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Boeing-Embraer: investidor reclama na CVM que operação tenta burlar OPA

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O consultor em governança corporativa Renato Chaves protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) uma reclamação formal contra a operação entre Embraer e Boeing.

Ele é acionista da empresa brasileira e participou de sua reestruturação em 2006, quando era diretor da Previ (fundo de pensão do BB). Agora, acha que a chamada joint-venture mascara uma aquisição de controle que está saindo barata para a Boeing, e cara para os acionistas da fabricante brasileira. Pelo estatuto da Embraer, deve haver uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).

“A Embraer perde uma posição de destaque, deixa de ser comandante para virar passageira. Já a Boeing encontrou uma forma inteligente de não gastar dinheiro e ter um conhecimento que levaria anos para construir. Desenvolver uma área de aviões comerciais como é a Embraer hoje levaria uns cinco anos”, afirma, lembrando que só a homologação de um avião leva cerca de dois anos.

A CVM pode aceitar ou não a reclamação do investidor e, mesmo que aceite, não necessariamente determinará a realização da OPA. Para Chaves, “erros na comunicação” feita pelas duas empresas aumentam as chances de sucesso no órgão regulador do mercado capitais.

‘Operação nasceu torta’

Apesar do esforço para qualificar a modelagem como joint venture, vários pontos do comunicado reforçam o papel de compradora da Boeing. Notícias publicadas no site da Embraer e o próprio fato relevante falam em “aquisição” pela norte-americana das ações da empresa que será criada, indicam que terá “controle operacional e de gestão da nova empresa”.

“A operação em si nasceu torta, e erros de comunicação agravam a situação”, diz. O acionista não pretende questionar a associação, mas o modelo escolhido. Ontem, ao ler as primeiras informações, ele diz ter se surpreendido com a transferência para a nova empresa – de capital fechado, na qual a Embraer deterá apenas 20% – das atividades de aviação comercial, segmento no qual a companhia brasileira é líder global e que representa a maior parte de sua receita. Ao analisar toda a documentação, outros pontos chamaram a atenção do ex-diretor da Previ.

Ele coloca em dúvida a avaliação dos ativos que serão aportados na nova empresa. A Embraer entra com ativos já consolidados no mercado, que representam 85% de sua receita, e a Boeing, com “as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte”, mas a brasileira terá apenas 20% de participação na joint venture.

Além disso, o período de 10 anos em que as empresas não poderão vender suas participações aumenta, em sua opinião, a fragilidade da Embraer, que pode ver 80% de sua receita se transformar em uma empresa sem ativos, já que os projetos de aviões comerciais aportados estarão depreciados ao final do contrato e não há segurança de que novos projetos terão sido desenvolvidos.

“Também não está claro nos comunicados se a aviação executiva será transferida para a nova empresa, o que deixaria a Embraer só com a área de Defesa”, completa, frisando que, quando fala em aviação comercial, a Embraer se refere a tudo o que não é Defesa.

FONTE: UOL/Estadão

62 COMMENTS

  1. É simples. É só colocar esse plano em banho-maria e esperar o novo Governo, democraticamente ELEITO, decidir.
    Não há pressa, ainda que só faltam três meses para a eleição e cinco para a posse.

