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Depois de desenvolver a Teoria E-M, o próximo objetivo de Boyd foi comparar os caças americanos com seus rivais soviéticos. Para isto, ele voou para a base de Wright-Patterson a fim de coletar os dados da Divisão de Inteligência Estrangeira.
Boyd e seu amigo Christie começaram então a alimentar o computador IBM com dados de performance dos caças soviéticos. Boyd tinha planejado mostrar os gráficos das diferenças entre as taxas de energia dos caças americanos e russos.
Mas para espanto de Boyd, os gráficos mostravam que numa grande parte do envelope de performance, o caça soviético era superior às aeronaves de caça americanas.
O F-4 Phantom era muito pesado e não tinha uma área de asa grande para fechar nas curvas como o MiG-21 a grande altitude. O único lugar em que o F-4 poderia vencer o MiG-21 era em baixas altitudes e em alta velocidade.
A pior notícia porém era que o novo F-111 era inferior que qualquer aeronave soviética em qualquer velocidade e altitude. Quando Boyd terminou os gráficos, ele começou a brifar os pilotos de Eglin e voltou a Nellis para brifar os pilotos de lá também.
No começo de 1965, Boyd foi para o Vietnã e brifou os pilotos de F-105 sobre táticas de caça. Depois disso, Boyd fez um tour pelas bases da Europa para dar palestras sobre a teoria E-M.
Por fim, ele brifou o chefe do Tactical Air Command, General Walter Campbell Sweeney Jr e o General Bernard Schriever, chefe do Air Force Systems Command, para que os generais de quatro estrelas soubessem da pobre performance do F-111 comparado às aeronaves soviéticas.
No Vietnã
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No Vietnã, o F-105 e o F-4 Phantom eram as aeronaves erradas para as tarefas que estavam cumprindo. O F-105 estava sendo usado como avião de ataque, enquanto o grande e pesado F-4C estava sendo usado como caça e não era páreo para o MiG.
Boyd também mostrou que os mísseis ar-ar americanos Sparrow e Sidewinder tinham uma performance sofrível e podiam ser facilmente evitados em manobras evasivas.
Na primavera de 1966, Boyd recebeu ordens de transferência para a Tailândia como piloto de F-4 Phantom, o que era justamente o que ele queria. A Guerra Aérea no Vietnã estava quente, mas as forças americanas não estavam indo bem. Em 1965, os americanos tinham perdido 171 aeronaves.
Para diminuir as perdas, os F-4C receberam ordens para voar fazendo cobertura aos F-105s, mas o F-4C era muito grande e pesado para “dogfights” contra os mais manobráveis e ágeis MiG-21.
Não havia canhão no Phantom e o envelope de lançamento dos primeiros mísseis Sparrow e Sidewinder era tão pequeno, que um piloto tinha que ser extremamente proficiente para atingir a posição de tiro.
As ordens de Boyd para a Tailândia foram repentinamente suspensas e ao invés de ir para a guerra, ele foi enviado para o Pentágono no verão de 1966. O programa do caça F-X da USAF estava com problemas.
O problemático F-X perseguia a definição “Bigger-Higher-Faster-Farther” (“Maior, Mais Alto, Mais Rápido e Mais longe”) da USAF. A US Navy fez seu papel, quando os almirantes tiveram sucesso com o Secretário de Defesa McNamara, prometendo que a Marinha aceitaria o F-111, se ela pudesse continuar o desenvolvimento do motor TF30 e do míssil Phoenix.
A Marinha planejava testar a compatibilidade do F-111 com navio-aeródromo e depois recusar o avião, indo ao Congresso para dizer que já tinha um motor e míssil pronto e com o dinheiro alocado para o F-111, iria desenvolver um novo caça naval. Esse caça viria a se tornar o F-14 Tomcat.
A USAF corria o risco de ter que adotar um novo caça projetado para a Marinha em seu inventário, como aconteceu com o F-4 Phantom. Boyd foi levado ao Pentágono para salvar o projeto F-X da estratégia da Marinha.
F-X
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O F-X tinha tido seu peso baixado para 28.735kg, mas ainda assim era pesado, muito complexo, muito caro e tinha uma asa muito pequena. A aeronave era planejada para ser um caça multifunção. Boyd queria um caça pequeno, de um só motor e muito manobrável, que tivesse uma relação peso-potência melhor que qualquer outro caça no mundo.
O F-X deveria perder e ganhar energia mais rápido que qualquer outro caça, para dominar os céus nas próximas décadas. O F-X foi o primeiro caça americano projetado mediante as especificações de manobra E-M, com o “dogfight” em mente. Boyd queria que o F-X fosse mais manobrável que qualquer caça inimigo, mas ele não definiu nenhum valor de performance com relação à velocidade ou capacidade de curva.
Ao invés disso, Boyd queria uma aeronave com alta relação peso-potência para atingir excelente aceleração. Ele queria uma grande asa com manobrabilidade e energia suficiente para desengajamento e separação e para retornar ao combate em vantagem.
Deveria haver combustível suficiente para voar bem adentro do espaço aéreo inimigo e sustentar um “dogfight”. Boyd estava feliz com um pequeno radar, mas o pessoal da eletrônica queria detectar um MiG a 40 milhas náuticas, o que resultava num disco de radar enorme e por causa disso, um alto arrasto aerodinâmico da fuselagem.
Boyd insistiu em ter um canhão interno. Seus cálculos mostraram que a performance aerodinâmica obtida com as asas móveis do F-111 eram anuladas pelo peso extra que o sistema trazia com ele, mas a USAF ainda insistia nessas asas.
