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Hawk e Gripen da Força Aérea Sul Africana operam juntos em exercício

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Comandante da SAAF afirma que, no futuro, Hawk também empregará míssil A-Darter e HMD, recebendo dados do radar do Gripen via data link

Na segunda semana de setembro, o Digital Journal divulgou informações e imagens sobre um exercício realizado pela Força Aérea Sul Africana. O palco foi o Roodewal Bombing Range, na província de Limpopo (Norte do país), onde foram demonstradas capacidades de ataque, caça, operações combinadas, assalto aerotransportado, operações de helicópteros e Busca e Salvamento.

A demonstração teve como público representantes de forças aéreas internacionais, diplomatas, altas patentes da Força Aérea Sul Africana e imprensa. A situação fictícia montada para o exercício envolvia a derrubada de um helicóptero por fogo “inimigo” e o resgate de seu piloto.

A operação de Busca e Salvamento (Search and Rescue – SAR) envolveu o emprego de caças e caças-bombardeiros impedindo ataques aéreos do “inimigo”, assim como paraquedistas e infantaria aerotransportada (por helicópteros Oryx – versão Sul Africana do Puma), empregando várias táticas. Lançamentos de suprimentos demonstraram a capacidade da força em ressuprir tropas em missões de manutenção de paz, uma área em que o país está bastante envolvido, principalmente na África.

Uma das primeiras demonstrações aéreas incluiu o lançamento de fumaça e passagens “barulhentas”, para afastar os animais selvagens. O Comandante da Força Aérea Sul Africana, Tenente General Carlo Gagiano, afirmou: “Creio que já vi mais antílopes nesse campo de treinamento do que no Parque Nacional Kruger.”

A respeito do helicóptero de ataque desenvolvido localmente, o Rooivalk, Gagiano disse que a aeronave não seria demonstrada naquele dia: “Eu mandei o Rooivalk de volta ao setor de projetos. De fato, mandei para a Denel Aviation para que esta completasse o projeto, deixando-o pronto para abril do próximo ano. Enquanto falamos, eles estão ocupados preparando sobressalentes para tudo estar pronto para a entrega de cinco aeronaves para nós, por volta de abril. Os demais deverão vir logo depois disso.”

Gagiano deu alguns detalhes sobre o caça e o treinador de caça adquiridos recentemente pela força, o SAAB Gripen e o BAE Hawk, dos quais a África do Sul tem um esquadrão de cada. O JAS 39 Gripen é um moderno avião de multi-emprego, que pode atuar em reconhecimento, ataque ao solo ou caça. Tanto o Gripen quanto o Hawk estão baseados na Base Aérea de Makhado, a 50 km do campo de tiro de Roodewal.

O Hawk foi projetado como um treinador avançado a jato, usado como etapa de treinamento para aviões como o Gripen. Porém, Gagiano tem idéias próprias a respeito do avião:  “Na demonstração de hoje, você verá o Hawk e o Gripen juntos, e essa tem sido sempre minha ideia de como deveríamos utilizar a plataforma Hawk, não apenas como treinador. Muito em breve, nós teremos o A-Darter (míssil ar-ar) equipando o Hawk. Isso, combinado com um visor montado no capacete, lhe dará uma tremenda capacidade. Combine isso com um data link do Gripen e você terá nele exatamente a mesma imagem de radar que o Gripen.”

No exercício, um helicóptero Augusta A-109 foi “derrubado” por rebeldes e, logo após, um Gripen começou a circular a área, para garantir a superioridade aérea. “Pathfinders” do 44º Batalhão Paraquedista foram “lançados”, e equipes de morteiros foram posicionadas para bombardear posições “inimigas”. Além disso, caças Gripen dispararam mísseis e tanto os Gripens quanto os Hawks lançaram bombas, gerando convincentes explosões e fumaça, às quais a infantaria aerotransportada acrescentou fogo de metralhadora.

Segundo o Digital Journal, a precisão do bombardeio e a inserção / extração das tropas impressionaram, e o ambiente do campo de tiro deu uma sensação autenticamente africana para a demonstração, como numa missão real de manutenção de paz.

FONTE / FOTOS: Digital Journal

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67 COMMENTS

  1. Independente do resultado do FX2, qual seria o treinador avançado na FAB?

    Gostaria que o mesmo tivesse uma boa capacidade de usar armamentos.

  2. Fabio, o que andou rolando pelo Blog são duas possibilidades:

    – A aquisição de treinadores avançados como o M-346 / T-50 / YAK-130 / Hawk;
    – Utilização dos A-1M/F-5M como treinadores avançados.

    Já rolaram boatos que a FAB estaria interessada em 24 a 36 unidades do M-346 (de prateleira) por US$ 1 bilhão.

    Abraço.

  3. Olá,

    É sempre bom ver uma força aerea em execicio.

    Essa em especial, visto que a pouco tempo atraz queria estocar seus caças pelo custo de manutenção considerado “alto” .

    Vale lembrar que temos alguns bons projetos em comum.

    Abraços,

  4. IMpressiona a enorme flexibilidade do Gripen proporcionada pelo seu datalink. Pode-se perceber claramente que o mesmo é um eficaz multiplicador de forças. Imagine então se você integra com os R-99A/B e com o A-1M e o F-5M. Nem o Super Hornet e muito menos a jaca francesa podem oferecer algo similar.

