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Upgrade dos Mirage 2000-9 dos Emirados incluirá radar RDY-3 e pod TALIOS

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Mirage 2000-9 dos Emirados Árabes Unidos. Foto: USAF

Por C. Zachary Hofer

Durante o Dubai Airshow 2017, realizado de 12 a 16 de novembro, a Thales e as forças armadas dos Emirados Árabes Unidos anunciaram sua intenção de assinar um contrato para modernizar os aviões de combate Dassault Mirage 2000-9 dos Emirados Árabes Unidos. Sob o potencial contrato, a Thales atualizaria o pacote eletrônico completo da Mirages, incluindo computadores de missão; radares de controle de tiro; conjuntos de guerra eletrônica; sistemas optrônicos; sistemas de comunicação, navegação e identificação; mostradores de cockpit; e miras montadas no capacete.

Enquanto nenhum equipamento específico foi especificado no anúncio, a Forecast International acredita com certeza razoável que o radar e a optrônica envolvidos serão o radar de controle de tiro RDY-3 e o novo pod de designação eletro-óptica TALIOS, ambos fabricados pela Thales.

O radar RDY-3 é a última iteração da série RDM/RDY de radares que equipou caças Mirage ao longo de sua vida. Selecionado pela Força Aérea Indiana para o seu programa de atualização do Mirage 2000, o radar da banda X tem sido popular nas atualizações recentes do Mirage. Representa o auge tecnológico das atuais ofertas de radar da Thales para o Mirage.

Enquanto o RDY-3 está em operação há vários anos, o pod TALIOS ainda está em sua fase de desenvolvimento. No entanto, o desenvolvimento do TALIOS está quase concluído e o pod entrará em breve na produção.

O TALIOS foi projetado para substituir o pod Damocles que atualmente equipa muitos aviões Dassault Mirage e Rafale. O trabalho de redução de risco do TALIOS começou sob um contrato adjudicado no início de 2013, e o pod está atualmente em testes de voo. A produção de linha deverá começar em 2018.

Pod TALIOS

FONTE: Forecast International

82 COMMENTS

  1. Avião incrível!
    Bem que o RDY poderia ganhar uma antena AESA, lembro de uma matéria que li no inicio dos anos 2000 quando o MICA começou a ser utilizado em exercícios conjuntos com outras forças e ocasionou diversas vitórias (simuladas) para a Força aérea francesa, surpreendendo os adversários com a capacidade fire and forget.

  2. Complementando, além da capacidade fire and forget do míssil MICA, o radar DRY tem capacidade de atacar 4 alvos simultâneos o que aliado ao MICA foi algo muito positivo, para um vetor de porte médio.

  3. Avião que poderia ter continuado,quem sabe até o 2000-20,rs. Os franceses mataram o Mirage em prol do Rafale,ainda podeeia ter mercado pra muitos países que não podem comprar e operar um Rafale.
    Longa vida aos Mirages.

  4. Uma bela máquina, ainda pode dar um caldo e realmente a Dassalt matou o belo projeto q poderia ter continuidade assim como o F-16,bastava modernizar/trocar o recheio.

  5. Se não me falha a memória, os EAU queriam como condição dar seus 2000-9 à Dassault como parte do pagamento dos Rafale. Ou que aparecesse um comprador. Mas não rolou.
    Um monte de gente, eu inclusive, ficou na torcida do BR fazer uma compra de ocasião. Até 60 F-2000-9, último tipo, era uma oportunidade nada desprezível à época.

  6. Uma aeronave que fez o primeiro voo em 1.955! É uma aeronave modernizada, mas é um projeto de raiz antigo.
    Isso lembra os Flankeiros, cujo caça voou há 40 anos. Muitos vão poder colocar no túmulo:
    “Viveu 80 anos. Passou a vida toda pedindo o Flanker para a FAB…”
    Ainda bem que a FAB não dá bola para essas “çabedorias” da internet…

  7. Eu lembro da primeira cruzex que teve em 2002 aqui na BACO, na época eu não tinha computador e as únicas notícias que eu tinha era através de jornal e telejornal, eu lembro que eu não perdia um telejornal para poder ver os caças e até hoje eu tenho recortes de jornais zero hora sobre a cruzex e os mirage 2000 eram lindos.
    Tinha um piloto francês que no seu capacete tinha a bandeira do Brasil, bons tempos que não voltam mais.

  8. César A. Ferreira 30 de novembro de 2017 at 0:05
    Olha, Ilya, eu tenho divergências pontuais com relação as nossas FFAA. E não foram nunca com a capacidade técnica deles (acredito que elas devam racionalizar, no mesmo molde que a FAB está fazendo). Muitas vezes as FFAA tomam decisões que não são a minha preferência (como foi o caso do FX2, meu preferido era o SH), mas eu procuro entendê-los: voltando ao assunto do FX2, no qual originou o debate, em se tratando aos objetivos do processo, as decisões foram corretas.
    Agora com relação ao material bélico russo, muitas vezes eu tenho restrições e procuro fundamentar. O que obviamente não é de acordo com os russófilos (como é o seu caso). Aliás, brasileiro ser russófilo, ou americanófilo, ou francófilo, ou qualquer “filo” a um país de fora, já é por si, uma falta de sabedoria. CAPISCE?

