domingo, outubro 2, 2022

Gripen para o Brasil

Lockheed Martin retomará a produção do caça F-16 em 2023

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Redação Forças de Defesa
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redacao@fordefesa.com.br

A produção foi interrompida temporariamente em 2018, pois a fabricante norte-americana preparava uma nova fábrica para receber a linha de montagem da aeronave

Um dos caças mais populares da indústria de aeronaves militares dos EUA, com 4.604 unidades produzidas, o icônico F-16 Fighting Falcon retornará à produção em série da Lockheed Martin a partir do próximo ano, revelou à Reuters o diretor financeiro da fabricante, Jesus Malave.

A produção da aeronave foi interrompida em 2018 na sede da Lockheed Martin em Fort Worth, Texas, dando espaço para a nova linha de montagem de caças F-35, que se tornou o foco da instalação. Enquanto isso, a empresa norte-americana montou uma nova fábrica em Greenville, Carolina do Sul, para continuar a produção do F-16. A unidade foi inaugurada no ano passado.

De acordo com Malave, os primeiros exemplares dos novos lotes do F-16 (Block 70/72) serão entregues em 2024. A empresa ainda tem uma carteira de quase 130 pedidos para o caça de diversos clientes, incluindo a Força Aérea de Bahrein, Taiwan, Eslováquia – outros potenciais compradores são a Bulgária e a Jordânia.

A retomada da produção do F-16 prevista para 2023 ocorrerá com cerca de um ano de atraso. Segundo o CFO da Lockheed Martin, o atraso deveu-se à dificuldade em contratar a nova força de trabalho e treinar os funcionários, o que ele chamou de “pequeno desafio” para a empresa além do esperado. “Há muito interesse na aeronave”, disse Malave, acrescentando que a unidade em Greenville provavelmente deve produzir até três F-16 por mês.

Originalmente projetado pela General Dynamics, o F-16 voou pela primeira vez há quase 50 anos, em 20 de janeiro de 1974, no que pode ser considerado uma “decolagem acidental”. Em 1993, o programa foi assumido pela então Lockheed Corporation, que mais tarde mudaria seu nome para Lockheed Martin, após se fundir com a Martin Marietta Corporation em 1995. Atualmente, o caça está em serviço em 25 países.

F-16V Block 70/72

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109F-4

Até hoje não entendo porque transportam o AIM-120 nas pontas das asas e o Sidewinder em trilhos subalares; não seria melhor o contrário?

MestreD'Avis

Aparentemente, e isto li de alguém que leu o que um piloto escreveu, para privilegiar a performace em dogfight. Há um impacto maior na performance quando o peso está nas pontas das asas e a ideia é que quando chegasse ao alcance visual, os AMRAAM já teriam sido disparados e o caça estaria numa configuração mais “limpa” nas extremidades.

Mas não faço ideia se será verdade

Leonardo
Hertz

Essa configuração melhora a distribuição de carregamento ao longo da envergadura e tende a reduzir os esforços na raiz (momentos fletores), além de melhorar, aparentemente, as margens de flutter.

Mas isso depende da configuração geral de cargas externas na aeronave.

Bardini

A empresa ainda tem uma carteira de quase 130 pedidos para o caça de diversos clientes, incluindo a Força Aérea de Bahrein, Taiwan, Eslováquia – outros potenciais compradores são a Bulgária e a Jordânia.
.
A nova linha já inicia com números superiores ao que foi vendido de Gripen E/F até o momento.
.
Se o F-16 “se nega a morrer”, imagine então o F-35, que tem a linha de produção garantida até a década de 50.

Bruno

Infelizmente não há mercado para o Gripen E/F, o que poderia ser já foi ou está sendo ocupado pelo F-16 e até mesmo F-35, eu acho Gripen-E muito mais capaz do que qualquer F-16, mas, infelizmente a realidade é que dificilmente irá vender para mais do que uma nação além do Brasil e Suécia, pode ser que os atuais operadores de Gripen-C resolvam ir para o modelo E. Na Colombia eu creio que os americanos vão empurrar F-16.

