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Qual conta somaria mais vantagens ao
F-X2: 126 + 36 ou 36 + 22?

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A conta e a resposta parecem simples, mas não são. Primeiramente, vamos explicar do que estamos falando. No final de novembro do ano passado e no final de janeiro deste ano, dois dos concorrentes do programa F-X2 da FAB foram escolhidos em duas outras concorrências internacionais: respectivamente, o sueco Gripen E/F na Suíça e o francês Rafale F3 na Índia. As negociações estão em curso e os contratos ainda não foram assinados, mas representam por enquanto as primeiras exportações de ambos nas versões que concorrem na FAB (o Gripen já conquistou quatro clientes externos, mas na versão anterior, a C/D).

Não estamos falando nesta matéria do terceiro concorrente, o Super Hornet, apesar dele ter acumulado grandes vendas ao principal cliente, a Marinha dos EUA, e já ter conquistado um contrato de exportação, junto à Austrália. A questão é que esse contrato australiano já teve suas unidades entregues e não envolveu a instalação de uma linha de montagem final no país comprador. E é isso que diferencia a compra australiana desses dois contratos que estão sendo negociados na Suíça e na Índia: justamente a questão da linha de montagem à qual estamos nos referindo na conta do título acima, e o fato de os outros dois terem contratos para o exterior ainda em negociação, e não já concretizados e com aeronaves entregues.

Os 126 + 36 do Rafale

Nesta semana foi noticiado que, na visita da presidente Dilma Rousseff à Índia, um dos temas no topo da agenda é a escolha do Rafale pelos indianos, num total de 126 caças. Segundo as notícias, deverão ser discutidas as vantagens de uma parceria com a Índia caso o Brasil escolha o Rafale. Seria uma forma de baratear o custo do Rafale para o Brasil, talvez com uma linha de montagem compartilhada. Nesse caso, a soma à qual nos referimos no título é 126 + 36, o que dá 162 caças.

O número impressiona, mas a maior parte é da encomenda indiana (da qual 108 deverão ser montados numa linha de produção na estatal indiana HAL) e a parte menor é a brasileira, representando menos de 1/3 dessa “soma”. É improvável que, numa negociação desse tipo, a linha de montagem final ficasse no Brasil. Provavelmente poderia ser discutida a produção aqui de componentes não produzidos na Índia (que por seu lado pretende gradativamente aumentar o conteúdo indiano do Rafale montado na HAL). Assim, nessa negociação o Brasil é o lado “menor”, falando apenas do aspecto quantitativo. Em compensação, quanto a componentes que poderiam ser produzidos no Brasil (dentro de uma negociação de quem está do lado menor da parceria), o total de aeronaves que os utilizariam, passando de uma centena, pode até ser visto como mais interessante do que a instalação uma linha de montagem final no Brasil.

Os 36 + 22 do Gripen

Também foi noticiado, recentemente, que um dos temas em debate entre os suíços é a instalação ou não de uma linha de montagem do Gripen E/F na Ruag suíça, na qual o principal acionista é o próprio país. Há os que se opõem a essa instalação, que acrescentaria custos ao programa de aquisição de 22 caças Gripen pela Suíça e serviria mesmo para ajudar a Ruag, embora o ministro da Defesa suíço tenha dito que essa instalação já estaria no pacote.

O Gripen E/F (anteriormente denominado NG) também é um concorrente ao F-X2 da FAB e é representado naquelas somas que estão no título pelo 36 + 22, o que dá 58 caças. O número é pouco mais de 1/3 da outra soma, mas a relação dos componentes se inverte: a encomenda maior seria a brasileira, praticamente 2/3 da encomenda suíça – no caso de ambas se concretizarem, evidentemente. E se uma eventual visita de representantes do Governo Brasileiro fosse feita à Suíça (Por que não? Informação é sempre bom), para conhecer por lá o que levou o país a escolher o Gripen e discutir eventuais parcerias, como está sendo feito na Índia?

Pode-se dizer que numa hipotética parceria com os suíços o Brasil não seria o lado “menor”, quantitativamente – se também decidisse adquirir o Gripen, é claro. Seria um lado um pouco maior, e talvez fizesse mais sentido uma linha de montagem comum ser instalada aqui. E a produção local de componentes também poderia ter uma porcentagem maior brasileira do que suíça, embora o número total de unidades seja bem menor do que numa eventual parceria com a Índia.

Por que uma linha de montagem?

Cada país tem sua razão em querer uma linha de montagem local. Na Índia, a quantidade é um fator óbvio, assim como o fato de que a capacitação industrial está entre as prioridades para todos (na Suíça, o ministro da Defesa defendeu a linha pela questão de domínio futuro da manutenção).

No Brasil, além dessas questões, também sempre se sobressaiu o aspecto político de ter uma linha de montagem final aqui – desde o antecessor F-X, que previa a montagem de apenas 12 unidades, explorava-se politicamente a instalação de uma linha na Embraer (seja no Governo, seja na oposição, e isso tende a permanecer no debate político local). Na Índia, a quantidade a ser montada localmente (108 caças Rafale) é frequentemente citada por políticos e autoridades do governo que defendem a escolha. Já na Suíça, a questão da linha de montagem local parece ser um assunto sujeito a críticas, sem consenso político, devido a seus custos de implantação (mesmo dentro de um pacote).

