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Pentágono suspende proibição do uso de bombas de fragmentação

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F/A-18D Hornet lança bombas de fragmentação CBU-99

WASHINGTON – O Pentágono adiou indefinidamente uma proibição planejada sobre o uso de certas bombas de fragmentação, que liberam submunições explosivas ou “bomblets”. Os militares dos EUA consideram-nos uma arma legítima e importante, embora os críticos digam que matam indiscriminadamente e representam riscos para os civis.

Um tratado internacional de 2010 proíbe o uso de bombas de fragmentação, mas os EUA não são signatários.

A administração de George W. Bush declarou em 2008 que, depois de 1º de janeiro de 2019, os Estados Unidos continuariam a usar bombas de fragmentação somente se cumprirem um padrão de desempenho de falha de detonação de 1% ou menos. Esse padrão é importante porque as munições de fragmentação armadas e não explodidas deixadas no campo de batalha representam um perigo a longo prazo para os civis.

Tom Crosson, porta-voz do Pentágono, disse que, apesar dos esforços para desenvolver munições cluster mais confiáveis ​​e, portanto, mais seguras, os militares dos EUA não conseguiram produzir bombas com taxas de falha de 1 por cento ou menos. Ele disse que não está claro quanto tempo poderia demorar para alcançar esse padrão e, portanto, o Pentágono concluiu em uma revisão política de durou meses que deveria deixar de lado o prazo de 2019 e permitir que os comandantes autorizem o uso das armas quando julgarem necessário.

A nova política criou críticas imediatas. Mary Wareham, diretora de divisão de armas da Human Rights Watch, afirmou que não há motivos convincentes para o uso de munições de fragmentação.

“Os EUA dizem que não podem produzir munições de fragmentação seguras”, por isso decidiu continuar usando as inseguras”, disse ela. “Condenamos essa decisão de reverter o longo compromisso dos Estados Unidos de não usar munições de fragmentação que falhem mais de 1% das vezes, resultando em submunições mortíferas e não explodidas”. Sua organização é presidente da Cluster Munition Coalition, uma campanha internacional que busca eliminar bombas de fragmentação.

Uma nova política do Pentágono aprovada quinta-feira apaga o prazo de 2019 e afirma que as armas são legítimas, não necessariamente um risco humanitário, e são importantes para ataques de guerra em “alvos de área”, como as formações de tropas inimigas.

A nova política autoriza os comandantes a aprovar o uso de bombas de fragmentação existentes “até quantidades suficientes” de versões mais seguras serem desenvolvidas e colocadas em campo. “Mais seguro” significa cumprir o padrão de falha de 1 por cento ou desenvolver bombas equipadas com um mecanismo de autodestruição ou que podem ser inoperáveis ​​em 15 minutos ou menos pelo esgotamento de sua fonte de energia.

A política não define o que se qualifica como “quantidades suficientes” de armas mais seguras e não estabelece um novo prazo.

Hornet decolando com bomba de fragmentação em 2003 para atacar alvo no Iraque

Na prática, os EUA raramente usam bombas de fragmentação. O Pentágono diz que seu último uso em larga escala foi na invasão do Iraque de 2003. Elas poderiam ser considerados importantes para uso em um conflito de grande escala, como uma guerra terrestre contra a Coreia do Norte.

Em um memorando assinado no dia 30 de novembro, o vice-secretário de Defesa, Patrick Shanahan, disse que os EUA continuam empenhados em colocar armas que são eficazes na guerra e que “minimizem os danos involuntários” para os civis e forças dos EUA e  parceiros.

“Embora o Departamento (de Defesa) busque montar uma nova geração de munições mais altamente confiáveis, não podemos arriscar o fracasso da missão ou aceitar o potencial aumento de vítimas militares e civis, perdendo as melhores capacidades disponíveis”, escreveu Shanahan.

“As munições cluster são armas legítimas com uma utilidade militar clara”, escreveu Shanahan. Ele também afirmou que as munições de fragmentação “podem resultar” em danos menos intencionais para civis e outros que outros tipos de armas em certos alvos, como formações em massa de tropas inimigas e alvos sensíveis ao tempo ou em movimento.

Por lei, os EUA não podem fornecer munições de fragmentação a outros países, a menos que atinjam o padrão de falha de 1 por cento.

FONTE: CBS News

113 COMMENTS

  1. É logico que as bombas fragmentação de hoje são mais eficientes que as usadas na 2ww, ficar com essa conversa fiada de prejudicar civis, me poupa dessa! O comandante da missão sabe o que faz e guerra é guerra não é disneyland…

  2. Será que isso se aplica somente às bombas ou a todas as armas americanas que utilizam bomblets (submunições explosivas) ?
    Vale salientar que os EUA utilizam bomblets em diversos tipos de armas, a começar dos foguetes Hydra 70 até mísseis como o Tomahawk e ATACMS.

  3. “Matam indiscriminadamente “. Essa é boa! A guerra é pra matar. Ninguém vai lançar uma cluster no meio de uma cidade. Mas, numa linha de vôo, numa linha de obuseiros no terreno, numa concentração de veículos militares, com certeza.
    Quando os ingleses lançaram clusters sobre o aeródromo argentino em Goose Green será que “mataram indiscriminadamente “?

  4. Não sou de defender os EUA, mas eles como nação são autônomos para decidir que tipo de arma quer manter e usar em caso de guerra. A ONU tb esta certa em pressionar pela proibição de tal arma, mas é a nação que decide se acata a sugestão da ONU ou não!

  5. A crítica não é sobre o efeito em combate, mas após o combate, quando as bomblets ficam armadas e oferecem risco para a população civil que vai usar o terreno.
    O mesmo ocorre com minas. Durante a guerra civil em Angola as forças em combate usaram amplamente a minagem em áreas rurais. O resultado hoje, mais de quinze anos após o fim da guerra, é que eles têm uma legião de camponeses aleijados e todo ano há novas vítimas fatais e que ficam incapacitadas para o trabalho.
    Vi um dado de cerca de 60 mil inválidos, fora os óbitos.

  6. Pior que a bomblet não detonada é a radioatividade depois do uso dum artefato nuclear. Muita hipocrisia. A Sérvia e as Malvinas também estão cheias de minas até hoje. Na Colômbia também.

