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Embraer: Divulgação de resultados do 2º trimestre de 2018

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Embrae E195-E2

DESTAQUES

  • No 2º trimestre de 2018 (2T18), a Embraer entregou 28 jatos comerciais e 20 executivos (15 leves e cinco grandes), comparado aos 35 jatos comerciais e 24 executivos (16 leves e oito grandes) do 2T17;
  • No 2T18, a carteira de pedidos firmes (backlog) da Companhia fechou em US$ 17,4 bilhões e inclui os contratos do segmento de Serviços & Suporte;
  • No trimestre, o EBIT[1]e EBITDA² foram de R$ (82,8) milhões e R$ 140,4 milhões, respectivamente, levando a margens de -1,8% e 3,1%. O EBIT e o EBITDA reportados incluem o impacto negativo de um item especial, não recorrente de R$ 458,7 milhões, referente à revisão da base de custos do contrato de desenvolvimento do KC-390, em decorrência do incidente com o protótipo 001 ocorrido em maio (pág. 9);
  • O EBIT e o EBITDA ajustados do 2T18 foram de R$ 375,9 milhões e R$ 599,1 milhões, respectivamente e excluem o impacto da revisão da base de custos do KC-390. Por sua vez, as margens EBIT e EBITDA ajustadas foram de 8,3% e 13,2%, respectivamente. No acumulado do primeiro semestre de 2018 (1S18), as margens EBIT e EBITDA ajustadas foram de 6,0% e 11,5%, respectivamente, dentro das estimativas da Embraer para 2018 de margens ajustadas EBIT entre 5% e 6% e EBITDA entre 10% e 11%;
  • No 2T18, a Embraer apresentou Prejuízo líquido de R$ 467,0 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,6367. O Lucro líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos, contribuições sociais e itens especiais) foi de R$ 2,3 milhões e o Lucro por ação ajustado ficou em R$ 0,0031;
  • A Embraer gerou R$ 175,5 milhões de fluxo de caixa livre ajustado durante o 2T18 e terminou o trimestre com uma posição total de caixa de R$ 12.882,5 milhões, com uma dívida de R$ 15.663,4 milhões, resultando em uma dívida líquida de R$ 2.780,9 milhões;
  • A Companhia reafirma todas as suas estimativas financeiras e de entregas para 2018, que não incluem o impacto não recorrente da revisão de base de custos do KC-390, ocorrida no 2T18.

PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS     

São Paulo, SP, 31 de julho de 2018 – (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) As informações operacionais e financeiras da Empresa, exceto quando de outra forma indicadas, são apresentadas com base em números consolidados de acordo com as normas contábeis IFRS (International Financial Reporting Standards) e em Reais. Os dados financeiros trimestrais são derivados de demonstrações financeiras não auditadas, enquanto os dados anuais são auditados, exceto quando de outra forma indicado.

RECEITA LÍQUIDA E MARGEM BRUTA

A Embraer entregou 28 aeronaves comerciais e 20 executivas (15 jatos leves e 5 jatos grandes) no 2T18, para um total acumulado de 48 aeronaves entregues no trimestre. Isso se compara a um total de 59 aeronaves entregues no 2T17, das quais 35 foram comerciais e 24 executivas (16 jatos leves e 8 jatos grandes). Durante os seis primeiros meses de 2018 a Companhia entregou 42 jatos comerciais e 31 executivos (23 leves e 8 grandes), comparados ao mesmo período de 2017 quando foram entregues 53 jatos comerciais e 39 executivos (27 leves e 12 grandes). A Embraer mantém sua previsão de entregar, no ano, de 85 a 95 jatos comerciais e de 105 a 125 jatos executivos (70 a 80 jatos leves e 35 a 45 jatos grandes). A Companhia espera que, conforme sazonalidade de anos anteriores, as entregas do segmento de Aviação Executiva aumentem significantemente ao longo do 4T18.

No 2T18, a Receita líquida foi de R$ 4.533,1 milhões, apresentando 20% de queda em relação ao 2T17 em função de um menor número de entregas nos segmentos de Aviação Comercial e Executiva e uma queda significativa na receita do segmento de Defesa & Segurança como resultado da revisão da base de custos do contrato de desenvolvimento do KC-390. Além disso, a receita desse segmento no 2T17 foi a maior registrada entre todos os trimestres de 2017 devido ao impacto do lançamento do satélite SGDC, ocorrida em maio desse mesmo ano. Essas quedas foram parcialmente compensadas pelo crescimento de 18% na receita do segmento de Serviços & Suporte no mesmo período. Em função dos fatores expostos acima, no 1S18, a receita líquida da Embraer foi de R$ 7.760,4 milhões, representando uma queda de 13% em comparação aos R$ 8.969,5 milhões do 1S17.

A Margem bruta consolidada caiu de 17,8% no 2T17 para 10,7% no 2T18 impactada principalmente pela já mencionada revisão da base de custos do contrato de desenvolvimento do KC-390. No 1S18, a Margem bruta consolidada foi de 13,9% comparada aos 17,4%, do 1S17.

