terça-feira, janeiro 18, 2022

Gripen para o Brasil

USAF troca C-27J novo por C-130 usado

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Aviões que teriam como destino o deserto do Arizona serão incorporados pela Guarda Costeira, que enviará alguns dos seus C-130 para a Força Aérea. Serviço Florestal também receberá alguns exemplares do Spartan.

 

135th_Airlift_Squadron_C-27J_Spartan

A Guarda Costeira dos EUA (USCG em inglês) vai assumir o controle do último dos aviões de carga C- 27J da Força Aérea  dos EUA (USAF em inglês), colocando um fim no destino das aeronaves, um caso que se arrasta faz um ano (ver link no final deste post).

Os aviões serão transferidos para a Guarda Costeira dentro de seis a 12 meses , com o objetivo de cumprir “missões vigilância de médio alcance da USGC, como a patrulha marítima , drogas e imigração ilegal, resposta a desastres e busca e salvamento “, segundo um comunicado de imprensa da empresa italiana Alenia Aermacchi.

O C -27J é um avião de transporte tático projetado para uso em pequenos aeródromos. A Força Aérea inicialmente planejava adquirir 38 aviões antes de decidir que eles eram muito caros para operar. Essa decisão desencadeou uma tempestade de controvérsia no Congresso, onde os membros estavam ansiosos para que as unidades da Guarda Aérea Nacional recebessem as plataformas.

A Força Aérea acabou adquirindo 21 aviões. Em novembro, sete deles foram transferidos para o Comando de Operações Especiais (USOCOM). O Serviço Florestal dos EUA também apresentou um pedido para ter os aviões.

O Congresso confirmou que o Serviço Florestal não vai perder completamente. De acordo com o “National Defense Authorization Act” de  2014, aprovado no mês passado, a transferência do C- 27J para o Serviço Florestal depende da conclusão da transferência de sete C-130 da Guarda Costeira para a Força Aérea. Caberá à Força Aérea arcar com o custo da modificação dos aviões em aeronaves de combate a incêndios para o Serviço Florestal.

O orçamento também exige que o secretário da Força Aérea “forneça aos Comitês de Serviços Armados do Senado e da Câmara dos Deputados, o mais tardar em 30 de janeiro de 2014 , um relatório trimestral ou briefing sobre o custo, cronograma de execução e eventos notáveis relacionados com as transferências de aeronaves e modificações necessárias no contexto da prestação”.

FONTE: DefenseNews (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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Carlos Alberto Soares

Descrevem o fato, mas não os motivos. Quais seriam ?

juarezmartinez

Com doze destes aí resolviam -se varios problemas logísticos e de ressuprimento que temos hoje, causados por aquelas merd…… voadoras daqueles 295.

Grande abraço

Aldo Ghisolfi

O título do artigo não equivale ao conteúdo. Quem dera que tivéssemos C -27Js ao invés dos Amazonas…

Mauricio R.

Ha, ha, ha, e o US Army, que deveria ser o operador dessas aeronaves, ficou de mãos abanando!!!
Isso que dá, mexer no queijo da USAF.

wilton feitosa

tentei encontrar mas não consegui … há algum post onde se compara o C27 x 295 x C130 ?!?

Iväny Junior

Ótimo avião sem dúvidas. Mas se os EUA estão achando cara a sua operação e reduziram a encomenda inicial, porque achar que nós o operaríamos a contento?

Tem muita gente aqui metendo o pau no C-295, sendo que por ele, friamente, ser um avião inferior ao Spartan (e virtualmente custar a metade do preço também) não o faz um avião ruim. Ele cumpre a missão. Ruim mesmo seria se os buffalos não tivessem sido substituídos.

Mayuan

Juarez e Aldo,

Desculpem minha ignorância mas por gentileza me expliquem porque o Amazonas é tão inferior assim ao Spartan?

Outra pergunta, não é melhor ter o Amazonas que o Buffalo?

joseboscojr

Duvido muiot que o custo de operação do C-27 seja maior que a do C-130.
O que ocorre é que as forças armadas americanas têm necessidades específicas e lá talvez ter um avião de transporte do porte do C-27 não compense dado o volume de carga transportado.
Acaba que ele fica com custo alto já que talvez precise de 2 ou 3 para fazer o serviço de um C-130.

Mauricio R.

