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Promessa e realidade: o combate ar-ar BVR – parte 2

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Desert Storm – O ponto de virada do BVR?

Lt Col Patrick Higby, USAF – Virginia Military Institute (2005)

Com 16 vitórias BVR (Beyond Visual Range – Além do Alcance Visual) possíveis, a Operação Desert Storm pode ser vista como o ponto de virada do combate BVR. O GWAPS (Gulf War Air Power Survey) registra 24 abates como visualmente identificados de um total de 41, mais um alvo não identificado que se chocou com o solo (mais tarde identificado como um Mirage F-1). Isto deixa 16 abates como não identificados visualmente, cumprindo os critérios do GWAPS de um abate BVR.

Infelizmente, o palavreado real do GWAPS é vago sobre as vitórias BVR. O Volume 2 do GWAPS, na página 113 diz “16 envolveram mísseis que foram disparados BVR” (aspas usadas na publicação) e “mais de 40% dos engajamentos resultaram em disparos BVR”. A primeira citação poderia significar que todos os dezesseis disparos BVR falharam. A segunda citação poderia significar que 16 das 41 vitórias aéreas obtidas na Desert Storm foram precedidas por disparos BVR que falharam e que os abates foram feitos com disparos de mísseis efetuados subseqüentemente dentro do alcance visual.

No entanto, há cinco vitórias BVR certas: uma a 16 milhas marítimas (e à noite), outra a 8,5 milhas (noite) e três a 13 milhas de distância. Isso por si só mais do que dobra o número de abates BVR em toda a história do combate aéreo.

Para efeito de comparação, as Tabelas 5 e 6 a seguir adicionam os abates da Desert Storm às tabelas mostradas anteriormente na primeira parte deste trabalho. O quadro 5 mostra que, proporcionalmente, mais mísseis guiados por radar foram utilizados na Operação Desert Storm do que em conflitos anteriores. Simultaneamente, os abates com canhão foram significativamente menores, os dois únicos “kills” creditados na Tempestade no Deserto foram feitos por A-10s com seu canhão de 30mm GAU-8, que destruíram dois helicópteros, um BO-105 e um Mi-8.

Tabela 5: Abates ar-ar na Guerra Fria envolvendo mísseis guiados por radar
Total de abates ar-ar Canhões Mísseis guiados por calor – a Mísseis guiados por radar – b Outros
EUA: 65-68/Vietnã 117 40 (34%) 51 (44%) 26 (22%) 0
EUA: 71-73/Vietnã 73 11 (15%) 32 (44%) 30 (41%) 0
Israel: 73/Yom Kippur 261 85 (33%) 171 (66%) 5 (2%) 0
Israel: 82/Bekáa Valley 77 – c 8 (10%) 54 (70%) 12 (16%) 3 – d
Desert Storm 91 41 – e 2 (5%) 10 (24%) 24 (59%) 5 – f
TOTAL 569 146 (26%) 318 (56%) 97 (17%) 8 (1%)
Notas:

a. AIM-9B até AIM-9M Sidewinder.

b. Primariamente AIM-7D até AIM-7M Sparrow, mas também alguns AIM-4D Falcons no Vietnã.

c. Israel reivindica 85 (com zero perdas).

d. Sem dados. e. EUA somente; 2 abates adicionais foram feitos AIM-9s de F-15s da RSAF.

f. 4 caíram, 1 espontaneamente ejetou-se.

Historicamente, no entanto, a maioria dos abates foi ainda conseguida com mísseis guiados por calor (56%) e canhões (26%), mesmo quando os números da Desert Storm são adicionados aos quatro conflitos da Guerra Fria avaliados anteriormente.

Olhando a Tabela 6 (que adiciona os resultados da Desert Storm à tabela anterior de mísseis guiados por radar), não se sabe quantos dos 88 mísseis AIM-7 foram disparados BVR. No máximo foram 59, pois os caças da USN e do USMC lançaram 21 mísseis (14 e 7 respectivamente), que resultaram num abate não-BVR, com outros 8 abates não-BVR feitos pelos F-15 da USAF usando AIM-7s.

Tabela 4: Dados de combate com mísseis guiados por radar
Total

disparos

Total

Abates

PK BVR

disparos

BVR

Abates

BVR

PK

Sucesso

BVR Total – c

US: 65-68/Vietnã 321 26 8.1% 33 0 0.0% 0.0%
US: 71-73/Vietnã 276 30 10.9% 28 2 – a 7.1% 0.7%
Israel: 73/Yom Kippur 12 5 41.7% 4 1 – b 25.0% 8.3%
Israel: 82/Bekáa Valley 23 12 52.2% 5 1 20.0% 4.3%
EUA: 91/Desert Storm 88 24 27.3% ? – d 16 ? 18%
TOTAL 720 97 13.5% n/a 20 n/a 2.8%
Notas:

a.De acordo com entrevista de Jeff Ethell com Steve Ritchie, existe uma pequena possibilidade de que um destes abates BVR tenha sido fratricida, contra um F-4E baseado em Korat.

b. Israel não afirma que este seja um abate BVR, mas ele foi feito a mais de 5 milhas.

c. Desde que os sistemas de mísseis guiados por radar foram adquiridos para abates BVR, o sucesso total é a porcentagem de abates BVR em disparos BVR feitos totalmente por radar.

d. Não se sabe quantos dos 88 mísseis AIM-7 foram disparados de distâncias BVR.

Um dos abates BVR listados no GWAPS precisou de 5 mísseis AIM-7 disparados (PK=20%) para destruir um MiG-23. Como mostrado na tabela, este resultado está a par com a experiência BVR israelense com F-15A e AIM-7 sobre o Vale do Bekáa.

Os F-15C da USAF também disparam 12 mísseis AIM-9 Sidewinder durante a Desert Storm, resultando em 8 abates. Para os mesmos F-15C da USAF, a PK dos AIM-7 Sparrows foi de apenas 34% (67 disparos e 23 abates), deixando o AIM-7 com metade da eficiência do AIM-9.

Na Desert Storm, cada míssil AIM-7M Sparrow custava US$ 225.700 comparado com apenas US$ 70.600 de cada AIM-9M Sidewinder. Não incluindo os custos indiretos das plataformas lançadoras do AIM-7 – maiores e mais caras – que usam mais combustível e precisam de mais manutenção – resulta em que cada abate com AIM-7 custou 620% a mais que cada abate com AIM-9.

No entanto, a marca de 5 a 16 abates BVR é ainda drasticamente superior à média histórica do combate BVR.

Existem vários fatores que aumentaram o sucesso dos mísseis guiados por radar e dos combates BVR na Desert Storm. Primeiramente, havia a disponibilidade de AWACSs persistentes, o que forneceu uma imagem melhor do ar do que havia disponível anteriormente.

Embora sem perfeição, os AWACS ofereceram uma consciência situacional sem precedentes para os pilotos da Coalizão, bem como para os comandantes da campanha aérea e dos controladores de aeronaves.

Além dos AWACS, os F-15Cs americanos foram equipados com o sistema NCTR (Non-Cooperative Target Recognition). Apesar das deficiências dos sistemas IFF existentes, a combinação de AWACS e do NCTR, os comandantes tiveram confiança suficiente para permitir disparos BVR feitos pelos F-15C.

