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Defesas sauditas caras não são páreo para drones e mísseis de cruzeiro

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Míssil Patriot

Por Stephen Kalin, Sylvia Westall

RIAD / DUBAI (Reuters) – Bilhões de dólares gastos pela Arábia Saudita em equipamentos militares ocidentais de ponta, projetados principalmente para deter ataques de alta altitude, não são páreo para drones de baixo custo e mísseis de cruzeiro usados ​​em um ataque que prejudicou sua gigante indústria petrolífera.

O ataque de sábado às instalações petrolíferas sauditas, que reduziu pela metade a produção, mostrou como o estado do Golfo está mal preparado para se defender, apesar dos repetidos ataques a ativos vitais durante seu período de quatro anos e meio na guerra no Iêmen.

A Arábia Saudita e os Estados Unidos disseram acreditar que o Irã, o arqui-inimigo do reino, provavelmente estava por trás do ataque. Na terça-feira, uma autoridade dos EUA disse que Washington acreditava que o ataque se originou no sudoeste do Irã. Três autoridades dos EUA disseram que o ataque envolveu mísseis de cruzeiro e drones.

Teerã negou essas acusações, dizendo que os iemenitas que se opunham às forças lideradas pela Arábia Saudita o fizeram. O movimento houthi do Iêmen, alinhado ao Irã, é o único a reivindicar a responsabilidade.

O Irã mantém as maiores capacidades de mísseis balísticos e de cruzeiro do Oriente Médio que podem sobrecarregar praticamente qualquer sistema de defesa antimísseis saudita, segundo o think tank CSIS, dada a proximidade geográfica de Teerã e suas forças proxy regionais.

Mas ataques ainda mais limitados provaram ser demais para a Arábia Saudita, incluindo os mais recentes dos Houthis, que reivindicaram ataques bem-sucedidos a um aeroporto civil, estações de bombeamento de petróleo e ao campo de petróleo de Shaybah.

“Nós estamos vulneráveis. Qualquer instalação real não tem cobertura real”, disse uma fonte de segurança saudita.

O ataque de 14 de setembro a duas usinas pertencentes à gigante petrolífera estatal Saudi Aramco foi o pior nas instalações regionais de petróleo desde que Saddam Hussein incendiou os poços de petróleo do Kuwait durante a crise do Golfo de 1990-91.

A empresa disse na terça-feira que a produção voltará ao normal mais rapidamente do que se temia inicialmente, mas o ataque chocou os mercados de petróleo.

Riad disse que resultados preliminares indicam que as armas usadas são iranianas, mas o local do lançamento ainda é indeterminado.

As autoridades especificaram inicialmente os drones, mas três funcionários dos EUA disseram que o uso de mísseis e drones indicava um grau mais alto de complexidade e sofisticação do que se pensava inicialmente.

“O ataque é como o 11 de setembro para a Arábia Saudita, é um divisor de águas”, disse um analista de segurança saudita que não quis ser identificado.

“Onde estão os sistemas de defesa aérea e o armamento dos EUA pelos quais gastamos bilhões de dólares para proteger o reino e suas instalações de petróleo? Se eles fizeram isso com tanta precisão, também podem atingir as usinas de dessalinização e mais alvos.”

O principal sistema de defesa aérea saudita, posicionado principalmente para defender as principais cidades e instalações, há muito tempo é o sistema Patriot de longo alcance fabricado nos EUA.

Ele interceptou com sucesso mísseis balísticos de alta altitude disparados pelos houthis nas cidades sauditas, incluindo a capital Riad, desde que uma coalizão liderada pelos sauditas interveio no Iêmen contra o grupo em março de 2015.

Mas como os drones e os mísseis de cruzeiro voam mais devagar e em altitudes mais baixas, é difícil para os Patriot detectar com tempo suficiente para interceptar.

“Os drones são um grande desafio para a Arábia Saudita, porque geralmente voam abaixo do radar e, devido a longas fronteiras com o Iêmen e o Iraque, o reino é muito vulnerável”, disse uma autoridade sênior do Golfo.

Algumas das instalações avariadas pelo ataque de drones e mísseis na Arábia Saudita

SÉRIE DE ATAQUES
Washington e Riad culparam o Irã e seus representantes por uma série de explosões em navios-tanque nas águas do Golfo, incluindo dois navios sauditas em maio, e ataques a ativos petrolíferos sauditas.

Duas estações de bombeamento de petróleo foram atingidas naquele mês. Uma estação de transformadores perto de uma usina de dessalinização em Shuqaiq, no sul, foi atingida em junho.

Esses causaram danos limitados, ao contrário dos ataques de sábado em Abqaiq e Khurais que danificaram a maior instalação de processamento de petróleo do mundo e derrubaram 5,7 milhões de barris por dia de produção.