  7. Olá Colegas. Essa discussão foi bem longa em um post anterior sobre o problema deste tipo de armamento. Só para lembrar, mais de 90% das vítimas são civis, dos quais 40% crianças, principalmente em incidentes depois de encerrado o conflito. Além disso, em campo, a falha dos explosivos ultrapassa 25% nos dispositivos certificados para falharem em menos de 1%. Coloquei várias referências sobre o assunto. Talvez aqueles que se interessarem em estudar o assunto possam resgatar alguns daqueles estudos.

  8. Ótimo. Guerra é guerra e contra os ocidentais o eixo da resistência deve usar qualquer coisa, sem restrição: bombas de fragmentação, armas químicas e biológicas. Se a regra é não ter regra, que seja!!!

  9. Olá, amigos.
    Acho que traduzir “cluster bombs” como bombas de fragmentação causa confusão.
    Ogivas que se fragmentam têm o objetivo de aumentar a área de dano para além do ponto de impacto direto.
    Já as cluster bombs soltam submunições que podem ter explosão retardada, com objetivo de interditar operações por longo período, além de causar dano (e mortes).
    Abraços,
    Justin

  10. Pura baboseira ideológica. O que deve ser- ou talvez já o seja-proibido é a sua utilização em vilas, cidades, em países desérticos ou com pouca infraestrutura hídrica ,nas proximidades de recursos hídricos onde a população civil vá buscar água. Ademais, deveria-se estabelecer aos EUA, caso vencedores do conflito, a obrigação posterior de uma ampla varredura do terreno em busca das submunições e sua neutralização. Mas em tempos de guerra, jamais serem restringidos de usar.

  11. Antonio M 2 de dezembro de 2017 at 14:45
    “E vão deixar bombas atômicas nas mãos do louco coreano ?”

    Tem muito mais na mão do doido americano.

    Até um acabar o mandato e o outro ser deposto por forças internas vamos viver de coração na mão.

  12. Professor 2 de dezembro de 2017 at 16:26

    Onde que os “orientais” eram mais “éticos” em relação aos conflitos ?!

  13. Alex 2 de dezembro de 2017 at 17:15

    E quantas vezes a usaram mesmo na Guerra Fria? Bem diferente de estar nas mão de um chimpanzé bêbado déspota psicopata ….

  14. Antonio M 2 de dezembro de 2017 at 17:17

    O que tem a ver “Tem muito mais na mão do doido americano” com “E quantas vezes a usaram mesmo na Guerra Fria?”

    Durante a Guerra Fria o doido americano não tinha acesso ao botão vermelho.

    Sua opinião pessoal sobre o gordinho fanfarrão não faz diferença ao seguinte fato: Tem muito mais na mão do doido americano.

    A preocupação deve ser com o que pode vir dos dois lados. O q não falta é inconsequente neste imbroglio.

  15. Alex 2 de dezembro de 2017 at 17:28

    A muito tempo que “tem mais” nas mãos do ocidente.

    Vai querer comparar o ocidente e os pilares de sua fundação onde há uma bse moral que pode ser usada para impedir abusos (como você mesmo disse com “forças internas”) com uma ditadura comunista cujas bases são uma ideologia falida que nunca deu certo em lugar algum, que é uma seita criada por ancestrais recentes de um louco que não eram menos loucos do que ele ? Sério?!

  16. Antonio M 2 de dezembro de 2017 at 17:33

    O debate emperra quando vc fala de uma coisa especifica, de dois individuos, e o contrário insiste em falar de coisa diferente.

    Fica pro próximo tema. Abraços, vamos em frente.

  17. A única diferença é que o doido americano (e todos os outros doidos que vieram antes e virão depois) exercem um mandato por tempo determinado e prestam conta de seus atos à duas casas representativas que defendem à constituição do país… Só isso.

  18. A decisão para uso de uma munição cluster cabe ao comando da operação.
    Os ingleses utilizaram em Goose Green e não há kelpers mutilados por ela.
    Por que? Porque existe uma tal de Engenharia de Combate q faz a limpeza da área após a ação.
    Por ter muito possível efeito colateral deve ser bem avaliado, seu uso.
    Mas é válido.
    Sds

  19. Alex 2 de dezembro de 2017 at 17:28

    Foram perguntas simples, mas defender o indefensável que fica difícil não é mesmo ?

  20. A única pessoa na história a autorizar o uso de uma bomba atômica DUAS VEZES foi um doido estadunidense.
    Vir com essa história de excepcionalidade intelectual e moral ocidental / angloamericana é de uma estupidez atroz.

  21. Se tivesse ordenado QUATRO, sendo uma em Moscou e outra em Pequin, não estaríamos tendo essa conversa.
    Será que se a URSS ou a China tivessem chegado primeiro à “bomba” também estaríamos tendo essa conversa?

  22. Nilton Reis 2 de dezembro de 2017 at 19:03

    Precisa estudar um pouco mas sobre história obviamente não em livros do MEC.

    Já percebeu que em todas as visitas de presidentes americanos ao Japão, a mídia esquerdista logo propaga a tal pergunta “será que vai pedir perdão pelas bombas atômicas?” mas nunca pedem, nem mesmo o Clinton ou Obama o fizeram ?!!?

    Estude de verdade e verá por que usaram de tal poder para não ficar na base desse sentimentalismo ginasial …..

  23. Sempre o mesmo argumento ad nauseaum: nunca fazemos o mal! Se o fazemos, era porque era o certo a fazer! E que façamos nós, porque eles fariam muito pior! E blablabla. Isso A DESPEITO DE NÃO HAVER COMO DEFINIR SE “ELES” FARIAM PIOR, POIS APENAS NÓS TIVEMOS A TORPEZA DE O FAZER. É a síndrome da projeção em escala mundial.
    E por que não teríamos tido essa conversa? Estaríamos aqui em qualquer hipótese. Se atingissem Moscou, a Europa estaria falando russo atualmente; e, na época, não havia razão nenhuma – e ainda não há – para nukear a China.

  24. Não li se alguém citou acima mas não é ao acaso essa retomada do uso de fragmentação ( Muito eficaz) pelos EUA nesse momento!
    As bombas de fragmentação contra os 1.000.000.000 de soldados Norte coreanos seriam muito eficazes!
    Isso se não houver uso bombas nucleares!
    Espero que não usem nenhuma das duas opções!