No entanto, uma identificação positiva ainda era necessária para garantir que o alvo era hostil e não havia amigos na area. Um fator adicional que melhorou a performance dos mísseis guiados por radar foi que os pilotos iraquianos não fizeram nenhuma manobra evasiva quando o radar travava em seus caças. Isto indica uma falha no treinamento, um falha de equipamento (no RWR – receptor de alerta radar) ou uma combinação dos dois.

Todos estes fatores (AWACS, NCTR, e pilotos/equipamentos iraquianos) serviram para melhorar a performance BVR, mas nenhum foi concebido como parte da teoria BVR original, que colocou o ônus de desempenho nos mísseis, radares, aeronaves e sistema de controle de tiro.

Pós-Desert Storm

Embora os dados de vitórias aéreas estejam disponíveis para os conflitos pós-Desert Storm como as Operações Deny Flight, Allied Force e Southern Watch, eles não incluem o número de disparos efetuados nem a distância de engajamento.

Durante a Operação Deny Flight, por exemplo, houve 4 vitórias aéreas alcançadas por dois F-16Cs da USAF em 28 de fevereiro de 1994: 3 foram feitos com AIM-9 e 1 com um AIM-120 AMRAAM (um substituto muito melhor para o AIM-7).

É improvável que o disparo do AMRAAM tenha sido BVR, já que a aeronave inimiga estava junto com as quatro que foram simultaneamente atacadas com Sidewinders no alcance visual.

Além disso, os F-16C não estavam equipados com NCTR para melhorar o IFF antigo, tornando a aprovação do AWACS muito improvável. Também houve dois abates na Operação Southern Watch em 1992 e 1993 por F-16s usando AMRAAMs. Novamente, não foi revelado nem o número de disparos, nem o alcance.

Um engajamento mais recente na Operação Southern Watch ocorreu em 5 de janeiro de 1999, quando 2 MiG-25s iraquianos violaram a “no-fly zone” e iluminaram dois F-15C com seu radar BVR.

Os F-15C responderam disparando 3 mísseis AIM-7 Sparrows e 1 míssil  AIM-120 AMRAAM. Todos os mísseis erraram.

Em seguida, dois F-14s da US Navy disparam dois mísseis AIM-54 Phoenix contra os dois MiG-25. Apesar do Phoenix ser o mais caro e supostamente mais capaz míssil ar-ar já feito, ambos erraram. Os MiG-25 escaparam para lutar outro dia.

Assim, afigura-se que os mísseis guiados por radar continuaram em sua trajetória sombria estabelecida durante a Guerra do Vietnã, especialmente em situações BVR.

Contra-argumentos

Contra-argumento: grandes caças foram desenvolvidos para voar rápido, não para acomodar grandes e pesados radares para apoiar a guerra de mísseis guiados por radar. Resposta: embora a velocidade máxima “limpa” dos grandes caças F-4 e F-15 seja mais alta que os menores e equivalentes não-BVR (F-5 e F-16), na configuração de combate a diferença de velocidade é negligenciável, especialmente em baixas altitudes. Além disso, o F-15 “Mach 2.5” gasta apenas uma pequena fração do tempo em voo supersônico, mesmo quando “limpo”, devido ao imenso desgaste do motor e da estrutura.

Contra-argumento: uma outra razão para que os mísseis guiados por radar tiveram melhor resultado que os conflitos anteriores foi devido à muito melhor geração “M” do AIM-7 e a segunda geração de F-15C. Resposta: certo, mas estes níveis de avanço tecnológico foram prometidos ao longo do desenvolvimento do míssil Sparrow. Algumas dessas promessas BVR foram finalmente entregues na Tempestade no Deserto – com 25 anos de atraso. Como dito anteriormente, o sucesso BVR necessitou da assistência de AWACS, NCTR e um inimigo incompetente.

Contra-argumento: disparos BVR são benéficos mesmo que errem, pois fazem o inimigo reagir, perdendo a iniciativa, ou fazendo algo estúpido, resultando num rápido disparo em sequência. Resposta: certo. Mas, devido ao IFF não-confiável, as oportunidades de tiro BVR continuam limitadas. Além disso, com a tecnologia de mísseis anti-radiação (que tem uma vantagem em alcance sobre mísseis guiados por radar) alguém poderá colocar mísseis ar-ar (ou superfície-ar) baratos em operação, anti-radiação, como o AIM-122 B-Sidearm. Por conseguinte, parece imprudente confiar num esquema de superioridade aérea que requer que caças aliados precisem emitir sinais para serem identificados corretamente.

Possível contra-argumento: a suposta combinação de caça “leve” (isto é, o F-16) + Sidewinder saiu-se muito pior na Desert Storm que a combinação F-15 + Sparrow.  Os F-16 dispararam 36 Sidewinders na Desert Storm com Zero abates. Resposta: certo. Com base nos dados, o F-15C foi a melhor ferramenta disponível para os pilotos qualificados para obter a superioridade aérea na Desert Storm, seja com AIM-7 ou com o AIM-9.

De acordo com o GWAPS, pelo menos 20 dos 36 mísseis Sidewinder lançados pelos F-16 foram disparos acidentais. Isto ocorreu por causa da ergonomia ruim do joystick, que depois foi modificada. Além disso, os F-16 que lutaram na Desert Storm estavam muito longe do caça “leve” que foi originalmente concebido pela “Fighter Mafia”

O outro caça “leve” do programa evoluiu para o “gordo” F-18 da US Navy e dos Marines, que também se apresentou mal nas situações ar-ar na Desert Storm. Combinados, US Navy e Marines dispararam 21 Sparrows AIM-7 e 38 Sidewinders AIM-9, de F-18s e F-14, alcançando um abate com Sparrow (PK = 4.8%) e 2 com Sidewinders (PK = 5.3%). Talvez o melhor testemunho para a combinação de um caça leve mais Sidewinder seja o Sea Harrier britânico em 1982, na Guerra das Falklands/Malvinas:  27 AIM-9s foram disparados para obter-se 19 abates (PK = 70.4%).

Conclusões & Recomendações

Este trabalho mostrou que a perseguição das custosas capacidades BVR durante a Guerra Fria não justificou a performance BVR verdadeira. O combate ar-ar não foi transformado numa luta tecnológica de longa distância onde os mísseis guiados por radar tinham abates quase garantidos. Fatores humanos, como a habilidade do piloto – ou inépcia do oponente – ainda superam a tecnologia. Além disso, o BVR parece funcionar melhor em situações onde é menos necessário.

Na Desert Storm, – diferente do Vietnã, Yom Kippur e Vale do Bekáa, o inimigo não tinha chance de estabelecer uma superioridade aérea local ou temporária. Isto permitiu uma presença persistente de AWACS – juntamente com um número imensamente maior de aeronaves da Coalizão – permitindo até 16 abates BVR num cenário BVR menos estressante.

De acordo com o professor do Air War College, Ted Kluz, a doutrina trinitária implica num equilíbrio entre tecnologia, visão e experiência. Embora a teoria BVR tenha criado a visão de condução da aquisição de aviões de combate dos EUA durante a Guerra Fria, a visão não era equilibrada contra o potencial tecnológico e a experiência real de combate. O resultado foi um desencontro entre o processo de aquisição, a doutrina e a realidade.

O vigor com que os recursos BVR foram perseguidos durante a Guerra Fria é intrigante,  considerando as poucas vitórias BVR durante todo o período. Após o Vietnã, a USAF e a  Marinha talvez tenham imaginado que o número de caças e alas iria diminuir, incentivando a aquisição do que foi considerado como mais capaz (leia-se BVR), no lugar de um número maior de caças menos capazes.