Uma fonte do Golfo familiar com as operações da Aramco disse que o sistema de segurança em Abqaiq é imperfeito contra os drones. As autoridades estão investigando se o radar pegou os drones que atacaram na escuridão antes do amanhecer, acrescentou a fonte.

Um executivo de uma empresa de defesa ocidental que lida com a Arábia Saudita disse que, há um ano, havia Patriots protegendo Abqaiq.

Questionado sobre por que as defesas sauditas não interceptaram o ataque de sábado, o porta-voz da coalizão Turki al-Malki disse a repórteres: “Mais de 230 mísseis balísticos foram interceptados por forças da coalizão … temos capacidade operacional para combater todas as ameaças e proteger a segurança nacional da Arábia Saudita.”

O escritório de mídia do governo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Não está claro se os Avengers de curto alcance fabricados nos EUA e os I-Hawks de médio alcance e os Oelrikons suíços de curto alcance que o reino possui estão atualmente em operação.

Avenger air defense missile system
Improved Hawk
Improved Hawk

PEQUENO, MAS EFICAZ
A fonte de segurança saudita e duas fontes do setor disseram que Riyadh está ciente da ameaça dos drones há vários anos e está discutindo com consultores e fornecedores possíveis soluções, mas não instalou nada novo.

A fonte de segurança disse que as autoridades transferiram uma bateria de Patriot para o campo de petróleo de Shaybah depois que ela foi atingida no mês passado. Existem Patriots na refinaria de Ras Tanura da Aramco.

“A maioria dos radares convencionais de defesa aérea é projetada para ameaças de grandes altitudes, como mísseis”, disse Dave DesRoches, da Universidade de Defesa Nacional, em Washington.

Drones e mísseis usados pelos rebeldes Houthi

“Mísseis de cruzeiro e drones operam perto do solo, então eles não são vistos por causa da curvatura da Terra. Os drones são muito pequenos e não possuem assinatura de calor para a maioria dos sensores.”

Interceptar drones possivelmente no valor de várias centenas de dólares com o Patriot também é extremamente caro, com cada míssil custando cerca de US$ 3 milhões.

Jorg Lamprecht, CEO e co-fundador da empresa Dedrone de segurança do espaço aéreo dos EUA, disse que existem maneiras mais eficazes de lidar com drones, especialmente em ataques de enxames.

Uma combinação de detectores de radiofrequência e radar os detecta, câmeras de alta potência verificam cargas e tecnologias de interferência os desmobilizam, disse ele.

Mas a tecnologia mais recente apresenta seus próprios desafios: o bloqueio de frequência pode interromper as atividades industriais e ter efeitos negativos à saúde das pessoas.

Os drones armados estão se tornando cada vez mais disponíveis, de modo que a ameaça à infraestrutura vital está aumentando desproporcionalmente, de acordo com a consultoria de inteligência dos EUA Soufan Group.

Os formuladores de políticas sauditas há muito temem um ataque contra uma usina de dessalinização em Jubail, que serve a Arábia Saudita central e oriental. Um ataque bem-sucedido privaria milhões de pessoas de água e levaria muito tempo para ser reparado, disse a fonte saudita.

“É um ambiente muito rico em alvos”, disse uma fonte do setor com conhecimento da Arábia Saudita. “Eles os chutaram exatamente onde dói e há muito mais por aí”.

Cobertura da Defesa Aérea saudita (clique na imagem para ampliar)

FONTE: Reuters

96 COMMENTS

  1. A imprensa ocidental tem uma escolha difícil. Ou reconhecem o velho ponto de vista russo de que os árabes e os sofisticados equipamentos militares são incompatíveis, ou admitem que os sistemas de defesa aérea norte-americana não são afetados, mesmo com essa tecnologia primitiva.
    É engraçado

    • O problema não está no equipamento americano… Os sauditas simplesmente deixaram os radares virados para o sul (Iêmen), e deixaram os outros lados cegos, sem cobertura radar.

      Eles sabiam que o Irã estava fornecendo armas para os iemenitas, porém não imaginaram que sofreriam um ataque direto do Irã.

      O Irã sabia que havia essa ausência de cobertura e aproveitou a oportunidade.

      Agora os sauditas deverão reposicionar suas baterias em 360 graus.

      • Eles sabiam que o Irã estava fornecendo armas para os iemenitas, porém não imaginaram que sofreriam um ataque direto do Irã.

        —–

        E isso fala da terrível incompetência inerente aos exércitos árabes.

      • Acho que é preciso ser muito ingênuo (para ser educado) para acreditar nesta história que os drones partiram do Irã. Não gosto do regime iraniano. Mas eles não são tolos.
        Parece muito com aquela história das “armas de destruição em massa” do Iraque, para justificar uma guera injustificável…
        Os tolos ainda não aprenderam a lição de casa.

        • Agora todo mundo se escora nessa história das armas de destruição em massa para fazerem o que quiser e ter o apoio dos antiocidentais lacradores.
          Você acha que os iranianos não são tolos mas pra compensar acha que o resto do mundo é tolo, né?

