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Segundo piloto paquistanês, F-16s da PAF surraram Eurofighters britânicos

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Militar revela entre outras informações inéditas, que americanos instalaram dispositivos de rastreamento nos F-16 Block 52 do Paquistão

Pilotos paquistaneses voando versões modernizadas do jato F-16 Falcon, cujo projeto é da década de 1970, derrotaram caças novíssimos Eurofighter Typhoon durantes exercícios de combate aéreo na Turquia, de acordo com um oficial paquistanês em entrevista publicada em site.

A entrevista com o piloto anônimo de F-16 da Pakistani Air Force (PAF) em intercâmbio com a Força Aérea Turca, foi postada no site oficial do esquadrão de demonstração da PAF e traz muitas informações intrigantes que têm sido debatidas em fóruns na Internet.

ENTREVISTA: Piloto de F-16 da Força Aérea do Paquistão

P1: O que um piloto da PAF faz na Turquia?

R: A Pakistan Air Force (PAF) e a Turkish Air Force (TuAF) têm um programa de intercâmbio de pilotos de longa duração, há mais de duas décadas em que, num dado momento, dois pilotos da PAF estão na Turquia e dois pilotos da TuAF estão no Paquistão. Uma vez que a PAF e a TuAF têm duas aeronaves em comum – o treinador T-37 e o F-16 – ambos os países trocam pilotos de cada um desses aviões. Então, nesse momento temos um piloto da PAF voando T-37 da TuAF e outro piloto voando F-16 na Turquia e um piloto da TuAF voando T-37 da PAF e um piloto da TuAF voando F-16 da PAF no Paquistão.

P2: Quanto tempo é a duração do intercâmbio?

R: O intercâmbio médio é de dois anos, mas pode ser menos ou mais, dependendo de vários fatores.

P3: Qual é a base para a seleção da PAF de um piloto para o intercâmbio para os esquadrões de F-16 da TuAF?

R: A seleção feita pela PAF se baseia exclusivamente no mérito. Eles começam com seus relatórios da Academia e o relatório final é dado pelo seu comandante de esquadrão. A exigência da TuAF é que o piloto deve ter um mínimo de 250 horas no F-16 antes de se juntar aos esquadrões de F-16 turcos.

P4: Qual é o critério da PAF para selecionar um piloto para os F-16 de seus esquadrões?

R: Um piloto deve ter um desempenho notável e um mínimo de 500 horas no F-7 ou Mirage ou em ambas as aeronaves. Além disso, ele deve ter a correta aptidão e capacidade para aprender e aplicar o seu aprendizado. O F-16 não é uma aeronave simples de voar. Normalmente, a maioria dos pilotos vai dos F-7 para os Mirage antes de vir para o F-16. Esta rota elimina os pilotos mais fracos.

P5: Qual caminho você seguiu?

R: Eu fui direto para o F-16 após registrar 450 horas no F-7P.

P6: Em qual esquadrão de F-16 da PAF você estava antes de voar com o intercâmbio da TuAF?

R: Esquadrão Número 9 “Grifos”.

P7: Em quais esquadrões e bases aéreas você voou na Turquia?

R: Eu voei a partir de bases diferentes com esquadrões diferentes em diferentes tipos de F-16 e isso depende da missão de treinamento que está sendo realizada em um determinado momento. Eu servi em duas bases aéreas – Mirzofen e Balekesir.

P8: Quais os tipos de F-16 que você voou na Turquia?

R: Eu voei os três “Blocks” de F-16 da TuAF – Blocks 30, 40 e 50. Fui o segundo piloto de intercâmbio da PAF a voar o Block 50 da TuAF, pois anteriormente os turcos não davam acesso de pilotos da PAF ao Block 50.

P9: Por que isso?

R: Restrições impostas pelos EUA. No entanto, uma vez que as sanções foram suspensas e as negociações começaram para a compra dos Block 52 para a PAF, já não era um problema, pois estaríamos voando uma versão mais avançada do que os turcos. Foi quando os EUA permitiram que os turcos nos dessem acesso ao Block 50. Os turcos têm sido muito cooperativos com a PAF.

P10: Que tipo de missão de treinamento você cumpria nos F-16s da TuAF?

