Super Tucano com cotação em alta

Indonésia anuncia que vai comprar 16 Super Tucano e general britânico também defende a compra do avião brasileiro

Super Tucano A-29

É, parece que o A-29 Super Tucano vai mesmo repetir o caminho do seu irmão mais velho, ou “pai”, o T-27 Tucano, que também foi sucesso de exportação (veja matéria do Blog a respeito dessa comparação, publicada em março do ano passado, no primeiro link da lista abaixo).

Desta vez, a Indonésia anunciou que quer comprar 16 aeronaves, para substituir seus velhos OV-10 Bronco. Do outro lado do mundo, na Inglaterra, o general General Richards, Chief of the General Staff, defendeu a compra do Super Tucano, como uma solução de melhor custo/benefício em comparação com os jatos projetados na Guerra Fria.

Segundo o general, a RAF está sob pressão para reduzir custos e o Super Tucano seria ótimo para operações de contra-insurgência no Afeganistão.

Com comparação, foram divulgados os preços dos aviões: o Super Tucano custaria em torno de £5 milhões, uma fração dos £60 milhões de um F-35 e £67 milhões de um Typhoon.

O Super Tucano começou a ser visto com mais atenção depois das ações bem sucedidas nas mãos dos pilotos colombianos contra as FARC. O avião também já foi avaliado pela US Navy e adquirido pela empresa de segurança Blackwater.

FONTES: Jakarta Post e Times Online / FOTO: Embraer

SAIBA MAIS:

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

25 Responses to “Super Tucano com cotação em alta” Subscribe

  1. João 25 de janeiro de 2010 at 12:46 #

    A área de defesa da Embraer está demonstrando que pode ser tão competitiva quanto a comercial ou a executiva.

  2. Ivan 25 de janeiro de 2010 at 14:06 #

    Uma ótima notícia (possível venda para Indonésia) e uma excelente expectativa (declaração do Gal.Inglês).

    A questão do uso do Super Tucano não é apenas o custo de aquisição, mas, principalmente, o custo operarional.

    Digamos que a missão é colocar um par de bombas de 500lbs, guiadas a Laser/GPS sobre um laboratório de drogas montado em um barracão ou sobre um depósito de armas leves no meio do deserto, ambos sem defesa anti-aérea.
    A missão pode ser executada por um EufoFighter Typhoon ou Sepecat Jaguar voando a cerca de US$10,000.00/hora ou por um Super Tucano voando a US$500.00/hora… sendo que tanto o Super Tucano pode decolar de pistas rústicas.

    Em tempo os valores são aproximados, mas seguramente o primeiro tem 5 (cinco) dígitos e o segunto 3 (três) dígitos.

    Abç,
    Ivan.

  3. ferreiraely 25 de janeiro de 2010 at 14:31 #

    APLAUSOS DE PE …

  4. Baschera 25 de janeiro de 2010 at 14:37 #

    Lembrando que a BlackWater (não lembro o novo nome….) foi uma desculpa para o Titio Samuel avaliar o avião e sua tecnologia…….. prova mais do que cabal que, quando se investe no setor com competência e seriedade, os frutos vingam. Atá a FAB, detentora de uma participação em cada unidade vendida do ST, fatura algunzinho por fora do seu sempre contingenciado orçamento.
    Pena que que seja só um bom exemplo……. poderiam ser muitos mais, tanto no EB quanto na MB.
    Aprende Brasil…….

    Sds.

  5. Baschera 25 de janeiro de 2010 at 14:47 #

    A matéria do Times também cita o custo de operação do Eurofigther EF-2000 na RAF, o qual, salvo erro do jornalista, é de “meros” 85.000 libras exterlinas por hora !!!!!!!
    Ou seja, se correto o número, a cada 4 anos de operação, supondo-se que seja usado 200 hs/ano, se gasta o valor de aquisição do vetor.

    E eu achando que mais caro que o avião das “moças que bailam can can” não existisse…… :) :)

    Sds.

  6. Ivan 25 de janeiro de 2010 at 15:10 #

    Baschera,

    Este número de 85.000 libras esterlinas por hora voada no Typhoon não faz o menor sentido.
    Provavelmente há um zero a mais na direita… o número mais provável seria 8.500 libras esterlinas por hora voada, que ainda seria caro, porém factível.

    Abç,
    Ivan.