KC-390
Embraer KC-390

RESULTADO OPERACIONAL E MARGEM OPERACIONAL

O Resultado operacional (EBIT) e a Margem operacional no 2T18 foram de R$ (82,8) milhões e -1,8%, respectivamente, e teve queda em relação aos R$ 573,8 milhões e os 10,1% reportados no 2T17 em função do impacto negativo de um item especial, não recorrente de R$ 458,74 milhões, reconhecido no 2T18, referente à revisão da base de custos do contrato de desenvolvimento do KC-390, em decorrência do incidente com o protótipo 001 ocorrido em maio desse ano. Os resultados da Companhia no 2T17 também incluíram itens especiais, não recorrentes que influenciaram positivamente o EBIT em R$ 30,9 milhões e incluem o benefício de R$ 38,6 milhões, referentes à conversão dos claims relacionados ao processo de falência da Republic Airways e de R$ 4,0 milhões de reversões relacionadas ao Programa de Demissões Voluntárias (PDV) da Companhia, bem como o impacto negativo de R$ 11,7 milhões relacionados aos impostos sobre as remessas executadas para pagamentos no exterior, após a finalização da investigação do FCPA.

No 1S18, o EBIT e a margem EBIT foram de R$ 5,3 milhões e 0,1%, respectivamente, comparados ao EBIT de R$ 700,4 milhões e à margem EBIT de 7,8% do 1S17. É importante ressaltar que o impacto não recorrente da revisão de base de custos do KC-390, ocorrida no 2T18, não influencia as estimativas da Companhia para 2018 de EBIT ajustado de US$ 270 a US$ 355 milhões, de EBITDA ajustado de US$ 540 a US$ 650 milhões e de margens ajustadas EBIT entre 5% e 6% e EBITDA entre 10% e 11%. Excluindo-se esse impacto de R$ 458,7 milhões referente ao KC-390, o EBIT e o EBITDA ajustados do 2T18 foram de R$ 375,9 milhões e R$ 599,1 milhões, respectivamente e as margens EBIT e EBITDA ajustadas foram de 8,3% e 13,2%, respectivamente. No 1S18, o EBIT ajustado foi de R$ 464,0 milhões e a margem EBIT ajustada foi de 6,0%. A Companhia reafirma suas estimativas para 2018 de EBIT e EBITDA ajustados e suas respectivas margens, conforme mencionados anteriormente.

As despesas administrativas totalizaram R$ 149,6 milhões no 2T18, representando crescimento em relação aos R$ 128,3 milhões relatados no 2T17, e subiram de R$ 262,2 milhões no 1S17 para R$ 293,4 milhões no 1S18. As despesas comerciais ficaram estáveis e representaram R$ 255,2 milhões no 2T18 e R$ 486,1 milhões no 1S18. Ao considerarmos a variação cambial ocorrida no período, em que o dólar teve apreciação de 17%, essa estabilidade na comparação entre os anos demonstra a capacidade da Companhia na redução de custos e melhoria de eficiência. As despesas com Pesquisa subiram de R$ 30,0 milhões no 2T17 para R$ 35,3 milhões do 2T18. No 1S18 essa mesma despesa foi de R$ 66,9 milhões e ficou acima dos R$ 55,7 milhões incorridos no 1S17, porém dentro da estimativa anual da Companhia de US$ 50 milhões.

A conta Outras receitas (despesas) operacionais líquidas apresentou despesa de R$ 129,1 milhões no 2T18, comparada a uma despesa de R$ 28,1 milhões no 2T17 que incluía o impacto líquido positivo de R$ 30,9 milhões referente aos itens especiais, conforme mencionado anteriormente, sem o qual essa conta seria uma despesa de R$ 59,0 milhões. Esse crescimento ocorreu principalmente em função do aumento de impostos sobre remessas, relacionado às nossas operações de arrendamento de aeronaves usadas e maiores despesas com serviços de consultoria.

RESULTADO LÍQUIDO

No 2T18, a Embraer apresentou Prejuízo líquido de R$ 467,0 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,6367. Isso se compara, no 2T17, com o Lucro líquido de R$ 200,9 milhões e com o Lucro por ação de R$ 0,2732. No 1S18, o Prejuízo líquido foi de R$ 507,1 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,6913, enquanto no 1S17 a Companhia apresentou um Lucro líquido de R$ 369,4 milhões e um Lucro por ação de R$ 0,2732.

O Lucro líquido ajustado, excluindo Imposto de renda e contribuição social diferidos e também o impacto líquido, após imposto do item especial não recorrente descrito anteriormente, foi de R$ 2,3 milhões no 2T18, comparado ao Lucro líquido ajustado de R$ 409,4 milhões no 2T17. O Lucro por ação excluindo-se esses mesmos itens foi de R$ 0,0031 no 2T18, comparado ao Lucro por ação de R$ 0,5567 do 2T17. No 1S18, o Prejuízo líquido ajustado foi de R$ 75,5 milhões, comparado ao Lucro líquido ajustado de R$ 535,6 milhões no 1S17. O Prejuízo por ação ajustado foi de R$ 0,1027 no 1S18, comparado ao Lucro por ação ajustado de R$ 0,7283 do 1S17.

O lucro (prejuízo) líquido e o lucro (prejuízo) líquido ajustado no 1S18 foram negativamente impactados por menores resultados operacionais, além de maiores despesas financeiras líquidas e perdas cambiais líquidas. O crescimento das despesas financeiras líquidas se deve em grande parte pela atual posição de dívida líquida e à menor receita financeira de nosso caixa e equivalentes, enquanto que as perdas cambiais estão associadas à desvalorização recente do real em relação ao dólar norte-americano.

ATIVOS E PASSIVOS MONETÁRIOS E ANÁLISE DE LIQUIDEZ

A Companhia encerrou o 2T18 com uma posição de Dívida líquida de R$ 2.780,9 milhões, representando um aumento em relação à Dívida líquida de R$ 2.521,5 milhões ao final do 1T18, principalmente em função da variação cambial do período. No final do trimestre, a Companhia possuía um Total de financiamentos da ordem de R$ 15.663,4 milhões, aumento de R$ 1.746,6 milhões em relação ao final do 1T18.