  25. Pela sua lógica não havia também razão de nuclear o Japão em 45.
    E eles fizeram pior mesmo sem jogar duas bombas atômicas em ninguém. Os “orientais” comunistas superaram qualquer nível de torpeza matando 50 x mais de seu próprio povo só para poder criar dessa destruição o paraíso do proletariado.
    Não há relativismo moral aqui. É a simples constatação de fatos históricos.

  26. Pelamor Bosco, do que tu tá falando? Que orientais comunistas? Aqueles surgidos DEPOIS da WWII, isto é, depois de jogarem a bomba? Então os think tanks duzamericanu previram o comunismo na Ásia e se vingaram por antecipação? É tão difícil aceitar, mesmo com o sr. Trump, que não há régua moral que nos diferencie “deles”? Que, dada a oportunidade, seremos tão idiotas e cruéis quanto eles? Respeitosamente.

  27. A condenação da bomba nuclear é interessante. Os bombardeios incendiários diários Q matavam quase tanto surtiu efeito para a derrota japonesa?
    A atroz defesa de Okinawa evidenciou Q a invasão do Japão seria bizarra em baixas.
    A questão é:
    Você Q é contra a utilização da bomba, na posição de decisor, vendo seus jovens morrendo diariamente contra um inimigo atroz, sabendo Q seria pior a invasão, seus recursos se esvaindo, a possibilidade de acabar com a guerra, iria fazer o Q?
    Responda com a consciência e não com a ideologia. Responda sem a verborreia falasiosa Q se ensina só pra apedrejar EUA.
    Argumente bem, pq de IIGM, modesta parte, eu entendo um pouquinho, bem pouquinho.

  28. Só pra gente ter ideia do “problema” que representa essas armas cluster, uma granada de 105 mm dispersa 42 submunições.

  29. A atual configuração da maioria das modernas submunições (bomblets) de duplo emprego (antiblindados/antipessoal) é compacta e de fácil “empilhamento”, aumentando muito a quantidade levada pela arma (bomba, obus, foguete, etc.). Antes essas submunições de duplo emprego eram dotadas de uma cauda rígida com aletas, o que reduzia a quantidade possível de ser levada, hoje elas são como “copos” onde o corpo de uma se adapta na cavidade da outra. As aletas foram substituídas por tiras flexíveis ou por um sistema de frenagem inflável.
    Essa pequena evolução permitiu um avanço extraordinário a esse tipo de arma por permitir que o dobro de submunições possam ser levadas.

  30. Pelo menos eles tem uma meta de produzir bomblets mais seguras e também não exportam esse tipo de munição para outros países. Acho que isso já é muito mais do que fazem outros países

  31. “Eixo da resistência contra os ocidentais”? É sério que eu vi isso aqui meu povo? E qual seria esse “eixo”? Uma autocracia corrupta, um regime comunista totalitário, um psicopata adiposo e um regime fascista islâmico?

  32. Quem fala mal dos EUA ou defende o islamismo ou o comunismo.
    Foi doutrinado por muito tempo.
    Argumentos não importam.
    O cara gosta do gordinho e pronto.
    Só falta ir morar lá
    Essas viúvas do comunismo são assim..
    Usam a liberdade da democracia para critica-la.

  33. Os EUA fizeram mal em não atacar Pequim e Moscou em 1945.
    E cuba em 1961…
    As viúvas comunistas continuam bem ativas…

  34. Houve um post anterior sobre a venda de munição cluster do Brasil à Arábia Saudita e que o Brasil deveria assinar o acordo de não produzir este tipo de munição. Bem observem que os EUA suspenderam a proibição, e aí? Ainda bem que o governo aqui não assinou. Seria mais uma bestialidade nos assolando. Não temos que assinar nada e se quisermos empregar, exportar utilizar quando necessário problema ou melhor dizendo solução nossa. Concordo com Srs. Agnelo, Bosco Rinaldo Nery, JT8D, Tireless…lembrando numa guerra não existe este papo de “politicamente correto”, “bombardeio cirúrgico ou o sujeito mata ou morre. Em guerra eu vivo, inimigo(s) morto(s). Abraços. Para cada batalha seja na cidade ou no campo paga-se o preço da vitória ou da derrota. Sr Agnelo: caso não existisse três frentes contra à Alemanha nazista e esta conseguisse conter os aliados , a proposta era primeiro lançar a bomba atômica sobre àquela. ao passo que se Hitler conseguisse obter o mesmo artefato lançaria em Londres Nova York e Moscou. Estou certo? Okinawa selou o destino do Japão em virtude do grande número de baixas estadunidenses. Daí a utilização da bomba A. abraços a todos.

  35. A minha impressão é que tudo o que os EUA fazem baixam o pau e quando é os russos e o chineses todos aplaudem. Eles deviam seguir o exemplo do Brasil não é mesmo? Onde o desarmamento funciona tão bem que agora até estao discutindo o desfacamento. O uso de qualquer bomba é terrível, mais ter usar são coisas totalmente diferente se não fosse assim todos usariam nukes a toda hora.

  36. Caro JT&D. Por ser uma escolha arbitrária, colocar as discussão entre o politicamente incorreto ou correto exclui a necessidade de argumentos honestos ou de base factual.

  37. camargoer 3 de dezembro de 2017 at 8:37
    Caro camargoer, não estou defendendo que não haja regulamentação sobre o uso dessas armas, apenas não me sinto confortável discutindo quais maneiras de matar são mais ou menos éticas

  38. Olá JT. Excelente ponto. Essa é a questão que transcende a discussão simplória entre o PC e o PInC e eleva o debate para questões relevantes. Parabéns. Sua questão também me colocou em um situação de desconforto. A questão de haver ou não um limite ético para as discussões sobre armas é uma das melhores perguntas que já li aqui no blog. Eu não sei. Não sei se cabe a mim colocar isso aos outros mas parece importante que eu saiba qual é o meu limite. Obrigado por colocar essa questão.

  39. Off Topic,
    Se alguém ouvir falar de um novo ataque do Natimorto f-35 (i) Israelense “chamuscado” na Síria favor informar!
    Deu uma sumida!! Uai

  40. Sérgio Luis 3 de dezembro de 2017 at 11:15

    Natimorto (ou abortado mesmo) é o Su-57, que está correndo o sério risco de nunca ver a luz do sol e jamais entrar em serviço, ficando restrito à uma dúzia de protótipos.