“…há algum post onde se compara o C27 x 295 x C130 ?!?”

Comparativo C-27J X C-295 elaborado pelo site português http://www.areamilitar.net, qndo da seleção do C-295 pela FAP:

(http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=8&cad=rja&ved=0CGEQFjAH&url=http%3A%2F%2Fwww.areamilitar.net%2Fanalise%2Fanalise.aspx%3FNrMateria%3D16&ei=_lrPUveFMM7vkQfMmIDIDg&usg=AFQjCNF5gYudvjE0ROZuNJ0qRc-c9FkYYQ)

Sorry o tamanho da URL, mas é o Google…

Mauricio R.

“Acaba que ele fica com custo alto já que talvez precise de 2 ou 3 para fazer o serviço de um C-130.”

No Iraque e no Afeganistão acontecia frequentemente o contrário.
Usarem de C-130, p/ entregarem um único pallet padrão, de suprimentos.
Terminada a guerra no Iraque, e a mesma em vias de terminar tb no Afeganistão, a USAF tratou de se ver livre da despesa.
Encerraram o programa.
Os aviões remanescentes foram p/ o SOCOM e p/ a USCG, mas não p/ quem iniciou o programa e mais precisava destas aeronaves, o US Army.

juarezmartinez

Juarez e Aldo, Desculpem minha ignorância mas por gentileza me expliquem porque o Amazonas é tão inferior assim ao Spartan? Outra pergunta, não é melhor ter o Amazonas que o Buffalo? Caro Mayuan! O C 295 é mais um produto da linhagem “eurobambi”, feito para os TOs deles, uma aeronave de “moçinha”, explico: O dito não leva payload previsto pelo fabricante nos TOs amazônicos, apartir do momento que a tempertura ultrapasar os 30º. com pressão barométrica baixa ele perde 40% da carga e diminui seu teto operacional. Suas hélices de” papel mache” a simples presença de um maranduva a uns… Read more »

Oganza

Texto bagunçado esse hein… li também o link no VEJA TAMBÉM mas não faz sentido. Como assim só se descobriu depois que era caro ou que se tornaria caro operar os Spartan? E olha que ele tem os mesmos motores dos C-130J e todos os consumíveis devem ter fornecedores lá nos EUA. A não ser que ele, o Spartan, seja uma aeronave “para tempos de conflitos”. Explico. Como o Bosco disse: – “Acaba que ele fica com custo alto já que talvez precise de 2 ou 3 para fazer o serviço de um C-130.” – Concordo, mas isso deve ser… Read more »

Control

Srs

Para substituir o Buffalo em pistas curtas e rústicas, só o Buffalo.
Para substituir o Buffalo com algum ganho de capacidade de carga no ambiente amazônico operando em pistas um bocadinho melhores que as toleradas (extensão e estado da pista) o C27 se sai bem melhor que o C295.
Para operar em aeroportos civilizados e condições mais amenas de temperatura e umidade, o C295 se sai bem. É um avião para uso comercial e não para operações de guerra.

Sds

Control

Srs

Desculpem nossa falha:
…..um bocadinho melhores que as toleradas pelos Buffalos (extensão e estado da pista)….

Sds

Mayuan

Prezado Juarez, Obrigado pela explicação que me trouxe mais elementos para entender. Até então estava vendo algumas comparações na internet e, por elas, eles pareciam bastante similares, até com alguma superioridade do C295. Como não tinha maiores informações, me parecia que algo não encaixava. Agora ficou melhor. Em sendo assim, não existiriam medidas para contornar ou minimizar os problemas? Outra pergunta, já que os Buffalos se foram e não voltam mais, qual seria a melhor forma de cumprir a missão deixada por eles? Teremos que melhorar as pistas usadas, trocar as aeronaves, fazer mais viagens para cumprir a mesma missão… Read more »

juarezmartinez

Caro Mayuan! O Bufalo não tem substituto, nenhuma aeronave cumpre a missão que ele cumpria, e não foi mais possível mante-lo operacional em função do custo de hora voada, gerado pela interrupção de suprimento após o fechamento da linha.
A solução é mehorar a infraestrutura das pistas nas localidades aonde estão estão localizados os PEF, ou ainda o EB adquririr um Heli com maior payload e rampa trazeira para atender aquelas localidades aonde não é possível ressuprir com asa fixa adequadamente.

Grande abraço

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