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Pista livre para o Typhoon nos Emirados: país anuncia parceria com Reino Unido

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Parceria industrial e de defesa, divulgada em nota conjunta, abre caminho para possível aquisição do Eurofighter Typhoon

Segundo o jornal britânico “The Telegraph” e a agência de notícias Reuters, a Grã-Bretanha e os Emirados Árabes Unidos anunciaram uma parceria formal industrial e de defesa. O anúncio abre o caminho para possíveis contratos com a BAE Systems para o caça Eurofighter Typhoon.

Angela Monaghan, correspondente de economia do jornal britânico, assinou reportagem informando que os dois países divulgaram uma nota oficial conjunta sobre a parceria, ao fim de uma visita de dois dias do Primeiro-Ministro britânico David Cameron aos Emirados. Essa aliança deverá “estabelecer uma parceria industrial de defesa que envolva colaboração próxima em relação ao Typhoon e diversas novas tecnologias”, segundo o jornal The Telegraph. O Governo britânico e a BAE esperam persuadir os Emirados Árabes Unidos (EAU) a encomendarem 60 Typhoons, ainda que o país tenha mantido há tempos negociações com a francesa Dassault para a aquisição do caça Rafale.

Esse arranjo, que permitirá que os dois países ampliem seus treinamentos e exercícios militares conjuntos, é um passo positivo para  a BAE e os parceiros do consórcio Eurofighter que fabricam o Typhoon, como a EADS e a Finmeccanica. A visita de Cameron aos EAU faz parte de uma viagem que inclui outros países do Golfo Pérsico, numa tentativa de garantir a venda de cerca de 100 caças Typhoon, o que traria aproximadamente 6 bilhões de libras para o Reino Unido. Na agenda do Primeiro-Ministro também está a Arábia Saudita, onde se deseja tentar uma nova encomenda de caças Typhoon, além dos 72 já adquiridos pelo país.

A Reuters destacou a notícia ao longo da noite britânica (levando em conta a diferença do fuso horário em relação ao Golfo Pérsico). Uma das atualizações mais recentes traz alguns detalhes a mais em relação à reportagem do The Telegraph. O escritório do Primeiro-Ministro e representantes da BAE disseram que os Emirados mostraram interesse na encomenda de 60 caças Typhoon.  Os dois países também discutiram como desenvolver uma “relação de defesa aérea estratégica”.

Os Emirados pretendem diversificar sua economia baseada em petróleo, e por isso buscam desenvolver sua indústria de defesa e seu setor aeroespacial, que já produz partes para aeronaves Airbus. Por seu lado, o Reino Unido tem laços históricos fortes com os Emirados e outros países do Golfo, sendo que muitos deles já foram protetorados britânicos e aliados regionais. Áreas de interesse mútuo incluem enfrentar possíveis ameaças do Irã e assegurar suprimentos de petróleo.

Já sobre a Arábia Saudita, o escritório de Cameron informou que o país sinalizou interesse em fazer uma segunda encomenda “substancial” de caças Typhoon.

FONTES: The Telegraph e Reuters (compilação, tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês)

FOTOS: Eurofighter

COLABOROU: Vader

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Daglian
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Daglian

Então sobrou para a Índia carregar esse peso (ou seria jaca)? Tem gente que ainda assim quer porque quer Rafale para o Brasil. O vetor cansa de ser rejeitado mundo afora e ainda assim nós, que mal suportamos a operação dos F2000, deveríamos operar o vetor de 4,5G mais caro?

Nick
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Nick

Inglaterra “furazóio”. 🙂

Como o Daglian disse, a França vai ter de agradecer muito, mas muito mesmo a India se assinarem de vez com o Rafale.

[]’s

andreas
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andreas

É meu caro Nick, como alguém aqui mesmo na Trilogia sempre fala (não lembro quem) “Países não tem amizades, tem interesses”. Só sei que em Paris a essa hora deve ter gente espumando, hehehehe. Aliás, quanto sai um Typhoon zero bala?

Nick
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Nick

Caro Andreas,

O pior é que um Typhoon é mais caro que um Rafale. Então a desistência pelo caça francês ou é técnica, ou política.

