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Dois pilotos de caça da FAB estão de partida para treinar no Gripen, na Suécia

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Caças Gripen no Nordic Air Meet 2012 - foto Forças Armadas Suecas

Missão de caçadores do 1º GDA e do 1º GAVCA deverá começar em 3 de novembro

Veja abaixo texto de portaria de 20 de outubro de 2014 do Ministério da Defesa, publicada na edição de quarta-feira passada (22/10) do Diário Oficial da União. A portaria informa sobre a designação de dois oficiais aviadores da Força Aérea Brasileira para participarem de treinamento de conversão para o caça JAS 39 C/D Gripen, na cidade sueca de Linkoping.

Segundo a portaria, a  autorização para saída do país vale a partir de 31 de outubro e a missão deverá começar em 3 de novembro, com duração prevista de 166 dias (pouco mais de cinco meses).

Ministério da Defesa

GABINETE DO MINISTRO – PORTARIAS/MD DE 20 DE OUTUBRO DE 2014

O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso da atribuição que lhe confere o inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição, o parágrafo único do art. 1º do Decreto nº 2.790, de 29 de setembro de 1998, e de conformidade com o disposto no art. 7º do Decreto nº 7.689, de 2 de março de 2012, resolve:

Nº 2.704 – DESIGNAR os militares abaixo relacionados para, na cidade de Linkoping, República da Suécia, participarem de Treinamento de Conversão para JAS 39C/D:

Capitão Aviador GUSTAVO DE OLIVEIRA PASCOTTO (1º GDA /NO 3323919); e

Capitão Aviador RAMON LINCOLN SANTOS FORNEAS (1º GAVCA / NO 3335488).

A missão é considerada transitória, sem mudança de sede, com duração de 166 dias, com período máximo de retribuição no exterior de 174 dias, e início previsto para 3 de novembro de 2014, podendo se ausentarem do país a partir de 31 de outubro de 2014, com ônus total para o Comando da Aeronáutica, fazendo jus à retribuição no exterior estabelecida na Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, regulamentada pelo Decreto nº 71.733, de 18 de janeiro de 1973, alterado pelos Decretos nº 3.643, de 26 de outubro de 2000, e nº 5.992, de 19 de dezembro de 2006. (Processo nº 67200.008705/2014-01)

FONTE: Diário Oficial da União – edição de 22 de outubro de 2014, seção 2, página 7 (clique no link para acessar original)

FOTO: Forças Armadas da Suécia (em caráter meramente ilustrativo)

29 COMMENTS

  1. Algo interessante quanto à duração da missão é que ela corresponde aproximadamente ao período do curso de piloto de combate (defesa aérea e ataque ao solo) em Gripen, que é de cerca de seis meses, mas não ao de instrutor na aeronave, que acrescenta outra etapa e eleva o tempo total do curso para um ano.

    Ao menos foi assim com pilotos tailandeses que treinaram na Suécia, em 2010 / 2011:

    http://www.aereo.jor.br/2011/03/03/mais-pilotos-tailandeses-chegam-a-suecia-para-treinar-no-gripen/

    “Este é o segundo grupo de pilotos tailandeses a receber treinamento na Ala de Skaraborg, a F7. Nos próximos seis meses, eles deverão participar de aulas teóricas e práticas, estas últimas incluindo voos simulados e reais no Gripen. Segundo o capitão Anders Hjärp, da Força Aérea da Suécia, trata-se de pilotos com experiência em F-16.

    O primeiro grupo de pilotos tailandeses foi treinado em 2010, num curso que teve duração de um ano e que incluía a qualificação para se tornarem instrutores. Já o grupo atual receberá um treinamento mais curto, focado em defesa aérea e ataque a alvos terrestres, sem a etapa de qualificação em instrução.”

    Outro aspecto a se ressaltar é que estão indo um piloto que provavelmente tem experiência em Mirage 2000 e um piloto com experiência em F-5M, respectivamente os caças da FAB de maior desempenho e de equipamento eletrônico mais moderno (embora o Mirage tenha sido desativado no final do ano passado).

  2. Interessante será que os dois cobaias (um do F-5 e outro não) estabelecerão algum tipo de padrão para as futuras escolhas dos que treinarão primeiro no Gripen TAMPAX ou terá sido mera coincidência ???

    Tomara que o processo de negociação dos Gripen C/D corra também bem rápido.