    • Meu Deus, será que é difícil tentar fazer um comentário mais técnico? É sempre essa conversa mole partidária e ideológica. O que presidente tem a ver com fusão/aquisição de empresas ou criação de joint venture?
      O legal que as pessoas falam isso como se houvesse uma diferença substancial nos grupos que governam o país, você mora no Brasil, sabe muito bem que a operação teria acontecido com qualquer presidente, desde que bem feita (e é justamente nesse ponto que você erra, pois fala de algo sem total conhecimento! Nós não estamos envolvidos nessa negociação e não sabemos de detalhes, eu sequer trabalho nessa área).
      Nas últimas décadas o Brasil vem sendo comprando por chineses e o silêncio foi enorme…agora começou essa história da Embraer e todos passaram a ser patriotas (se é que o termo deva ser usado para nacionalização de empresas).
      Nas últimas 2 décadas o Estado brasileiro lançou quase 1 trilhão em títulos públicos com o propósito de encher o bolso dos homens mais ricos do país e de empresas estrangeiras, empréstimos direitos com juros zero. NÃO vi 1 brasileiro abrir a boca para reclamar, a elite empresarial do país comprando capas de jornais dentro e fora do Brasil para mostrar o “novo Brasil” e o silêncio total dos “patriotas”.
      Jamais na história do Brasil tinha ocorrido algo similar, nunca houve uma concentração tão forte de recursos nas mãos de poucos. Ahhhh mas gera emprego (ohhhhhh).
      …………………………
      Governo democraticamente eleito kkkkk tipo Lula? Que usava dinheiro roubado de obras públicas para comprar votos dentro do congresso nacional? Algo gravíssimo que fere a democracia e a estrutura de Estado (ataque contra o estado) ou a Dilma que pagou 80% da campanha com dinheiro roubado de obras públicas? O que mais tem na internet é donos e executivos de empresas dizendo que roubavam de obras públicas e faziam caixa2 para o PT. O Temer não faz parte dessa democracia suja? O mesmo que é o principal aliado dos 2 citados desde 2004? Deu base no congresso para os 2 citados anteriormente? O mesmo que foi vice 2 vezes e que faz parte do maior partido do país?
      Outra coisa, 99,99% das pessoas não tem a mínima ideia sobre o setor de avião, sobre Embraer e sobre aquisições/fusões/joint venture etc…ser ou não democrático nesse contexto não faz a menor diferença, estamos tratando de um assunto técnico e não de mera opinião do “povão”.
      Eu vi e vejo coisas infinitamente piores e vi e vejo o silêncio total…daqueles que receberam dezenas de bilhões do Estado e daqueles que recebem Bolsa família. Ambos não agregam nada ao país e ambos se vendem ao aparelhamento do Estado.
      …………………………
      A minha abordagem sobre a situação da EMBRAER é exatamente oposta a de muitos, em vez de chorar e morrer pela Embraer, eu acho muito mais interessante o Brasil fomentar o desenvolvimento de várias empresas aeronáuticas. Importante é ter um ambiente bom de ensino, de pesquisa, de inovação e de mercado nesse setor, dessa forma, teremos várias pequenas empresas nesse setor, dentro da realidade de mercado. Cria-se o ambiente propício e logo teremos outras empresas além de Embraer e de Novaer…mais importante que empresas são as pessoas.
      Abraço!

    • _________

      Não é assunto do tópico, mas…

      …vou te explicar, talvez tu não saiba.

      O atual Governo foi eleito democraticamente, a presidente era a “Dilma” e o vice era o “Temer”.

      Devido ao impeachment da “Dilma”, o vice presidente assumiu a presidência.

      Tudo previsto nas Leis brasileiras.

      Muito estranho que pessoas que votaram no Temer “ontem”, “hoje” estejam descontentes.

      COMENTÁRIO EDITADO. NÃO COLOQUE APELIDOS NOS DEMAIS PARA NÃO SER APELIDADO.

    • Se chegou à incomodar as grandes só deixar como esta para crescer mais e passar para o time de cima, mantendo os ativos todos na EMBRAER, sem se preocupar, apenas continuar trabalhando como sempre fez

  2. Concordo planamente com o Renato Chaves, esta se criando uma nova empresa onde a Boeing vai ter 80% e a Embraer só 20% do que é dela…. Que parceria é esta?

    • Pelo que eu entendi, essa nova empresa irá incluir todos os aviões produzidos hoje não só pela brasileira, como pela Boeing, então seria 20% de tudo…

      • A Embraer será dona de 20% da nova empresa, mas sem direito a nada. foi até o momento o que eu entendi. Entregando praticamente toda a sua linha de produção comercial.