Neste contexto, as Forças eram muito parecidas com o “yuppie” que comprava um SUV (Sport Utility Vehicle) de último tipo, com tração nas quatro rodas (ou seja, Porsche Cayenne Turbo). Apesar de sua elogiada capacidade “off-road”, a maioria dos SUV permanece na estrada na maior parte do seu ciclo de vida. A diferença entre os SUV e os caças BVR, é claro, é que os SUV podem realmente funcionar “off-road”, quando necessário. Infelizmente, ambas as abordagens são mais caras do que a missão alternativa de correspondência em termos de custos de aquisição e manutenção.

Cuidados e recomendações para o futuro:

  1. Fatores humanos superam a tecnologia. O treinamento deve reunir uma parcela maior da “transformação” do orçamento. Transformar as pessoas é mais importante do que transformar os sistemas.
  2. A tecnologia é frequentemente prometedora e parece melhor na teoria que na prática. Um certo grau de cautela é necessária quando confrontados com as promessas de redução dos custos de manutenção ou de desempenho impecável do próximo gadget / plataforma.
  3. Se a tecnologia, visão e experiência não são equilibradas, como parte de uma doutrina abrangente, o processo de aquisição vai continuar com o desperdício de recursos em capacidades supérfluas. Apesar das melhorias do AIM-120 AMRAAM em relação ao AIM-7, a tecnologia IFF atual ainda é insuficiente para garantir o pleno combate aéreo BVR.
  4. A supremacia aérea dos EUA enfrentará desafios assimétricos no futuro, com os mísseis anti-radiação, operações anti-rede, energia dirigida, armas de pulso eletromagnético, ou condicionalismos legais geopolíticos. A melhora na capacidade BVR (ou seja, F-22 e AMRAAM) não ajuda a combater qualquer um destes desafios.
  5. O peso é o fator mais importante na determinação do custo total de propriedade de aeronaves de caça. O custo mais elevado significa mais complexidade, mas não necessariamente mais capacidade (exceto no papel).
  6. Abates no alcance visual resultam numa melhor avaliação de danos de batalha do que abates BVR (vide MiG-29 sérvio, na Operation Allied Force, 1999).

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Alexandre Galante

SAIBA MAIS:

54 COMMENTS

  1. Excelente matéria, brilhante adaptação. Parabéns Galante!

    Concordo em quase tudo. O combate aéreo não é “super-trunfo”, e o fator humano é e continuará sendo essencial por muito e muito tempo.

    Isso muita gente boa aqui e alhures não consegue entender: é a junção homem-máquina que faz a diferença num combate. Sempre foi assim e muito possivelmente sempre será. Afinal de contas, a guerra é uma atividade preponderantemente humana.

    Nesse sentido, não adianta de NADA ter a melhor máquina e não ter pilotos e equipes de terra altamente treinados para utilizar toda a tecnologia e doutrina que a máquina proporciona. É muitas vezes preferível para uma estratégia de defesa de uma nação (ainda mais uma com limitações orçamentárias) ter um material mais barato e mais disponível, do que ter o “melhor” e não ter uma doutrina/treinamento de guerra eficaz.

    Menor e mais leve é melhor. Double the engines, double the trouble. AWACS, net-centric warfare e IFF funcional são primordiais para o sucesso do BVR. São o futuro, e a Força Aérea que achar que pode prescindir disso vai se estrepar.

    Mas pontuo uma falha, ou melhor, um proposital “esquecimento” que o autor deixa passar despercebido. Como os próprios dados da Desert Storm indicam, a tecnologia BVR avança de forma EXPONENCIAL.

    Possível contra-argumento: “ah, mas as contra-medidas e as tecnologias de embuste/não-detecção também avançam”.

    Resposta: Correto. Mas o BVR agora “tomou a dianteira”, a “iniciativa”: estas tecnologias agora são uma resposta, uma defesa à tecnologia BVR, e não mais um avanço descolado desta, como antes.

    O que nos leva à conclusão, triste para os saudosistas do combate WVR (que jamais deixará de existir, diga-se a latere) de que as Forças Aéreas do mundo, em especial as americanas (USAF, US Navy e Marines) estão corretas em apostar suas fichas no combate além do visual. Com o avanço exponencial da tecnologia de combate BVR veremos cada vez mais a taxa de acerto de armas BVR subir, ao passo que as taxas de combates com mísseis WVR e canhão diminuirem gradualmente.

    Talvez ainda demore um tempo, mas acredito que o próximo grande conflito já trará a confirmação de tal assertiva.

    Saudações.

  2. Mas Poggio, o Phoenix não era um míssil de defesa do Carrier Battle Group, para interceptação de mísseis de cruzeiro e bombardeiros nucleares?

    Me parece que decididamente não é um míssil para combate entre caças.

    Mas de fato são curiosas as voltas que a Teoria da Guerra dá. Com o fim do comunismo e o esfacelamento do Pacto de Varsóvia, aliada à obsolescência da Rússia, o Phoenix praticamente perdeu sua razão de existir.

    Sds.

  3. Olá,

    Os numeros estão ai, batalha BVR sem apoio de AWCS, é um forte indicio de que a batalha irá continuar no campo visual.

    Logo vendo por esse aspecto real(não super trunfo) temos vantagem, sobre qualquer força na America Latina, já que dispomos dos unicos ACWS operacionais no sul do continente. E mesmo Chile e Venezuela com seus “misseis maravilhosamente” de grande alcançe, levariam desvantagem graças a grande cobertura aerea dos R-99A/B.

    Outro fato importante é que os manobrabilidade ainda continua sendo vital mesmo que seja a grande distancia aliada a um bom sistema de defesa que “entope” o ar de ondas além dos tradicionas flares, para diminuir a distancia para a batalha visual ou mesmo fugir se for o caso.

    Definitivamente super trunfo não se aplica a pratica, nada de misseis com alcançe de 100Kms, sem cobertura de um grande radar nem pensar.

    Abraços,

  4. “o Phoenix praticamente perdeu sua razão de existir.”

    Tanto que não foi integrado a nenhuma outra aeronave do arsenal americano. O próprio F-14 perdeu a razão de existir.

    abs

  5. O Phoenix foi usado com sucesso na guerra Irã-Iraque,na revista Asas,
    tem uma reportagem interessante sobre sobre ele.
    Os misseis BVR,melhoraram no quesito motor,tipo ram,com os radares Aesa
    mais confiabilidade e capacidade de processamento,e datalink ,podendo
    serem atualizados no curso,começando a ficar disponivel nos BVR´s.

  6. É verdade Paulo…os iranianos, até pela necessidade são extremamente criativos…luta-se com todos os meios disponiveis, mas não muda o fato de que os EUA não integraram o phoenix em nenhuma outra aeronave, ou seja, ao menos para eles, o binomio F-14/phoenix não valia a pena.

    abs

  7. Está tudo ai. O combate BVR não é uma evolução inexorável ou mesmo um substituto do WVR. Os dois continuaram coexistindo. O mais provável é que com baixos RCS os combates sejam cada vez mais dentro do alcance visual.

    Dois caminhos:

    a) Venezuela – caças enormes com grande RCS cheios de mísseis grandes facilmente jammeaveis. Biturbina e manutenção complicada. Custos de compra e manutenção altos. Sem AWACS. Um erro!

    b) Chile – Caça pequeno, bem armado, preços de aquisição bom e custo manutenção baixos, de um lado, e um AWACS. O Condor já está no fim da vida e de ser substituído por dois ou quatro AWACS menores. A melhor estratégia.