  5. Pois é. Como eu já disse antes aqui, se nosssas FAs não estivessem estagnado, e no caso da FAB se recebido todos os AMX previstos e agora modernizados, mantido e modernizado os Xavante e elevado-os ao patamar de um M339CM pelo menos, mais os F5M, juntamente com os Super Tucano e R99 e já se engajado no projeto do Gripen NG a pelo menos 2 anos, em termos de AL não teria para ninguém !!!

  6. Olá,

    Já disse varias vezes o JAS-39 é um bom caça e se encaixa muito bem para alguns paises.

    Esse caça foi feito e dimensionado para Suecia que lhe conferiu bons detalhes como o baixo RCS, e facilidade de integrações pela pouca diversidade de armas locais.

    Porém isso tambem lhe trouxe problemas para exportação(não para paises com necessidades semelhantes a Suecia) como um alcançe reduzido, baixa capacidade de carga e grande dependencia de itens de origem Inglesa.

    Vendo isso a Saab por sua conta quiz inventar um programa(gambiarra) para aumentar um pouco o alcance e capacidade de carga, ai surge o NG que espera encarecidamente de alguem que o financie.

    Vejo que o JAS-39 é bom mas não se encaixa para o Brasil, e o NG ainda engatinha e não tem ninguem que o subsidie(ninguem comprou o caça) para mande-lo desenvolvido.

    Precisamos de caça com urgencia e não podemos nos dar ao luxo de esperar para ver, logo só temos duas opções F/A-18 SH ou Rafale.

    Abraços,

  7. Alcance não seria problema para operar o Griepn.

    Tanques subalares, revo e três ou quatro bases para operá-los espalhados pelo país e pronto. Aliás isso já foi muito debatido por aqui e não é mais algo sem o devido esclarecimento.

  8. Edcreek disse:
    23 de setembro de 2010 às 13:27

    “Precisamos de caça com urgencia e não podemos nos dar ao luxo de esperar para ver, logo só temos duas opções F/A-18 SH ou Rafale.”

    Prezado Ed, do jeito que você falou quase que eu larguei meus processos para ir me apresentar no Batalhão… 🙂

    Porquê URGÊNCIA? Vamos guerrear contra quem? Alguém vai nos invadir? Ou será que iremos invadir alguém?

    Porque que um país que demora 15 anos para definir que precisa de um caça de uma hora para outra passa a ter URGÊNCIA? Porque os bolivarianos assim determinaram?

    Igual às dispensas de licitação pra contratação de empresas? Tudo “urgente”?

    Sds.

  9. Olá,

    Só temos que esperar um avião se desmanchar primeiro no ar, porque pedaço já ta caindo. Nossos adorados caças tem no minimo 3 decadas se voce acha que pode esperar a FAB não.

    A programação da FAB é que caça precisavam(agora não deve dar mais tempo) começar a dar baixa em 2014, a FAB fez essa programação.

    Só duas formas dos caças não darem baixa:
    1) Revitalização, o que geraria um gasto desnecessario;

    2) Voar menos hora sacrificando o adestramento adquirido;

    Antonio M em tempos de paz se pode dar um jeito nisso. Mas no hora do vamos ver não é bem assim. Para fazer revo precisa alto adestramento e para cobrir todo territorio seria necessario muitos “aviões tanques”.

    Em minha opinião discutir entre SH(preferido da Força) e Rafale(preferido do governo) soa plausivel já NG não é o tempo e o lugar para isso.

    Abraços,

  10. Edcreek disse:
    23 de setembro de 2010 às 14:39

    Prezado Ed, os únicos aviões de combate da FAB que darão baixa em 2014 serão os 12 refugos do AdlA, que não serão modernizados pois não compensa.

    Para isso a FAB já dispõe de 13 F-5 vindos da Jordânia, que SERÃO modernizados para servirem ao GDA.

    Os F-5 Mike e A-1M ficam até 2020 e 2025, respectivamente.

    Friso: não é assim porque eu quero, é assim porque É!

    Aliás, isso já estava nos planos da FAB desde que nosso glorioso atual governante “melou” o FX original.

    Ou seja: dispomos de pelo menos até 2020 para adquirir um caça. Podemos muito bem esperar até 2016/17 pelo SAAB/Embraer Grifo E/F.

    Ou mesmo aguardar até 2018/2020 o F-35A.

    Apesar do Brasil hoje ser uma superpotência global e ter suas responsabilidades com o Conselho de Segurança da ONU, precisando mostrar sua força nos mais árduos conflitos do mundo, não seremos invadidos nem invadiremos ninguém até lá… 🙂

    E se vc se refere ao acidente com o canopy de um Mike no RS, esse tipo de incidente acontece com qualquer aeronave de alta performance.

    Inclusive acontecem coisas mais graves ainda, como dois Rafales colidindo em pleno ar, por exemplo…

    Sds.

  11. Olá,

    Caças coliderem em manobra quer dizer que são velhos?

    Os caças ex-jordania serão para repor F-5 em estado critico de desgaste de celula. Em Canoas os caças não chegam a 2020 nem com ajuda de ochalá.

    Não existe qualquer projeto de substituir o F-2000, se não pelo FX-2.

    O plano B da força é diminuir o numero de horas voadas para esticar o prazo da baixa, sacrificando assim adestramento conseguido.
    Por isso tenho certesa que 15 anos é tempo mais que suficiente para escolher um caça.

    Abraços,

  12. Edcreek disse:
    23 de setembro de 2010 às 15:26

    “Caças coliderem em manobra quer dizer que são velhos?”