  7. Baschera 25 de janeiro de 2010 at 15:16 #

    Ivan,

    Eu sei…… mas veja que eu disse no meu comentário anterior “salvo erro do jornalista” e “se correto o número”… também poderia ter dito como vc “há um zero a mais na direita”…..qualque modo, meu comentário se baseia na reportagem do Times, onde diz :

    The Eurofighter Typhoon costs nearly £85,000 an hour to fly.

    Não tem ninguém da RAF ou do consócio fabricante para desmentir não ???

  8. Justin Case 25 de janeiro de 2010 at 15:20 #

    Amigos,

    Talvez não seja o melhor lugar para postar comentário acerca de custo de hora de voo, mas observem no link:

    http://sitelife.aviationweek.com/ver1.0/Content/images/store/13/3/ed21c1a4-69d6-4e9a-8325-fb06ed28e38c.Full.jpg

    1. O custo previsto para a hora de voo do F-35 (US$30,700.00).
    2. O custo da médio atual da hora de voo das frotas de F-18 e AV8 da Navy, que serão substituídas pelo F-35 (US$ 18,900.00).

    Tem gente que acredita que é possível operar caça de 4ª Geração com custo inferior a US$ 10,000.00 por hora. A SAAB promete operar o NG por US$ 5,000.00 a hora?!
    Abraços,

    Justin

    “Justin Case supports Rafale”

  9. Felipe Cps 25 de janeiro de 2010 at 16:15 #

    Falei que este avião iria vender que nem água depois do fim das guerras convencionais…

  10. Ivan 25 de janeiro de 2010 at 16:26 #

    Felipe,

    Como diz um vaqueiro matutão amigo: Apois te ilude!!!

    As guerras convencionais não se acabaram não, só que agora existe também as guerras assimétricas.
    Uma não vai eliminar a outra, elas se somam, para sofrimento da humanidade.

    Abç,
    Ivan.

  11. Ivan 25 de janeiro de 2010 at 16:39 #

    Justin,

    Quando arbitrei um valor de US$10,000.00/hora foi apenas para dar uma idéia geral, inclusive tive o cuidado de escrever que o seria valores aproximados, apenas a certeza que teriam 5 (cinco) dígitos de grandeza.

    Na tabela que vc indicou (por sinal interessante) fala sobre os critérios adotados, como na transcrição abaixo:
    “Includes: unit-level manpower, nit operations, maintenance, sustaining support, system improvements”.
    É um ponto muito interessante, pois indica que é essencial se estabelecer o critério de medição para poder haver uma comparação.
    No caso em questão me parece que estam tratando de aeronaves embarcadas, além de incluir hora/homem ou coisa parecida.

    Acredito que a FAB sabe estabelecer critérios de comparação e é provável (certeza não posso oferecer) que o tenha feito recentemente ao longo do F-X2.

    Contudo, vc tem novamente razão, este não a matéria para esta discussão, pois estamos a comparar aqui um turboelice com um bi-jato para lançar um par de bombas sobre um alvo sem defesa antiaérea.

    Abç,
    Ivan.

    “Ivan supports Gripen NG”

  12. casag 25 de janeiro de 2010 at 17:54 #

    Bom, pela cotação de hoje, o custo da hora voada pelo Typhoon, 8500 libras seria o equivalente a 14.000 dólares, muito coerente com os vetores que estão no FX-2. Pelo menos dois deles.

    25/01/2010 – Libra esterlina= 2,941 reais – dólar= 1,810 reais

    O que está meio estranho na matéria do jornal é a previsão de que o preço do F-35 seja inferior ao do Typhoon.

    Sds.

  13. casag 25 de janeiro de 2010 at 18:49 #

    O link que o Justin Case colocou fala que a USN não estaria nada feliz com o JSF. Êle estaria ganhando preço e peso durante o desenvolvimento, dobra o custo da hora voada em relação a hoje e não estão muito certos de seu desempenho.
    Prá variar o avião conta mesmo é com a fiança política, no caso a do secretário da defesa. Pois é.

    Sds.

  14. Felipe Cps 25 de janeiro de 2010 at 20:07 #

    Ivan em 25 jan, 2010 às 16:26:

    Ivan, eu sei, rsrs. Usei uma frase chocante mesmo, mas o fato é que a guerra convencional se tornou tão complexa, tão destrutiva e, principalmente, tão custosa, que ela será cada vez mais rara e sempre invariavelmente periférica e/ou limitada a um determinado espaço e terreno. Jamais haverá novamente grandes guerras totais entre estados nacionais, mas sim apenas conflitos esporádicos e limitados a determinados objetivos territoriais ou econômicos.