      • Não é isso. A Embraer está vendendo à Boeing 80% de sua unidade de jatos comerciais por cerca de U$4 bilhões. Portanto, a Embraer ficará com 20% do que já tinha e a Boeing com 80% do que não tinha: uma empresa que projeta com competência jatos comerciais regionais que ela não tinha em seu portfólio de produtos.

        • Vejamos, as duas empresas alegam que estão abrindo uma parceria e através desta criando uma terceira empresa. Porém esta ficando claro que esta é uma manipulação para Boeing comprar uma fatia da Embraer a preço de banana. E não é só mente eu que penso desta maneira, tanto que o consultor Renato Chaves faz as mesmas reclamações….

  3. Do jeito que está posta esta JV, com apenas 20% para a Embraer, sem dúvida ela é lesionária. Sobre os argumentos do sr. Renato Chaves, não tenho como rebate-los ou tampouco confirmar, mas em vista a sua posição de acionário a CVM deve apurar clareza o que ele aponta e a Embraer, deve lhe dar toda a explicação necessária, para que não haja dúvidas quanto à transparência e respeito com seus acionistas bem como de todo o processo.

  4. Negócios são negócios, e o mercado deve definir. incompetência dos investidores que não conseguiram prever o cenário e foram deixados de lado. Ter êxito em um mundo plenamente liberal tem de saber ganhar e perder.
    Azar do Brasil, e sua soberania e seu inexistência de projeto de nação porque os empregos, a montagem de aviões e as operações vão todas para os USA em até cinco anos.

    • Meu caro, investidor nenhum foi deixado de lado. Ganhar ou perder faz parte da coisa.
      Quanto ao OPA, se o estatuto diz isto, vai dar pano para manga. Não tenho competência para opinar sobre isto, mas tem pé e cabeça, agora se isto é motivo para melar o negócio, não sei. Tenho um chute que não (pois tem muita gente envolvida nas negociação, não iriam deixar passar batido).
      Agora a montagem e as operações irem em até cinco anos, é chute seu, não li nada disto, por sinal, só vi que a a nova empresa terá o CEO alocado no Brasil, isto é um indicativo que a matriz ficará aqui.

    • Talvez o amigo possa indicar um país que faça parte deste “mundo plenamente liberal”, unzinho, que seja. O que estou vendo é o patrimônio brasileiro sendo destruído e a galera batendo palma para os espertos dançarem. O pessoal diz que ganhar e perder é do jogo. Mas vale lembrar dos fundos abutres que pediram compensação por suposta perda em relação à Petrobras. E, aliás, o valor que eles levaram, por negociar lixo, é bem superior ao que receberão os acionistas de uma das maiores empresas de aviação do planeta. Vida que segue.

  5. Digo e repito
    A saída é reestatizar a Embraer

    Não podemos ficar assistindo esse roubo da Boeing de braços cruzados
    Estão levando a nossa tecnologia, nosso capital humano e o nosso orgulho nacional que é a Embraer… por um preço de banana

    • Está fácil, o que sobrou já é maior que a massa que foi privatizada. Se continuasse sendo estatal, a boeing nem se interessaria e ninguém estaria discutindo se o dono de um bem tem direito a vende-lo ou não.

      • Golden Share. A empresa é privada, mas sujeita a determinadas aprovações do governo. Não há dificuldade nenhuma em entender isso.

