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Em nota sobre visita à Índia, MD do Brasil cita escolha indiana do Rafale

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Ministro da Defesa viaja à Índia para reforçar cooperação bilateral no setor de Defesa

Brasília, 31/01/2012 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, desembarca no próximo sábado (04/02), em Nova Deli, capital da Índia, para uma série de encontros com autoridades e visitas a instalações militares do país asiático. A viagem tem o objetivo de reforçar a cooperação bilateral entre os dois países na área de defesa.

Durante os cinco dias em que permanecerá em território indiano, Amorim terá reuniões com o ministro da Defesa, A.K. Antony, com o assessor de Segurança Nacional, Shankar Menon, e com o primeiro-ministro, Manmoham Singh.

Na cidade de Bangalore, o ministro brasileiro e sua comitiva – integrada por assessores, pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi – visitarão as instalações da empresa Hindustan Aeronautics Limited (HAL). Também está prevista visita à 50ª Brigada Paraquedista, unidade militar indiana de elite situada na cidade de Agra.

Integrante do BRICS (Grupo de países emergentes formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a Índia possui uma das maiores forças militares do mundo. Sua defesa é constituída pelo Exército, Marinha, Aeronáutica e por forças auxiliares, a exemplo da guarda costeira. As forças de defesa são subordinadas ao presidente do país, seu comandante supremo.

Os indianos mantém cooperação intensa em matéria de defesa com países como a França e a Rússia, mas, a exemplo do Brasil, buscam reduzir a dependência tecnológica de outras nações no desenvolvimento de produtos e serviços de emprego militar. O país asiático possui projetos em curso para fabricação de blindados, mísseis e aviões de combate.

A Índia acaba de finalizar uma concorrência para aquisição de 126 caças para sua força aérea, vencida pela empresa Dassault, fabricante dos aviões franceses Rafale. Especialistas afirmam que o contrato prevê a compra direta de 18 aviões. Os 108 restantes serão construídos no próprio país, com transferência tecnológica. Os indianos também adquiriram jatos brasileiros, modelo Legacy 600, da Embraer. Atualmente, os Legacy são utilizados pelo governo indiano para transporte de autoridades.

Prioridade estratégica

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A parceria com a Índia em diversos campos, incluindo a Defesa, é uma prioridade estratégica do Brasil. O governo entende que existe um amplo potencial de cooperação científico-tecnológica com país asiático no setor militar, com a possibilidade de desenvolvimento de projetos de interesse mútuo.

Entre os assuntos que deverão ser tratados pela comitiva brasileira com as autoridades indianas durante a viagem figuram cooperação no setor naval em projetos de construção de porta-aviões e submarinos da classe Scorpène, além da ampliação do já existente intercâmbio de vagas para oficiais das forças armadas em cursos aperfeiçoamento e de altos estudos oferecidos por escolas militares de ambos os países.

A pauta incluirá ainda tratativas sobre parcerias entre centros de pesquisas militares dos exércitos brasileiro e indiano para desenvolvimento de equipamentos de defesa que possam suprir, no futuro, necessidades de projetos como o Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). Nas conversas também deverão ser tratados temas referentes às respectivas forças aéreas, como intercâmbios entre escolas de pilotos, medicina aeroespacial, operações de busca e salvamento e paraquedismo.

Para o ministro Celso Amorim, a visita à Índia será uma relevante oportunidade de fortalecer os laços entre os dois países na área de defesa. A relação bilateral nesse segmento começou a ganhar força a partir do acordo celebrado em 2003 entre os dois países no âmbito do IBAS, grupo integrado pela Índia, Brasil e África do Sul com o objetivo de unir propostas em temas globais e aprofundar o relacionamento em áreas diversas. Desde a implementação desse fórum de diálogo, ocorreram diversos eventos bilaterais de defesa, como visitas às Marinhas de Guerra, e reuniões de colegiados como o Comitê Conjunto de Defesa Brasil-Índia (CCD), a Comissão Mista Brasil-Índia (COMISTA) e do Grupo Setorial de Defesa do IBAS.

Além da Índia, a viagem do ministro da Defesa brasileiro inclui paradas em outros dois países: Itália e Marrocos. Amorim terá encontro no próximo dia 3 com o ministro da Defesa italiano, Giampaolo Di Paola, na cidade de Palermo. No Marrocos, ele se reúne no dia 10, na cidade de Rabat, com os ministros da Defesa, Abdellatif Loudiyi, e das Relações Exteriores, Saad Eddine Othmani, do país africano.