  9. César A. Ferreira 30 de novembro de 2017 at 0:05
    Olha, eu tenho divergências pontuais com relação as nossas FFAA. E não foram nunca com a capacidade técnica deles (acredito que elas devam enxugar, no mesmo molde que a FAB está fazendo). Muitas vezes as FFAA tomam decisões que não são a minha preferência (como foi o caso do FX2, meu preferido era o SH), mas eu procuro entendê-los: em se tratando aos objetivos do FX2, as decisões foram corretas.
    Agora com relação ao material bélico russo, muitas vezes eu tenho restrições. O que obviamente não é de acordo com os russófilos (como é o seu caso). Aliás, brasileiro ser russófilo, ou americanófilo, ou francófilo, ou qualquer “filo” a um país de fora, já é por si, uma falta de sabedoria. CAPISCE?

  10. Manuel Flávio 29 de novembro de 2017 at 22:52

    O Mirage 2000 não é modernização do Mirage III. Trata-se de um projeto bem diferente, apesar do mesmo conceito (Delta monomotor). De resto tudo é diferente: asa maior, perfilarem nova, estabilidade relaxada (requerendo FBW), deriva vertical nova e por aí vai… é só pegar o 3-vistas e conferir. Sem mencionar os sistemas embarcados. Quase 20 anos depois…

  11. … meu medo real é o contrato dos Gripens sendo cancelado, e partir para a reforma dos 12 Mirage 2000 estocados, kkkkk!

  12. Aerococus 30 de novembro de 2017 at 6:29

    Por esse seu conceito, o GripenNG é uma aeronave nova de raiz…

    Faça-me o favor…

  13. As aparências enganam, o Mirage 2000 não tem nada a ver com o Mirage III.

    O Mirage III voa sem computador, o Mirage 2000 não, é uma aeronave de estabilidade relaxada como o F-16.

    A única semelhança entre os dois é o nome e a configuração em delta.

  14. Manuel Flávio, Aerococus é engenheiro aeronáutico e trabalha na EMBRAER. Deve entender um pouco mais que você.
    O Mirage 2000 foi o melhor avião de combate que a FAB possuiu. Convivi com ele em Anápolis, e tive o privilégio de efetuar um vôo de combate 4 contra 2. Foi desativado a fim de forçar a compra do FX-2, e também porque os nossos mísseis Matra 530 venceram, bem como a revisão dos motores era exorbitante (assim como tudo o que os franceses vendem). Se tivéssemos optado pelo Mirage 2000 no FX-1 estaríamos com ele até hoje, e ficaríamos com ele até acabar (como acontece com os F-5). Não chegaríamos num avião geração 4,5, como será o caso do Gripen NG.

  15. Manuel Flávio 30 de novembro de 2017 at 9:02

    Não Manoel Flávio,
    Pelo o seu conceito o Gripen NG tá mais para um Mirage III modernizado.

  16. Cel Nery,
    Obrigado pela força nesta discussão agressivamente desnecessária. 🙂
    Já não estou mais na Embraer, e sou engenheiro mecânico e de armamentos pelo IME. Fiz meu mestrado em engenharia aeronáutica no ITA.

    Cada dia que passa eu descubro que preciso aprender mais sobre a aviação. Por isso venho aqui.

    O prezado Manoel tocou em um conceito complexo que é a definição do que é modernização ou não.
    Por exemplo, os fabricantes tendem a aplicar seus projetos como variantes dos anteriores (via DCA, Design Change Approval) ao invés de aplicar como projeto novo. A Boeing fez isso com os diversos 737s e a Embraer fez isso com os E2, mesmo sendo as “variantes” substancialmente diferentes dos originais.
    O conceito de modernização passa a ser bem subjetivo e contextual.
    Mas uma coisa eu insisto em dizer, o Mirage 2000 é uma coisa é o Mirage III é outra bem diferente!

  17. É óbvio que são coisas bem distintas. Mas, como você já sabe, sempre aparecem os “especialistas”. Por isso procuro comentar só assuntos que conheço um pouco.
    Meu primo também cursou o IME, engenharia mecânica. Era Artilheiro (serviu com o Bolsonaro na Brigada Páraquedista), e depois mudou de quadro. Ministrou aulas na Católica, em Brasília. Fez mestrado e doutorado na UnB. Agora trabalha na FGV.

  18. Alexandre Galante 30 de novembro de 2017 at 9:11

    Atualmente, o Gripen E só tem em comum 10% do que C tem. E isso faz o Gripen E ser uma aeronave nova de raiz?

  19. Aerococus 30 de novembro de 2017 at 10:56

    Eu estou me referindo a projetos de raiz. Embora o M2000 tenha FBW, área alar maior, e sistemas diferentes, ele é uma versão da velha família Mirage. O Gripen E tem 37cm a mais longitudinalmente, as asas são diferentes, inlets, sistemas, etc. São tudo diferentes. Ou melhor, são 90% diferentes.
    Tanto o Gripen E quanto o M2000 não são aeronaves novas de raiz. O design (que é um fator importantíssimo) são parecidos com os deles.

