Home Aviação Comercial Embraer consegue financiamento de US$ 600 milhões

Embraer consegue financiamento de US$ 600 milhões

2702
39
E190-E2

A Embraer fechou um contrato de financiamento de exportações de até US$ 600 milhões (R$ 3,1 bilhões neste segunda, 15), com prazo de até quatro anos.

Metade do valor será financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o resto, por um consórcio de bancos, 50% estatal, 50% privado.

Trata-se de financiamento de capital de giro para exportações, na modalidade de pré-embarque, com taxas de juros de mercado segundo a empresa.

O objetivo é dar um sinal de vitalidade. No mundo todo há cancelamentos de encomendas de empresas aéreas devido ao baque da pandemia de Coronavírus, que reduziu em alguns momentos o tráfego de passageiros em 90% na Europa e nos EUA.

Até agora, a Embraer diz que apenas mudou datas de entregas, mas que não perdeu nenhum negócio por causa do coronavírus.

FONTE: Folha de São Paulo

Subscribe
Notify of
guest
39 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Ari Levinson
Ari Levinson
5 meses atrás

Depois de alguns bons anos sendo usado como cofrinho para os amigos do “Rei” o BNDES volta a cumprir a sua função institucional

MMerlin
MMerlin
Reply to  Ari Levinson
5 meses atrás

Em teoria, o BNDES nunca fugiu da sua função constitucional. O grande problema é que devido as determinações vindas das gestões anteriores, fizeram vistas grossas tanto na avaliação dos contratos pré-formalizacão quanto na fiscalização dos mesmos.
Ou seja, “criaram” brechas para abraçar os valores investidos pelo banco. E veja que ainda nem quis entrar nas questões de cobranças das dívidas deixadas pelas empresas.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Ari Levinson
5 meses atrás

A Embraer é fonte de desenvolvimento e riquezas, temos que apoia-lá.

calvario
calvario
Reply to  Ari Levinson
5 meses atrás

E se a Embraer vender para Cuba, Venezuela, Russia, China, pode, agora no governo do Bolso, ser financiado pelo BNDES?

Renato Vieira
Renato Vieira
Reply to  calvario
5 meses atrás

E pode vender com os embargos? Com tanto componente americano, os EUA permitiria?

Marcos10
Marcos10
Reply to  calvario
5 meses atrás

Na verdade a Embraer já vendeu para Venezuela, Argentina e China. Se não pagarem? Você pode apoiar os americanos em um embargo e tentar receber no governo seguinte.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Marcos10
5 meses atrás

Caro Marcos. O BNDES contratou recentemente um escritório na Inglaterra para a retomada de aviões E175 vendidos para um empresa inglesa (Flybe) que faliu. Anos atrás, quando a RIoSul faliu, o BNDES retomou as aeronaves E145, que foram adquiridos pela FAB.

Vagner Luiz
Vagner Luiz
Reply to  calvario
5 meses atrás

Desde que pague, não há nenhum problema.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Ari Levinson
5 meses atrás

Caro Ari. Na página do BNDES você encontra todos os projetos aprovados. Gostaria que você indicasse um que tenha sido concedido fora dos parâmetros do banco.

ALISON L C SILVA
ALISON L C SILVA
Reply to  Camargoer
5 meses atrás

Como eles pagariam se sofrem eternos embargos dos EUA…

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  ALISON L C SILVA
5 meses atrás

“Como eles pagariam se sofrem eternos embargos dos EUA”
 
Se havia o risco de calote (ainda que a desculpa das sanções dos EUA seja mais furada que peneira) por que fizeram os empréstimos? Você mesmo respondeu….

Camargoer
Camargoer
Reply to  Camargoer
5 meses atrás

Olá Observador. A questão seria sim se os financiamentos estavam dentro dos parâmetros do Banco. Se estavam era porque atendiam às condições que o banco coloca a qualquer pedido de financiamento, inclusive na análise de risco, o que torna a operação de empréstimo legal e qualificada. O fato de uma empresa ou instituição ter problemas para pagar são inerentes já que empresas privadas também tiveram problemas, como ocorreu recentemente com uma empresa inglesa que comprou aviões da Embraer mas foi a falência. O BNDES só aprova o financiamento após análise técnica do projeto, inclusive dos riscos. Se o financiamento foi… Read more »

