sexta-feira, setembro 30, 2022

Gripen para o Brasil

Fábrica suíça vai produzir aviões e helicópteros em Maringá

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Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

SK-1 twin-power

vinheta-clipping-aereoO prefeito [de Maringá] Roberto Pupin esteve nesta quarta-feira (17) com o governador do Paraná, Beto Richa, em Curitiba, para assinatura de protocolo de intenções com a Avio International Holding, fabricante de aviões e helicópteros. A empresa suíça vai instalar uma indústria em Maringá com investimentos de R$ 174 milhões, criando mais de mil empregos diretos.

A empresa pretende fabricar 600 helicópteros SK-1 Twin Power (de dois lugares) e 200 aviões F 22 Pinguino (modelo acrobático, mas que pode ter uso civil e militar). Os mercados prioritários para venda são, além da América Latina, Canadá, EUA e Europa.

“Escolhemos Maringá pela infraestrutura que oferece e pela pouca burocracia governamental que encontramos”, contou o presidente da Avio, Luigino Fiocco. “Já escolhemos a área inical para a construção. Este ano iremos focar na análise da topografia do terreno e em questões técnicas, ligadas à engenharia e logística. No cronograma as obras devem começar de fato no ano que vem e, em 2015, a fabricação dos aviões e helicópteros será iniciada.”

A empresa vai se instalar em uma área de 90 mil m2 no entorno do aeroporto internacional de Maringá, além de peças, e onde acontecerá a manutenção de equipamentos.

Negociações

Uma recente reunião entre autoridades estaduais e municipais definiu Maringá como o local para a instalação do polo aeronáutico e de defesa no Estado, e a Avio faz parte desse projeto. “Nossa cidade tem todas as condições necessárias para receber indústrias e empresas de diferentes áreas que desejam investir no Brasil e no Paraná. Estamos preparados com a infraestrutura necessária”, disse Pupin, referindo-se ao Parque Cidade Industrial.

A Prefeitura já reservou uma área no Tecnoparque do novo Parque Cidade Industrial para a instalação do Lactec e do Tecpar que poderão fazer a certificação e os ensaios dos materiais. Além disso, a Unicesumar e a UEM negociam parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a abertura de cursos da área já no ano que vem.

A notícia foi recebida com ânimo pelo governador, que comemora a conquista de outros investimentos para o Estado que também prometem gerar empregos, impulsionando a economia. “O Paraná já atraiu mais de R$ 20 bilhões de novos investimentos que estão gerando 136 mil empregos com carteira assinada em todas as regiões do Estado”, disse.

O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, explica que a Avio faz parte do processo de implantação de um polo de aeronáutica e defesa no Estado. “Possuímos diversos atrativos para empresas do setor. A proximidade com o São Paulo, maior mercado brasileiro; a disponibilidade de áreas no entorno dos aeroportos e a qualidade da mão de obra são pontos que favorecem o Paraná”.

FONTE: O Diário

COLABOROU: Henrique C O

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Wagner

Poxa eu também tinha mandado essa notícia…

🙁

Marcos

Parece que todo mundo quer fabricar coisas que voam aqui no Brasil.
Aguardamos até hoje o F.100 em Goiás.

Pelo menos estão se propondo a fabricar alguma coisa por aqui, pois uma outra grande fabricante de helicópteros, embora tenha a sua disposição o segundo maior mercado de helicópteros do Mundo, até hoje nunca fabricou nada por aqui.

joao.filho

F 22 Pinguino… Finalmente, a solucao do FX-2!!! rsrsrs

Marcos

Fazendo contas: EC-725 Valor unitário estimado de mercado para 50 unidades: US$ 20 milhões Valor pago pelo GF: US$ 60 milhões Diferença: US$ 40 milhões por unidade Número de unidades: 50 Valor total pago a mais: US$ 2 bilhões Com US$ 2 bilhões daria para desenvolver um helicóptero igual a esse dai, criar uma planta industrial e teríamos um produto 100% nacional, independente e que poderíamos exportar. O passo seguinte seria a mesma versão desse helicóptero para quatro pessoas. Com o segundo maior mercado de helicópteros do Mundo, criar e ter escala de produção, custos baixos e possibilidades para aeronaves… Read more »

Joner

Muito bom, mas continua sendo um projeto estrangeiro e que já esta pronto, já no caso da outra montadora, acredito que se a decisão for deles, jamais existira um projeto de helicóptero brasileiro, pois a Eurocopter não vai gastar em um desenvolvimento para concorrer em um seguimento onde ela já tenha projeto sendo comercializado. E mesmo que tenhamos um dia um projeto nacional, ele só poderá ser exportado para o mesmo grupo de países que nós vendemos hoje, pois isso só vai mudar quando o motor e a transmissão também forem nacionais. Olha a Embraer, projetos nacionais, mas se quiserem… Read more »

Marcos
Marcelo Andrade

Mas uma que vai ficar só na intenção…

eduardo pereira

Daqui a pouco vao anunciar que a fabrica Chinesa do JF-17 foi pro Parana e nao pros ermanos!!rs

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