    Até porque o Gripen E já atrasou de cara de 2018 para 2019 e dependendo dos “ajustes” da versão BR e PRINCIPALMENTE (até que me deem PROVAS do contrário) acho que mesmo o Gripen sueco vai atrasar por causa específicamente do projeto do seu radar AESA de pratomóvel que não acredito que este sistema esteja 100% operacional antes de 2022,
    PODEREMOS precisar dos Gripen TAMPAX por alguns anos a mais do que o hoje programado.

    OUTRA COISA ainda não foi informado quantos destes Gripen TAMPAX serão biplaces e outra coisa que está no reino do possível é que se os Gripen D tampax forem inferiores em número a 8 a diferença pode exigir que alguns deste Gripen C sejam posteriormente convertidos em Gripen D (se não houver mais Gripen D disponíveis).
    Conforme os Gripen E-BR forem sendo entregues haverá necessidade crescente de aeronaves de conversão e como por ainda terem que ser desenvolvidos no Brasil os Gripen F TENDEM A SER OS ÚLTIMOS a serem entregues do lote FX-2…
    Até lá teremos que ter 8 Gripen D mesmo para o trabalho…

  3. Nunão

    Me permita uma pergunta off-topic mas nem tanto – os nossos gripens serão melhores do que f-16, certo?
    Mas porque? Maior manobrabilidade, devido aos cannards?
    E a aviônica tb?

    Abraço

  4. Jairo, você tem a revista Forças de Defesa número 10?

    Há um comparativo na matéria especial sobre o Gripen que aborda a manobrabilidade frente ao F-16 (e ao F-35).

    Quanto a aviônicos, é preciso saber com qual versão do F-16 comparar antes de se falar em algo. O F-16 está em produção há décadas e tem versões das mais variadas, desde as defasadas até as que trazem equipamentos no estado da arte já de fábrica, ou modernizados etc.

  5. rsrsrsrs
    Gilberto, vou falar pro Jordão, cmt da III FAE, e pro Oliveira, seu CHEM, a lerem seu post pra balizar suas decisões. kkkkkkk
    Os dois capitães não vão estabelecer padrão algum. Serão indicados para o curso na Suécia os pilotos da primeira linha que merecerem ir. Maus oficiais não irão.
    Ninguém sabe o sylabus do curso. De repente o curso de instrutor faz parte. Qual é o padrão de pilotagem dos tailandeses? Dos sul coreanos sei que é uma bosta.
    E se não vier o GRIPEN D? O simulador basta pra voar solo? Quem sabe?
    Dois F-2000B deram conta do recado da instrução. Estava em Anápolis e acompanhei.

  6. KKKK
    Com certeza Rinaldo o único resultado será um empate, quem vai na frente com certeza é o pessoal TOP eu só pensei numa analise subjetiva dos próprios oficiais sobre suas experiencias sobre a transição e ter dois pilotos/instrutores com origem nas duas “fontes” só pode ajudar a turma que vem atrás.

    Aliás é uma curiosidade que tenho, como ficaram os pilotos dos Mirage foram distribuídos nos esquadrões de F-5 ??

    Fico imaginando que ALGUNS oficiais sortudos poderão acumular uma ricae diversa experiência de pilotagem militar pilotando tanto Mirage, F-5M (ou sem M) , Gripen C /D e eventualmente finalmente o Gripen E/F.

    Uma bela época de se ser um jovem piloto da FAB.

  7. COMO assim Rinaldo ??? Agora que me caiu a ficha…

    E se não vier o Gripen D ???
    Tem esta possibilidade ???

    E como o Gripen F eu acho que vai DEMORAR…

    Tomara que não…

  8. Os Jaguares foram movimentados para onde quiseram. O cmt foi cursar a ECEMAR. Alguns foram para outras Unidades de Caça, não necessariamente da primeira linha. Os que permaneceram em Anápolis estão voando o F-5EM.

  9. Rinaldo não concordas EM TESE que como vão ser desenvolvidos e feitos no Brasil os Gripen F tendem a ser os últimos do lote 1 do FX-2 ?

    Ficar até lá só com dois Gripen D é uma temeridade, acho que o mix dos Tampões deve considerar esta circunstância.

    Outra coisa é que a Flygvapnet já decidiu que só vai avaliar a sua necessidade de uma aeronave Gripen F depois de receber o último Gripen E.

    Em Farnburough inclusive a SAAB apresentou um slide do mapa do desenvolvimento do Gripen onde apareceu pela primeira vez um tal de Gripen D+ (o Gripen C+ não aparecia) que PARECE indicar que para o treinamento dos seus Gripen E a SAAB vai fazer um Gripen D tunado para a conversão dos suecos…

    Se o nosso Gripen F atrasar podemos enviar alguns dos nossos Gripen C tampax para entrar na fila do tal Gripen D+ se este programa decolar por lá…

  10. Rinaldo Nery, eu tinha lido algo ente 8-10, e já acho que 10 está ficando díficil, nunca li na que seriam 12, principalmente porque a suécia vai “ceder”, ou seja não vai ser um aluguel ou lising.