No caso do Super Hornet, como já escrevemos, não há uma encomenda internacional em aberto (com entregas ainda a serem feitas) para se fazer esse tipo de correlação – apenas as encomendas ainda a serem entregues para os próprios Estados Unidos – o que supera o número indiano, de qualquer forma. Mas fiquemos apenas, nessa comparação, com os concorrentes que podem ser comparados nesse sentido, de um cliente internacional com contratos a serem confirmados e produção a ser iniciada, numa hipotética parceria em que linhas de montagens locais podem ser consideradas (se é que algo do gênero possa ser mesmo concretizado, em vista de detalhes que não se conhece dos contratos de cada país com os fabricantes originais, e que de qualquer forma são objeto de negociação).

E você, o que acha?

O Poder Aéreo coloca essas questões em debate para a reflexão dos leitores – não estamos aqui defendendo uma escolha ou outra (mesmo que hipotéticas), porque nosso papel não é esse: é promover a discussão a respeito do tema. Apenas estamos destacando, tendo como pano de fundo as notícias recentes, algumas variáveis que devem ser levadas em conta nesse debate. Muitas outras variáveis existem: desempenho, armamentos, sistemas, futuro dos projetos, alinhamentos políticos e estratégias globais, custos de aquisição e operacionais, compensações industriais e oportunidades, entre tantos.

Assim, convidamos os leitores a analisar todas essas variáveis em relação a esses dois concorrentes do F-X2 e a responder: qual conta somaria mais vantagens para o nosso programa, a dos 126 indianos + 36 brasileiros do Rafale ou a dos 36 brasileiros + 22 suíços do Gripen?

FOTOS DE BAIXO: Dassault e Saab

39 COMMENTS

  1. Vou pela máxima….. quem tem um não tem nenhum.
    Melhor ter dois com uma que não ter um com duas….!!!!

    SdS
    LuppusFurius, o Avadento.
    Gripado mas aceitando Vespão….

  2. Olá,

    Muito boa argumentação!!!!

    Mas ao meu ver falto um dado importantissimo na conta, a Franca tem pedido de 180 unidades já confirmadas e projeto para mais 100 pelo menos, o numero é alto demais para não ser levado em conta…

    Em contra partida a Suecia está renovando alguns Jas-39 A/B para o padrão C/D, e não tem qualquer encomenda do seu projeto….

    Ao meu ver faltaram esses numeros muito relevantes na comparação…

    Abraços,

  3. Amigos, bom dia.

    Não há como negar, a existência de uma linha de montagem local tem grande apelo político: “fabricado(?) no Brasil”.
    Além disso, traz trabalho para o País e também o dinheiro associado.
    As empresas vão ter gente trabalhando no chão de fábrica por alguns anos, vão receber pela atividade realizada e vão conhecer melhor o sistema.
    Mas as vantagens não vão muito além disso.

    No aspecto tecnológico, não há grandes ganhos para uma indústria aeronáutica como a brasileira. A Embraer teve sua primeira linha de montagem de aviões militares desde a época de produção do Xavante e hoje produz grande quantidade de aeronaves, muito mais complexas.
    Os investimentos para essa linha exigem muito treinamento, grande aquisição de material de apoio, testes, além da própria linha de montagem final.
    Isso tudo aumenta significativamente o custo total do programa.
    Ainda, se formos verificar no processo produtivo das aeronaves, existem outras linhas de montagem em fases anteriores (asas, fuselagem, sistemas) que não obrigatoriamente seriam transferidas para cá.
    E o que fazer com tudo isso depois que a produção contratada encerrar? Quantos aviões seriam montados na Suíça após os 22? Quantos, no Brasil, após os 36 (ou menos, a não ser que não tivéssemos nenhuma necessidade de recebê-los nos próximos cinco anos). Como iríamos recuperar esse investimento, que pouco geraria de “spin off”, pois não tem conteúdo tecnológico importante?

    Não comentamos o caso de uma linha de montagem para o F-18. Essa talvez pudesse até ser mais barata. Como a cadência de produção do avião vai diminuir muito e talvez até se encerre nos próximos anos, poderíamos receber equipamentos e uma “linha de montagem usada” americana (de qual geração?). Vale a pena investir em uma linha de montagem seminova, de um avião com baixas expectativas de produção/exportação futura?

    Parabéns ao Nunão por introduzir tão bem o assunto.

    Abraços,

    Justin

  4. Senhores, acho que a conta importante é aquela vai chegar para a gente pagar.

    Pede para a Dassault atualizar a oferta dela depois dos 126 da Índia, pede para a SAAB atualizar também depois dos 22 da Suíça, e vamos ver quanto é que fica.

  5. Se é pra entubar o Rafale por conta da ideologia ou corrupção do nosso (des)Governo, menos mal que seja depois da Índia ter feito uma grande encomenda e pagando o mesmo preço que eles. Fato. Não estaremos sozinhos como único cliente e ainda ganharíamos um belo desconto ao unificar a encomenda. Melhor ainda se os EAU resolverem comprar seus 60 Rafales também.

    Mas, sempre há um porém, os custos de operação e a dificuldade de integrar armementos não franceses no Rafale persistem. Levar Rafale para depois ter que pagar mais de U$ 3 milhões por cada míssil MICA, preço pago pelos indianos no último contrato de vendas de exportação deste armamento, ficaria MUITO difícil para nós. E eu pergunto: com duas linhas de montagem principais na França e Índia para aprox. 342 unidades, onde ficaria a indústria brasileira e a tal “ToT irrestrita” oferecida no FX-2?

  6. Racionalmente falando, 36 caças não dão nem para pensar em uma linha de montagem por aqui. Fica mesmo o apelo político que o Justin afirmou.

