terça-feira, outubro 19, 2021

Gripen para o Brasil

Como foi a ‘Red Flag Alaska’ para os Typhoons alemães

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

O consórcio Eurofighter divulgou nota a respeito da participação, na última “Red Flag Alaska”, de oito caças Typhoon da Ala 74 (Jagdgeschwader 74  – JG 74) da Força Aérea Alemã (Luftwaffe). O exercício, que ocorreu entre os dias 11 e 22 de junho e envolveu aeronaves de forças aéreas dos Estados Unidos, Polônia, Japão, Alemanha e Austrália,  foi uma oportunidade para os alemães pela primeira vez cruzaram o Atlântico após deixarem sua base em Neuburg, no Sul da Alemanha, rumo a Eielson, no Alasca.

A viagem representou um recorde na Força Aérea Alemã, com um traslado de 8.000 km e dez horas de voo de travessia atlântica dentro dos dois dias do deslocamento, que contou com o apoio de um avião reabastecedor A310 MRTT da Luftwaffe. E também foi uma “grande oportunidade para a Ala 74  treinar, testar e aprimorar habilidades pessoais e as capacidades das aeronaves”, segundo o tenente-coronel Marc Grüne, da unidade.

Grüne acrescentou:  “Nós queríamos ver se o Eurofighter é capaz de tudo o que nós pensamos que ele seja. E a aeronave é, definitivamente, capaz.”

Os Typhoons alemães fizeram parte da Força Azul do exercício, que incluía todo o espectro das unidades dos Estados Unidos e Aliadas, para emprego tático e de apoio. Já a Força Vermelha era a força agressora, composta por caças de combate aéreo, controle de interceptação baseado em terra e forças de defesa terra-ar que simulavam ameaças de nações potencialmente hostis.

Segundo a nota, durante as duas semanas da fase operativa do exercício, a unidade alemã voou 98 das 102 surtidas planejadas, e as tripulações foram sbmetidas a todos as as ameaças concebíveis em combate. Tipicamente, entre 70 e 90 jatos voavam ao mesmo tempo, em uma das duas “ondas” diárias. As missões tornavam-se gradualmente mais difíceis, até o ponto em que aproximadamente dezoito aeronaves representavam um oponente altamente capaz e moderno.

FONTE / FOTOS (J Hunter): Eurofighter

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