  6. Acho a opinião do Sr. Renato Chaves é muito coerente, e penso que ele como um ex administrador do Previ, tem muita capacidade técnica para emitir essa opinião.
    A questão da OPA é no mínimo para reflexão, por quê não colocamos esse negócio na bolsa para receber lances de vários concorrentes? Não haveria uma maior valorização dos ativos da Embraer?
    A segunda questão é ainda mais séria, afinal será pago algo em torno de 4 bilhões de dólares por uma carteira de jatos que é sucesso de vendas e líder mundial no segmento, penso que muito pouco. É tão pouco que costumo brincar dizendo que governadores de estados pequenos como Sergipe e Acre deviam fazer uma proposta e levar a Embraer para seus Estados, com empregos , impostos, linhas de montagem , etc,etc, etc…
    Acho muito importante que a CVM e o MPF entrem com força nessa negociação, afinal é o que se espera de um País democrático, que as coisas sejam feitas com transparência e dando satisfação aos órgãos reguladores.

  7. Sem entrar no mérito geopolítico da ‘aliança’, kkkkk, mas apenas fazendo um comentariozinho sobre a questão comercial: no mundo corporativo de hoje, e qualquer disciplina inicial de algum curso universitário da área (Administração de Empresas ou Economia) vai te dizer isso, goste ou não (eu não…), é que vivemos num período, onde ao contrário do tempo dos nossos avós, onde uma lojinha de esquina provia o sustento para a família inteira, os tempos de hoje são marcados por grandes corporações dando as cartas em todos os segmentos econômicos, onde as lojinhas de esquina simplesmente são compradas por concorrentes maiores, as ‘redes’, ou fecham as portas. Deste modo, se uma empresa maior quer comprar uma menor do seu ramo, ele simplesmente leva e deu! E sem choro nem velas! E não interessa se a menor é ‘joia da coroa’, ‘orgulho nacional’ etc.

    Uns meses atrás, li uma matéria em inglês não sei em que site, kkkk, com um figurão da indústria aeroespacial, acho que era o CEO da Airbus ou da Rolls-Royce, e ele dizia que daqui a uns 30 anos, o mercado aeroespacial será fatiado entre 3 grandes ‘players’: Airbus, Boeing e uma chinesa que fatalmente aparecerá seguindo o mesmo roteiro que as empresas chinesas têm cumprido em qualquer área econômica: primeiramente ganharão mercado pelo preço, vendendo para regiões para as quais os ocidentais não vendem por causa de ‘strings attached’, traduzindo, nhé-nhé-nhé político-ideológico. Depois eles avançam pra conquistar mercados maduros.

    Resumindo a ópera (seja para o mercado aeroespacial seja para a lojinha da esquina): quem pode, faz; quem não pode, bate palmas.

    • É isso mesmo.

      Termo religioso disso é princípio de Mateus.
      Termo científico é distribuição de Pareto.

      Isso vai desde aviação, lojas, imóveis, mulheres, animais e tudo mais que existe.

      Podemos aproveitar essa oportunidade ou perder o bonde e ficar com uma fadea brasileira.

    • O mundo atual está migrando um pouco dessa tendência (grandes empresas que podem tudo), os consumidores querem algo mais pessoal, mais intimo, algo que grandes conglomerados tem dificuldades de oferecer, as novas tecnologias também tendem a atropelar os antigos negócios, veja o caso da Nokia. O que existe é um paradoxo, de um lado o Estado quer e talvez precise garantir um certo nível de qualidade do produto ou serviço vendido, fazendo isso através de regulação, e ao mesmo tempo não criando tanto entrave que dificulte a entrada de novos players.

  8. Esse acordo é mesmo um absurdo. É a Boeing quem precisa da Embraer, mas chegou aqui vendendo o contrário.
    A Boeing não tem condições nem desejo de concorrer, ao mesmo tempo, com a Embraer e a Airbus-Bombardier na aviação de 70 a 120 assentos. Está com o pires na mão, mas conseguindo tudo o que queria.
    Mas uma coisa eles não sabem ainda: a confusão jurídica de nosso país. Vão ser tantas ações na justiça que daqui a dez anos perceberão que só o conseguiram foi “perder dez anos”.