    Mas vamos ser otimistas(extremamente otimistas):

    36 nesse FX-2, e posteriormente + 36 (FAB) + 24 (Marinha) : 96 caças no total em 3 lotes sucessivos. Taxa de entrega média 1 caça/mês ; 96 meses, 8 anos. Me parece factível.

    A questão fica para os componentes (produção e reposição), nesse caso, seria MUITO interessante, fazer parte da cadeia de fornecimento não só para a FAB, mas AdlA(pensando no Rafale) ou FAS(Suécia) ou ainda US Navy, e também outros usuários como a Índia, Suiça, África do Sul, Austrália. Isso geraria a demanda necessária para os componentes, caso contrário, pode ficar caro e anti-econômico manter uma linha de produção industrial para componentes seja do Rafale, F-18 E e Gripen NG.

    Resumindo:
    Montagem Local:
    36 caças: Não vale a pena
    96: Já dá para pensar

    Fabricação de componentes:
    36: Piada
    96: Vai ficar caro
    Para toda a frota(FAB e demais FAs que usam o caça): Ae sim valeria manter uma linha industrial por aqui.

    []’s

  7. Na verdade a questao do Nunao eh muitissima interessante mas tb dificil de ser respondida sem termos alguns parametros. Entao irei iniciar colocando algo p/ reflexao, uma parte da audiencia do projeto Typhoon no Parlamento:

    Work is contracted to various suppliers across the four nations who are responsible for developing and producing various parts of the aircraft. The Department entered into these arrangements in the mid
    1980s when the project was first conceived. The arrangements were driven by political considerations rather than commercial or military imperatives. The Department believes that Typhoon would not have been affordable and that the United Kingdom would have struggled to upgrade this complex technology efficiently without such collaboration.

    The collaborative arrangements have proved problematic. The spread of design, manufacturing and support expertise across a number of suppliers throughout Europe has increased the cost of the aircraft overall and poses risks to the timeliness and affordability of support and upgrade activities. Decisions need to be made with the consensus of all four nations but they have often found it difficult to stick to the suggested timescale of 40 days for agreeing such decisions. Some key upgrades, such as the ground attack capability on Tranche 2 aircraft, have taken several years to agree and deliver
    http://www.publications.parliament.uk/pa/cm201011/cmselect/cmpubacc/860/860.pdf

    Percebam que em dois paragrafos eles mencionam que: a) O Reino Unido nao teria sido capaz de bancar o Typhoon se nao fosse pelo processo colaborativo (ultima sentenca do primeiro paragrafo); b) que o processo colaborativo aumentou os custos;

    Seria isto uma contradicao?

    Nao, porque colaboracao e economias de escalas sao coisas distintas. Economias de escala sao centradas num business model que quem faz mais barato e melhor, fica encarregado e ocorrerao decrescimos dos custos medios com aumento de producao, enquanto colaboracao entre nacoes pode ser determinada por questoes politicas.

    Mas por que nao hah contradicao no relatorio mencionado acima?

    Porque foi estimado que os custos (incluindo de desenvolvimento) do Typhoon se tornaram 97% mais caros se o projeto tivesse sido executado exclusivamente pelo UK (outro relatorio, depois indico referencia se quiserem), mas dividindo estes 97% a mais entre 4 nacoes, significa que o desenvolvimento ficou mais barato p/ cada nacao individualmente. Mas indo ainda mais adiante, isto tb significa que, comercialmente, p/ exportacao, ficou mais caro embora individualmente p/ os paises participantes ficou mais barato. Interesante nao eh mesmo?

    Pois p/ saber se faria mais sentido o 126 + 36 ou 36 + 22 precisamos saber, desde o inicio, se haverah uma opcao comercial de planejamento (como eh tipico da Saab) da linha de montagem ou politica de compartilhamento. Tb eh preciso definir o que eh interessante pagar mais e o que eh realmente “value for the money”? Percebam a preocupacao na suica da linha de montagem, eh algo tipo: “nao seria mais barato trazer pronta e usar a diferenca p/ investir em outra coisa?”

    Sem saber as informacoes necessarias, mesmo assim aqui vai um chute: vale mais apena 36 + 22 pelas caracteristicas dos participantes.

    Escrevi demais…

    []s!
    P.S.: prezado LuppusFurius, achei que vc se referia a mim no outro post, mas nao sabia do nome cientifico das baratas, agora sei. Um grande abraco!

  8. Olá,

    Nick é isso ai, só não concordo com a fabricação de peças a partir de 90 unidades já me pareçe razoavel, no resto concordo plenamente.

    Abraços,

  9. Prezado Nunão.

    Qualquer avaliação que se faça aqui sobre a compra de caças para a FAB possivelmente será distoante da lógica que prevalece no governo do Brasil como a dos demais governos, neste caso vai prevalecer o componente político ( alinhamento EUA x EUROPA ) sobre o econômico. Compartilho da opinião daqueles que quanto mas cedo estes caças estiverem em nosso solo melhor. onde o ideal pode não ser real.

  10. Carissímo DrCockroach…

    Ler seus comentários enriquecem nossos neurônios.
    Do Nunão também ( excelentes), mas não irei elogiá-lo. Para ele não ficar convêncido…..último moranguinho da bandeja.

    Sds Cordiais
    LF.