No 2T18, a Companhia apresentou uma Geração livre de caixa ajustado de R$ 175,5 milhões (excluindo-se o impacto no caixa dos itens não recorrentes mencionados anteriormente), comparada à Geração livre de caixa ajustado de R$ 739,9 milhões no 2T17. Isso se deve em grande parte ao Caixa líquido ajustado gerado pelas atividades operacionais (líquido de investimentos financeiros e ajustado pelos impactos não recorrentes no caixa) de R$ 486,3 milhões no 2T18, em comparação aos R$ 1.196,7 milhões gerados no 2T17. Os principais fatores que explicam uma menor Geração livre de caixa ajustado no 2T18 incluem o impacto no capital de giro, principalmente pelos estoques mais altos e o Prejuízo líquido reportado no 2T18. No 1S18, a Companhia apresentou um Uso livre de caixa ajustado de R$ 1.208,3 milhões, comparado à Geração livre de caixa ajustado de R$ 93,6 milhões no 1S17. A Embraer mantém sua projeção de ter um Uso livre de caixa ajustado de US$ 100 milhões ou menos em 2018.

As Adições líquidas ao imobilizado totalizaram R$ 113,0 milhões no 2T18 e R$ 195,0 milhões no 2T17. Desse total, no 2T18, o CAPEX representou R$ 58,6 milhões, as Adições de aeronaves disponíveis para leasing ou em leasing foram de R$ 6,6 milhões e as Adições ao programa Pool de peças de reposição foram de R$ 48,6 milhões. No 1S18, o CAPEX foi de R$ 132,6 milhões, comparado aos R$ 258,7 milhões do 2T17. No decorrer do ano, o investimento em CAPEX deve aumentar, porém pode ficar abaixo dos US$ 200 milhões estimados pela Companhia para 2018.

As Adições ao intangível no 2T18 foram de R$ 197,7 milhões e estão relacionadas a todos os investimentos em desenvolvimento de produtos, que foram totalmente compensados pelo recebimento de R$ 199,3 milhões em Contribuição de parceiros, o que representou um investimento líquido em Desenvolvimento de R$ (1,6) milhões, relacionado principalmente ao desenvolvimento do programa dos E-Jets E2, no segmento de Aviação Comercial, que evoluiu conforme planejado. No 1S18, o acumulado líquido dessa conta ficou em R$ 38,7 milhões. A Companhia prevê que esses investimentos líquidos da Contribuição de parceiros deverão aumentar ao longo do ano, porém poderão ficar abaixo de sua estimativa anual de US$ 300 milhões.

No 2T18, o endividamento da Empresa teve crescimento de R$ 1.746,6 milhões em relação ao final do 1T18 e totalizou R$ 15.663,4 milhões. A dívida de longo prazo totalizou R$ 14.271,6 milhões, enquanto a dívida de curto prazo foi de R$ 1.391,8 milhões. Considerando o perfil atual da dívida, o prazo médio de endividamento caiu de 5,7 anos para 5,6 anos. O custo da dívida em Dólar, ao final do 2T18 era de 5,26% a.a., comparado aos 5,22% a.a. ao final do 1T18. O custo da dívida em Reais subiu de 3,40% a.a., ao final do 1T18, para 3,47% a.a. no 2T18.

A relação do EBITDA nos últimos 12 meses versus as despesas sobre os juros caiu de 2,67 no 1T18 para 1,76 no 2T18. Ao final do 2T18, 12% da dívida total eram denominadas em Reais.

A estratégia de alocação de caixa da Embraer continua sendo uma das principais ferramentas para a mitigação do risco cambial. Ajustando a alocação do caixa em ativos denominados em Reais ou Dólares norte-americanos, a Companhia busca neutralizar sua exposição cambial sobre as contas do balanço. Ao final do 2T18, o caixa alocado em ativos denominados em Dólar Norte-Americano era de 81%.

Complementando sua estratégia de mitigação dos riscos cambiais, a Companhia aderiu a alguns hedges financeiros para reduzir a exposição do seu fluxo de caixa.

Essa exposição ocorre pelo fato de que aproximadamente 10% da Receita líquida da Companhia é denominada em Reais e aproximadamente 20% dos seus custos totais também são denominados em Reais. Ter os custos denominados em Reais superiores às receitas gera tal exposição. Para 2018, cerca de 45% da exposição em Real está protegida, caso o Dólar se desvalorize abaixo de R$ 3,32. Para taxas de câmbio acima deste nível, a Empresa se beneficiará até um limite médio de R$ 3,75 por Dólar.

ATIVOS E PASSIVOS OPERACIONAIS

A variação cambial do período teve influência também no aumento das contas do balanço na comparação entre os 1T18 e o 2T18. Durante o 2T18, as Contas a receber de clientes aumentaram R$ 557,0 milhões, encerrando o trimestre em R$ 3.543,2 milhões, refletindo também o fato de que algumas entregas no segmento de Aviação Comercial ocorreram no final do trimestre e seu pagamento foi efetuado no mês subsequente. Durante o trimestre houve um acréscimo de R$ 1.530,2 milhões nos Estoques que ficou em R$ 9.774,4 milhões. Esses impactos foram parcialmente compensados pelo aumento da conta Fornecedores de R$ 2.969,8 milhões no 1T18 para R$ 3.628,9 milhões no 2T18. Os Financiamentos a clientes e os Adiantamentos de clientes fecharam o 2T18 em R$ 59,1 milhões e R$ 4.176,7 milhões, respectivamente.