    E o canopy se soltar quer? 🙂 O canopy pode se soltar por um, dois ou mil motivos, mas obviamente quando o canopy que se solta é de um avião da FAB recentemente modernizado, o fato, de relativamente corriqueiro, transforma-se em munição para detonar a Força e seu equipamento… Lamentável… E depois são os outros que sofrem de “complexo de vira-latas”…

    “Os caças ex-jordania serão para repor F-5 em estado critico de desgaste de celula”

    Não, não serão não. Irão para o GDA. Informe-se.

    “Em Canoas os caças não chegam a 2020 nem com ajuda de ochalá”

    Chegam sim, fique tranquilo. A FAB já passou por perrengues piores quando estava nas mãos dos franceses…

    Não existe qualquer projeto de substituir o F-2000, se não pelo FX-2

    Novamente: informe-se. O contrato está sendo elaborado e será assinado no começo do ano que vem. Inclusive s.m.j. isso já foi matéria aqui do Aéreo.

    O plano B da força é diminuir o numero de horas voadas para esticar o prazo da baixa, sacrificando assim adestramento conseguido

    Negativo, excetuado o fato de que isso ocorrerá e qualquer maneira. Ainda que tivéssemos apenas até 2014, muitos senão a maioria dos oficiais que hoje estão voando estarão fora das unidades operacionais até lá. De mais a mais, mudando-se a aeronave muda quase tudo, vale dizer: não existe essa de “sacrificar adestramento”. Os novos caças da FAB, se um dia chegarem, serão pilotados por pilotos que hoje ainda estão na Academia da Força Aérea.

    “Por isso tenho certesa que 15 anos é tempo mais que suficiente para escolher um caça”

    Quem esperou 15 pode esperar mais 5. Essa “urgência” toda é apenas pra inflar o ego dos bolivarianos e para poder dizer o velho “nunca antef na hiftória defte paíf”. Preocupação com o futuro da nação? Nenhuma.

    Sds.

  13. Caças coliderem em manobra quer dizer que são velhos?

    Caro Edcreek, um problema no canopi também não quer dizer que são velhos.

    Os F-2000 serão temporariamente substituídos pelos F-5 na defesa aérea, mesmo com o FX-2 saindo. E parece que vai sair mesmo…

  14. Edcreek disse:
    23 de setembro de 2010 às 13:27
    …Vejo que o JAS-39 é bom mas não se encaixa para o Brasil…

    Bah tchê…comprou briga…vão te marretear…boa sorte!

  15. Olá,

    Muito divertido debater no blog os torcedores do projeto Sueco, imaginam as coisas e acham que são verdade.

    Esse de que o F-5 não é velho é mais uma perola do FX-2 os caças tem mais de três decadas e são novinhos em folhas, huahauhauha.

    Valeu a força Giordani RS, mas se realmente eu ver algo de real na compra de ALX pelos EUA mudo de torçida na hora. Sobre o caça Sueco é isso mesmo ele nem deveria estar no short-list já que ao meu ver não se encaixa para nos.

    Abraços,

  16. Edcreek disse:
    23 de setembro de 2010 às 16:30

    “Esse de que o F-5 não é velho é mais uma perola do FX-2 os caças tem mais de três decadas e são novinhos em folhas”

    Prezado Ed, ninguém disse que o F-5 não é velho. Mas daí a dizer de forma depreciativa que “pedaço já ta caindo”(sic), para justificar uma suposta “urgência” que só existe na cabeça dos bolis, vai uma diferença bem grande.

    E gostaria que o amigo nos esclarecesse, se puder, com base em que ele acha, ao contrário da FAB, que o “caça Sueco” (sic) não deveria estar na short-list do FX2.

    Sds.

  17. “grande dependencia de itens de origem Inglesa.”

    É impressionante como se usa esse tipo de histeria para desqualificar além do Gripen o próprio F/A-18E/F e exaltar a jaca “100% francesa”. Parece até que semanalmente os ingleses e os Americanos nos embargam alguma coisa ou como tudo fosse culpa “duzamericanú feio e bobo que num deixaro a gente vendê avião po cumpanhêro Chavez”

  18. Olá Vader,

    Bom para mim o F-5 BR foi a raspa do tacho do fundo do poço em que as forças armadas se encontravam. As coisas não melhoraram na FAB já que agora além disso temos o problema do treinador avançado.

    Sobre o NG estar o short-list ha varios motivos como:

    1)O caça ainda está em desenvolvimento;
    2)O governo não quer depender dos EUA e o caça forte dependencia dessa origem;
    3)O governo Sueco não pode transferir tecnologia que não lhe pertence, sendo que a maioria dos sistemas senciveis são de origem Inglesa;
    4)O governo Sueco espera alguem compra-lo para depois fazer seu pedido;
    5)Menor capaçidade de carga e alcance dos concorrentes;
    6)Pais com pouca ou nenhum influencia em um cenario politico;
    abraços,

    Bom por hora são esses, agora preciso ir….

    Abraços, camaradas!!!!!

  19. Edcreek disse:
    23 de setembro de 2010 às 17:24

    “O caça ainda está em desenvolvimento”

    E é justamente o que atrai a FAB. E a indústria nacional.

    “O governo não quer depender dos EUA e o caça forte dependencia dessa origem”

    Se o governo estivesse preocupado com “dependênça duzamericanu” teria adquirido o Su-35 porque, sem tecnologia americana, só ele. Nem mesmo o “100% francês” Rafale tem independência total (datalink sueco, main-processor americano, assento ejetor inglês, etc.)