      • Ninguém aponta um sistema caro e super avançado como o Patriot apenas para um lado. Concordo com comentários que atestam burrices ao Irã se eles realizaram ataques diretos de seu território mas e se fizeram? A Arábia Saudita deveria estar atenta a todos os riscos e ataques vindos de todos os lados. Isso mostra que equipamentos caros e avançados quando são colocados em prática, tanto russos como americanos, possui grandes brechas a serem exploradas pelos inimigos. Um ataque real é muito imprevisível e dados revelados durantes testes, treinamentos e pura publicidade nem sempre funcionam na prática.

    • Pra mim a coisa está bem clara…

      Colocaram os Patriot (Muito eficientes, como diz a matéria, já interceptou ataques de mísseis) para os defender a média e alta altitude.

      E “esqueceram” de um sistema anti-aereo para baixa altitude (Que tem que ser outro equipamento, pois até o posicionamento e o armamento, é outro), e mesmo assim, é díficil interceptar esses drones (A discussão !

  2. Arábia Saudita vai bater na porta da Rússia e comprar baterias de Buk-M2 e Pantsir ou outro sistema eficiente contra ameaças assimétricas.,

    Antes que falem mal por causa do drone israelense que atingiu uma bateria na Síria, lembrem-se que destruiram uma bateria isolada e inativa, o combo Buk+ Pantsir sistema bem emppregado derrubou mais de 80% dos tomahawks (comprovado) naquele ataque a Síria.

  3. Posso estar falando besteira, mas para esse tipo de ataque, a melhor contra medida seria o Iron Dome, agora imagina os sauditas comprando armamento do Tio Jacob? kkkkk

      • Os danos do foguetes do Hamas são mínimos, a maioria dos que não são abatidos são ignorados pelo sistema porque não representam ameaça.

        Com que base vai dizer que não funciona?

      • Desde quando o sistema Iron Dome entrou em operação foram poucos os ataques que atingiram regiões ocupadas, o sistemas calcula a rota dos mísseis e foguetes e se estes não representam perigo não faz nada, mas se vai na direção de alguma área habitada eles abatem. Nenhum sistema é perfeito e tem 100% de eficiência, mas apesar da grande quantidade de ataques que Israel sofreu poucos foram os danos e as mortes!

    • Não está falando besteira não Diogo, o Iron Dome foi criado para combater os foguetes disparados dos palestinos, creio que com alguns ajustes seria bem mais preciso e eficaz que os Patriot.

  4. Polêmica boba que só serve para alimentar os ingênuos.
    Qualquer um com um mínimo de entendimento sobre o tema sabe que só agora , a partir de uns 5 anos, os exércitos começaram a se mobilizar contra a ameaça dos minidrones. Nenhum país está de fato imune a eles e só alguns possuem proteção em suas sedes de governo ou em suas bases no exterior em situação de guerra.
    Quanto aos mísseis de cruzeiro, idem. Não há como defender um país de tais mísseis simplesmente porque as defesas mais efetivas implicam em ter aviões radar operando 24/7 sobre todo um país e com o respaldo de aviões de caça. O que é literalmente impossível.
    Outra defesa seria cada alvo possível (que se conta aos milhares) estar sob alerta 24/7 e dotado de meios de defesa de ponto eficientes, o que também é impossível, devido ao custo e à complexidade.
    Esse negócio de “defesas sauditas caras” parece um discurso voltado em denegrir o equipamento ocidental como se os sauditas contassem com baterias S400 fizesse alguma diferença. Ou mesmo se contasse com o Pantsir fizesse diferença.
    Não faria. E não pela qualidade do equipamento, pelo custo do equipamento , pelo treinamento dos operadores ou pela nacionalidade do equipamento e sim porque esse tipo de equipamento (S400 ou Patriot) não é eficaz contra minidrones e mísseis cruise e o Pantsir ou o Iron Dome ou qualquer sistema de defesa de ponto só seria eficaz se alguém adivinhasse com antecedência que as refinarias seriam alvos de minidrones ou de misseis cruise.
    O que resta claro é que os exércitos devem cada vez mais buscar um sistema de defesa em camadas e focado agora, também , para a ameaça de pequenos drones miniaturas, mas sabendo que proteger toda uma nação de mísseis de cruzeiro ou de minidrones é o mesmo que tentar proteger uma nação de um suicida no meio da multidão com uma metralhadora. É impossível.