  11. Caro Dr Barata,

    O caso do Typhoon é interessante como para entender o que não se deve fazer em uma produção compartilhada 😀 Deveria ser um caça mais barato, mas no fim ficou caro, mesmo com mais escala de produção, do que o Rafale por exemplo. Por outro lado, a conta ficou mais barata para cada um dos países participantes, mas poderia ter ficado ainda mais barato. Talvez tenha faltado um melhor planejamento no projeto e produção do caça.

    Um bom exemplo do que deveria ser, é o KC-390 da Embraer 🙂

    Caro Edcreek,

    Sobre a produção de componentes do FX-2, eu entendo que a proposta da Boeing é superior por exemplo, se a Embraer e outras empresas brasileiras fizerem a parte da cadeia de fornecedores do F-18 E SH, não só da FAB como da USNavy.

    O mesmo vale para o Gripen NG, onde a Embraer e outras poderão fornecer grande parte dos componentes do Gripen E/F não só brasileiros, como os da Suécia e da Suiça.

    No caso do Rafale, eu não vi algo parecido, e é o ponto fraco da proposta francesa. Fazer componentes para 96 Rafales por aqui vai sair caro. Agora se na proposta está por exemplo, fazer a deriva vertical não só de 96 Rafales brasileiros, como os 180 da AdlA e 126 dos Indianos ae sim seria interessante.

    []’s

  12. A conta que tem de ser feita é a seguinte: 12 + 54 + 48 = 104

    12 Mirage
    54 AMX
    48 F-5

    Que são as aeronave que terão de ser substituidas e cujo valor de aquisição das aeronaves terão de caber no orçamento da FAB.

  13. Não vejo essa suposta 2ª linha de produção de Le Jaca alavancando a produção da aeronave.
    Em um 1º momento 18 aeronaves (mes e meio de produção pela cadência atual) serão fabricadas na França, na linha existente, mas em configuração até o momento desconhecida.
    Depois disto a produção seguirá aquele modelito “apertaparafusobrás” nosso velho conhecido, peças e partes fabricadas na França são montadas na Ìndia(kits SKD/CKD).
    Nossas 36 células poderiam ajudar a inflar essa fase, p/ os indianos seriam um tipo de buffer, pois não debitariam da “produção” da encomenda deles.
    Não vejo os franceses transferindo 50% da “fabricação” das Jacas indianas p/ o subcontinente, sua própria linha não tem horizonte após as 180 unidades contratadas, sua extensão até o momento é somente papo.
    Aliás dado que após o fechamento do contrato, as primeiras Jacas indianas só sairão de fábrica após 4 ou 5 anos, pela cadência atual a linha francesa estará parada e ociosa.
    A função de “nossas” (3 meses de produção pela cadência atual) Jacas será retardar este fato, assegurando os empregos dos franceses, assim nada de “produção” de Jacas no Brasil.

  14. Saiu esse mês na Air International que na verdade a Inglaterra está querendo se livrar de 80 Typhoon porque atualiza-los para o Trench 3 vai sair muito caro. Um problema sério do Typhoon foi muita gente tentando tomar muita decisão para países com problemas de defesa distintos (apesar de todos fazerem parte da OTAN).

    Até para exportar um produto desses é complicado porque 4 países ‘donos’ são 4 políticas ‘externas’ diferentes que um potencial comprador tem que lidar.

    Voltando ao assunto, eu fico com o SHornet porque está pronto e está com tudo que queríamos HOJE. Digo isso porque não acredito que o nosso governo vai ficar investindo constantemente em uma aeronave que comprarmos (qualquer um dos outros 2).

    Daí o grande problema é que toda aeronave de 4 geração precisa de investimentos constantes (essa é uma das ‘estratégias’ que esses projetos usam para reduzir os custos ao longo do tempo).

    E o meu receio é porque a nossa política de Defesa é inexistente, seja o Rafale ou o Gripen E/F temos a chance de acabarmos com um produto ‘inacabado’ e ficarmos igual a situação do Am-X aonde ficamos com 3 lotes de aeronaves banguelas aonde nem disparar os seus misseis ar-ar podiam porque nem interface para isso tinham por mais de 20 anos. Bonito para tirar foto, mas na realidade é triste para quem lê um pouquinho sobre o assunto 🙁 .

    Se é mesmo para escolher fico com o Rafale porque é o que está ‘mais’ finalizado hoje dos dois e a encomenda indiana é muito representativa. Os suecos ainda não sabem muito bem o que querem e tem que justificar o E/F ao mesmo tempo que não ficar muito mal com um montão de Gripen estocado em casa (pepino danado) e 22 aeronaves suiças na frente de 126 aeronaves indianas (com potentical de mais 80) é certamente algo mais interessante.

  15. “…porque é o que está ‘mais’ finalizado hoje…”

    O “mais finalizado hoje” é o Super Hornet, que decola agora, neste minuto, com radar AESA, HMD e mísseis IR de 5ª geração, mísseis BVR de maior alcance (AMRAAM AIM-120C7), pods de designação de alvos, mísseis anti-radiação e tudo mais que está quase pronto ou prometido nos outros.

    E olha que sou gripeiro…

  16. “…a Inglaterra está querendo se livrar de 80 Typhoon porque atualiza-los para o Trench 3 vai sair muito caro.”

    A RAF se livrar de metade da encomenda britânica??? Ou seriam as 53 células Tranche1???

    “Um problema sério do Typhoon foi muita gente tentando tomar muita decisão para países com problemas de defesa distintos (apesar de todos fazerem parte da OTAN).”