    Chato demais né sô! KKKKKK

  41. Existe um Direito Internacional de Conflitos Armados (DICA), do qual o Brasil é signatário. Lá está previsto o que pode e o que não pode num conflito armado. Na estrutura da Força Aérea Componente existe a figura do LEGAD (Legal Advisor), que assessora o Estado Maior Combinado nessas questões. A FAB, anualmente, ministra curso de DICA e o MD promove seminários. Nas CRUZEX havia a figura do LEGAD, e situações simuladas eram treinadas.
    Somente para relembrar (não é uma crítica, entendam como quiserem), os EUA não reconhecem o Tribunal Internacional de Haia, e não se submetem a ele.

  42. Amigo Agnelo!
    Sabe responder um grande O PORQUE sobre a escolha das cidades com baixo nível de militarização e defesa aérea nula invés de atacar tal problemático distrito de Okinawa (ja que la é que deveria acontecer principal batalha e as baixas tão esperadas)?
    Sabe responder ONDE estava a principal força japonesa da época?
    Sabe responder em quantos DIAS os soviéticos tomaram TODOS os pontos estratégicos na Operação Tempestade de Agosto deixando Japão sem recursos e nem esperanças?
    Responda com a consciência e não com a ideologia.É isso..
    Ja comentamos sobre isso la em agosto num tópico sobre o bombardeio das Hiroshima e Nagasaki.Postei uns links sobre os estudos dos japoneses sobre assunto.Procure e vera outras perspectivas.
    Um grande abraço!
    OBS : inclusive , a guerra entre Japão e a Russia não acabou ate agora (como você deve estar sabendo :)).

  43. Sobre o tem.
    Arma eficiente e serve bem ao propósito de aniquilação.
    O grau de ética dos pacifistas deve ser respondido com um grau de bom senso : se HOJE o principal problema é uma manada dos terroristas que matam e aleijam os civis da-lha o remédio.Amanha vamos tratar de efeito colateral.Afinal o que é mais importante? Exite um mapeamento das munições aplicadas.Existe um método de desarme eletromagnético.Existem meio de resolver a situação.Mas…Muito pior é situação com os projeteis de urânio empobrecido espalhados pelo mundo de forma INCONTROLADA (!) e envenenando tanto usuários desses artefatos (tripulação e logística) como os civis moradores da área afetada.
    Ca entre nois..
    Queria ver esses vagabundos de colares brancos da ONU la no campo batalhando com AK (ou M-16 , tanto faz) cara a cara contra os bandidos repetindo a mesma mantra : nada de cluster , nada de cluster , nada de cluster..
    Um grande abraço!

  44. ScudB 3 de dezembro de 2017 at 12:44
    “inclusive , a guerra entre Japão e a Russia não acabou ate agora”
    .
    Falando nisso, os Russos estão se movimentando nas Kuril. Tá estranha a coisa por lá.

  45. Nilton Reis 2 de dezembro de 2017 at 19:03

    Primeiramente eu destaco que sempre desconfio de quem usa a palavra “estadunidense” e, no seu caso minhas desconfianças se mostram acertadas…..

    No mais, estupidez atroz é não estudar história pois quem a estuda sabe que Truman estava MUITO longe de ser um louco. Muito pelo contrário! A história é implacável em demonstrar que diante dos fatos que tinha diante de si o Presidente Norte-americano estava correto. Lamentavelmente o moralismo seletivo dos antiamericanos patológicos sempre pinta os ataques a Hiroshima e Nagasaki como crimes de guerra mas fazem questão de omitir o contexto. É fato que a despeito de estar em frangalhos, com suas cidades sendo varridas por devastadores ataques aéreos com bombas incendiárias, o Japão não iria se render. Os líderes militares, especialmente o Primeiro Ministro Tojo, queriam combater até o último civil. As sangrentas campanhas de Iwo Jima e Okinawa foram amargas prévias do que viria na planejada operação Downfall, onde se planeja a perda de 270.000 soldados dos EUA e 1 milhão de civis japoneses.

    Do lados dos EUA havia um país cansado de guerra, com a economia em frangalhos, os cidadão já não muito dispostos a provações tais como guardar o óleo de cozinha usado, economizar sucata e comprar War Bonds. Sem falar em ter de enterrar seus filhos ceifados em batalhas cada vez mais encarniçadas. De igual forma a moral dos soldados escalados para a tarefa era baixa, especialmente entre aqueles que seriam transferidos do TO europeu. Imagine para um soldado que penou nas praias da Normandia e nas Ardenas ter de enfrentar os fanáticos japoneses? Por tudo isso, as duas bombas restam plenamente justificadas.

  46. ScudB 3 de dezembro de 2017 at 12:44

    Lamentavelmente você está equivocado senão vejamos:
    – Quando dos ataques a Hiroshima e Nagasaki a ilha de Okinawa JÁ HAVIA SIDO TOMADA pelos EUA em uma batalha finda em junho de 1945, que custou 12.500 homens às forças aliadas;
    – A invasão soviética na Manchúria, e não em território japonês, não pode em hipótese alguma ser comparada à campanha norte-americana contra o país asiático. Antes de mais nada tal campanha se iniciou apenas em 08 de agosto de 1945, quando o ataque de Hiroshima já havia sido consumado e as forças japonesas já estavam muito debilitadas, e os soviéticos não vinham combatendo o Japão desde 1942. Não disputaram a batalha do Mar de Coral, não enfrentaram as hordas de soldados nipônicos nas selvas da Guadalcanal, não precisaram arriscar o cerne de sua força aeronaval em Midway, não combateram nas praias de Tarawa e Peleliu, não precisaram retomar as Filipinas e as Ilhas Marianas e tampouco desencadear uma custosa campanha de bombardeios estratégicos contra as cidades japonesas e muito menos disputaram as encarniçadas campanhas de Iwo Jima e Okinawa. O que ocorre é que lamentavelmente a historiografia russa atual (certamente sob o tacão do déspota do Kremlin) insiste em diminuir o papel dos aliados como EUA e GB e inflar em demasia o esforço russo no conflito.

    Por fim, Hiroshima era uma base naval de modo que era um alvo militar justificável. E foi escolhida pelo fato de, por ter sido pouco atacada durante o conflito, os estragos provocados pela bomba nuclear poderem ser melhor avaliados.