FONTE: Ministério da Defesa – Assessoria de Comunicação Social (destaques em negrito do Poder Aéreo)

FOTOS: Agência Brasil

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Giordani RS
8 anos atrás

Momento Mãe Dinah: Não vai acontecer nada…na-da…

Clésio Luiz
Clésio Luiz
8 anos atrás

E quando os indianos começarem as questionar as vendas de mísseis Piranha e MAR-1 para o Paquistão, o ministro vai dizer o que?

edcreek
edcreek
8 anos atrás

OLá,

Essa é facil, veja bem, veja bem, vejjjjjjjaaaaaaaaaa bemmmm…

Falando serio, já fecha com a India e França num pacotaço e encomenda o bixo!!!!!!

Eh lasquera!

Abraços,

Vader
8 anos atrás

Hahahaha só nos seus sonhos Edcreek…

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Queríamos um caça de 4ª Geração mas vamos ficar mesmo é com um tampex de 2ª Mão.
Rsrsrs….
Rimou!!!!!

Daglian
Daglian
8 anos atrás

Melhor impossível! Mais F-5 para a maior potência de todos os tempos!

eraldocalheiros
eraldocalheiros
8 anos atrás

Meu caro Nunão gostei da pintura do F-5 Marroquino, camuflagem perfeita para as caatingas do nordeste. Epa nada contra a minha região, so devemos aproveitar o maximo e economizar até na pintura, assim sobrará mais alguns pro retrófi em outras partes. Rsssssss é de lascar esse Brasil.

Almeida
Almeida
8 anos atrás

Ele foi lá aprender com os indianos como se faz para gastar bilhões e mais bilhões em concorrências furadas para faturar uma boa proprina, mas sem despertar rancor na população.

Já estou até vendo nosso SNB de um bilhão de euros indo ao mar sem reator e um contratinho de 600 milhões de doláres para modernizar os 12 F-2000 B/C para o padrão 2000-5 BR e 200 MICA por mais outros 600 milhões de dólares.

Almeida
Almeida
8 anos atrás

Já o Saito foi lá conferir como é que se voa tão pouco mas mesmo assim se tem tantos acidentes. Sabem como é, aeronave destruída em acidente justifica comprar outra nova…

Clésio Luiz
Clésio Luiz
8 anos atrás

@Almeida

Clésio Luiz
Clésio Luiz
8 anos atrás

Foi mal, apertei Tab e Enter sem querer…

Almeida, a última vez que eu vi, os pilotos indianos tinham mais horas de voo por ano que os americanos.

tiagobap
tiagobap
8 anos atrás

Será que ele não foi comprar uns TEJAS…

Almeida
Almeida
8 anos atrás

Clésio, a informação que tenho de fontes indianas é outra completamente diferente. General indiano reclamando abertamente na imprensa que o número de horas voadas é bem abaixo do padrão OTAN (que já é abaixo do padrão norte americano) e até sugerindo que o altíssimo nível de atrito por acidentes era devido ao pouco treinamento dos pilotos.

Mas cada um acredita no quer, certo?

DrCockroach
DrCockroach
8 anos atrás

36 cacas * 2 pilotos por caca * 180 horas voo p.a. * US$ 15,000 hora/voo (US$ 22,000/rafale – US$ 7,000/gripen) = US$ 194400000 Ou seja, uma diferenca de 194 milhoes de dolares, por ano, no orcamento. Por ano, a economia daria p/ comprar uns 2 Gripens ou 1.5 rafale; isto eh, apos alguns anos seria possivel montar un esquadrao novo apenas com a economia na hora de voo. Eh conta de padaria com numeros aproximados, mas gostaria que alguem do ramo fizesse esta conta e mostrasse p/ Dilma (“gerentona”). Ou serah que jah fizeram? E mostraram? E, tb seria… Read more »

Marcelo
Marcelo
8 anos atrás

ainda tem gente que acredita que a hora de voo do Gripen NG será de 7000 US$…legal, meu filho de 3 anos acredita no papai noel também, e como eu sou legal, não acabei com o barato dele!!! :^)

Almeida
Almeida
8 anos atrás

Marcelo, a hora/voo do Gripen C/D gira em torno de U$ 5 mil e não tem porque achar que a hora/voo da versão E/F, com aviônicos commercial-off-the-shelf mais modernos, radar AESA de manutenção mais simples e a bem sucedida, largamente produzida e economica GE-414, seria muito mais alta que isso.

Mas ok, ainda não temos os números, apenas projeções da Saab. Compare então os U$ 15 mil da hora/voo do Super Hornet na USN, operando em porta aviões em situação de combate, com os mais de U$ 30 mil do Rafale divulgados pela AdlA.