No 2T18, o Intangível teve crescimento de R$ 905,5 milhões e ficou em R$ 7.147,1 milhões. O Imobilizado encerrou o trimestre em R$ 7.727,6 milhões, ante os R$ 6.897,5 milhões do final do 1T18.

PEDIDOS FIRMES EM CARTEIRA

Considerando-se todas as entregas, bem como os pedidos firmes obtidos durante o período, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) da Companhia fechou o trimestre em US$ 17,4 bilhões.

E190-E2 decola para o primeiro voo comercial
E190-E2 decola para o primeiro voo comercial

RECEITA POR SEGMENTO

No 2T18, o segmento de Aviação Comercial teve participação de 60,5% na Receita líquida da Companhia, acima dos 52,8% do 2T17 em função de que a queda da receita desse segmento ocorreu em ritmo menor que a queda na receita consolidada da Companhia no trimestre. O segmento de Aviação Executiva teve um pequeno crescimento de participação de 16,0% no 2T17 para 16,9% no 2T18, apesar do menor número de entregas nesse trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de Defesa & Segurança teve 2,2% de participação na receita no 2T18, muito abaixo dos 17,1% do 2T17 em função da queda de 90% das receitas no período. Esse declínio na receita resultou da revisão da base de custos no contrato de desenvolvimento KC-390 (levando a um ajuste negativo durante o 2T18 das receitas reconhecidas em períodos anteriores, já que os contratos desse segmento são geralmente contabilizados considerando-se o percentual de conclusão), comparada com uma maior receita registrada no 2T17, que foi positivamente impactada pelo lançamento do satélite SGDC em maio de 2017. O segmento de Serviços & Suporte teve crescimento de 18% na receita na comparação entre os trimestres e foi de R$ 918,5 milhões no 2T18, representando participação de 20,3% na receita líquida da Companhia, comparada aos 13,7% de participação no 2T17. Outras receitas representaram 0,1% de participação no 2T18.

Embraer E-Jets

AVIAÇÃO COMERCIAL

Durante o 2T18, a Embraer entregou 28 aeronaves comerciais, como segue:

Durante o segundo trimestre, a Embraer comemorou um grande marco com a entrega dos três primeiros E190-E2 para a norueguesa Widerøe. A maior companhia aérea regional da Escandinávia iniciou seus voos regulares com a aeronave no final de abril. Como esperado, a aeronave apresentou excelentes resultados operacionais, voando oito ciclos durante 11 horas por dia, acumulando 300 horas de voo com 100% de disponibilidade.

Durante o 2T18, a Embraer anunciou que a American Airlines Inc. assinou um pedido firme para 15 jatos E175 com configuração de 76 assentos. O contrato tem valor de US$ 705 milhões, com base nos preços de lista atuais, e foi incluído na carteira de pedidos do segundo trimestre da Empresa. As entregas sob este contrato ocorrerão entre março e novembro de 2019. A American Airlines selecionou a Envoy, uma subsidiária integral da American Airlines Group, para operar as 15 aeronaves, que serão configuradas com 12 assentos ‘First Class’ e 64 ‘Main Cabin’. Combinado com os três pedidos anteriores da companhia para aeronaves E175, o novo contrato resultou em um total de 89 E175 para a American Airlines.

A Embraer e a Mauritania Airlines assinaram um pedido firme para dois jatos E175 com configuração de 76 assentos, como parte de seu programa de modernização da frota. Os E175 substituirão alguns de seus jatos mais antigos e complementarão sua frota mais jovem. O contrato, avaliado em US$ 93,8 milhões, com base nos preços de lista atuais, foi assinado em junho e, portanto, incluído no backlog do 2T18. As entregas ocorrerão em 2019.

O pedido da Air Costa por 50 E-Jets E2 não será mais considerado na carteira de pedidos da Embraer a partir do final do 2T18. Este ajuste de backlog não tem impacto na produção ou no cronograma de entregas do E2 para 2018 ou 2019.

Ao final do 2T18, a carteira de pedidos (backlog) e entregas acumuladas da Aviação Comercial eram as seguintes:

Jatos executivos da Embraer
Jatos executivos da Embraer

AVIAÇÃO EXECUTIVA

No 2T18, foram entregues 15 jatos leves e cinco jatos grandes, totalizando 20 aeronaves executivas.

No 2T18, o jato executivo Legacy 450 estabeleceu um novo recorde de velocidade em voo entre Portland, Maine, nos Estados Unidos e Farnborough, no Reino Unido, de acordo com o U.S. National Aeronautic Association (NAA) e a Fédération Aéronautique Internazionale. O recorde foi estabelecido no dia 7 de março de 2018, com dois pilotos e dois passageiros em um voo de translado do novo demonstrador Legacy 450. O voo durou seis horas e cinco minutos, cobrindo uma distância de 2.756 milhas náuticas (5.105km) em uma velocidade média de 521,89 milhas por hora (840 km/h).