A teoria E-M de Boyd permitiu pela primeira vez na história do desenvolvimento dos caças a análise de todo o envelope de manobra de um caça desde o projeto e antes do primeiro voo do protótipo.
O ano de 1967 foi o pior da USAF no Vietnã. Estava claro que a Força Aérea não tinha um caça de superioridade aérea. A “kill rate” de 10:1 da Coreia caiu próxima da paridade e era até mesmo vantajosa para os Norte Vietnamitas. Depois da guerra, somente um piloto da USAF tinha o status de Ás (os outros dois eram WSOs), com 5 “kills”, enquanto o Vietnã do Norte tinha 16 ases que eram veteranos de combate e lutaram no ar por anos.
A USAF continuou a tradição da Guerra da Coreia e rotacionava os pilotos para tarefas administrativas, depois de 100 missões. Por causa disso, pilotos de transporte e do SAC tinham que ser treinados para pilotar caças.
Em 1967, a União Soviética introduziu dois novos caças: o MiG-23 de asas móveis (geometria variável) e o rápido MiG-25. O MiG-23 não foi levado tão a sério pela USAF, mas o MiG-25 foi considerado uma grande ameaça. Foi dito que o MiG-25 podia alcançar a velocidade de Mach 2.8 e isto aumentou a prioridade do programa F-X.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a USAF afirmou que o tempo dos “dogfights” tinha terminado e que agora a guerra seria com mísseis e o apertar de botões. Mas o Vietnã mostrou que John Boyd estava certo sobre as ineficiências do novo Sparrow e Sidewinder e que a USAF ainda precisava de caças com canhão. De fato, a introdução dos mísseis requeria que os caças tivessem mais manobrabilidade que os anteriores, para escapar dos mísseis.
O Tactical Air Command queria o F-X com velocidade máxima de Mach 3.0, o que iria afetar seriamente a capacidade de manobra da aeronave. Boyd insistiu na velocidade máxima de Mach 2.0, quando começou a perder a batalha pelo projeto. A aeronave voltou a ter 19.000kg de peso, com performance boa, mas inferior à planejada anteriormente.
O maior temor da USAF de que a US Navy não aceitasse o F-111B nas operações em navio-aeródromo tornou-se real. Os almirantes informaram que a Marinha já tinha projetado seu próprio caça chamado F-14 Tomcat e se o Congresso liberasse o dinheiro alocado para o F-111B, a Marinha iria fabricar o F-14 com ele.
A Marinha disse que a velocidade máxima do F-X era lenta em comparação com o MiG-25 e por isso o projeto do F-X deveria ser cancelado. Os almirantes disseram que o F-14 faria tudo muito melhor que o F-X e que a Marinha ficaria feliz em “ajudar” a USAF e venderia seu caça para a Força irmã.
A USAF enfrentou as acusações dizendo que a velocidade máxima do F-X era de Mach 2.5 e que combinada com o míssil AIM-7 Sparrow, seria suficiente para conter o MiG-25. Boyd realizou audiências no Comitê House Armed Services dizendo que o futuro do F-X esbarrava no projeto de asas móveis (swing-wing).
O Comitê acabou não aceitando o projeto com asas móveis, e o F-X se transformou no caça F-15 Eagle. A USAF não precisou comprar outro projeto de caça da Marinha.
Apesar da popularidade do filme “Top Gun” de 1986, o projeto de geometria variável do F-14 Tomcat tornava-o pesado, suas turbinas eram fracas para seu tamanho e ele tinha pouca manobrabilidade.
Fighter Mafia
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Um F-16 demonstra seu raio de curva
em comparação com um F-4E Phantom
John Boyd não desistiu da sua visão de um pequeno caça altamente manobrável, com alta razão peso-potência. Ele sugeriu que a USAF deveria ter um avião de “backup”, caso o projeto do F-15 falhasse.
Boyd, o coronel Everest Riccioni e Pierre Sprey formaram a “Lightweight Fighter Mafia” para promover suas ideias no Pentágono. Boyd não estava feliz com a maneira com que a USAF tinha mudado o projeto original do F-15.
Ele queria um projeto de caça simples diurno, com 9.000kg de peso, e com menos arrasto, com uma performance muito melhor que o F-15. Riccioni conseguiu a verba para que a Northrop desenvolvesse o estudo inicial do YF-17 e a General Dynamics o do YF-16.
Enquanto isso, a mídia focava no alto custo do F-15 e na baixa performance do F-14 Tomcat. O governo Nixon pressionou o Secretário da Defesa Melvin Laird para colocar o sistema de aquisições militares na linha.
Laird deu a missão ao seu assistente David Packard, que aprovou o projeto do caça leve (lightweight fighter project). A USAF ativou oficialmente o projeto em dezembro de 1970. A “Lightweight Fighter Mafia” queria procedimentos realistas para a competição entre os protótipos. Ambos os caças teriam que voar em cenários realistas de combate contra caças MiG mantidos em segredo numa base no complexo de Nellis.
Os estudos do caça leve mostraram que o caça teria melhor performance que o F-15 Eagle, mas esta informação deveria ser mantida em segredo, porque a Força Aérea não queria que o protótipo fosse superior ao F-15.
Em abril de 1972, o Secretário de Defesa Laird aprovou a construção dos caças competidores. No final de 1971, Boyd recebeu ordens para ir ao Vietnã numa base secreta na Tailândia e partiu para lá em abril de 1972, quando o protótipo do projeto do caça leve foi aprovado.
