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Gripen no Brasil: Saab apresentará instalações de fábrica

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Evento para apresentar ‘próximos passos do projeto’ da Saab Aeronáutica Montagens, em São Bernardo do Campo, será nesta quarta-feira, 9 de maio

A Saab, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que nesta quarta-feira (9/5/2018) apresentará a convidados as instalações de sua fábrica de aeroestruturas em São Bernardo do Campo (SP), denominada SAM (Saab Aeronáutica Montagens), engajada no programa para atender à encomenda de 36 caças Saab Gripen pela Força Aérea Brasileira (FAB).

No convite à imprensa, além de informar que serão conhecidos “os próximos passos do projeto da nova fábrica de aeroestruturas da Saab em São Bernardo do Campo”, a empresa também mencionou que os convidados irão “conhecer de perto os progressos do Programa Gripen Brasileiro”.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, estarão presentes ao evento os executivos Marcelo Lima, diretor-geral da SAM, Mikael Franzén, chefe da Unidade de Negócios Gripen Brasil na Saab, Bengt Janér, diretor Gripen Brasil da Saab e Jonas Hjelm, vice presidente senior da Saab Aeronautics.

Aeroestruturas – Segundo informe da Saab feito em outubro do ano passado para anunciar o diretor da SAM, Marcelo Lima, as instalações da fábrica em São Bernardo do Campo deverão “produzir aeroestruturas, como cone de cauda, freios aerodinâmicos, asas, fuselagem dianteira (tanto da versão monoposto quando da biposto) e fuselagem traseira para os caças Gripen da Força Aérea Brasileira.” Essas partes serão enviadas a Gavião Peixoto (SP), local da linha de montagem final dos componentes de 15 dos 36 caças Gripen da encomenda da FAB. Em Gavião Peixoto, onde a Embraer realiza a montagem final de suas aeronaves da área de Defesa, já existe o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN).

Segundo cronograma divulgado pela FAB, a partir de de 2020 começará a produção do primeiro dos 15 caças a serem feitos no Brasil, neste caso um monoposto (Gripen E) previsto para entrega em agosto de 2022. O primeiro biposto (Gripen F) deverá deixar a linha de montagem no ano seguinte. Antes disso, ficará a cargo da fábrica da Saab na Suécia produzir as primeiras aeronaves da encomenda brasileira. O exemplar que abre as entregas do Gripen E para o Brasil no ano que vem, e que atualmente se encontra em produção, será empregado nos testes da versão da FAB (que, entre outros diferenciais, terá painel com tela única de grande área). A partir de 2021 serão entregues aviões de série para esquadrões operacionais da FAB baseados em Anápolis (GO).

Logística – Segundo a Saab, a escolha de São Bernardo do Campo para a SAM foi devido à cidade ter “longa tradição em receber empresas suecas”, assim como pela “qualidade de sua força de trabalho industria”, proximidade de “universidades, indústrias e centros de pesquisa”, e também pela facilidades logísticas, como o acesso a portos, aeroportos, rodovias, ao polo aeronáutico de São José dos Campos e ao GDDN em Gavião Peixoto.

Aguarde mais informações aqui no Poder Aéreo.

Fotos de caças Gripen C e do protótipo do Gripen E em caráter meramente ilustrativo. Clique nos links do texto para ver matérias anteriores sobre o tema.

119 COMMENTS

    • Oseias, a fábrica está sendo instalada e, pelo que foi informado anteriormente, o primeiro núcleo de trabalhadores está em fase de treinamento. Linha de produção de aeroestruturas, funcionando, só mais tarde.

  1. Interessante. Mas não entendo o porque dessa fabrica. Seria uma contra partida comercial, falta de confiança na Embraer ou aproveitar mão de obra mais barata para certas partes da aeronave em futuras encomendas?

    • Olá.
      Acredito ser por “segurança”…
      Vai que alguém resolva negociar a área de Defesa e Segurança da Embraer…
      SDS.