    Se o Brasil for de Gripen NG/BR com R-99 A, data-link sueco e aviônica israelense, vai superar e muito as outras forças da A.L.

    ” Duas turbinas o dobro de problemas”
    ” Não adianta comprar o mais caro se, não tiver dinheiro para usar”

  8. Excelente texto Galante, uma outra visão do que normalmente é dito sobre o BVR. Concordo com o texto e o Vader em muitos pontos, especialmente, na analise sob nossa situação e na conclusão de n°1. Por mais que os pilotos de caça sejam selecionados para serem sempre os melhores de uma Força Aerea, sua ponta de lança, são humanos, portanto, falhos sob o aspecto mecanicista de interrelações de trabalho sistemicas. Um fator que indireta e diretamente pode influir é o conhecimento de como operar os vetores nas “CNTP/céu de Brigadeiro/condições perfeitas e, especialmente, quando tudo não sai como deveria, ou seja o treinamento é primordial na formação de bons e excelentes pilotos( e de todo e qualquer profissional que se preze e preze seu trabalho).

  9. Parabens pela matéria, Galante 🙂

    Concordo em muita coisa, mas a combate BVR será padrão no futuro. Por outro lado, não se pode ignorar a possibilidade de engajamentos em WVR e Dogfight.

    Sobre as conclusões da análise:
    1) “Fatores humanos superam a tecnologia” : concordo,
    Pode-se ter o melhor equipamento, mas se não souber usa-lo e extrair o máximo dele, é jogar dinheiro fora. Portanto treinamento, aquisiçao de doutrinas modernas de operação tem de ser priorizadas tanto quanto a aquisição de vetores modernos.

    2) “A tecnologia é frequentemente prometedora e parece melhor na teoria que na prática.” : concordo em parte
    A tecnologia está sempre avançando e tende a corrigir defeitos do passado. O que me parece óbvio e aferir se a tecnologia prometida entrega de fato. É só testar, simular e verificar em condições reais.

    3) “Se a tecnologia, visão e experiência não são equilibradas, como parte de uma doutrina abrangente, o processo de aquisição vai continuar com o desperdício de recursos em capacidades supérfluas.” 100% de acordo.
    Não adianta tem misseis BVR de ultima geração se não se consegue ter aquisição dos alvos de maneira claro e antecipada. Portanto, o combate deve ser visto como algo sistêmico. Sendo o caça, seus sistemas, o piloto como parte de algo maior, que inclui os AWACS, Radares em Rerra, Sistemas de Comunicação e Vigilância por Satélite, Sistemas de Revo, e Logística em terra.

    4)”A supremacia aérea dos EUA enfrentará desafios assimétricos no futuro, com os mísseis anti-radiação, operações anti-rede, energia dirigida, armas de pulso eletromagnético, ou condicionalismos legais geopolíticos. A melhora na capacidade BVR (ou seja, F-22 e AMRAAM) não ajuda a combater qualquer um destes desafios.” Concordo em parte.
    Existem outros desafios o combate e supremacia aérea é apenas mais um deles. Portanto o F-22 +AMRAMMM tem a missão claro de trazer para os EUA a supremacia aérea, para os outros desafios, outros meios.

    5)”O peso é o fator mais importante na determinação do custo total de propriedade de aeronaves de caça. O custo mais elevado significa mais complexidade, mas não necessariamente mais capacidade (exceto no papel).”
    Concordo em parte, caças mais pesados em geral usam 2 motores, o que exige mais manutenção. Por outro lado existem sistemas embarcados que devem exigir o mesmo nível de manutenção/custo. No geral são sim mais caros de manter.

    6)”Abates no alcance visual resultam numa melhor avaliação de danos de batalha do que abates BVR (vide MiG-29 sérvio, na Operation Allied Force, 1999).” não tenho informação para discordar/concordar, mas pela lógica no WVR você pode ver o avião caindo……

    []’s

  10. o pessoal me corrigem se estiver errado mas durante a guerra ira e iraque a força aerea iraniana ultizou o f14 junto com missel phonix e derrubaram varios caças iraquianos com esse sistema de armas inclusive em um combate um f14 dispaou phoenix a 200 km de distancia e acertou em cheio um grupo de tres mig 23 tem relatos que esse missel nas maos dos iranianos alcançou os 400 km eu vi essa materia na revista asas se alguem tiver duvidas e so pesquisa

  11. Na Desert Storm um F-15E abateu um helo MD-500, c/ LGB.
    Dado que a LGB depende de iluminação p/ atingir seus alvos e não funciona, por exemplo qndo há nuvens.
    Este seria um abate WVR???

  12. Uma coisa que nao da pra negar é que mesmo com todos os misseis BVR inuteis a guerra foi ganha sem nenhuma perda para o lado americano. Mesmo com tanto avanço tecnologico e sem a exata precisão anteriormente pregada a guerra foi ganha. O importante é identificar qual foi o fator decisivo para que os caças iraquianos perdessem a guerra aérea e terem todo o céu livre para bombardeiros acabar com as tropas em terra. Sem dúvidas os AWACS fazem parte o fator decisivo.

  13. Simplesmente sensacional esses posts. Gerando realmente uma discussão saudavel sobre o assunto. Por isso que pessoal aqui de dentro e de fora do país tem a trilogia como referência.

    Faltando o inicio dos ‘BVRs’ de Ivan e Bosco, para fazerem outros contra-pontos, rs.

    Sds.

  14. A guerra aérea foi ganha pelas forças que tinham melhores aeronaves e armas, melhores táticas e melhor treinamento.
    O AWACS somente lhe dá uma visão geral das operações, somente fica lhe apontando aonde ir primeiro, de certa maneira imprime alguma ordem ao caos.
    Alí qndo pilotando, vc caminha p/ o merge contra as forças adversárias, não acrescenta nada.
    É aonde entra o espírito de equipe, forjado em anos de treinamento.

  15. Concordo em grau, gênero e número.
    Só faço algumas ressalvas. Nesse estudo não se levou em conta algumas variáveis atuais, como por exemplo, a tecnologia de redução do RCS (nível LO e VLO), os radares de varredura eletrônica, notadamente o AESA, mísseis LRAAM (mísseis ar-ar de longo alcance) e o conceito integral de “guerra centrada em redes”.
    Tais “variáveis” tornariam o combate BVR, se aplicado contra um oponente assimétrico, bem mais eficiente do que o passado nos faz crer.
    Na verdade tais tecnologias forçam uma mudança de paradigma como várias vezes ocorreu no combate aéreo.
    Claro que mesmo levando-se em consideração tais tecnologias avançadas ainda existem as “regras de engajamento” que inibem o combate BVR devido às limitações técnicas em determinar com segurança se o alvo é válido ou não (IFF), fora do alcance visual.
    Tais limitações ainda possuem grande potencial de limitar a distância de engajamento, mas não creio que de forma absoluta e por muito tempo ainda, tendo em vista vários avanços na tecnologia de IFF não cooperativo.
    Mesmo porque, se tais limitações de disparo fora do alcance visual forem tão intransponíveis, baterias de mísseis sup-ar como o Patriot ou S-300 também estariam altamente “engessadas”, se tornando preza fácil.

    No mais, parabéns pelo trabalho, Galante.
    Ainda acho que deve ter um terceira parte, contemplando o combate BVR “futuro” (mas possível de ser feito hoje).