Entre os dias 29 a 31 de maio, a Embraer marcou presença na 18ª EBACE (European Business Aviation Convention and Exhibition) em Genebra, na Suíça. A Embraer Aviação Executiva expôs o seu portfolio completo na exibição estática e a feira trouxe os seguintes destaques:

  • A Embraer anunciou a assinatura de um acordo de compra com a Air Hamburg para mais quatro jatos executivos Legacy 650E. Com este pedido adicional, a operadora de charterbaseada na Alemanha, que atende destinos na Europa, Rússia e Oriente Médio, vai expandir para 17 a sua frota Embraer (15 Legacy 600/650 e dois Phenom 300). A Air Hamburg é o maior operador dos modelos Legacy 600/650 no mundo. A entrega destas aeronaves começa no segundo trimestre de 2018 e continuará em uma entrega por trimestre até o primeiro trimestre de 2019;
  • O Phenom 100EV fez a sua estreia na EBACE. O jato de entrada, uma evolução do Phenom 100E, entrega melhor desempenho com motores modificados e nova aviônica. A evolução do primeiro jato executivo clean-sheetda Embraer, que entrou em serviço em 2008, é resultado de feedbackcontínuo do cliente e o comprometimento da Empresa em continuar entregando ao mercado aviões revolucionários com valor superior;
  • A estreia do Phenom 300E. O novo jato tem designação “E” (Enhanced) anexa à marca, representando os novos interior e sistemas de entretenimento e de gerenciamento da cabine de passageiros nice® HD CMS/IFE, da Lufthansa Technik. O jato é uma nova versão do líder de segmento Phenom 300, que em 2017 foi confirmado mais uma vez como o jato leve mais entregue, pelo sexto ano consecutivo;
  • Melhorias recentes nos jatos Legacy 450 e 500 também estrearam na EBACE, incluindo a altitude de cabine mais baixa da categoria, de 5.800 pés (1.768m), novo design de assentos com seleção de opções mais ampla, nova conexão de internet AVANCE L5 e prontidão para o Future Air Navigation System(FANS). Além disso, a Embraer anunciou a conectividade de Banda-Ka para os jatos de cabine média Legacy 450 e 500, com entrada em serviço prevista para 2019.

E por último, no 2T18, a Embraer entregou também o seu primeiro Phenom 300E na região da Ásia Pacífico para a Northern Escape Collection. O Phenom 300E oferece a essa empresa, uma solução elegante para prover aos seus convidados o acesso as suas pousadas privadas no estado de Queensland, incluindo o Orpheus Island Lodge, o Daintree Ecolodge e o Mt Mulligan Lodge.

Embraer KC-390
Embraer KC-390

 

DEFESA & SEGURANÇA

O desenvolvimento do programa KC-390 continua em andamento e a certificação da aeronave básica (green aircraft) pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está prevista para o 2S18, conforme planejado inicialmente. A campanha de ensaio em voo atingiu mais de 1.700 horas no final do 2T18, apesar de um incidente envolvendo o protótipo 001 em maio, quando saiu da pista enquanto realizava testes de prova em solo na unidade de Gavião Peixoto (SP) da Embraer, com danos extensos na fuselagem e nos trens de pouso.

A produção seriada do primeiro KC-390 (aeronave 003) foi concluída no 1S18 e atualmente está sendo submetido a testes de certificação. Esta primeira aeronave seria entregue à Força Aérea Brasileira (FAB) até o final de 2018, conforme anunciado anteriormente. No entanto, como resultado do incidente envolvendo o protótipo 001, descrito acima, e um esforço para minimizar o potencial impacto na campanha de certificação final militar (FOC – Final Operational Capability), a FAB concordou em disponibilizar a aeronave 003 para a Embraer usá-la na conclusão da campanha de ensaio em voo, juntamente com o protótipo 002.

Como resultado, a entrada em serviço do KC-390 com a FAB, anteriormente prevista para o final de 2018, ocorrerá agora com a entrega da segunda aeronave de série (004), em 2019. As entregas das aeronaves de série, seguintes, continuarão a ocorrer sem alterações das datas contratadas. A mudança da campanha de ensaio em voo, neste novo cenário, com a utilização do protótipo 002 e da aeronave de série 003, está em revisão final e o impacto econômico de R$ 458,7 milhões foi contabilizado nos resultados do 2T18. A produção em série do KC-390 progride normalmente, com a montagem das aeronaves de números 004 a 008.

No 2T18, duas aeronaves A-29 Super Tucano foram entregues para a Força Aérea dos Estados Unidos “USAF” dentro programa de Light Air Support “LAS”.

Relacionado aos programas de modernização, a Embraer entregou a terceira aeronave do Programa AF-1/1A à Diretoria Aeronáutica da Marinha do Brasil, DAerM. O programa tem por objetivo a modernização do sistema aviônico das aeronaves.

Primeira etapa da avaliação técnica operacional da fase piloto do SISFRON concluída pelo Exército Brasileiro no 2T18, contemplando a maior parte dos subsistemas do projeto. A segunda etapa da avaliação, a qual contemplará o subsistema de inteligência de sinais (COMINT), está planejada para o 3T18.

Neste mesmo período, a Visiona concluiu a atividade de operação assistida do SGDC. Foi também iniciada a migração para as instalações dos Centros de Controle definitivos.

ERJ-145

SERVIÇOS & SUPORTE

Em abril, a Embraer Serviços & Suporte concluiu a primeira atualização de um jato executivo Phenom 300 com um divã para duas pessoas, aumentando a capacidade da aeronave para 11 ocupantes, a maior da sua classe.

Também em abril, a CommutAir, uma operadora da United Express, selecionou a Embraer Aircraft Maintenance Services (EAMS) em Nashville, Tennessee, como o fornecedor exclusivo de manutenção pesada para a frota da companhia de até 61 aeronaves ERJ-145. De acordo com o contrato de três anos, a EAMS fornecerá serviços de manutenção, modificação e reparo de fuselagem.