        • Tem várias formas, poderíamos oferecer nossa diplomacia como mediadora pra acordos com o irã, como no caso do Iemen.
          Garantir abastecimento de água em caso de ataque as instalações de dessalinização.
          Vender o “avanço” natural ao sistema de artilharia que a AS. já utiliza, adivinhe qual?
          As possibilidades são infinitas quando você para de achar que tem um lado bonzinho e outro malvado num maniqueísmo barato.
          Pra vender produto americano a galera é muito boa, parecem até promotores de vendas contratados, mal conhecem nosso próprio potencial…

          • Meu caro, a gente não consegue mediar nem quem foi o campeão brasileiro de 1987… E muito menos garantir o abastecimento de água ao povo que morre de sede no semi-árido nordestino, vamos contribuir com o quê nessa história?

    • Página inicial do site da Raytheon:

      “Raytheon’s Global Patriot™ Solutions is a missile defense system consisting of radars, command-and-control technology and multiple types of interceptors, all working together to detect, identify and defeat tactical ballistic missiles, cruise missiles, drones, advanced aircraft and other threats.”

    • A melhor defesa é a dissuasão militar. Incutir na mente do oponente que, se atacar, será sancionado numa intensidade incomensuravelmente superior aos danos que causou. Desde as guerras púnicas isso é assim, diria desde o paleolítico, e não são os minidrones que mudarão esse quadro.

    • No mundo atual um drone ou um smartphone pode fazer um estrago numa guerra, coloque meio Kg de C 4 num drone, e pronto já tem uma bomba voadora, fora o reconhecimento e meios de comunicação que oferecem.

      Qualquer guerrilha tem meios hoje que antigamente nem mesmo grandes exércitos regulares não tinham.

    • “se alguém adivinhasse com antecedência que as refinarias seriam alvos de minidrones ou de misseis cruise.”

      Precisa adivinhar? A maior refinaria do país, responsável por boa parte do fornecimento de petróleo do mundo. Um alvo óbvio.

  5. Só lembrando que a série S-300 e S-400 pode até resolver em alguns, mas definitivamente não foi projetada para abater ameaças assimétricas como drones. Esse equipamento foi feito para abater caças supersônicos, mísseis balísticos de cruzeiro, dentre outros alvos de alta performance. Contra Drones e mísseis subsônicos é Pantsir, ou no máximo o Buk.

  6. Não por nada, mas em casos como esse, uma defesa de ponto não seria mais eficiente?
    Versões “terrestres*” do Phalanx, Goalkeeper ou mesmo do AK-630M não seriam melhores ferramentas e de custo muito mais reduzido?
    Sds.
    *Se é que existam.

    • O problema é, que dentro da distância efetiva para a utilização de um Phalanx por exemplo, seria impossível conter os danos colaterais.

      É um sistema de defesa de ponto bastante eficaz, desde que utilizado em conjunto com outros elementos em camadas.

      Em uma embarcação por exemplo, o Phalanx é utilizado para evitar um impacto direto de um MAN, mas é quase certo de haverão outros danos.

      • Uma curiosidade sobre o Phalanx. A versão naval utiliza projéteis sólidos de urânio ou tungstênio, sem carga explosiva. Já a versão “Centurion” , utilizada para defender bases americanas no exterior, utiliza um projétil explosivo alto destrutivo que se não atingir nada explode após alguns segundos.
        Se o projétil sólido fosse usado causaria grande destruição no solo quando usado próximo de uma cidade. Com o projétil auto destrutivo os danos colaterais são evitados ou pelo menos, muito reduzidos.
        O Centurion também é utilizado por Taiwan na defesa de suas bases contra PGM , mísseis cruise e mini UAVs.
        Vale salientar que Taiwan também está adaptando os mísseis RAM (navais) para a defesa de alvos de alto valor em terra.

  7. E imaginem quando entrarem em operação novos aparelhos de maior porte e recheado de aparelhos eletrônicos e I.A., como o Hunter russo e o LiJiang chinês.
    Esse é o futuro.

    • Antunes,
      Talvez nem esse! O alerta via radar do Phalanx é efetivo contra mísseis cruise mas pode não ser efetivo contra minidrones que voam muito lento . Idem para o trancamento via radar DT. Menos pior que os radares do Phalanx operam na banda K, o que ajuda contra minidrones.
      Já o trancamento via OPT é possível, mas o ideal é ter um radar mais apropriado para dar o alerta contra minidrones . Esse radar geralmente é AESA, não rotativo, operando na banda K.

  8. E o cenário que tenho formulado fica cada vez mais próximo da realidade.

    De que o ataque de drones partiu do Iêmen e os mísseis de cruzeiro do Irã.
    Os drones não podem ser detectados pelo radar do PAC-2, os mísseis podem mais com o tempo de deteção menor por causa da curvatura da terra e não a precisão do drone.

    Porque eu acho que o ataque partiu do Irã, porque a bateria dos patriot não tem cobertura de 360 graus ou seja, a não ser que esteja 2 protegendo um alvo, não da pra lidar com ameaças do setor traseiro, se estavam voltadas para o Iêmen não poderiam interceptar mísseis iranianos.

    No meu ver a AS vai acabar comprando algo da Russia, para agradar o Putin e manter a Russia alinhada com a politica de produção da OPEP.

