assunto e de vez em quando dá umas aulas por estes lados.

De qualquer forma, frente às ameaças e às necessidades do Chile, estes dois vetores já dão pro gasto.

Rinaldo Nery

O texto fala em um alcance radar de 277 NM. Acho que é mais que isso. O importante, já falei ¨n¨ vezes, é a quantidade de consoles e de rádios. Uma coisa é controlar um pacote com 42 aeronaves, como fazíamos nas CRUZEX; outra é interceptar um traficante vindo do Paraguai.

glasquis7

Falou sim e mais de uma vez.

Bueno

Parabéns ao Chile pela conquista e o salto operacional com a aquisição destas aeronaves e que por sinal foi o primeiro a ter a capacidade  AEW&C  na américa Latina. Creio que deve ter todo o respeito e admiração  pelos militares da FAB.   As Vantagens do E-3D  em relação ao E-99 já citada pelos floristas  em outras postagem  é quantidade de controladores e consoles, alcance da aeronave, autonomia de voo.     O Brasil tem 5 Aeronaves E-99, sendo O fabricante da plataforma e participante da montageme e integração dos Sistemas para   Índia, Grécia e México sendo este sistema também operado… Read more »

glasquis7

Creio que deve ter todo o respeito e admiração pelos militares da FAB.”

Esse respeito existe sim e é mutuo. A FACh se inspira em muitos aspecto na FAB.

glasquis7

Só pra corroborar que existe esse mutuo respeito e um forte intercâmbio entre ambas forças, deixo esta matéria:

https://www.diplomaciabusiness.com/forca-aerea-chilena-homenageia-comandante-da-fab/

Bueno

Muito bom!
Os Halcones,o time de demonstração aérea do Chile esteve no Brasil 2017,2021 e recentemente na ocasião do aniversário de 70 anos da nossa Esquadrilha da Fumaça.
Este intercambio e alinhamento com as Forças armadas do Chile ocorre com muita frequência.  
 
Somos países parceiros, quase irmãos se não fosse o idioma! 🙂

 

glasquis7

Vou lhe contar uma curiosidade que aqui no Brasil quase ninguém sabe mas é muito difundida na Historia do Chile. Em 1.878, às vésperas de se desencadear a Guerra do Pacífico ( Peru e Bolívia contra o Chile), O Brasil soube graças à inteligência Chilena, da existência de um pacto militar secreto entre o Peru, a Bolívia e a possível entrada da Argentina pra esse pacto. Preocupado, o Chanceler Brasileiro questionou o Embaixador do Peru e pediu pra ele os detalhes do pacto pra ter certeza que a soberania do Brasil não estaria ameaçada. O embaixador então, informou que dita… Read more »

JBS

Caro Glasquis7

Excelente texto – obrigado por compartilhar.

Abs

Bueno

Maravilha.
Valeu pela Historia.

Last edited 15 dias atrás by Bueno
Fábio CDC

Se me permite, NÃO existe amizade ou irmandade entre nações, apenas interesses convergentes.

Note que caso o Brazil não considerasse que sua soberania estivesse ameaçada sob nenhuma hipótese, nem sequer se daria ao trabalho de avisar aos chilenos a troco de nada. O que poderia ocorrer seria a venda dessas informações ou algum acordo nesse sentido, já que no caso que pintei, não haveria riscos a soberania do Império.

Bem, minha opinião, meu Caro.

Boa noite e Felicidades.

Anthony

Ainda creio q os R99 são melhores…

Rinaldo Nery

Os R-99 não. Os E-99 talvez…

Foxtrot

Alcance do radar sim, mas e quanto ao alcance global da plataforma chilena?
Não adianta ter um radar com longo alcance e uma plataforma com “pernas” curtas.

Wilson Look

Até onde eu pesquisei o alcance do ERJ-145 pode chegar a uns 4 mil Km, inferior ao alcance do E-3, mas o suficiente para ir para qualquer ponto do Brasil saindo de Anápolis.

Rinaldo Nery

O E-99 atinge qualquer capital da América do Sul saindo de Anápolis.

Nilton L Junior

Caramba.

Wilson Look

Faço suas as minhas palavras.

Glasquis7

A importância estratégica da base Anápolis.

Foxtrot

Pois é amigo, mas aí que está o contra senso.
Se compra uma aeronave de transporte com alcance global, mas se tem uma aeronave hiper importante com alcance limitador.
Aí vem me falar de “programa estratégico” e “visão estratégica”, me poupe.
Não ofendam minha inteligência.
Compra armamento importado sem domínio tecnoogico e cancelam o local etc.
Só não vê quem não quer mesmo.

Wilson Look

Sabia que a cidade mais ao norte do Brasil está mais perto de TODOS os países do continente americano do que da cidade mais ao sul?

Um avião AWAC fica orbitando uma área, a sua autonomia apenas influencia no tempo em que ele fica fazendo isso.

E parece que não entende o que significa Programa Estratégico e Visão Estratégica.

Foxtrot

Isso não é só na FAB não, a MB compra quatro navios e não tem dinheiro para modernizar os Tupis (que todos sabem, o submarino é a verdadeira arma de negação do mar), o EB desenvolve um míssil de cruzeiro com 300 km (dizem que será maior o alcance, mas até hoje nada), a FAB compra armamento sem domínio tecnológico e cancela o local.
Dessa bagunça toda, o único equipamento que realmente será estratégico para o Brasil é o Subnuc.
Mas se o mesmo não dispuser de armamentos nacionais e EW, realmente será uma “baleia branca” como disseram os americanos.