  47. Olá Cel. Nery. Fiquei positivamente surpreso pela figura do LEGAD na FAB. Isso só faz aumentar minha admiração pela instituição. Não sei se consigo imaginar o peso que recai sobre uma instituição como a FAB (e as outras armas) sobre as decisões que devem ser tomadas e sobre como é feito o treinamento da tropa, pensando no tipo de missão para a qual as forças armadas devem estar preparadas. É certo, sou incapaz de saber isso. Contudo, o contexto moral da necessidade das forças armadas e de sua missão é bem definido, ainda que o possa haver uma enorme discussão sobre os vários dilemas morais que possam surgir. O TJ&D, por outro lado, levantou uma questão adicional que, confesso, está me cobrando uma profunda reflexão, que é o limite ético e moral dos debates colocados aqui no blog e sobre a responsabilidade que temos sobre o que escrevemos em um contexto de um debate honesto de ideias. Sou um grande admirador seu e de outros colegas e sou grato pelo que aprendi em todos estes anos. Ainda assim, temos colegas que conseguem colocar questões ainda fundamentais que nos tiram das zonas de conforto. Parabéns ao blog.

  48. Pessoal, teve gente que comentou nesse tópico e o comentário ficou preso pelo doberman do blog. Mas o sujeito não teve paciência para esperar o comentário ser liberado por um editor e saiu xingando o blog, os editores etc. O pior é que é que não é leitor novo.

    É assustador o nível de estresse desse pessoal em um domingo de manhã. Essa vida de “keyboard warrior” não é fácil, até quando alguns vão demorar para aprender a debater com a cabeça e não com o coração?

  49. HMS TIRELESS 3 de dezembro de 2017 at 13:30
    “Primeiramente eu destaco que sempre desconfio de quem usa a palavra “estadunidense” e, no seu caso minhas desconfianças se mostram acertadas…..”

    Também nunca entendi essa historia de “estadunidense”. É um gentílico espanhol para designar os americanos e não português. Nem os portugueses os usam, nunca. Tem uns caras que te respondem, querendo se mostrar espertos, que americanos todos somos, por isso eles são estadunidenses e não americanos. Então fica aquela pergunta, o México é oficialmente a Republica dos Estados Unidos do México, porque eles também não são estadunidenses?

    Eu noto essa coisa de “estadunidense” principalmente em blogs e textos de um pessoal mais de esquerda, será que “pra pra marcar posição”?

    Em tempo, estou longe de ser um conservador ou de direita mas essa historia de estadunidense nunca me desceu, acho patético. Ou então meus professores de português eram todos uns completos analfabetos e os espertos são essa turma aí.

  50. Alexandre Galante, fiz um comentário sobre o comentário do

    HMS TIRELESS 3 de dezembro de 2017 at 13:30

    que não tem nada demais nele, mas está preso, pode tirar da casinha?

  51. “os EUA não reconhecem o Tribunal Internacional de Haia, e não se submetem a ele.”

    Lógico, a última coisa que Tio Sam ia aceitar era ver seus criminosos de guerra no banco dos réus.

    Mas todo mundo sabe que crimes de guerra só existem para os perdedores das guerras. Tio Sam não precisava se preocupar.

  52. Camaroer, a conduta do soldados brasileiros nas missões da ONU em que participam SEMPRE é elogiada. O mesmo ocorre desde a Segunda Guerra, é só ir na Itália e perguntar. Enquanto que outras tropas cometiam estupros (isso apagaram dos livros de história).

  53. Olá Cel. Nery. Por indicação aqui no blog, li duas dissertações sobre a FEB que são muito boas em relação aos febianos. Sobre aquele video que sugeri, ele é o primeiro de um curso de 24 aulas. Estou já na quarta. É muito bom para revisitarmos essa questão dos dilemas morais. Eu realmente recomendo. Se tiver um tempo para ir assistindo em um ou outro dia, tenho certeza que terá uma agradável surpresa.

  54. A matéria diz que foram condenados e presos. Diz também : “a incidência de casos de violência sexual envolvendo tropas brasileiras era muito pequena”. Não tira o brilho da história da FEB. Assistiu o vídeo das crianças italianas cantando o Hino do Expedicionário?

  55. Oi Alex! O termo “estadunidense” é utilizado comumente por elementos mais raivosos da esquerda no intuito de, como você bem pontuou, “marcar posição”. Já a esquerda mais esclarecida abomina o termo.

    E já que você lembrou do México cabe recordar que até 1966 éramos os “Estados Unidos do Brasil”. Ou seja, também éramos estadunidenses….rs!

  56. Olá Cel.Nery e Walfrido. O nome de uma das dissertações é “Memórias do front: Relatos de guerra de veteranos da FEB” do Luciando Meron. Acho que dá para baixa pelo google. Nesse trabalho, tem uma tabela com os soldados febianos que cometeram crimes durante a guerra. Foram 33 casos, sendo apenas um oficial (1o tenente), 1 sargento, 3 cabos e 29 soldados. Os crimes foram 4 homicídios, 2 crimes sexuais, e o restos foram roubos, desobediência, insubordinação e coisas assim.

  57. Para compreensão: sufixo erudito “ense” forma adjetivos de substantivos. Radical :estado; uma consoante de ligação mais uma vogal de ligação mais o sufixo ense. em estadunidense o vocábulo “o” sofre uma variação fonológica para u. Não temos de usar de ideologia com os fatos sobre a Língua(gramática) e fatos da Língua(discurso). um gramático leva anos em pesquisa para demonstrar o porquê ocorre determinados fatos sobre a Língua. maiores informações: Nova Gramática do Português Contemporâneo págs. 98,99, 241, professor Celso Cunha e Luís F Lindley Cintra. Não sou de esquerda e creio que os mestres em questão acima também não foram. Pesquisa pode levar anos sempre com algum resultado. por favor não desmereça os pesquisadores. Abraços.

  58. Cel. Nery e Camargoer, com certeza o comportamento dos membros da FEB foi acima da média, só citei para mostrar que como os outros países, os crimes são omitidos dos livros de história escolar, passando uma imagem de perfeição no comportamento.

  59. Alex 3 de dezembro de 2017 at 15:50

    Os EUA e Israel sabem o que fazem. 85% das resoluções da ONU são contra Israel.
    https://www.youtube.com/watch?v=_Q8QF-Q0hOY

    Países que descaradamente não dão a mínima para os direitos humanos dentro de seis territórios comandam comissões de ….. direitos humanos !!!!!!