A: Nós somos treinados para todos os tipos de missões desde que a maioria dos F-16 esquadrões da TuAF é multi-função. No entanto, eu era basicamente formado para combate ar-ar no papel de defesa aérea.

P11: Algum treinamento BVR?

R: Sim.

P12: Qual o míssil BVR?

R: O AIM-120 AMRAAM “Charlie”.

P13: Quais são as diferenças nas metodologias de formação entre a PAF e TuAF?

R: Existem diferenças substanciais. A TuAF segue as metodologias de formação dos EUA e da OTAN, onde tudo está escrito e você tem que seguir os procedimentos estabelecidos. Isso não é necessariamente ruim, porque estes procedimentos são baseados na experiência. Eles aprenderam isso depois de sua experiência ar-ar de combate aéreo no Vietnã. No entanto, a desvantagem é que você tende a ficar atolado em procedimentos e você se torna previsível. Na PAF, os pilotos têm mais liberdade para chegar às suas próprias soluções. Nossa abordagem de formação é mais parecida com os israelenses do que com a OTAN. Nós fazemos mais o tipo de voo “seat of the pants” e somos obrigados a ser mais criativos.

P14: Você tomou parte em algum exercício Anatolian Eagle?

R: A PAF tem participado do exercício anual Anatolian Eagle desde 2004. Participei em três Anatolian Eagles – um nacional e dois internacionais.

P15: Qual é a diferença entre o nacional e o internacional?

R: A TuAF realiza exercícios anuais Águia da Anatólia – uma versão é nacional, para a TuAF somente e o outro é internacional, com as forças aéreas amigas. A TuAF honrou a PAF também por deixar seus pilotos voarem no exercício Anatolian Eagle nacional, sob o comando turco e vestindo bandeiras e distintivos turcos. Esta é uma honra singular dada apenas para os pilotos da PAF. Os pilotos de intercâmbio também voam F-16 da TuAF nos exercícios Anatolian Eagle internacionais. Assim pode-se ter 6 pilotos da PAF voando seus próprios F-16 e um piloto de intercâmbio da PAF voando com os turcos num F-16 da TuAF.

P16: Alguma experiência memorável ​​que você gostaria de compartilhar?

R: Em uma ocasião – num dos Anatolian Eagles internacional – pilotos da PAF foram lançados contra os Typhoon da RAF, uma aeronave formidável. Houve três set-ups e em todos os três, derrubamos os Typhoon. Os pilotos da RAF ficaram chocados.

P17: Alguma razão em especial para o seu sucesso?

R: Os pilotos da OTAN não são proficientes em combates ar-ar à curta distância. Eles são treinados para combates BVR e suas táticas são baseadas em combates BVR. Estes foram exercícios de combate aéreo aproximado e tivemos a vantagem, porque combate aéreo aproximado é treinado por todos os pilotos da PAF e isso é algo que nós somos muito bons.

P18: Israel tem participado também em alguns Anatolian Eagles. Alguma oportunidade de voar com ou contra os israelenses?

R: A Turquia garante que a Força Aérea de Israel e a PAF sejam mantidas tão distantes entre si quanto possível e isso tem mais a ver com a relutância da Força Aérea de Israel de fazer parte de qualquer exercício militar envolvendo a PAF e vice-versa. Os israelenses disseram para os turcos que não querem qualquer paquistanês em ou perto de uma base na qual os israelenses estão estacionados.

P19: Os israelenses têm medo de quê?

R: O que eles mais temem é que podemos aprender sobre suas táticas, especialmente táticas de contramedidas BVR, que eles dominam.

P20: Eu ouvi um boato que a TuAF uma vez deu a pilotos da PAF a oportunidade de voar com e contra os israelenses. Pilotos da PAF fingindo ser pilotos turcos – participando até de briefing ACMI turco-israelense?

R: Não há comentários.

P21: Os turcos estão interessados ​​no JF-17?

R: Eles estão intrigados com ele e muito felizes pelo Paquistão ter sido capaz de alcançar.

P22: Alguma chance de eles fazerem encomendas?