>>>Continua em próximo post.
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Mas e os F5E Tiger II, ontem se equadram nesta história de E-M no Vietnan???? Os agressores de Miramar não seriam a resposta para as questões de Boyd no Vietnan…
Mistério para o complexo industrial militar americano…
Se os F4E e F105 estavam levando pau dos Fishbed porque não investiram nos F5EII?
Wolfpack, a filosofia reinante era a do caça “Bigger-Higher-Faster-Farther” que quase afetou também o projeto do F-15.
O F-111 seguia essa mesma linha. Os militares não gostavam de caças pequenos e os industriais menos ainda.
Então o F-16 é ou era o melhor caça dogfight até a chegada do F-22 e F-35???
Wolf, creio que os esquadrões agressors foram criados ou na fase final do Vietnam ou após ele, justamente por conta da dificuldade de combate e para treinar novas táticas.
“Wolfpack em 28 mar, 2010 às 11:31″
Isso eles não iriam aceitar de forma alguma amigo.
Como eles iriam explicar ao congresso e a opinião pública, o gigantesco gasto e a impotência do F-4 diante do MIG-21, já que eles já tinham o caça ideal para enfrentar de igual para igual os MIGs com um custo tremendamente inferior.
Ia ter general tomando chute na bund@.
Rodrigo, o F-16 ainda manobra melhor que o F-22 e o F-35, no quesito curva sustentada.
O F-22 não é um caça para dogfight, ele foi idealizado para detectar primeiro e atirar primeiro, fora do alcance visual do inimigo, dar meia volta e desengajar.
Se ele entrar no campo visual do inimigo, é um caça muito grande e fica vulnerável demais.
O F-16 ainda tem a melhor taxa de curva sustentada (sustained turn rate), melhor que o F-22 e F-35.
Obrigado Galante, mas tem certeza que o F22 com TVC perde para os Falcões no raio de curva sustentada?
O Video da FIDAE 2010 mostra o F22 fazendo manobras que só tinha visto com os acrobatas Russos…
[]s
Por sinal que foto fantástica dos raios de curvas do Fantasma vs os Falcão.
F-22 deve perde pra muitos no dodfight ele atira e depois corre….
é ais um bombardeio aereo
Obrigado Galante!
Então nossos vizinhos Chilenos fizeram uma boa escolha para o cenário sul-americano atual, futuramente deverão ser os primeiros a utilizarem os F-35 na américa do sul, já que a tempos se alinham político-economicamente com os EUA…
O post está excelente, li o primeiro também!
Nos EUA o F-16 é com certeza o melhor caça de sua geração em combates a curto alcance, no mundo ele rivaliza com o Mirage-2000 e Mig-29 aviões incríveis que muitas vezes se mostraram superior ao F-16 sem tirar seu brilho. Com tudo hoje com o aparecimento da dubla dinâmica (Rafale e EF-2000) o F-16 já não figura como “o” caça de antigamente, mesmo assim inspirando muito respeito por onde passa.
Já o F-14 diferentemente do que “alguns” dizem não estar na mesma classe que qualquer avião citado grande, pesado, caro e de manutenção complicada, com um RSC imenso só se garantia mesmo por seu tremendo radar (Hughes AN/AWG-9 capaz de identificar um avião de RCS 5m2 a 160 km) e suas armas não menos incríveis (AIM-54 com um alcance de 184 km), mas com o aparecimento do Mig-29 e do Su-27, o F-14 ficou em uma situação muito ariscada, já que esses podiam esquivar dos mísseis lançados contra eles e logo depois atacá-lo de forma mais eficiente devido à falta de agilidade do F-14.
sds
Sim Wolfpack, essas manobras são feitas para impressionar os leigos, na verdade o uso prático delas num combate real é bem pequeno, principalmente porque são feitas em baixas altitudes e em baixa velocidade, o que para um caça significa a morte.
A vantagem do TVC é você poder obter um snapshot, uma solução de tiro em curtíssimo espaço de tempo, usando a taxa de curva instantânea, apontando rapidamente o nariz do seu avião para o alvo. Mas a instantânea, por definição não é sustentada, o avião perde energia, aumenta o arrasto e vira um “sitting duck”.
Para o caça em combate aéreo, o melhor é usar sua capacidade de curva sustentada, que é aquela onde ele usa sua “corner velocity”, mantendo o máximo de graus por segundo com sua velocidade máxima naquela altitude.
Ele mantém o nível de energia, pode disparar seu armamento e desengajar se sentir que vai estar em inferioridade, para sobreviver e lutar outro dia.
Carl94fn, o F-16 não é da mesma classe que o EF2000 e o Rafale, que são bimotores e devem ser comparados com o F-15.
Por que você acha que o YF-17 perdeu para o YF-16?
“…queria um caça pequeno, de um só motor e muito manobrável, que tivesse uma relação peso-potência melhor que qualquer outro caça no mundo. …”
Será então que a concepção do Grippen NG se encaixaria nessa idéia?!?! Sem falar das proezas do F16, também um monomotor.
Fantástica matéria, muito voa mesmo.
Belo post ,muito boa materia ,
Parabéns Galante pelo poste,e dessa vez quem comprou o projeto do irmão foi a marinha,ficaram com o YF-17,conhecido como F-18,e hoje F-18 Super Hornet
Já estou ancioso pelo proximo
Excelente matéria! A primeira parte já estava ótima! De imprimir e guardar dentro do meu “livrão” AVIÕES DE COMBATE F/A-18 HORNET!