Marcos Silva

Resumindo: demos um tiro no pé! E que ninguém venha dizer que poderemos produzir os caças para ganhar escala e reduzir custos. Isso NUNCA vai acontecer. Quando que o brasil e a fab se comprometeram com qualquer programa e levaram até o final previsto?
NUNCA!!!!

EUSEBIO BONOMO FILHO

Falou tudo.

Maurício Veiga

Não foi um tiro no pé, compramos o concorrente do F16 com transferência de tecnologia e um pacote muito mais abrangente que o ofertado pelos Americanos, o Gripem é um projeto atual e feito sob medida de acordo com os requisitos da FAB além de possuir manutenção simplificada e capacidades operacionais superiores ao F16 cuja longevidade do projeto começa a pesar na integração de novos sistema, tudo que é bom um dia acaba…

Carlos Crispim

Já vimos essa história antes de ToT, depois tudo se perde…Ademais, o gripado é um caça do passado, o futuro pede stealth, perdemos a oportunidade de entramos no século 21, escolhemos um excelente caça, não nego, mas do século passado, só isso.

Last edited 1 mês atrás by Carlos Crispim
Leandro Costa

E qual seria a opção de escolha do século XXI, na sua opinião? Qual fabricante de aeronave de 5G ofereceu as opções que a SAAB ofereceu com o Gripen?

Evaldo Coutinho

O Gripe é um caça do passado. Só na sua cabeça. Foi concebido bem depois do F-16.

Rinaldo Nery

“Vamos meter o pau e demonstrar certa superioridade intelectual e conhecimento técnico”.

Chris

O problema é se vamos mesmo usufruir e levar adiante essa transferencia de tecnologia ! Ate pq o preco foi muito mais alto !

Eu acho que se acontecer… A compra foi pra la de acertada ! Mas se nao…

leonidas

Transferência de tecnologia para ser usada em qual programa? rs Isso partindo do ponto de vista que as empresas nanicas que absorvem a tal tecnologia pudessem existir, na verdade quando acontece algo dessa monta logo são vendidas para empresas estrangeiras e o Brasil acaba pagando um preço absurdo a troco de transferência que na verdade escorre pelos dedos. Somos duas vezes lesados, no preço e no destino que acabamos pagando para que os estrangeiros nos vendam algo com sobre preço a titulo de transferência e recebam a partir disso nosso financiamento para comprarem as empresas nacionais que recebem a tal… Read more »

Marcos Silva

“Somos duas vezes lesados, no preço e no destino”. Somos lesados mesmo,mas de burrice e incompetência. Tivessem escolhido o Hornet ou o Rafael,os caças já estariam aí faz muuuito tempo. Mas não,somos diferentes, não podemos simplesmente comprar pronto….
Tivessem comprado essas provas de caças prontos, poderíamos investir na produção do KC-390. Mas corta o que projetamos e construimos pra supostamente”investir ” no Gripen e acabará que não teremos nenhum deles na quantidade nescessária.. Brasil,522 anos se auto-sabotando.

Marcos Silva

Que transferência criança? Vc acredita mesmo nisso? Esqueceu o que aconteceu com o AMX? É a mesma história passando bem na nossa frente, só não vê quem não quer enxergar. Toda aquela baboseira de transferência, produção nacional e isso e aquilo é somente história pra boi dormir. Cadê os F-39F? Já cancelaram! O que mais foi produzido com a dita transferência além de uma porta ou painel da fuselagem? Esses 40 caças serão exatamente isso.

Thiago A.