R: Não há nenhuma indicação disso. Eles não estão na mesma situação que nós. Sendo membros da OTAN, têm muitas escolhas. Eles estão produzindo o F-16, por isso, enquanto eles estão felizes pelo Paquistão, eu não acho que eles vão comprar o JF-17, pois seus requisitos já são cumpridos pelo F-16.

P23: Que tal substituir seus velhos F-5?

R: Eles provavelmente vão substituir os F-5s com o F-16 e ir para o F-35 como caça high-tech.

P24: E depois da Turquia?

A: Eu vou ser transferido para a base Shahbaz da PAF, em Jacobabad este verão, para a conversão para o Block 52.

P25: Quem fará o treinamento de conversão?

R: A conversão será feita por pilotos da PAF que estão atualmente em formação de conversão nos EUA e voltarão ao Paquistão, em poucos meses.

P26: Você acha que você vai ter uma vantagem sobre outros pilotos da PAF que estão sendo colhidos a partir de esquadrões locais?

R: Não só eu tenho uma vantagem, eu serei responsável pela assistência aos instrutores do Block 52 com base na minha experiência com o Block 50.

P27: Os vídeos disponíveis publicamente e fotografias lançados recentemente pela Lockheed Martin mostram o primeiro F-16 da PAF Block 52 C/D sem tanques de combustível conformais (CFTs). Pode confirmar se as aeronaves da PAF estão vindo com CFTs?

R: Sim. Todos os 18 Block 52 serão equipados com CFTs quando forem liberados para a PAF, o que deverá ocorrer em junho deste ano. Os CFTs são ​​”add-ons” destacáveis e não é necessário para a PAF sempre voar com eles. Os CFTs podem ser unidos e destacados para atender às necessidades da PAF, em determinado momento.

P28: Uma das histórias por aí é que os F-16 Block 52s estão vindo com restrições: (i) a PAF só pode operá-los em uma base aérea, Jacobabad, (ii) não podem ser utilizados para operações ofensivas para além das fronteiras do Paquistão, ( iii) algum tipo de mecanismo de rastreamento será colocado para monitorar a localização de cada aeronave e (iv) a PAF não pode empregá-los fora do Paquistão sem a permissão dos EUA. Isto está correto?

R: Até certo ponto, sim. No entanto, é importante compreender a fundo a estas condições.
Quando a PAF pediu o Block 52, a reação inicial dos EUA foi “não”. Sua principal preocupação era que, se esta tecnologia potente fosse ser liberada para o Paquistão, mais cedo ou mais tarde, iria acabar nas mãos dos chineses que iriam fazer engenharia reversa. Foi a PAF que ofereceu uma solução. Poderíamos colocar o Block 52 em uma base aérea em separado, onde os chineses não teriam acesso. Isso significou uma base aérea que não tinha aviões chinês. Nós não poderíamos baseá-los em Sargodha porque não negariam o acesso da China à nossa mais importante base aérea. Jacobabad foi uma base avançada que tinha sido renovada pelos americanos para a Operação Enduring Freedom, incluindo uma nova pista de primeira classe, assim foi a primeira escolha. Os EUA concordaram com esta proposta, desde que tivessem o direito de monitorar a aeronave.

Para lembrar uma pequena história interessante: logo após o primeiro F-16 ter sido entregue ao Paquistão, em meados dos anos 80, o Chefe da PLAAF (Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China) visitou Sargodha. Os americanos também estavam lá. Como um gesto de cortesia, a PAF mostrou ao Chefe da PLAAF um dos F-16s e o deixou sentar no cockpit. Alguns técnicos dos EUA estavam olhando. Assim que o chefe da PLAAF sentou no cockpit do F-16, a primeira coisa que ele fez foi começar a medir o HUD com os dedos, você sabe, quando você estende o seu dedo mindinho e o polegar para medir alguma coisa? Isso preocupou os norte-americanos.

P29: Quais são os mecanismos de monitoração? Ouvi dizer que vai ter pessoal dos EUA estacionado em Jacobabad?

R: O pessoal dos EUA estacionado em Jacobabad será transitório. Eles estarão treinando o pessoal da PAF na manutenção do Block 52. A maioria desses funcionários dos EUA será da Lockheed Martin. Os EUA não precisam ter pessoal fisicamente presente em Jacobabad para acompanhar os Block 52.