Mas é decepcionante saber que aviões com geometria variável não são bons…
Realmente sensacional esse post!
Parabéns!
Sobre o conteúdo, podemos tirar muitas lições dessas poucas e ótimamente bem colocadas linhas:
A parte em que ele fala que preferia um caça monomotor de pequeno porte é emblemática e serve para muita gente que critica os monomotores.
De fato, o F-16 tem uma história incrível, inclusive em vitórias em comate aéreo.
E já li muita gente boa dizendo que o F-15 é uma ótima plataforma de armas e sensores, com um belíssimo empuxo, um verdadeiro tanque voador. Mas que de fato não é nem nunca foi o melhor avião a voar, como muitos sempre pintam por aí.
Outro ponto interessante é como Boyd persegue a perfeição, supondo sempre que os aviões americanas estavam um passo atrás do desenvolvimento dos aviões russos. E, de fato, embora a doutrina de emprego e manutenção fossem diferentes da ocidental, o desenvolvimento aeronáutico russo é uma lição para qualquer país, ao contrário do que dizem por aí.
O último ponto que destaco como crucial é que o desenvolvimento de novas armas foi feito diretamente a partir de estudos e briefings com pilotos da linha de frente, que enfrentavam batalhas aéreas diárias. A evolução dos sistemas acompanhou perfeitamente as necessidades de quem iria pilotá-lo no futuro, independentemente do custo que isso geraria, e foi a indústria a se adaptar às necessidades dos pilotos, não o contrário.
É por essas e outras que eles atingiram o nível absolutamente invejável em que se encontram. Armas explêndidas, forças armadas bem equipadas e uma indústria de defesa experimentada e pujante não se consegue da noite para o dia, sentado em um gabinete soltando bravatas.
O último ponto de destaque é que em qualquer lugar haverá a briga de egos, necessidades e patentes. Cabe a alguém puxar para si a responsabilidade decisória e o peito de lutar pelo que é melhor para seu país. Os países onde prevalece o que é melhor para determinadas personalidades, viverão necessariamente no ciclo vicioso do subdesenvolvimento.
A maior lição que podemos tirar disso tudo é: princípios acima de personalidades; não o contrário.
“Mas e os F5E Tiger II, ontem se equadram nesta história de E-M no Vietnan???”
Em lugar algum, visto que o ac da Northrop era considerado como uma plataforma de interdição, apio tático e ataque ao solo, mas não como ac de caça.
Seu destino era substituir ao F-100 Super Sabre.
“Como eles iriam explicar ao congresso e a opinião pública, o gigantesco gasto e a impotência do F-4 diante do MIG-21…”
O F-4 não foi concebido p/ enfrentar o “Fishebed” em combate aéreo, mas sim os bombardeiros soviéticos, então manobridade não era requisito essencial, além do que os pilotos americanos eram manietados por regras de engajamento; que não se aplicavam aos norte-vietnamitas.
“…como crucial é que o desenvolvimento de novas armas foi feito diretamente a partir de estudos e briefings com pilotos da linha de frente, que enfrentavam batalhas aéreas diárias…”
No Ocidente isso gerou o F-104, sabidamnete um ac mto ruim de curva em se comparando c/ o “Fishbed”, uma clara contradição qnto as qualidades demonstradas pelos F-86 na Coréia.
Mauricio R.
Sei que isso parece clichê, mas “a história é feita de erros e acertos”.
Do naníco do Fresco á jamanta do Fidler, passando por Farmer, Fishbed, Flogger, Fitter, Fishpot, Flagon, quem SOZINHO fazia o que o F-4 Phantom, c/ tdos os seus mtos defeitos; fazia???
O Foxbat c/ tdo aquele desempenho, era tão versátil qnto o ac americano???
“John Boyd não desistiu da sua visão de um pequeno caça altamente manobrável, com alta razão peso-potência.”
Não seria baixa razão peso-potência???
Mauricio R.
Não entendi.
O que está em discussão é que foi, de fato, a primeira vez em que alguém se preocupou em melhorar a performance de toda uma força sobrepujando a briga de egos, a força da indústria aeronáutica e o lobby no congresso.
Veja bom, o Phantom foi (e para muitos ainda é) um baita avião. A era pós F-4 na força aérea americana inaugurou um desenvolvimento qualitativo impressionante dos meios aéreos americanos, especialmente no que se refere à família de mísseis ar-ar de curto, médio e longo alcances.
Mas tudo isso graças a escolhas acertadas.
A idéia era um sucessor para o Phantom que incorporasse toda a experiência em batalha dos F-4, sem seus defeitos (como por exemplo a manobrabilidade limitada e a ausência de canhão). E não tenho dúvidas de que o F-15 conseguiu essa proeza.
Quanto ao Mig 25, não foi concebido para ser versátil e sim para ser um interceptador supersônico. Aliás, também não possui canhões e confiava plenamente na primeira geração de mísseis BVR russos. As semelhanças com o F-4 terminam por aí. Foi uma pedra no sapato dos americanos até ser capturado de um piloto desertor em 1976.
Bela matéria,
Aprendendo muito aqui
Interessante saber que o F-16 foi feito para bater de frente contra os caças russos leves, em combate aproximado.
Um projeto muito bom, mesmo completando 40 anos. Graças a John Boyd. Esse sim era O CARA. Deve ter salvo a vida de muitos pilotos americanos com seus briefs, aconselhando os engajamentos de F-4 contra MIG-21 onde este não teria tanta vantagem.
