Bases aéreas do Alasca continuam na disputa para receber o F-35

F-35 - foto USAF

Eielson e Elmendorf estão entre cinco bases pré-selecionadas para operar o caça F-35, de oito locais da região Ásia-Pacífico inicialmente cogitados para receber o novo jato. Haverá ainda uma lista final de duas ou três opções antes da decisão por uma base que abrigará 48 aeronaves

Na terça-feira passada, 25 de fevereiro, a Força Aérea dos EUA (USAF) anunciou seus planos para alocar dois esquadrões de F-35, num total de 48 aeronaves, numa base da região Ásia-Pacífico, informando que duas bases do Alasca estão na lista de cinco pré-selecionadas, que inicialmente contava com oito opções. Em abril ou maio, a USAF deverá reduzir esse número para duas ou três opções, após uma série de visitas de avaliação planejadas para começar na semana que vem.

Embora as bases aéreas de Elmendorf-Richardson e Eielson, no Alasca, tenham sido divulgadas como integrantes dessa seleção de cinco locais, não foram mencionadas quais são as outras três. A informação é confidencial porque há bases localizadas em outros países. Porém, isso significa que outras bases na região e que estão em território americano, como Andersen (Guam) e Hickam (Havaí) não estão na atual lista de cinco localidades.

Cruisin’

Está planejado que a segunda alocação de caças F-35 para serviço ativo será justamente na região do Pacífico. Há um forte lobby no Alasca para que Eielson ou Elmendorf vençam a disputa. No caso de Eielson, que abriga um esquadrão de treinamento equipado com o F-16, mais de uma vez houve discussões sobre desativação ou redução das atividades. No sentido contrário, se Eielson for escolhida para abrigar 0s 48 caças F-35,  isso representaria mais de 3.000 novos empregos do Departamento de Defesa, somando-se aos atuais 2.950. Representaria também uma injeção de 379 milhões de dólares na renda salarial na região de Fairbanks, isso no caso do esquadrão de 21 caças F-16, que opera atualmente em Eielson, não sair da base. Há um abaixo-assinado sendo feito na região (a meta é 10.000 assinaturas), dentro de uma campanha para trazer os novos jatos para Eielson.

Senadores do Alasca disseram que haveria ganhos em alocar os F-35 em Elmendorf-Richardson, pois a base possui enorme potencial de crescimento, mas Eielson estaria à frente em suas preferências, pois a região da primeira enfrenta desafios que Eielson não sofre, como limitações de barulho, carência de moradias e espaço aéreo congestionado.  Por outro lado, a região de Anchorage, onde está Eielson, pode ser considerada melhor sob a perspectiva militar – houve até planos recentes para que os F-16 de Eielson fossem para Elmendorf.

Linha de voo de F-35A - foto USAF

FONTE: Daily News Miner (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: USAF

VEJA TAMBÉM:

Subscribe
Notify of
guest

29 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Santana Denis

Toda vez que olho para esse caça fico com a impressão que algumas tecnologias nele aplicadas não vinheram desse planeta.

Rafael M. F.

Parece um pardal:

comment image

Marine

Sera interessante ver aonde os primeiros esquadroes operacionais de F-35 ficarao.

Sendo que dos 8 esquadroes operacionais de F-22, 3 ficam no Alaska, 3 na Virginia, 1 no Havai, e o ultimo no Novo Mexico; com certeza teremos pelo menos um esquadrao de F-35 no Japao, possivelmente em Kadena, Okinawa.

Sds!

joseboscojr

Rafão,
eu já acho que parece mais com uma coruja.

Carlos Alberto Soares

Alasca ?

Opa. é fria mesmo, combina !

Marcos

Essas alaskiano!!
Ou nós somos ingênuos, ou eles!!!

cvn76

Marine

Na realidade os esquadrões operacionais de F-22 são somente seis…..

