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Saab revela novo míssil despistador para o Gripen

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Para ampliar, clique na imagem da apresentação da Saab

A oferta da Saab para a Finlândia inclui sistemas avançados de guerra eletrônica, incluindo um Pod Jammer de Ataque Eletrônico recém-desenvolvido e um sistema de míssil despistador

A oferta da Saab à Finlândia para a aquisição do caça HX inclui o caça a jato Gripen E/F e o Sistema de Alerta Antecipado e Controle GlobalEye.

Como parte da capacidade de Guerra Eletrônica E/F do Gripen, a Saab agora revela o desenvolvimento de um novo sistema de míssil despistador leve, o Lightweight Air-launched Decoy Missile (LADM). O míssil despistador e o novo Electronic Attack Jammer Pod, que a Saab iniciou os testes de voo em 2019, garantirão que os pilotos finlandeses estarão protegidos de radares e mísseis inimigos.

O novo míssil despistador será um jammer substituto altamente capacitado para as missões mais exigentes. Ele atuará como um multiplicador de força, pois reduz o número de mísseis e aeronaves necessários para completar uma missão. O míssil despistador pode bloquear ou criar alvos falsos para radares de aquisição, rastreamento, controle de fogo e aerotransportados.

Saab Gripen E na Finlândia com o Electronic Attack Jammer Pod sob a asa

“Nossa oferta para a Finlândia, combinando o Gripen E/F e GlobalEye como multiplicadores de força, protegerá o povo e as fronteiras da Finlândia, proporcionando uma consciência situacional abrangente e um verdadeiro efeito de dissuasão.

“O míssil chamariz, que apresentamos hoje, constituirá um forte acréscimo às capacidades de ataque eletrônico do Gripen E/F. A carga útil do novo míssil despistador foi desenvolvida em grande parte na Finlândia e isso fortalecerá nossa oferta para a Finlândia ainda mais ”, disse Jonas Hjelm, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios da Saab Aeronáutica.

O desenvolvimento do novo míssil despistador significa que a Saab expandirá seu Centro de Tecnologia em Tampere, Finlândia, com funcionários mais qualificados. A Saab já estabeleceu uma parceria técnica profunda com a Aalto University, onde mais de 10 projetos de pesquisa estão em andamento nas áreas de sensores avançados e inteligência artificial.

Saab GlobalEye
Saab GlobalEye

DIVULGAÇÃO: Saab Group

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Tomcat
Tomcat
22 dias atrás

Interessante. Esse míssil chamariz teria alguma valia na FAB?

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Tomcat
22 dias atrás

Acho que sim, certamente complicaria o sistema de defesa de algum possível inimigo.

Não sei se valeria a pena o custo, dado o cenário de oponentes que teríamos que enfrentar quando atacassem o Brasil.

Gustavo
Gustavo
Reply to  Ricardo Bigliazzi
22 dias atrás

EW é o melhor custo x benefício, pode ter ctz quanto a isso.

Luís Henrique
Luís Henrique
22 dias atrás

Com certeza. Aumenta a probabilidade de sucesso da missão, uma vez que o LADM “enganará” os radares do inimigo, evitando que o nosso Gripen seja destruído tanto por sistemas antiaéreos como por outros caças.

Me dê papai. Rss

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Luís Henrique
22 dias atrás

Vem ni mim LADM

Fabio Araujo
Fabio Araujo
22 dias atrás

Isso é muito interessante, os submarinos já utilizam sistemas chamarizes, e contra um sistema de defesa aérea grande um chamariz desse pode ser útil pois vai estressar a defesa aérea com ela atirando a esmo!

Rodrigo Maçolla
Rodrigo Maçolla
22 dias atrás

Na minha opinião o Gripen E/F já ganhou na Finlândia , e isso é bom pra FAB também

Tomcat4,2
Tomcat4,2
Reply to  Rodrigo Maçolla
22 dias atrás

Exatamente, onde rolar Gripen E e principalmente o F vai rolar dindin ,manutenção da cadeia produtiva no Brasil.