    O divertido é que a suposta exigência de “independênça duzamericanu” só apareceu no FX2 num segundo momento, quando da short-list, apenas para justificar a desclassificação dos outros dois, e a “escolha” assim do Rafale.

    “O governo Sueco não pode transferir tecnologia que não lhe pertence, sendo que a maioria dos sistemas senciveis são de origem Inglesa”

    As tecnologias que foram pedidas pela FAB em sua RFI/RFP foram atendidas plenamente pela proposta do Consórcio Gripen. Tecnologias tais como turbina (americana), canhão (alemão), assento ejetável (inglês), etc, não são objeto do FX2.

    “O governo Sueco espera alguem compra-lo para depois fazer seu pedido”

    O parlamento do Reino da Suécia e a Flygvapnet já deram todas as garantias de que a Suécia irá de Gripen até 2040, desenvolvendo assim a versão Next Generation. Lembrando que falamos da Suécia e não do Zimbábue ou da Bolívia. E que suecos, ao contrário de franceses (ou americanos, diga-se de passagem) tem bons precedentes, como diria NJ.

    “Menor capaçidade de carga e alcance dos concorrentes”

    Capacidades de carga e alcance que não são preponderantes em momento algum dentro das necessidades doutrinárias da FAB e que são compensadas pelo preço mais barato pago pelo Gripen.

    Pais com pouca ou nenhum influencia em um cenario politico

    Como nós: um país grande e não alinhado. E um dos maiores IDHs do globo terrestre.

  20. é interessante notar que falam que o super-rafale é 100% frances, se os gringos quiserem boicotar, boicotam o gripen, SH e o todo poderoso Rafale, quero ver a jaca voar sem os chips da intel (por exemplo), vão ter que ir na santa Ifigênia comprar, hehehe!!!, cada coisa que aparece aqui, elogia o gripen na Africa do Sul, fala que é um belo caça, mas que não serve para o Brasil, como diz o batoré ” há para ou!!!!! “

  21. Já pensaram a situação da AL como um todo. Excetuando o Chile e o doido do Chaves, a não ser que subsidiemos o rearmamento dos vizinhos a exemplo do tio Sam, a maioria se dará por contente com um Hawk, MB-346 ou outro lift/treinador, mais Super Tucano.

    Seria interessante para ontem, uma discussão séria sobre a fabricação no Brasil de algum destes modelos ou o mercado da A.L. será invandido por produtos chineses… Em termos de defesa do Cone Sul, isto não cairia nada bem. Não é possível o Brasil pensar em sua defesa, sem pensá-la em termos da realidade do próprio continente. Algo a se pensar, quando se propõe a escolha de vetores mais sofisticados.

    Na opinião dos senhores, qual seria a melhor opção de caça padrão para AL…

    Abs.

  22. Resumindo, a defesa na AL, está sucateada no geral, e adivinha quem vai ter um papel importante em arrumar a casa, caso resolva levar a sério a condição de player global…

    Boa parte da fatura, vai vir via BNDS, podem ter certeza… Não se trata apenas de escolher o melhor caça… há muitas variáveis em jogo…

  23. Edcreek :”2) Voar menos hora sacrificando o adestramento adquirido;”

    Entendeu porque o RAFALE é a pior alternativa para o Brasil? Somos um país muito parecido com a África do Sul quanto ao dinheiro investido nas suas FAs. Não tem como um país com orçamento limitado querer racionalizar custos e treinamento com um avião muito caro.

  24. Vader, meu chapa, voce tem um saco de ouro. A todo momento voce tenta colocar logica em emocao. Nao eh facil!
    By the way, dia 01set o Ten Brig Saito farah uma palestra na UNIFA, Campo dos Afonsos sobre o estado da arte da FAB. Seria muito bom se alguns dos editores pudessem ir. Eh soh contatar com a relacoes publicas do III COMAR.

  25. Edcreek disse:
    23 de setembro de 2010 às 15:26

    Caças coliderem em manobra quer dizer que são velhos?

    “Queda dos Rafales: França informa ao Brasil as possíveis causas

    http://www.aereo.jor.br/2009/10/01/queda-dos-rafales-franca-informa-o-brasil-sobre-possiveis-causas/

    … Após ressaltar que haverá que esperar aos resultados finais das pesquisas, o titular francês de Defesa lembrou que os primeiros indícios apontam a que o acidente aconteceu após uma colisão em pleno voo. …”

    Por essa lógica, então o Rafale é velho ….

  26. Olá,

    Vader
    1) Estar em desenvolvimento atrai a industria não a FAB, por isso ele preferem Super Hornet;

    2) O Nelson Jobim já disse claramente varias vezes que quer reduzir ao maximo a dependencia dos EUA, eu só mencionei o fato, o segundo em comando disse isso, logo não há o que discutir sobre isso….

    3) Foi como eu disse os Suecos não podem repassar nada que não lhes pertençe em tecnologia, como:
    Sistemas de controles(Ingleses);
    Sistema hidraulico(Ingles);
    Sistema de energia(Ingles);
    Probe de reabastecimento(Ingles);
    Turbina(Americana);
    Não vejo onde o Brasil pode aproveitar tanto do desenvolvimento de um caça onde certamente 60% da tecnologia aplicada é de origem de outro pais que não as repassará.