    • A Embraer não poderia fabricar partes e componentes do caça . Ela vai montar as aeronaves e só .Todo o resto fica a cargo eda SAAB.A SAAB não iria tranferir este tip ode conhecimento a Embraer

      • BILL27,
        Tem dezenas de engenheiros da Embraer que passaram por treinamento na Saab, outros tantos ainda passando ou que passarão, o que inclui participação em vários detalhes do projeto do avião. Isso não é só pra saberem montar o caça aqui no Brasil. Já conversei com alguns na Suécia, e embora obviamente não pudessem detalhar, mostraram em que áreas estavam trabalhando e responderam minhas perguntas até onde foi possível. Tem projeto, integração, um monte de detalhes que vão até o sostema de refrigeração dos sistemas eletrônicos instalados em diversas partes do caça (um dos exemplos do que tratei com pessoal brasileiro lá) e transferência de tecnologia com desenvolvimento conjunto via “on the job training” pra tudo isso.

        Tem umas 100 ou mais matérias aqui tratando desse assunto.

        • Sim ,isso eu acompanhei aqui no site .
          Eu quis dizer que estas seções que serão fabricadas na SAAB , alem das asas da Akaer ,não vai ser passado a Embraer ,muito menos o ferramental para a construção de tudo isso ou estou equivocado ?
          Obrigado pelos esclarecimentos brother

          • BILL27, que eu saiba Akaer não faz asa, ela projeta.
            Não entendi essa pergunta sobre ferramental. Cada empresa responsável por um item específico ou serviço faz a sua parte, não entendo porque uma empresa vai repetir o ferramental de outra para uma atividade que não será de sua responsabilidade. Seria o mesmo que uma fábrica de automóveis, que eventualmente compra paralamas de um fornecedor X porque assim é o modelo do negócio, ter também na sua fábrica a prensa e molde de estamparia para fazer lá mesmo o paralamas que já vem feito. Cada produto tem seu modelo de negócios e tarefas distribuídas.

    • Na verdade é estranho porque o grupo inbra era o responsável pelas estruturas. O que pode ter acontecido para a Saab assumir? Pior, e a transferência de tecnologia?

  2. É!!Isso é muito bom! Com um pequeno atraso aqui e ali os cronogramas estão sendo cumpridos. Mas, onde está os protótipos, testes… Eu quero ver o Gripen E/ Gripen NG realizando testes de manobras extremas…, alguém já viu os protótipos fazendo pelo menos uma cobra? a toda prova! como o KC 390 que está buscando os seus parâmetros e limites como o ocorrido novamente e recente.

  3. Eu não sei o que é pior, voando da Suécia até o Brasil, ou de carreta de São Bernardo do Campo até Gavião Peixoto.

    • Para quem não é de SP, São Bernardo do Campo é ao lado da Rodovia Preso Dutra e em 1h30 min você está em São José dos Campos

        • As estradas em questão: Rodovia dos Imigrantes, Rodoanel Mário Covas, Rodovia dos Bandeirantes e Rodovia Washington Luis. Muito pouco se reclama do estado das mesmas, geralmente mencionadas entre as melhores estradas em conservação no Brasil, mas costuma-se reclamar bastante dos valores dos pedágios, que no caso eu creio que impactarão muito pouco em itens de altíssimo valor agregado como componentes aeronáuticos.

          Não sei se você conhece as estradas, mas inúmeras indústrias ficam em suas margens, assim como empresas de logística e seus depósitos.

          • Conheço, mas não conheço até Gavião Peixoto,imaginei que a saída de São Bernado e a chegada próxima de Gavião Peixoto pudessem não estar tão boas assim. E a última vez que passei por lá era no tempo do posto Atlantic.
            Sendo assim, que seja, é pior de avião!

      • Mas as peças não vão para São José dos Campos. Para quem não é de SP, Gavião Peixoto fica próximo de Araraquara, a uns 300 km de São Paulo

      • Leonardo, acho que você se confundiu. São Bernardo do Campo fica ao sul da cidade de São Paulo, e pela cidade passam as rodovias Anchieta e Imigrantes, rumo ao litoral (Santos). Já a rodovia Presidente Dutra (que une São Paulo ao Rio de Janeiro pelo Vale do Paraíba) passa pela Zona Norte de São Paulo. Desde 2015, essas rodovias são cruzadas pelo Rodoanel, facilitando a ligação. O mesmo vale para acessar saindo da Anchieta e Imigrantes, e passando pelo Rodoanel, rodovias rumo ao interior do Estado de São Paulo, onde está Gavião Peixoto.

