quarta-feira, maio 19, 2021

Gripen para o Brasil

Motor RM12: Suporte ao Gripen por mais de 300 mil horas de voo

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Motor RM12 que equipa o Gripen

Para uma aeronave monomotor, a segurança do motor é de suma importância. Portanto, quando a Volvo Aero (agora GKN Aerospace) foi contratada para desenvolver ainda mais o motor F404 da General Electric (que antes só havia sido usado em aviões bimotores), conforme o primeiro requisito do Gripen na década de 1980, ela teve que reprojetar o motor para aumentar sua confiabilidade e potência.

O resultado da grande reformulação foi o RM12, um motor que atendeu a todos os requisitos de missão do Gripen, a um baixo custo de ciclo de vida. O RM12 também se vangloriava de um design relativamente mais simples e menor peso comparado ao seu antecessor. Com este poderoso motor, o Gripen voou por mais de 300.000 horas até agora, sem nenhum acidente relacionado ao motor.

“É verdadeiramente único e um grande atrativo para a Volvo Aero”, diz Robert Johannesson, gerente comercial da GKN Aerospace, com um passado nas Forças Armadas.

A GKN Aerospace é fornecedora de motores de caça para as forças armadas suecas desde 1930. A empresa hoje possui o certificado de tipo RM12, o que significa que é responsável pelo suporte ao produto durante toda a vida útil do motor. Os operadores do Gripen enviam seus motores para as instalações da GKN Aerospace em Trollhättan para serviços e manutenção.

RM12

“Temos uma oficina de manutenção muito precisa e essa é outra razão pela qual o RM12 nunca falhou. Quando se trata de serviço, não apenas examinamos o módulo específico que apresentou problemas, mas também verificamos todo o motor. Isso significa que detectamos erros que nem sequer foram descobertos pelo cliente ”, diz Robert Johannesson.

Em 2017, o motor RM12 alcançou outro marco ao demonstrar um excelente desempenho com biocombustível 100% renovável. O motor teve um bom desempenho tanto em voo quanto em terra.

A última variante do Gripen, o Gripen E, é equipado o sucessor do RM12, RM16. A GKN Aerospace também será responsável pela fabricação e pelo suporte ao produto do motor sucessor.

“A razão pela qual temos confiança para sermos responsáveis ​​pela manutenção do RM16 é em grande parte porque comprovamos nossa capacidade com o RM12. A Força Aérea está satisfeita com o suporte ao produto que possuímos e deseja o mesmo suporte para o RM16. O Gripen com o RM12 foi uma das aeronaves exportadas mais bem-sucedidas de todos os tempos. Espero que possamos continuar nesse caminho glorioso também com o RM16 “, conclui Robert Johannesson.

FONTE: Gripen Blog

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Davi

Essa empresa terá uma planta no Brasil dedicada aos motores dos Gripens brasileiros ou a FAB terá que enviar os motores para a Suécia quando necessário?

Augusto

Depois que a GE Aviation adquiriu a Avio do Brasil, passou a ser viável que ela faça a manutenção completa das turbinas do Gripen em Petrópolis. Depende de eventual acerto com a FAB, mas até agora nada foi divulgado.

Alessandro Vargas

O RM16 também é baseado no antigo F404, ou é um projeto com design e características novas?

Karl Bonfim

Alexandre, uma pergunta de leigo: O F414 e o F-18 super hornet tem capacidade super cruise como o RM12 e o gripen ng?
 

Last edited 11 meses atrás by Karl Bonfim
Italo Souza

O RM12 é baseado no F404, o RM16 baseado no F414.

Podemos dizer que o F414 é uma evolução do F404, igualmente o RM16 uma evolução do F414.

Eu colocaria dessa forma, isso deve responder sua pergunta.

DSC

O RM16 não é uma evolução do F414. É apenas uma das várias versões deste…
 
RM16 parece ser a designação que os suecos deram para o motor F414-GE-39E, que é simplesmente a versão do motor F414 adaptada para o Gripen E/F.
 
https://www.geaviation.com/sites/default/files/datasheet-F414-GE-39E.pdf

Italo Souza

O RM16 É uma versão do F414 com alterações moduladas, sim ele é uma evolução.