    4) A Russia deu o Start de produção do SU-35 com algo proximo de 50 unidades, é bem simples a Suecia faz um pedido para start de produção, de promessa todos estão cheios.

    5) A Suecia não tem influencia, queira vc goste ou não….

    Gabriel T, a Petrobras fez a maior captação da historia querendo ou não o governo terá que se precaver. Toda via poderemos ter um numero menor de aviões voando com maior capaçidade, exemplo:
    Ao inves de termos 6 pilotos voando 3 F-5 e 3 Mirage-2000, poderemos ter 3 Rafales voando com capaçidade de carga similiar e maior capacidade operacional. Esse tem sido a tendencia no mundo nos EUA por exemplo 1.800 F-35 devem substituir mais de 4.000 aviões entre F-16/F-18 Hornet/F-15 mais antigos de ataque.

    Antonio M por favor não recorte parte da minha postagem, mudou o sentido do que disse, releia o post.

    Abraços,

  27. Não era para mudar sentido, era para pôr mais lenha na fogueira. rsrsr!

    E se Jobim fala em diminuir a dependência amerciana, o Japã vai estreitando, a Coréia e isso apenas reitera meu conceito sobre ele: fanfarrão!

    Não sou a favor de “colocar todos os ovos no mesmo cesto” mas tirar tudo de um cesto para coloca em outro, vai dar na mesma ….

  28. Caro Vader,
    Os F-5 “jordanianos” não vão para o GDA, eles irão para esquadrão Pacau que será tranferido em breve para Manaus.

  29. grifo disse:
    23 de setembro de 2010 às 15:44

    “Os F-2000 serão temporariamente substituídos pelos F-5 na defesa aérea, mesmo com o FX-2 saindo. E parece que vai sair mesmo…”

    Entao serah o Mico, digo, a Jaca, digo, o Rafale mesmo?…

    Atrasado na leitura dos comentarios…

    []s!

  30. Edcreek disse:
    24 de setembro de 2010 às 9:12

    ” 2) O Nelson Jobim já disse claramente varias vezes que quer reduzir ao maximo a dependencia dos EUA, eu só mencionei o fato, o segundo em comando disse isso, logo não há o que discutir sobre isso….”

    Masss, tem um probleminha no que o Nelsão fala e quer, no ano que vem, independentemente que venha a ganhar as eleições, não será ele (Nelsão) que será o manda chuva, então ele tem que trabalhar para o melhor para o Brasil, e não para o que ele julga ser melhor para ele.

  31. Edcreek disse:
    24 de setembro de 2010 às 9:12

    “Estar em desenvolvimento atrai a industria não a FAB, por isso ele preferem Super Hornet”

    Não, não, caro Edcreek: a FAB classificou o Gripen em primeiro lugar em seu relatório de 60.000 páginas.

    Há quem diga que depois o Min Def mudou mas nem assim deu Rafale, e sim SH. Daí o gênio aeronáutico e militar NJ ficou “putinho” e fez das 60.000 páginas 7, para dar a JACA. E estamos assim.

    “O Nelson Jobim já disse claramente varias vezes que quer reduzir ao maximo a dependencia dos EUA, eu só mencionei o fato, o segundo em comando disse isso, logo não há o que discutir sobre isso”

    E eu disse que isso é retórica demagógica apenas pra adoçar a boca dos ______________. Ele não está nem um pouco preocupado com isso, ou não teria deixado duas aeronaves americanas e cinco com tecnologia americanas concorrerem dentre as seis do FX2.

    “Suecos não podem repassar nada que não lhes pertençe em tecnologia, como:Sistemas de controles(Ingleses); Sistema hidraulico(Ingles); Sistema de energia(Ingles); Probe de reabastecimento(Ingles); Turbina(Americana);”

    Nenhuma dessas tecnologias foram pedidas no RFI/RFP da FAB; em primeiro lugar porque o Brasil já detém controle sobre a maioria delas (“probe”? vc tá de brincadeira?). As que foram, foram atendidas plenamente pelo Consórcio Gripen que, cabe sempre lembrar, não é exclusivamente sueco.

    “Não vejo onde o Brasil pode aproveitar tanto do desenvolvimento de um caça onde certamente 60% da tecnologia aplicada é de origem de outro pais que não as repassará”

    Você não vê. A FAB e a Indústria Nacional VIRAM. Fico com elas.

    No mais, porque a BAe (ex.) não repassaria tecnologia sua que está no Gripen, por exemplo? Inglês rasga dinheiro? Eles não tem interesse de ganhar? Ou será que vamos ajudar os “hermanos” invadindo as suas Falkland? 🙂

    “a Suecia faz um pedido para start de produção, de promessa todos estão cheios”

    Especialmente as francesas (100% francês, ToT irrestrita e outras rafalices).

    Mas a Suécia tem algo que a França não tem: bons precedentes, como diria NJ. E isso não há trollagem que derrube. Se ela diz que VAI COMPRAR, é porque VAI COMPRAR parceiro. É a Suécia. Não o Ecuador…

    “A Suecia não tem influencia, queira vc goste ou não”

    E?

    É preciso “influência” para vender avião?

