Home Armée de l´air C-135 FR: há 47 anos reabastecendo aeronaves da dissuasão nuclear da França

C-135 FR: há 47 anos reabastecendo aeronaves da dissuasão nuclear da França

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Até sua planejada substituição pelo novo MRTT, em 2015, o modelo ainda deverá comemorar seu cinquentenário apoiando as “forces aériennes stratégiques” francesas

Há 47 anos, em 9 de fevereiro de 1964, chegava o Boeing C135FR para missões em proveito da FAS – forces aériennes stratégiques (Forças Aéreas Estratégicas) da Força Aérea Francesa (Armée de l’ air). Em outubro daquele ano, o modelo realizou seu primeiro alerta operacional francês, a partir da base aérea de  Mont-de-Marsan, em conjunto com o Mirage IV armado da bomba nuclear de plutônio AN-11.

Ao longo desses quase 50 anos, a aeronave tem sido fundamental na dissuasão nuclear francesa, reabastecendo tanto o Mirage IV quanto seus sucessores, o Mirage 2000N e o Rafale – ou seja, três gerações de caças-bombardeiros apoiados por uma mesma aeronave reabastecedora. Além destes, vêm sendo reabastecidos por todo esse tempo os demais aviões de combate franceses, além dos aviões radar  E-3F “Awacs” e aeronaves de aliados do país.

Os C135FR receberam novos motores em 1985, pods de reabastecimento sob as asas em 1995. Vêm recebendo também atualizações na aviônica (veja link ao final da matéria) e certificação de sua aeronavegabilidade. As entregas de seu sucessor, o MRTT (Multi-Role Tanker Transport – avião multitarefa de reabastecimento em voo e de transporte) deverão se iniciar em 2015, aposentando finalmente os C135FR, que na ocasião já terão passado de 50 anos de serviço na França.

FONTE / FOTO: Força Aérea Francesa (Armée de l’ air)

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Rodrigo

Vendo este KC135, lembro das suas centenas de versões e a longevidade da célula permitindo todo tipo de upgrade, pergunto aos amigos.

Dá para imaginar um A300( o mais antigo da Airbus que eu me lembro), da década de 70, voando até 2030 ?

Os poucos A300 que eu vejo em serviço estão caindo aos pedaços, com exceção dos VIPs, antes que as fan-girls da França, venham me torrar a paciência.

Não consigo imaginar alterações profundas na célula que criem um RC-300, E-300, KC-300, NC-300, etc…