  20. Rinaldo Nery 30 de novembro de 2017 at 11:22

    E o Sr. está precisando de memória. Ou ser sincero. A FAB deixou claro que no FX1 que não queria o Mirage 2000BR porque “era uma aeronave envelhecida, que já tinha passado por várias modernizações”. Depoimento do Comandante Bueno na CRE, 2001.
    Fora em outras publicações, como a Aeromagazine, de outubro de 2001, onde um brigadeiro disse que o M2000MK2 (BR) “era uma aeronave que estava no limite do desenvolvimento”.
    Eu acompanhava o FX1 com a mesma atenção que o FX2. E tenho um monte de material guardado.

  21. Rinaldo Nery 30 de novembro de 2017 at 11:13

    Essa é boa. O ápice da “carteirada”. Até parece que para abordar esse assunto precisa ser especialista. Ou a pessoa, que pretenda abordar, precisa ser engenheiro ou coisa do tipo.

  22. Alexandre Galante 30 de novembro de 2017 at 9:11
    Galante e demais colegas, podem explicar no que consiste a ‘estabilidade relaxada’? E como ela traz vantagens para o desempenho em voo da aeronave? Eu, leigo, não consigo perceber prontamente como um avião que precisa de um sistema computadorizado (!) de estabilização pode voar melhor que outro que seja naturalmente estável…!(mesmo sabendo que essa é uma característica de projeto do Mirage 2000, do F-16, do F/A-117 stealth e outras tantas…)

  23. Aerococus 30 de novembro de 2017 at 10:56
    O conceito de modernização passa a ser bem subjetivo e contextual.
    Mas uma coisa eu insisto em dizer, o Mirage 2000 é uma coisa é o Mirage III é outra bem diferente!

    — da mesma forma que as várias versões de modelos de automóveis ‘clássicos’, como o Chevrolet Corvete : compare o primeiro Corvete com o modelo mais recente — em comum, só tem mesmo o nome! 🙂

  24. Eu tenho visto uma obsessão pelo uso do radar AESA, que realmente tem suas vantagens, mas onde funciona bem o testado e aprovado RDY não tem necessidade de se colocar um AESA.
    Se eles tem o RDY-3 melhor para repor os velhos RDY-2 na modernização, projetar a modernização com um AESA que teria que ser desenvolvido para o Mirage 2000 só encareceria o pacote sem necessidade.
    Outro dia alguem disse que um determinado avião não presta porque o radar não é AESA, a coisa não é tão radical.
    .
    Os Mirage 2000 deles são de lotes distintos, os primeiros 36 foram encomendados em 1983 nas versões RAD de reconhecimento e EAD(monoplace) e DAD( biplace) com radar RDM e recebidos a partir de 1989, tiveram atraso por conta de componentes italianos escolhidos.
    Depois em 1998 encomendaram 32 Mirage 2000-9 com radar RDY que receberam a partir de 2003 e compraram 30 kits para modernizar os aviões restantes do primeiro lote ao padrão -9.
    Portanto os do primeiro lote vão sofrer agora a modernização da modernização.

  25. Walfrido Strobel 30 de novembro de 2017 at 12:07

    Rapaz então os 32 Mirage 2000-9 estão novos hein( + ou – 14 aninhos ).

    Manuel Flávio
    Na boa , a humildade é uma bela virtude e o pessoal com quem vc está implicando é sempre prestativo em esclarecer a leigos como eu (e vc ?), nas diversas e improváveis dúvidas que se apresentam, sempre que possível !!!

    Sds. o observador aprendiz!!!

  26. “Aliás, brasileiro ser russófilo, ou americanófilo, ou francófilo, ou qualquer “filo” a um país de fora, já é por si, uma falta de sabedoria.”

    Kkakakakak….mano se prepara para ser crucificado pelos Zumbis pro-Amis…

    Kakakak…..

    Minha opinião o tempo dos Miragens já passou…..(e danem se- os Amis)

  27. Lendo os comentários do Aerococus, Rinaldo Nery e do Manuel Flávio percebe-se a diferença gritante entre os Especialistas e o Ispecialista. O mais engraçado é que os especialistas poderiam ser arrogantes e prepotentes ao fazerem comentários explicativos sobre determinado assunto, aqui acontece o contrario, onde o Ispecialista assim o faz. Tem gente que não perde a chance de passar vergonha

  28. Manuel, a rigor, se a aeronave tem FBW diferente, tem outro software de controle de voo, outro motor etc, é uma nova aeronave. Pode ter semelhanças com as anteriores, como o T-27 e o A-29, o F/A-18C e o F/A-18E, mas são aeronaves distintas, apesar da semelhança no design externo.

    Com relação ao Mirage III e o Mirage 2000, as diferenças são muito mais gritantes, o Mirage III era uma jaca em voo e o Mirage 2000 é super ágil e puxa 9G como o F-16.