    O que não significa que não temos que estar preparados para tais conflitos, por óbvio. Mais do que nunca vale o adágio “se vis pacem para bellum”. Hoje em dia se precisa de armas não para fazer a guerra, mas muito mais para não fazê-la, tornando-a tão cara ou perigosa que não valha a pena correr o risco mesmo para grandes potências.

    Em contrapartida, a guerra irregular será cada vez mais comum, suja e mortífera. É neste cenário de baixa e média intensidade que o AT-29 cai como uma luva: é eficaz, barato, econômico, resistente e versátil. Eu não tenho a menor sombra de dúvida que ele sim vai vender como água nos próximos anos, muito mais que qualquer caça superpoderoso de última geração (F-35, Rafale, etc.). Aliás, se a Embraer for esperta, aproveita a “boa onda” e já começa desde já a planejar um “Hiper-Tucano” (talvez um UAV?).

    Abs.

  15. Baschera 25 de janeiro de 2010 at 21:44 #

    Em off….. o Uruguai e o México são os próximos da lista.

    Sds.

  16. Baschera 25 de janeiro de 2010 at 21:46 #

    Quem quiser ver o “novo” tipo de camuflagem digital dos ST equatorianos, é só acessar o link abaixo:

    Sds.

  17. Ivan 25 de janeiro de 2010 at 21:48 #

    Baschera,

    Faz todo sentido!

    Ivan.

  18. Baschera 26 de janeiro de 2010 at 21:17 #

    Ivan em 25 jan, 2010 às 21:48

    Só para corroborar o que escrevi, se foi erro de digitação sobre o custo de hora/vôo do EF-2000, este foi duplo….. na matéria e no infográfico. Veja:

    http://img137.imageshack.us/img137/2995/90793782.jpg

    Sds.

  19. alvaro 31 de janeiro de 2010 at 10:08 #

    a embraer devia mesmo é fazer um jato com a tecnologia do rafale e economico já que é o forte dela

  20. CosmeBR 25 de fevereiro de 2010 at 16:37 #

    Apoiado, Alvaro!

  21. Perguntando apenas 28 de fevereiro de 2010 at 9:25 #

    A saída dos gases de de combustão no supertucano traz 2 problemas:
    1) A imagem térmica do escapamento é muito visível tornando-se um ponto de vulnerabilidade (embora não tão visível quanto aviões a jato) para mísseis guiados por calor.
    2) O óleo queimado e a fuligem gerada se esparrama por toda lateral da aeronave chegando até as “asas” traseiras. Deve dar um trabalho constante para a manutenção.
    Pergunta para os bons de criatividade: Como resolver estes problemas ?

  22. GSV 23 de abril de 2010 at 17:15 #

    Esta belissima aeronave já foi tão criticada e hoje mostra o quão certos estavam os executivos da Embraer em apostar nela!!!

    Quero ver quando o KC-390 estar 100% em linha de prod!!! um mega nicho de mercado!!!

    E olha que não precisa ser projetista para saber que qq nova aeronave leva no minimo 4-5anos para sair do papel!!!

    Viva a Embraer!!!
    Sou fã de carteirinha mesmo…

  23. kako 24 de maio de 2010 at 19:38 #

    Espero que a tao desejada compra de st pelos EUA nos traga um maior desenvolvimento desta bela aeronave nos moldes do que houve na quando de sua venda a Inglaterra ,que na verdade foi quem primeiro viu a possibilidade de utiliza-los como vetores coin,quando do inicio de sua fabricaçao sob licensa pela short brothers da irlanda,esperemos que a partir do interesse dos norte americanos ,seje parido um hiper tucano ,mais potente ,maor e melhor armado,claras objeçoes as duas .50 internas ao inves de 2 canhoes de 30mm,o que permitiria aos st alem de um maior poder de fogo ,poder-se por-se ao ataque de distancias mais seguras,evitando assim espor-se aos famigerados misseis sam portateis,dando-lhe maiores chances de esquivar-se em funçao da distancia ao solo,vamos aguardar para ver os resultados!

  24. luiz jr 7 de setembro de 2010 at 18:47 #

    gostaria de saber por alto ou exatamente qual o preço do avião super tucano ou o T 27 e se um civil pode adquiri lo

    um abraço

    viva Brasil

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