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Vietnã encomenda doze jatos Yak-130

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Yakovlev Yak-130

Já em 2019, mas divulgado recentemente, o Vietnã assinou um contrato de US$ 350 milhões para comprar pelo menos doze aeronaves de treinamento avançado Yakovlev Yak-130. O Yak-130 é um treinador de jato avançado subsônico de dois lugares, que também pode ser configurado como um avião de caça leve.

A Rússia selecionou o Yak-130 em 2002, após uma licitação do governo para aeronaves de treinamento. O primeiro jato entrou em serviço com a Força Aérea Russa em 2009.

Este pedido verá o Vietnã como o terceiro operador do Yak-130 no sudeste da Ásia, depois de Laos e Mianmar, sendo o sexto usuário da aeronave no mundo.

Dentro da Không quân Nhân dân Việt Nam (VPAF, Força Aérea Popular do Vietnã), os Yak-130 servirão com o 915º Regimento de Treinamento em Aviação da Escola de Oficiais da Força Aérea na Base Aérea de Dong Tac.

O 915º Regimento de Treinamento de Aviação é responsável pelos estudantes pilotos em treinamento antes de pilotar os caças Sukhoi Su-27 e Su-30MK2. O Yak-130 substituirá a frota envelhecida das aeronaves de treinamento Aero L-39C Albatros, fabricadas na República Tcheca, operando com o 910º Regimento de Treinamento em Aviação.

Durante uma guerra ou outras emergências, os novos Yak-130 fornecerão à VPAF um esquadrão completo de caças leves. Entretanto, a aeronave cumprirá principalmente sua primeira tarefa de treinar futuros pilotos de caça vietnamitas para os Sukhoi.

FONTE: Scramble Magazine

50 COMMENTS

    • Chineses não costumam exportar armas para o Vietnã, só fábricas inteiras.
      E de tudo que vc possa imaginar, contanto que seja vantajoso para os dois.
      De onde vc acha que vem o ‘boom’ do comércio exterior vietnamita?
      Só não conta para o Trump que a China está driblando as tarifas americanas através do Vietnã, tá?!?!

      • Até onde eu soube não é a China que está transferindo as coisas para lá, mas sim fabricantes de outros países (como a Samsung coreana) levando as suas fábricas para lá. Estão ocupados com embargos e encontraram um lugar com custos até menores para produzir.

        Quanto a parte militar, logo após a unificação do Vietnã, ouve um conflito fronteiriço entre o Vietnã e a China em 1979, onde depois esta parou de fornecer armamento para o vizinho do Sul. Desde estão, ouve uma reaproximação do Vietnã com os EUA e outros países ocidentais, principalmente por causa do expansionismo militar chinês na região, especialmente na área marítima.

        • A China não só está transferindo algumas fábricas para o Vietnã para driblar as tarifas, como em alguns setores, como calçados, tecidos e vestuários, de forma definitiva para diminuir os custos de produção.
          O salário médio chinês já está se mostrando caro para esses setores.
          No caso de eletrônicos ainda é muito pouco, visto que a infraestrutura e cadeia de suprimentos é ainda muito deficiente e não se iguala com a chinesa que é a mais produtiva do Mundo neste setor.

        • @Clésio Luiz informação imprecisa. Dizer que não há aproximação com a China é válido, mas alegar aproximação com os estadunidenses é notório exagero. O Vietnã possui laços fortes com a Rússia quanto ao aparato militar.
          Ademais, a instalação de multinacionais no Vietnã pouco tem a ver com embargos inexistentes aos produtos chineses.
          Por fim, há “apenas” o expansionismo militar marítimo chinês, não “especialmente”.

      • xings sua analise está errada, só pq os Chineses constroem fábricas no Vietnan não signifique que eles se amem, no passado já se enfrentaram e tem disputas de terras entre eles, os dois países não se gostam mais dinheiro é dinheiro

  1. Bem, analisando a compra, a aeronave e a função que ela irá realizar, me parece uma boa compra.

    Alias, isso me fez pensar, que não vejo muita coisa sobre as relações do Vietnã e a China sobre as pretensões chineses sobre o Mar da China Meridional. E apesar de ambas as nações serem Socialistas, elas não tem um histórico muito amistoso não. Somado ao fato que o Vietnã é quem mais perde com essa pretensão chinesa, depois de Taiwan e Brunei obviamente.

      • Sim, mas isso foi no final da década de setenta. Eu me referia a situação mais atual, depois de 2018, quando houve relatos que a China estaria implantando misseis nas ilhas artificiais feitas naquele mar, o Vietnã exigiu a retirada desses misseis… Porem, depois disso, acabei não acompanhando mais a situação entre as duas nações especificamente falando… Agora me bateu a curiosidade, mas ao procurar qualquer coisa relevante a China hoje na internet, a unica palavra que aparece é “Coronavírus”.

        Mas obrigado assim mesmo.^^

        • Entendo, mas a ocupação do Cambodja durou até 1989 com conflitos de fronteira até os anos 90. A China já estava nos anos de Deng Xiaoping, o cara que iniciou o movimento da China para o ocidente, não é algo de velhos linha-dura da China.