P30: Você poderia explicar melhor?

R: Eles têm maneiras de manter um olho no Block 52, sem estar pessoalmente presente. A principal preocupação é a transferência de tecnologia de ponta – os aviônicos e radar, o Joint Helmet Mounted Cueing System (JHMCS) e o pod Sniper. Eles colocaram selos digitais em todas as tecnologias sensíveis, que só podem ser abertos através de um código, que só eles sabem. Se houver uma avaria ou esses componentes precisarem ser reparados, eles serão retirados do Block 52 e enviados de volta para os EUA para reparos/manutenção. Se tentar forçar a abertura desses sistemas sem os códigos, alarmes internos serão repassadas para os americanos, o que levará a uma violação do contrato.

P31: Será que os americanos podem acompanhar as posições dos Block 52s por algum tipo de dispositivo de rastreamento escondido dentro do avião?

R: Se houver dispositivos de rastreamento, então eles vão estar dentro de sistemas fechados, como os aviônicos ou os pods Sniper, porque não teremos a capacidade de olhar dentro. Se os drones Predator e Reaper estão transmitindo suas posições GPS via satélite, isso pode acontecer com um F-16 Block 52.

Mesmo para a Turquia que produz o F-16, existem alguns componentes que são fabricados nos EUA e só vem para a Turquia para a montagem final. Em um incidente, um F-16 Block 50 turco caiu e o piloto faleceu. Eles recuperaram os destroços e o colocaram num hangar e começaram a colocar juntos os pedaços para descobrir a causa. Eles encontraram um pedaço de equipamento fechado, que tinha quebrado e dentro havia um dispositivo que parecia um inseto. Após investigação, descobriu-se que era um dispositivo de rastreamento.

P32: Isso não preocupa a PAF?

A: Eu tenho certeza que sim. No entanto, a PAF considera o Block 52 uma aeronave “bônus”. Nós não estamos dependendo dele para a nossa defesa aérea inteira. É um multiplicador de força temporário até que tenhamos o suficiente de esquadrões de JF-17 e FC-20. A oportunidade de conhecer o que há de mais recente em tecnologia é capaz de  justificar suficientemente a aquisição destes aviões.

P33: Se a PAF não pode atravessar a fronteira com esses Block 52, qual é a finalidade dos pods Sniper e as munições ar-terra que estamos recebendo?

R: Esses equipamentos são para usar contra os terroristas que estão travando uma guerra contra o Paquistão. O fato é que os Block 52s nos darão a capacidade de montar operações bem sucedidas contra os terroristas em áreas tribais.

FONTEwww.paffalcons.com

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NunãoGuilherme PoggioivanildotavaresRogérioIvan Recent comment authors
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Esse F-16 Block 52 bi-place ficou muito feio. Conseguiram estragar uma das mais belas obras.

Estranha essa posição do Paquistão, estou achando que tem sim alguma mutreta envolvendo essas aquisições.

DrCockroach
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DrCockroach

Eh interessante estes exercicios conjuntos do Paquistao e Turquia. A Turquia tem nas Forcas Armadas a garantia de um Estado secular (sem misturar Estado e a religiao Islamica). Se os islamicos avancarem muito o sinal, os militares interveem. Talvez vcs se lembrem da indignacao de varias militares com o uso de veu da mulher do Primeiro Ministro, algo que nao acontecia em muitos anos (O assunto foi abafado). Muitos dizem que o Paquistao deveria se espelhar no exemplo turco, o que eh, ateh entao, apenas parcialmente verdade como sabemos. Parece que os Indianos nao fizeram testes semelhantes p/ “tecnicamente” desqualificar… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

A mutreta foi a seguinte, anos atrás o Paquistão e a Índia foram embargados pelos EUA, devido aos constantes testes de artefatos nucleares entre sí. Na época o Paquistão, que já voava F-16, havia adquirido um mais um lote e alguns P-3, isto foi tdo embargado. Ato contínuo, disponibilizaram 2 F-16 p/ a China PRC dar uma boa olhada e auxiliar na conversão p/ operação de armas atômicas. “Se os islamicos avancarem muito o sinal, os militares interveem.” Nem isso anda mais funcionando, conforme entrevista de um professor turco radicado nos EUA, as páginas amarelas da Veja. Um general top… Read more »