Enxergo com uma certa perplexidade os prazos de entrega expostos na imagem abaixo. 2027, para concluir a primeira etapa do FX-2 . Nesse mesmo lapso temporal é razoável supor ( com base nos planejamentos desses programas) que tecnologias 5g e furtivas não serão mais limitadas as principais potências militares. Com a introdução e produção em massa de aeronaves como F-21 Boramae, Su-57 e eventualmente até o FC-31 … Sem contar com o Tempest- embora não operacional mas estará levantando seu primeiro vôo – e até mesmo a difusão do F-35. Aeronaves de uma geração superior ou que pelomenos possuem uma… Read more »

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Alecs

Concordo em parte. Acho que o segundo lote é necessário, mas o terceiro subiu no telhado. A FAB poderia substituir os Mirage 2000, que já não estão na ativa, e os F-5 que ainda demoram uns anos a dar baixa, pelos F39E/F. E já ir pensando em F-35A ou outra aeronave 5ª geração para o lugar dos A-1. O custo operacional dos F-35 é maior, mas o valor de cada célula deve ser muito parecido com o dos Gripens E/F, por conta da escala de produção. A FAB comprou ao todo 55 A-1 que poderiam ser substituídos por 32, 36… Read more »

Alecs

Onde o Gripen tem chance pelas qualidades pode perder pela falta de dinheiro ou perder para o FMS. Acho que o projeto atrasou muito por conta da falta de um cliente de exportação, pois a Suécia só comprou 60 dos 80 inicialmente previstos.

Adriano Madureira

Mas andei lendo aqui mesmo que os suecos irão aumentar seu percentual de defesa em 2% do PIB, assim como o número de Gripen-E.

O Comandante disse que a Flygvapnet tem 92 Gripens C/D e que encomendou 60 Gripen-E.
Entretanto, em 2023, será produzido um novo Livro Branco de Defesa para a Suécia, com o novo gasto expandido de 2% do PIB. Nesse processo, estão analisando quantos caças serão necessários.


https://www.aereo.jor.br/2022/08/30/com-ingresso-na-otan-suecia-estuda-a-aquisicao-de-mais-cacas-gripen/

Alecs

Torço para que comprem mais aeronaves do modelo E e também do F que a princípio só a FAB teria. Penso ser possível, mas também podem modernizar os modelos C/D aguardando o Tempest. Seria muito bom se comprassem pelo menos 100 E/F no total.

Maurício Veiga

Concordo em grau e gênero, a Suécia não tem peso político global e isso pesa muito a favor do vestuto F16, a própria reabertura da linha de montagem tem por objetivo suprimir qualquer empreitada rival ainda que venha a concorrer com o F35 em algum mercado potencial…

Chris

O F-16 é o “VW GOL” dos caças… Alem de cumprir bem seu papel… Tem os menores custos, é barato e tem garantia de peças por decadas !

O maior interesse de qquer pais com orçamento limitado !

Chris

Sou Gripen desde criancinha… Principalmente pela transferencia de tecnologia !

Mas se o Brasil tem mesmo essa deficiencia em dinheiro e com a historia avisando que quase nunca conseguimos concretizar nossos planos (Com direito a cancelamentos de KC-390 e um belo atraso nas entregas do Gripen)…

Talvez deveriamos ter ido na mesma onda dos outros paises, o F-16 é muito mais barato e ha garantia de pecas ate daqui 50 anos !

A SAAB esta agora focada num caca de 5a geracao. O Gripen E ja devera ser o ultimo de sua linhagem !

Last edited 1 mês atrás by Chris
Alexandre Galante

Morei lá pertinho.

Z Renato Vilhena Z

Sorte sua que você se mudou, Forth Worth é um alvo estratégico e tanto, deve haver umas seis ogivas endereçadas apenas para lá, e mais umas doze para as cidades a sua volta. Eu não queria morar perto de um lugar destes não. Tempos sombrios estão a caminho, uma imensa de uma estrada furiosa.

Alexandre Galante

É verdade rs

Alexandre Galante

Me perdi ali algumas vezes rs

Augusto

Sempre que passo por lá, digo: “agora vamos passar pelos sanduíches de viadutos”. Todo o entorno de Dallas é muito interessante, desde Arlington, passando Fort Worth, até Garland.