    Que ótimo saber disso, a Embraer e a Indústria Nacional adorarão saber que jamais devem sequer ousar produzir um caça nacional, eis que, tanto quanto a Suécia, nossa influência no “grande jogo” é próxima de NENHUMA, como aliás ficou bastante bem demonstrado no “tapa na cara” que o nosso Itamaralívia tomou das grandes potências (incluindo Rússia e China) no episódio Irão…

    NOTA DOS EDITORES:
    COMENTÁRIO EDITADO. VOCÊ GOSTA DE SER ROTULADO? NÃO COLOQUE RÓTULOS NOS OUTROS LEITORES. JÁ AVISAMOS OUTROS LEITORES E QUEREMOS ACABAR COM ESSA PRÁTICA POR AQUI. RESPEITE AS REGRAS DE BOA EDUCAÇÃO DO BLOG.

  32. Adhelfi_zerouno disse:
    24 de setembro de 2010 às 9:34

    “Caro Vader, os F-5 “jordanianos” não vão para o GDA, eles irão para esquadrão Pacau que será tranferido em breve para Manaus.”

    Quem viver verá, mas não foi esse o informe que eu tive.

    Sds.

  33. Ok Vader!!! Vamos ver se liberam meu comentário, pois não fiz propaganda politica e não ofendi ninguém (eu acho) ,hehehe!!!!

    NOTA DOS EDITORES:
    ESTAVA PRESO NO ANTISPAM.

    NESTE MÊS, O ANTISPAM NÃO TEM GOSTADO DE PALAVRAS COMO ELEIÇÕES NOS COMENTÁRIOS.

    MAS, NO FUNDO, É UM CARA LEGAL ESSE TAL DE ANTISPAM.

  34. Olá,

    Vader a FAB não classificou o NG em primeiro, o que existiu foi um relatorio pré-liminar vazado. Essa é mais uma mentira contadada muitas vezes que quem está desinformado acredita, vamos lá denovo:

    1) COPAC faze relatorio pré-liminar classificando melhor o projeto Anlo-Americano de produção Sueca;
    2) Comando da FAB o qual o COPAC é subordinado ve o relatorio, e muda peso de pontuação de alguns itens como: Garantias do projeto e contra-partica comercial, sobre a nova visão o Super Hornet assume a ponta, sendo assim a opção da força é o caça Americano;
    3) O ministro recebe o relatorio e novamente muda pesos de itens como transferencia tecnologica e novamente contra-partica comercial, na nova classificação o Rafale assumi a ponta;

    Abraços,

  35. Edcreek disse:
    24 de setembro de 2010 às 11:34

    Negativo caro Ed, nem COPAC nem ninguém na FAB alterou o relatório.

    A alteração foi feita no MD. E não contente, pelo próprio Min Def, Sr. NJ.

    Sds.

  36. Vader :”Não, não, caro Edcreek: a FAB classificou o Gripen em primeiro lugar em seu relatório de 60.000 páginas.”.

    A classificação é um outro relatório só que mais enxuto, não está incorporado nessas mais de 50 mil páginas. E o gripen não ficou em 1º, ele ficou em 2º. Quem ficou em 1º foi justamente o SH. Isso tudo começou com uma jornalista que teve acesso a uma fonte que sequer era um militar. Aí isso virou um mantra em todos os lugares pq as pessoas repetiam como papagaio sem ter embasamento algum. Depois disso tudo vazou na própria FAB que o SH tinha ficado em 1º.
    O problema é quando vocês confundem requisitos com classificação. Não é pq um venceu em um requisito que ganhou na classificação geral.

  37. Gabriel T. disse:
    24 de setembro de 2010 às 13:37

    Prezado Gabriel:

    A verdade é que no relatório da COPAC o Gripen foi o primeiro colocado NO GERAL, ficando o SH em segundo, e a JACA em último.

    Entregue o relatório ao Min Def, tudo foi alterado duas vezes: a primeira pelo Exmo. Sr. General-do-Ar José Elito (o famoso General-Melancia: verde/amarelo por fora e vermelho por dentro), que manteve o SH na frente; e a segunda pelo próprio Exmo. Sr. Dr. Ministro-Estrategista-Almirante-Marechal-Brigadeiro Nelson Jobim.

    Mas já falei o que tinha pra falar sobre o assunto. Cada um acredita no que quiser.

    Sds.

  38. Com certeza Vader, cada um é livre para pensar no que achar melhor. Mas cabe uma correção. Não houve selecionado “no geral”. O que houve foi uma consideração final a favor do SH. E não houve duas alterações. Houve somente uma em que colocou o RAFALE em 1º. O problema é que todos acreditaram piamente em uma informação sem nenhum embasamento e quando a verdade sobre as pessoas não aguentam. Para mudar isso agora só com o tempo. lol

  39. Gabriel T. disse:
    24 de setembro de 2010 às 13:37

    E para desespero das GFzetes, o vazamento da Catanhêde veio do MD, mas para eles é mais fácil acusarem a FAB.

    Imagina ai um monte de gente com cargo comissionado falando mal do Governo. Quantos minutos o cargo iria durar ?

  40. Olá,

    Em suma segundo a FAB o melhor seria Super Hornet;
    Para o governo seria Rafale;
    O projeto Sueco só ficou em 1º na cabeça de lobbystas e midiastas;

    Abraços,

  41. Minhas fontes dizem que o F-16 foi o escolhido, Uhh.. Nao estava…Ok, ok, minhas fontes dizem que somente na cabeca de alguns foi o …, porque na verdade o EF foi o escolhido pela FAB!!! uh, tb nao estava na short-list.