Wilson Look

Cara, a MB não tinha dinheiro para construir o Tapuia em 2006.

E só para saber a sua crítica está dirigida para o alvo errado, as FAs são o reflexo do que a sociedade quer delas, mais nada.

Rinaldo Nery

O texto fala em 11 horas de autonomia. É mais que suficiente.

Foxtrot

Para quê ?
E por qual motivo ?
Ainda acreditam que se entramos em conflito com alguém sozinhos será aqui no continente e no nosso quintal.
Fico imaginando a diplomacia brasileira negociando; Olga temos aeronaves com 11 hs de autonomia já tá bem para lutarmos só aqui próximo, não vale levar o conflito para além de nossas fronteiras kkkkkkk.
E nunca foi estratégico se preparar para se defender apenas dentro do seu território, bom ao menos no resto do mundo né, como no Brasil as coisas são ao contrário.

Rinaldo Nery

Estava falando do E-3D. Parece que você tem alguma dificuldade cognitiva.

Foxtrot

Sério mesmo ? Essa é sua saída evasiva ?
Cada vez mais a imagem que eu tinha de nossos militares cai por terra.
Triste !

Rinaldo Nery

Nem dormi de preocupação…

CadeDobermann

A TOTAL falta de correlação entre doutrinas x equipamentos reina por esses fóruns. (não conseguem pensar fora da caixinha na arte do engodo usando os equipamentos, obsoletos ou estado da arte). Sintomas de mentes limitadas que não conseguem vislumbrar, com alguma precisão, o que há na próxima esquina….e tascam a falar/escrever “bobagens”…e ainda escrevem, indignados/sarcásticos, que os OUTROS que escrevem/falam bobagens. Ainda BEM que SÃO UNS NADA nos batalhões, brigadas ou outro comando qualquer, pois seus subordinados seriam todos carne de canhão nas mãos desses “especialistas” daqui. DOUTRINA!! Pensar fora da caixinha…. se não as tem…é pior que a falta… Read more »

Rinaldo Nery

Não creio que tenha esse alcance.

glasquis7

O despotricado gritando “é chatarra, lixo da OTAN” em 3… 2… 1…

Sequim

Fico contente em ver mais um país sul-americano contando com moderno equipamento de defesa. Contribui certamente para a defesa continental.

glasquis7

Nem tão moderno neste caso mas, é um passo importante nas capacidades como força na região. Espero que permita comunalidade com a FAB no emprego em operações conjuntas. Depois de tudo, vem aí o Salitre 2022. Se for participar algum dos Sentry é claro.

Saldanha da Gama

Boa tarde, espero muito que a amizade entre Chile e BRASIL, permaneça…..
Abraços

glasquis7

É uma amizade muito forte e muito antiga. Mais de um século.

JBS

Caro Glasquis7

Que assim seja! Só temos a ganhar – ambos os povos!

Abs

Thiago A.

Eu já critiquei naquela época essa aquisição em um contexto diferente, mas racionalmente é um valioso contributo e um significativo aumento de capacidade da força aérea chilena. O simples fato de não ser mais limitada a única plataforma já garante um ganho de disponibilidade e prontidão notável.

Ainda assim continuo achando que não é a plataforma ideal: pouco flexível, cara e complexa para manter e tripular ainda mais para forças aéreas que possuem recursos limitados. Uma plataforma como o GlobalEye sería uma escolha maís racional, moderna e sob medida .

Eduardo Angelo Pasin

Até o P600 AEW seria interessante avião novo e mais barato de operar.

Thiago A.

Eduardo, vou te dizer, esse P600 ai não me convence. No obstante a eletrônica moderna a plataforma é limitante, espaço muito reduzido e poucas estações de trabalho . Um bom compromisso foram os EMB-145, pelomenos em fase de modernização permitiram adicionar algumas consoles a mais, no caso caso do P600 me parece inviável. A carga de trabalho para os poucos operadores em um espaço tão limitado é um fator a ser considerado. Uma opção bacana, que eu particularmente gosto muito, é o G550 CAEW. O principal problema do Sentry, no meu entendimento, é ser um quadrimotor, usado e beberrão que… Read more »

Glasquis7

O GlobalEye ainda tem um custo proibitivo pro Chile.

Disse antes e. Olto a dizer:

A FACh (que tem um orçamento inferior a U$D 370 milhões) preferiu ir de gol pago a ir de Mercedes parcelado com risco e ser rainha de angar ou até, limitar as ações da própria força.

Se compra o que se pode não o que se quer.

Mesmo assim, perde apenas para a FAB quando esta tenha operacionais osseus gripe… Nada mal né?

BK117

Lembro da participação da FAB no Salitre a alguns anos, mas não ouço falar desde então. Grande exercício, bom saber que voltou a acontecer. Sabe se a FAB participará?

Last edited 16 dias atrás by BK117
Glasquis7

O Salitre ocorre de 4 em 4 anos se não me engano.

A FAB sempre participa.