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Camargoer
5 meses atrás

“O argumento de uso político só poderia ser usado para criticar o banco se algum financiamento tivesse sido aprovado sem que atendesse os critérios do banco. Isso não houve.”   Ainda que sob o aspecto jurídico formal os empréstimos concedidos estejam de acordo com a legislação e as regras do banco sob o aspecto político, que encerra os juízos de oportunidade e conveniência, podem estar bastante equivocados, e é exatamente aqui que está a minha crítica à malfadada política que norteou a concessão de empréstimos no banco durante o período de 2003 a 2016.   Conforme informações abundantemente expostas pelos… Read more »

Ricardo Ramos
Ricardo Ramos
Reply to  Ari Levinson
5 meses atrás

Caro Ari, deve-se aqui lembrar que o BNDES não foi o único a aportar recursos nas X empresas, tendo grandes bancos privados, bem como fundos com gestores experientes adentrado por esses caminhos onde perderam muitos recursos, mas isso é parte do risco. Basta ver o lucro apurado.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Ricardo Ramos
5 meses atrás

Os bancos privados estão aí para isso mesmo e cobraram juros de mercado, ao contrário do BNDES, que é banco de fomento e praticou juros abaixo do mercado.

Ricardo Ramos
Ricardo Ramos
Reply to  Camargoer
5 meses atrás

Caro Observador, as contas do BNDES já passaram por diversas auditorias, até mesmo da PF, sem que fossem encontradas quaisquer irregularidades.
 
Os apontamentos feitos pela CPI não tem embasamento em fatos, mas em desejos dos deputados.
 
Infelizmente temos muito discurso politico e nada técnico.

João Augusto
João Augusto
Reply to  Ari Levinson
5 meses atrás

Podia mandar essas informações privilegiadas suas pro pessoal que fez perícia nos contratos da referida instituição e não encontrou irregularidade alguma.
Povo gosta de fantasiar…. Deus do céu.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  João Augusto
5 meses atrás

Acho que o colega não percebeu mas não estou falando do aspecto meramente jurídico formal mas sim adentrando no juízo de oportunidade e conveniência da malfadada política de “campeões nacionais”, obra de três diplomatas megalomaníacos em conluio com três acadêmicos frustrados e guindados à cargos no GF, pela qual o banco de fomento estatal serviu de cofrinho, emprestando dinheiro com garantias relaxadas, para empreiteiras corruptas cujo maior mérito eram ser amigas do “Rei”, em trocas de favores tal como a reforma daquele sítio lá de Atibaia lembra?   Ademais cumpre lembrar que os mesmos favores no Banco foram estendidos ao… Read more »

ALISON L C SILVA
ALISON L C SILVA
Reply to  Ari Levinson
5 meses atrás

Falou besteira… Ja foi feita auditoria que constatou que não houve nenhuma irregularidade contabil.
 
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-01/auditoria-externa-nao-encontrou-irregularidade-em-contratos-diz-bndes

Camargoer
Camargoer
Reply to  ALISON L C SILVA
5 meses atrás

Olá Alisson. Exato. Dizer que o BNDES aprovou financiamentos que violavam os critérios do banco sem dizer qual foi esse financiamento está errado.

Tomcat4,2
Tomcat4,2
5 meses atrás

É isso aí, tem que ajudar a Embraer a seguir firme. Tem uma matéria q li em q o GF está custeando o retorno de alguns aviões da recém falida Flybe Limited;
 
https://veja.abril.com.br/blog/radar/governo-tenta-retomar-jatos-da-embraer-de-companhia-inglesa/

Filipe Prestes
Filipe Prestes
Reply to  Tomcat4,2
5 meses atrás

O governo tá cobrando o que é dele já que o montante saiu dos cofres do BNDES

Camargoer
Camargoer
Reply to  Filipe Prestes
5 meses atrás

Olá Filipe. Os financiamentos para a vanda das aeronaves da Embraer (exportação ou importação) têm as aeronaves como garantia. Quando a RioSul (Varig) faliu, o BNDES retomou as aeronaves que foram adquiridas pela FAB (O MinDef pagou ao BNDES pelas aeronaves).

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Tomcat4,2
5 meses atrás

Algumas dessas devem acabar indo substituir os C-99, ou completá-los, que anos atrás acabaram sendo incorporadas de forma parecida, no caso, de devolução da ex-Rio-Sul. O restante deve, também, serem ofertadas à aéreas privadas (nacionais ou estrangeiras).

Filipe Prestes
Filipe Prestes
5 meses atrás

Achei o valor um tanto “baixo” pra perspectiva nefasta de 2021. Hoje a S&P rebaixou a nota da Embraer que perdeu o grau de investimento. Creio que esse será apenas o primeiro pacote que a empresa vai necessitar. Espero que ela tenha sucesso e que possa tirar da prancheta o quanto antes o turboélice comercial para diversificar o portfólio.