    Ok, ok, ok, minhas fontes dizem…. Claro, eh com a mais absoluta e inabalavel conviccao que afirmo que de verdade mesmo foi o F-15 Silent Eagle, Duhh.. Tb nao? Ok, ok, mas eu tenho fontes e eh por isso que afirmo…

    []s!

  42. Vader, meu chapa, seguinte:
    Numa escala de 1 a 10, a classificacao do COMAER foi a seguinte:
    Gripen NG – 9,5,
    F-18 E/F – 9.0,
    Rafale – 3.0
    Fonte: Cmte. do Comando Geral de Operacoes Aereas – Ten Brig Burnier.
    Obs – durante os testes feitos pela FAB, o SH foi a unica aeronave a operar direto em linha de voo de combate sem suporte logistico.
    Eh possivel que muitos nao entendam o que eh isto. Em palavras curtas, prontidao para combate real.

  43. Caros

    Minha opinião sobre o treinador avancado da FAB é que certamente não vai ser o AMX. Muito pesado, não tem desempenho em médias/grandes alturas no combate aéreo e suas características de recuperacão de parafuso são complicadas…
    O F-5, por outro lado, parece ser o candidato natural. Não são 13 que foram adquiridos, mas 11. Oito -E e três -F, sendo que somente os -F que interessam. Tiveram que levar os -E junto pra fechar negócio. E não sei se esses -E novo serão modernizados… Certamente não irão para o GDA, como afirmado acima. Podem ir com o Pacau pra Manaus.

    Antonio M disse:
    23 de setembro de 2010 às 13:13

    Antônio, vc me fez pensar uma coisa interessante: que diferenca faria para o país se tivessemos recebidos todos os A-1 previstos e modernizado-os? Que diferenca na pratica teria se tivessemos o F-X1 operando agora? Estariamos vivendo melhor? Teriamos deixado de perder uma guerra que perdemos? Esse é o problema da área de defesa: o melhor negócio é não perder nada gastando o mínimo. Concordo que daqui pra frente temos que pensar diferente, mas nos últimos 20 ou 30 anos, o melhor que o Brasil pôde fazer foi gastar pouco com defesa para sobrar pra outras coisas. E quando gastar, investir em capacitacao (como foi o AMX, a Barroso… pena o Osório)
    E o Xavante modernizado a meu ver não rola, porque é uma célula muito gasta, sofre muito com a resposta a rajada voando rápido em baixa altura e o motor teria que ser trocado, pois a Rolls emitiu já há alguns anos uma “last buy notice” para os clientes do MB-326 dizendo que iria parar de fabricar as pecas de seu Viper, por causa da carcaca que utiliza berílio (causa envenenamento nos trabalhadores).

    Engracado essa mentalidade de “nao dependencia dos americanos”. Sem a dependencia dos americanos nao operamos sequer nossos Tucano e Super Tucano! E o F-5, que hoje poderíamos fabricar no Brasil de tanto que o conhecemos? E o C-130? Daqui há pouco vão dizer que temos que comprar o A400 em vez do KC-390, porque os motores do KC vao ter componentes americanos, a avionica pode ser americana, o sistema REVO pode ser ingles, etc…

    Entendam: NEM A FRANCA VOA MAIS DE UMA SEMANA SE OS EUA NAO QUISEREM!

    E para os EUA nos pressionarem, muito antes de qualquer tiro, muito antes de barrar armas e pecas pro SH, basta ameacar deixar de fornecer qualquer motor ou componente avionico pra Embraer…

  44. Larry Bird,

    This is a triple-double.

    1.
    Realmente o AMX é pesado para ser um LIFT, principalmente com as exigências modernas para uma aeronave com maior agilidade.
    Já o F-5 F seria até interessante em termos de custo de aquisição, mas há poucas unidades disponíveis no mercado.
    Penso que uma boa opção venha a ser o M-346 Master, da mesma linhagem do Xavante e do AMX. Contudo há no AEREO uma forte corrente tendenciosa (he he he) ao T-50 Golden Eagle… 🙂

    2.
    Faz sentido seu argumento da ‘economia’ de recursos pelo não investimento em compras de armas nas últimas décadas, mas não creio que se sustentaria diante do risco da vulnerabilidade no futuro.
    Concordo que a compra não realizada foi uma economia de divisas, mas um desinvestimento em contínuo desenvolvimento humano nas forças.
    Mas perdemos enormes oportunidades em dar continuidade em programas como o das corvetas Barroso ou subs Tupi. Bem como em dar continuidade ao AMX, não em novas unidades, mas em maior capacitação das existentes.
    Quanto ao Osório penso que foi um tiro errado. Melhor teria sido investir no Sucuri e no Jararaca.
    O que tento defender é a questão da sustentabilidade da indústria bélica e preservação do capital humano.
    Esta batalha perdemos.
    Agora estamos lutando a mesma batalha, do começo, novamente.

    3.
    “Engracado essa mentalidade de “nao dependência dos americanos”.”
    Concordo inteiramente.
    Pena que esta graça seja quase trágica.
    Japan, Germany and South Korea são exemplos claros de como negociar com os Estados Unidos.
    Mais ainda. Fora dos centros acadêmicos, o Brasil real faz negócios com os gringos (he he he) todo o tempo. Sendo que não vender minério de ferro e comprar faquinhas e brinquedinhos de baixa qualidade e alta aplicação de mão-de-obra.
    Um embargo dos EUA à um Brasil democrática não faz o menor sentido, pois significaria perda de dinheiro, e isto o capitalismo não tolera.