BK117

Bom saber. Espero que façam uma boa cobertura do exercício, como foi da última vez.
Achei este vídeo da FAB, que lembro ter visto à época. Muito bom.
https://youtu.be/rvVzYOURdvY

gordo

Nem tão moderno e diria que um pouco caro para se operar, nesse caso a nossa solução é digamos, melhor. Foi a opção chilena e vão colher bons frutos, mas que não saíram baratos não saíram.

glasquis7

Mas vc diz isso considerando o “Achismo” ou tem algum dado real que possa reforçar a sua afirmação?

Adriano Silva

Sucata Chilena.

Fabio Araujo

Nem 8 nem 80, tá certo que é um avião antigo e que a RAF esta trocando pelos E-7 Wedgetail, mas mesmo sendo um avião antigo foi modernizado e ainda pode operar por muitos anos!

Glasquis7

“Despotricando em 3.. 2.. 1..”

Apareceu o primeiro!!!

JBS

Pura besteira!

Silvano

Imagina se o Chile tivesse algo parecido com isso em 82?? as informações que eles forneceriam aos ingleses sobre os movimentos dos aviões argentinos rumo as Malvinas seriam muito, mas muito mais precisas do que foram durante a guerra. Ainda assim, os argentinos eram esperados pelos Harrier da RAF que recebiam todas as informações de uma estação de radar instalada em Punta Arenas, os pilotos da FAA e da Armada não tinham a menor chance, eram abatidos com muita facilidade pelos ingleses que sabiam exatamente sua posição. O Chile tem experiência em guerra moderna, coisa que o Brasil não tem.… Read more »

Maurício.

Qual é exatamente a experiência que o Chile tem em guerra moderna? E essa história que pais X ou Y tem experiência em guerras, na minha opinião não significa muita coisa.

Silvano

Qual é exatamente a experiência que o Chile tem em guerra moderna?

X9 de europeu.

Glasquis7

“Desportiva do em 3.. 2… 1…”

Apareceu o segundo!!!

Rinaldo Nery

O radar de Puntas Arenas enxerga até as Malvinas? Radar bom esse… Tecnologia alienígena…

glasquis7

O radar de Puntas Arenas enxerga até as Malvinas?”

Muito além disso, faz até a curva no globo, toca a costa da Austrália e logo passa almoçar na África do Sul. Daí volta e passa as informações “prus ingreish pirata marvadus”

Desculpe Cel., foi mais forte que eu.

Rinaldo Nery

Kkkkk

Carlos Campos

passar informações é agora ato efetivo de guerras modernas, se for isso a MB participou disso, pq eles viam pelos radares aviões israelenses entrarem no espaço aéreo libanês e sírio

Foxtrot

Pois é, enquanto o Chile compra AWAC,s estratégico, nos compramos transportadores e reabastecedores.
Parabéns Chile pela verdadeira visão estratégica.

Maurício.

A FAB modernizou ou está modernizando os E-99 e comprou os Gripen, já é alguma coisa, o problema é que o pessoal acha o Chile a última bolacha do pacote no quesito defesa, sendo que de novo, novo mesmo, só os 10 F-16 bloco 50, que já não são as últimas versões do F-16 há muito tempo.

Glasquis7

Sem querer entrar em polêmica nem em comparações absurdas, o grande mérito do Chile é ter há mais de uma década e meia, forças modernas, homogêneas, ágeis, muito bem treinadas e muito bem equipadas, com um orçamento modesto (hoje gira em torno de U$D 2,4 bi) Sendo hoje bastante superior aos seu vizinhos e tendo as suas ameaças cobertas.

Maurício.

“Sendo hoje bastante superior aos seu vizinhos e tendo as suas ameaças cobertas”.

Mas também, aqui na região só tem forças armadas fracas, nossos vizinhos não são parâmetros para comparação.

Glasquis7

São sim, a diferença do Brasil, o Chile se encontra inserido num TO mais ostil, tendo suas fronteiras constantemente questionadas e até ameaçadas por países que, a exceção da Bolívia, superam o Chile em população e recursos. Ter hoje, uma forca militar capaz de contrarestar o ataque de um inimigo que poderia facilmente o sobrepassar em números, em mais de 4 vezes, é um fato e tanto. Lembre que a população da Argentina, Bolívia e Peru juntas, somam algo em torno de de 95 milhões contra 18 milhões do Chile. Na atualidade, as capacidades das FA’ s do Chile só… Read more »

Foxtrot

Bingo.

Foxtrot

Amigo não acho o Chile a última bolacha em relação a defesa, assim como também não acho o Brasil.
A questão aqui é a visão estratégica.
Se comparar o Gripen com o f-16 os dois estão quase no mesmo patamar técnico, em relação a AWAC,s, sim temos a aeronave com eletrônicos e radar mais moderno, porém a plataforma é limitada.
Pouca tripulação o que ocasiona baixa carga de trabalho para minimizar o stress da equipe, poucas estações de trabalho, baixo alcance etc.
Olhando por esses quistos, sim o Chile tem a aeronave com maiores capacidades estratégicas de emprego.
Friamente assim.

Mateus

Se comparar o Gripen com o f-16 os dois estão quase no mesmo patamar técnico

Qual F-16? O chileno? Não estão nem perto do mesmo patamar técnico.

O Gripen E está no patamar do F-16 Block 60 dos Emirados Árabes Unidos, considerado por diversos especialistas como o F-16 mais moderno do mundo.

Glasquis7

Você tem que considerar que a situação de ambas forças é atemporal.

