segunda-feira, agosto 2, 2021

Gripen para o Brasil

EUA fecham contrato de venda de treinadores turboélice T-6C Texan II para a Tunísia

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) concedeu à Textron US$ 12,5 milhões relacionados ao programa T-6C Texan II da Tunísia.

Anunciado em 11 de junho, o contrato de Vendas Militares Estrangeiras (FMS) prevê a aquisição de itens de produção de longo prazo e sobressalentes para apoiar a entrega de oito T-6Cs para o país do Norte da África em 2022, bem como a realização de uma pesquisa no país para basear as aeronaves.

O trabalho será realizado em Wichita, Kansas, e deverá ser concluído em outubro de 2022.

O contrato chega cerca de 19 meses depois que o Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de até 12 aeronaves de treinamento Texan II para a Tunísia por um valor estimado de US$ 234 milhões.

“A venda proposta substituirá a velha frota de treinadores da Tunísia e permitirá que a Tunísia continue treinando pilotos para apoiar as missões antiterrorismo e de segurança de fronteira da Tunísia”, disse a Agência de Cooperação para a Segurança da Defesa dos Estados Unidos em outubro de 2019.

Além desta aprovação para a variante de treinador T-6C, o governo dos EUA aprovou a venda de quatro aviões da versão de ataque leve AT-6 Wolverine para a Tunísia em fevereiro de 2020.

Tanto o T-6C quanto o AT-6 compartilham 85% em estrutura, aviônica e outros sistemas, e devem substituir a frota da Força Aérea Tunisiana do Aero L-39 Albatros e SIAI-Marchetti SF 260 Warrior que estão em serviço desde 1995 e 1974, respectivamente.

AT-6 Wolverine

Cockpit do Beechcraft T-6C+ Texan II

FONTE: Jane’s

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Marcelo M

Curioso. O preço de quase USS 20 mi por T6 parece um preço salgado. Mesmo se peças sobressalentes e serviços estiverem incluídos, este é o preço do Super Tucano. Aeronave bem mais capaz, e também capaz de exercer as missões de treinamento.

https://www.lexingtoninstitute.org/the-a-29-super-tucano-is-the-international-market-leader-for-light-attack-aircraft/#:~:text=The%20basic%20aircraft%20sells%20for,spare%20parts%20and%20operational%20support.

Rodrigo LD

Eles pressionam política e economicamente para concretizar as vendas militares. O Brasil não tem condições de fazer o mesmo, perdendo negócios importantes. Quem sabe um dia teremos estatura e visão suficientes para impor nossos produtos e nossos interesses.

Joao Moita Jr

Com os EUA simplesmente não dá pra competir. O produto americano pode custar até mais caro, porque tudo é subsidiado pelo US Congress, que simplesmente emite um cheque para a Tunísia, Egito, ou qualquer outro comprador baixo os auspícios de “US Military Aid”.
É assim que a supremacia das vendas bélicas dos Estados Unidos continuam.
Mas no Brasil até hoje ainda não entendem isso, sempre alegando que esse é o “mercado livre”, e que sem interferência nenhuma do governo, milagres econômicos acontecem…

MestreD'Avis

Marcelo, o contrato de A29 para o Afeganistão em 2017 foi de 6 aviões por $174.5M, o que dá perto de 30M por avião e isto a juntar aos primeiros 20 ou 24 que já tinham adquirido

https://www.flightglobal.com/latest-afghan-super-tucanos-cost-1745-million/125954.article

Tendo as duas vendas sido feitas da mesma forma e com o mesmo suporte, parece a forma mais honesta de comparar.
Há paises que aparentemente pagam mais por equipamento americano devido ás condições de manutenção e suporte oferecidas que não são possiveis de fazer com a experiencia local. Estranho que seja o caso da Tunisia mas será certamente do Afeganistão

Marcelo M

Perfeito. Cada contrato é um contrato. Não dá mesmo pra comparar sem analisar os detalhes. Agora, considerando que a ideia do FMS é vender bem mais barato para aliados estratégicos, a diferença, mesmo no seu exemplo, não é tão grande, considerando a enorme disparidade entre as aeronaves.

Mestre D'Avis

Marcelo, acho que entendeu mal o meu comentário. Eu comparei duas compras muito semelhantes de 2 aeronaves diferentes porque ambas foram através de FMS e incluíram o support package.

