As fotos são do exercício conjunto “Gulf 2012″ realizado nos Emirados Árabes Unidos (EAU), com a participação da França.

Segundo o jornal The National, dos Emirados, o exercício envolveu um assalto diurno englobando um completo ataque aéreo, naval e terrestre, com um total combinado de 4.500 tropas dos EAU e da França. As manobras foram realizadas no dia 2 de maio na colina Umdaddi, na costa oeste de Abu Dhabi.

Nos combates simulados, as forças combinadas que formavam o exército “amigo”, deixaram as bem armadas tropas encarregadas do papel de “inimigos” completamente batidas no campo de batalha, segundo o jornal. O ataque começou após aeronaves de vigilância SAT-8 localizarem o inimigo no topo da colina, informando ao comando central. Uma chuva de mísseis foi lançada por caças Mirage 2000-9 dos EAU e Rafale da França, atacando em mergulho. Após esse ataque, relatórios de reconhecimento em terra sobre as defesas aéreas foram repassados aos caças Rafale, que usaram mísseis guiados para eliminar as ameaças.

Em seguida, os carros de combate Leclerc dos EAU dispararam sobre as posições inimigas, destruindo mais três alvos. Após o ataque de artilharia que durou 15 minutos, helicópteros Apache dos Emirados deram cobertura para que equipes de engenharia liberassem obstáculos na área para permitir mais avanços dos carros de combate.

Enquanto isso, blindados de transporte de tropas Dhibyani que levavam soldados dos EAU e da França desembarcaram na praia e avançaram junto com os Leclerc, ao mesmo tempo em que cinco peças rebocadas de obuseiros G6 de 155 milímetros formavam uma bateria de artilharia disparando bem dentro do território inimigo, seguida de dúzias de foguetes disparados por lançadores rápidos, que varreram a área.

Todo esse ataque coordenado, descrito acima pelo jornal The National, durou 90 minutos, e foi assistido por autoridades de defesa dos EAU e da França, que insistiram em afirmar que não há relação entre o exercício e a atual cena política na região, dado que o “Gulf 2012″ (exercício do qual a ação descrita foi apenas uma das operações realizadas) faz parte de uma agenda regular de treinamento entre os dois países.

De qualquer forma, a operação serve para aumentar a prontidão das Forças Armadas dos Emirados. Esses exercícios conjuntos são realizados a cada quatro anos, e começaram em 1996, um ano após a França e os EAU assinarem um acordo de defesa. Esta edição de 2012 foi a maior de todas já conduzidas, e a primeira a abranger forças áereas, navais e terrestres de uma só vez.

Para saber mais sobre o exercício, clique no primeiro link da lista abaixo. Para assuntos relacionados, clique nos demais links.

FONTE: The National (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: France Presse (K. Sahib) e Reuters (B. Job), via Folha de São Paulo

Colaborou: Tiago

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“V” de Viper!

Lockheed Martin lança nova versão do F-16

A Lockheed Martin anunciou uma nova versão do caça F-16 que irá incluir uma série de itens como radar AESA, novo computador de missão, melhorias na cabina e outros.

A configuração do F-16V estará disponível como uma atualização para a maioria dos caças F-16 em uso, bem como para novas encomendas, disse George Standridge, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Lockheed Martin Aeronautics. O “V” em nome da aeronave significa “Viper”, o apelido dado ao avião pelos pilotos da Força Aérea dos EUA.

Durante a apresentação no Singapore Airshow, Standridge observou que a maioria dos F-16 em atividade pode ser atualizada para o padrão F-16V, que é aproximadamente equivalente ao Block 60.

Cerca de 4.500 F-16 foram entregues desde os anos 1970 e o avião é operado por 26 países.

Standridge não especificou o tipo de radar que poderia ser usado. Nas competições para a atualização dos F-16 em Taiwan e na Coréia do Sul, a Northrop Grumman propôs o Scalable Agile Beam Radar (SABR) contra o Radar da Raytheon Advanced Combat Radar (RACR).

Os F-16 Block 60 operados por Emirados Árabes Unidos (foto acima) estão equipados com radar AESA Northrop APG-80.

FONTE: Flight Global

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéero

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Vem de longe os rumores de que a venda de caças Rafale para os Emirados Árabes Unidos (bom, pelo menos por toda a França) era algo dado como certo.

Tudo que sabemos sobre os planos de modernização da aviação de caça dos Emirados Árabes Unidos ficou de cabeça para baixo nas primeiras 24 horas do Dubai Air Show.