  16. O Vader falou o que eu ia falar, a missão do Phoenix e F14 era interceptar os intercontinentais bombardeiros russos, e não parar um caça, mesmo que possa mas não seja indicado.

    Outra coisa, Duvido que não tenha ao menos 2 F14 em cada CVN americano, encostado lá no canto do hangar, ahah!!!

  17. só faço uma ressalva:

    “Historicamente, no entanto, a maioria dos abates foi ainda conseguida com mísseis guiados por calor (56%) e canhões (26%), mesmo quando os números da Desert Storm são adicionados aos quatro conflitos da Guerra Fria avaliados anteriormente.”

    historicamente, até +- a guerra civil americana, matava-se mais com espadas do que com armas de fogo.

    se ninguem tivesse investido em armas de fogo, como seria hoje?

    será que essa razão um dia muda de lado? ou será que vão sempre inventar medidas contra BVR e sempre voltará ao WVR?

    Não percam o próximo capítulo!! eahieaoiheaae

  18. “Guilherme Poggio disse:
    10 de outubro de 2010 às 9:38
    Vejam só.

    O AIM-54 Phoenix, o mais temível, complexo e caro sistema de combate ar-ar do Ocidente, com um alcanace inigualável, NUNCA acertou um alvo na vida real!”

    Irã Iraque teve trocentos alvos atingidos pelo Phoenix.aliás, bastava os Tomcat iluminarem os iraquianos que estes debandavam, com medo do mesmo, tamanha reputação que atingiu..

    Disseram aí acima que o Tom Cooper não é confiável…pode ser, mas até agora, não vi quem comseguisse provar que o que ele fala é balela.

    E teve um nego na Guerra do Golfo que ejetou espontaneamente?

    LOL se viu travado e borrou as calças.

  19. Madvad disse:

    Irã Iraque teve trocentos alvos atingidos pelo Phoenix.

    Verdade Madvad. Pena que os americanos, os criadores da arma, não conseguiram este feito. Era aí que eu queria chegar.

    Com o fim da Guerra Fria nada mais natural do que retirar os F-14 de serviço. Outros poderiam fazer o trabalho dele por uma fração do custo. Eu ainda acho que ele demorou muito para sair de serviço.

  20. Levando-se em consideração que a DS foi em 91 e ano que vem fará 20 anos, os mísseis e aviões evoluiram muito desde então e a tendência de aviões grandes com muitos mísseis transportados de uma vez com um RCS de tela de cinema passou.

    Tomcat, Eagle, Flanker, Foxhound, etc…

    Já eram.

    Hoje em dia e no futuro teremos aviões stealth e ucav com detecção cada vez mais reduzida e pelo lado mais fraco da equação os aviões com “super-manobrabilidade”, que em condições de combate pela carga transportada não tem esta manobrabilidade toda e aumentam em muito o seu RCS.

    Aos aviões de 4G entrar em combate WVR vai ser a única salvação possível e para os primeiros, a baixa detecção vai dar a opção para engajar ou não um alvo e a utilização de mísseis off-boresigth mais que irão contrabalançar a superioridade de manobrabilidade dos aviões de 4G.

    Fica complicado pautar a situação atual e criar a base para o futuro sem termos acesso a situação de hoje em dia e nos baseando em dados duas décadas atrasados.

    É nesta hora que eu acho que o tampão( os maiores candidatos são os Gripen A/B retrofitados), trará uma capacidade operacional para a FAB muito além da atual nos trazendo para o nível atual de tecnologia, a um preço aceitável propiciando um uso intenso, o que dará subsídios para uma escolha ainda mais acertada dos nossos próximos vetores e no UAV que será uma prioridade para a Força.

  21. roni disse:

    po gustavo voçe nao acredita do uso do f14/phonix pelo ira contra o iraque pesquisa filho pesquisa depois me fala valeu

    Roni, o Gustavo está falando com conhecimento.

    O Tom Cooper citado por ele é um autor de livros sobre aeronaves de combate e, dentre outros, escreveu “Iranian F-14 Tomcat units in combat”. Neste livro estão as informações de abates utilizando mísseis Phoenix.

    Geralmente quem cita os abates leu o livro dele. Algumas pessoas não dão muito crédito para as histórias contadas por ele. Daí o comentário do Gustavo S.

    Abraços

  22. Edcreek disse:
    10 de outubro de 2010 às 10:14

    Ed,

    Concordo que as distâncias de combate ainda vão encurtar, mesmo existindo recursos para engajamente real além do alcance visual.
    As razões são e serão variadas:
    – Necessidade de identificação amigo/inimigo;
    – Espaço saturado de contra-medidas eletrônicas;
    – Redução do RCS gradual para os caças de geração 4,5;
    – Redução do RCS radical para as aeronaves de geração 5.0;
    – O natural calor das batalhas… sempre surpreendente.

    Contudo não devemos menosprezar as armas de longo alcance, pois sem elas estaremos vulneráveis aos que as possuem.
    Muito pelo contrário, devemos dominar os dois cenários para lutar no cenário que nos for mais conveniente.

    Assim sendo, se faz necessário ter capacidade de detecção de longo alcance e disponibilizar condições para uma boa consciência situacional para nossos pilotos, comandantes e operadores de sistemas terra-ar.
    Isto só se dará com uma confiável Rede Digital de Combate.

    Não basta ter bons radares, é necessário ter um datalink confiável.

    Os mísseis BVR, caríssimos, tem sua razão de ser e devem estar presente no inventário, de preferência com um alcance respeitável, como os Meteor e AMRAAM mais modernos.

    Na arena WVR, que continuará a existir, apesar dos avanços da tecnologia, ou talvez em função destes, precisaremos de mísses IR de 5ª geração, somados à HMD – Head Mounted Display. Os caças pretensamente modernos que não os tenham, que tratem de dispor o mais rápido possível, sob pena de obsolescência.

    Só para encerrar, por enquanto, lembro que os operadores de Typhoon (possivelmente a Inglaterra, não lembro exatamente), estudaram mudar a combinação de mísseis ar-ar de 4 BVR e 2 WVR para 2 BVR e 4 BVR.

    Os dois cenários, BVR e WVR, existem e continuarão a existir.
    A FAB precisa estar preparada para ambos, pois, se for necessário lutar, lutará nos dois.
    ____________________

    Guilherme Poggio disse:
    10 de outubro de 2010 às 9:38

    Dalton disse:
    10 de outubro de 2010 às 10:14

    Poggio e Dalton,

    Esperava dos amigos um pouco mais de respeito pelo sistema de armas formado pelo F-14 TomCat e seu míssel AIM-54 Phoenix. 🙂

    O alvo prioritário deste fabuloso (para época) sistema de armas eram os bombardeiros de ataque anti-navio e aviões MR soviéticos.

    Lembrem, pois sei que vcs sabem, que o plano estratégico da Marinha Soviética era deter os Carrier Battle Group norte americanos com ataques coordenados de mísseis lançados por sua força de SSG e SSGN, bem como por sua força aeronaval.

    A defesa da frota americana estava baseada, no seu anel externo, em CAP (Combat Air Patrol) de Tomcats com AWACS E-2 Hawkeye. Seria uma defesa em profundidade, onde usariam o poderoso radar AWG-9 para identificar os atacantes de longe, engajando-os com até 6 (seis) mísseis AIM-54 Phoenix.
    Depois se percebeu que apenas 4 (quatro) mísseis poderiam ser usados em operações embarcadas.

    Mais ainda.