27th FS e o 94th FS em Langley/VA
90th FS e o 525th FS em Elmendorf/AK
199th FS da ANG em HIckam/HI
95th FS em Tyndall/FL

Esse último mudou ou ainda está de mudança de Holloman/NM para Tyndall/FL

Os dois esquadrões que faltam, são esquadrões da reserva que operam os mesmos aviões dos esquadrões da ativa……..

cvn76

Os planos de basear os 3 primeiros esquadrões operacionais de F-35 são: 4th FS e o 421st em Hill/UT 134th FS ANG em Burlibgton/VT Os outros esquadrões de treinamento, teste de vôos ou testes de armas são: 422nd em Nellis/NV teste de armas 56th em Eglin/FL, com um grupo em Edwards/CA testes de vôos. 58th em Eglin/FL treinamento dos futuros intrutores, mecânicos etc… 61st em Luke/AZ treinamento de pilotos Os planos atuais são de todo o treinamento ser feito em Luke/AZ onde atualmente é feito o treinamento dos pilotos de F-16. Então Luke/AZ ficaria com o treinamento dos F-35 e… Read more »

cvn76

Escreví Burlibton em vêz de Burlington!!

cvn76

Outra novidade, pelo menos para quem se interessa pela parte de organizações…..:-)

Desta vêz pelo F-35B do USMC:

O USMC que treinava em Eglin/FL, mudou o esquadrão VMFAT-501 de treinamento para a base de Beaufort/SC, agora que eles possuem um corpo próprio de instrutores…..

Além disso o USMC já possue um esquadrão operacional (pelo menos no papel); o VMFA-121 em Yuma/AZ.

Guilherme Poggio

Para quem domina a língua inglesa, eu sugeriria uma série de entrevistas de Pierre Sprey,

Não vi estes vídeos (ainda), mas tenho acompanhado as declarações de Sprey (para quem não sabe ele projetou o A-10) através de entrevistas que ele deu para noticiários dos EUA. Realmente ele continua sendo uma mente brilhante, mesmo com idade já avançada.

Marine

Cvn76,

E o 149th Fighter Squadron da ANG na Virginia, e o 302nd FS da USAFR (10th Air Force) no Alaska?

Apesar de serem reservistas, são amplamente capacitados a operar com o F-22. Um serve com o NORTHCOM/NORAD e o outro se mobilizado serve ao Air Combat Command, não?

Abs.

joseboscojr

O Sr. Pierre faz declarações sobre o F-35 que deveriam ser direcionadas à doutrina e não à máquina. O F-35 é vulnerável no dogfight, mas ele tem recursos para não precisar adentrar nessa arena, mas se o fizer poderá se ver em maus lençóis. Concordo em grau, gênero e número com o Sr. Pierre sobre esse assunto e tenho a mesmo impressão. Obs: considero “dogfiht” o combate com canhão. Em relação à substituição do A-10, idem. Ele deveria fazer críticas à maneira que os americanos querem que o CAS e operações anti-tanques se procedam no Século XXI, e não ao… Read more »

Guilherme Poggio

Caro Bosco Não é a doutrina que está errada. É a filosofia do Pentágono. O Pierre Sprey (o primeiro nome é porque ele nasceu na França) critica várias coisas. A primeira delas é o famoso “one size fits all”, ou seja, uma só aeronave pode substituir todo mundo – isso se chama comunalidade. A segunda delas é a simultaneidade (concurency) – “os ensaios com a aeronave vão ocorrendo em paralelo à entrada dela em serviço”. Como ele mesmo disse, essas são duas práticas que já foram colocadas em prática no Pentágono no passado e não deram certo (o Clésio até… Read more »

joseboscojr

Agora, no caos reinante numa situação de guerra tudo pode acontecer. Vamos supor que todas as armas ar-sup de um hipotética e solitário F-35A (e ele só terá armas guiadas, não usará armas burras, e otimizadas para serem lançadas de média e grande altitude) se esgotem mas ele receba um pedido de apoio de fogo de um pelotão que está sendo dizimado pelo fogo inimigo. Das duas, uma. Ou ele diz que não tem como atender o chamado porque não tem mais armas ar-sup ou ele dá uma de A-10 e faz uma ou duas passagens a baixa altitude pra… Read more »