    Enquanto isso na Venezuela a população está morrendo de fome e doenças banais por absoluto descaso e vaidade de seu ditadorzinho. O militar , parece um segundo sargento, que recentemente desertou na Coréia do Norte, foi operado devido aos tiros que levou e constataram infestação por vermes então, uma pessoa que certa forma tem um status está desse jeito, imagine a população.

    Lamentavelmente Theresa May teve de ouvir de Trump, que ela deveria se preocupar com os terroristas islâmicos em seus país e não com ele. Lamentável pois isso expõe a decadência da Europa pois Trump foi estadista em cima de uma política que deveria ensinar o que é estadismo, pelo simples fato de viver na terra de Winston Churchil.

  60. camargoer 3 de dezembro de 2017 at 18:08
    Não posso resistir de contar um “crime” q acontecia muito e q oficiais febianos me contaram.
    A nossa farda tinha as estrelas bordadas nos ombros, sem o cruzeiro.
    Um tenente nosso era meio “acabado”, então, com suas duas estrelas, se fazia passar por um Gen Div (Maj Gen nos EUA) e conseguia melhores benesses pro rancho dos pracinhas e alguns populares.
    Mas acho q já prescreveu!!
    Sds

  61. Olá Agnelo. Muito bom. Sobre a prescrição, segundo a dissertação de mestrado do Luciano, Vargas deu uma anistia a todos os febianos condenados logo depois que retornaram ao Brasil, inclusive os condenados por homicídio. Mas a história do general-fake é muito boa.. se não ocorreu, deveria ter ocorrido porque é uma daquelas situações nas quais a verão é melhor que o fato.

  62. Essa de condenar os USA pelo uso de artefato nuclear no Japão é o resultado de um viés ideológico primitivo e doentio,bem como desconhecer as causa e consequências do conflito bélico de então.Foi o Japão que iniciou uma guerra de conquista com uma ferocidade e um fanatismo incomum e muita destruição na sequencia.Os estrategistas americanos fizeram a conta:com a continuação da guerra que se prolongaria por muito tempo,com grande desgastes para ambos os contendedores,com muitas mortes e feridos que se multiplicariam.A bomba A abreviou a guerra e o números de mortos e feridos.Consequentemente com o uso da bomba A morreu um número menor dos USA X Japão que, caso a mesma não tivesse sido usada,o conflito se prolongaria excessivamente e as mortes seriam contadas aos milhões.

  63. José, essa é uma história conhecida por todos, mas há uma parcela que não quer concordar de jeito nenhum. É uma discussão inútil, que não leva a lugar algum. É como as discussões idiotas entre americanófilos e russófilos. Chega a ser infantil.

  64. Rinaldo Nery 3 de dezembro de 2017 at 16:01

    Cel Nery, de maneira geral o comportamento dos expedicionários foi muito bom, embora possamos encontrar casos de crimes graves, como o Camargoer colocou (obrigado pela citação!). O trabalho do Conselho Superior de Justiça Militar (CSJM) da FEB foi divulgado por um dos seus juizes, se nao me engano. Consultei ele no Arquivo Nacional no RJ, acho. Contudo, boa parte dos IPMs instaurados era por coisa pouca (atrasos no retorno das licenças, dormir em serviço, roubo, etc), embora que, além dos casos que Camargoer citou, teve uma deserção (do 6º RI, um soldado filho de alemães). A tabela eu tirei do livro do Castelo Branco.

    Vale aqui salientar que o efetivo da FEB foi relativamente pequeno e o período da campanha foi curto. Isso significa que a tropa foi menos exposta que de outras nacionalidades. Mesmo assim, a memória geral da população italiana é muito boa, vide os diversos monumentos espalhados pelas cidades do país e os relatos da população, como o próprio cel afirmou!

    A referência do livro sobre a JM da FEB:

    ALBUQUERQUE, Bento Costa Lima Leite de. A Justiça Militar na Campanha da
    Itália. Fortaleza: Imprensa Oficial, 1958.

  65. Camargoer, sobre a discussão da moral na guerra, tem uma obra muito boa:

    WALZER, Michael. Guerras justas e injustas: Uma argumentação moral com exemplos históricos. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

    O autor pega exemplos de diversas épocas e guerras. É muito interessante, mas a abordagem é mais sociológica e filosófica que histórica, mas ele usa muitos exemplos, desde as campanhas gregas até o Vietnã, se bem me lembro.

  66. Mas veja, no caso da justiça militar, esse nao foi meu objeto de pesquisa, contudo, essas questões apareceram nas fontes e eu as abordei quando havia necessidade na pesquisa.

  67. HMS TIRELESS 3 de dezembro de 2017 at 17:32

    Sim e foi pelo nome dos três países, Estados Unidos da América, Estados Unidos Mexicanos e Estados Unidos do Brasil, terem todos “Estados Unidos ” em suas designações oficiais, que o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos, ( o antecessor do MEC), oficializou e consagrou, lá pelo inicio do século XX, “americanos” ou “norte-americanos” e “mexicanos” (somando-se ao outro “estadunidense” , os “brasileiros”) como os gentílicos oficiais desses povos, hoje sedimentados em nossa língua. Essa foi a explicação que tive ainda guri, dos meus analfabetos professores.

    Mas vai ver quem sabe das coisas mesmo é esse pessoal do “estadunidense”…

  68. camargoer 3 de dezembro de 2017 at 18:08

    Nada que nenhum outro exercito do mundo não faça em guerras. Tem sempre as ovelhas desgarradas.

  69. Estadunidense é cacoete de militante esquerdista pois querem que todos camaradas nascidos nas 3 Américas sejam chamados de americanos como chamamos de europeus todos os que nascem lá pois assim acreditam que estarão elevando nossos sentimentos, auto estima estruturando assim uma identidade cultural .

    Uma grande bobagem …..

  70. Olá Alex. Não fiz nenhum juízo de valor. Aliás, é legal que o próprio Luciano que escreveu a dissertação de mestrado esclareceu aqui que a fonte primária foi o livro do Castelo Branco. Sugiro perguntarmos diretamente a ele. (inclusive recomendo ler o estudo dele porque é bem legal).

  71. camargoer 3 de dezembro de 2017 at 21:58

    Tô no corre corre de fim de ano letivo, mas tudo bem. Sobre moral e guerra? Qual o título?