Haroldo
Haroldo
Reply to  Rodrigo Maçolla
22 dias atrás

Hummmm, não. O avião é da SAAB não dá FAB ou da Embraer. No máximo se assim os Finlandeses quiserem usar o painel WAD a empresa brasileira que constró estes painéis vai poder prestar manutenção. E só.

ALLAN
ALLAN
Reply to  Haroldo
22 dias atrás

Vai ser bom no sentido das peças para manutenção ficarem mais baratas devido ao aumento da escala de produção, isso consequentemente vai gerar uma economia de custos ao longo da vida da aeronave;
Outro fator vai ser a gereçao de receitas da empresas de defesa brasileira que irá atuar nesse contrato gerando a manutenção das empresas de alta tecnologia, garantindo que elas estejam sempre atualizadas.

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  Haroldo
21 dias atrás

Então não é a Embraer que está desenvolvendo a versão F em conjunto com a SAAB? Larga mão de se best…..

Mateus Lobo
Mateus Lobo
Reply to  Rodrigo Maçolla
22 dias atrás

Também acho muito difícil dele não ganhar lá. A proposta da Saab é ótima e são países vizinhos que se consideram como irmãos.

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Rodrigo Maçolla
22 dias atrás

A fuselagem e outras partes que sejam específicas p/ o Gripen F serão produzidas no Brasil.

DSC
DSC
Reply to  Rodrigo Maçolla
22 dias atrás

kkk Eu não compartilho essa sua opinião/certeza/confiança.  Não acho que seja impossível a oferta de Gripen E/F da Saab (até porque eles estão oferecendo também um Globaleye néh) ser a vencedora mas também não acho que seja o caça favorito e com maiores chances de ganhar o HX Challenge… Eu penso e acredito que o resultado da avaliação finlandesa será pelo menos um pouco semelhante ao da avaliação do MoD da Dinamarca publicada/revelada em 2016… Nessa avaliação, foram avaliados 3 dos 5 concorrentes que estão partipando no HX Challenge: F-35, F/A-18 Super Hornet, e Eurofighter.  Estes 3 caças candidatos foram… Read more »

Rogério Loureiro Dhierio
Rogério Loureiro Dhierio
22 dias atrás

Estou torcendo para esse negócio vingar na Finlândia.

Seria o terceiro país para o Gripen E.
Mais clientes aumentam visibilidade e chances para outros clientes mais.

JSilva
JSilva
Reply to  Rogério Loureiro Dhierio
22 dias atrás

Aumenta a escala, diminui os custos, e com mais clientes se torna viável para as empresas investirem em futuras atualizações. Se os fornecedores brasileiros conseguirem entrar na cadeia global do Gripen, como a AEL entrou, qualquer venda posterior será benéfica para nós.

Augusto L
Augusto L
22 dias atrás

Não gosto da proposta da SAAB, um caça com um radar AESA e uma suite eletrônica poderosa como o Gripen não precisa de um jammer de escolta, apesar de os decoys serem interessantes, a desvantagem é que a SAAB não tem nenhum operacional.

Voltando ao jammer, era mais interessante atualizar o radar para cumprir essa missão e fazer uma versão dedicada para atuar como jammer stand-off.

pampapoker
pampapoker
Reply to  Augusto L
22 dias atrás

Digamos que o jammer custa 5 milhões…o gripen 50 milhões… O que vale a pena ser destruído por um AA ou um outro caça.

Augusto L
Augusto L
Reply to  pampapoker
22 dias atrás

Pampapoker o pod do jammer de escolta vai no Gripen, então se ele for destruído vão ser 55 milhões perdidos

Augusto L
Augusto L
Reply to  Augusto L
22 dias atrás

Eu falei do jammer de escolta não dos drones despistadores, esses são interessantes mas a SAAB nunca mostrou um operacional os americanos tem por exemplo o MALD-D.