          Pelo que vi, especialmente nas Spralty a situação é uma zona, com cada país com algumas ilhotas. Além dos países que você citou eu incluiria as Filipinas entre os incomodados pelas pretensões Chinesas. Todos os países reclamam que a China tem uma milícia naval e a Guarda Costeira chinesa age como segurança dos pesqueiros privados chineses.

          Além dos aviões os vietnamitas compraram uns 6 submarinos russos, classe Kilo alguns anos atrás.

    • Quase os Soviéticos romperam com os Chineses, os estados satélites escolheram qual lado ficar.
      Vietnã escolheu ficar ao lado dos Russos, enquanto Coréia do Norte já estava no lado dos Chineses.

    • Embora pouco se fale, o Vietnã está bem doído com isso e também tentou construir suas próprias ilhas artificiais para ver elas destruídas após tempestades. Procure no Google pelas ilhas artificiais vietnamitas, tem bastante coisa interessante

        • A “parceria” foi que os italianos compraram um desenho de planador e um design de kit de potência.
          Na Rússia, eles eram naquele momento, o momento dos anos 90, apenas por causa do motor. Como não havia esperança de que o motor Yak-130 padrão não estivesse pronto. daí toda a “parceria”.

      • Cópia é quando vc faz algo sem autorização do detentor da patente. O M-346 é fruto de uma parceria entre a Yakolev, fabricante do Yak-130 e a Italiana Aermacchi.

        Essa parceria foi firmada entre as duas porque a Itália precisava de um substituto para o MB-339 da Aermacchi.

        A decisão da parceira foi inteligente, já que o Yak-130 é um excelente vetor de treinamento e partir de uma plataforma já existente poupa muitos recursos de desenvolvimento.

        Ah! mas porque a Itália não comprou o Yak-130 direito? Por causa da OTAN. O M-346 recebeu aviônica e armamentos ocidentais, tornando-o compatível com os armamentos usados pela OTAN.

        Então, voltando, dizer que o M-346 é uma cópia não é verdade, é um produto fruto de uma parceira entre o fabricante do Yak-130 e a Aermacchi, um negócio inteligente onde as duas empresas saem ganhando.

      • Se alguém não entende. Eu falei sobre um planador e um conjunto de planador. Naturalmente, no M-346, existe uma aviônica e um motor ocidentais. Os italianos foram para o desenvolvimento da estrutura da aeronave e seu design, além de todo o design aerodinâmico. Como todo o conceito.
        Para o Hawker, ou qualquer outra coisa, o Yak-130 não tem nada a ver.

        • Projeto conjunto entre os dois, cópia nenhuma. se os russos não quisessem uma aeronave semelhante no mercado ou compartilhar conhecimento, deveriam ter desenvolvido a aeronave sozinhos; Ah é, a Rússia não conseguiu nem manter com a própria obrigação de manter a sua parte do financiamento do projeto, resultando na quebra da parceria, muito menos teria dinheiro para fazer o projeto sozinha na época. Ambos ganharam com a parceria.

  2. E o Vietnã nada de comprar equipamento ocidental, apesar da enorme pressão dos EUA para isso. O Vietnã participou de uma guerra utilizando material soviético contra o equipamento ocidental e sabe qual é mais eficaz.

    • Entre os equipamentos ocidentais eles operam os cargueiros CASA 212 e 295 espanhóis. Operam o mísseis SAM SPYDER israelense. A marinha tem equipamento holandês e sul coreano.

      E isso foi só o que encontrei em 2min e busca. Para quem usa “Professor” como apelido eu esperava alguém mais informado.


      • Tudo bem Espanha e Holanda (Agora oficialmente Países Baixos) são ocidentais.
        Mas dizer que Israel e Coreia do Sul estão no ocidente….
        Meu amigo para com isso!
        Ainda distratou o outro que usa nik Professor.
        Seu Google deve estar bugaduuu
        Kkkkkkkl

          • Muito mal explicado.
            E não existe isso em num dicionário “Ocidental = não-é-origem-russa”, independente do contextuuu.
            Mas isso já essa notícia passada, vamos mudar de assunto.
            Têm notícias novas por aí.
            Abraço.

          • Entender o que o Clésio quer dizer não é muito difícil, normalmente se diz que um equipamento é “Ocidental” quando o mesmo é produzido nos termos do chamado “Padrão OTAN”.

            Para garantir a compatibilidade de armamentos entre os diferentes países que compõe a OTAN, ela estabeleceu vários padrões, calibre de munições, etc… isso foi feito para que, num eventual conflito, a Alemanha possa usar armamento produzido na Itália ou na França sem problemas de adaptação, o que reduz muito os problemas de logística. Isso sem falar na questão de data-links e sistemas.

            Países como Israel e Coreia do Sul, por exemplo, embora não façam parte da OTAN e nem sejam realmente países ditos Ocidentais, por usarem o padrão OTAN, seus armamentos podem sim ser considerados “Ocidentais”.