    • Augusto,
      A função principal dos Patriot no Iêmen é antibalístico. Por isso os lançadores e o radar estão virados para o Iêmen.
      No caso de defesa contra ameaças aerodinâmicas, principalmente contra mísseis cruise, haveriam lançadores voltados para todos os lados ou os lançadores conteirariam em menos de 30 segundos.
      E claro, ou o radar teria que conteirar ou teria que ter 3 radares para cobrir 360 graus.
      Vale salientar que contra ameaças assimétricas o Patriot trabalha geralmente em combinação com algum radar 3D de longo alcance giratório não orgânico da bateria.

      • Bosco eu na acredito que as defesas sauditas estavam montadas no seu potencial, esses gráficos como o da matéria acima induzem aos leitores “leigos” a pensar que os sistemas AAA estão ligados e posicionados 24 h por dia e na sua capacidade total, não é assim que funciona.

  9. Os sauditas devem continuar tendo sofisticados sistemas de defesa Patriot e ainda, incrementá-los . O fato de algumas de suas refinarias terem sido atingidas por mísseis cruise e por minidrones não desqualifica o equipamento que eles já operam.
    O que devem fazer, se é que já não o fizeram, é se precaver contra o ataque de mini drones de forma eficiente e nem sempre os sistemas SHORAD usuais o são contra esse tipo de ameaça. A grande maioria dos radares de vigilância aérea não detecta esse tipo de drone porque eles funcionam na base do efeito doppler e a velocidade dos drones aliado ao baixo RCS os faz literalmente invisíveis aos radares convencionais.
    Agora, mesmo com tudo isso, é literalmente impossível proteger todo um país do tamanho da AS que deve ter centenas, milhares, de alvos de alto valor.
    O problema é que agora os homens bombas islâmicos aprenderam que não precisam morrer no processo e vão usar e abusar de minidrones comprados a 1000 dólares em qualquer esquina.
    Tempos difíceis virão por aí. Se já estava ruim com os suicidas, imagine agora que o sujeito não precisa mais morrer no processo…

    • Tá , esses mini drones são hélice ou miniturbinas ? E como podem ter tanto alcance se são pequenos ? No caso de utilizarem turbinas não deveriam ser detectados por IR e radar ?

      • Eles são frios, ou seja, utilizam baterias que fornecem energia para toda a parte eletrônica e também para a propulsão, que é por hélice.
        As baterias melhoraram muito e fornecem uma autonomia surpreendente, pois temos notícias que em 2015 o drone Orion dos EUA ficou no ar por 80 horas. Tente imaginar o progresso nos últimos anos.

      • Space,
        Tem de todo jeito: hélice (bateria, motor convencional, turbohélice) e turbina.
        Esses que têm causado furor no mundo militar são geralmente elétricos, difíceis de serem detectados devido à reduzida assinatura térmica e radar e com velocidades por vezes abaixo de 30 km por hora, o que os torna difícil de detectar por radares Doppler, que são usados contra ameaças em baixa altitude, com o relevo ao fundo.
        Os que foram usados contra a AS tá mais pra míssil cruise que usa turbina.
        Eles são sim detectados por radar e IR mas desde que passem dentro do raio de varredura de um que esteja em alerta. Isso não deve ter acontecido.

    • Que diga a base russa na Síria. So que como a base é pequena e é o unico alvo, fica fácil de se precaver e eliminar a ameaça antes que ela de fato venha a atacar, mas mesmo assim as vezes não é possivel e danos, mesmo que mínimo, são sentidos.

  10. Só de curiosidade, esse é o M-SHORAD, que o USA receberá este ano e que visa principalmente a defesa cinética contra minidrones.
    https://aerospacedefencetalks.com/wp-content/uploads/2019/08/Defense3-1.jpg
    Esse equipamento irá se junta aos vários sistemas de defesa não cinéticos ora em uso e a um veículo Stryker laser que também será incorporado o ano que vem.
    Esse veículo conta com:
    4 radares AESA banda K,
    1 canhão 30 mm M-230 com munição de explosão programada
    Optrônicos dotados de laser telemétrico, CCD de alta definição e IIR de 3ª geração.
    2 mísseis Longbow (radar ativo banda K)
    4 mísseis Stinger “J” (com espoleta de proximidade por RF)
    Sistema de interferência direcional.

      • Fabio,nao porque a maior parte do orçamento e para pagamento do pessoal,e o governo esta sem dinheiro,inclusive estao fazendo racionamento nas forças armadas,triste de saber ((

      • Seguim,
        Se o radar de vigilância e o de direção de tiro for capaz de detectar pequenos drones sem dúvida a rajada de canhão tem grande potencial. Mas eu duvido que os ditos radares possam fazê-lo.
        Os radares do Gepard foram feitos para alvos a grandes velocidades (acima de uns 60 km/h).
        Aí você pode questionar: mas como detectam helicópteros pairados? Só por conta da movimentação do rotor. A rotação do rotor é capaz de produzir um sinal característico que o radar capta.
        Pelo que tenho visto os radares mais indicados para pequenos drones elétricos operam na banda K e são de varredura eletrônica ativa.