  72. Olá Luciano. O artigo do Romualdo que eu mencionei é uma resenha do livro que você sugeriu. “Revista Opinião Filosófica, Porto Alegre, v. 03; nº. 02, 2012”, por isso tem o mesmo título lo livro do livro do Walzer. Percebi isso quando fui ler. Estou me divertindo com o curso do Michael Sandel. É muito bom mesmo. Se tiver um tempo, acho que vale a pena ver as 24 aulas.

  73. atualmente somos República Federativa do brasil. quem nasce no Brasil é brasileiro. Geograficamente estamos na América do Sul(sul-americanos). Comentei assuntos sobre fatos da Língua(gramática) com referência à pesquisa de gramáticos. Cito ainda Evanildo Bechara, Celso Pedro Luft(falecido). Existe também referência na Gramática da Língua Portuguesa do professor Celso Ferreira da Cunha(falecido), MEC -1984; 10ª edição. Se alguém teve “analfabetos professores” deve pelo menos ter o dever de se ilustrar e buscar à pesquisa. Há muitos mestres e doutores que infelizmente ficam à desejar atualmente. Os meus professores e Mestres me ensinaram a busca pelo conhecimento e não ficar em briguinhas ideológicas de universitários “em porta de bar”. Por isso vivemos um período de trevas na Educação. Respeito opiniões contrárias e mantenho as minhas. Sem ironias, ofensas ou outra forma de zombaria. Reafirmo que sou fã de pesquisadores e neste site bem como no Naval e Forte temos bons exemplos. Abraços.

  74. Olá Luciano. Sobre essa questão da moral e ética, o que me causou um (bem vindo) desconforto foi a questão do limite ético que teríamos que construir aqui no blog. Por exemplo, durante os post sobre o acidente do submarino argentino, alguns comentários foram muito além do razoável naquele contexto de tristeza. Quando o JT&D colocou seu desconforto em discutir questões relacionadas ao uso de armas, eu percebi que não está claro para mim até onde posso ir na discussão. O debate honesto é essencial, mas o JT&D realmente tocou em um tema importante. Principalmente, algo que não está nada claro para mim.

  75. Quanto à questão das bombas atômicas no Japão:
    Vejo as pessoas se confrontando sem se dar conta de que a realidade não é tão nítida como elas imaginam ou gostariam. Truman tinha pretextos excelentes para usar as bombas. Entretanto, é infantilidade não reconhecer que entre seus motivos estava também enviar um recado claro ao resto do mundo, e em especial à URSS, de que os EUA havia emergido da segunda guerra como a potencia hegemônica.

  76. Kkkkkk meu Deus…..a que ponto chegamos……eu me considero um cara de direita, nunca votei em candidatos de viés esquerdista, e sempre (sempre mesmo), defendi a orientação ideológica pró mercado, capitalismo etc. Entretanto eu uso diversas vezes a expressão “estadunidense” em textos que escrevo…..Caramba, eu sou de esquerda e nao sabia. Obrigado à todos os gênios por essa epifania!

  77. Camargoer,
    Já ouvi dizer que a China é a única potência nuclear que publicamente garante não usar armas nucleares, a menos que ela própria seja vítima de um ataque nuclear. Sabe dizer se isso é verídico?

  78. Vamos ao que interessa, o Brasil tem essa bomba? Fabrica? Exporta? Se sim, acabou a discussão, não somos melhores que ninguém, apenas achamos que temos direito de julgar os outros, sempre falamos mal de quem está no topo – EUA, por pura inveja e dor de corno da nossa incompetência infinita de realizar qualquer coisa até o fim, e nesse exato momento brasileiros estão assaltando a nação de Norte a Sul, Leste a Oeste, surrupiando BILHÕES, desmatando milhares de campos de futebol diariamente para fazer carvão e abrir pasto, e ainda tem gente que acha que a culpa de tudo de ruim é duszmericanusmalvadus!

  79. Lendo sobre os comentários, vejo que muitos falam sobre morte e destruição com uma facilidade… Estou certo que esses seriam os primeiros a borrarem as calças quando o primeiro tiro de verdade explodir ao lado e arrancar as entranhas de alguém. A questão de submunições é a mesma das minas: guerras acabam e depois que se ferra são os civis, muitos deles crianças. E não me venham com o papo que “essas armas não serão usadas em áreas urbanas”, pois todas as armas são utilizadas em todos os cenários (algum exemplo contrário?). Admiramos os equipamentos militares, mas devemos ter em mente que são projetados para a morte e a destruição e isso só é legal em filme de Hollywood. Talvez assim nossos pensamentos sejam um pouco mais contidos.

    Abraço

  80. Há basicamente 8 tipos de bombas cluster ainda em uso pelos americanos (ou para os mais sensíveis: aquele povo que mora nos EUA):
    1-Bomba CBU-100 Rockeye (antiblindados)
    2-Bomba CBU-89/B Gator (dispersora de minas antipessoal e antitanque) e sua versão guiada CBU-104/B
    3-Bomba CBU-58/B (antipessoal/antimaterial)
    4-Bomba CBU-87/B (antiblindados/antipessoal) e sua versão guiada CBU-103/B
    5-Bomba CBU-97 (antiblindados com submunições inteligentes) e sua versão guiadas CBU-105

  81. Amigo HMS!
    Erro meu.Ia escrever “DISTRITO KANAGAWA” ai o troço corrigiu e eu “corrigi” para Okinawa.Percebi bem tarde..
    Em relacao dos OUTROS momentos.
    Você esta exagerando (um pouco :)) sobre “as hordas” de Guadalcanal (com guarnições de algumas dezenas de mil) esquecendo do EXERCITO de milhão em Kwantung ( que naquela época não recebia as noticias de Facebook e redes sociais) e continuou lutando pois a ordem de capitulação recebida pelos comandantes no dia 14 so foi divulgada no dia 23 quando exercito foi praticamente aniquilado em algumas semanas.Paralelamente os soviéticos iam tomando as ilhas Kurilas fechando o cerco ANTES de rendição.
    Você deve lembrar que naquele momento (13 de Agosto) nas ilhas Marianas ja foi montado o terceiro artefato nuclear e outros 9 estava sendo montados para atacar Quioto , Yokohama , Kokura , Niigata , Tokio (!!)..Mas.Acontece que os soviéticos estavam geograficamente bem próximos e praticamente em processo de formação para desembarcar (operação de Hokaido foi cancelada exatamente após a resistência das guarnições japonesas praticamente parar e capitulação era iminente).
    Então imaginem : como seria o rumo da historia se o Japão continuasse receber suprimentos da Manchuria e continuar com um exercito de tamanho proporcional dos EUA? Os yankees iam (ou não) jogar mais 10 bombas (lançamento da terceira foi marcada para 19 de Agosto e deveria ser mais potente que as duas primeiras)? E depois? Iam desembarcar nesse inferno nuclear?Como seria?..