Vader
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Fantástica entrevista. Parabéns ao Aéreo. Quanto ao F-16 X Eurofighter: ora, o F-16 é um “dogfighter” natural, projetado por John Boyd especificamente para vencer combates a curta distância; nada mais natural que vença em simulação de combate WVR um caça muito maior e mais pesado como o Typhoon, que confia na vitória no âmbito BVR. Faz bem o Paquistão de treinar “pegar o inimigo à unha”. Treinamento nunca é demais. Mas treino é treino, jogo é jogo: num combate real eles teriam muito trabalho para trazer um inimigo equipado com Eurofighter pro alcance visual. E dependendo das armas poderiam ser… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Ele deixou a entender que voaram mesmo contra os israelenses, com aquele “Não há comentários”.

Nick
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Nick

Bela entrevista, bela matéria, parabéns Poder Aéreo! Muitas revelações, muitas… hehehehe F-16 x EF2000 : Parece que está na hora da RAF implantar um centro de treinamento estilo Top Gun, estão perdendo “pra” todo mundo(franceses, paquistaneses e vai saber mais quem….) F-16 “grampeado” : municão para os antiamericanos…. Será que os F-18 E viriam com esses selos de controle??? Skill Israelense : Pela entrevista, os israelenses devem ser os pilotos mais bem treinados do mundo e com as melhores táticas tanto no combate dogfight como no combate BVR, que inclusive já detém táticas exclusivas anti-BVR. Chinas de olho : medir… Read more »

Luiz Padilha
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Luiz Padilha

Lendo essa entrevista me vem a cabeça o relato do Brig. chileno, quando ele disse que ficou bem impressionado quando o Rafale na Cruzex teria ” derrubado” o F-16 chileno. Porque trago isso a tona? Posso estar redondamente enganado, mas, conhecendo os chilenos e seu orgulho arraigado, isso para mim soou mais como um flare. Na verdade eles querem é despistar o que realmente seus F-16 podem fazer. Então colocam o Rafale no alto do pódium e escondem as reais capacidades de seus aviões. Digo isso tb pq até agora não entendi como um caça como o F-16 chileno usando… Read more »

Marine
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Marine

A mim me cheira a batecao de peito, ao mesmo estilo daqueles papos e rumores de que nossos pilotos na FAB com F-5 derrubam Rafale em Cruzex e F-16/ F-15 em Red Flag. A entrevista a mim me soa a ufanismo paquistanes, sendo natural que cada piloto ache que seus conterraneos sejam os melhores. Da maneira que o piloto paquistanes fala chega-se a conclusao de que os paquistaneses sao melhores do que qualquer piloto ocidental e no minimo equivalentes aos israelenses. Infelizmente para ele, as acoes e o historico da PAF nao batem com a ideia que ele quer propagar.… Read more »

Marine
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Marine

Continuando…

Ele tambem menciona que os paquistaneses voam mais “seat of their pants”, ok, very well, mas olhemos para a taixa de acidentes dos paquistaneses voando “seat of their pants” e os paises da OTAN.

Egipcios, Sirios e jordanianos tambem voam “seat of their pants” sem tanta enfase em procedimentos como a OTAN, mas quantos deles se espatifaram no solo procurando evadir israelenses em combates aereos?

Os procedimentos existem por uma razao e “seat of their pants” e coisa de Maverick e Hollywood.

Sds!

Wagner
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Wagner

Concordo, tá mais para alugação do que efetivamente escore real…

Leonardo
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Leonardo

Cada um tem seus motivos específicos, mas pelo jeito algo parecido como este fato que ocorre na PAF possa ter motivado os indianos a descartarem as aeronaves americanas no MMRCA, embora não seja impossível que ingleses e franceses façam algo parecido em suas aeronaves, só que haverá uma diferença, pelo menos no caso frances a preocupação é com a grana que irão ganhar fazendo manutenções específicas, já os EUA agem dentro de sua filosofia em não correrem risco que tecnologias criticas parem em mãos erradas.

edcreek
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edcreek

Olá,

O Grampo é esperado, isso só comprova que os Americanos tem até hoje restrições que tinham antes, e que esse papo de que mudou, não cola.