            Se vc comprar um navio Coreano ou um blindado Israelense, vc não vai ter dificuldade nenhuma de empregar neles armamentos usados pelo Ocidente e nem de integrar sistemas e data-links produzidos no padrão OTAN.

            Essa facilidade de uso de armamento “Ocidental” não ocorre quando se compra armamento Russo ou Chinês, até dá para usar em alguns casos, mas nesses vai precisar de adaptação o que custa tempo e dinheiro. Já em outros a incompatibilidade é tão grande que nem dá para usar.

  3. Apenas para acrescentar mais informação, vi alguns colegas comentando sobre a dependência do Vietnã para a China.

    Nesse site https://oec.world/pt/ (Observatório de Complexidade Econômica)

    todos vocês podem verificar o que é exportado e importado por cada país do globo, além de verificar a balança comercial entre eles e diversos outros dados bem mais especificos.

    É bem intuitivo e vale a pena a visita.

    Para quem ama gráficos ele tá cheio kkkk

          • A verdade é que os comunas mais inteligentes já perceberam que o sistema de economia planejada e controle estatal da produção não funciona e estão abandonando isso com rapidez.

            Dos países comunistas que mudaram a política econômica apenas a Rússia abandonou a estrutura de partido único.

            A Rússia cresceu muito economicamente após a perestroika e a glasnost mas não tanto quanto a China.

            Já a China ainda mantêm a rédea curta na política, ou seja, continua sendo uma ditadura cruel, mas, pelo menos, está de modo inteligente conseguindo tirar o seu povo da miséria, basta olhar como era a China antes de Deng Xiaoping e a China de agora.

            Por outro lado, na Coreia do Norte e na Venezuela… a miséria é para todos, menos os dirigentes… esses vão almoçar em restaurantes caros no exterior e visitar a Disney.

  4. Me lembro também que eles estão com seu projeto de FX e não me lembro de ter a presença de fabricante chinesa neste… E pensar que eles ganharam a guerra do Vietnã com apoio da China.

  5. Uma pergunta pros mais conhecedores.
    Essa aeronave usando armamentos guiados de maior precisão, mesmo que com uma capacidade mais limitada de transporte de cargas, poderia ser um substituto do Su-25?
    Pois parece ser mais barata de manter e mais sofisticada.

    • Ele pode substituir o Su-25, mas não se tornará um análogo direto. Havia opções para uma aeronave de ataque de assento único, mas as coisas não foram além das fotos.
      Por si só, uma aeronave do tipo Su-25 ou A-10, de acordo com o conceito de aplicação, será obsoleta.
      Uma opção muito mais provável é o Yak-130, em uma versão de dois lugares, com um radar (e isso está sendo preparado) e um recipiente de mira suspenso. As principais armas de tal aeronave podem ser bombas e mísseis guiados de pequeno calibre. Como uma aeronave de ataque clássica, essa aeronave já é duvidosa.

      • Obrigado pela atenção.
        Outra pergunta…
        Apesar de não ser um análogo do Su-25 e A-10,
        vc não acha que seria um melhor uso de recursos utilizar a mesma aeronave de treinamento, e como disse talvez uma monoposta, para essa função?
        Tipo T-50/FA-50 da Coreia do Sul?

        • Se falamos sobre a Rússia, na época da criação do Yak-130, a Rússia tinha problemas com recursos. Este é o primeiro avião pós-soviético. E, ao mesmo tempo, o Yak-130 atendeu plenamente às necessidades da Força Aérea Russa de um avião de treinamento de combate leve. Mas vale lembrar que, na URSS, havia um concorrente, representado pelo projeto S-55, de Sukhoi, que na verdade era um análogo do FA-50, sob o motor RD-33 e um poderoso radar na época. Mas essa aeronave já invadiu o nicho do MiG-29.
          Quanto ao FA-50 (assim como às aeronaves turcas e americanas), naturalmente, essas aeronaves serão mais eficazes como uma plataforma universal leve do que as Yak-130 ou M-346 (a M-346 já possui um contêiner de mira integrado).
          As capacidades dos modernos mísseis ar-ar e radar levarão as aeronaves do tipo FA-50 ao nicho de (super) caças leves e, em termos de eficiência, essas aeronaves podem ser comparadas às versões iniciais dos caças leves de quarta geração.
          A taxa de sobrevivência de uma aeronave desse tipo no campo de batalha, onde o inimigo terá pelo menos uma defesa aérea pequena mas moderna, também será maior que a de uma aeronave de ataque clássica. As capacidades do MANPADS estão aumentando, sem mencionar os sistemas de defesa aérea de curto alcance. A aeronave de ataque será muito difícil no campo de batalha. E em uma guerra do tipo sírio, você pode conviver com uma aeronave do tipo FA-50, com uma nomenclatura desenvolvida de bombas e mísseis guiados de pequeno calibre. Além disso, a variedade de tais fundos está aumentando constantemente. O principal é não cair abaixo de 5000 metros.

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