      • SBC ao lado da Dutra? Caramba é bem longe… mas a malha rodoviária ( tirando o pedágio ) é a melhor do Brasil…

    • Roberto, não entendi. Qual o problema ou a novidade de se transportar partes estruturais de aeronaves por via terrestre até uma linha de montagem final? Transporta-se itens do tipo de avião, navio, caminhão etc em todo o mundo.

      • Nunão, creio que o Roberto não esteja falando de infraestrutura rodoviária, e sim de efetiva absorção de tecnologia pela indústria nacional…

          • Roberto, nesse caso específico, o caminho é muito bom. Caro pra rodar, mas bom. Desconheço buraqueira nessa ligação.

            PS – depois que eu conhecer o pequeno trecho entre a saída da Imigrantes e a entrada da fábrica eu digo pelo menos se tem buraco nessa ponta inicial. Já o trechinho final da outra ponta do caminho, em Gavião Peixoto, vou ficar devendo, só fui pra lá de avião.

          • Chegando a Araraquara via W. Luiz, é necessário segui original uma vacinalista até a Embraer GPX. Já passei por ali mas faz alguns anos.

          • Asfalto não vai ser problema brother ,tampouco o tamanho das partes ,então é tranquilo .Posso estar enganado ,mas não conheço algum caça que teve esta logistica toda na sua fabricação ,digo e mtermos rodoviarios

  4. Obviamente a escolha do local foi política. Todas as indústrias que podem estão deixando o ABC, como a própria Embraer fez, ao instalar a EDS em Gavião Peixoto. A Saab poderia ter escolhido São Carlos, a uns 50km de Gavião Peixoto e com duas universidades de ponta, uma das quais com um curso de engenharia aeronáutica. Ao invés disso foram de encontro com o que restou de um dos sindicatos mais agressivos do país

    • Até onde sei GP foi escolhida por razões climáticas,topográficas , geográficas e de logística em áreas diversas. Se no processo a Embraer se livrou de sindicatos,aí foi bônus.

    • O prefeito de SBC a época fez muito lobby ,ate´voou no caça .Pra mim tá claro que foi uma escolha no mínimo politica .

      • Tudo bem, mas chamá-lo de piloto de testes é ofender as capacidades e talento dos pilotos de testes da empresa. Conheci dois deles pessoalmente, não merecem isso. E conheci e fiz perguntas ao ex-prefeito também, em mais de um evento de empresas de defesa baseadas na cidade. Preferi conversar com os pilotos lá na Suécia, sem desmerecer os dotes oratórios do político do ABC, cada um na sua. Mas chega de falar disso, política não é o tema do site.

    • Nem da pra acreditar que montaram uma fabrica para construir peças para apenas 15 caças…
      Pelo menos financeiramnete ,parece uma coisa inviavel

      • A ideia é produzir mais peças depois dessas, Bill, e não só para essa encomenda daqui ou só para Gripen. Ninguém investe fábrica para um só projeto.

        Mais detalhes eu perguntarei na quarta-feira.

      • Não é mais fácil os lotes de motores irem de avião de carga direto pra Gavião Peixoto não? Tem pista lá, foi alvo de mais de uma centena de comentários outro dia mesmo. E um monte de motores já foram entregues em Gavião Peixoto até hoje, se foi direto pra lá, ou por Viracopos, ou mesmo de navio via Santos e depois por estrada, enfim, não deve faltar experiência nisso…

        • Mas esses motores vêm dos EUA ou da Suécia? Dos EUA tudo bem, mas da Suécia acho que só num 747-8 Cargo.
          De qualquer forma, ver um GE F404 novinho, na caixa, deve ser muito bom.
          Espero que alguém faça um unboxing e coloque no youtube…

          • Roberto, às vezes parece que você é novo aqui no Blog…

            O motor é o GE F414, fabricado nos EUA.

