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Acidente com caças Mirage F-1 espanhóis vitima 3 pilotos

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Na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, dois Mirage F-1 do Ejército del Aire (Força Aérea Espanhola) caíram, vitimando os três pilotos que os tripulavam. Os dois caças, um monoposto e outro biposto, participavam de um exercício de treinamento rotineiro e pertenciam à Ala 14, de Albacete.

O contato-radar com os dois Mirage F-1 foi perdido às 10h15 (horário local) e imediatamente foi ativado o aparato de Busca e Salvamento da Força Aérea e da Guarda Civil da Espanha. Os restos do primeiro avião acidentado foram localizados meia hora depois, e os do  segundo, pouco depois das 11h00, assim como os corpos dos pilotos. No caça monoposto  estava o capitão Jerónimo José Carbonell Rodríguez, de 29 anos, e no biposto estavam o capitão Fernando Negrete Usón, de 33 anos e o 406d4b881cb84216c1257544003d8713t10Tenente Roberto Carlos Álvarez Cubillas, de 29 anos, que realizava o curso de piloto de Mirage F-1.

Nota do Blog: na semana passada havia visto, no site da Força Aérea Espanhola, a bela foto que está no alto deste post, e aguardava uma ocasião propícia para compartilhá-la com os frequentadores deste Blog. É uma pena que a ocasião tenha sido esta, mas creio que os pilotos gostariam da imagem do belo caça em voo.  O Blog do Poder Aéreo presta as condolências aos familiares e amigos das vítimas e ao pessoal do Ejército del Aire e da Ala 14.

Fonte e fotos: Força Aérea Espanhola

30 COMMENTS

  1. Alfredo, o Ejército del Aire não informa nada sobre as causas, especula-se nos sites por aí que tenha sido colisão, mas como se sabe normalmente é só após muito trabalho de investigação, quando não há testemunhas diretas do acidente, é que se pode concluir algo.

  2. Alfredo, o Ejército del Aire não informa nada sobre as causas, especula-se nos sites por aí que tenha sido colisão, mas como se sabe normalmente é só após muito trabalho de investigação, quando não há testemunhas diretas do acidente, é que se pode concluir algo.

  3. RL, quanto a idade, os primeiros caças do tipo entraram em serviço no Ejército del Aire em 1975, e a Aviao Revue diz que o primeiro acidente com o caça se deu em 1981 (de lá pra cá, perderam-se 34 aeronaves, gradativamente, de uma frota original de 67 que foi recompletada por modelos usados do Qatar – 12 e da França – 5). Houve uma grande modernização recente (final dos anos 90) compreendendo 53 aeronaves (4 biplaces) mas atualmente a Ala 14 é a última a operar o modelo, e não falta muito para que ele deixe o serviço.

  4. RL, quanto a idade, os primeiros caças do tipo entraram em serviço no Ejército del Aire em 1975, e a Aviao Revue diz que o primeiro acidente com o caça se deu em 1981 (de lá pra cá, perderam-se 34 aeronaves, gradativamente, de uma frota original de 67 que foi recompletada por modelos usados do Qatar – 12 e da França – 5). Houve uma grande modernização recente (final dos anos 90) compreendendo 53 aeronaves (4 biplaces) mas atualmente a Ala 14 é a última a operar o modelo, e não falta muito para que ele deixe o serviço.

  5. É um belo avião, sempre o achei o mais bonito da familia mirage, provavelmente deve ter havido uma colisão, a change de dois aviões apresentarem problemas no mesmo voo ao mesmo tempo é muito pequena.

  6. É um belo avião, sempre o achei o mais bonito da familia mirage, provavelmente deve ter havido uma colisão, a change de dois aviões apresentarem problemas no mesmo voo ao mesmo tempo é muito pequena.

  7. Que tragédia… Más pelo que eu saiba os Mirage F1 Espanhóis são usados nas missões de reconhecimento armado. Alguém confirma isso?

  8. Que tragédia… Más pelo que eu saiba os Mirage F1 Espanhóis são usados nas missões de reconhecimento armado. Alguém confirma isso?

  9. 99% de chance de ter sido colisão…como escrito no post, um dos pilotos estava efetuando o treinamento no modelo. Provavelmente, colidiram em manobras de dogfight 1×1.

    Se fosse alguma pane no motor ou etc…qual seria a chance de ocorrer em 2 aviões ao mesmo tempo? Quase nula…e se fosse o caso,os pilotos teriam ejetado..

  10. 99% de chance de ter sido colisão…como escrito no post, um dos pilotos estava efetuando o treinamento no modelo. Provavelmente, colidiram em manobras de dogfight 1×1.

    Se fosse alguma pane no motor ou etc…qual seria a chance de ocorrer em 2 aviões ao mesmo tempo? Quase nula…e se fosse o caso,os pilotos teriam ejetado..

  11. em tempo:
    Os caças brasileiros há tempo andavam “cegos” sem radar, como os Mirage III, AMX, etc. Colisão com estes equipamentos ultrapassados e inseguros é só uma questão de tempo, o mesmo aconteceu com os espanhóis. Agora é possível que aposentem de vez os F1.

  12. em tempo:
    Os caças brasileiros há tempo andavam “cegos” sem radar, como os Mirage III, AMX, etc. Colisão com estes equipamentos ultrapassados e inseguros é só uma questão de tempo, o mesmo aconteceu com os espanhóis. Agora é possível que aposentem de vez os F1.

  13. Caro Getulio,

    não concordo com o que falou, pois, caso contrário, o Brasil não teria mais nenhum AMX. Além do mais, o índice de acidentes no 1º GDA era baixíssimo. O fato de não ter radar, não quer dizer muito, não. O conceito BVR é novíssimo. Antes da arena BVR, os radares tinham um alcance muito curto (por volta de 10 Km), no geral. A doutrina previa o guiamento pelo controlador em terra. Este guiava o caça até o “alvo”. Tanto a doutrina era essa que o AMX podia voar normalmente sem o radar. Os radares do Mirage III e do F-5 tb tinham curto alcance. A desativação dos Mirage III teve apenas um motivo: custo-benefício. O custo de voo estava alto para o benefício que traziam. Mas os aviões estavam em perfeito estado. Podiam e voavam sem maiores problemas, graças às equipes de manutenção da FAB, que a meu ver fazem verdadeiros milagres com o pouco que tem.
    Um abraço.

  14. Caro Getulio,

    não concordo com o que falou, pois, caso contrário, o Brasil não teria mais nenhum AMX. Além do mais, o índice de acidentes no 1º GDA era baixíssimo. O fato de não ter radar, não quer dizer muito, não. O conceito BVR é novíssimo. Antes da arena BVR, os radares tinham um alcance muito curto (por volta de 10 Km), no geral. A doutrina previa o guiamento pelo controlador em terra. Este guiava o caça até o “alvo”. Tanto a doutrina era essa que o AMX podia voar normalmente sem o radar. Os radares do Mirage III e do F-5 tb tinham curto alcance. A desativação dos Mirage III teve apenas um motivo: custo-benefício. O custo de voo estava alto para o benefício que traziam. Mas os aviões estavam em perfeito estado. Podiam e voavam sem maiores problemas, graças às equipes de manutenção da FAB, que a meu ver fazem verdadeiros milagres com o pouco que tem.
    Um abraço.

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