      • Não entendi seu comentário. Meia dúzia de mísseis balísticos caindo no lugar certo já dariam prejuízo superior 230 milhões, fariam estragos muito maiores que esse drones.

        Se essa afirmação for verdadeira é um grande resultado, embora eu não acredite muito.

        • JPC3,
          Você tem razão, só aproveitei para adicionar mais uma dimensão de análise. Acredito que a situação ideal é não precisar gastar dinheiro com os mísseis, mas isso só demonstra a falência da diplomacia e o softpower na região.
          Estes ataques vão abrir uma nova janela de oportunidades, e quem tiver o produto correto pode acabar saindo muito bem da situação.

  11. Não adianta equipamentos de ponta na mão de militares mal treinados, principalmente do ponto de vista intelectual. É provável que nas forças armadas sauditas não haja meritocracia, ou seja, oficiais de média e alta patente devem ser, necessariamente, “amigos do rei”. Nunca é demais lembrar que a Arábia Saudita é uma monarquia absolutista, que beira uma tirania.

    • Não há nem indício de mal uso e de que foi isso q causou, esse tipo de comentário vem se repetindo em todas as matérias não tem nenhuma base para sustentação so achismo.

      • Israel arrasou sozinha Egito, Jordânia, Síria e Iraque na Guerra dos Seis Dias (1967). Na Guerra do Yom Kippur (1973) Israel arrasou sozinha Síria e Egito, que nas duas guerras utilizavam equipamentos da antiga União Soviética. Se os equipamentos trocassem de mãos, eu aposto que Israel iria arrasa-los de novo, por causa do preparo militar e, principalmente, intelectual. Se os sauditas possuem os equipamentos mais modernos dos EUA e europeus, por que não evitaram o ataque de drones e mísseis fabricados no Irã, país que sofre embargo econômico e militar dos países ocidentais há décadas?

  12. Contra drones tem que ser meios híbridos feito o Pantsir com mísseis de curto ou médio alcance e canhões. Não sei se existem outros semelhantes!

    • Fábio,
      Saindo do tópico mas só de curiosidade, essa é uma lista de sistemas sup-ar híbridos de terra:
      Pantsir: 2 x 30 + 12 mísseis
      Gepard: 2 x 35mm + 4 Stingers
      Tunguska: 2 x 30 mm + 8 mísseis
      Type 95: 4 x 25 mm + 4 mísseis
      Biho: 2 x 30 mm + 4 mísseis
      Macbeth: 1 x 20 mm (Gatling) + 4 Stingers
      LAV-AD: 1 x 25 mm (Gatling) + 8 Stingers
      M-6 Linebaker: 1 x 25 mm + 4 Stingers
      MPCV: 1 x 12,7 mm + 4 Mistral
      Avenger: 1 x 12,7 mm + 8 Stingers
      HS M09 BOV-3: 3 x 23 mm + 8 Iglas;
      LD2000: 1 x 30 mm (Gatling) + 6 mísseis
      Atilgan: 1 x 12,7 mm + 8 Stingers
      Zipkin: 1 x 12,7 mm + 8 Stingers
      M-SHORAD: 1 x 30 mm + 6 mísseis
      Pasars: 1 x 40 mm + 2 mísseis

      Se lembrar de mais algum eu vou acrescentando. rsrss

  13. Cara, pergunta séria: o que o Irã ganha em atacar o Reino Saudita se o petróleo deles está totalmente embargado pelos EUA, nenhum dólar recebido pelo petróleo deles será recebido.
    Adoraria uma resposta séria aqui, nem sei se perguntas assim já foram feitas e debatidas aqui…

    • É apenas um aviso do Irã: Se atacarem a gente, acaba a festa para todos.
      E ainda. Apesar do embrago americano, o Irã consegue vender petróleo suficiente para se sustentar e desenvolver muita coisa interessante.

      • Sim mas o Irã sabe que os EUA não encontram países árabes suficientes para apoia-los contra os aiatolás.
        O Irã não precisa ficar se expondo assim, acredito que foram os rebeldes iemenitas, que até tem apoio iraniano mas daí acusar o regime é um abismo gigantesco, acredito que os EUA vão comprar uma guerra desnecessária que vai acabar espirrando em Israel e acender o caldeirão do Oriente Médio…