    • A Boeing não tem produto para esse mercado e ainda vem tendo mono encomendas que a Airbus no seu mercado principal. Seu backlog é de cerca de 5.800 contra 7.500 da européia. Não estou nem contando com um possível embargo de seus produtos por conta dessa ridícula guerra comercial de Trump.

    • Al Masdar comenta que foi um ataque de mísseis. Colocaram até vídeo. mas é muito difícil baixar os vídeos desse site. Desisti de assistir.

    • Mais uma Fake news do desmoralizado regime de Assad! A verdade é que a base foi atacada e mais alguns iranianos foram conhecer suas virgens mais cedo.

      E segue o baile, para desespero dos odiadores do Estado de Israel e que querem a sua destruição.

  9. Cavalheiros
    Tecnicamente a Boeing não está comprando a Embraer. Elas estão se associando em uma nova empresa. A Embraer entra com patrimônio e a Boeing com dinheiro, para compensar a diferença de percentuais.
    Mais ou menos igual a fusão entre Lan Chile e Tam. Ou do Itaú e Unibanco.
    O que vai acontecer no futuro (isto eu aposto), caso não haja cláusula impeditiva no contrato da nova empresa, é que a Boeing queira elevar o capital desta nova empresa. A Embraer teria como bancar a parte dela? Se não o fizer, ela veria sua participação de 20% baixar para 15% e assim por diante. Este 15% é só um exemplo.
    Quanto ao resto, só depois de sair os termos definitivos do acordo.

    • Tecnicamente, está sim. Por uma questão política e não técnica, estão chamando a compra de Joint Venture mas, na prática, a Embraer está criando uma nova empresa para a qual transferirá sua produção de jatos comerciais e a Embraer comprará 80% das ações desta empresa, tendo total controle gerencial sobre a mesma.
      A título de exemplo, a joint venture que a Embraer montou com a AVIC 2 chinesa, a Harbin Embraer, viabilizou produção dos jatos ERJ lá, sem transferir o projeto dos aviões nem a exclusividade de sua produção. A Embraer daqui continuou produzindo os jatos ERJ e os produzidos lá continuaram ostentando o logo da Embraer.
      Não é isso o que acontecerá agora. O que vemos é uma venda disfarçada de joint venture.

    • Vai ser engraçado ver a cara dos que apoiam isso, quando isso for parar na lenta justiça brasileira, o mi mi mi vai ser de graça e livre

  10. Essa parte diz tudo sobre o futuro da Embraer:

    “Além disso, o período de 10 anos em que as empresas não poderão vender suas participações aumenta, em sua opinião, a fragilidade da Embraer, que pode ver 80% de sua receita se transformar em uma empresa sem ativos, já que os projetos de aviões comerciais aportados estarão depreciados ao final do contrato e não há segurança de que novos projetos terão sido desenvolvidos.”

    E ainda tem gente que defende uma monstruosidade dessas. Ahhh se fosse a Embraer querendo “comprar” a Boeing…. nem estaríamos mais falando sobre isso, pois o negócio já teria sido barrado faz tempo!

  11. Resolvido! Cancelar a transação e a Boeing entra forte no mercado disputado e acaba com a EMBRAER…talvez assim os contrários ao acordo e defensores da soberania nacional fiquem satisfeitos! Parabéns!…#sqn

    • Se até acionistas que seriam os mais beneficiados da venda ja começaram a chiar contra o negócio é porque é um péssimo negócio.
      A Boeing nao acabará facil com a Embraer nunca! Isso é terrorismo psicológico que estao fazendo. A Embraer tem um mercado sólido, o mundo é globalizado, tem compradores de sobra. A Embraer pode superar as outras se fazer por onde.

  12. Pelo amor de Deus, esqueçam esse negócio de estatizar a Embraer. Não quero ver mais uma estatal ser saqueada pela esquerda e muito menos pelo sindicalistas.