A FAB terá seus gripen operacionais, o Chile tem a sua frota de 46 F16 operando a mais de uma década e meia.

Acho importante lembrar a diferença do que é e o que será. No Chile o F 16 é uma realidade há pelo menos 15 anos.

Glasquis7

Uma correção, a.mais de uma década apenas,

A segunda partida de F 16 chegou em 2008 e a terceira apenas em 2010.

Mas conta com seus Block 50 operativos desde 2006.

Foxtrot

Pois é, e isso é uma visão estratégica.
O Chile tem forças militares praticamente toda profissionais (ou toda), foi o primeiro país das Américas central, andina e latina a operar aeronaves de inteligência, teve caças de 4G mais modernos, teve o equipamento individual dos soldados mais moderno primeiro etc etc etc.
Por mais que alguns aqui queiram negar, temos FAAs comandadas por dinossauros, sem integração quase nenhuma etc.
Como dizem “pode mentir para outras pessoas, mas não para você mesmo”.
Aceitem que dói menos.

Rodrigo

Aceitar o que? Sua opinião? Não obrigado.
.
Mas continue firme nessa sua pegada “vozes da minha cabecinha..”
Você vai longe, confia.

Foxtrot

Coitado !
Continua aí seguindo a “Alice” achando que chegará no País das maravilhas e verá quão fundo é a tica do coelho kkkkk.
Muito alucinógeno o que vocês tomam !

Last edited 15 dias atrás by Foxtrot
Mateus

Chile só teve plata para comprar 10 unidades novas, as demais foram praticamente entregues pelo preço simbólico de 10 milhões de dólares cada unidade. 30 anos de operação apenas na Holanda

O Brasil poderia optar por comprar caças de segunda mão, é o que mais existe no mercado. Mas nós não somos o Chile.

Vocês não tiveram 600 milhões p/ “modernizar” os seus F-16

E essa modernização tem que ser entre mil aspas, pois não vão substituir o radar nem implementar uma nova função no caça, vão apenas instalar equipamentos mais modernos pois os atuais estão TOTALMENTE OBSOLETOS.

É isso

glasquis7

Chile só teve plata para comprar 10 unidades novas…”

E daí? O que importa é que o Chile tem a mais capaz e numerosa força de caças de quarta geração da América Latina há mais de uma Década. Mesmo com um orçamento limitadíssimo, as FA’s chilenas tem um nível de equipamentos superior a seus vizinhos e em muitos casos, muito maior.

“…as demais foram praticamente entregues pelo preço simbólico de 10 milhões de dólares>>>”

Mas pelo menos tiveram um preço.

Seja bem vindo à realidade… à sua realidade:

https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2020/09/17/30-tanques-blindados-doados-pelos-estados-unidos-ao-exercito-brasileiro-chegam-em-curitiba.ghtml

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/10/10/exercito-recebe-doacao-de-96-blindados-dos-estados-unidos.htm

https://www.revistaoperacional.com.br/exercito-brasileiro-recebera-uma-doacao-de-50-blindados-usados-do-us-army/

Foxtrot

É muita burrice mesmo.
Pior que não sabe o que escreve, do que fala e ainda quer insistir para sair por cima.
Burrice é insistir em um jogo perdido.
Conselho, para porque está passando vexame.

Foxtrot

Em relação a aviônicos e computadores de missão sim, mas em comparação a plataforma, mecânica ee fuselagem está sim o mesmo patamar.
O gripen nada mais é do que um 4G marombado, sendo assim qualquer aeronave 4G se equipara a ele no quesito aero estrutura.
Se os chilenos modernizaram o F-16 deles para o padra 60 (coisa que não é impossível), estarão no mesmo patamar.

Rodrigo

“a plataforma, mecânica ee fuselagem está sim o mesmo patamar.”

Desconfio que você não tenha muita noção do que é capaz a evolução tecnológica entre projetos com 30 anos de diferença.

Já ouviu falar em nanotecnologia? materiais compósitos? RCS? E outras coisas básicas de aerodinâmica?
Nem vou mencionar capacidade de super-cruise.

Visual bonito não é garantia de superioridade.

Foxtrot

Nanotecnologia em estrutura aerodinâmica putz, me fala qual país no planeta utiliza isso. Cara não debato mais contigo, não sabe nem o básico para isso. Mas para finalizar, nos últimos 30 anos (ou mais) o que se evolui nas aeronaves foi justamente a eletrônica (isso engloba aviônicos, comunicações etc). Houve sim nos últimos tempos uma certa evolução na aero estrutura, materiais como plásticos de engenharia principalmente, tornaram as aeronaves mais leves, resistentes o que por consequência levou a motores mais potentes e econômicos (a famosa equação Peso x Potência), e o F-16 já se beneficia dessas tecnologias. Logo, em se… Read more »

Last edited 15 dias atrás by Foxtrot
Rodrigo

Vou desenhar… Quando se tem um ponto, seja final, de exclamação, de interrogação, etc.. Existe uma separação na frase, significa que o interlocutor talvez (e dependendo do contexto) tenha mudado a temática.
Percebeu que após a palavra nanotecnologia existe um ponto de interrogação? (????)
Quem não debate mais contigo sou eu.
É uma total perda tempo.
Aliás, depois dessa parei de ler logo na primeira frase..
Mas continue… Está sendo até engraçado sua participação.