    O Typhoon foi concebido p/ atender a necessidade dos 4 países-parceiros em substituir suas aeronaves A2A (Tornado ADV; F-4; F-104; Mig-29), complementando o Tornado IDS/ECR (GB, Itália e Alemanha) e o F/A-18 (Espanha).
    Ocorre que os custos do projeto sempre foram subestimados e qndo ocorreu a reúnificação alemã, a situação piorou ao pto de a Alemanha ameaçar sair do projeto.
    Desistiram qndo viram o montante das compensações, que deveriam pagar aos demais sócios.

    A saga do AMX/A-1 na FAB, seria bastante educativa p/ a presidenta Dilma, sobre os perigos de se operar um ac que somente um outro país opera, mas o CA não vai deixa-la saber, ele não quer incomodá-la c/ isso.

    A encomenda indiana não se soma a produção francesa, somente 18 destas células serão fabricadas na França, mas a divide, nos mesmos motivos pq que estamos pagando preço de caça zero hora pelos helicópteros, afinal os indianos tem necessidades próprias e atende-las encarece o produto final.

  17. Maurício, só uma observação (que já fiz também em outro comentário).

    Vc deve estar fazendo uma confusão com cadência de produção atual do Rafale, que não é de 11 a 12 aeronaves por mês (o que daria o mês e meio de produção para atingir as 18 aeronaves iniciais da encomenda indiana, como você escreveu), mas de 11 a 12 por ANO.

    http://www.aereo.jor.br/2012/02/09/producao-do-rafale-na-india-sera-maior-que-na-franca/

    Obviamente, essa cadência pode ser ampliada, como disse o próprio CEO da Dassault, Charles Edelstenne, mas ele mesmo fala em entrevista do final do ano passado que a produção atual está em 11 por ano:

    “No âmbito da programação para a lei do orçamento militar, considerando as limitações orçamentárias e assumindo que a aeronave seria exportada, até 2011, eu concordei com as taxas mínimas de entrega para a França de onze aeronaves por ano, já bastante reduzidas em comparação com a cadência que foi previamente garantida, considerando que um em cada dois aviões seria destinado para a exportação.”

    http://www.aereo.jor.br/2011/12/13/entrevista-com-o-ceo-da-dassault-charles-edelstenne/

  18. @Ivan… olha lá no meu comentário 🙂

    Concordo com você… SHornet é o mais finalizado, mas entre os 2 da pergunta do tópico, o Rafale é o ‘mais finalizado’

    😉 é só olhar no resto do meu post 🙂 .

    @Mauricio – está na Air International – 🙂 eu vou olhar mais tarde e coloco aqui exatamente o que disseram.

    Uma das reclamações que existem sobre o Typhoon é que independente dele ser bom ou ruim (eu acho uma excelente aeronave 🙂 ), ele está sujeito a 4 políticas externas diferentes que não melhoraram com a União Européia. Ou seja, se um país compra o Typhoon e amanhã ele tem problemas com a Itália, os italianos podem criar problemas para esse país manter o Typhoon e como esses 4 países já tem problemas entre eles negociações podem ficar complicadas. 😉

    A encomenda indiana soma a produção francesa sim porque nada indica que todo e qualquer parafuso do Rafale será produzido somente na Índia. Essa encomenda pode não movimentar a linha de montagem francesa, mas certamente muitas empresas francesas terão muito trabalho pela frente.

    Ninguém ainda sabe quais são / serão as necessidades ‘exclusivas’ indianas para saber o quanto caro poderá ser o produto final que em todo o caso pode se beneficiar da encomenda de 126 aviões e com potencial de mais 80 no futuro.

  19. Rafael Danzer (do Facebook)
    “A comparação é válida mas os números estão equivocados.
    O Brasil comprará para entrega a curto prazo 36 unidades de prateleira, fabricados no país da fabricante. O total será 120, número estimado podendo ser mais a longo prazo.”

    Rafael, o F-X2 contempla apenas 36 unidades, e é com base nessas três dúzias que os concorrentes entregaram suas propostas. 120 é um número ideal, de longo prazo, para eventuais novas compras.

    As próprias empresas divulgaram (e já faz tempo isso) que, em suas propostas, está a montagem no Brasil de parte da encomenda de 36 aeronaves do F-X2.

    Por exemplo, a Dassault informou que seriam 6 aeronaves “de prateleira” (não as 36 que você diz), fabricadas na França e, a partir da sétima aeronave até a 36ª, a produção seria feita no Brasil:

    http://www.aereo.jor.br/2009/10/20/dassault-promete-produzir-rafale-no-brasil-a-partir-da-setima-aeronave/

    Essa é a promessa do fabricante, baseada num programa que visa, por enquanto, 36 caças. Mais do que isso, já é plano de longo prazo, outro tipo de promessa… Aqui estamos lidando com o que está no papel, seja em avaliação (os 36 do F-X2) ou negociação (os 126 para a Índia e os 22 para a Suíça).

    Assim, não estamos contando, nessa proposta de debate, com nada que vá além das 36 unidades contempladas no programa F-X2. Seria o mesmo que colocar também as 60 – 70 unidades que a Índia já afirmou que poderiam ser somadas ao plano original do programa MMRCA, que é de 126 aeronaves – sendo que nem esse primeiro plano já tem contrato assinado (previsão é final do ano).

    Ou seria o mesmo que supor que os Suíços vão querer mais de 22 novos caças para substituir seus 54 F-5, sendo que eles não divulgaram nada a esse respeito ainda (apenas uma vaga alusão de que o total poderá, quem sabe, chegar a 30). Na verdade, eles reforçam o contrário: que estão economizando porque substituem 54 aeronaves por 22.