  13. estou começando no mercado financeiro, e se isso for verdade as ações da EMBRAER vão cair, pq diabos vou ter ações de uma empresa que vai perder dinheiro? melhor comprar ações da Boeing, perder 80 por cento da sua parte de aviação comercial, é uma facada perto do coração, não entendi onde está o benefício para a EMBRAER, e principalmente para o acionista da empresa.

  14. Em compensação a Boeing vai promover as aeronaves militares e executivas a ganho zero, apenas com participação na venda.
    .
    Ao menos já se sabe a duração da JV : 10 anos.
    .
    Na Autolatina a VW e a Ford acabaram com produtos melhores.
    .
    Qual será o acesso que a Embraer terá a projetos e produtos da Boeing ?

    • Já tinha lido sobre isso na Sputnik.
      Acho que a maioria dos países está muito comedida com gastos militares.
      Agora, com França e Alemanha, R.U. e Suécia, Turquia, Coreia, Japão desenvolvendo seus jatos e com a desistência da Itália, quem se habilitará a comprar o F-35 em futuro próximo?

  15. Todas dão muita opinião sobre esse negocio e alguns mencionam que não possuem todos os fatos e dados.
    Pois bem, agora temos alguém de dentro com os tais fatos e dados, levantando pontos a serem observados. O mesmo não é contra o negocio, mas contra o modelo apresentado. Mas vale lembra algo. O Brasil pagará algo em torno de 5bi por 36 aviões de caça (resumindo o caso). A Boeing pagará o mesmo pela Embraer? ( por favor, que não me aparece um gênio das galáxias me dizer que o valor é pela nova empresa e não pela Embraer).

    Abraço a todos

  16. Boa noite foristas:
    Se antes de tudo isso acontecer,seria viável juntar a Embraer a Bombardier?
    Essa empresa conseguiria sobreviver?

  17. Que isto não seja a repetição daquela história do descobrimento… em que os portugueses trocavam os seus espelhos com os índios pela riqueza daqui. * PS. desta vez, catequizados pelo mercado!? *

  18. O sucesso da Embraer está sendo seu mal.
    Se tivesse continuado pequena, produzindo Bandeirantes, tucanos, AMX, Brasília, ninguém se incomodaria muito, assim como a ATR e a Dassault não incomodam muito.
    Já a terceira maior fabricante de aviões do mundo desperta cobiça.
    Até prefiro uma empresa enxuta e nossa a uma empresa grande, sendo extinta por rivais.
    A Bombardier se entregou nos braços da Airbus porque estava mal das pernas e porque o governo canadense queria dar um troço na Boeing.
    Não é esse o caso da Embraer.

    • A ATR é da Airbus.
      Quebro a situação da Embraer…. Não é essa a questão. A questão é o cenário a frente… Ou seja para onde iria se ficasse sozinha.

      • Como pode-se ver, mais uma vez, está colocando meias verdades, para justificar esta pataquada. A Airbus participa, junto com a Leonardo, do consórcio ATR (na Itália), mas quem manda é a Leonardo e não a Airbus.

        E iria avançar bastante, inclusive, sobre alguns nicho de mercado da Boeing e Airbus, porque possui ótimos produtos e capacidade tecnológica. Com o término do desenvolvimento do E2, o próximo passo é o desenvolvimento de aviões concorrentes diretos do B737 e B320, detalhe, projetos com muitas décadas na costa e que estão no limiar do seu desenvolvimento. Com a expertise que a Embraer tem, especialmente por não inventar a roda, os projetos Embraer saem mais baratos e mais competitivos. Isto vem desde os ERJs.

        O que a Boeing está fazendo, e você concordando com isto, é eliminar um futuro concorrente do mercado de aviação comercial, bem como na aviação militar, já que os novos projetos militares AEW&C, RS e MP da Embraer, usam como plataforma os E1 e E2 e serão fortes concorrentes dos B737 AEW&C e P-8 Poseidon. São mais baratos e com desempenho equivalentes.

