Flying Legends 2012

Legends Never Die

 

Clique na imagem e assista ao trailer. Cuidado para não babar no teclado…

Mais informações sobre o show aéreo aqui. A impressionante lista de aeronaves e veículos presentes no Duxford Airfield Cambridge pode ser acessada nesse link.

Na sexta-feira, 9 de março, autoridade da Força Aérea dos EUA (USAF) disse acreditar que foi uma “situação isolada” o problema com a papelada que levou ao cancelamento do contrato do LAS (apoio aéreo leve), estimado em 355 milhões de dólares e que prevê a aquisição de 20 aeronaves para venda ao Afeganistão.

Segundo David Van Buren, que exerce o cargo de secretário assistente para aquisições, a investigação ainda está em andamento, mas ele não acredita que o caso revele um problema sistemático com o processo de aquisições da Força Aérea.

Em uma entrevista à Reuters, realizada em seu escritório no Pentágono, Van Buren disse: “É minha convicção, baseada nas informações que tenho e que estão sujeitas a mais análises por parte da investigação (…) que esta é uma situação isolada.”

A situação à qual ele se refere é o cancelamento abrupto feito pela Força Aérea, na semana passada, do contrato com a Sierra Nevada e o fabricante brasileiro Embraer para 20 aviões de ataque leve, e que poderia chegar a até 1 bilhão de dólares, caso todas as opções fossem exercidas. Para seu cancelamento, foi citada a questão de documentação inadequada.

A USAF afirmou que descobriu o problema enquanto se preparava para responder a uma apelação judicial feita pelo outro competidor da concorrência, a Hawker Beechcraft, que havia sido desqualificada da disputa em novembro de 2011 porque sua aeronave AT-6 foi considerada “tecnicamente insuficiente”. Segundo o porta-voz da USAF, Jennifer Cassidy, a USAF espera determinar na próxima semana como reestabelecer a competição.

A Força Aérea dos EUA está lutando para reconstruir sua reputação após diversos problemas com aquisições de alto nível na última década, em programas que abrangeram desde aviões reabastecedores a novas aeronaves de busca e salvamento. Autoridades da USAF descreveram o último incidente como embaraçoso e desapontador.

Na quinta-feira, o chefe do Estado-Maior da USAF, general Norton Schwartz, disse que o problema poderia resultar em que Pentágono  assumisse novamente o controle das aquisições da Força Aérea, o que aconteceu após um grande escândalo de contrato em meados da década de 2000. Segundo Schwartz, o chefe de aquisições do Pentágono, Frank Kendall, faria uma recomendação para assumir a supervisão após revisar os fatos do caso Sierra Nevada: se envolve problemas sistemáticos ou erro individual.  Mas Van Buren disse à Reuters que havia conversado com Kendall e que “não há expectativa” nesse momento de retirar da Força Aérea a supervisão dessa competição.

Já para Loren Thompson, analista do Lexington Institute, o incidente claramente deixou marcas na reputação já manchada da USAF: “Tem havido uma série de erros nas aquisições da Força Aérea ao longo do último ano que levantam dúvidas se a USAF já resolveu os problemas que levaram a perder o controle sobre esses programas.” Ele citou um incidente, no ano passado, em que autoridades da USAF cometeram o erro de mandar dados registrados (proprietários) para as empresas erradas durante as ofertas para o contrato de 35 bilhões dos aviões reabastecedores. Thompson acrescentou: “Há um padrão aqui de profissionalismo irregular, e que cria dúvidas.”

Por outro lado, Van Buren, executivo da indústria que assumiu o principal cargo de executivo para aquisições da USAF em abril de 2009, disse que a Força Aérea “realmente trabalhou duro para resolver a situação” e implementou um processo de aquisições transparente e arregimentado. Van Buren ressaltou que a USAF trabalha com aproximadamente 130.000 ações relativas a contratos todos os anos, e que auditores federais somente levantaram questões a respeito de um ou dois.

O executivo, que deverá se aposentar no final de março, também lembrou que decisões sobre importantes programas de aquisição também foram vetadas por militares de outras forças ou pelo escritório de aquisições do Pentágono. Segundo Van Buren, ele nunca serviu como “autoridade de seleção de fontes” nos progamas da USAF para garantir de que haveria “checagens e equilíbrios” no sistema. Ele disse que as identidades dos militares que fazem a seleção nunca é revelada, de forma a proteger tanto o processo quanto os indivíduos de qualquer “pressão do mercado”. Ressaltou também que as grandes decisões são geralmente aprovadas por altas patentes, com nível entre uma e três estrelas, ou seus equivalentes civis. Em casos muito raros é que decisões são tomadas por militares com posto de coronel.

No caso envolvendo o contrato da Sierra Nevada, Van Buren não quis identificar a autoridade que fez a seleção, mas disse que foi feito por alguém com patente de coronel ou superior, ou seu equivalente civil. Também disse que a decisão foi revisada por “diversas pessoas de posição mais elevada (senior)”.