            Não é nem o F404 que você mencionou nem a versão dele que foi fabricada sob licença pela Volvo.

        • Nunão,segundo consta,é a maior pista em extensão do hemisfério sul,única capaz de operar space shuttle ao sul do equador.

          • Óbvio que tem torre. Já pousei lá. Não é aeroclube do interior. Está sob a jurisdição do APP Academia.

          • Tem que ver se tem alfandegamento. Se não, para trazer mercadoria do exterior, tem antes que pousar em aeroporto com alfândega para resolver a burocracia da importação (e também da entrada de pessoas estrangeiras, se for o caso).

    • Os Motores das aeronaves Embraer vem de avião, via Viracopos, e então de caminhão para os demais sites. Partes estruturais vem de navio pelo Porto de Santos.

    • Marcos, são quinze motores pra entregar em Gavião Peixoto entre 2020 e 2024, pois são quinze aeronaves a montar no Brasil.

      Outros motores deverão ser mandados pra Suécia, pras aeronaves que serão montadas lá, depois provavelmente encaixotadas em partes maiores (asas, fuselagem) para transporte ao Brasil e remontagem aqui.

        • Bill, nem sempre faz sentido fazer isso. Veja o caso do próprio Brasil: teve Tucano entregue à França por via aérea, mas teve Tucano entregue a outros países encaixotado.

          Caças Gripen pra África do Sul foram de navio. Caças F-5 encomendados aos EUA vieram pinga-pinga em voo pra cá. Mirage III vieram encaixotados.

          A informação que eu tenho, ao menos até agora, é que vão mandar pra cá com partes maiores desmontadas pra juntar de novo na Embraer. Nada do outro mundo. O vídeo que o Bardini postou mais acima também fala a mesma coisa.

  5. Prezados Entusiastas do Aéreo

    Lendo a matéria estava refletindo sobre o tempo que leva o desenvolvimento de um avião de combate. Lembrei-me dos periódicos “Guia de Armas de Guerra” da editora Nova Cultural ou seria Abril? Havia o livro que trata sobre aviões do futuro…dentre eles lá estava o JAS39 Gripen onde se falava do voo do primeiro protótipo no ano de 1987. Lá se vão 31 anos…considerando que o avião a ser entregue a FAB é “totalmente” diferente dos primeiros gripen, mas o DNA é o mesmo serão quase 40 anos, para um avião que deva permanecer no inventário da força aérea por uns 40 anos…Será que o F5 atingirá essa marca?

      • Sim, o primeiro lote de F-5E da FAB, comprado novo de fábrica, entrou em operação em 1975-76. Mais de 40 anos atrás. E nos lotes de F-5E comprados usados tem aviões do início de produção do tipo nos EUA, com alguns anos a mais.

        • Se não me falhe a memória o primeiro F-5 E que entrou em serviço na USAF ,está hoje na FAB. Se não me engano é de 1972

          • Sim, o 4856. Eu o “conheci pessoalmente”. Tem matérias e fotos dele aqui, inclusive fotos que eu tirei. Mas é do lote comprado usado. O que me referi em especial foi a operação do caça na FAB ter mais de 40 anos, com os jatos comprados novos.

    • F-16, F-18, F-15…. e por ai vai, todos são projetos antigos que foram sendo aperfeiçoados ao longo do tempo… os EUA ainda hoje estão produzindo F-18 novos para si.

      O Gripen NG é uma evolução natural do Gripen para geração 4.5 aperfeiçoada, superior a qualquer caça da América Latina e em pé de igualdade em tecnologia contra seus semelhantes, com a vantagem de ser mais barato de produzir, manter e voar.

      E antes do mimimi, já adianto que o SU-30 venezuelano é de uma versão básica light com radar limitado, e não é o ápice, tendo SU-30 mais modernos e claro o SU-35, o Gripen NG será o ápice de sua familia. O mesmo se aplica ao F-16C-50 do Chile, existem as versões 60 e a block 70.

      • A presença da Scania em SBC deve ter tido algum peso…A Saab não tem mais o controle da montadora de caminhões mas o vínculo histórico (e o intercâmbio de engenheiros do grupo em algumas áreas da Engenharia de Produção) podem ter interferido, como a matéria dá a entender.