  29. André Luiz.’. 30 de novembro de 2017 at 12:01
    Ola Andre Luiz,

    O conceito de estabilidade relaxada é bastante interessante e, por incrível que pareça, intuitivo. Contudo fica um pouco extenso tentar colocar tudo aqui num comentário. Recomendo a leitura do seguinte link. Achei legal a abordagem:

    http://sturgeonshouse.ipbhost.com/topic/188-a-quick-explanation-of-relaxed-stability/

    Em suma, para que haja estabilidade, o cg da aeronave deve estar à frente do centro aerodinâmico (que é posição onde o momento provocado pelas forças aerodinâmicas e propulsivas é invariável com o ângulo de ataque). Se a aeronave é estável (cg à frente do ca), se ela for perturbada do equilíbrio e o ângulo de ataque alterado, as forças aerodinâmicas restituem o equilíbrio. Se ela é neutra (cg em cima do ca), ela fica em equilíbrio para qualquer perturbação de ângulo de ataque. Se ela for instável (cg atrás do ca), para qualquer perturbação de angulo de ataque o angulo de ataque aumenta indefinidamente – desde que não haja ação do piloto. Pois bem, quanto mais para trás o cg, mais arisca fica a aeronave. O problema é que o piloto humano tem um limite para controlar o quão arisca fica a aeronave. A partir do momento em que a estabilidade é reduzida além desse limite humano, é preciso ter um sistema de controle que o auxilie para tal. A vantagem em relaxar a estabilidade é a redução da quantidade de comando para equilibrar e manobrar a aeronave. No caso dos caças isso se traduz em agilidade. No caso de aeronaves comerciais isso se traduz em economia de combustível – uma vez que se reduz a demanda de força da empenagem para equilibrar a aeronave.

  30. Em 2009 foi apresentado um Mirage F-1 do Marrocos modernizando com radar RDY-3, mísseis Mica e nova avionica, e na minha opinião ficou um avião respeitável.

  31. Esse numerozinho depois deve ser alguma atualização de software. O RDY continua um bom radar de abertura mecânica e de varredura passiva.

    Porém custa mais que um ELTA 2052 AESA e que um APG-81 AESA. Quem tem Mirage 2000 fica refém das atualizações da dassault.

    Provavelmente deve estar em torno da bagatela de 65 milhões de dólares a ATUALIZAÇÃO dos mirages para um padrão já antigo…

    A Indonesia (salvo engano) pagou 27 milhões de dólares por célula totalmente modernizada block C, com motores sobressalentes.

    Mas se tem quem pague, vida longa. É o símbolo do fim de uma era da dassault. Levaram um check-mate da Airbus, que vai lucrar em dobro (vendendo as ações que tinha para o governo brioche, bem como, tomando o contrato de aeronave de 5ª geração).

  32. “Roberto Dias 30 de novembro de 2017 at 8:26
    …se não me engano, no FX1, a França ofereceu a linha de montagem do Mirage no Brasil, alguém confirma?”

    Oi, Roberto, não foi a França que ofereceu, foi a francesa Dassault, em consórcio com a brasileira Embraer. E ofereceu no sentido disso já estar embutido no valor da sua proposta. E não foi “a” linha de montagem (no sentido da linha sair da França) e sim a montagem dos 12 aviões do contrato (se saísse, é claro) na Embraer.

  33. Quanto à polêmica Mirage III x Mirage 2000, as semelhanças são de serem caças a jato monomotores, de asa delta baixa na qual recolhem as pernas do trem de pouso primcipal, sem profundores, e do posicionamento do armamento interno E de se chamarem Mirage. E só isso, praticamente.

    Externamente, o perfil, corda, envergadura e enflexamento das asas mudam bastante, assim como a existência de flaps do bordo de ataque. A relação envergadura x comprimento idem, a profundidade da fuselagem também, assim como o formato, tamanho e enflexamento da deriva. Parecem-se por compartilharem o conceito delta sem cauda, mas pouquissima coisa além desse conceito em comum se mantém entre a família projetada na década de 1950 e a projetada na década de 1970. Duas gerações de diferença.

    Internamente, nem se fala: a forma de construção da asa também difere bastante, assim como de parte da fuselagem e da junção de ambas, os atuadores são diferentes, o posicionamento do motor é mais recuado para uma capacidade interna de combustível maior e com distribuição também diferente, tudo isso influindo também no centro de gravidade, que combinado à mudanças no centro de sustentação, na relação peso-potência, na carga alar e outros fatores de uma aeronave desenvolvida para estabilidade relaxada e comandos Fly-by-wire.

  34. A “educação” do Facebook chegou aqui.
    .
    Cel. Nery
    Realmente estaríamos voando o F-2000 até hoje caso fosse o escolhido no F-X1. Mas seria tão ruim assim tanto do ponto de vista tecnológico quanto operacional ? E se houvesse um “casus belli” nesses anos de hiato entre o FX-1 e a escolha do F-39 ?
    Veja só, parto do princípio que a FAB deveria ter um fluxo constante de poder aéreo, que se traduzisse em vetores e armas continuamente no estado da arte, sempre sendo modernizadas ou substituídas.
    Ao ler na RFA o enorme projeto que é a Dimensão 22, percebi o salto qualitativo que a FAB almeja, e até a projeção de poder e a alocação de recursos dentro da Defesa para tanto. Pois sem superioridade aérea nenhum infante ou marinheiro pode almejar vitória.