Last edited 15 dias atrás by Rodrigo
Foxtrot

E de onde leu em meu posto que visual bonito garante superioridade aérea?
Até porque tanto o Gripen quanto o F-16 não foram projetados para essa função.

Rinaldo Nery

São cinco estações agora. E você não conhece o trabalho a bordo do E-99.

Foxtrot

Não precisa conhecer o trabalho a bordo ou ser gênio para saber que a aeronave tem espaço limitado, acomodações menores, menor tripulação, menos equipamentos etc etc.
Isso é lei da física, a não ser que a FAB tem uma tecnologia alienígena que quebra todas as leis da física.

Rinaldo Nery

Não conhece e nunca conhecerá…

Rodrigo-brasileiro

Você não cansa de escrever tantas asneiras não ???
Ou só quer um abraço???

Foxtrot

Triste a mente limitada e imoresdionavel de certas pessoas.
Que uma bandeirinha ?

Rodrigo-brasileiro

Se for do brasil aceito.

Foxtrot

Típico bezerro do rebanho impressionável.
Disso eu já suspeitava.

Rinaldo Nery

Temos cinco E-99 modernizados.

Foxtrot

Que ótimo Cel.
Só falta comprar “pernas longas ” para eles.
Ou vamos brincar somente na vizinhança ?
Se sim, essa é a visão estratégica da FAB? Deveriam mudar para visão tática, aí sim cairia melhor !

Rinaldo Nery

Que visão estratégica? Vamos combater na Ucrânia? A nossa Constituição socialista permite guerra de conquista?

Wilson Look

Mesmo um E-3 não faria uma missão do outro lado do Atlântico e voltaria para o Brasil.

Você está equivocado sobre o que é visão estratégica.(não tem nada haver com alcance das aeronaves).

Se for necessário que os E-99 operem em outro lugar fora da América do Sul, simplesmente faz o translado para uma base aliada no local e operam de lá, os E-3 fariam a mesma coisa.

BK117

Parabéns aos chilenos. Dependendo do estado de conservação dessas aeronaves serão vetores muito capazes por bastante tempo. Ótima compra. Agora quero trazer essa discussão para terras tupiniquins. O E-99 é de concepção mais moderna e ainda foi modernizado, então é certeza ser tecnologicamente muito superior, porém é uma aeronave bem menor. Imagino que os sensores mais modernos demandem menos pessoal para operar (e tenham menor carga de trabalho) que os dos Condor e E-3, mas como fica todo o resto? Foi citado que o Condor (e imagino que o E-3 também) possui área dedicada a tarefas de comando e ao… Read more »

Glasquis7

“Dependendo do estado de conservação dessas aeronaves serão vetores muito capazes…”

Estes vetores estão em bom estado de conservação mas, o “pulo do gato” está na baixa dos vetores americanos, que poderá gerar uma boa oferta de peças tanto para manutenção quanto para modernização destes vetores.

BK117

Realmente, com a oferta de peças vai voar muito tempo. Sem contar que essa versão conta com motores CFM56, ainda em produção e muito utilizados nas principais aeronaves comerciais.

glasquis7

Isso

Foxtrot

Exatamente quase tudo que escrevi acima.
Temos equipamentos mais modernos, porém com “pernas curtas”.
Se ao menos tivessem comprado os MTTR,s para algo como MP, AWAC,s etc, tudo bem.
Mas transporte estratégico de tropas em forças militares que não há integração e reabastecimento em uma força aérea que já tem uma moderna aeronave para isso (KC-390), não faz sentindo algum.
Não vejo muita estratégia em certas ações da FAB e isso é um fato.
As vezes ela acerta, lógico que sim, mas muitas das vezes ela erra, e em se falando de visão estratégica é uma das vezes.

Mateus

Falou do KC-30 e cittou o KC-390 como exemplo de aeronave para reabastecimento aéreo JÁ SEI que não SABE DE NADA!

Completo ignorante, opinólogo, tudologo e muito mais.

Foxtrot

Você que não sabe ler mesmo, ou no mínimo não sabe interpretação de texto.
Falei exatamente do KC-390 da Embraer.
KC-30 é esse “trem da alegria” inútil dos MTTR,s, que só servirão para transporte “estratégico ” de políticos, picanha etc etc.

CadeDobermann

BINGO!! e se acham…..kkkkkkkk também…marmitex de ladrão, esperar o quê dessas “figurássas” personagens do filme Debi&Loide

Foxtrot

Bom não sei se é sobre minha pessoa, mas que apoia quem compra imóveis com dinheiro escuso, da perdão para marombado golpista (isso é o mínimo que sabemos dele), põe a cara no fogo para ministro que quer própria em vascaína, recebe pastor que quer “bezerro de ouro” em troca de voto, não sou eu não.
Quem é apoiador de ladrão nessa história ?

Rinaldo Nery

Se você tiver curso superior, devem ter feito uma lavagem cerebral em você na universidade. Você tem menos de 40?

Salim

Penso o mesmo, precisamos demais caça, kc390 ja e suficiente.

Wilson Look

Pra que comprar um AWACs se já temos aeronaves para essa função e capazes de alcançar qualquer ponto do Brasil saindo de Anápolis.