    Este sistema de armas foi exportado para o Iran do Xá Reza Pahlevi, e permaneceram na revolução fundamentalista, como obviamente vcs sabem, mas atrevidamente estou a lembrar. 🙂

    Seu uso contra o Iraque é fato conhecido, apesar de haver divergência quanto ao total de kills.

    Há fontes que citam 8 (oito), 25 (vinte e cinco) e até 46 (quarenta e seis) vitórias. Seja como for, caças foram abatidos pelo Phoenix, o radar potente radar AWG-9 ao ser ligado funcionava também como AEW, além de ser um ótimo espanta MiG.

    Um alvo secundário para a US Navy, mas prioritário para a Força Aérea do Iran, eram os MiG-25, particularmente as versões de reconhecimento.
    Contra estas aeronaves teve razoável sucesso, tanto com o Xá como com os Aiatolás.

    Respeito aos antigos ícones é sempre bom… Ka Ka Ka Ka… 🙂
    ____________________

    Bosco disse:
    10 de outubro de 2010 às 14:18

    Calma mestre, deve haver uma 3ª parte tratando dos mísseis BVR mais modernos e seu emprego. 🙂
    Espero, inclusive, que venha separada de uma 4ª parte que trate do futuro combate BVR. 🙂

    Abç,
    Ivan, o Antigo.

  23. Pessoal sobre a divergência dos “ratios” é pura e simples guerra da informação, acessem algum jornal, russo, vietnamita, angolano, ucraniano e etc… e vão ver as discrepâncias das informações… Mtos vão falar que lá tem sensura e manipulação governamental, mas acreditem eles pensam o mesmo das matérias ocidentais… pois é.

    Um exemplo de jornal seria o pravda.ru (com a licença dos moderadores para citar essa fonte).

    Sobre detalhes e números talvez possamos saber quando estes sistemas que foram usados, estiverem fora do comércio militar…. porque enquanto tiver interesse comercial, cada um vai dizer… “o meu é bem melhor”

    Abraços

  24. Quanto o tal fantasma da IFF…

    Olha, excelente texto para a realidade da USAF, do ponto de vista em teatros de operação em países pequenos e suas óbvias restrições não só no campo militar como principalmente no campo diplomático, que dita as bases das regras de engajamento BVR. Levem em consideração o fato de a USAF ter suas operações reais como força de dominação aérea do território alheio.

    No caso brasileiro, começa pelo fator diplomático de adotar e seguir apenas a estratégia de DEFESA de agressões e não como elemento de projeção de força dos interesses próprios e de seus estados clientes. O Brasil só terá meios de projeção de força em quantidade pequena destinada ao auxílio do restabelecimento das estruturas básicas de Estado (pax brasilis – estilo reconstrutor), ou seja, nadinha de nadinha do pax americana. Isto também, vai definir, estratégias bem diferentes da aviação expedicionária, deste doutrina, a equipamento (voltado ao transporte e logística e contra insurgência). Pensando em termos de guerra fria, a estratégia e consequente regras de engajamento está mais para URSS do que EUA.

    Voltando ao assunto, diante da “viagem astral” acima, com direito a descanso na lua, a luta no cenário do TO no Brasil e em termos de UNASUL, no fundo é uma decisão política (parafraseando o ministro). As regras de engajamento BVR, está intimamente ligada a esta questão (UNASUL) e a questão de ter a força invasora vindo do Atlântico (um maravilhoso estande de tiro natural)…

    As regras de operação de equipamento BVR, são tremendamente diferentes, conforme o TERRITÓRIO e suas ALIANÇAS políticas (seguir a regra de ouro de fazer colaboradores e não adversários ou inimigos na vizinhança)…

    Senhores, hoje é possível, devido ao avanço em ótica (interferometria e ótica adaptativa, tratamento e processamento de imagens, etc..), radares (antenas e processamento de sinais afins) e plataforma de sensores, conseguir indentificar e seguir um carro no trânsito caótico de um mercado árabe por exemplo… É melhor repensar o mito IFF…

    O segundo lugar a se travar uma guerra de alta intensidade, fora o cibernético, é o espaço… Foguetes e satélites geoestácionários (de preferência dispersos – ótica adaptativa + interferometria + discrição) são mais importantes que as plataformas aéreas da guerra fria (havia muitas limitações nos equipamentos espaciais) até década de 90’s.

    As plataformas já estão em rede ou em processo acelerado de implantação e em muitos casos, futuramente (para evitar efeitos colaterais ou fogo amigo entre outros) nas próprias armas…

    Quando se fala em BVR, tem-se que considerar a rede, onde um erro em IFF ou é gozação ou desinformação no cenário do sec. XXI.

    As regras de operação de equipamento BVR, são tremendamente diferentes, conforme a TECNOLOGIA…

    Resumindo, da para discutir os textos, fora do TO brasileiro e no contexto das tecnologias do século XX.

    No século XXI, um link de dados seguro, vale muito mais que capacidade BVR, esta última, dependente da primeira.

    Outros tempos, outros paradigmas…

    Abs.

  25. Quando falamos de mísseis BVR pensamos simplesmente em atacar aeronaves fora do alcance visual, unicamente em função da distância.
    Talvez esta linha de pensamento tenha limitações.
    Uma visitante deste blog, conhecedora do assunto, a Dra. Elizabeth, nos chamou atenção sobre este assunto.
    Assim sendo, mesmo sem pedir autorização da autora e usando o axioma de Bill Gates, ou seja, Ctrl C e Ctrl V ( 🙂 ), reproduzo o início de um esclarecedor comentário, ainda na primeira matéria desta série, como se segue:
    _______________

    Elizabeth disse:
    23 de agosto de 2010 às 1:00

    BVR – Alem do Alcance Visual – como todos já sabem, apresenta um “engano” a todos que se atem a este significado literal.

    Desde os anos de 1950 quando os primeiros sistemas BVR começaram a realmente ser desenvolvidos, a idéia por de trás destas armas não era somente atirar “de longe”.

    Existiam algumas questões especialmente complicadas que mísseis como o AIM-7 tinham que resolver.

    Como atirar em um inimigo pela frente? Uma esquadrilha de caças em maior quantidade vem em sua direção e irão se cruzar dando inicio a um combate corpo a corpo no estilo da batalhada da Inglaterra. Caças armados com mísseis semi ativos podem iniciar o combate dispersando a formação inimiga e reduzindo sua vantagem numérica e tática.

    Como interceptar inimigos à noite? Se que adianta radares, alcance intercontinental, armas nucleares, capacidade de reconhecimento estratégico, vôo supersônico (tudo ficando disponível nos anos 50) se a noite ainda servisse de mando de proteção para aviões invasores como na campanha de bombardeiro contra a Alemanha.

    Como disparar contra um inimigo mais baixo ou mais alto que você? Quando a primeira série de radares com alguma capacidade lock down começaram a ser desenhados nos anos 60 bem como aviões como o F-111 estavam na prancheta.

    Como taticamente se opor a alvos cuja posição em relação a sol, nuvens, reflexos na superfície poderiam não permitir o lock de um míssil infravermelho?

    Então vamos esquecer a idéia de que mísseis como o AIM-7 eram apenas armas de longa distancia, seus reais propósitos iam muito alem disto.
    _______________

    O comentário completo pode ser lido em:

    http://www.aereo.jor.br/2010/08/22/promessa-e-realidade-o-combate-ar-ar-bvr/

    Contudo, gostaria de ter a oportunidade de “ouvir” novos comentários de Elizabeth acerca deste (e outros) temas.