    • Rafaelsrs,
      Não há como nós, brasileiros, entendermos o que se passa na cabeça desses povos que se matam há mais de 1300 anos.
      Não tem nada a ver com petróleo, com o imperialismo, colonialismo, capitalismo, socialismo ou coisa do gênero. Esses fatores só são potencializadores , mas estão longe de serem fatores principais.
      Alguns aqui da Trilogia demonizam os sauditas mas não leve isso à sério. Eles usam os conflitos no mundo islâmico apenas como opção retórica quando lhes convém, para defenderem sua posição de momento.
      Lembra da Dilma que se mostrou uma vez complacente com o EI porque isso significava se opor automaticamente à política externa americana? Pois bem, depois de alguns meses os gênios descobriram como ligar o EI aos EUA e com suas teorias conspiratórias os EUA passou a ser o criador do EI e aí, eles passaram a condenar o EI.
      O compromisso deles com a verdade ou com nobres valores é zero. O que vale é usar o argumento certo na hora certa para “lacrar” e no ato, posarem de justos e humanitários.

      • Bosco sinceramente não acredito que os Iranianos chamariam tanta atenção assim para seu país justamente num momento em que todos os olhos de Trump estão se virando para eles pois ele já percebeu que na Coreia do Norte vai tomar saco e que na Venezuela a tentativa de golpe não deu certo, tanto que demitiu até o Senhor da Guerra Bolton.
        Wagner você vender é uma coisa mas receber é outra, se o pagamento for em dólar e cair em algum banco que tenha ações na NYSE vai ficar retido, é certo!

    • Mas e quanto à coragem do Irã que sempre jura de pé junto que não faz nada e não ajuda ninguém? Fossem corajosos como você quer nos fazer crer peitava abertamente a AS e mandava eles irem peitá-la no mano a mano.
      Nem isso eles fazem. Se escondem embaixo de guerrilheiros de havaianas (palavra da 100Nick e do Toinho).

      • Bosco, deixa eu tentar explicar para você, bem explicadinho para você entender. Não estou duvidando da sua inteligência, mas infelizmente sua cegueira ideológica não lhe permite enxergar o óbvio. Em primeiro lugar, o Irã é corajoso, mas não estúpido. Por que o Irã não quer a guerra? porque guerras custam muito, tanto em vidas quanto em dinheiro mas principalmente porque o Irã sabe que, numa guerra entre ele e os EUA, se for guerra total, o Irã certamente será totalmente devastado ou destruído. Simples assim. Não obstante, o que você e muitos de outros foristas da trilogia que são cegos pela ideologia não entendem, é que os EUA, pelo menos a parte racional dos EUA, também não querem, a guerra por um motivo muito simples: os EUA também sairão destruídos e arruínados por essa guerra. Entendeu?
        Deixa eu explicar com outro exemplo: na natureza, dois predadores fortes como o urso e o tigre evitam ao máximo se enfrentar. Dos dois, o urso é maior, mais forte e mais poderoso mas mesmo assim, ele evita o tigre. Sabe por quê? porque eles sabem, por instinto, que uma luta entre os dois será somente para decidir quem vai morrer no mesmo dia e quem vai morrer depois de duas semanas, entendeu? Eles só se enfrentaram se um deles, ou os dois, estiverem desesperados. Dessa forma, se os EUA entrarem numa guerra contra o Irã, será o fim cabal da hegemonia do Ocidente, o Irã é muito mais forte do que o Vietnã jamais foi.
        Mas então, por que alguns falcões americanos estão pedindo por guerra? por desespero ou irracionalidade. Simples assim. Se a guerra EUA x Irã ocorrer, pode escrever: vai ser uma carnificina, os EUA vão vencer mas apanhar feio e será o fim dos EUA, que levarão décadas para se recuperar. Aguarde e verá.

        • 100zinha,
          Mas não sei o porquê deste testão pra me convencer de algo que eu não penso. Eu não quero que os EUA ataquem o Irã. Já falei algumas vezes e vou repetir: estou me lixando para o islã (pelo menos enquanto Israel continuar dando conta de se defender, quando e se isso não mais acontecer, aí, eu deixo de ser neutro e passo a torcer contra).
          Agora, que eu acho que os EUA (e Israel) devam agir em algum momento eu acho por conta de que os iranianos anseiam em construir um arsenal nuclear e isso os EUA e Israel não podem deixar. Simples assim.
          Ah! Mas não justo! Israel tem então o Irã pode ter!! Miimmimimimmiiiiiii
          Eu sei disso tudo mas o mundo é um lugar injusto mesmo. Não mandei o Armandinho dizer o que ia fazer com as bombas nucleares iranianas, agora, aguenta. Vale aí não é o mimimi politicamente correto e sim a lei do galinheiro.
          E eu não acho que uma guerra dessas irá levar os EUA à bancarrota não. É só usar umas 3 nukes de baixo rendimento e alta precisão (B-61-12) explodindo no subsolo largadas de um B2 que resolve a parada em dois tempos.
          E pode ter certeza que o seu tio Putin vai ficar pianinho e não vai fazer nada. Se brincar vai até dormir com um sorrisinho no rosto porque os EUA fizeram o serviço sujo pra ele e ele vai poder continuar lacrando e posando de justiceiro e bom moço para a sua alegria e a dos seus cumpanheiros.