E o KC-390 não é para reabastecimento e transporte de tropas a nível estratégico, mas a nível tático, com alcance e capacidade de carga bem inferiores a de uma aeronave de nível estratégico, como o KC-30.

O foco hoje da FAB está em concretizar o segundo lote de caças.

Foxtrot

Amigo aí que está o “Q” da questão. Escrevi que a FACH tem maior visão estratégica do que a FAB. Nossos AWAC,s são limitados em N,s sentidos comparados ao da FACH, aí a FAB vai lá e compra transportadores estratégicos inúteis ( sim, são inúteis, pois recentemente o EB teve que fretar um avião de carreira para ir para a CORE 22). Quanto ao KC-390, ele é transportador, reabastecedor e combate a incêndios, sendo facilmente configurado para a função que a situação exigir. E o KC-390 não é uma aeronave estratégica, e sim tática. Estratégica seria uma aeronave de grandes… Read more »

Rinaldo Nery

A ida pra CORE 22 foi definida antes da entrega do primeiro KC-30. E as tripulações não estão habilitadas, ainda.

Foxtrot

Nossa deve ser muito difícil treinar um piloto que já pilota aeronaves para pilotar outra, deve demandar muito tempo mesmo.
Acho que é a mesma coisa de um motorista que dirige uma Saveiro ter que ser treinado para dirigir uma Doblo por exemplo.
Complicado.
Acho que seria mais prático e bonito reconhecer as falhas, mas se está dizendo !

Wilson Look

Mesmo não sendo da área, sei que na aviação você tem que estar certificado para pilotar determinado modelo de aeronave para evitar que ocorram acidentes, como já aconteceu no passado.

Sua comparação é sem pé nem cabeça, inclusive um motorista experiente sempre vai dizer que cada carro é diferente.

Rinaldo Nery

Nessa você se superou! São, pelo menos, 130 horas de vôo em comando para realizar o vôo de cheque e se tornar piloto operacional numa aeronave dessas. E, os A330 da Azul (onde estão recebendo instrução) só voam para o exterior, e nem sempre o oficial estará disponível pra o vôo. Assuma sua ignorância em aviação e baixe a bola. Tá chato a sua soberba.

Wilson Look

Ter visão estratégica seria ter visão de futuro(o que é bem difícil na verdade), e sobre os E-99 os avanços na tecnologia reduzem muito essas limitações, já que certas tarefas podem ser automatizadas permitindo que os operadores se concentrem na sua missão principal, com isso apenas o alcance menor que seria um limitador, mas ainda assim é grande o suficiente para a sua missão. Só por curiosidade os AWACs mais novos estão ficando menores em relação a um E-3, tanto que o novo E-7A usa a fuselagem do 737. E outro detalhe ambas as forças estão em contextos diferentes, o… Read more »

Wilson Look

Os E-99M tem capacidade de controle(não sei se em área separada, mas tem a capacidade), e não sei se tem área de descanso, mas vale dizer que a autonomia do E-99 seria algo como a metade da do E-3.

Sobre o futuro depende dos requisitos que a FAB elaborar para o substituto dos E-99.

Rinaldo Nery

Tem cinco poltronas de descanso. E autonomia é mais da metade do E-3.

Rinaldo Nery

Os E-99 têm cinco poltronas de descanso. O sistema C2 é mais moderno. O tamanho só limita o número de consoles a bordo. Um AWACS permanece em órbita quando opera, em baixa velocidade, economizando combustível. O que interessa é autonomia, e não alcance. Tem um ¨sabichão¨ aqui que fica postando o termo ¨perna curta¨ indevidamente. Precisa voar uma missão CAV (Controle e Alarme em Vôo) pra saber como é.

BK117

Obrigado, sr. Nery! Bacana que têm área de descanso. Se me permite, me surgiu uma dúvida: cada console tem uma função especifica ou podem executar múltiplas funções? Em caso de uma “patrulha de rotina” (dia calmo, se é que existe, pois imagino que aproveitem cada minuto no ar para treinamento, correto?) todos os consoles ficam ocupados o tempo todo? Ou operadores podem se revezar nas tarefas e descansar?

Rinaldo Nery

As consoles podem ser operadas pelo COAM (Controlador de Operações Aéreas Militares) ou pelo OE-2 ( Operador de Guerra Eletrônica). Normalmente, todas as consoles ficam ocupadas. Um dos COAM necessita realizar a função de OI/OV (Operador de Identificação/Operador de Vigilância).

BK117

Muitíssimo obrigado pelas informações, caro Nery!

glasquis7

O senhor sendo conhecedor da FACh, qual a sua opinião quanto esta aquisição?

Rinaldo Nery

Acho muito boa.

Alejandro Pérez

Parabêns a FACH.

E. BM

O Chile tem mais é que se arma até os dentes, porque geograficamente é muito vulnerável um artefato aéreo supersônico levaria pouquíssimo tempo para chegar no espaço aéreo da capital tanto vindo do leste ou oeste e de norte ao sul o inimigo poderia usar a cordilheira para ficar invisível aos radares . Então eles precisam de meios de dissuadir naval e defesa antiaérea. Porque em questão de dias só restaria se refugiar nas minas de prata ou pior no topo da cordilheira.

Last edited 16 dias atrás by E. BM
glasquis7

Não que a sua colocação esteja errada mas, todos aqueles que tentaram a sorte voltaram sem pão nem pedaço. dois deles até perderam parte dos seus países.