Guilherme Poggio

Outra situação: apesar de sua consciência situacional superior ele se deixa pegar de surpresa por um oponente que se encontra na posição de seis horas, e sendo alvo de seu canhão. Ele se vê sem seus dois SRAAMs e tem que se safar dessa situação, virar o jogo e ainda derrubar o avião oponente com seu GAU-22 de 25 mm. Caro Bosco Imagino que você esteja falando de dogfight neste caso. Sendo assim, o F-35 poderia ter um desenho aerodinâmico melhor se não tivesse que atender aos requisitos da versão STO/VL (F-35B). O avião saiu mais “gordo” do que deveria… Read more »

Tadeu Mendes

Amigos, O sr. Pierre Spray simplesmente nao encontra nada de bom no F-35. Ou estao pagando o cara para fazer uma declaracao destas, ou ele esta louco. O que ele realmente esta querendo dizer e que, ninguem sabe o que esta fazendo, que o F-35 e uma bomba, que a LM enganou aos experts, militares, analistas, e que os parceiros vao comprar gato por lebre. Quando uma nacao como Israel, que tem que dormir com um olho fechado e o outro aberto para nao ser varrida do mapa, foi o primeiro comprador da aeronave, e que futuramente substituira todos os… Read more »

Tadeu Mendes

Caro Joseboscojr.

Seria uma loucura, um pais como os Estados Unidos, a maior potencia aeronautica do mundo, subtituir todos as suas excelentes aeronaves de combate por uma de qualidade inferior e belicamente ineficaz.

Seria ilogico…totalmente ilogico…por favor, nao creiam que o pessoal do Pentagono, da USAF, da LM, e que os outros clientes do F-35, sao estupidos, ingenuos e que estao afim de jogar dinheiro fora.

joseboscojr

Tadeu, Numa rápida pesquisada no Google deu pra ver que o Sr. Pierre Sprey acha o F-16A o ideal de avião de caça. Ele também não gosta do F-15 e não gostou do aperfeiçoamento que o F-16 recebeu capacitando-o a operar o Amraam. Ou seja, ele não gosta de muita parafernália em aviões de caça e preferiria que eles fossem mais ágeis e menos eletrônicos. Ele também vê com certa desconfiança a tendência ao combate BVR. Na visão dele, caça tinha que ser o F-16A e avião de ataque tinha que ser o A-10A. O F-16C e o A-10C não… Read more »

weber_eng

O que o Sprey diz é verdade, TODOS os aviões da “5ª geração” podem ser detectados facilmente, a grande distância, por radares de baixa frequência (Banda L). Isso acontece porque o comprimento das ondas desses radares (alguns metros) é da mesma ordem de grandeza que as dimensões gerais dos aviões, o que torna inúteis as formas projetadas para refletir as ondas dos radares de ondas centimétricas em direções que não retornem para o radar emissor. Os russos já instalaram radares de Banda L nas bordas de ataque das asas do Sukhoi T-50 (PAK-FA) e na versão “stealth killer” do Su-35,… Read more »

joseboscojr

Weber, Todos os aviões stealths podem ser detectados por radar operando em qualquer banda, o que varia em relação aos aviões convencionais é a distância que isso ocorre. Mesmo na banda L ou UHF a técnica de forma e os materiais RAM ajudam em reduzir essa distância. Sem falar que esses radares não prestam a solução de tiro. Ou seja, não adianta detectar, saber que o caça está lá, mas não poder rastreá-lo com precisão. Sem dúvida é melhor ficar trancado em um quarto escuro sabendo que lá dentro tem um sociopata armado com uma faca e com uma câmara… Read more »

joseboscojr

Meu caro Poggio, Mas é exatamente este o ponto. Por tudo isso que você disse ele não foi feito para isso. Se ele não foi feito para isso ele não precisa ser bom nisso. Ele tem que ser bom em evitar que isso ocorra, e nisso eu acho que ele é bom. Ele tem consciência situacional ampliada de modo a nunca ser pego de surpresa. Ele é furtivo e tem sensores de longo alcance que o habilita a combater de longe. Ele possui capacidade de se evadir antes de chegar ao dogfight. Se formos ver todos os dogfights desde a… Read more »