No mesmo mês, a Embraer Serviços & Suporte e a Belavia, Belarusian Airlines, a principal operadora da Bielorrússia, assinaram um acordo para o apoio da frota de E-Jets da Belavia. O acordo irá simplificar o suporte da frota da Belavia e melhorar a disponibilidade da aeronave. Em um acordo plurianual, a popular solução de suporte a componentes da Embraer está sendo adaptada às necessidades específicas da Belavia, oferecendo troca customizada e cobertura de reparo para um escopo mais amplo de componentes, bem como acesso a uma variedade de ferramentas especiais e equipamentos de suporte de solo necessários para manutenções pesadas permitindo que a Belavia possa realizá-las “in-house”.

ENTENDIMENTOS COM A BOEING

Em 05 de julho de 2018, a Embraer anunciou que assinou um memorando de entendimento preliminar e não vinculante com a The Boeing Co. (Boeing), através do qual as partes estabeleceram as premissas básicas para uma potencial combinação de determinados negócios, que incluirá a criação de uma joint venture (JV) entre a Companhia e a Boeing. Esta JV consistirá na transferência dos negócios de Aviação Comercial da Embraer e de suas operações relacionadas, serviços e capacidades de engenharia, e a Boeing, que após o fechamento da transação, adquirirá 80% da JV por US$ 3,8 bilhões, enquanto a Embraerreterá uma participação de 20% na JV. A Empresa manterá as unidades de negócios de Aviação Executiva e de Defesa & Segurança, bem como suas operações relacionadas, serviços e recursos de engenharia.

Além disso, a fim de permitir o crescimento mútuo e estabilidade do negócio, as partes envolvidas na transação entrarão em contratos operacionais de longo prazo envolvendo serviços de engenharia, licenças recíprocas de propriedade intelectual, acordos de pesquisa e desenvolvimento, acordo de compartilhamento e uso de certas instalações e tratamento preferencial no fornecimento de certos produtos, componentes e matérias-primas. Além disso, a Boeing e a Embraer avaliarão a viabilidade de investimentos conjuntos para a promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, especialmente o KC-390, em oportunidades identificadas conjuntamente.

A Embraer e a Boeing iniciaram negociações sobre os documentos finais da transação, que orientarão de forma vinculante, a estrutura e os termos financeiros da transação em bases mutuamente satisfatórias. Após a conclusão da due diligence e da auditoria de desmembramento, e no caso da Boeing e a Embraer chegarem a um consenso sobre tais documentos definitivos da transação, as partes enviarão as aprovações necessárias para a conclusão da transação, incluindo, entre outras: 1) aprovação pelo Governo Brasileiro; 2) aprovações pelos órgãos corporativos competentes de ambas as partes envolvidas na transação e; 3) aprovação de autoridades antitruste. A Companhia espera que esta transação seja concluída até o final de 2019, e uma vez finalizada, deverá trazer recursos significativos em caixa para reforçar o balanço patrimonial da Embraer e gerar lucros significativos aos seus acionistas.

DESDOBRAMENTOS DA AÇÃO COLETIVA

Em agosto de 2016, uma ação coletiva (putative securities class action) foi ajuizada em um tribunal norte-americano em face da Companhia e de seus antigos administradores, pleiteando supostos danos sofridos em razão de declarações alegadamente enganosas da Companhia em relação às investigações de FCPA e assuntos correlatos. Em 30 de março de 2018 o Tribunal julgou favoravelmente à Companhia o pedido de julgamento antecipado (motion to dismiss) e não houve recurso dessa decisão, estando, portando, encerrada tal ação.

RESULTADOS DE 2017 REFORMULADOS PARA AS NOVAS REGRAS CONTÁBEIS

Algumas informações referentes aos resultados trimestrais foram atualizadas devido a adoção do IFRS 15 (Receita de Contratos com Clientes) e do IFRS 9 (Instrumentos Financeiros) à partir de 1º de janeiro de 2018.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

RELAÇÕES COM INVESTIDORES

Eduardo Couto, Christopher Thornsberry, Caio Pinez, Nádia Santos, Paulo Ferreira e Viviane Pinheiro.

Tel: (12) 3927 1000

INFORMAÇÕES SOBRE A TELECONFERÊNCIA

A apresentação será transmitida ao vivo pela Internet em inglês, através do endereço ri.embraer.com.br, no dia 31 de julho de 2018 às 11h00min (SP) / 10h00min (NY).

CID: EMBRAER

  • Telefones Brasil: 11 3193-1001 / 11 2820-4001
  • Telefones Estados Unidos / Internacional: (Toll Free) +1 866 262-4553 / (Dial In) +1 412 317-6029

SOBRE A EMBRAER

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Para mais informações, visite o site www.embraer.com.br