  14. Eu fico e rindo,os EUA diz proteger a arábia saudita com seus equipamentos de defesa,e fala que e uma nação praticamente impenetrável, agora com esse pequeno ataque foi por terra abaixo esse discurso mentiroso.

  15. A ascensão dos drones altera as doutrinas e ficam imunes às armas antiaéreas atuais que não foram dimensionadas a combatê-los.

    É uma corrida em que mísseis não poderão ganhar e temo que nem artilharia de tubo de baixo calibre.

    Somente o laser e a interferência eletrônica parecem ter algum futuro contra isto

    Mas o laser ainda carecerá ser miniaturizado e ser suprido com muita energia para disparos ininterruptos contra uma saturação

    A Interferência eletrônica por sua vez, ainda ficará sujeita a inutilidade caso a miniaturização e potência dos processadores atuais permitam que drones diminutos possam se auto guiar por imageamento de terreno aí, não haverá interferência externa que consiga atuar.

    Como se não bastasse, drones até mais simples serão utilizados como engodo afim de ocultar os verdadeiros e perigosos. Nunca haverá estoques de mísseis suficientes a combatê-los , quer seja no custo ou quantidade

    • O Irã tá vendendo óleo a rodo por debaixo dos panos, principalmente pros chineses. Dá uma olhada na notícia dos petroleiros que “desaparecem” dos gps quando de aproximam de lá. Provavelmente vendem mais barato pra compensar o custo geopolítico. É do interesse deles sim aumentar o preço do barril.

  16. Assistam ao video do Hoje no Mundo Militar:

    https://youtu.be/apGZWvlmcoQ

    No final há uma compilação de vídeos de lançamentos problemáticos de baterias Patriot. Alguns mísseis caem bem próximo de onde estão filmando.

    Não tenho conhecimento técnico para debater o assunto (se A é melhor que B, etc). Tampouco sei se as baterias foram operadas corretamente, se os mísseis estavam em condições de uso, etc. Em todo caso, esses vídeos não são bom marketing para o sistema.

    • Sardaukar,
      É o mesmo míssil de diferentes celulares.
      Parece um defeito no autopiloto que fez o míssil perder o controle.

      Só lembrando que em condições ideais relativas ao terreno (terreno plano) o sistema Patriot só é efetivo contra ameaças acima de 100 metros de altitude e a menos de 29 mil metros. Também provavelmente não consiga detectar nada a menos de 100 km por hora.
      Após isso tudo o míssil PAC-2 para explodir tem que ter sua espoleta de proximidade por RF sensibilizada pelo “alvo”. Não necessariamente um alvo como um pequeno drone pode ser capaz de sensibilizar a espoleta.

        • Não sei se existem dados oficiais quanto à velocidade desses drones. Considerando as limitações do sistema, se eu fosse o MBS estaria investindo em caráter temporário numas plataformas Bofors 40MM manuais mesmo, tal qual as instaladas nos navios de guerra II GM!

  17. O patriot bem como os sistemas s300 ou s400 russo também tem as suas limitações foram concebidos para destruir armas rápidas e até uma determinada altitude mísseis de cruzeiro podem voar a 5 metros do chão portanto mais baixo que a própria célula de mísseis defensiva o que resulta quase impossível a sua destruição como ficou provado no ataque da síria por parte dos EUA com mísseis de cruzeiro

  18. O grande problema da Arabia Saudita não são as armas ou a “qualidade dos seus soldados”, pode comprar armas de onde for, pelo preço que quiser, modernas ou ultrapassadas, gastar trilhões em treinamento, contratar meio milhão de mercenários, e ainda assim vai ter problemas pois o problema está nos tomadores de decisões. A Arabia Saudita, e o mundo árabe em geral, é tribalista, e esse é um componente decisivo em toda sociedade que interfere em questões de estado incluindo na admissão de candidatos a oficiais.

    Mas são mal treinados? Não necessariamente, gastam muito com treinamento e exercícios, tem muita gente comprometida e muito boa entre oficiais sauditas, mas há também muita gente sem vocação alguma em posições que podem interferir em questões importantes, gente que não chegaria aonde chegou, e é aí onde questões como esse ataque e a qualidade dos equipamentos acaba sendo notada.

    Por conta desse problema de decisão, o mundo árabe é conhecido pela desproporção nos investimentos gerada pelo desconhecimento, há cidades modernas sem esgoto, sistemas avançados de coleta de lixo que terminam em lixões inadequados, sistemas avançados de transporte público com incompatibilidade entre si e etc etc etc. Na contramão, nações árabes com influência Baathista socialista (Síria, Egito e etc) conseguem direcionar melhores seus recursos por ter estruturas de recursos humanos mais meritocráticas.

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