A diferença são de 10M por aeronave com todo o suporte incluído, de 20M no T6 para 30 no ST. São 50% a mais para levar o Super Tucano! Acha que a diferença não é grande?

Teropode

A segunda foto causa um certo desconforto , da a impressão que aquele trenzim de pouso vai desmanchar naquele areial , os solavancos são extremos 😬😬😬

Tallguiese

Esse FMS e que arrebenta com as vendas dos outros países, inclusive o nosso…..

MestreD'Avis

Claro que poderia! Para o governo americano é igual ser a Textron ou a Sierra Nevada
Mas talvez a Sierra Nevada tivesse entendido que não faria sentido fazer uma proposta ou talvez tenha feito e a Tunisia escolheu a Textron dentro do que pretendia.

Veja como num mesmo post se critica o FMS por ser tão atractivo que não permite competição e ao mesmo tempo se critica o valor destes T-6 por ser demasiado caro.

MestreD'Avis

Mk48, uma pena na realidade e poderiamos tentar discutir o porquê de isso acontecer mas não será fácil aqui no blog

EduardoSP

O ST é fabricado nos EUA e poderia ser comprado com o FMS. Nesse caso o financiamento não parece ter feito diferença.

TIAGO DA SILVA

Hoje na faixa de mercado do T-6 ele reina sozinho e vem conquistando contratos que poderiam ser de uma versão modernizada do Tucano, confesso que fui resistente em pensar que um produto que já deixamos de fabricar ainda teria espaço mas hoje acredito que sim. A Embraer apostou as fichas no EMB-314 Super Tucano e estamos indo bem e que o EMB-312 Tucano foi deixado de lado abrindo uma lacuna que poderia ter sido coberta com uma boa atualização do modelo que até hoje é bem utilizado mundo afora. É sim uma questão de opinião mas deixamos espaço para o… Read more »

Tutu

Um T-27NG.

Last edited 1 mês atrás by Tutu
A6MZero

Realmente a plataforma do EMB-312 ainda tinha potencial como prova o Short Tucano, mas a escolha foi entre ter uma aeronave com maior desempenho e potencial o EMB-314.

Na época a Embraer não tinha como manter dois projetos desse porte, além disso se ambas estivesse no mercado elas em muitos casos competiriam entre si, uma competição interna que não seria bom para nenhuma das plataformas já que os recursos técnicos e financeiros seriam pulverizados em duas aeronaves similares.

Last edited 1 mês atrás by A6MZero
Sergio Cintra

Está ocorrendo isso com os 135/145. O mercado absorvendo as aeronaves da linha com menos de 60 assentos e abrindo novas rotas alimentadoras.

Sincero Brasileiro da Silva

Negócio da “china” esse hein… Todo mundo (brasileiro) pensando que com a entrada da Sierra Nevada o Super Tucano iria “reinar” e vemos justamente o oposto! Sierra Nevada sob ordens do Pentágono está “amarrando” literalmente o ST no mercado…

Fernando EMB

Não procede. A venda é de treinadores, e o super tucano é otimizado para CAS, e não para treinamento. Os 4 aviões de ataque liberados fazem sentido por comunalidade.

Yuri Dogkove

Só eu que não estou surpreso com o “escanteamento” do ST?

Fernando EMB

Se está surpreso é porque não entende que o ST é aeronave para CAS, e aqui se trata de treinadores. Missões diferentes. O T-6 é um treinador nato (por isso é um CAS) pouco adequado. Já o ST é uma aeronave CAS, caro e menos adequado para ser um treinador.

Yuri Dogkove

Ok, Fernando! Vc está certo de que o T-6 é um treinador, mas mesmo ele sendo um “CAS pouco adequado”, ele pode ser sim escolhido no lugar no ST! Meu comentário é em relação a isso. É o tal lobby americano.

Fernando EMB

A compra é primeiramente de treinadores, então…

Max

Fernando, eles estão vendendo os dois T-6 (treino) e AT-6 (ataque)

Max

Nem um pouco surpreso. Colocaram o T-6 a competir com o Tucano. Melhoraram o T6 e engavetaram o Tucano. Até a Colombia, que deu a fama ao Tucano, está comprando da Beechcraft. Tunísia, Vietnã, Tailandia, Mexico, USAF, RAF, Argentina, Alemanha….

willhorv

É…Só lamento de novo…e a cada coisa desta a gente vai diminuindo cada vez mais nossa capacidade de fazer algo. E olha que o osso produto é bom….

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