Rafael

A pessoa que fala da fragilidade geográfica do Chile, deveria ver um mapa demográfico do Brasil.

Mateus

Informação aleatória: o segundo avião quebrou na ilha dos Açores durante a viagem para o Chile. Ficou por mais de 15 dias em manutenção.

Fim da informação

No mais, não troco os nossos E-99M por nenhum Sentry. RAF desativou 2 anos antes da chegada dos E-7

Mateus

Imagine o cheiro da sucatinha para a RAF desativar antes mesmo da chegada dos novos e mais modernos AWACs.

O glasquis vai dizer que compramos a sucatinha do HMS Ocean, mas quero recordar que a sucatinha do HMS Ocean só deu baixa quando o novíssimo porta aviões de sua majestade entrou em operação.

Salim

MB precisa no momento navio guerra,não de transporte.

Glasquis7

Matheus, não coloque palavras na minha boca, se o seu problema é ego, não se preocupe, a sua é maior. Se for querer entrar em comparações absurdas sobre Marinhas, tenho argumento até pra lhe deprimir, mesmo tendo um orçamento imensamente maior ao seu favor. A matéria em nenhum momento trazou paralelos entre a FAB e a FACh, apenas tratou de mostrar a preocupação do Chile em manter as suas capa idades de alerta antecipado vigentes, sendo, junto com o Brasil, as unicas forças de roda América Latina a ter estás caoacidades. O resto de seu comentário é coisa da sua… Read more »

Glasquis7

E tudo caso, gostaria de ver a matéria de onde vc tirou essa informação de que o segundo E 3D Sentry quebrou nas Azores pois, até onde eu sei, esses vetores foram usados pela RAF para monitorar o conflito na Ucrânia e por isso a sua transferência ao Chile atrasou.

Mateus

Direto do Defensa.com

javier.jpg
glasquis7

Problemas mecânicos de que tipo? Poderia postar o link pra sabermos quais problemas mecânicos? Pra tu ver como posta com ufanismo e sem conhecer. Escalado para levar 32 voluntários ao país caribenho, o KC-390 registro FAB 2856 apresentou uma pane durante reabastecimento na base aérea do Cachimbo (PA) e teve de ser substituído. O problema foi revelado pelo portal R7 horas após a decolagem da missão, a partir de Brasília (DF), mas não detalhado pela FAB. https://www.airway.com.br/kc-390-apresenta-falha-e-fab-realiza-troca-de-aeronaves-na-missao-para-o-haiti/ Se formos seguir teu raciocínio então o Chile comprou sucata velha que está dando pane assim como a EMBRAER constrói sucata velha que está… Read more »

glasquis7

E aí, encontrou o link onde corrobora que o Vetor quebrou nas Azores?

Thomaz

O pessoal parabenizando haha.
Se fosse o Brasil aí os comentários seriam que a gente comprou sucata velha dos britânicos.
A grama do vizinho é sempre mais verde!

glasquis7

Vc entenderá que ambas forças, embora estejam na vanguarda da região, são atemporais quanto às suas aquisições e a renovação de material sensível, tanto numa quanto na outra, obedece padrões, interesses e percepções de ameaças diferentes. O Brasil pode comprar o que quer e incluso 0 Km, o Chile não. Apenas compra o que seu modesto orçamento permite. O Brasil pode se dar ao luxo de esperar o momento de compra, assim sendo, consegue se programar pra aproveitar melhor as opções existentes no mercado, o Chile não. Compra o que dá e quando precisa. O Brasil pode esperar a entrega… Read more »

Mars

O sistema PHALCON/Cóndor é formidável, o que mata ele é a plataforma do B-707. Me questiono se não seria viável reinstalar o sistema em outra plataforma como o B-737 por exemplo.

glasquis7

Já pensei o mesmo. Tal vez a FACh faça isso agora que tem sua capacidade de Alerta Antecipado suprida. Tal vez o Chile não tenha a capacidade de tal adaptação da plataforma. Ou tal vez seja inviável.

Mars

Eu fiquei curioso e fui pesquisar se era possível. E no Wikipedia diz que o sistema é compatível com o B-767 e B-747 e o Chile tem um 767 no inventário.
Entretanto como o Thiago comentou, pode ser muito custoso o processo e atualmente a capacidade é suprida pelas novas aeronaves. Mas isso também não impede que outro país demonstre interesse na aeronave.

Thiago A.

Penso que o custo seria significativo . Retirar os componentes e reprojetar/adaptar uma nova aeronave? Mais simples pegar os Sentry da RAF por um preço simbólico. Outra, que o Glaquis apontou é a baixa dos vetores americanos que potencialmente pode gerar uma oferta de peças a bom mercado.

No mais, agora são duas aeronaves, aumentantado a disponibilidade.

Gilson

Sera que alguem na FAB, apoiaria uma ideia de KC-390, AEW?

Rinaldo Nery

Por que cismam em usar a plataforma C-390, e não uma plataforma comercial (E-190), mais barata de operar?

Mars

Cogitar um substituto ou um complemento para as plataformas AEW atuais, só vai acontecer se a FAB tiver dinheiro ou necessidade, o que aparenta não ter no momento. Entretanto acredito que a escolha do KC-390 como plataforma é interessante para a Embraer, já que aumentaria ou manteria as encomendas para plataforma, já que existem poucas para serem convertidas.