  35. Sem alongar a polêmica, nem dar “carteirada” como disse o sujeito, ele mesmo corrobora o que postei. Quando o TB Bueno afirma que o Mirage 2000 “estava no limite das atualizações ” ele apresenta um argumento inquestionável para não adquiri-lo, bem como forçar a desativação. Eu estava ativa, e em Anápolis. Então acho que conheço “um pouco” do FX-1. A EMBRAER quis “forçar a barra”, e um dos melhores engenheiros que a EMBRAER tinha nos seus quadros, contrário à idéia, foi demitido. E, até hoje, a EMBRAER não possui uma inteligência de mercado de defesa eficiente.

  36. Coronel
    Mas não havia participação acionária francesa na Embraer na época ? Tal não explicaria a ênfase no M-2000, bem como a demissão desse engenheiro opositor e de outros que se opusessem ?
    E haviam vários políticos que, por ideologia ou conveniência ou, viam no M-2000BR um instrumento de soberania, ou ganhos.

  37. Alexandre Galante 30 de novembro de 2017 at 12:54

    Galante,
    As últimas versões do Cruzader tiveram a tecnologia FBW. Claro, melhora o desempenho, mas continuou sendo o Cruzader.
    O Gripen E terá um novo computador de comando de voo, nos softwares, 20% a mais de potência (pelo requisito incial o peso vazio dele seria apenas 300kg a mais), mas ele não é um caça novo de raiz.
    Na década passada, no planejamento estratégico de defesa sueco para as décadas seguintes, foi delineado 4 opções quanto a aeronave de caça futura:
    A-Aquisição de uma aeronave nova;
    B-Utilização do airframe do C/D com novos sistemas;
    C1-Um novo airframe modificado, baseado no C/D,com mais capacidade, novos motores, sistemas, componentes estruturais; e,
    C2-Uma projeto completamente novo.

    Foi a opção C1, que prevaleceu. Que é o Gripen E. Se houve influência ou não da SAAB, não sei dizer. O C2 seria uma aeronave nova de raiz.

  38. Delfim, a Dassault era acionista sim. À época, o AltCom não gostou da idéia de a EMBRAER querer empurrar “goela abaixo” o Mirage 2000BR. A EMBRAER efetua um lobby muito forte no GF, independentemente de partido. A FAB queria um processo de seleção, como foi realizado no FX-2. No FX-1 a EMBRAER estava meio que “deixando a FAB sem opção”. Claro que qualquer oposicionista seria demitido, mas, na minha humilde opinião, foi uma grande perda para a EMBRAER. O engenheiro, que conheço pessoalmente desde 1992, fazia a diferença no mercado militar.
    Acredito que o Justin tenha mais informações que eu sobre esse episódio do FX-1, e poderá me corrigir.

  39. Rinaldo Nery 30 de novembro de 2017 at 16:29

    Primeira coisa, trate-me com mais respeito. “O sujeito”. Aliás, foi vc que começou lá e, cima em dar me dar o cutucão.
    Estava te chamando de “Sr”, mas vou começar chamá-lo de você. Você havia rasgou de elogios o
    M2000 e disse que se fosse o escolhido no FX1 (M2000BR), a FAB iria operá-lo até até acabar. A FAB fez oposição a ele durante todo o processo, que acabou em nada justamente por causa disso (O Gov Lula estava comprometido com a proposta da Embraer).

    O Mirage 2000 que segundo alguns aqui era um outro caça, foi entrou em operação 1984 e 15-17 anos depois a FAB já mostrava resistência, não alegando os custos dos motores, mas o próprio envelhecimento do projeto (sic “envelhecida”).

  40. O comentário retido refere-se à resposta ao post das 16:54h. Delfim, respondendo o questionamento das 16:28h, óbvio que teríamos um poder bem superior ao que temos empregando, hoje, os F-5EM. Nem considero mais os A-1M (uma pena). Não posso afirmar a quantidade de Mirage 2000 que teríamos hoje. O F-2000 possuía o radar RDI, e o míssil MATRA 530 era semiativo, o que era uma desvantagem em relação ao F-5EM, que emprega o DERBY, ativo. O Mirage 2000BR seria um “traço 9” adubado, e seria, sem dúvida um avião formidável para aquela época.
    Porém, era com ele que iriamos nos virar até o final da vida útil dos mesmos, e assistiríamos toda essa nova geração passando: Gripen E, Rafale, Super Hornet, Typhon etc. Não vou considerar o F-35.
    Na minha opinião, respeitando a dos demais foristas, valeu a pena o hiato sem aviões, e receber o F-39 em 2021. E a EMBRAER irá adquirir mais know how com o F-39, mais e mais atualizado.

  41. Rinaldo Nery,
    “Na minha opinião, respeitando a dos demais foristas, valeu a pena o hiato sem aviões, e receber o F-39 em 2021. E a EMBRAER irá adquirir mais know how com o F-39, mais e mais atualizado.”
    .
    Melhor que isso seria ter selecionado o Gripen C/D no FX-1 e hoje está planejando e participando de novos lotes do E/F.