  11. “………..que não acredito que este sistema esteja 100% operacional antes de 2022,….”

    Opa, as contas começam a bater …………… 2022…….2022.

    Caso sobre 8, reze ………

    A Eslováquia vai chegar na frente.

    Vamos ter que negociar com a SAAF.

    • Carlos, não entendi.

      O que você vem martelando sempre que pode é a sua opinião sobre as primeiras entregas só ocorrerem em 2022, ou estou enganado?

      O que o trecho de comentário que você selecionou provavelmente está se referindo é à FOC (Final Operational Capability, capacidade final de operação, ou seja, 100% operacional), o que normalmente ocorre, em qualquer força aérea, alguns anos após as primeiras entregas de uma nova aeronave, quando se atinge certa maturidade de seus diversos sistemas e da proficiência de seus pilotos em operá-los e da força aérea em questão em mantê-los operando.

      Bem antes da FOC, e bem mais próximo às primeiras entregas, vem a IOC – Initial Operational Capability, que no caso do Gripen para o Brasil deverá ser na arena ar-ar. Há um monte de matérias sobre o assunto, aqui no Poder Aéreo.

  12. Nunão em forças aéreas de primeira linha (EUA, Rússia, França e etc) é admissível que uma aeronave projetada e construída pelo próprio país possa ter este período digamos “sub-operacional” entre o IOC até o FOC.

    Mas em GERAL quando isso ocorre, a aeronave de geração anterior se mantem em serviço normal até chegar a hora de ser substituída.

    Não é o caso brasileiro mas é o caso sueco.

    Já estamos sem os Mirage e os F-5M e AMX estão perigosamente próximos do fim da sua vida operacional. Mesmo com sua recente modernização sua substituição DEVERÁ acontecer, ou melhor iniciar-se, no final dos próximos anos vinte.

    Quanto mais atrasar o IOC do Gripen E e quanto mais largo for o período do FOC do Gripen E mais grave a situação operacional da FAB. E ainda tenho uma ENORME interrogação sobre este AESA híbrido (num conceito de engenharia não testado) que está previsto para equipar o Gripen. De longe o calcanhar de Aquiles deste PROGRAMA.

    A Flygvapnet não, eles manterão sua frota de Gripen C/D e esta inclusive SERIA uma das dificuldades do fornecimento dos Gripen C/D para a NOSSA transição.

    No início de 2013 a ministra de Defesa da Suécia colocou em discurso frente a uma comissão do parlamento sueco (quando da aprovação do acordo que incluía os 40 Gripen E suecos e mais 20 para a Suíça) que o sistema de armas Gripen E tem PREVISÃO de só estar 100% operacional em 2022. Acredito que esta seja a base da reiterada afirmação do Carlos.

    A Suécia manterá até lá (2022) seus Gripen C em serviço operacional e SÓ a partir daí os substituirá pelos Gripen E.
    Igualmente decidiu, na mesma época, que manterá em serviço os seus Gripen D até a entrega do último Gripen E. Somente DEPOIS disso avaliará a necessidade de substituição dos Gripen D (ou da versão modernizada Gripen D+ segundo a SAAB em Farnborough-2014) por uma nova variante biplace, o Gripen F.

    O mais interessante sobre estas decisões SUECAS no início de 2013 é que agora em 2014 se tem um desdobramento FX-2; pois quando for chegada esta hora (da entrega do último Gripen E sueco) certamente a Flygvapnet além de decidir se precisa ou não de uma versão biplace do SEU Gripen E…

    …ela terá que se decidir entre o Gripen F-BR que já deverá existir por esta época ou optar por encomendar à SAAB uma nova versão do Gripen F e desconsiderar a versão desenvolvida no Brasil…

    Vai ser muito interessante esta decisão….

    Para a continuidade a mais longo prazo desta parceria…

    • “No início de 2013 a ministra de Defesa da Suécia colocou em discurso frente a uma comissão do parlamento sueco (quando da aprovação do acordo que incluía os 40 Gripen E suecos e mais 20 para a Suíça) que o sistema de armas Gripen E tem PREVISÃO de só estar 100% operacional em 2022. Acredito que esta seja a base da reiterada afirmação do Carlos.”