O resto me pareçe puxação de saco, sobre os caças Ingleses não tenho duvidas que o F-16 deu pau no caça deles, que é focado em BVR, o Rafale já fez isso com facilidade.

Luiz Padilha, não foram só os Chilenos que tiveram F-16 “derrubados” por Rafales em exercicio, não há porque duvidar.

Vale lembrar que ninguem vai full em exercicios….

Abraços,

Alexandre Galante
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Meu caro Marine, piloto de caça é tudo igual né? Lembra do Coronel Fornof da USAF? heheh

De qualquer forma a entrevista tem muitas informações interessantes para fazer a galerinha Super Trunfo pensar.

Coloquei os links do Fornof no final da matéria.

Abraços

Marine
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Marine

Galante,

E isso mesmo. Sao todos os melhores do mundo, a unica diferenca e que uns tem muito mais horas de voo por ano do que outros, muito maior tradicao, maior experiencia real e maiores orcamentos possibilitando melhores oportunidades de treinamento do que outros. 😉

Mas se eu tivesse 1 dolar pra cada entrevista de militar de um pais dizendo que eles sao os melhores do mundo no seu campo eu ja estava aposentado a muito tempo! Rsrsrsrs

Sds!

Dinho
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Dinho

Insetinho camarada esse no F-16 Turco, hem!

Tinha que mandar um insetinho desse acompanhar o Jobim na França.

Ainda bem que por aqui ninguém precisa se preocupar com isso, pois com ou sem insetinho, os SH teriam os mesmos riscos, ou seja, nenhum.

Imagina o tédio do responsável por monitorar nossos caças, passando o dia todo olhando para o mesmo ponto, num hangar qualquer.

Samuel B. Pysklyvicz "Jaguar"
Membro

Excelente Materia.

Luiz Padilha
Visitante
Luiz Padilha

Eu aceito Rafale com inseto, Gripen NG com inseto ou o F-18 com inseto tb.

Mesmo com inseto a FAB daria um salto extraordinário em comparação com o que ela voa nos dias atuais.

De que adianta voar avião velho sem inseto? rsrsrsrsrsrs

Prefiro ver a FAB voando caça no estado da arte com escaravelho do que ter que ver a nossa situação atual.

Mas talvez eu esteja errado, afinal, estamos a apenas quase 14 anos tentando “comprar/construir” caças neste país.

Quando o nosso governo irá acordar?

Alexandre Galante
Visitante
Member

O jeito vai ser embarcar nossos pilotos com Baygon, porque sempre poderá haver “insetos” nas caixas pretas.

DrCockroach
Visitante
DrCockroach

O Gates, de saida, resolveu “chutar o balde”: “The mightiest military alliance in history is only 11 weeks into an operation against a poorly armed regime in a sparsely populated country,” Mr Gates told a gathering of European dignitaries. “Yet many allies are beginning to run short of munitions, requiring the US, once more, to make up the difference.” He has warned that the US military is likely to become smaller and able to deal with fewer threats. He has also added that any successor who advocated a land war in Asia or the Middle East should “have his head… Read more »

RA5_Vigilante
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RA5_Vigilante

Mais sobre DACT e lutar contra outra aeronave com HMS mesmo sem possuir.

http://www.youtube.com/watch?v=_9XrdaHaCNo

Saudações,

Dinho
Visitante
Dinho

Chinês medindo o HUD com os dedos preocupando os Americanos. Fala sério! O Chinês estava era provocando os técnicos americanos que estavam de olho.

DrCockroach disse:
10 de junho de 2011 às 13:37

“P.S.: Podiamos fazer uma campanha p/ ajudar a OTAN com bombas, que tal doarmos alguns ministros p/ serem jogados lah de cima!”

Não vai dar, eles estão caindo por aqui mesmo. Todo dia cai um!

Uma sugestão melhor: Que tal nosso “super héroi portador do virus da paz” ir lá pessoalmente negociar com os Rebeldes e com o Kadafi, igual ele se meteu no caso do Irã.