    Respeitosamente,
    Ivan, do Recife.

  26. o guilherme muito obrigado eu tinha entendido errado o comentario do gustavo pesso desculpas eque eu nunca li este livro eu peguei essas informaçoes de uma grande materia da revista asas

  27. É por essas e outras é que defendo projetos como Gripen, ST Naval e VANT’s (como plataforma de sensores barata as centenas – radar, IR, módulos pequenos simples e barato – com a capacidade de disparo de uma única unidade de míssel WWR, servindo também, como repetidor de dados de uma rede mesh (em complemento as terrestres cabeadas e wireless), para a substituição de plataformas caras de AA russas ou afins, na defesa de médias e altas camadas em complemento aos caças e o resto na base do manpad)…

    Lançar míssil ar-ar adaptado do solo com as novas tecnologias, me parece contra senso e marketing de vendedor de armas com produtos encalhados de visão tipicamente “guerra fria”.

    Abs.

    Ps. a Rede não é de uma ÚNICA força. É a construção a partir de milhares de elementos compartilhados e cooperativos entre TODOS.

  28. É a tal UNIÃO que faz a FORÇA (no singular, pois age como se fosse uma ÚNICA “Super Força” na união dos esforços das 3)…

    Ou em linguagem antiga, é o 3 que da origem ao que transcende a todos os elementos em separado: O “UNO” de defesa…

    Abs.

  29. Galante, fica a sugestão de um especial sobre RAM e suas consequências para as três Forças…

    Abs.

    PS. A própria END já compreende isto com foco nas áreas ESPACIAL, NUCLEAR e CIBERNÉTICA…

  30. Os Phoenix,foram usados no Irã contra ,inicialmente os Tu Blinder,e Mig-25,
    que vinham a Mach 2.0 do Iraque para atacar os portos do Irã,tiveram sucesso,pois foram projetados para destruirem bombardeiros,e foram adaptados com sucesso para outras missões,interessante que os F-14 do Irã,foram modernizados recentemente,inclusive com novos radares,junto
    com o F-4,formam a espinha dorsal da força aerea deles,apesar de terem
    em uso tambem os Mig-21 e 29,e poderiam ter Su-27 ou 30,e não tem,vai entender….
    O IFF deve ter alguma dificuldade pois em conflitos aereos de muitos paises,
    tem dificuldade de interrogar,sem se mostrar,isto em caças,ja os AWACS,
    com radar mais sofisticado interrogam a distancia longa com o IFF com facilidade…..

  31. Concordo com q o Daniel disse sobre a censura dos “ratios” , acontece dos dois lados, já tive matérias ( russa) em que um piloto descrevia como havia abatido 3 F-16´s, se não me engano um foi no Vale Bekka e o outro foi um F-16 paquistanês. No “ocidente” escrevem que o F-16 nunca foi abatido em combate ar-ar, o q considero muito difícil de acreditar.
    Uma coisa é certa: nenhuma tecnologia é invencível e sempre haverá WVR e BVR .
    Outro ponto é que embora o alcance dos mísseis BVR estejam beirando os 100 -130 km, a zona sem escapatória é em trono de 1/3 disso, com as velocidades dos caças somadas é quase impossível não cair no ambiente WVR.

  32. Por exemplo do suposto VANT… Como os senhores dominariam o espaço aéreo em um ambiente com milhares de sensores (o VANT seria basicamente um sensor e retransmissor de dados) ligados em rede comunicando com múltiplos meios (aéreo, terrestre, naval e espacial) sendo que são extremamente baratos, independentes, colaborativos e com capacidade de transporte muito limitado (para equilibrar a variável preço – apenas uma arma) mas porém, como determinar qual alvo está armado e qual está operando apenas como sensor…

    Qual seria o alvo que valeria o esforço de destruir fisicamente…

    Usar sistemas caros e complicados para eliminar toda ou maior parte da ameaça que é bem mais barata que a própria bala que a caça… Tática tio Sam, mas leva a ruina econômica interna se não tiver a máquina de impressão (mesmo com a maquina de impressão o tio não teve sorte)…

    Ou seja, como derrubar a rede fisicamente, sem levar ao custo astronômico em tecnologias para tanto. A estratégia tipicamente ocidental de caro, sofisticado e em menor número, funcionou apenas na ficção dos cenários de “invasão”.da guerra fria e contra países com imensa defasagem de pensamento, treinamento, numérico ou de material, pós queda do muro de Berlim…

    Acrescenta-se ao bolo, caças tripulados com baixa assinatura e operando mudo no guarda chuva da rede…

    São questões bem interessantes…

    toco a bola…

    Abs.

    Lembrando que os “sensores” quando armados, seriam necessariamente comandados por humanos (que puxa o gatilho)… Os outros em rotas programadas… Em épocas de paz, fazem vigilância de segurança pública/ambiental (queimadas, desmatamento, ocupações ilegais, etc…) e como auxílio a navegação aérea (repetidores de dados e refinamento dos sinais do GPS), incluso ajudar missões SAR.

    O domínio de armas e sensores nacionais, e principalmente de suas patentes são essenciais. Os israelenses não esquecem isto nem por um instante. Cachorro escaldado no assunto embargos.

  33. Se os senhores acrescentarem ao hipotético VANT-S/F/a, alguma blindagem a PEM e Laser, o mercado de defesa ou cai ou se transforma…

  34. Calma Raptor…

    Inteligentes colocações sobre possiveis utilizações de SisVANTs, mas devagar com andor pq o santo é de barro…
    Muita agua vai ter de passar por baixo da ponte até as tecnologias de SisVANTs amadureçam e sejam utilizadas integradas e de modo equilibrado em uma plataforma, apesar dos passos largos que tais tecnologias avançam…

    No mais, boa semana e feriado!

    PS.: Entro no coro do Ivan, a espera opnião da Dra. Elizabeth.

  35. Desculpem senhores… É o feriado sem viajar somado a uma garrafa de vinho… Pelo menos de alguma forma acabei “viajando”…risos…

  36. Foi feita uma generalização desnecessária. Cada guerra, cada engajamento é uma situação, é um contexto diferente. E isso influi no resultado final. Por exemplo na guerra do Vietnã, muitos disparos de AIM-7 tinha que ser no alcance visual porque o pentágono exigia para que outras aeronaves civis não fossem alvejadas. Muitas vezes o AIM-7 nem chegava a se armar ou conseguir o lock do radar lançador. Aí não pode pegar todos os nºs e dizer que os disparos foram falhos.

    Na guerra da invasão do Iraque, um F-16 (não sei se norueguês ou dinamarquês) lançou um único AIM-120 e acertou o alvo, um caça iraquiano. Para a força aérea desse piloto, o AIM-120 teve um aproveitamento de 100%. Aí vocês não podem pegar isso e usar como base para todas as situações contextos.

  37. Gabriel Tavares,

    Seu questionamento faz muito sentido.
    Realmente é importante contextualizar as ocorrências.

    Acredito que as regras de engajamento, se houveram, na Guerra entre Iran e Iraque eram completamente diferentes daquelas às quais a US Navy estava submetida durante o uso do Phoenix. Isto é apenas um exemplo, como foi o da Guerra do Vietnam, citado pelo amigo.

