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Wideroe faz voo de aceitação do E190-E2

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Os noruegueses da Wideroe realizaram ontem o voo de aceitação do E190-E2. A cerimônia de entrega oficial da aeronave ocorrerá amanhã, dia 4 de abril.

A Widerøe, maior companhia aérea regional da Escandinávia, será a primeira companhia aérea no mundo a receber o novo E190-E2 e iniciará serviços com o jato ainda este mês. A companhia aérea fechou contrato para até 15 jatos da família E2, consistindo em três pedidos firmes para o E190-E2 e o direito de compra de mais 12 aeronaves da família E2.

A operadora regional norueguesa receberá sua segunda aeronave em maio e a terceira em junho, segundo a Embraer.

A Air Astana, do Cazaquistão, deverá ser a segunda operadora da aeronave e levará a primeira das cinco aeronaves arrendadas da AerCap no segundo semestre do ano. A Embraer garantiu 74 pedidos firmes para o E190-E2.

Em 28 de fevereiro de 2018, em cerimônia realizada nas instalações da companhia em São José dos Campos, a Embraer recebeu a Certificado de Tipo para o E190-E2, o primeiro membro da família de E-Jets E2 de aviação comercial, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), pela Federal Aviation Administration (FAA) e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA). Foi a primeira vez que um programa aeronáutico com o nível de complexidade do E2 recebeu um certificado de tipo das três das maiores autoridades internacionais de certificação simultaneamente.

O E190-E2 apresenta novos motores com elevada taxa de derivação e asas e trem de pouso completamente novos. Comparado à primeira geração do E190, 75% dos sistemas da aeronave são novos.

A Embraer anunciou que os resultados finais dos testes em voo confirmaram o E2 como a mais eficiente aeronave de corredor único do mercado. Em termos de consumo de combustível, o E190-E2 provou ser 1,3% melhor do que originalmente esperado, o que representa uma melhoria de 17,3% em relação ao E190 de geração atual.

O E190-E2 também se torna assim o avião mais ambientalmente amigável na categoria, com o menor nível de ruído externo e emissões. Resultados de testes em voo confirmaram que o desempenho de decolagem do E190-E2 também é melhor que a especificação original. O alcance da aeronave a partir de aeroportos com altas temperaturas e grandes altitudes (Hot and High, no termo em inglês), como Denver e Cidade do México, aumenta 600 milhas náuticas em comparação com aeronaves de geração atual. Já o alcance a partir de aeroportos com pistas curtas, como London City, na Inglaterra, também aumenta em mais de 1.000 milhas náuticas, permitindo que a aeronave alcance destinos como Moscou, na Rússia, e no norte da África sem paradas.

O E190-E2 também terá os intervalos de manutenção mais longos no mercado de aviões de corredor único com 10 mil horas de voo para atividades básicas de manutenção sem limite de calendário para utilizações típicas. Isso significa 15 dias a mais para utilização da aeronave em um período de dez anos, comparado à atual geração de E-Jets. Outro ganho chave é o tempo de treinamento de transição para pilotos. Pilotos da atual geração de E-Jets precisarão de apenas dois dias e meio de treinamento sem necessidade de um simulador de voo completo para estarem qualificados a operar um E2.

COLABOROU: Matheus Ugraita

12 COMMENTS

    • Falando na família de jatos da Bombardier lembrei do Flight Report feito pelo diretor de Redação da Flap International, Carlos Spagat, no CS-100 da Swiss. Segundo ele os motores trepidam nas naceles de forma tal que a vibração é sentida na cabine de passageiros.

    • A Boeing quer as aeronaves, a carteira, mas, principalmente a expertise, a cultura Embraer de como fazer uma aeronave.
      Em um de seus livros, Ozires Silva cita a qualidade atual da Embraer ao mencionar que pouco se percebe quando um E jet recolhe o trem de pouso, enquanto em Boeing e Airbus há uma barulheira.

  1. Levando em consideração a economia de escala, sabemos que uma aeronave menor é menos eficiente nos custos por passageiro, mas mesmo assim a Embraer praticamente empatou o E2 com os 737 Max e A320 Neo. Se a Embraer conseguiu esse feito com uma aeronave menor, imagina se ela fizesse, hoje, uma aeronave do mesmo porte desses dois.

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