  42. O grande erro de estratégia da Embraer foi ter vendido parte de suas ações para a Dassault, na mesma época se especulava que o negócio seria com a SAAB, sendo que com os suecos seria uma negociação mútua, a SAAB teria 20% da Embraer e a Embraer 20% da SAAB.

  43. J. Silva, seu raciocínio faz sentido, mas não acredito que o GF iria liberar recursos para essa participação no Gripen E, considerando que os C/D estariam “novos”.

  44. Delfim Sobreira 30 de novembro de 2017 at 16:54

    No FX-1 a Embraer se associou à Dassault (que adquiriu cerca de 20% do capital da empresa, se não me engano) e tentou vender o Mirage 2000 para a FAB com o argumento de que seria o “caça nacional”. Para isso contou com bastante apoio político também com o argumento do “produto nacional”.
    Quando o FX-1 gorou a Dassault vendeu sua participação e a Embraer passou a ser neutra na disputa, ficando acertado que ela se associaria ao fabricante do caça escolhido, qualquer que fosse ele. Isso certamente ocorreu por pressão ou do governo ou da FAB, não saberemos.

  45. Não vejo problema em alguém ser russófilo, americanófilo ou francófilo, mesmo sendo brasileiro, já que nossa nacionalidade é um fato alheio à nossa vontade e é natural que tenhamos maior afinidade cultural, histórica, política, ideológica, etc., com países A, B ou C. O que me causa espanto é alguém ser “russófobo”, “americanófobo” ou “francófobo”.
    O problema específico do russófilo é que em regra é americanófobo. Isso é que é aviltante já que demonstra ou uma ingenuidade patética ou um relativismo moral difícil de aguentar. E pior, na verdade os ditos “russófilos” e “chinesófilos” demonstram desprezar o próprio Ocidente e sua cultura milenar em favor de ideologias artificialmente construídas mas que insistem enfiar goela abaixo do ser humano.

  46. Rinaldo Nery 30 de novembro de 2017 at 18:34,
    .
    Verdade Cel Nery, correríamos esse risco, mas a quantidade de caças do F-X1 era tão pequena (12) que haveria uma chance boa a favor do E/F.

  47. Boa noite a todos!
    Na verdade o Mir.2000 é a mesma aeronave que o Mir.III, que o F102, F106, Draken, Viggen… Brincadeiras a parte, o Mirage F1 tem seu projeto no Mir.III; Então o Rafale tem o seu projeto de 1955, afinal ele é um delta, usa canards( quem não lembra deles nos Mir.IiI)… Galante, parabéns pela Trilogia. Cel. Nery, vc é 10!!! Um Adelphi pra vc!

  48. A grande “sacada” do Mirage 2000 foi ter sido um projeto sensato. Em meados dos anos de 1970 houve um certo “deslumbramento” por assim dizer com a idéia de caças grandes. O F-15, F-14, Su-27 todos em fases de desenvolvimento ou operação inicial forneciam uma visão de um caça com radar poderoso um monte de mísseis de longo alcance e agilidade em combate aproximado (exceção do F-14) como o modelo de dominação dos céus.
    A França também tinha as suas idéias sobre isto, Dassault Mirage G um caça de geometria variável, moda nos anos de 1960 e uma década depois o Dassault Mirage 4000 eram os super caças franceses.
    Em algum momento a engenharia enxergou que um caça nos anos seguintes poderia ser letal e ser menor graças ao avanço da eletrônica. Isto é tão verdadeiro, que tornou o F-16 de um caça de céu claro em 1975 a um oponente letal em combate BVR uns 20 anos depois.
    O marketing por sua vez enxergou o óbvio que os clientes de avião franceses não tinham como manter um “super caça” mas desejavam um avião com capacidade estado da arte. E ai surgiu o M2000 um projeto razoavelmente equilibrado.
    O Mirage 2000 não tem nada a ver com o Mirage III, como vários colegas falaram e para os mais teimosos, se informem sobre um projeto chamado Mirage III NG que voou em 1892, uns anos depois do Mirage 2000 portanto. Ele era uma célula de Mirage III com motor, FBW, radar e demais sistemas modernos, uma espécie de Mirage III top de linha para clientes que não poderiam comprar o M2000. Simplesmente não vendeu, ninguém queria um projeto velho com sistemas novos.
    Como também não vendeu uma idéia da mesma época de equipar o F-16 com instrumentação austera e motores J79, (0 mesmo do F-4), uma idéia da administração Carter para países de terceiro mundo cuja sabedoria de Washington na época não permitia a compra de caças estado da arte. Também não convenceu nenhuma força aérea incauta.
    Mas o M2000 tinha sim limitações e potencial de desenvolvimento menor que o F-16 e Su-27. Sua célula nos anos 90 já estava no limite do desenvolvimento e sua motorização também. Era um projeto que não poderia “ganhar peso” nem “emagrecer no radar” a menos que a Armée de l’air metesse a mao no bolso e encomendasse uma nova motorizacao e mudanças mais radicais na celula, mas com o Rafale no horizonte isto era um contrassenso. .
    A célula do M2000 ter evoluído pouco em aerodinâmica e muito em eletrônica não é demérito, pelo contrario é resultado do talento dos engenheiros que nos anos de 1970 criaram uma célula e motorização a custos relativamente baixos de desenvolvimento. Outra boa dose de talento de engenharia foi o MICA, um míssil BVR que dava grande capacidade ao caça com baixa penalidade de massa e aerodinâmica.
    Mas tudo tem um limite e o M2000, seu motor, radares de varredura mecânica e o próprio MICA já tinham chegado a ele mais ou menos na época em que a Embraer e o seu presidente Mauricio Botelho falavam na mídia que o M2000BR iria nos permitir exportar caças para a America Latina, como se os franceses precisassem da empresa de SJC para vender caças na região.
    Foi a FAB matar o FX-1 e pouco tempo depois o “caça nacional a ser exportado” fechou sua linha de produção na França.
    O Rafale, substituto do M2000 na França por sua vez não colheu os ensinamentos do programa M2000. Era um caça caro de compra e manter. Um desbunde orçamentário, o F-35 Frances guardando algumas proporções de tempo e escala. Também era um avião que os clientes típicos da franca olhavam com outros olhos.
    Primeiro porque nos anos 60 até os 80 uma força aérea menor ou comprava Mig-21 ou F-5 dependendo do lado do muro de Berlim que defendia. E os franceses apareceram como uma opção de caças melhores com menos restrições.
    Nos anos 90 também os orçamentos diminuíram, e modernizar caças antigos com radares novos, telas de LCD e mísseis modernos passou a ser uma boa opção econômica.
    Um F-16 ou SU-30 poderia ser comprado com menor restrição.
    E finalmente, os clientes franceses de décadas passadas estavam meio chateados com os custos e políticas de pós vendas. Não estamos falando de Citroen ta pessoal é de Dassault, o que no fundo é quase a mesma coisa.
    Fosse o Rafale um projeto com a mesma orientação do M2000, isto é racionalidade econômica, foco na realidade não apenas da França mas também de seus clientes e uma nova política de relacionamento comercial e industrial, estaríamos vendo hoje antigos operadores de M2000 trocando caças franceses por outro caça Frances.
    A França apostou tudo no Rafale, os EUA no F-35, os russos esqueceram do Mig29, e as forças aéreas estão cada vez mais pobres, a SAAB agradece.

