Home Aviação Experimental ‘Skeets’, piloto do ‘Pogo’, morre os 95

‘Skeets’, piloto do ‘Pogo’, morre os 95

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xfy1 pogo REPRODUCAO

Faleceu de causas naturais na última terça-feira (13/5), aos 95 anos de idade, o ex-piloto dos Fuzileiros Navais dos EUA (USMC) e piloto de provas J.F. ‘ Skeets ‘ Coleman. Ele estava em uma casa para repouso em Oceanside, Califórnia, segundo informação dada pela sua filha Nancy.

Coleman foi o único piloto que chegou a testar de forma completa o avião de decolagem e pouso vertical (VTOL) XFY-1 “Pogo”, projetado e desenvolvido pela Convair. Por esta proeza, Coleman foi agraciado com o troféu Harmon em 1955 por sua contribuição para a aviação.

Programas para aviões VTOL foram desenvolvidos pela USAF (Força Aérea dos EUA) e pela USN (Marinha dos EUA) a partir de 1947. Para a Marinha, a vulnerabilidade dos seus porta-aviões ficou evidente diante dos ataques Kamikazes durante a II Guera Mundial. Para ela, a melhor forma de proteger uma frota em águas inimigas seria a presença de caças VTOL em todos os navios.

Em maio de 1951 a USN contratou as empresas Convair e Lockheed para desenvolver caças VTOL. Ambos os projetos (XFY-1 da Convair e XFV-1 da Lockheed) seriam propulsados por um motor turboeixo Allison YT-40, que na verdade era a mescla de dois motores T-38 acoplados a uma mesma caixa de redução, acionando hélices contrarotativas.

Pogo e Coleman FOTO REPRODUCAO

No início de 1954 o XFY-1, apelidado de “Pogo”, ficou pronto, mas havia um problema. “Ninguém queria voá-lo, não houve voluntários”, disse Coleman que na época era tentene coronel da reserva. “Era um conceito em desenvolvimento, um motor em desenvolvimento e uma aeronave protótipo. Era muito difícil juntar tudo isso sem muitos riscos”.

O primeiro voo completo com sucesso ocorreu no dia 2 de novembro de 1954, em Campo Brown em San Diego. As decolagens e transições corriam de forma satisfatória A parte mais difícil era o pouso. Para pousar o avião, Coleman tinha que torcer o pescoço e olhar por cima do ombro em uma descida sem instrumentos. “Era um pesadelo, imagine fazer isso em mares revoltos , e à noite “.

Coleman nunca teve um acidente com o Pogo, mas depois de apenas um punhado de voos completos, os testes foram interrompidos. O avião foi considerado muito pesado para ser prático. Em agosto de 1955 o programa foi encerrado e o último voo do Pogo ocorreu em novembro de 1956.
Por muitos anos o único exemplar do Pogo ficou exposto em Norfolk, mas em 1973 foi transferido para o museu do Instituto Smithsonian. Até o momento não há planos imediatos para colocá-lo em exposição.

James Francis Coleman nasceu 02 de junho de 1918 em Chicago. Era o terceiro de seis filhos. Ele se alistou no USMC em 1941 , servindo como um piloto no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, ele conquistou o diploma de engenharia aeronáutica pela Universidade da Califórnia.

 

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Iväny Junior
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Impressionante este avião e a coragem do piloto para fazê-lo real. RIP.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Hoje em dia tal aeronave seria muito mais fácil de operar com FBW. Somado a motores modernos e aos novos materiais compostos, seria interessante ver o que poderia ser feito.

Aldo Ghisolfi
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Aldo Ghisolfi

RIP!

O POGO me recorda do gibi Vida Juvenil e do piloto Jim Gordom.

Observador
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Observador

Até que é um conceito VTOL interessante.

Me lembra o Focke-Wulf Triebflügel.

E pouso difícil que nada.

Muito pior era o coitado do piloto do X-13 Vertijet, que praticamente tinha que adivinhar onde ficava o cabo da plataforma de aterrissagem para prender um gancho que fazia as vezes de trem de aterrissagem.

Só o Chuck Norris para pousar uma aeronave daquelas.