        Me admira o próprio Osires Silva querer mudar de opinião nestas alturas do campeonato, não quer mais a Embraer como a cabeça do rato e sim como o rabo do leão. Lamentável!!!

  19. Os políticos brasileiros não tem competência nem para fiscalizar e fazer com que concluía obras de infraestrutura que foram licitadas para a copa de 2014 mas quer se meter em um negocio de uma empresa privada. A compra da sucateada refinaria de Pasadena por R$1 bilhão é um exemplo claro de interesse e competência dos políticos brasileiros.
    Quem tem mais competência para falar , os comandantes das três forças juntamente com o MD que são a favoráveis ao negocio ou esta turma de políticos sangue suga ?
    Quem sabe mais, os executivos da EMBRAER que querem o negocio ou estes políticos que não estão vendo vantagem para eles.

  20. Quando dos primeiros capítulos desta novela comentei aqui no “Poder Aéreo” em 7 de fevereiro de 2018 at 10:26, e em 16 de abril de 2018 at 11:45
    *** Estou aqui lembrando do que ocorreu com a CEMIG: nos últimos meses do mandato (1999) de Eduardo Azeredo governador de MG, um “esquema” foi montado pelo o vice-governador Walfrido Mares-Guia (aguele que emprestava o jatinho para o “09 dedos”) junto a empresa Southern Electric do Brasil – SEB foram vendidos 32,96 % das ações ordinárias da CEMIG, por um valor de cerca de US$ 1 bilhão pois era considerada “sócio estratégico”. Conforme o contrato este novo sócio é que mandaria na CEMIG, apesar de ser minoritário; e a realização do pagamento por esta participação acionária somente seria efetuada após o encerramento do ano fiscal brasileiro. Então com os dividendos recebidos (pois àquela época a CEMIG dava muito lucro) este “sócio estratégico” – SEB pagou ao governo de minas a compra das ações. O governador seguinte – Itamar Franco acabou “melando” o “negócio” com várias ações na justiça. Acredito que a Boeing está sendo ingênua, pois, se confirmar a “negociação” nos termos divulgados, haverão muitas dores-de-cabeça !!!!
    *** Engraçado: 421 jatos médios com pedidos firmes, aproximadamente 06 anos de produção. Cada jato custando em média US$ 58,2 milhões. Total do valor em pedidos firmes (não considerando opções) US$ 24,5 bilhões, repito ________________________.
    E o valor de venda da companhia é de apenas US$ 5 bilhões ???????????
    Atualmente Eduardo Azeredo está quase preso pois já foi condenado a 24 anos de prisão em 2ª instância, e não tem foro privilegiado. Marcos Valério também fazia parte da “jogada”.
    E os “diretores” da EMBRAER vão correr o risco ???????

    *** Em tempo: desde 23/maio Eduardo Azeredo se encontra ______________.

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS.

  21. Meu receio, do ponto de vista de indústria nacional, é o fim do nosso parque industrial aeronáutico civil. A Boeing, quando adquiriu a McDonnel Douglas na década de 90, o fez prometendo manter, por um certo tempo, as unidades e os empregos da empresa adquirida. Logo tudo desapareceu, fábricas e empregos.

    Não é, nem de longe, interessante à Boeing, manter linha de produção e tecnologia no Brasil. Vai ser “America First” sim. e por apenas $ 4 bilhões, ou seja, mais baratos que o custo de um projeto de um ERJ que já se mostrou bem sucedido.

    Por mais que digam que a Embraer já é mais estrangeira do que brasileira, a Golden Share ajuda muito na manutenção do parque fabril aqui e na escolha de empresas brasileiras na cadeia de suprimentos da Embraer, em nome da soberania e da indústria nacional. Não se deve desprezar isso.

  22. O valor que a Boeing desembolsou é dinheiro de pinga ..
    Apenas 20% para a Embraer é muito pouco, preocupações futuras devem ser levantadas em relação a nossa aviação regional que está jogada as traças.

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