Talvez ambos. 🙂

[]’s

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

Nick disse:
“Como o Daglian disse, a França vai ter de agradecer muito, mas muito mesmo a India se assinarem de vez com o Rafale.”

SE assinarem !!! hahaha
Os franceses devem tremer na base por causa dessa falta de definição na India…

andreas
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andreas

Bom caro Nick, então se o dito cujo é ainda mais caro que o Rafale, então imagino que o que pesou foi o lado político. Me lembrei agora que os EAU ficam cara-a-cara com o Irã, e o Premier Britânico deve ter dado para eles alguma garantia caso a coisa esquente de vez por lá, na base do “tamo junto”, coisa que talvez Paris não tenha dado, só pensando unicamente na grana da venda, e só. Por outro lado, já que a Arábia Saudita fica ali do lado também, e como eles já operam o Typhoon até onde sei, eles… Read more »

Vader
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Bem, falar o que nessa hora? Mais uma vez a mania francesa de falar pelo cliente levou o Rafale a mais um fiasco, da longa lista de fiasco que compõem seu histórico comercial. E esse simplesmente vexaminoso, dado que negociam a venda do Rafale há bem meia década. Só digo que tem muita gente, aqui e alhures, que se tivesse um mínimo de ombridade me pediria desculpas por escrito, por haver me criticado quando publiquei a famosa entrevista do Brigadeiro Alain Silvy, onde ficava claro, e afirmei isso desde o princípio, que os EAU não comprariam o Rafale, porque este… Read more »

Vader
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andreas disse:
6 de novembro de 2012 às 20:07

“então se o dito cujo é ainda mais caro que o Rafale, então imagino que o que pesou foi o lado político”

Não prezado, o que pesou foi o lado técnico mesmo. Segundo os próprios árabes o Rafale é um caça incompleto e não concluído. E é, em suma, menos capaz que seus F-16 Block 60, do começo da década de 2000.

Sugestão de leitura:

http://www.aereo.jor.br/2010/08/16/entrevista-com-o-almirante-alain-silvy-sobre-o-estado-das-negociacoes-do-rafale-com-o-eau/#ixzz0zQRidtCi

Rafale: tão bom quanto sua propaganda.

andreas
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andreas

Caro Vader, parece-me que os EAU são os únicos que operam os F-16 Block 60, ao lado dos Mirages 2000-9, não é? Bom, os Mirages já imagino que os preços não devem ser nada camaradas, mas e os F-16 Block 60? Quanto custa um desses? Fico com certa inveja do nosso Israel da AS, o Chile, que como já falaram aqui, por menos de 2 bilhões compraram quase meia centena de F-16. Poderíamos fazer algo semelhante, comprar uns 30 F-16 novinhos, e depois ir comprando uns usados aqui e acolá, ou inverter, compra alguns usados como tampão, com os parcos… Read more »

Vader
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andreas disse:
7 de novembro de 2012 às 7:40

Concordo meu caro. Mas tenho a impressão que a época para o F-16 passou.

Nesse momento seria mais aconselhável comprar o F/A-18E via FMS, e aguardar para comprar mais Super Hornet´s, desta feita usados, conforme estes forem dando baixa na US Navy, a partir de 2025.

Sds.

Ivan
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Ivan

MiLord Vader, Acredito que os Super Hornets da US Navy só começam a dar baixa a partir de 2030, contra uma aquisição de um novo caça stealth que priorize superioridade aérea como aquele que vc postou em seu blog. Se por algum motivo improvável (redução de alas aéreas por exemplo) o início da baixa for antecipado para 2025, as aeronaves baixadas serão os primeiros Vespões entregues no começo da década passada (entrou em serviço em 1999), aqueles block 1 com radar APG-73 semelhante aos usados na última versão do Legacy Hornet, o F-18C/D. Entretanto mesmo estes mais antigos ainda representam… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Ih, epidemia!!!
Agora são os britânicos, que estão sofrendo da doença francesa, de falar pelo possível cliente!!!

(http://www.defense-aerospace.com/article-view/release/139966/reports-of-uae-typhoon-deal-seem-premature.html)