  49. Nunão 30 de novembro de 2017 at 16:07

    Vamos, vc fez comparação minuciosa entre o MirageIII e o M2000. Agora compara o salto de desempenho entre o M2000 e o Rafale. Observa as imagens entre os 2 sobrepostas e observe a diferença de desempenho que eles têm.
    Observe o desempenho entre o Viggen com o GripenA. O Viggen pesa 9,5 ton, MTOW 20ton, leva 5000L de combustível para ter a mesma capacidade de cargas externas e ter uma autonomia na mesma ordem do Gripen.
    Assim como tem diferenças entre o F-16A para o F-16E. Mas nem se compara entre o desempenho (em diversas áreas) da relação F-105 com o F-16 que o substituiu e com o F35. Do F-4 em relação ao F-15 e este em relaçaõ ao f-22.

    É por isso que se desenvolve caças novos de raiz até hoje. E não se continua pegando caças da década de 50 e não continua fazendo o que fizeram com o Mirage.

    Eu nunca vi um assunto tão óbvio ser tão renitente.

  50. Tomcat3.7 30 de novembro de 2017 at 12:39

    Olha eu vou te responder poque vc foi educado. Eu só contrariei o Aerococus aqui:
    Manuel Flávio 30 de novembro de 2017 at 9:02
    Não escrevi nada demais. Apenas coloquei 2 linhas. E ele se deu uma de vítima (talvez por não gostar de ser contrariado). Aí entrou o Rinaldo Nery tentando botar banca.
    Foi assim que começou o desentendimento entre eu e eles.

  51. Uma retificação: a depoimento do CA Luis Carlos Bueno sobre o FX1 na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, no qual atacou o Mirage 2000BR chamando de um projeto velho ocorreu em 2.004.

  52. Manuel Flávio 30 de novembro de 2017 at 9:02
    “Por esse seu conceito, o GripenNG é uma aeronave nova de raiz…

    Faça-me o favor…“

    Caro Manuel,

    Voce veio com grosseria gratuita e eu me “faço de vítima”?

    Pelo o que consta, eu só argumentei baseando-me em minha experiência sobre minha percepção a respeito do projeto do Mirage III e do Mirage 2000 – que inclusive é compartilhada por outros comentaristas.

    Pela sequência de respostas suas fica claro quem que não gosta de ser contrariado.

  53. Mas olha, não estou aqui pra brigar, muito pelo contrário, estou aqui para me divertir e para compartilhar. Se por alguma razão te desrespeitei, fica o meu sincero pedido de desculpa.