ALLAN
ALLAN
Reply to  Augusto L
22 dias atrás

O gripen como qualquer caça da geração 4++, ja possui capacidade de guerra eletrônica, no entanto os jammers veio para ampliar essa capacidade, esses pods são operados por quase todas aeronaves de caça do mundo, até o EA-18 Growler usa pods de guerra eletrônica e de jammer, melhor uma aeronave ter e nunca precisar usa do nao ter e precisar.

Augusto L
Augusto L
Reply to  ALLAN
22 dias atrás

O EA-18 Growler é uma aeronave dedicada a stand off jammer, o que eu sugeri para Gripen

Augusto L
Augusto L
Reply to  Augusto L
22 dias atrás

E não a versão normal usar um pod defensivo, isso é pra aeronaves legadas

bjj
bjj
Reply to  Augusto L
22 dias atrás

Augusto Acredito que a proposta da Saab é correta do ponto de vista comercial. Se ela focasse em evoluir o radar do Gripen para funcionar como jammer, só teria acesso á esta capacidade quem adquirisse o Gripen. Fazendo isto numa solução pod, ela pode vender tanto para os usuários do Gripen quanto para os usuários de outros aviões que estejam procurando um pod jammer, ou seja, é um mercado mais amplo. Do ponto de vista operacional, existem vantagens e desvantagens. A desvantagem de um pod em relação a utilizar o próprio radar como jammer é ocupar um ponto de armas,… Read more »

Kemen
Kemen
Reply to  Augusto L
21 dias atrás

A proposta da Saab se baseia no que o cliente quiser. Assim sendo, temos o radar AESA com o sistema de detecção de ameaças vindas (misseis vindos do ar da terra ou do mar) que também se pode tentar interceptar com outro missil, mas então se bem sucedido o caça teria um missil a menos. Outra opção seria manter sempre ativo o pod jammer de ataque eletronico, tentando despistar o missil. Mais uma opção seria utilizar os conhecidos Chaff & Flare que tem recebido novos materiais mais eficazes. Em vez de utilizar os Chaff & Flare a proposta da Saab… Read more »

Augusto L
Augusto L
22 dias atrás

Os drones despistadores servem de isca para tanto suprimir os radares eletronicamente como para fazer o inimigo a liga-los expondo sua posição.

A USAF suprimiu a defesa aérea de Bagdá assim em 91, a famosa “festa de Pubar”, os israelenses usaram a mesma tatica em 82 na Mole Cricket 19

Augusto L
Augusto L
Reply to  Augusto L
22 dias atrás
Tomcat4,2
Tomcat4,2
22 dias atrás

Bacana que, pela primeira foto , na ilustração, se vê que o POD sendo levado por um dos Gripen’s já fornece a cobertura para mais um logo na frente. Que máquina fantástica e ultra moderna. Este sistema como um todo faz/torna o Gripen E basicamente invisível aos radares, show de tecnologia da SAAB

Allan Lemos
Allan Lemos
22 dias atrás

O Gripen brasileiro terá esse Jammer Pod?

Coutinho
Coutinho
Reply to  Allan Lemos
22 dias atrás

Não. O Gripen brasileiro tem um sistema de EW integrado ao caça chamado Arexis. Esse pod é uma evolução do Arexis. O LADM é um produto novo e não faz parte do pacote que adquirimos. Me corrijam se eu estiver errado.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Coutinho
22 dias atrás

Correto, apesar de o Gripen já tem uma EW de ponta, com o pod a capacidade dele aumenta para ser melhor que o Fa18G

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
22 dias atrás

Esse míssil faria por assim dizer,o papel de um Gripen enquanto a aeronave ficaria segura?

Augusto L
Augusto L
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
22 dias atrás

Na verdade não.

É só um chamariz mesmo, para fazer as defesas aéreas inimigas denunciarem sua posição, essa é sua principal função

Algumas versões mais complexas como o MALD-J que o Galante citou além de poderem passar a assinatura eletrônica de um caça para melhor enganar as defesa áreas podem ser usados como drones suicidas ou como um supressores eletrônicos de defesa área mas so em curto alcance, pelo que se tem informação.