Este documento pode conter projeções futuras, declarações e estimativas a respeito de circunstâncias ou eventos ainda não ocorridos, incluindo, porém não limitado às declarações de guidance. Estas projeções futuras e estimativas têm embasamento, em grande parte, nas atuais expectativas, projeções sobre eventos futuros e tendências financeiras e industriais que afetam os negócios da Embraer. Essas estimativas estão sujeitas a riscos, incertezas e suposições que incluem, dentre outras: condições gerais econômicas, políticas e comerciais, tanto no Brasil quanto nos mercados onde a Embraer atua; expectativas e estimativas da direção relacionadas ao desempenho financeiro futuro; planos e objetivos da direção; planos e programas de financiamento e efeitos da competição; tendências para o setor e oportunidades de crescimento; inflação e volatilidade do câmbio; os planos de investimento da Empresa; eficiência operacional e sinergias da Embraer e sua capacidade de desenvolver e entregar produtos nas datas previamente acordadas; resultados de operações; estratégias de negócio; benefícios de novas tecnologias e regulamentações governamentais existentes e futuras. Para obter informações adicionais sobre fatores que possam influenciar os resultados diferentemente daqueles previstos pela Embraer, favor consultar os relatórios arquivados pela Embraer na U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em particular os fatores discutidos nos capítulos Forward Looking Statements e Risk Factors no Relatório Anual – Form 20F da Embraer. Palavras como “acredita”, “pode”, “poderá”, “estima”, “continua”, “antecipa”, “pretende”, “espera” e termos similares têm por objetivo identificar expectativas. A Embraer não se sente obrigada a publicar atualizações nem a revisar quaisquer estimativas em decorrência de novas informações, eventos futuros ou quaisquer outros acontecimentos. Em vista dos riscos e incertezas inerentes, tais estimativas, eventos e previsões sobre o futuro podem não ocorrer. Os resultados reais e a performance da Embraer podem diferir substancialmente daqueles publicados anteriormente como expectativas da Embraer.

20 COMMENTS

  1. Agradeço aos editores por nos fornecer a noticia completa.
    Tinha lido em outro site que colocou fragmentado a reportagem, referente a entrega do 1ºKC390 para a FAB, dando margem para diversas interpretações.
    Sugiro uma matéria só para o KC390, da trabalho, a chamada desta matéria nos leva a pensar que é só parte financeira da EMBRAER

  2. Muitos dados a serem digeridos. Mas em uma primeira analise nota-se o importante faturamento no item seviços! É da ordem de grandeza do faturamento em vendas de novas aeronaves!
    Caro Alex, porque haveria “receitas do gripen”?

  3. A frase chave é: “Esse declínio na receita resultou da revisão da base de custos no contrato de desenvolvimento KC-390 (levando a um ajuste negativo durante o 2T18 das receitas reconhecidas em períodos anteriores, já que os contratos desse segmento são geralmente contabilizados considerando-se o percentual de conclusão). “
    Veja que esse é um “prejuizo” basicamente contabil e decorre principalmente em decorrencia do atrazo no fechamento da fase em que se encontra esse programa. Isso atenua o problema financeiro? Claro que nao, mas econômicamente falando nao muda o principal: é preciso que o governo brasileiro pague a sua parte e que vendas adicionais aconteçam.
    So explicando meu comentario ao Alex: achei muito oportuno seu comentario, pois as receitas (despesas) relativas ao Gripen nao foram explicitadas.

  4. se fosse o contrario, se fosse uma notícia dizendo que a Embrear teve lucro de 400 milhões esse post teria no mínimo uns 100 comentários todos falando a mesma coisa..

  5. KC390
    Custos não previstos do KC390 seriam a própria célula que foi perdida?
    Essa é uma questão não exposta nas notas explicativas.
    De outro lado, o KC390 #003 que era para ser entregue nesse segundo semestre à FAB, será utilizado para concluir as certificações da aeronave. A primeira aeronave, portanto, que a FAB receberá ser o #004 em 2019.
    O que me chamou mais a atenção, porém, é que as unidades de #004 à #008 já estão na linha de produção, que devem se seguir à outras unidades. Com uma gestação prevista de 12 meses, essa #008 deverá ser entregue em 2026.

    • “O que me chamou mais a atenção, porém, é que as unidades de #004 à #008 já estão na linha de produção, que devem se seguir à outras unidades. Com uma gestação prevista de 12 meses, essa #008 deverá ser entregue em 2026.”

      Como assim, Marcos? Você quer dar a entender que somente 1 aeronave será entrefue a cada 12 meses? Não, não é assim! Mesmo que tempo de montagem de cada célula leve 12 meses, não quer dizer que somente 1 sera entregue a cada 12 meses. Você obviamente sabe como funciona uma linha de montagem. Quando uma célula está na estação final da linha, em cada outra estação anterior há outras células, cada uma em um estágio de montagem. Não sei qual a capacidade maxima de produção da linha do KC-390, mas deve ser de várias células por ano. Também não lembro qual o cornograma de entregas do KC para a FAB. Já foi publicado, mas não lembro agora de cabeça. Mas, em 2026, já teremos mais do que 8 células entregues.

    • Tenho as mesmas dúvidas que você, 450 milhões não devem (até pode) ser da própria célula, pois apesar da mesma estar perdida, boa parte dos componentes podem ser reutilizados, sem contar que o projeto do KC possui vários parceiros (de cabeça, lembro ELEB (apesar de pertencer a EMB), ael, iae, rockwell, safran).
      Quanto as entregas, a montagem da linha não é sequencial (ou seja, a montagem só é iniciado após a conclusão), deve ser (me foge a palavra) pipeline, a montagem vai avançando, cada vez que uma etapa acaba, um outro avião entra na etapa finalizada.
      Ao contrário de muitos aqui, vejo com naturalidade esta fase da EMB, a empresa não está quebrada ou má gerida, tem um bom backlog, a priori tem bons produtos. Desafios como a desvalorização do real frente ao dolar, dívidas, custo e percalços no desenvolvimento das famílias E2, do KC, estão gerando este ruído todo, obviamente amplificado pela negociação junto a Boeing, mas a vida da EMB não está fácil.
      Muitos aqui são esquizofrênicos, amam ou odeiam, idolatram ou crucificam a empresa, este humor, muda a cada noticia ou minuto. hehehe

  6. O dia que eu estiver preocupado com resultados financeiros da Embraer vocês podem me colocar no hospício. Eu não tenho 1 real na Embraer.
    Obs: Não estou querendo ver o mal da empresa, pelo contrário, por ter muitos brasileiros nela eu desejo o melhor. Apenas não vejo motivo para se preocupar com algo que não é meu.

