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Bangladesh desloca caças para a fronteira com Myanmar

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MiG-29 de Bangladesh

O desdobramento é uma possível resposta às intrusões da fronteira por Myanmar nos últimos dias

Bangladesh desdobrou um grupo aéreo e um grupo da Marinha em Chittagong, perto da fronteira com Myanmar, de acordo com fontes sênior de defesa.

A manobra é uma possível resposta às forças armadas de Myanmar que atravessaram a fronteira para Bangladesh nos dias 27, 28 e 1 de setembro. Na sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma nota diplomática para a embaixada de Myanmar em Daca depois que helicópteros cruzaram Bangladesh em três ocasiões ao longo do dia.

O Dhaka Tribune chegou ao Diretor de Relações Públicas do Inter Services no domingo para se informar sobre o assunto.

O diretor do ISPR, tenente coronel Rashidul Hasan, recusou-se a confirmar qualquer movimento militar, mas confirmou um grupo aéreo perto de Chittagong.

Ele disse que o grupo estava em um alerta de defesa aérea sobre Chittagong que a força aérea executa de forma rotineira.

As forças armadas de Myanmar estiveram envolvidas em uma nova onda de conflitos no estado de Rakhine que faz fronteira com Bangladesh. O conflito viu centenas morrerem, mesmo durante as tentativas de fugir para Bangladesh. Milhares conseguiram escapar para Bangladesh e agora estão vivendo em condições indigentes como refugiados, enquanto as forças insurgentes Rohingya engajaram as forças armadas de Myanmar.

MiG-29A da Bangladesh Air Force

FONTE: Dhaka Tribune

18 COMMENTS

  1. É preciso uma resposta firmes contra os genocidas budistas que promoveram contra muitas famílias atrocidades sem tamanho ,é preciso de bombardear aquela aerea urgentemente .

  2. Carlos, eles operam 36 F-7, 8 Mig-29 e 16 Yak-130 (Os F/FT-7 são operados pelos 25º/5º e 35º esquadrões, os Mig-29 são operados pelo 8º esquadrão e os novos Yak-130 são operados pelo 21º esquadrão). Normalmente esses caças/LIFT são operados em duas bases: Chittagong (F/FT-7 e Yak-130) e Kurmitola (Mig29 e F/FT-7). Interessante que os caças possuem essa camuflagem em tons de azul, incluindo o azul escuro, pois o céu da região tem essas tonalidades diferentes de azul e os F/FT-7 por exemplo, são pintados de azul escuro mesmo. Apesar de ser uma nação bastante pobre, eles até que nas três forças possuem boas forças armadas, relativamente modernas e bem adestradas.

  3. Negrão, eu acharia difícil o Brasil comprar um YAK-130 ou L-15, mais fácil seria se precisassem comprar um M346 semelhante por ser ocidental da Leonardo.
    Mas hoje temos o A-1 e o F-5 para os caçadores voarem antes de chegar ao Gripen.
    No futuro vão tentar ir direto do A-29 para o Gripen, tenho colegas que defendem esta possibilidade e outros que não acham viavel, preferiam um LIFT, mas o assunto ja foi muito discutido aqui.
    Só para exclarecer, hoje só duas Forças Aéreas defendem a ideia de formar pilotos de caça em turbohélices e passar direto a primeira linha, o Brasil e a Duiça, e o motivo me parece ser claro, são os fabricantes do A-29 e PC-21, mas os dois ainda usam o F-5E no meio do caminho, uma corrente de pilotos na Suiça quer modernizar os F-5F para fazer um Esq. LIFT, como fizeram a Espanha e Turquia com os F-5B modernizados.
    A Tailandia tinha modernizado alguns dos F-5E/F dando prioridade aos “F” para fazer um LIFT como F-5T e agora resolveram modernizar o resto dos F-5E e colocar todos como operacionais LO e agressores, pois decidiram comprar 8 KAI FA-50 para formar caçadores para os 11 GripenC/D e 53 F-16A/B MLU.

  4. Sim, Bardini. Essa notícia já é, digamos: “de conhecimento público”. Segundo os Israelenses, elogiaram a performance geral da aeronave, sua construção robusta, docilidade de comando e agilidade e até mesmo coisas que só os Russos (soviéticos) aplicaram, como o “botão do Panico” que é um dispositivo que se entendi bem, se o piloto perde o controle da aeronave, basta apertar o tal botão que a aeronave retorna ao voo nivelado (* não sou piloto e não sei como funcionaria na prática isso!). Pontos negativos são os mesmos de sempre: Ergonomia da cabine muito ruim, levando a alta carga de trabalho para o piloto com sua parafernalha de botões, chaves, etc.., radar suscetível a sofrer degradação (EW) e inferior aos similares encontrados em caças ocidentais da mesma época, turbinas (sempre as RD-33) fumacentas deixando um rastro mais visível que os dos F-4 (que diga-se de passagem, sempre foram considerados fumantes inveterados!). No geral, aplica-se o que os israelenses sempre falaram dos Mig desde os tempos em que botaram a mão num Mig-21 iraquiano – nas mãos do pilotos bem treinados, são aeronaves excelentes e adversários de respeito, mas… ( no caso dos árabes, bem, vocês sabem do que estou falando)

  5. Uma força aérea no quinto dos infernos que ninguém sabe onde fica e com mais dissuasão que a FAB. Triste Brasil.

  6. Jonas Silva 5 de setembro de 2017 at 17:27
    “Eu sei!, Eu sei onde fica Bangladesh !”, que chegou a ser chamada de ‘Paquistão Oriental’, fica a leste da Índia (em oposição ao Paquistão propriamente dito), e faz fronteira com esta, com Myanmar (com quem está tendo atritos de fronteira), com o Nepal, com a China e com o Butão!
    Nepal e Butão, não ‘fedem nem cheiram’ (aliás, devem feder muito a estrume de yaque…!), mas com China e Myanmar como vizinhos…! Então, apesar de Bangladesh ser mais um país com IDH ‘abaixo de zero’, se vê obrigado a ter forças dissuasivas razoáveis.
    Com todos os problemas que temos em nosso país, eu não troco a nossa tranquilidade no cone sul nem pela frota de MIG-29 toda de Bangladesh! Triste sudoeste asiático…!

  7. Bangladesh.

    Pais de 3º mundo miserável, enchentes chegam a deixar 2/3 do pais embaixo da água, 1/4 da população é analfabeta, Pib Per Capita ridículo…

    E o pais é forçado a gastar o pouco dinheiro que tem para lidar com uma vizinhança turbulenta.

    Triste…

  8. Jonas Silva 5 de setembro de 2017 at 17:27

    Jonas, o que o leva a crer que a Força Aérea de Bangladesh tem aior poder de dissuasão que a FAB. Os OITO Mig-29 deles são da versão A, a primeira que foi produzida. Os F-7 deles são uma versão chinesa do Mig-21. Tecnologicamente, o que de mais moderno eles possuem é o Yak-130. Qual aeronave dessas possui a aviônica embarcada de um F-5M (que por sua vez não é nada extremamente moderno, sabemos bem)? E dissuasão é formaa por um conjunto de fatores, que envolvem os vetores propriamente ditos, armamentos destes, capacidade de apoiar e manutenir esses vetores e ainda os vetores de apoio, como aeronaves de reconhecimento e AEW, por exemplo. Mesmo estando na situação que está, a FAB está “um pouquinho” mehor que a FA de Bangladesh. Não olhe os vetores pura e simplesmente. Procure olhar o conjunto e o contexto.

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