joseboscojr

A grande vantagem dos radares de baixa frequência é no sentido de acabar com a surpresa, como ocorreu no caso dos F-117 no Iraque em 91. O problema é que os radares de baixa frequência são difíceis de serem camuflados no terreno, sendo detectados de longe por radares operando no modo “abertura sintética”, sendo alvos fáceis de operações DEAD. Por exemplo, tanto o F-22 quanto o F-35 poderão atacar primeiro esses radares (que aparecerão antes em suas telas antes), antes que estes possam revidar. Essa constatação foi crucial para o desenvolvimento das SDBs e do JSOW e mais recentemente da… Read more »

joseboscojr

http://www.airforcemag.com/MagazineArchive/Pages/2012/November%202012/1112fighter.aspx
Esse é um texto que , pasmem, fala bem do F-35.
Nele há alguns dados interessantes, dentre eles, cita a capacidade supercruise do F-35.
Também dá a entender que ele é mais manobrável que caças de 4ªG simplesmente porque a manobrabilidade desses caças é comprometida pela carga externa, enquanto o F-35 leva a sua geralmente internamente.
Ou seja, o fabricante divulga a manobrabilidade do caça (fator g, raio de curva, etc) aferida numa configuração limpa, só que na prática essa manobrabilidade é prejudicada por ele estar carregado, enquanto o F-35 a mantém inalterada por ele a levar internamente.

cvn76

@Marine

Sim, de fato os reservistas e o pessoal da ANG também são altamente capacitados e treinados.

O que ocorre é que existem vários esquadrões na ANG e na AFRC que não possuem aviões próprios; são esquadrões “associados” a um esquadrão da ativa.

weber_eng

Tem um artigo interessante sobre o radar L-Band Tikhomirov NIIP do Su-35 no mesmo site: http://www.ausairpower.net/APA-2009-06.html Dizer que esses radares “não prestam a solução de tiro” pode não ser verdade, eles podem dar a localização do alvo com informação suficiente para um míssil em modo LOAL (Lock-On After Launch) encontrar o alvo a distância relativamente curta e travar nele, por mais stealth que seja, tanto com um sensor óptico (infravermelho), ou com um radar ativo acionado nos últimos segundos ao final de uma trajetória “loft” BVR, quando vai estar atacando por cima, em um ângulo de visão em que mesmo… Read more »

Marine

cvn76,

Muito obrigado, nao sabia que esses eram esquadroes “de papel”.

Sds!

Guilherme Poggio

Caro Roberto F Santana Agradeço o envio do link. Isso era o que faltava quando publicamos um resumo desse texto mais de dois anos atrás (vou incluir o link no texto) aqui no Poder Aéreo. Segue o link e a recomendação para todos os leitores. http://www.aereo.jor.br/2010/07/24/a-evolucao-dos-cacas-num-quarto-de-seculo/ Sobre Pierre Sprey, nós aqui do PA temos insistido muito para que as pessoas conheçam as ideias dele e de outros que pertenceram à “fighter máfia”. Claro que o principal expoente do time era o coronel Boyd, mas ele não atuava sozinho. Outros dois nomes que eu gostaria de destacar, além de Boyd e… Read more »

Justin Case

Amigos, boa noite. Não há dúvida de que o resultado operacional que podemos obter de um avião especializado é muito superior ao possível com aviões “multirole”. No entanto, o resultado de missões individuais não é o único fator a ser considerado ao se constituir uma força aérea. Interceptadores e aviões focados em dogfight são praticamente inúteis se já foi obtida a supremacia aérea. Aviões de ataque ao solo ficam no chão até que se possa obter um cenário mais seguro para que estes possam operar. Reconhecedores de grande altitude são desnecessários se não há oposição aérea ou de mísseis de… Read more »