    Em resumo: F-X2 acima de 36 unidades, só quando vier um novo contrato após o “atual” (ou exercer eventuais opções no contrato), que nem tem aeronave escolhida e nem assinatura por enquanto – o que tem é apenas um acúmulo de vários anos de atraso para uma decisão.

  20. “…porque nada indica que todo e qualquer parafuso do Rafale será produzido somente na Índia.”

    Mas o clima indiano, mto diferente do europeu, demandará parafusos diferentes daqueles usados na Jaca de padrão francês.
    E o principal é que após as 18 células iniciais, diferentes do padrão francês, empregos de franceses serão efetivamente transferidos p/ a Índia, a menos que um esquema similar ao “apertaparafusobrás” usado aqui, entre em cena.
    Afinal de acordo c/ a concorrência, 50% do ac deverá ser feito, na Índia.
    E isso vale p/ as demais empresas francesas, além da Dassault.

    Nunão,

    Bem lembrado, de fato misturei os dados.

  21. @ Mauricio, acho que não é assim que a coisa funciona na realidade porque senão um avião da Boeing produzido nos EUA e um da Embraer produzido em SJC com pedaços vindos do mundo inteiro não poderia voar além daqueles lugares.

    Sim, sem dúvida alguns pedaços vão ser produzidos na Índia, mas isso depende muito de extensão do contrato do Rafale para eles (e isso ninguém sabe no momento, pois todo o dado que aparece é ‘será produzido na Índia’… o que? qual pedaço? quando? como ?)

  22. “acho que não é assim que a coisa funciona na realidade porque senão um avião da Boeing…”

    Desculpe mas a realidade que eu conheço é diferente, o clima da região aonde a uma dada aeronave vai operar, altera mtas coisas em sua fabricação.
    Seus materiais se comportam de formas diferentes qndo submetidos ao frio ou ao calor.
    Uma aeronave que opera predominatemente em regiões frias terá comportamento diferente de outra, que opere em regiões mais quentes, vai consumir combustível a uma razão diferente, vai até voar de forma diferente.

    “…mas isso depende muito de extensão do contrato do Rafale para eles…”

    A concorrência MMRCA demanda 50% da aeronave, sendo fabricada localmente.
    Então fora as primeiras 18 unidades, 104 células serão montadas na Índia c/ um mix de componentes indianos e franceses.
    Se a Índia exercer as 64 opções previstas, estas tb terão 50% de suas peças manufaturadas na Índia.
    É essa negociação que antecederá a assinatura do contrato formal, de compra das aeronaves.

  23. O que significa fabricar? Está é uma pergunta antecedente a qualquer coisa. Economia de escala, custos logísticos e empresas capazes construir as partes necessárias (o que implica investimento, normalmente bem pesados) do caça podem ser os elementos centrais de uma definição básica para fabricar. Vai ser muito difícil para os indianos fabricarem o Rafale no sentido que muitos aqui pensam. Os custos para a montagem de uma fabrica especifica para o Rafale na Índia serão proibitivos. Se observarmos os custos de manutenção dos Mirages 2000 da Índia e de Taiwan veremos que a distância (Paris – Nova Deli) vai gerar um aumento de custos, além da questão clara de todo o investimento necessário para “duplicar” parte da estrutura que os franceses já têm. A estrutura da Dassault é capaz de construir 40 caças ao ano. Incialmente os franceses imaginaram exportar 400 aviões fora a demanda nacional. Hoje ela funciona no básico, o necessário para manter tudo funcionando. O mais provável é que os indianos montem o Rafale. Alguns equipamentos poderão ser fabricados na Índia, mas nada se signifique fabricação. Duvido que os “componentes” Made in Índia chegue a sequer 10%.

    Os custos unitários do Rafale não vão cair absurdamente como seria ideal ser houver aumento da escala. O preço vai cair, provavelmente, mas não para se tornar competitivo vis-à-vis o Gripen ou o F-18 SH. A estratégia “maison de haute couture” da Dassault, mesmo que use patentes de outros países como o EUA, torna o problema da baixa escala crônico. Quanto motores Snecma/Safran M88-2 foram construídos? É utilizado em quantos caças fora o Rafale? Certamente o número, mesmo com as compras indianas, não chegar nem perto dos mil. O caso do F-404/F-414G é exatamente o contrário. É um motor com milhares de unidades construídas e utilizado em diversos tipos de aviões. O motor custa mais da metade do valor de um caça. O mesmo ocorre com outros elementos como radar e sistemas como o fly-by-wire, IRIST, IRIST/Flir, radio e radar.

    A compra básica é de 36, mas o ideal é de 108. Mas isto claramente vai depender de quanto em recursos o GF vai dispor a FAB para isto. Quanto mais caro o caça, mais difícil isto acontecer. As propostas foram feitas tendo como parâmetro os 36 caças. Nada garante que a FAB terá os outros 72. Como sempre disse, é preferível dois monoturbinas no ar do que biturbina no chão.

  24. Marcos disse:
    28 de março de 2012 às 12:58

    Amigo, nenhum país substitui ou substituiu aeronaves de geração anterior a 4g na base do “um por um”…..

    Por terem capacidades que excedem o conceito F, ou A, as aeronaves de 4g ++ se baseiam em um conceito de soma destas habilidades, ou seja, são multifuncionais, permitindo, assim, a redução do número de vetores necessários para cumprir as missões dos vetores de gerações anteriores.