A Sierra Nevada está insistindo que a USAF reinicie a competição rapidamente, sem diminuir o conjunto de requerimentos originais, pelos quais o AT-6 da Hawker Beechcraft foi desqualificado. Taco Gilbert, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Sierra Nevada, disse que “nenhuma quantidade de documentos vai corrigir as deficiências fundamentais do AT-6.” A Reuters informou que, quando da publicação da reportagem, nenhum comentário da Hawker Beechcraft estava disponível. A Hawker insiste que seu AT-6 é o avião de ataque leve mais capaz, acessível e sustentável do mercado. Já a Sierra Nevada diz que o Embraer A-29 Super Tucano ofertado é provado em combate, e está em uso por seis forças aéreas ao redor do mundo.

FONTE: Reuters (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: sites de divulgação do A-29 (builtforthemission) e do AT-6 (missionreadyat-6) nos EUA e USAF

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Rafale me to the moon

O trocadilho é bobo, mas a foto é boa. Clique para ampliar e, enquanto aprecia a imagem nesse sábado em que cada concorrente do F-X2 ganhou um “post”, aproveite para ouvir um pouco de Frank Sinatra.

E como bem reparou um leitor do Poder Aéreo que acessa via Facebook, a Lua não é o único corpo celeste mostrado na foto. Há também dois belos pares de “meteoros”.

FOTO: Dassault Aviation

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Gripen: vem aí uma nova geração, sem sombra de dúvidas

A brincadeira do título com a imagem também é um tanto infame, mas a verdade é que, com o passar do tempo e novas notícias vindas da Suíça e da Suécia, cujas Forças Armadas demonstraram claro interesse numa nova geracão do Gripen, as dúvidas que muitos já tiveram sobre a viabilidade dessa nova geração vão se dissipando, configurando-se o que se chama de NG nas versões E e F (seja por meio de extensas modificações em células existentes, seja pela produção de células novas – a última questão a ser resolvida).

Pelo menos uma dessas fotos já apareceu aqui, mas é sempre bom rever para perceber as principais diferenças externas entre a versão atual e a futura. Clique para ampliar e conferir os detalhes.

FOTOS: Saab

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Hornets e Super Hornets

Belas fotos de caças F/A-18 C Hornet e F/A-18 E e F Super Hornet da Marinha dos EUA (USN), tiradas no final do mês passado em operações a partir do porta-aviões de propulsão nuclear USS Carl Vinson (CVN 70).

Clique nas imagens para ampliar e repare nas diferenças entre essas duas gerações do F-18. Algumas sutis, outras bem mais perceptíveis a um olhar atento. E clique nos links a seguir para ver mais outras belas fotos e saber mais sobre o desenvolvimento dessa família de caças.

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Brasil e Cabo Verde vão aprofundar a cooperação nas áreas de defesa e segurança. O estreitamento da cooperação foi acertado nesta sexta-feira (09/03) pelos ministros da Defesa, Celso Amorim e Jorge Tolentino, durante reunião na Escola Superior de Guerra.

Para Amorim, a decisão poderá aumentar a segurança na região do Atlântico onde está situado o país africano. “Meu desejo é que essa parceria contribua também para a paz e a segurança no Atlântico”, disse o chanceler brasileiro.

Situado na Costa Ocidental da África, a cerca de 300 quilômetros do Senegal e da Guiné-Bissau, quase no meio do Atlântico, o que lhe confere uma posição estratégica, Cabo Verde enfrenta, atualmente, problemas com organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas e de pessoas.

“Há uma firme disposição do governo do meu país de combater essas organizações”, afirmou o ministro Jorge Tolentino, destacando a necessidade de apoio do Brasil e de outros países nesta missão.

Jorge Tolentino mostrou interesse na experiência brasileira nas áreas de segurança marítima e de busca e salvamento. No encontro desta sexta ficou acertado que o Brasil dará apoio técnico e científico a Cabo Verde para o levantamento da plataforma continental do país. Ainda neste ano, terão início as negociações para esse trabalho.

A Marinha brasileira já fez levantamento semelhante da plataforma da Namíbia e está trabalhando no projeto de Angola, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa. Foi acertado ainda que uma missão da Marinha brasileira visitará Cabo Verde para discutir possibilidades de cooperação nas áreas de pessoal e de equipamentos navais.

O ministro Celso Amorim manifestou a intenção do governo brasileiro de doar aviões Bandeirante para auxiliar no patrulhamento da costa de Cabo Verde. Ele ressaltou, porém, que o processo de doação depende de aprovação do Congresso Nacional, além de preparação das aeronaves pela FAB (Força Aérea Brasileira).

Também participaram da reunião os comandantes das três Forças Armadas: almirante Júlio Soares de Moura Neto, da Marinha, general Enzo Peri, do Exército, e brigadeiro Juniti Saito, da Aeronáutica.

Neste sábado (10), a delegação chefiada pelo ministro da Defesa de Cabo Verde deverá visitar a base do Exército no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Eles querem conhecer como, na prática, uma operação coordenada por uma força armada consegue garantir a segurança de uma comunidade carente.

FONTE: Opera Mundi, via Notimp

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