Burgos

Metido 🤣

André Macedo

Resumindo: Estão aumentando a produção do caça com excelente reputação de projeto da década de 70, mesmo oferecendo o trambolhão a rodo por aí. Os maiores trunfos do F-35 foram dinheiro no bolso dos executivos da LM e o F-16V. Lembro quando diziam que o F-35 iria substituir os caças americanos em diferentes versões kkkkkkkkkk, agora muito provavelmente vão comprar mais F-16 de qualquer forma, já que a própria USAF já estava interessada em um caça mais leve e mais barato. Engraçado que eu li uma matéria da Forbes onde o jornalista estava indignado e arrancando os cabelos pelo fato… Read more »

Last edited 1 mês atrás by André Macedo
Fábio

Parabéns por colocar tanta bobagem em um texto só.

Teropode

Ele ignora que na atualidade só compra F16 quem tem negado os pedidos para adquirir F35 …..ex : turcos

André Macedo

A própria USAF vai comprar mais caças 4.5g amigão, e a matéria falou na Eslováquia, que é parte da OTAN e foi o primeiro país a enviar equipamento pra Ucrânia, não vejo porque os EUA recusariam vender o trambolhão pra eles. O F-35 tem apenas 38% (inclusive chegou a diminuir de 2020 para 2021) de prontidão graças a problemas na produção dos motores, é tipo carro velho, conserta um problema ali pra aparecer outro ali, quando não é problema técnico é problema na linha de produção. O fato de ter muitos países comprando não diz muita coisa além de um… Read more »

Last edited 1 mês atrás by André Macedo
Teropode

Vc se informou da compra de novos F16 mas ignorou intencionalmente os motivos para a aquisição , tá cheio de matérias dizendo o motivo , mas muitos preferem a creditar na mesma ladainha ., a USAF deixou bem claro o motivo , posso enviar links se desejar ….

.

Last edited 1 mês atrás by Teropode
André Macedo

Você pode espernear contra os fatos, vão continuar sendo fatos.

Azor

Não fosse esta roubalheira com o Orçamento Secreto dava para comprar umas 50 unidades.

Bruno

Infelizmente é verdade, porém, se comprassem mais 50 Gripen, haveria choro e ranger de dentes pela grana ter ido para algo que “ninguém” liga, o “pobrema” do Brasil é bem mais embaixo, triste.

sub urbano

Hoje acredito que teria sido a melhor opção para o Brasil no programa FX. Ele pelo custo e pronta entrega e o SU-35 com o pacote russo que incluia a produção de mísseis russos pela Avibrás.

Rinaldo Nery

Os russos não ofereceram pacote algum. Eu estava na COPAC em 2009.

Jagdverband#44

Talvez os argies consigam alguns F16, para ficarem quietos em relação à aquisição de vetores chinos e russos.

Heinz

Pelo andar da carruagem até ano que vem acho que veremos uns F16 com as cores da Ucrânia.

Jacinto

Um caça projetado ha 50 anos ainsa com pedidos e prova de qualidade. Se bem que entre os F16A e os atuais nao deve haver um componente igual.

Maurício Veiga

Os custos, atrasos e contratempos assim como restrições de exportação do F35 e F22 trouxeram o F16 a vida novamente o mesmo ocorre com o F15, custo/benefício a favor de ambos…

Last edited 1 mês atrás by Maurício Veiga
Chris

So houve uma mudanca de local de fabricacao…

Evaldo Coutinho

Pois é. O “vetusto” ainda continua vivo.

Rodrigo

Tudo indo de f-16 ninguém quer o matador de sukhoi….não entendi…caímos e furada?… Sem zoeira griphen para nós tá OK, acho que 72 caças estamos bem servidos…mais que isso é exagero..

Ivanmc

Tem muita qualidade. Dos lutadores monoreator é o melhor.

Wellington Góes

Vemos a diferença de fazer mudanças na célula, mas buscando manter praticamente o mesmo projeto, podendo modernizar versões anteriores para o mesmo padrão, ou próximo disso, guardando muitos componentes em comum, do quê partir para um novo projeto, só com um mesmo desenho básico…
Advinha quem tem consigo manter as vendas?!

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