Marine
Visitante
Marine

Hahahaha Dinho,

Verdade, havia me esquecido dessa! Os chineses, que ja possuem todas as informacoes do cockpit do F-35 via espionagem virtual, medindo HUD de F-16 com dedinho e otima!

Sds!

Alexandre Galante
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Lembrem-se que o episódio do chinês medindo o HUD americano ocorreu na década de 1980, quando a China era bem diferente do que é hoje…

Almeida
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Almeida

Discordo de muitos colegas ao afirmarem que o Typhoon não é um dogfighter puro sangue. Seu projeto foi totalmente focado em defesa aérea e manobrabilidade desde o começo. Seu design delta canard, inovador para à época, e sua alta relação potência-peso, além do avançado controle por voz, foram todos pensando em dogfights contra aeronaves de 4 geração super manobravéis. Prova disso são as sempre enaltecidas capacidades de sustentar curvas e cargas G que nenhum outro caça sem vetoraçao de empuxo consegue. Mais ainda, a ênfase na versão de defesa aérea em detrimento do desenvolvimento de capacidades ar-solo durante anos. Além… Read more »

Ivan
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Ivan

Almeida, Vc foi ‘na ferida’. O Sukhoi Su-27 Flanker e o MiG-29 Fulcrun foram criados para enfrentar o F-15 Eagles e F-16 Fighter Falcon. O Eurofighter Typhoon, por sua vez, foi criado para enfrentar o Su-27 Flanker e o MiG-29 Fulcrun. A suposição básica é que o Typhoon, um delta-canard com excelente relação peso/potência, possa enfrentar um Fighter Falcon sem problemas, desde que ambos equipados com aviônicos equivalentes. Acredito, como vc, que o treinamento da Royal Air Force está debilitado ou defasado, para falar o mínimo, após anos de patrulha aérea de combate no Mar do Norte atrás de Bisons… Read more »

Rogério
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Rogério

Simples, pilotos inexperientes da RAF foram pegar experiencia com pilotos experientes da PAF, os pilotos da PAF ganharam o dogfighter e os da RAF ganharam experiencia.

ivanildotavares
Visitante
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ivanildotavares

Marine disse:

“O entrevistador a mim nao demonstra profissionalismo e ate demonstra uma claro “bias”.”

“a minha pessoa fica claro um “bias” e uma aceitacao de teorias de conspiracao como verdades absolutas.”

Caro Marine:

O que significa “bias”?

Abs

ivanildotavares
Visitante
Member
ivanildotavares

Help:

Qual o significado de “seat of their pants” no contexto, já que a tradução literal não se encaixa bem?

Marine
Visitante
Marine

Ivanildo,

“Bias” seria preconceito, ter uma opiniao nao imparcial e ja tendendo para um lado.

Sds!

ivanildotavares
Visitante
Member
ivanildotavares

Ok Marine.

Thanks

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Prezados

Reparem na segunda foto de cima para baixo nessa matéria.

Trata-se de um F-7P, versão modificada do F-7M que a China queria vender para o Brasil. Vejam a reportagem completa em:

http://www.aereo.jor.br/2010/07/28/quando-o-mig-21-quase-voou-com-as-cores-da-fab/

ivanildotavares
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ivanildotavares

Beleza Guilherme Poggio.

Eu tava doido para perguntar sobre esse avião mas estava sem jeito.
Eu estava pensando que era algum Mig antigo, tipo Mig19 ou 21, devido àquele bico com entrada de ar da turbina.

Abraços

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Pois é Ivanildo, sua suposição estava bastante correta – afinal, o F-7P é uma versão bastante desenvolvida, pela China, a partir da primeira geração do MiG 21. Sobre o bico, dá pra perceber que o design da entrada de ar deriva desses primeiros MiG 21 que são mais “bicudinhos” e não “bicudões” como os MiG 21 posteriores. Interessante é o F-7 não ter depois modificado o design dessa entrada de ar ao longo do tempo, pois com o difusor central alargado dos MiG 21 de versões mais avançadas, o espaço para antena de radar era um pouco maior, permitindo que… Read more »

ivanildotavares
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ivanildotavares

Ok Nunão. Obrigado pelos esclarecimentos.

Abraços do GUPPY