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Super Tucano: três para o Senegal e seis para a Guatemala

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A-29 Super Tucano da Força Aérea Nacional de Angola - 3

vinheta-clipping-aereoA Embraer vendeu seis unidades do avião de ataque leve Super Tucano para a Guatemala para auxiliar nos voos de combate ao tráfego de drogas, segundo o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar. O executivo também informou que a empresa vendeu três unidades do mesmo avião para Senegal, na África.

A fabricante de aviões irá entregar um centro de comunicações junto com os seis aviões para a Guatemala, disse Aguiar em uma entrevista à Reuters, antes da participação da empresa em uma feira de defesa e segurança no Rio de Janeiro. Esse é o primeiro pedido da Embraer que inclui operações de comando e controle desde que sua unidade de defesa incorporou a Atech, empresa especializada neste campo.

“A Atech vai ser responsável pelo desenvolvimento do centro de controle, que vai estar integrado dentro de um sistema de monitoramento para o país, para combate ao narcotráfico local”, disse Aguiar.

O país da América Central escolheu o mesmo avião que a Colômbia usou em sua batalha contra as forças de guerrilha das FARCs. Como o vizinho México, a Guatemala tem sofrido com violência dos cartéis de drogas, o que tem feito o país registrar uma das maiores taxas de homicídios do mundo. O presidente da Guatemala, Otto Perez, um antigo oficial militar, tem sido um crítico ferrenho das políticas de proibição de abastecimento de guerra antidrogas na América Latina, mas os pedidos pelo Super Tucano deixam claro que a batalha contra os cartéis locais continua a ser uma prioridade. A Embraer não quis informar os valores das vendas.

Com as encomendas, o número de países na América Latina com o Super Tucano passa a seis, enquanto na África passa para quatro. “Temos (na América Latina) República Dominicana, Chile, Colômbia, Equador, Brasil e agora a Guatemala. (Na África) são seis. E temos Angola, Burkina Fasso, Mauritânia e Senegal.”

Super Tucano Mauritânia - foto Embraer

Aguiar afirmou também que a atividade de vendas do Super Tucano aceleraram desde que a empresa ganhou uma licitação nos Estados Unidos para fornecer 20 unidades do avião de ataque leve para a Força Aérea americana, que serão usados em missões no Afeganistão. “Esses casos específicos começaram antes do resultado, mas sem dúvida nenhuma, na fase final deu uma acelerada em função disso (contrato nos EUA). E vamos vendo bastante pedidos de consultas sobre a aeronave. Países que não estavam no nosso radar estão entrando para pedir informações”, ressaltou.

A Força Aérea dos EUA autorizou a Embraer no mês passado a seguir com o pedido de US$ 428 milhões apesar dos protestos da rival Beechcraft. Segundo o executivo, a fábrica para a montagem do Super Tucano em Jacksonville, na Flórida, deve estar pronta em sete meses.

“Colocamos a ordem de compra de material. Daqui praticamente a sete meses estamos com a fábrica pronta, aí a gente começa a entregar”, disse, acrescentando que a primeira entrega deve ser feita entre quatro e cinco meses após a conclusão da fábrica.

Super Tucano do Equador - foto via Embraer

NOTA DA EMBRAER SOBRE A VENDA À GUATEMALA:

Embraer Defesa & Segurança fornecerá sistema de proteção para reserva natural da Guatemala

​São Paulo, SP, 9 de abril de 2013 – A Embraer Defesa & Segurança anunciou hoje a assinatura de um contrato para a implementação de um sistema de vigilância e proteção da Reserva da Biosfera Maia, na Guatemala, o maior complexo de florestas da América Central. O projeto “Construção do Sistema de Vigilância e Proteção da Biosfera Maia” prevê a aquisição de seis aviões A-29 Super Tucano, um sistema de comando e controle e três radares primários tridimensionais. O pedido inclui ainda apoio logístico às operações aéreas e treinamento para pilotos e mecânicos.

O sistema de vigilância da Biosfera Maia permitirá às autoridades guatemaltecas identificar e combater focos de desmatamentos, incêndios florestais, ocupação ilegal e atividades econômicas ilícitas, como a exploração ilegal de recursos naturais em uma área superior a 21 mil quilômetros quadrados. Com este pedido, a Guatemala se torna o sexto operador do Super Tucano na América Latina ao lado de Brasil, Chile, Colômbia, Equador e República Dominicana.

Doze clientes ao redor do mundo já escolheram o A-29 Super Tucano. O modelo está em operação em nove forças aéreas na América Latina, na África e na Ásia e já superou a marca de 180 mil horas de voo e 28 mil horas de combate. Com mais de 210 encomendas e mais de 170 unidades em operação, o Super Tucano é capaz de executar uma ampla gama de missões, que incluem ataque leve, vigilância, interceptação aérea e contra-insurgência. A aeronave opera mais de 130 configurações de armamentos e está equipada com avançadas tecnologias em sistemas eletrônicos, eletro-ópticos, infravermelho e laser, assim como sistemas de rádios seguros com enlace de dados e uma inigualável capacidade de armamentos, o que o torna altamente confiável e com excelente relação custo-benefício para um grande número de missões militares, mesmo em pistas não pavimentadas e ambientes hostis.

Fruto de um projeto desenvolvido de acordo com as rigorosas exigências da Força Aérea Brasileira (FAB), o Super Tucano é totalmente compatível com as operações de combate em cenários complexos, em que são exigidas as capacidades de troca de dados e processamento das informações. Além da reforçada estrutura para operações em pistas não pavimentadas, o avião conta com avançados sistemas de navegação e pontaria de armas, o que lhe garante alta precisão e confiabilidade, utilizando tanto armamento convencional como inteligente, mesmo sob condições extremas. O avião requer apoio logístico mínimo para operações contínuas.

FONTES: Reuters, via Terra e Embraer

COLABOROU: Tiagobap

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