Interessante saber que ainda hoje esse pensamento de quanto maior, mais rápido, mais pesado, mais longe ainda influencia alguns pensamentos.
[]‘s
Bronco,
Pelo tom dos comentários, p/ alguns o Mig-21 era o supra sumo da aviação de caça e o F-4, uma gata borralheira qualquer.
Assim a lista de aeronaves soviéticas serve p/ dar uma idéia de qntas aeronaves eles necessitavam p/ fazer o que o F-4 fazia.
Vc cita a ausência de canhão, mas o F-4E era dotado de canhão interno e voou em 1967, o canhão interno continuou ausente dos F-4 da Marinha e dos Marines, até os mesmos serem substituídos pelo Tomcat e pelo Hornet.
Tanto qnto o Phantom, o Foxbat tb teve uma versão de reconhecimento fotográfico/eletrônico e uma outra SEAD.
E foi na versão de reconhecimento que ele se mostrou a tal “pedra no sapato”, pois como interceptor não durou mto tempo nem na IA-PVO.
Como plataforma SEAD, basta dizer que foram as baterias de Hawk-PiP-1 iranianas, que lhe encerraram a carreira.
Boa materia Galante!
Ainda tem a entrada dos “Monstros” MIG-29 e SU-27.
Maurício
É meio dificil chegar a essa conclusão tendo lido a matéria e matérias anteriores do Aereo. Enquanto a doutrina americana estava contemplando o uso de vetores multifuncionais, os soviéticos utilizavam diversos vetores diferentes, produzidos em grande número, para realizar tarefas específicas.
Então embora o MiG-21 fosse muito mais ágil que o F-4 e tivesse uma melhor aceleração, o F-4 podia realizar (com algumas limitações) missões SEAD, Ataque ao Solo, Interceptação em regime BVR, escolta… Enfim, doutrinas diferentes, ambas aeronaves eram excelentes no papel a que desempenhavam, no caso do F-4, revolucionário inclusive.
O F-4 foi mantido pois era uma otima plataforma de armas e bombas
o que mudavam eram as taticas para compensar qualquer carencia.
O F-14 teve as turbinas trocadas e virou o Super Tomcat,muito melhor.Agora ,vejam na revista Asas a guerra do Irã-Iraque em que o F-14 antigo deu uma surra no MIG-25,e o TomCat usava o motor antigo.
O MIG-25 vinha a toda Mach 2.7 junto com os TU-22 Blinder,para
bombardear um porto no Irã,qual a razão do sucesso?A tatica seguinte,o F-14 que na epoca tinha um radar otimo traqueava os
Mig-25 e TU-22 e disparava o missil Phoenix Aim 54 que saia a
Mach 3 ,fazia uma parabola ascendente e descia a mach 5,destruindo
Migs e Tus.O que aconteceu?Os Russos receberam do Irã,F-14,F-4,F-5
e Exocet´s da guerra para estudo.Concordo que cada pessoa tenha
a sua preferencia militar ou politica,mas mudar a historia militar?
Acredito que Boyd introduziu com seus dados a serem levados em conta nos projetos,alem dos ja existentes.Se vc tem um projeto
melhor,vc pode usar uma tatica superior…
O Tomcat era pouco manobrável comparado aos caças que vieram depois dele, pois dos anteriores provavelmente só o Lightning britânico podia disputar um dogfight com ele e sair vencedor.
Galante, naquela matéria do Coronel Terrence Fornof, ele diz que a taxa de curva sustentada do F-22 é de 28°/s. O F-16C é de 21,5°/s. Só o Gripen com 30°/s seria superior ao Raptor. Os dados dos outros caças eu tirei desta página do site Sistemas de Armas:
http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/fx/fx04des.html
“Mauricio R. em 28 mar, 2010 às 13:29″
Não tiro o mérito do F-4, que foi um dos caças mais senssacionais da história da aviação, uma lenda aérea, mas da forma que foi usada no Vietnã. Ao que parece, os americanos subestimaram o pequeno MIG e ficaram numa enrascada para explicar as derrotas dos seus F-4 nos combates.
Putz sem palavras, matéria muito boa mesmo !
“…os americanos subestimaram o pequeno MIG e ficaram numa enrascada para explicar as derrotas dos seus F-4 nos combates.”
Entre as guerra da Coreia e do Vietnan, na doutrina americana não existia mais isso de combate aéreo.
Era engajar o alvo de longe, disparar o míssil, confirmar a destruição e retornar.
Então as plataformas p/ essa doutrina (F-101; -102; -104; -105 e 106) não contemplavam a manobridade como essencial.
Some-se a isso algumas regras de engajamento que lhe tolhiam a melhor maneira de guerrear, a identificação visual dos alvos era obrigatória, bases aéreas não podiam ser bombardeadas e vc concede a iniciativa ao adversário.
Interessante que em 1972 qndo essas regras de engajamento foram suspensas e havia mtas tripulações treinadas ou pelos Agressors ou pela Top Gun, chovia Mig do céu.
“…o F-4 podia realizar (com algumas limitações) missões SEAD…”
MA,
O F-4G Wild Wiesel era a versão SEAD do F-4, equipada c/ a suite de localização AN/APR-38, depois atualizada pela AN/APR-47.
O projeto do F111 como caça é a prova definitiva que leigos não devem se meter na escolha e projeto de aviões de combate.