  82. Acho que a lógica da proibiçao se dá muito muito mais por ignorância sobre as consequencias da guerra para populaçao civil. E claro pela facilidade em se estavelecer uma relacão direta entre a vitima e a explosão.
    Em fim, quem esta a frente de grandes forças militares simplesmente nao leva a sério estas regulamentações, parecem mais peças de marketing que preocupação legítima com o bem estar da humanidade.
    -Dúvida: leva mais tempo para reparar uma pista com algumas crateras profundas ou uma com dezenas de pequenos buracos?

  83. As submunições utilizadas são:
    CBU-100 Rockeye: 247 Mk-118
    CBU-89/B GATOR: 72 minas antitanques (BLU-91) e 22 minas antipessoal (BLU-92)
    CBU-58/B: 650 BLU-63/B
    CBU-87/B CEM: 202 BLU-97/B
    CBU-97/B: 10 BLU-108/B com 40 submunições inteligentes Skeet.

  84. Carcara,
    Aquelas armas antipistas da década de 80 se mostraram deficientes e foram abandonadas. Além de serem utilizadas em missões suicidas as pequenas crateras eram facilmente reparadas.
    O que dificultava o reparo quando as armas cluster antipista eram empregadas (MW1, JP233, etc.) era o lançamento de minas junto com as submunições penetrantes.
    As bombas tipo Durandal tinha espoleta aleatória, que dificultavam o reparo.
    Hoje se utilizam de bombas convencionais guiadas (a laser ou GPS) com espoleta inteligente e algumas com programadas para espoletar aleatoriamente, o que dificultada o reparo das pistas pelas equipes já que algumas podem explodir a qualquer momento.

  85. Wagner, a profissão militar é assim. Por isso, você, com seus dilemas filosóficos, é civil. Militar é preparado, desde os banco escolares, para a guerra, morte, dor e sofrimento. Se não for assim, vai pro seminário. Não tem nada a ver com “machismo”. Medo todos sentimos. Só os loucos não sentem. Medo faz o militar ficar vivo mais tempo. As Forças Armadas são o ente do Estado a fazer uso racional da violência (se é que existe uso racional de violência. Melhor não usá-la). A guerra moderna não é batalha campal da Idade Média. Acho que você não leu o que eu postei sobre a figura do LEGAD na Força Aérea Componente, e sobre DICA. A FAB (não sei as outras) não vai lançar cluster em áreas urbanas com população civil. Pode ter certeza.
    Militar pensa diferente. Você é civil, não sabe.

  86. Ahh, sim: a profissão nos ensina a falar sobre morte e destruição com facilidade. Não somos assassinos, mas também não somos religiosos.

  87. Vlw Bosco! achei interessante a versão guiada das bombas cluster qual a relação entre o CEP e a área afetada pela detonação completa da bomba sabe dizer?

  88. Carcara,
    As bombas de fragmentação guiadas utilizam o kit WCMD que tem uma plataforma inercial (não tem GPS) para aprimorar a precisão . Elas permitem um CEP quando lançadas de grande altitude de 30 a 50 metros. Como a bomba dispersa submunições ela não precisa ter a precisão de uma JDAM, por exemplo.
    As bombas de fragmentação podem programar a altura de dispersão das submunições e a velocidade de rotação. Quanto mais alto e maior a rotação mais dispersa as SM e quanto mais baixo e menos rotação, mais agrupadas. A CBU-87 quando dotado de uma espoleta de proximidade tem 12 opções de altura (também pode ter uma espoleta de tempo).
    A CBU-87 dependendo da programação pode cobrir uma área de 20×20 m ou até de 120 x 240 m com suas 202 SM com 1,5 kg cada. (Wiki*)

  89. Eu não sou muito neurótico com a linguagem, de modo que para mim, americano, estadunidense ou norte-americano dá na mesma. Agora, algo que me causa alergia é quando se referem ao país dos nossos irmãos do norte como “a América”. Macaquice tem limite

  90. Cel Nery e a quem mais possa interessar.
    DICA e DIH são fatores determinantes no planejamento da guerra terrestre também. O uso de Ass Jur no EM especial também ocorre. Ele não faz parte de uma seção específica, mas seu trabalho permeia todas as seções, principalmente 3a (operações), 5a (planejamento) e Op Info.
    Obviamente, especifiquei a seção não pro senhor, mas pra quem lê.
    Pra quem não sabe, o q o DICA não aborda, o DIH é observado.
    Cabe salientar, q os países da OTAN são muito atentos a isso, o q os deixa em relativa desvantagem contra o terrorismo ou os exércitos q declaradamente não raciocinam com isso.
    É bom lembrar também, q cabe ao comandante definir o quanto se pode aceitar de danos colaterais contra inimigos q não respeitam essas normas.
    E a própria norma ampara esses casos, quando o inimigo usa algo q o protegeria pra realizar ações ofensivas, como infiltrar tropas em ambulâncias ou utilizar hospitais e escolas como base logística ou de comando.
    Sds

  91. Exato, Agnelo. O paisanal vê as atrocidades nesses conflitos envolvendo animais, como o ISIS e as tropas sírias, ou a Arábia Saudita intervindo no Iemen, e acham que fazemos igual.
    Me admira um sujeito vir num site sobre AVIAÇÃO MILITAR, aviação que vai pra guerra, destrói e mata gente, e fala de dilema filosófico, “pessoas falam naturalmente sobre morte e destruição “. Vai no site da CNBB, do Médicos Sem Fronteiras…
    Será que se eu for no site da CNBB e falar sobre bombas vão me criticar? Cada uma que a gente lê. …

  92. Vale salientar que além das bombas que citei os EUA ainda tem as seguintes armas cluster:
    – míssil Tomahawk (versão D)
    -míssil ATACMS (Block I e IA)
    -foguete guiado M30 GMLRS
    -foguete não guiado M-26 MLRS (M26, M26A1, M26A2)
    -obus de 155 mm M864
    -obus de 105 mm M915
    -projétil de canhão naval 127 mm Mark 172
    -granada de morteiro 120 mm M984
    -foguete Hydra 70 mm M261

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