    Existe, no entanto, a possibilidade de uma deterninada nação pretender “aumentar” o seu poderio de dissuação, onde neste caso o número de vetores pode exceder, ou ser maior, a soma dos vetores de gerações anteriores. De qualquer maneira, é um caso diferente do que apenas substituição de vetores de geração mais antiga por vetores de geração mais atual.

    Senhores,

    No caso do FX (seja qual for o núero do mesmo) a minha opinião é que teremos APENAS os 36 anunciados, seja quem for o vencedor.

    A FAB vai ter que se contentar por muitos anos com esta quantidade, enquanto, se houver realmente vontade política, o pais decidir se associar a outra nação para o desenvolvimento conjunto de um vetor de 5ª geração.

    Qualquer modo, haverá que se aumentar substancialmente as verbas destinadas a manutenção da nova frota, sem o que, teremos apenas carríssimos aparelhos destinados a “desfile” no 7 de setembro.

    Sds.

  25. Além disto, fabricar aqui….. me lembra do AMX (A-1), que no final custou o valor de dois F-16….. daí seu apelido de F-32 !!

    Sds.

  26. Baschera

    O problema nosso é o mesmo do problma da Suiça. Há um número mínimo de aeronaves que o país necessita. No caso da Suiça não deu para trocar 22 Gripen por 18 Rafales.

  27. Baschera

    De fato o custo total dos AMX foi enorme, mas vale lembrar que a Embraer não teria chegado no que é hoje sem ter passado pelo AMX.

    Se lá atrás tivessemos comprado uns Mirage 2000 com “transferência de tecnologia”, hoje provavelemnte a empresa estaria fabricando parafusos.

  28. Quanta besteira!
    A linha de montagem indiana, a linha de montagem dos EAU e a linha de montagem brasileira serão paralelas e INDEPENDENTES e cada uma terá maior ou menor sucesso conforme a capacidade de assimilação tecnológica e competência técnica e industrial de cada nação e o envolvimento econômico POSTERIOR do governo com as necessidades de financiamento da operação industrial e PRINCIPALMENTE em elevados investimentos de PESQUISA & DESENVOLVIMENTO para manter-se atualizado no projeto da aeronave.

    Este PAPO de economicidade neste quadro não faz o MENOR SENTIDO !!!

    Quer economia compra de prateleira do TIO SAM…

    Se o plano é absorver tecnologia e desenvolver uma indústria local de aeronaves militares de caça, o custo do FX-2 é SÓ O COMEÇO…

    E passe LONGE do Tio SAM…

    O Brasil já tem garantido 36 + 24 com as unidades da MB.

    E é ÓBVIO que se o objetivo industrial for sério, pelo menos mais 60 unidades terão de ser construídas (nos 20 anos seguintes) após o atendimento do contrato inicial.

    O entendimento com os indianos em paralelo servirá de apoio mútuo e de conferência das informações fornecidas pelos franceses. Pode resultar na adoção da versão brasileira do A-Darter pela Índia e pela adoção do BVR indiano baseado no R-77 russo pela FAB.
    Eventualmente partes indianas poderão atender a linha brasileira e vice-versa ou simples apoio mútuo de produção.

    A idéia de linha Franco-Hindu-Brasileira do Rafale na Índia pode facilmente levar o prêmio de maior bobagem-barbaridade já concebida por um anti-rafalista no FX-2 brasileiro.

    Nem a PAU Pica-Pau…

  29. Gilberto Rezende disse:
    29 de março de 2012 às 2:04

    “A linha de montagem indiana, a linha de montagem dos EAU e a linha de montagem brasileira serão paralelas e INDEPENDENTES”

    Ah tá, e isso tudo aí já tá “combinado com os russos” (como diria Mané Garrincha), quer dizer, franceses???

    Os quase nada engajados sindicatos franceses irão abrir mão de seus empregos placidamente?

    E o custo de se instalar duas linhas de montagem REDUNDANTES em países estrangeiros, para produzir menos de 100 unidades de uma aeronave que com uma única linha já é CARÍSSIMA?

    “Este PAPO de economicidade neste quadro não faz o MENOR SENTIDO !!!”

    Realmente pensar em dinheiro, ainda mais quando quem paga é o contribuinte, não faz sentido nenhum…

    Parceiro, como diria um certo assessor do Ex-Presidente Bill Clinton: “It´s the economy, stupid!”

    “E passe LONGE do Tio SAM…”

    Quem gosta de armas de 2a categoria, tecnologia de 2a categoria e preços de 2a categoria tem mesmo que passar longe dos EUA…

    “O Brasil já tem garantido 36 + 24 com as unidades da MB.”

    Rárárárárá… Piada do dia? 🙂

    A mesma Marinha que deixa seu único PA comprado de segunda mão docado por 5 anos? E que toda vez que vai ao mar mata algum?

    A mesma Marinha que deixa explodir uma base na Antártica por falta de manutenção/reparos/cuidados?

    Ou estará você a falar da Marinha do País de Zamunda? 🙂

    “E é ÓBVIO que se o objetivo industrial for sério, pelo menos mais 60 unidades terão de ser construídas (nos 20 anos seguintes) após o atendimento do contrato inicial”.

    Ah tá, a FAB leva 15 anos para DECIDIR sobre uma compra de alguns caças e aí, de uma hora pra outra viraremos comprador em massa de aeronaves…

    Continuamos no Mundo de Zamunda…

    “O entendimento com os indianos em paralelo servirá de apoio mútuo e de conferência das informações fornecidas pelos franceses.”