Algum paradoxo com a nossa república de bananas ?
Excelente segunda parte.
Complicado esta comparação de cenários. Os EUA estavam em plena guerra do vietnam desenvolvendo seus novos vetores… Claro que a doutrina “bigger…” visava aumentar a sobrevivência em combate do equipamento americano. O F4 e o F111 são fruto desta visão. boyd é que teve a visão de que antes de sobreviver, era preciso poder lutar, se manter em combate e mais que isto, ter -expressão da moda – “consciência situacional” do combate.
O F-16 pode ser inferior a outros caças posteriores, mas indiscutivelmente é confiável, estável, econômico e ágil. É um equipamento que reflete a pesquisa intensa em busca de soluções para o imprevisível (a URSS e seus prodígios de força) e para o possível (a ineficiencia da USAF no vietnam contra os MiG-21).
Deu no que deu. O F-16 até hoje, mesmo defasado tecnologicamente, é perfeitamente funcional em suas missões básicas. Não é a toa que a romênia comprou Block C usadinhos para substituir seus Lancer de 40 anos… Não se pode comparar o F-16 com, por exemplo, o F-35.
“…(a ineficiencia da USAF no vietnam contra os MiG-21…”
Se vc procurar ler algo sobre a Operação Bolo, vai ver que essa superioridade dos Mig-21 era ilusória.
Bastou negar-lhes a possibilidade tática preferida e foram varridos do céu.
“Não é a toa que a romênia comprou Block C…”
A Romênia está comprando tanto F-16 Block 25 usados como Block 50/52 novos.
Enquanto Boyd corria atrás de chegar a uma avião pequeno ideal para a USAF, o quê será que os russos planejavam em seus falados “gabinetes de engenharia”. Boyd propunha aviões de caças pequenos, os soviéticos rumavam cada vez mais para caças maiores com dois motores. hoje eles tem a familia Sukoy e MiG 29, 30, 31 que podem levar muita munição.
Os F-16 são tão bons, com uma aerodinâmica tão afinada, que com poucas modificações superaria seus concorrentes mais novos, se já não supera . Não estranharia de saber daqui a alguns dias sobre uma verão Block 70 ou 80. Acho que a estratégia chilena é de longe a mais coerente entre as forças da América Latina.
Alexandre Galante
Não acho que um avião pode se considerado de outra classe só porque tem um ou dois motores, afinal tanto F-15E, F-16C, F-18C/E Mirage-2000-5, Mig-29, EF-2000, Rafale, Gripen são todos caças bombardeiros com melhor e pior desempenho, mas todos da mesma classe, “usados para as mesmas missões respeitando suas particularidades” (carga paga, autonomia, velocidade, etc).
Quanto ao F-18 que a marinha dos EUA escolheu, era um ótimo caça, mas veja que é o F-16 que continua sento fabricado até hoje, o modelo usado pela marinha deles é o SH um avião apenas parecido esteticamente e com o mesmo nome, mesmo que o F-16 tenha mudado muito não se pode comparar as mudanças de um e outro, na minha humilde opinião o F-16 é um super caça o melhor de sua geração nos EUA e se a marinha tivesse escolhido não teria se arrependido (não que tenha se arrependido do F-18A/B/C/D).
Sds Alexandre Galante
“que com poucas modificações superaria seus concorrentes mais novos”
(F-16i-sufa)
http://www.globalsecurity.org/military/world/israel/f-16i.htm
http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/f-16i-block-52-sufa-1.jpg
Fantástica matéria. Parabéns ao Aéreo.
No mais, interessante seria alguns que criticam tanto o vetor da SAAB por ser pequeno (a ponto de alguns chamarem-no de “LIFT”) atentarem para as vantagens da ultramanobrabilidade de caças menores.
Sds.
Muito boa matéria! congratulations Galante!
Vader em 28 mar, 2010 às 21:45
Falou e disse Tio Vader…errado está o Boyd rs.
[]‘s
Tá safo Maurício.
O F-4 é o mais hiper, baita, super, mega, imbatível, cacilds caça de todos os tempos.
Se eu fosse um piloto de caça no vietnã, ficaria com o F-5E só para garantir que a minha mãe não iria chorar primeiro.
“o F-16 é um super caça o melhor de sua geração nos EUA e se a marinha tivesse escolhido não teria se arrependido (não que tenha se arrependido do F-18A/B/C/D).”
Carl94fn,
provavelmente o Galante irá concordar comigo. O F-16 é “fraquinho”
demais para pousar em porta-avioes…tanto que pouso em porta-avioes é referido como uma colisão controlada e as aeronaves navais precisam ser reforçadas. Adaptar o F-16 para porta-avioes não seria uma boa idéia, pois ele perderia muitas das caracteristicas que o tornaram famoso.
abs
só fazendo referencia a “operaçao bolo” que o Mauricio R. fala ali…
tenho uma revista que diz exatamente assim:
“… a Operação Bolo acabou reunindo cerca de 200 aviões. A força de ataque abrangia 14 patrulhas de Phantom, seis de aviôes contra-radar F-105 Wild Weasel e quatro de f-104 de reforço. Além desses 96 aviôes, Olds contava com mais uma CENTENA de aviões em missões táticas, de reabastecimento, alerta antecipado e de resgate.”
no final da matéria fala que eles conseguiram derrubar 7 migs.
Aos meus olhos usar 200 aviões pra derrubar 7 pra mim não é muita vantagem do vetor não.