    Há também outros usos para os mísseis BVR tipo SAHR (Semi Active Homing Radar). Estes podem e foram usados em combates frontais, onde caças se aproximam de frente, sem “enxergar” as tubeiras dos adversários. Assim sendo, mísseis guiados por radar semi-ativo teriam sido disparados para dispersar a formação inimiga (e abater algum incauto), assumindo a iniciativa do combate.
    Obviamente estes disparos entram nas estatiscas negativamente.

    O valor dos mísseis BVR tipo SAHR (Semi Active Homing Radar) estava na possibilidade de disparo frontal (tanto para efetivo engajamento como dispersar uma formação), no ataque a grandes alvos como bombardeiros e combate noturno ou com mau tempo.

    Contudo permanece o questionamento do quanto foi gasto nestes sistemas de armas versus os resultados alcançados.

    Apenas entendo que a visão tem que ser mais ampla, não apenas em kills, mas também em soluções táticas (engajamento frontal por exemplo) e estratégicas (engajamento de grandes bombardeiros estratégicos por exemplo).

    No mais, as estatísticas apresentadas são um excelente ponto de partida para um estudo acurado, mas não creio que venha a ser o ponto final. 🙂

    Abç,
    Ivan, do Recife.

  38. um grande ploblema para os americano que pouca gente no blog notou era que o aim-7 falhava muito si naõ era para ter muitas vitorias ao contrario do phoenix falhava pouco.

  39. Oi Ivan. Eu concordo com tudo o que você falou. Ainda tem a questão da confiabilidade técnica. Muitos mísseis usados no Vietnã tinham atualizações recentes, não tinha como ter 100% de certeza que o míssil iria funcionar. Muitos mísseis quando disparados, como o AIM-7, seguiam uma linha reta em direção ao nada. E de novo eu concordo com tudo o que você falou.

  40. Muito boa a matéria,parabens,a meu ver os misseis BVR ainda são um mistério para o homen,quanto as dificuldades enfrentadas no fututo,pulso eletromagnetico não vai ser uma delas(que eu saiba não),pois nenhum pais mostrou in teresse pelo assunto.

  41. Olá, atrazado pelo feriado mais ai vai…
    Ivan disse:
    10 de outubro de 2010 às 19:02

    De forma nenhuma quero menosprezar os BVR mas eles estão longe da promessa de KILLs a longa distancia, seguindo mais como objeto de dissuasão. Até imagino que teremos uma epoca curta em que eles serão o padrão de batalha moderna, mas depois da maturidade(ainda não alcançada) vem a decadencia como em outros sistemas, onde as batalhas voltaram para o campo visual, seja atravez da baixa assinatura, “ar infestado de ondas”, sistemas de defesas mais avançados, etc.

    No campo de batalha atual eu diria que, temos em importancia na ordem seguinte:

    1) Controle AWCS, do espaço envolvido;
    2) Sistemas de monitoramente em superficie;
    3) Treinamento das equipes;
    4) Sistemas de detecção passiva;
    5) Capacidade anti-missil;
    6) Manobrabilidade e capaçidade de sobrevivencia da aeronave;

    A arena BVR só se torna uma realidade hoje com os itens de 1 à 3 em apoio, sem esses itens ele é apenas um meio dissuatorio, como a experiencia em batalha mostrou.

    De toda forma temos que espar preparados para todas as situações e na arena BVR a FAB tem se virado muito bem com R-99 A/B e o limitado missil Derby, não por apenas competencia dela, mas mais pela falta de cobertuda AWCS de Chile(que até tem o avião, mas fica mais parado que tudo, além de ser apenas um) e Venezuela.

    Abraços,

  42. E para variar, mais uma excelente matéria!
    Acredito em três possibilidades para os próximos 50 anos;

    a) Os caças vão se tornar tão “invisiveis” aos sistemas de detecção que o combate voltará a ser travado olho-no-olho e os abates serão a tiros de canhão;

    b)Os caças deixarão de existir e haverão somente grandes aviões, ao estilo B-1 ou Tu-22, armados até os dentes de mísseis BVR ou apenas torres de lasers;

    c)Os UCAV´s vão se anular. Vão lograr alvos de oportunidade. Armas virtuais vão derrubá-los.

  43. A predominância do combate WVR pela generalização da tecnologia Stealth ainda está longe de ocorrer.
    Hoje, existem pouco mais de 120 aeronaves stealths operacionais (F-22 e B-2).
    Levará ainda pelo menos 4 décadas (otimismo) para que haja uma mudança substancial desse fato e que a “muito baixa observação” (VLO) seja de uso geral por ambos os lados de um hipotético conflito.
    Até lá, caças avançados de quarta e meia, quinta e sexta geração farão a festa contra os caças de geração anterior (4ª e 3ª). E fora do alcance visual.
    O mesmo vale para caças de 5ª e 6ª em relação aos de 4,5ª.
    Só para se ter uma idéia, nós mesmos, ainda não escolhemos nossos caças de 4,5ª geração, que só estarão completamente operacionais a partir de 2018 (se o F-X2 vingar, coisa que tenho dúvidas) e deverão ser a nossa linha de frente por pelo menos 30 anos, ou seja, até 2050 mais ou menos.
    Ou seja, essa estória do retorno ao combate com canhões/metralhadoras porque todo mundo é “invisível”, não vai acontecer no período de vida da maioria dos amigos blogueiros, inclusive da minha, que já estou bem mais prá lá do que pra cá.
    Pode até ser que até lá tudo mude e o que achamos ser a mais cristalina verdade e o mais sublime exercício de antecipação não se concretize.
    Então, para todos os efeitos práticos, a tecnologia atual colocou o combate BVR como sendo o supra-sumo do combate aéreo e onde a doutrina dos países desenvolvidos, formadores de doutrina, se assenta.
    É regra e não a exceção à regra. Exceção será o combate de curto alcance.
    Combate WVR cada vez mais será entre países de parcos recursos ou nos casos excepcionais onde houve o enfrentamento de caças de mesma geração. Mísseis de curto alcance são e continuarão a ser por muito tempo armas “defensivas” e serão levadas tanto por caças de alto desempenho como por aviões de ataque.

  44. Materia mto boa. Nada melhor que indicadores para comprovar ou desmistificar uma teoria.
    A Forca Aerea Sueca eh conhecida como uma das melhores no emprego do data link em combate aereo. Acredito que a FAB aprendera mto com isso. Nesse aspecto, a aquisicao do Gripen eh mto positiva.
    Dizem os norte americanos que “com AWACS voce ganha, sem ele voce perde”. Sou suspeito para falar, mas concordo com o ditado. O combate BVR necessita de uma “descricao do cenario”, descricao essa fornecida, somente, pelos radares. Se for no seu territorio, radares de solo podem ser empregados. O AWACS permite maior mobilidade e capacidade look down.
    No Brasil, os E-99 necessitam concluir sua modernizacao, pois 3 consoles nao sao suficientes, nem a quantidade de equipamentos radio existentes.
    Cabe ressaltar ( ja postei aqui ) que a implantacao da doutrina de combate BVR na FAB teve a participacao fundamental dos COAM do 2°/6° GAV, pois soh eles possuiam esse conhecimento para o controle, conhecimento esse adquirido com os franceses. Tive o privilegio de participar desse processo. O controlador eh um elemento fundamental da Esquadrilha.
    Outro dado interessante foi a conversa com o oficial da RAF comandante do Esquadrao AWACS, por ocasiao do Simposio Internaconal de Combate SAR, em Brasilia, em 2003, o qual havia participado da Desert Storm. Sanamos muitas duvidas quanto ao emprego do AWACS em combate.

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