    Isso dá a medida da confiança que o gf tem nos franceses… precisou ir conferir com a Índia…

    “Pode resultar na adoção da versão brasileira do A-Darter pela Índia e pela adoção do BVR indiano baseado no R-77 russo pela FAB.”

    Nossa parceiro, da onde você tirou isso? Quem que fala esse tipo de bobagem pro amigo? Índia de A-Darter? Ahuahuahuahuahuahua… FAB de R-77? Pra usar em Le Jaque? Nossa, a Rússia irá adorar ter seus mísseis nas mãos dos franceses…

    A muito tempo eu não lia tanta bobagem junta num comentário só…

  30. A URSS achava que economia não importava, apenas gastar em defesa. Deu no que deu. Eles faliram! Uma das coisas que hoje detona o mercado de defesa europeu é terem diferentes fabricantes para as mesmas coisas. Caças, submarinos, helicópteros, etc… Os preços sobem e perdem competição, mercado. É claro que existem os fabricantes principais (KMWMK, IKL, Selex Galileu, BAE, Navantia, DCS, etc…), mas a estratégia do “cada um por si” faz mais estrago do que ajuda.

    O Rafale não tem economia de escala para duas linhas de produção. Fabricar o Rafale não vai ser o mesmo que fabricar o MIG 21, com milhares de unidades vendidas e um caça supersimples de ser construído. Economia é importante, esta história de linhas de produção independentes para fazer a mesma coisa é que é uma grande tolice. Se franceses, indianos e os árabes entrarem nessa vão enterrar milhões de dólares e não vão chegar a lugar algum. Racionalidade e pragmatismo não matam a ninguém e ainda ajudam a evitar bobagens.

    Se “economicidade” não importasse ninguém deveria reclamar do quanto custou o A-1.

    Tópicos:

    Quais mísseis ar-ar russos os indianos utilizam no Mirage 2000? Resposta: nenhum!

    Cadê o FX da Marinha? Resposta: Ainda não existe!

    Quem fabricaria seis caças por ano para ter 120 em vinte anos? Ninguém!

    Abs,

    Ricardo

  31. “O Brasil já tem garantido 36 + 24 com as unidades da MB.”

    Garantido???

    Desde quando planos de longo prazo são garantia de alguma coisa, num programa que já acumula uns 15 anos (somando F-X com FX-2) sem se assinar nada e, de garantido, só vieram caças usados da França e da Jordânia? (aliás, vieram com garantia???) Já assinamos algum contrato e ninguém ficou sabendo?

    Gente, de forma alguma quero menosprezar a opinião alheia, mas acho importante não confundirmos planos e intenções de longo prazo (que devem e precisam ser ser feitos, mas que nada têm de garantido), com o que mostra a realidade e o que está efetivamente sendo colocado em disputa no mercado com possibilidade de haver alguma decisão no curto prazo (o F-X2 de 36 aeronaves), para discutir possibilidades de parcerias etc.

    O que o Brasil teria para contrabalançar a um eventual parceiro também comprador de caças, quando decidir finalmente o F-X2 e começar a negociar o contrato com o fabricante original e esses eventuais parceiros? As 36 aeronaves do contrato ou uma possibilidade futura de 120? Em qual possibilidade um parceiro iria apostar suas fichas?

    O que tem de real (e ainda por assinar) em relação a decisões recentes de vendas para o exterior dos caças do F-X2 é um contrato do Rafale na Índia para 126 caças e outro do Gripen na Suíça para 22 caças. E nem isso é “garantido” ( ainda há os mais céticos, para os quais só os 24 da Austrália, que já operam, são garantidos quando se fala em exportações das versões que concorrem no F-X2…). O risco de se pensar em um contrato total de 120 aeronaves para a FAB e de uns 24 (já se falou em 48) para a MB, por exemplo, é dar como algo já resolvido ou favas contadas as 36 do F-X2, um programa que acumula tantos anos sem decisão. Eu torço para que se resolva, e logo. Mas às vezes perco a conta de quanto tempo acumulado de torcida já se passou.

    No Brasil, de garantido, só tem a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

    Faz lembrar aquele velho comercial de TV: “Garantido até a Copa, só o meu TV Mit…..shi”

    PS – a proposta colocada aqui foi discutir sobre possíveis parcerias e vantagens relativas de cada possibilidade, com base em notícias recentes da mídia às quais o texto faz referência e a contratos em negociação pelo mundo. Para devaneios mais distantes, já publicamos diversas outras matérias e, eventualmente, publicaremos mais – coloco abaixo só um exemplo desse tipo de exercício de “futurologia”, e que já está obsoleto, pois previa (com otimismo nada “garantido”) uma assinatura do contrato do F-X2 em 2010…

    http://www.aereo.jor.br/2010/01/30/f-x2-e-f-x3-uma-viagem-ao-futuro-dos-cacas-tripulados-da-fab/

  32. Passei mal de tanto rir com o comentário do Gilberto Rezende hahahaha!!! Três linhas de montagem independentes para o Rafale hahahaha!!! Brasil com 36 (FAB) + 24 (MB) Rafales garantidos hahahaha!!! Economicidade não faz sentido hahahaha!!! A-Darter na Índia, R-77 no Brasil, ambos operando no Rafale da França HAHAHAHAHA!!!

    Única frase lúcida do comentário foi: “Quer economia compra de prateleira do TIO SAM…”

    É cada um que aparece neste blog…

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