Portanto, eu ainda acho o mig-21 muito melhor em dogfight que o Phantom. E o Phantom muito melhor em ser um avião pau-pra-toda-obra.
“A “kill rate” de 10:1 da Coreia caiu próxima da paridade e era até mesmo vantajosa para os Norte Vietnamitas. Depois da guerra, somente um piloto da USAF tinha o status de Ás (os outros dois eram WSOs), com 5 “kills”, enquanto o Vietnã do Norte tinha 16 ases que eram veteranos de combate e lutaram no ar por anos.“
Quem assiste The History Channel e Cia. pensa que é o contrário e que o F-4 é uma excelente aeronave, mas na verdade é uma das mais odiadas pelos próprios pilotos americanos.
Engraçado que se vê muita propaganda dos F-4, F-15, F-18 e F-14, mas não se vê muito do F-16.
Fala baixo Raul Cotrim de Mattos, senão o Maurício pode ouvir.
“Aos meus olhos usar 200 aviões pra derrubar 7 pra mim não é muita vantagem do vetor não.”
Vc não está considerando que os norte-vietnamitas teriam que se interessar, em engajar os americanos.
Lembre-se que a tática vietnamita era bater e fugir, não enfrentar combate cerrado.
Diferente da Coréia aonde grandes formações americanas e chinesas/norte-coreanas se enfrentavam rotineiramente.
Observações:
1-) De 56 aeronaves F-4 americanas designadas p/ a operação, 26 entraram na área-alvo e dessas 12 efetivamente combateram aos Migs que tentaram engaja-las.
2-) A “força leste” devido ao mal tempo, não decolou p/ engajar aos norte-vietnamitas.
3-) Os norte-vietnamitas dispunham de 14-16 Mig-21 á época, além dos 7 abatidos e 2 prováveis vitimados na operação, o 555th TFS abateu + 2 Migs, logo em seguida a própria Operação Bolo.
“Quem assiste The History Channel e Cia. pensa que é o contrário e que o F-4 é uma excelente aeronave,…”
McDonnell F-4 Phantom – Spirit in the skies
World Air Power
Jon Lake
Modern Fighting Aircraft: F-4
Salamander
Doug Richardson / Mike Spick
Com era aquela campanha da MTV??? Desligue a TV e leia um livro???
Sem palavras pela matéria. Bravo Galante!
O interessante, é que com a utilização cada vez mais maciça de tecnologias de discrição, Boyd deixará o termo de “gênio” e passará a utilizar o termo “Profeta” dos combates aéreos futuros.
Abs.
Olá,
Parabens, otima continuação, já estou ansioso pela continuação….
Abraços,
Muito boa a matéria,
quanto a comparação entre caças, esta é sempre muito complicada. Vários fatores têm que ser considerados. Por exemplo, o mustang não era exatamente o “melhor” caça da IIGM, mas o alcance dele foi fundamental para os americanos. Por outro lado o Me 262 era muito superior que todos os seus pares, mas muitos foram perdidos em combates, parte destas perdas ocorreram pela pouca proteção aos aeródromos alemães.
Só para contribuir com o debate… o MiG 21 custava cerca de 1/4 do custo do F-4.
A foto do F-4 e F-16 é muito didática. Observem o enquanto o F-4 realiza uma curva com raio fixo o F-16 realiza uma curva em espiral…
Complementando o meu post anterior:
No enfrentamento com os dois lados com tecnologia de discrição avançada (pois incluem também outras assinaturas – repararam na assinatura acústica do vídeo do F-22? Uma câmera com IR iria bem nesta apresentação…risos) os combates aéreos se dariam no ambiente visual, pois os caças só se perceberiam mutuamente, muito perto, conforme aprendi com o gato mestre Bosco.
Aí e na base do míssil de curto alcance e canhão, onde Boyd é rei.
No ambiente além do alcance visual, entendo, que Boyd não é tão prioritário na plataforma aérea em si, mas o é nos mísseis.
Resumindo, o cara é f… mesmo quando não é essencial (plataforma), mesmo assim, é essencial (mísseis). Capiche?
Abs.
O curioso em tudo isso é que o John Boyd era “o cara” na arte da aviação de combate e “ele” falou:
“No Vietnã, o F-105 e o F-4 Phantom eram as aeronaves erradas para as tarefas que estavam cumprindo. O F-105 estava sendo usado como avião de ataque, enquanto o grande e pesado F-4C estava sendo usado como caça e não era páreo para o MiG.
Boyd também mostrou que os mísseis ar-ar americanos Sparrow e Sidewinder tinham uma performance sofrível e podiam ser facilmente evitados em manobras evasivas.”
O cara falou isso, e é por esse motivo que se “eu” fosse um piloto da caça no vietnã, iria me sentir muito mais seguro no cokpit de um F-5 do que de uma banheira voadora chamada F-4B/C/D.
Só teria mais confiança com os F-4E com os Sparrow de garações mais avançadas, mesmo assin o John Boyd recomendou desenvolver um outro caça para a USAF de pequeno porte e daí nesceu o execpcional F-16.
Agora pode me bombardear de novo, rsrsrs…
“…mais seguro no cokpit de um F-5 do que de uma banheira voadora chamada F-4B/C/D.”
E quem disse que o cockpit de um F-5, seria seguro nos céus do Vietnan do Norte???
Lembre-se de que os Super Sabre tb não operavam alem da DMZ.