Um breve resumo: o Dassault Rafale permanece, o Saab Gripen ainda está de fora, o Eurofighter Typhoon fez uma entrada de surpresa, o Lockheed Martin F-16 Bloco 60 aguarda o seu momento e a Boeing lança o F-15 Silent Eagle nesta mistura.

E ainda por cima a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, por sua vez, confirmou que quer comprar um “caça da nova geração”, após 2018, quando o Lockheed F-35 será, possivelmente, o único caça nesta categoria sem considerar as opções vindas da China e da Rússia.

Como chegamos aqui?

O Rafale esteve na lista de compras dos Emirados Árabes Unidos desde meados da década de 1990, mas de alguma maneira o acordo continua derivando para a direita – e agora os riscos evaporaram completamente.

Riad Kahwaji, diretor executivo do Institute for Near East and Gulf Military Analysis (INEGMA), disse à DEW Line que as últimas manobras representam um sinal claro: a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos imaginam que o preço do Rafale é muito alto. Grandes compras de caças nunca estão imunes a ações políticas, mas neste caso o negócio é puramente político. Os Emirados Árabes Unidos comprariam o Rafale para equilibrar sua dependência de armas frente aos EUA, incluindo a sua frota de 60 Lockheed F-16 Block 60. Imaginando que nos Emirados Árabes Unidos não tenham outras opções, a Dassault pode ter apresentado um preço muito elevado, disseKahwaji.

Mesmo depois de negociar exclusivamente com a França por mais de três anos, os Emirados Árabes Unidos acabam de reabrir a competição. Craig Hoyle, colega do The DEW Line, foi o responsável pelo furo de notícia ontem no site Flightglobal, quando anunciou-se que os Emirados Árabes Unidos emitiram um pedido de propostas (RFP) para o Typhoon, a criando uma segunda disputa muito parecida com aquela que está em andamento na Índia.

Mas o número de vítimas das prolongadas negociações poderia ser ainda maior para o Rafale. De acordo com Kahwaji, que está baseado em Abu Dhabi, os Emirados Árabes Unidos já informaram à Dassault que o acordo será inferior a 60 caças, pois parte das encomendas foi transferida para uma nova compra de caças F-16 Block 60. A Northrop Grumman, que fornece os radares APG-80 para o Block 60, confirmou esta estratégia hoje. A Northrop informou A Greg Waldron que os Emirados Árabes Unidos estão considerando uma segunda encomenda para o Block 60. Foi solicitada uma confirmação da Lockheed, mas os funcionários da empresa recusaram-se a dar informações.

O que nos leva à última disputa desta competição exposta durante as últimas horas. A Boeing confirma agora que a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos pediu ao governo dos EUA em agosto ou setembro informações sobre as capacidades do F/A-18E/F e do F-15E. O consórcio Eurofighter poderia responder: e daí? Os Emirados Árabes Unidos solicitaram ao governo do Reino Unido informações semelhantes sobre o Typhoon em outubro, e foi o único caça que recebeu uma RFP nas últimas duas semanas.

A Boeing, no entanto, acha que os Emirados Árabes Unidos podem ter outras idéias para o Super Hornet ou para o Silent Eagle. Afinal, se os Emirados Árabes Unidos está buscando equilibrar sua dependência de caças, mudando a linha de montagem final de Fort Worth, Texas, para St. Louis, Missouri, não mudaria em nada a questão. Em vez disso, a Boeing acredita que os Emirados Árabes Unidos pode estar pensando mais sobre os requisitos da “próxima geração de caças”.

A Lockheed, no entanto, não parece preocupada. O F-35 ainda é barrado por funcionários de controle de exportação de armas dos EUA para ser vendido ou mesmo comercializado para os Emirados Árabes Unidos, mas esta restrição não vai durar para sempre. Pressionado para explicar por que ele ainda não pode mostrar aos Emirados Árabes Unidos nem mesmo um modelo de mesa do F-35, o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Lockheed respondeu: “Está vindo, está vindo.”

Tudo isso pode ser um pouco de consolo para o caça feita em Merignac, na França. Ninguém duvida que os franceses têm um caça de primeira linha, mas seus negociadores deram como certa uma vitória antes de qualquer anúncio. Permitir que a venda do Rafale para os Emirados Árabes Unidos escape de suas mãos pode não ser tão devastador para o Rafale uma vez que negociações com o Brasil, a Índia, o Kuwait e a Suíça ainda existem. Mas tal perda seria certamente lembrada por muito tempo na indústria em uma venda onde somente os próprios franceses poderiam deixar de fechar.

FONTE: The DEW Line

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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