Last edited 22 dias atrás by Augusto L
Diener
Diener
22 dias atrás

Desculpem minha ignorância, mas, tudo isso que foi citado está incluído também na transferência de tecnologia do Gripen para o Brasil?

Coutinho
Coutinho
Reply to  Diener
22 dias atrás

Não. São produtos novos desenvolvidos pela SAAB para o mercado internacional.

Diener
Diener
Reply to  Coutinho
20 dias atrás

Obrigado!

Cleber
Cleber
22 dias atrás

Esse sistema “salvo engano” , ja foi usado na primeira Guerra do Golfo em 1991 pelos americanos , iscas para enganar os radares inimigos .

bjj
bjj
22 dias atrás

A Saab ta jogando pesado nessa concorrência. Posso estar errado, mas ao que parece foi a úncia empresa a ofertar junto um AWACS, que é um tipo de aeronave que a força aérea finlandesa não possui e importantíssima numa guerra moderna. Se for isto mesmo, a força aérea finlandesa vai ganhar uma capacidade de vigilância e guerra centrada em rede muito avançada. Seria possível monitorar os caças russos ainda dentro de seu território, mesmo em voo baixo, bem antes de se aproximarem do espaço aéreo finlandês, de tal forma que a capacidade de resposta seria muito superior a qualquer outro… Read more »

JSilva
JSilva
Reply to  bjj
21 dias atrás

Também acho que a oferta do Globaleye é um diferencial para a proposta da Saab, principalmente para um país que não possui AWACS. O F-35 vem sendo o favorito naquela região mas para um país rico operar uma espinha dorsal moderna de Gripens com um núcleo de F-35 não é uma má opção, um custo benefício melhor.

bjj
bjj
Reply to  JSilva
20 dias atrás

JSilva

A referência de alcance para o radar Ereye que encontrei é de cerca de 350 km para alvos do tamanho de caças. O Ereye ER, que equipa o Globaleye, supostamente aumenta o alcance em 70%, o que daria um alcance de 590 km contra alvos do tamanho de caças.

Criei no mapa da Finlândia um círculo com raio de 590 km partindo do centro do país. Um Globaleye, operando dessa localização, cobriria todo o território da Finlândia e mais parte considerável do espaço aéreo dos países vizinhos. Sem dúvidas será um baita diferencial nessa concorrência.

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Kemen
Kemen
22 dias atrás
Carlos Campos
Carlos Campos
22 dias atrás

nossa que noticia boa, deve ser caro, mas imagina nossos gripens que já tem uma EW de alto nível com o pod externo e esse míssil, seria o Gripen Growler, uma frota inimiga que se aproximasse do Brasil seria atacada usando esses instrumentos, os inimigos iriam atacar alvos falsos, além de que não conseguiriam travar nos gripens, ao mesmo tempo que o Gripen ficaria na capacidade lançar mais um ataque com mísseis anti-navio e ar-ar.

Carvalho2008
Carvalho2008
21 dias atrás

De fato, um Gripen Growler

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
21 dias atrás

“Nossa oferta para a Finlândia, combinando o Gripen E/F e GlobalEye como multiplicadores de força, protegerá o povo e as fronteiras da Finlândia, proporcionando uma consciência situacional abrangente e um verdadeiro efeito de dissuasão”.

Os Suecos querem emplacar a finlândia,quando se quer ganhar tem que usar as cartas certas…

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
21 dias atrás

O cenário usado é denominado Code Name: Red Island, 2016 , e apresenta um ataque anfíbio russo nas Ilhas Åland. Isso é parcialmente irrelevante, porque simplesmente o usaremos para ver alguns exemplos de sensores e distâncias de armas. Aqui temos uma série de sistemas de vigilância baseados em solo. Para os russos, a linha pontilhada branca representa um radar Kasta 2E2 (designação da OTAN ‘FLAT FACE’), que é um moderno sistema russo de vigilância aérea de longo alcance. A linha pontilhada branca mais larga é o S-200 associado 5N87 ‘BACK NET’. Lembre-se de que a curvatura da Terra causará sombras significativas em distâncias maiores. As duas bases da Força Aérea… Read more »