sábado, maio 15, 2021

Gripen para o Brasil

Esquadrão Pantera (5°/8° GAV) resgata marinheiro em alto mar

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

A missão foi cumprida por uma tripulação do Esquadrão Pantera (5°/8° GAV) e por profissionais de saúde do Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO), nesse domingo (25)

A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, nesse domingo (25), por intermédio do Esquadrão Pantera (5°/8° GAV), uma missão de Busca e Salvamento, a bordo do helicóptero H-60L Black Hawk. Os militares resgataram um marinheiro brasileiro que estava com suspeita de infarto, além de fortes dores no peito e nas pernas. A embarcação estava a cerca de 130 milhas (240 km) da costa, nas proximidades da cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Após notificação, o Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (SALVAERO), unidade da FAB responsável por coordenar buscas aéreas na região, e o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), realizaram o acionamento do Esquadrão. A tripulação do helicóptero, juntamente com um médico e um enfermeiro do Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO), efetuaram o socorro. Para tanto, os profissionais de saúde utilizaram um ultrassom em voo, caracterizando Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea avançada.

O paciente foi resgatado por meio da técnica de içamento tipo convés e transportado para o Aeroporto de Rio Grande, onde uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) aguardava para encaminhá-lo ao hospital. A equipe proveu apoio de UTI avançada na ambulância e coordenou um leito de Centro de Terapia Intensiva (CTI) no Hospital de Cardiologia da Santa Casa de Rio Grande.

O Tenente Aviador Matheus da Rocha Machado conta que o resgate ocorreu em um momento com pouca visibilidade e por causa disso a missão foi mais difícil. “Após o acionamento, decolamos de Santa Maria (RS) para Canoas (RS), onde embarcaram dois militares do HACO, um Oficial e um Graduado, que dariam o suporte aéreo médico de apoio à vida e auxiliariam no momento do içamento. Chegamos à embarcação por volta de 18 horas (horário de Brasília), muito próximo do pôr do sol, que seria às 18h05. Não tínhamos espaço para erro e a sinergia de toda a equipe foi muito importante”, lembra. O procedimento ocorreu em aproximadamente 15 minutos, sem uso de maca.

O militar, que possui habilitação em técnicas de resgate, foi infiltrado para realizar o içamento do marinheiro do convés. “Fizemos a análise da situação e percebemos que a embarcação estava balançando muito. Foi mais uma missão gloriosa para a nossa Força Aérea Brasileira. Afinal, treinamos dia após dia, para isso. Ou seja, quando alguém precisa, mostramos que estamos prontos. Cada um fez a sua parte e temos mais uma vida salva”, comemorou.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Jefferson Henrique

Muito Bom ! Excelente trabalho, interessante também a autonomia do H-60L.
Este é um helicóptero muito útil nas 3 Forças, onde mais unidades seriam bem-vindas.

Matheus

Porque um Heli do exército e não da Marinha?
Nenhuma unidade estava perto?

Mauro Cambuquira

Eu não consegui descobrir a aeronave do EB nessa matéria.

LUIS NATAL

Matheus, se não me engano as aeronaves disponíveis da MB em Rio Grande são do modelo Esquilo, incompatíveis com esse tipo de missão (autonomia, carga, etc), além disso o Esquadrão Pantera realiza treinamentos específicos compatíveis com as características do evento. Meus parabéns a todos que participaram da missão.

Peter nine nine

O que o leva a crer que teria de ser a Marinha a fazer o resgate. Grande parte das instituições ao redor do mundo que realizam este tipo de serviço são ou independentes/semi-independentes ou precisamente ramos militares aéreos, ou seja, forças aéreas. Em muitos desses países, e bem, os ramos navais contam com meios aéreos como ferramenta orgânica da frota e esses meios têm como missão principal o desdobramento a partir precisamente de meios navais. O mar brasileiro não é da Marinha, é do Brasil. Espanta me esta coisa que vejo a vir da boca de brasileiro de que no… Read more »

Bille

Tem gnt precisando aprender ler ao invés de só olhar figurinha…

Rodrigo LD

As equipes de prontidão 24 do SAR são encargo da FAB. Aqui no sul, é responsabilidade do Esquadrão Pantera de Santa Maria.

Thor

Apenas um pequeno esclarecimento. A estrutura SAR no mar é coordenada pelo SALVAMAR Brasil, gerenciado pela MB, mas compartilhado com a FAB. Em cada Distrito Naval tem um, centro regional. No caso, certamente o pedido de socorro chegou ao SALVAMAR Sul. O SALVAMAR verifica e aciona o meio para o resgate, podendo ser da MB ou FAB, dependendo do local.

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