  54. Na minha opinião: avião francês nem de graça!
    Tem coisa muito superior no mercado, além de possivelmente agregar o principal em uma negociação militar: apoio político. Hoje à compra de armamentos significa apenas 20% do negócio, o que pesa mesmo é apoio estratégico.
    O Brasil com ou sem gripen continua insignificante do ponto de vista militar e estratégico.
    Justamente por isso alguns países compram de Rússia, China e Estados Unidos…e não de França, Reino Unido, Itália, Alemanha, África do Sul etc…

  55. Não entendi até agora as críticas em relação ao Manuel Flávio. Concordo com as indagações dele…óbvio que uma aeronave é diferente da outra, no entanto, muito coisa tende a seguir a mesma cultura de projetos da companhia. Inclusive seguir essa cultura é fundamental para o sucesso de vendas de um produto, especialmente de uma empresa como a Dassault que não é um monstro com diversos clientes pelo mundo.

  56. A última encomenda de Mirage 2000 novos foi da Grécia em 2000.
    8 anos depois, em 2007 a linha de produção fechou.
    Foram 8 anos sem novas encomendas. Não venceu nenhuma concorrências nesse período.
    Não deu para a Dassault segurar.

  57. O F-X1 era para 12 a 24 aviões para Anápolis, para substituir os Mirage, mas como estava limitado a 1 bilhão de dólares, seriam só 12 aviões.
    Mesmo com a aquisição dos 12 aviões do F-X1 a FAB depois precisaria do F-X2 para repor os F-5, mesmo com os F -16C/B block 52, Gripen C/D ou Mirage 2000BR em Anápolis, os 3 concorrentes que poderiam atender a proposta dentro da limitação orçamentária.
    Mas isso são aguas passadas, por sorte não precisamos de algo melhor que os F-5M em Anápolis desde a aposentadoria dos Mirage, e agora que venham os Gripen E/F.

  58. “Manuel Flávio 1 de dezembro de 2017 at 4:26
    Nunão 30 de novembro de 2017 at 16:07
    Vamos, vc fez comparação minuciosa entre o MirageIII e o M2000. Agora compara o salto de desempenho entre o M2000 e o Rafale. Observa as imagens entre os 2 sobrepostas e observe a diferença de desempenho que eles têm.”

    Manuel Flavio, nessa mesma linha de raciocínio em que você compara o desempenho do Rafale com o do Mirage 2000, experimente comparar o desempenho global de um Mirage 2000 com um Mirage III. São duas gerações de diferença em praticamente todos os detalhes de desempenho (dos detalhes de projeto e construção já falei) contra semelhanças apenas na configuração geral de monomotor delta sem cauda e de asa baixa, sendo estad as únicas coisas que fazem o projeto dos anos 50 se assemelhar ao dos anos 70.

  59. Aéreo, parabéns pelo post. Deu uma aula sanando todas as dúvidas. Bem elucidativo. Sem “botar banca”. Kkkkkk

  60. Aéreo, obrigado pelo post. Eu não conhecia a história do Mirage III NG.

    Nesse link tem um pouco sobre cada avião da Dassault. Bem legal…
    http://www.aviastar.org/air/france/a_dassault.php

    Interessante ver o que é dito sobre o Mirage 2000.
    “Possessing no commonality with preceding Mirages despite its appellation, the Mirage 2000 was chosen on 18 December 1975 to become the next primary combat aircraft of the Armee de l’Air.”
    Isso parece ser uma bela definição de projeto novo de raiz. 😉

  61. Nunão 1 de dezembro de 2017 at 11:45

    Boa tarde, Nunão.
    Eu assino o Avialogs.
    http://www.avialogs.com/

    Se vc assinar, vc pode fazer o download dos manuais de voo tanto do M2000 quanto do Mirage III.
    Não está disponível o do Rafale. Mas basta os dados de desempenho dele com relação ao M2000 para ver que a diferença é muito maior.
    E citei outros exemplos na minha resposta anterior.

    Quanto mais diferente for o design, mais diferente será o comportamento do desempenho aerodinâmico da aeronave. E incluo nessa comparação aeronaves de geração de diferentes, mais diferente ela será.

    Nesse tópico estou me sentindo um idiot@ tendo de explicar coisas tão básicas como essa.

  62. Quando leio sobre o Mirage III sempre vem a mente o Mirage Rose(Retrofit Of Strike Element) do Paquistão, no embargo pela bomba atômica eles não puderam comprar novos aviões e modernizaram os Mirage III e V.
    Com apoio da França colocaram:
    Novos motores do F1
    Head-up display (HUD)
    Hands on throttle and stick” (HOTAS)
    Controls and new multi-function displays (MFD).
    New navigation systems, including an inertial navigation system and GPS system, were also installed.
    Defensive systems upgrades consisted of a new radar warning receiver (RWR), electronic countermeasures (ECM) suite and counter-measure dispensing system, dispensing decoy flares and chaff to confuse
    Radar Grifo M3
    SAGEM Forward-Looking Infra-Red (FLIR)
    Sagem nav/attack system
    Depois colocaram sonda para REVO com kit fornecido pela Africa do Sul, similar ao dos Atlas Cheetah.
    . https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTH1-YTcxY2QIKN-pdEATdqoEa9ozcWEuGONyqsFGSLgLfYHVFy7QUMlXYCOQ

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