    • Marcio,

      A Saab também está em Gavião Peixoto, no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (Gripen Design Development Network – GDDN), em conjunto com a Embraer. Mas optou por ter fábrica de componentes estruturais em outra cidade, o que não tem, em si, nada de incomum. Link para a inauguração do GDDN:

      http://www.aereo.jor.br/2016/11/22/saab-e-embraer-inauguram-o-centro-de-projetos-e-desenvolvimento-do-gripen-no-brasil/

      Uma coisa que eu acho engraçado é que, quando há uma concentração de instalações numa só área, como por exemplo o complexo naval de Itaguaí, para os novos submarinos da Marinha, tem quem reclame de que concentração não é bom, que vira um alvo só etc etc

      Aí, quando tem um caso de produção espalhada em mais de um local, tem gente que acha que deveria estar tudo junto, em Gavião Peixoto. O KC-390, que tem linha de montagem final lá, tem partes produzidas em, se não estou errando a conta, em quatro unidades industriais diferentes da Embraer no Brasil (uma lá, duas em São José e uma em Botucatu) e mais uma unidade da Embraer em Portugal, fora outra empresa portuguesa, uma argentina, outra tcheca…

      O Rafale francês, outro exemplo, é montado com componentes de meia dúzia de fábricas da Dassaul, fora os diversos fornecedores maiores (aviônica Thales, motores Snecma ) e dezenas de outros menores. Já publicamos duas matérias sobre isso, e uns acharam isso ruim, outros acharam isso bom…

      https://www.aereo.jor.br/2018/02/14/o-processo-de-fabricacao-do-caca-rafale/

      https://www.aereo.jor.br/2012/03/30/rafale-before-flying-video-que-mostra-detalhes-do-projeto-e-da-producao/

      Há vários exemplos de modelos de negócios, mais concentrados ou mais espalhados. E diversas explicações, sem dúvida entre elas as políticas. Mas também técnicas, tecnológicas, logísticas e industriais, entre tantos motivos para a empresa ter optado pelo ABC paulista para as aeroestruturas.

      • As opções eram muitas. Para citar apenas algumas, que tem sido preferidas por muitas indústrias: Campinas, Sumaré, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Piracicaba, Rio Claro, São Carlos e Araraquara. Mas enfim, a Saab deve ter tido seus motivos

        • Mas o ABC tem tradição na area de defesa. A Omnisys que e a sucursal da Thales do Brasil fica a (literalmente) uma caminhada de distancia da Scania e entre as duas ficava o setor de manutençao de motores da Rolls Royce.
          Teve dedo politico sim como qualquer um que pesquise sobre o Museu do Trabalhador vai descobrir mas o ABC nao e uma escolha completamente sem sentido.

    • A SAAB poderia ter instalado a fábrica no Acre se quisesse…
      .
      Tinha que ser no Brasil.
      Lei do Offset não define onde.
      Poderia até ser 100% SAAB. Mas eles não fizeram isso.

  6. O lugar onde as estruturas são fabricadas é o que menos importa. Pelo mundo todo essa divisão de trabalhos em várias empresas e locais é mais que comum. Empresas aeronáuticas do porte de SAAB, Embraer, etc…tem experiência e capacidade mais que suficientes para decidir o que e onde vão fabricar e/ou montar. Ficar discutindo isso e, pior ainda, se as partes vão ser transportadas por avião, caminhão, carroça, no lombo de jegue, etc…é total perda de tempo.

  7. Caro Nunão!
    Eu moro 40km de São José dos Campos e conheço varias empresas satélites que fornecem peças, projetos, equipamentos, enfim, varias matérias primas para indústrias automotivas, aeroespacial, defesa, aviação e outras que estão instaladas aqui na região do vale do paraiba. São cidades muito próximas umas das outras o que facilita a logística e a atender os clientes para quem elas fornecem. Vejo que realmente não há problemas em ter um fornecedor mais distante. A Airbus mesmo usa uma magnífica logística para montar seu A380 onde as peças vem de varias localidades. Só comentei que acho que a Saab, que está em SBC, deveria estar mais próxima da montagem do gripen, nease caso, Gavião Peixoto.. Penso que a escolha de SBC foi mais política do que estratégica. SBC não é um polo aeronáutico mesmo isso não sendo empecilho para A Saab ter se instalado lá. Da minha parte é só uma opinião. Viva a Saab e SBC, que gere muitos empregos e qualificações profissionais.