Rinaldo Nery

E pra FAB, seria interessante? Operar uma plataforma mais cara? A FAB acabou de modernizar o E-99. Não os substituirá tão cedo.

Mars

Em um contexto que a FAB tenha dinheiro disponível e necessidade de substituir o E-99, seria interessante pela plataforma ser mais versátil. No momento não é, o que não impede que no futuro seja.

Rinaldo Nery

Não entendo essa versatilidade. O que interessa, nesse caso, é custo da hora de vôo. Simples assim.

Mars

Então depois de comprarmos 21 aeronaves você está me dizendo que o custo de hora de vôo do KC-390 não está dentro do orçamento da força?

Bueno

entrando na discussão, a  hora de voo  de um KC-390 X Um ERJ-145   

Mars

Não, a discussão é em relação ao KC-390 X um E-190.

Bueno

really?

deixar pra lar.


Rinaldo Nery

16 mil USD versus 5 mil USD. Tire as suas conclusões…

Mars

Ok, sua fonte? Custo a acreditar que o a diferença entre um KC-390 e Emb-190 é tão absurda assim. Se for, encerro essa discussão aqui.

Rinaldo Nery

Minha fonte é o SILOMS (Sistema Logístico de Manutenção e Suprimento), da FAB.

Rinaldo Nery

Tenho os valores de TODAS as aeronaves.

Mars

Por um momento eu me iludi esperando algum documento ou print que atestar-se o que você fala mas vou me contentar com sua resposta. Passar bem.

Rinaldo Nery

Não posso postar aqui uma tabela classificada. Não tenho procuração tampouco autorização da FAB pra isso. Sou coronel da reserva, por isso tive acesso.

Salim

Mais um ispicialista,agora de Marte, carreta seis eixos para entregar um metro cúbico areia.

Mars

Minion, eu não sou especialista muito menos ”ispicialista”. Passar bem. 

Rinaldo Nery

Exemplo: recebo um bom salário e vou comprar um carro novo. Escolho entre um que faz 5 km/l e outro que faz 12 km/l. O primeiro tem custo de revisão de 4 mil reais, e o segundo custo de 2 mil reais. Será que eu compro o primeiro só porque posso pagar? E fico com um custo mensal maior?

Mars

Esqueceu de mencionar no exemplo que você já opera os dois na sua frota. Então custo de revisão e consumo dos dois, não atípico ao seu orçamento.

Luiz Antonio

Cel, Desculpe a ignorância, mas o E195 E2 não seria uma boa plataforma para substituir o E99?

Rinaldo Nery

Com certeza. Foi o que postei p caboclo de Marte. Mas cismam com o C-390.

Rinaldo Nery

Segue a imagem.

E-190.jpg
Luiz Antonio

Bela nave.

Nilton L Junior

Poderiam ter conversado com a Embraer e teriam 3 plataformas novas.

Wilson Look

Só que o custo disso seria bem maior do que foi a aquisição dos E-3, que foram praticamente doados.

Para o que o Chile precisa os E-3 dão e sobram.

Glasquis7

Nilton, o que importa pra FACh é que estás plataformas tiveram um custo viável, mantém as tripulações treinadas mantendo assim as doutrinas de operação em AWACS e mais importante, o Chile começa a operar plataformas padrão OTAN.

Carlos Campos

Espero que ele venha ao Brasil e possamos treinar bem, afinal a FACH tem um padrão de nível OTAN

Gilson

O debate sobre o AEW, do Chile, mistura ficção, teoria e realidade, sendo a ficção e a teoria, mais comentadas, e a realidade onde encaixa essa peça? poucos entenderão. Frota de F15 Eagle na FAB, ficção. frota de gripen na FAB, realidade. Submarino Riachuelo com lançamento de mísseis vertical, ficção. submarino Riachuelo convencional, realidade, Tanque T14 armata, ficção, só 52 leopardos 1a5br será modernizados realidade. vão comprar o CV90 sueco com 120mm, teoria.

Glasquis7

Desculpa mas não entendi a sua colocação.

Gilson

Essa coisa de aviação militar e civil, é muito louco estão se desenvolvendo muito rapido e isso envolve os meios terrestres e navais tambem, se tratando de tecnologia o AEW, Chileno, tem tecnologia suficiente para o qual foi feito, até o momento atual, assim os nossos EMBRAER, AEW, tambem tem tcnologia suficiente para o qual foi feito e a mais do que os AEW, Chilenos. Isso é fato. O que eu estou percebendo são os tamanhos das aeronaves da Fach e os da Fab. Por ser pequeno e não tem sonda de reabastecimento nem quatro motores e antena giratoria gigantesca… Read more »

Glasquis7

Amigo, ninguém diz que os Sentry são melhores nem piores que os E 99. Ambas plataformas apresentam vantagens e desvantagens e a principal vantagem do E 3D Sentry é que a FACh pode pagar, o E 99 não. Os E 99 são vetores formidáveis e cumprem muito bem a função pra qual foi concebido assim como o Sentry. Na questão técnica, salvo o Cel. Nery, ninguém aqui tem um conhecimento técnico sobre a função desempenhada por estes vetores, a sua real capacidade e as suas qualidades. Dito isto, só posso afirmar, baseado no comentário do próprio Cel. Nery que, além… Read more »

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