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  Filipe Prestes
5 meses atrás

Felipe Prestes;
Pois é! A Standard & Poor’s já rebaixou até os Estados Unidos!
 
 

Entusiasta Militar
Entusiasta Militar
Reply to  Filipe Prestes
5 meses atrás

Trata-se de “Capital de Giro”, ou seja. só uma reserva. um ajudinha no caixa para uso em qualquer eventual calote e evitando assim desequilibrar as finanças da Empresa … não adianta conseguir bilhões e ficar com grana parada no caixa, porque juros de mercado sao altos.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Filipe Prestes
5 meses atrás

Olá Filipe. A Boeing também foi rebaixada. Acho que só a a Amazon teve nota elevada…

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Reply to  Camargoer
5 meses atrás

Boa noite a todos os Senhores e a ti também Camargo! Pois é, a Amazon, Facebook e outras saíram ganhando com o Covid19. Os caras ganham grana copitando nossos perfis de consumo e não empregam quase ninguém…. Assim fica fácil ganhar dinheiro.

CM

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Claudio Moreno
5 meses atrás

Claudio,

Big Data, Data Analytics e IA.

Jorge Cardoso
Jorge Cardoso
Reply to  Claudio Moreno
5 meses atrás

A Amazon emprega em torno de 800.000 pessoas ao redor do mundo, o que a coloca entre os 10 maiores empregadores privado. Realmente quase ninguém…

Sagaz
Sagaz
5 meses atrás

Com empresas aéreas gigantes na UTI, tomara que o cenário futuro seja de novas cias entrando com jatos regionais novos e econômicos, o que é o forte da EMBRAER

Adriano RA
Adriano RA
Reply to  Sagaz
5 meses atrás

Essa é também minha esperança. A crise “reacendeu” a necessidade de aeronaves menores, pela queda do número de passageiros. Essas aeronaves estavam sendo encostadas e a assistência técnica da Embraer também vai ter muito trabalho pela frente.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
5 meses atrás

600 milhões. Até parece muito dinheiro. No mercado que a Embraer atua, isso mal paga 2 aeronaves de grande porte como o 787.
 
Enquanto isso nas zoropa, a França anunciou um pacotão de 15 bilhões de zoropas para segurar a barra na indústria aeronáutica de lá. 1,5 bilhão é só para um sucessor com motorização híbrida do Esquilo (Ecureuil por lá).
 
https://www.flightglobal.com/helicopters/france-to-fund-development-of-hybrid-successor-to-h125-helicopter/138752.article
 

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Clésio Luiz
5 meses atrás

Clesio, comparações infelizes!! Olha o tamanho da Airbus e sua carteira de clientes, assim como cancelamentos e o tamanho da cadeia produtiva européia que apoia Toulouse, além de milhares de empregos! Sem falar que a AirFrance-KLM pediu o penico, fora as que faliram antes da pandemia. A Embraer não parou, estuda um turboélice de 70 lugares, vai entregar mais um KC-390 para FAB, tem a EmbraerX, o negócio da Boeing melou, mas vamos em frente, etc. Acho que você comparou abacaxi com laranja, ambas são frutas mas , diferentes!

Camargoer
Camargoer
Reply to  Clésio Luiz
5 meses atrás

Olá Clésio. Acho que a Embraer disse que o calote que a Boeing deu era da ordem de US$ 400 milhões.

Marcos10
Marcos10
5 meses atrás

Mais pressão em cima de todo mundo. Airbus, com apoio do governo francês, pretende desenvolver substituto para o A320 Neo, com custo de consumo 30% abaixo do que é hoje. Para 2026/2028.

LUCIANO DO PRADO
5 meses atrás

Tenho ações da Embraer e continuarei comprando.

Dr. Telêmaco
Dr. Telêmaco
5 meses atrás

Quanta diferença. Realmente a Terra não é plana (estavam quase me convencendo). O mundo realmente dá voltas. Até uns seis meses atrás o que mais se via pela blogosfera era funcionários da Embraer debochando de quem era contra a “parceria” com a Boeing. Os deboches eram de uma soberba enorme, via de regra incluindo coisas como “a empresa nem brasileira é” , “só monta aqui”, “já tá tudo na Flórida há tempo” e “sou engenheiro e vou ter um Green card..chola mais, tá tisti tupiniquim?” e por aí vai. Até que veio uma pandemia, a Boeing roeu a corda e… Read more »