    • Entendo, Marcio.
      Não estou defendendo ou atacando a escolha de São Bernardo do Campo. A escolha foi da Saab, não tenho que gostar nem desgostar por ter sido nessa ou naquela cidade. Pra mim, até melhor pessoalmente, vou rodar 30km pra conhecer o local ao invés de 300, por exemplo. Nasci em cidade vizinha, meu velho pai ganhou seu sustento trabalhando por décadas na indústria automobilística de São Bernardo, mas fora a visita a um ou
      outro colega que mora lá, ou a uma ou outra empresa do local, não tenho nenhum laço ou motivo específico pra falar bem ou mal disso.

      Apenas expus outros fatos relevantes para acrescentar informações ao debate. Um motivo sempre acaba predominando frente a outros, mas isso não diminui a importância dos demais motivos. A escolha poderia ser São José, por exemplo. A distância pra Gavião Peixoto é até maior, eu acho. A região de São Paulo tradicionalmente também tem diversos pequenos fabricantes da indústria metal-mecanica que produzem peças aeronáuticas das mais diversas sob encomenda da FAB, via nacionalização apoiada pelo CELOG, para reposição em aeronaves em serviço.

  8. Maravilha! Sua posição também está correta. A TAM tem um grande centro de manutenção de aeronaves em São Carlos SP. A Helibras esta em Itajuba MG. Estão fora dos grandes centros e funcionam bem. Pulverização ou concentração, o que importa mesmo é que ela vai gerar empregos, capacitacao e contribuir para o pais desenvolva seu próximo caça.

  9. Qual o problema de ter sido uma escolha política?
    A SAAB tem o direito de escolher. Buscaram o que pareceu mais vantajoso pra eles.
    Lobby?
    E se esse Lobby nos proporcionar um segundo lote de caças?

  10. O interesse de onde instalar a fábrica é da SAAB? Então é problema dela, ela deve ter considerado as variáveis e pesado cada uma, inclusive a política. E como disse o Bardini, essa última pode render algo mais.
    E sobre o unboxing da F-414, mencionado pelo Roberto Santana, espero que tenha vídeos de muitos unboxing das várias partes.

  11. Bardini 8 de Maio de 2018 at 5:25
    Concordo com vc, mas complementando.
    A escolha de um local vai desde incentivos fiscais a infra-estrutura do local como fácil deslocamento, linhas de transmissões confiáveis e redundantes, grau de escolaridade e coisas que hoje são importantes como se a região é bem servida de acesso a internet (poucos lugares possuem link de fibra redundantes), existem n outras variáveis. Obviamente o apoio politico tem a sua razão de ser, desde influenciar a compra até conseguir que a prefeitura “ajude” no que puder (pavimentação, ceder terreno, isentar iss etc etc). A SAAB pesou estas variáveis.
    Quanto ao Lobby, acredito que tenha sido um plus para a aprovação do primeiro lote. Sinceramente no meu achismo, acredito que os próximos lotes devam ser encomendadas pela FAB (ou seja, vão ter que utilizar o orçamento dela) ou seja, em contas gotas. Nem vou escrever de onde acho que os caças virão pois serei apedrejado hehehe.

  12. Não sei o nível de conhecimento de vcs sobre o ABC paulista. Mas a região é muito desenvolvida, é o berço da industria automobilistica brasileira. Há um parque industrial enorme na região. Escolas técnicas, universidades. As cidades são ‘grudadas’ a São Paulo, em muitos casos, vc muda de município atravessando uma rua.
    .
    São Caetano do Sul nem parece Brasil. Vc atravessa uma das inumeras pontes entre São Paulo e São Caetano (sobre o corrego dos Meninos ou Tamanduatei) e parece estar entrando em um outro país. Tamanha a beleza da cidade, limpeza que contrasta tanto com São Paulo, logo ali.
    .
    Quanto a buracos, não existem em rodovias paulistas. Nem nas estradas vicinais. As principais rodovias são pedagiadas e são verdadeiros tapetes. Os pedágios são caros, devido à forma como as rodovias foram privatizadas. As estradas secundarias (vicinais) tem sua manutenção prestada pela DERSA ou por empresas terceirizadas, mesmo não tendo pedágio. E mesmo sem pedágio, vc tem acesso ao serviço de socorro que te atende gratuitamente em todas as rodovias estaduais.