      Até onde pude perceber,o que o Carlos vive martelando é que as entregas só começarão em 2022, a não ser que ele tenha mudado de opinião nesse meio-tempo.

      Quanto ao caso brasileiro, é justamente devido ao período entre as primeiras entregas e a operação inicial em números e qualificação suficiente para um primeiro esquadrão de Gripen E/F, no Brasil, que se busca o acordo para Gripen C/D usados, pensados não só para a lacuna até 2018 (agora 2019), e sim até 2020 pelo menos, mantendo uma unidade equipada com o Gripen C/D enquanto os novos Gripen E/F vão entrando em operação. O próprio Saito afirmou isso em audiência no Senado.

      Então não sei muito bem onde está todo o estranhamento.

      “Já estamos sem os Mirage e os F-5M e AMX estão perigosamente próximos do fim da sua vida operacional. Mesmo com sua recente modernização sua substituição DEVERÁ acontecer, ou melhor iniciar-se, no final dos próximos anos vinte.”

      E em algum momento eu dei a entender que essa não seja a nossa realidade? Já publicamos diversas matérias a respeito disso.

  13. Não Nunão está tudo OK, o meu comentário é só uma reflexão que ao escolher o caminho mais difícil do Gripen (um caça em desenvolvimento que por definição envolve maiores INCERTEZAS) o Brasil vai correr riscos e terá de gastar MAIS na medida que efetivamente se envolver mais profundamente no programa Gripen.

    As necessidades que virão do Gripen F e mais adiante do Sea Gripen garantem que os NOSSOS gastos vão espiralar para o ALTO E PARA VANTE.

    Mas logo de início, a decisão da COPAC/FAB de especificar no painel aviônico o Display Panorâmico único me surpreendeu POSITIVAMENTE pela ambição tecnológica. E na minha humilde opinião é um bom caminho para não só fazer o “push the envelope” do programa Gripe como se tornar um parceiro tecnológico REALMENTE respeitado pelos suecos.

    Como já disse, escolhido o Gripen no FX-2, agora ele é MEU e o que me move é que o Governo e a FAB invistam e trabalhem INVESTINDO neste programa para que ele atenda ainda melhor as nossas necessidades. Atuais e nas futuras décadas.

    • Entendi perfeitamente, Gilberto.

      Só espero que não haja espirais para o alto e avante nos gastos. No Prosub, que é um programa de alto custo e também relacionado a um caminho mais difícil de se absorver tecnologia, desenvolver versão específica etc, não fiquei sabendo de nenhum gasto “espiralado”, somente dos fechados no contrato (se há programas que não se está pagando em dia, arcando com juros etc que geram espirais de gastos, já é uma outra questão, mas até onde sei o contrato do Prosub é para um custo total já fechado, assim como se disse que seria o do Gripen).

      Só peço, mais uma vez, que não faça comentários com destaques em maiúsculas, que não são necessárias e passam a ideia de estar gritando.

  14. No geral sou obrigado a concordar com o Gilberto (ahaha, acho q é a primeira vez kkkk): escolhido o Gripen como o FX2 espero que o governo do PT gaste muito, e BEM o dinheiro dos tributos.

    O perigo está no BEM da proposição acima. Torço para que a FAB denuncie e não permita qualquer desvio dos propósitos do programa por PolíTicus mal intencionados.

    Mas dinheiro tem: na verdade está sobrando, como comprova o PeTrolão de US$ 20 bilhões (somando-se a Pasadena a Abreu e Lima e a perda nos valores das ações), gasto este que acabou de ser chancelado pelos 38% de votos válidos que o governo do PT recebeu dos “desvalidos” e da elite intelectualóide.

    De maneira que dinheiro não é problema. Sou muito mais os US$ 5 bi do Gripen que R$ 1 dado de esmola pra comprar voto. Ou os US$ 20 bi do PeTrolão.

    Quem mais reclama do preço final do programa é quem faz a conta achando que compraríamos Super Hornet ou a Jaca francesa de prateleira. Aí de fato não dá: a comparação é de batatas com laranjas.

    Ou por outra forma: a FAB SABE que se comprássemos SH ou Jaca ela iria fazer as mesmas exigências, ou seja: os custos seriam equivalentemente aumentados (ou mais no caso dos “parceirus istratégicus” franceses).

    Enfim, que venha o Gripen. Primeiro os C/Ds, e depois os E/Fs, de preferência com mais um ou dois lotes.

  15. Penso que o gasto efetuado agora terá compensação no futuro, com exportações. Também pode ser importante para um futuro seagripen. Esse Display Panorâmico único está interessante. Mostra que a FÁB não está de brincadeira.

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