Sendo uma variação, no se exclui a parte que ele é modificado e atualizado, simplificado e com maior potência.

JSilva

Pelo que li anteriormente, a atualização que a antiga Volvo Aero fez no F404 da General Electric, inclusive aumentando sua potência, para o Gripen C/D, não houve no F414. Entendi que o RM16 seria apenas a designação sueca para o F414 GE sem nenhuma alteração no mesmo.

Denis

É evolução sim, caro. No sentido lato.

DSC

Karl,
 
Não, o F/A-18 Super Hornet não tem capacidade supercruise.
 
E o motor do Gripen E/F não é o RM12.
O RM12 é o motor dos Gripen C/D e é uma versão adaptada e mais potente do F404-GE-402 usado nos F/A-18C/D Hornet.
 
O motor do Gripen E/F é o F414-GE-39E (mas possui o mesmo empuxo que o F414-GE-400 usado nos F/A-18E/F Super Hornet):
https://www.geaviation.com/sites/default/files/datasheet-F414-GE-39E.pdf
 

Last edited 11 meses atrás by DSC
marcus

Porque a SAAB não optou pelo F414 Enhanced Engine, para equipar o Gripen E?
26 mil libras de potência.

f414.JPG
Zorann

Existe uma entrevista no site da SAAB a respeito dessa pergunta. A resposta foi simples: a SAAB escolheu a versão mais madura do motor, mas está aberta a clientes que desejem usar o F414 Enhanced Engine

Ricardo Bigliazzi

Um belo motor.

JuggerBR

Suécia, um país muito menor e mais ´pobre´que o Brasil, consegue desenvolver motores a jato, mesmo que por licença, apenas porque leva a sério sua defesa aérea…

NashArrow

Suécia não é mais pobre que o Brasil, muito pelo contrário. Você não pode comparar uma família que ganha 10 mil e possui dez membros, contra uma família de um membro que ganhe 9 mil. O Brasil assim como a China e a Índia são países pobres que possuem uma grande população

Last edited 11 meses atrás by NashArrow
Edmilson Sanches

Tem um PIB menor,mas é muito mais rica que o Brasil.

Ederson Joner

Eles não desenvolvem não, este motor é da GE, eles o fabricam sob licença e podem até ter dado algumas ” editadas “, mas nada sério, ou nada que a GE não tenha participado.

Vinicius Momesso

Então quer dizer que não haverá ToT dos motores, pois o mesmo não e desenvolvido pela SAAB?

Mano Jô

Acredito que ToT de motores nunca foi uma opção. O que lembro foi a possibilidade de manutenção aqui.

marcus

 

Carlos

O Motor É Americano, não fale o que Você não Sabe .
Falar sem saber o que está falando e fazer Críticas sem Critérios e a quem não Merece , não Ajuda em Nada o Debate .
Traga Argumentos Construtivos , a Turma aqui é Conhecedora do Assunto , não Subestime Esse TIME Não , o pessoal Estuda e Lê muito sobre Aviação Militar,
 

Last edited 11 meses atrás by Alexandre Galante
JuggerBR

Pena que não é o seu caso, aprende a escrever primeiro

MMerlin

Ela não leva a sério apenas a defesa. Assim como os demais países da Europa, um dos principais investimentos é em educação, e de qualidade. Isto não vemos aqui, um país aonde a maioria dos país paga um colégio para ensinar lições de cidadania, terceirizando um papel que deveria ser familiar.
 
O Brasil também tem uma carência enorme de engenheiros. Mas como equilibrar a formação com a demanda em um país que investe pouco em pesquisa e desenvolvimento como foco científico?