  7. Não é seu?
    E o patriotismo?
    A Embraer é a maior e única exportadora de bens de alta tecnologia (ou seja, tirando carne de porco, milho, etc).
    A Embraer faz parte do bem estar do país.
    Riquezas, emprego, balança comercial.
    Afeta cada um de nós.

    • Nonato, uma coisa é uma empresa que produz itens de alto valor agregado, como é o caso da Embraer. Outra coisa, é o agronegócio, que gera as famosas commodities, vistas por muitos como algo não tão nobre, por não ter, justamente, esse alto valor agregado. A carne de porco, de frango, de gado, soja, arroz, milho, etc, etc, etc, são os itens mais exportados pelo Brasil. Claro que uma tonelada de avião custa “n” vezes mais que uma tonelada de soja, por exemplo. A mão-de-obra para produzir um avião é muitíssimo mais qualificada que a mão-de-obra para produzir soja, por e exemplo. Mas, no final das contas, quantos bilhões de dólares advém da exportação de commodities e quantos bilhões advém da exportação de aviões? Quantos empregos a produção de commodities gera, tanto direta quanto indiretamente? Quantas fábricas de máquinas e implementos agrícolas temos? Aqui no RS temos várias. A John Deere, por exemplo, possui uma fábrica gigantesca de colheitadeiras e tratores na cidade de Horizontina, terra natal de Gisele Bündchen. Toda a economia daquela cidade gira em torno daquela fábrica. E isso se repete em muitas e muitas cidades pelo país todo. Se, num exercício de imaginação, todo nosso agronegócio fosse desmontado, o país literalmente iria para o buraco. Então, não somente a Embraer faz parte do bem estar do pais. Esse bem estar depende, hoje, muito mais do agronegócio.

    • Não é meu também.
      O meu patriotismo continua bem obrigado, amo o meu pais. O amor pelo meu pais não é pela seleção de futebol e das empresas.
      E dai que é a maior? Tem que pensar que ele importa muito componente também, inclusive ele utiliza o Recof no lugar do drawback.
      Você pode acreditar que faz parte do bem estar do pais, mas para mim não muito (para ser franco sim, ganhei uns trocados quando realizei, logo após a noticia da possível negociação, mas já ganhei bem mais em outras empresas, e perdi também), talvez o orgulho, mas orgulho tem que vir junto a participação, se não participa de algo, não tem o que se orgulhar, talvez admirar. Esta postura de bater no peito e dizer é nossa é horrivel, não fez absolutamente nada para tornar a empresa maior e quer participar da festa, quando a empresa vai mal, simplesmente vira as costas. Filho feio, não tem pai.
      Certo, emprego e balança comercial, mas riqueza nem tanto, talvez na cadeia de emprego.
      Onde te afetou? Você perdeu dias de sono? Acho que nem 5 minutos, agora para os funcionários pode sim.

  8. Colegas, com todo respeito e sem tentar causar celeuma.
    Mas essa é uma visão egoísta. Ah, não é meu… É de todos nós.
    O país gasta uma fortuna para desenvolver uma empresa é ter o prazer de dizer temos uma empresa nacional de alta tecnologia.
    Isso acontece com navios, aviões etc.
    Quase todo comprador hoje exige alguma transferência de tecnologia e sempre que possível fabricação local para gerar empregos e riquezas internamente.
    Aí, de repente perdermos qualquer uma dessas empresas para serem engolidas por outra que não é nossa, que está se lixando para nosso país que pode amanhã fechar tudo e levar para os EUA (onde certamente a população tem todo o interesse que suas empresas cresçam).
    Essa lógica de alguns é muita rasa, com todo o respeito.
    Um texto que tem tudo a ver com o tema.
    Primeiro levaram os negros
    Mas não me importei com isso
    Eu não era negro

    Em seguida levaram alguns operários
    Mas não me importei com isso
    Eu também não era operário

    Depois prenderam os miseráveis
    Mas não me importei com isso
    Porque eu não sou miserável

    Depois agarraram uns desempregados
    Mas como tenho meu emprego
    Também não me importei

    Agora estão me levando
    Mas já é tarde.
    Como eu não me importei com ninguém
    Ninguém se importa comigo.
    Bertolt Brecht

    • Nonato, eu penso um pouco diferente. Ao invés de

      “O país GASTA uma fortuna para desenvolver uma empresa e ter o PRAZER de dizer temos uma empresa nacional de alta tecnologia.”

      Eu prefiro dizer

      “Empresas INVESTEM uma fortuna para desenvolver um produto QUE TEM MERCADO.”

      Este entusiasmo por “tecnologia nacional” eu já vivi 30 anos atrás, quando trabalhava com informática na era da Reserva de Mercado. O país também gastou uma fortuna em troca do prazer de dizer que tínhamos computadores com tecnologia nacional. Na prática, significava que tínhamos computadores caros e com vários anos de atraso em relação aos resto do mundo. Mas realmente muitos brazucas sentiram o “prazer” de estufar o peito e dizer que tinham um computador brasileiro, enquanto alguns empresários amigos do governo preferiam sentir o prazer de encher os bolsos de dinheiro.

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