Maurício,
claro que os vietnamitas utilizavam táticas de escarmuça… As rotas de recebimento de armas e veículos era monitorada pelos americanos, a reposição de equipamento demorava muito tempo vindos da China e URSS. Muitas vezes durante as operações de bombardeio americana (não sei dessa Operação Bolo se foi o caso) os MiGs eram evacuados de helicoptero dos aerodromos e colocados em abrigos camuflados em florestas proximas para evitar serem bombardeados e só reposicionados após a reconstrução das bases… Os americanos tinham 10x aeronaves que a VPAF, a tática tinha de ser essa e a kill rate dos MiG-21 acabou sendo favorável.
E no comentário anterior o “(com algumas limitações)” não se referia às missões SEAD, mas à interdição WVR por exemplo e ataque ao solo.
Existe muita polemica sobre o embate MiG 21 X F-4, mas pouca sobre MiG 21 X F-5… a Asas publicou uma extensiva matéria sobre o MiG 21 com as mais diversas fontes e a contabilidade é ruim para o F-5.
Como falei comparar caças não é tarefa simples, além disso o que tem que ser comparadas são forças em combate efetivo e não somente os caças.
abrs,
Vc tem um F-4 na garagem???
Hehehehe… não esquenta a cabeça não Maurício. Todo o mundo sabe que o F-4 foi um baita caça. A intenção foi colocar pilha mesmo.
Não fica com raiva não, heim?
Um abração meu amigo.
Senhores,
Tenho uma visão um pouco diferente que alguns aqui.
Sim, o F-4 não era páreo para um MIG-21 para o dogfights, pois ele não foi projetado para isto, a “filosofia” do uso do mesmo envolvia o uso de misseis para abater os seu inimigos (a mesma ideia dos F-14, F-15 e por que não do MIG 25), então não que o MIG 21 fosse melhor que o F-4 e sim que os misseis empregados pelo americanos ainda não estavam pronto como os militares queriam.
Agora os meus achismos, até a chegada e a integração dos AIM-120 AMRAAM nos F-16, o F-15 era considerado sem dúvida alguma o melhor caça americano e os combates comprovam que foi o melhor da sua época, mesmo hoje é ainda considerado superior ao F-16 (apesar de serem caças diferentes com concepção e usos diferentes).
O F-16.
Ácho o F-14 um avião muito bonito, é fantástico ver dois, um com as asas totalmente aberta e a outra fechada lado a lado, é um baita (literalmente) caça, por sinal o F-105 também é enorme..Chega ser dificil acreditar que voe.hehehehe.
Finalmente, o F-4 não é um projeto da USAF e sim da USNAVY (como já foi dito aqui), a USAF nunca engoliu bem o F-4, mas dizem que o A-7 Corsair mesmo sendo um projeto da USNAVY foi bem recebido pela USAF (acho dificil ser verdade, não sei se o autor queria elogiar o avião, mas já li sobre isto).
[]
“…os MiGs eram evacuados de helicoptero dos aerodromos e colocados em abrigos camuflados em florestas proximas para evitar serem bombardeados e só reposicionados após a reconstrução das bases…”
MA,
Era mto comum os vietnamitas do norte mandarem seus aviões se refugiarem na China PRC, não necessitavam de helo p/ isso.
Salvo ocasiões bem especiais, as bases aéreas vietnamitas não foram mais atacadas entre o fim da “Rolling Thunder” até as “Linebacker”, as regras de engajamento proibiam isto.
“…a Asas publicou uma extensiva matéria sobre o MiG 21 com as mais diversas fontes e a contabilidade é ruim para o F-5.”
Aqui no próprio blog, tem um tópico em que os soviéticos testando o F-5 contra o Mig-21, ficaram impressionados como era fácil sobrepujar ao seu próprio ac c/ a aeronave americana.
Se tem uma revista que eu confio, desconfiando, essa é a Asas, o revisionismo esquerdóide deles é de matar.
Até editorial condenando a expansão da OTAN, pelo leste europeu já publicaram.
Tdo mto ao gosto de Moscou.
“Mauricio R. em 29/03/2010 às 22:16″:
Maurício,
Acho (repito, acho) que o F-5 do comentário que vc copiou é um erro de digitação, dado que o leitor estava argumentando especificamente sobre o Phantom, e não vi lógica, quando li o texto, na aparição do F-5 assim de repente, numa contabilidade que não faz sentido algum.
Relacha Maurício.
Era só pilha da galera homi.
Fica frio, vc está muito tenso, rsrsrsrs…
Já que a matéria está fria, creio que posso jogar um pouquinho pra política….
Não entendi, Maurício, porque tentar, enfim, apurar dados históricos com maior acuidade é algo ruim por parte da ASAS. Décadas de influência americana nos cegaram para os fatos, agora os historiadores tem a liberdade de escavar a realidade dos acontecimentos e isso é tido como “revisionismo esquerdóide”?
Bom, pode até ser seu ponto de vista e respeito que o tenha, mas a ASAS é uma revista respeitada e nunca quaisquer de suas matérias tecnicas ou históricas é feita sem conteúdo embasado e fontes de referência e pesquisa.
A diretoria dela aparentemente tem mesmo uma tendência “russófila”, mas nada mais é que a necessidade que desvendar uma verdade/realidade que a pouco estava vendada de nossos olhos.
Abs
Em que consiste a teoria E-M?
Não achei a explicação.
Gismar,
Está na parte 1 dessa série sobre John Boyd – é o primeiro link da lista ao final da matéria.
Há também a parte 3. Para acessá-la, você pode usar o campo busca do blog.