Ricardo Bigliazzi

Esse é o grande problema do Pais. A Coreia do Sul na década de 50 optou por um padrão de ensino “americano” e depois de 70 anos é uma referencia de “milagre econômico e social”. Sólidos valores morais ensinados em casa aliados a uma estrutura de educação robusta em todos os níveis de ensino são capazes de realizar verdadeiros milagres. Hoje parece que somos muito fracos nesses dois aspectos o que nos leva a amargar mais algumas décadas de atraso em relação ao resto do mundo. Até acredito que o nosso atual Presidente se preocupa muito com isso, pena que… Read more »

MMerlin

Existe uma teoria que diz que é mais fácil reconstruir quando alguém já fez o papel sujo de destruir.   No caso da Coréia da Sul, o país estava destruído fisicamente e moralmente pós WW2. O processo de reconstrução precisou de quase uma década de formulação e abrangeu todos os segmentos administrativos. Some a isso o apoio de uma população em recuperação psicológica pós-guerra.   No Brasil, enquanto houver esta polarização política misturada com as cegas ideologias contaminando o meio educacional, nenhum gestor administrativo vai mover uma palha para a restruturação. O resultado final alcançado com o sistema educacional atual… Read more »

Ricardo Bigliazzi

Prezado Jugger, o motor é tão Sueco que o Gripen não pode ser vendido para qualquer Pais sem o aval dos EUA.

Fabio Araujo

Esse motor é o que equipa as versões C/D, as versões E/F vão usar esse mesmo motor ou vão usar uma versão nova com mais potência?

nonato

A princípio passe do GE 404 para o 414.
Mais potente e moderno.

Tutu

Os Gripen C/D usam uma versão modificada do GE F-404 (RM12)
Os E/F vão usar uma versão modificada do GE F-414 (RM16).

Rommelqe

Prezado Alexandre: os Gripens brasileiros vão de GE 414 ou de RM16 ? Há alguma diferença significativa entre os dois?

Tomcat4,2

Pelo que se vê no texto as modificações/adaptações no motor F-404(para ser usado em um caça mono turbina) para RM-12 foram devido ao motor ter sido desenvolvido para trabalhar em conjunto (dois motores) no F-18. Creio que o mesmo se dá na questão do F-414 para o RM-16.

Fabio Araujo

Mas depois dos Gripens outros monomotores também optaram pelo F404 como os coreanos T-50 e FA-50.

DSC

Rommelqe,
 
RM16 acho que é a designação sueca da versão do F414 para o Gripen E/F, que é o F414-GE-39E.
https://www.geaviation.com/sites/default/files/datasheet-F414-GE-39E.pdf
 

bjj

O Typhoon e o Rafale já contam com versões mais recentes e com mais potência das suas respectivas turbinas (EJ-2000 e M88) desde que entraram em operação. Será que o Gripen E/F poderá evoluir para a F414-EPE nas atualizações futuras? Nestes casos é possível atualizar a turbina antiga trocando apenas alguns componentes para elevá-la de padrão ou é necessário adquirir uma turbina inteiramente nova?

Fabio Araujo

Ele já vem com a versão sueca feita sob licença do F414.

DSC

Um resumo/esclarecimento sobre a família de motores F404 e F414 para quem tem dúvidas e/ou está simplesmente curioso   Versões do F404 F404-GE-102: 17,700 lb, usado no T-50/TA-50/FA-50; F404-GE-402: 17,700 lb usado no F/A-18C/D Hornet; F404-GE-IN20: 19,000 lb, usado no Tejas LCA Mk1; RM12: 18,100 lb, usado no Gripen C/D;   Versões do F414 F414-GE-400: 22,000 lb, usado no F/A-18E/F Super Hornet e EA-18G Growler; F414-GE-INS6: 22,000 lb, usado no Tejas LCA Mk2; F414-GE-39E: 22,000 lb, usado no Gripen E/F; F414 Enhanced Engine ou F414-EPE: 26,000 lb (ninguém ainda o usa/comprou) https://www.geaviation.com/sites/default/files/datasheet-F414-Enhanced.pdf http://thumbnail.egloos.net/600×0/http://pds26.egloos.com/pds/201603/21/60/f0205060_56efa785d0a21.jpg     Há também uma nova versão do… Read more »

Last edited 11 meses atrás by DSC
nonato

O F 414 já é uma evolução do F 404.
Aí a Volvo ainda quer mexer?
Para quem não domina acho mais complicado mudar do que projetar do zero.
O nosso terá esse RM 16?
Até porque o fato de a GE ter aceitado o negócio no passado não significa que tenha de aceitar de novo agora…

Dexter

Com certeza, isso foi acertado e contratado no início do projeto do Gripen E.
A Saab não deixaria um ítem tão importante sem um acordo pronto no início do projeto.
Pense um pouco.

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