  13. Zorann 8 de Maio de 2018 at 7:33

    Há buracos nas estradas, sim, e muitos. Já perdi dois pneus rasgados em duas diferentes estradas paulistas.
    E quem tem responsabilidade pelas estradas interioranas é o DER. A DERSA cuida das rodovias próximas à capital.

    • Buracos há também em estradas dos EUA e da Europa. As Autobahns são o que mais se aproximam da “perfeição”, mas ainda assim têm alguns defeitos perceptíveis. No geral, as estradas paulistas são muito boas, mesmo se comparadas às rodovias de países desenvolvidos. Apenas acho (aliás, não acho, tenho certeza) de que paga-se muito caro para rodar por elas. No Brasil não há nada que sequer se aproxima das estradas paulistas, na América Latina, vi algumas comparáveis apenas na Argentina e Chile.

    • Olá Andre Bueno!
      .
      Realmente é o DER. O DERSA so toma conta das estradas pedagiadas sob seu controle. Quanto aos buracos, quis dizer que há manutenção, coisa que em outros estados não há. Choveu, apareceu um buraco, 1, 2 dias depois eles são tampados.

      • Zorann, nem tão rápido eu diria. Mas isso deve depender da rodovia e da localização do problema. Mas sem polêmicas, penso que queremos sempre o melhor para os cidadãos. Abraço!

  14. Senhores, sobre a questão da logística para a montagem final do Gripen é só ter em mente a montagem dos Airbus na Europa. Aquilo sim é que é logística. Não vejo nada demais no transporte de São Bernardo até Gavião Peixoto.

  15. Estamos progredindo e o dia em que o primeiro será fabricado em solo nacional está chegando…tem gente que vai morder a língua! kkkkk

  16. Beleza de termos a fabrcação de componentes e a linha de montgem. Mas qual a razão de demora em enregar cada unidade? Parece fabricação artesanal, que vai se tateando no acerto e no erro até conseguir o produto final. A Skunk Works da Lockeed produziu o primeiro F 80 em 20 dias uteis. Dizem, e no meio do deserto. Mas eram outros tempos e com muita grana para investir. Levar dois anos para ter um caça me parece muito tempo. Se aplicamos dinheiro temos que ter o retorno nos prazos adequados.

    • Muitas coisas na fabricação do caça ainda são artesanais … realmente tbm acho muito tempo. Queria sabeer uqnato tempo demora a fabricação de um F-35 .
      Mas eu acho que depednendo dos motivos ,tem como aumentar esta cadencia de produção

  17. O Brasil tem muita sorte em não ter inimigos a altura. Sem preocupação alguma. Aduquirindo um novo caça para defesa de ponto e nada mais.

  18. Um jato regional completo, e complexo, como um EJet, leva cerca de 5 meses para ser produzido.
    Entretanto, a primeira aeronave do mesmo modelo (um protótipo) leva mais de um ano.

  19. Um segundo lote para substituir os F-5M que chegam ao fim de sua vida útil gradualmente a partir de 2025 se encerrando em 2030 é um imperativo. Basta um financiamento vantajoso como foi com o primeiro lote, o que acho que irá ocorrer, e teremos um segundo lote encaminhado de 36 até 48 unidades. FAB, EMBRAER, interesses políticos , econômicos de todos envolvidos, enfim, não tem porque duvidar do segundo lote, nem porque não acreditar que a partir de 2020 estaremos num novo ciclo de crescimento econômico beneficiando também outros programas.

    Considero 84 F-39E o suficiente e realista para nossas necessidades regionais e dentro do que a FAB pode manter.

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