    É sempre muito bom ler pontos de vista sensatos, mesmo quando não concordo inteiramente.

    O Larry Bird da NBA conseguiu 59 triple-double na sua carreira na famosa liga norte-americana de basquete.
    Pelo visto o Larry Bird do AEREO vai superar esta marca com uma folga múltpla. 🙂

    Abç,
    Ivan, do Recife.

  45. Caro Ivan, da bela terra pernambucana

    Fato. O F-5F é difícil de obter. Tanto que tivemos que entubar 8 F-5Es da Jordania pra levar 3 F-5Fs

    Estou entre aqueles que não gostam do T-50. Pra não escrever muito, os motivos são: treinamento avanacdo não precisa ser supersônico; o T-50 é uma aeronave mais capaz que nosso principal vetor de combate, o F-5. Simplesmente não faz sentido pra mim, sorry.

    Quanto ao item (2), repito minhas palavras para mostrar que na verdade, concordamos inteiramente:
    “Concordo que daqui pra frente temos que pensar diferente, mas nos últimos 20 ou 30 anos, o melhor que o Brasil pôde fazer foi gastar pouco com defesa para sobrar pra outras coisas. E quando gastou, investiu em capacitacao (como foi o AMX, a Barroso… pena o Osório)”

    E voce reforcou um item com o qual concordo plenamente: continuidade / sustentabilidade nos investimentos com defesa. Justamente para nao perdermos o que conquistamos até aqui. Felizmente, me atrevo a compartilhar que parece que esse discurso tem sido entendido pelas nossas principais liderancas.

    Enfim, concordo inteiramente com seu post. Tirando o T-50, hehehe

    Abraco

  46. Agora falando serio,

    Se o Gripen nao tivesse ficado em primeiro, o NJ nao teria se dedicado tao duramente em desconstruir a proposta da SAAB depois da entrega do relatorio final da FAB, quando, entao, ele deixou de criticar os “precedentes” dos norte-americanos e se dedicou a fazer declaracoes publicas estapafurdias.

    []s!

    P.S.: Luis Alberto: continua participando 🙂

  47. Larry Bird,

    A opção pelo T-50 Golden Eagle é do Nunão ou do Poggio.

    A minha preferência por um LIFT é pelo M-346 Master, da mesma linhagem italiana dos Xavantes e AMX.

    Este último, o Master, em que pese usar dois motores, são pequenos e sem pós-combustão. Suponho que venha a ser menos beberrão em matéria de combustível, mas consegue atingir velocidade supersônica, mesmo que baixa.

    Mas uma decisão acerca de um LIFT para a FAB passa antes pela definição do F-X2. É melhor esperar um pouco.

    Abç,
    Ivan.

    • “Ivan em 26/09/2010 às 0:24
      A opção pelo T-50 Golden Eagle é do Nunão ou do Poggio.”

      Opa, opa, opa e muita calma nessa hora, como dizia o Fagundes há uns anos!

      Ivan, o que eu expressei como opinião em comentários, tempos atrás, é que não botava muita fé (ainda não boto) em que o F-X2 vingue para 120 caças para a FAB.

      SE (e repito, SE) isso acontecesse, uma opção a meu ver interessante seria um hi-lo mix junto com uma aeronave mais módica em custos de aquisição e operação que qualquer um dos possíveis vencedores, porém com boa capacidade de ataque e até para missões de interceptação em áreas menos “exigentes”, para responder por metade da frota de 120 caças (incluindo os que equipariam um esquadrão de conversão operacional, com equipamentos um pouco mais simples).

      Nesse caso, creio que o desempenho do F-50 seria o ideal, apesar do custo de operação um tanto mais alto em relação a Lifts mais “simples” (como o Hawk, por exemplo, até hoje o “Benchmark” da categoria).

      Mas existem outras variáveis dentro desse pensamento de, eventualmente, o F-X2 não chegar a 120 caças. Uma delas é, ao invés do F-X2 formar o hi da equação com um lift / caça leve low, o próprio F-X2 vir no futuro a formar o low na medida em que um futuro caça de quinta geração forme o hi.

      Mas aí temos um outro problema: se os F-5 e A-1 atuais durariam o suficiente para segurar as pontas do low até que o quinta geração fique pronto, produzido, e o F-X2 deixe os esquadrões hi para reequipar os esquadrões low ainda equipados com os F-5 e A-1 remanescentes, dentro daquela tradicional visão de “overlaping” de um hi-lo mix, quando o hi de ontem vira o low de hoje e o substituído de amanhã.

      Essa segunda possibilidade eu trabalhei nessa excessivamente otimista matéria:

      http://www.aereo.jor.br/2010/01/30/f-x2-e-f-x3-uma-viagem-ao-futuro-dos-cacas-tripulados-da-fab/

      De resto, creio que o Master promete um desempenho, como Lift, mais adequado em custo-benefício e até em emular os perfis de voo subsônico / transônico de aparelhos de primeira linha (por meio de seu fly-by-wire configurável), que o Golden Eagle. Embora as versões “guerreiras” do Golden Eagle prometam um desempenho em combate melhor que o Master. Creio que o Master seria uma boa opção no caso do F-X2 render algo mais próximo de 120 aviões, ou deste fazer um mix com um quinta geração. E, nesse caso, para equipar apenas um esquadrão, destinado a converter pilotos para o voo em jatos de primeira linha.

      Portanto, como você mesmo escreveu, a definição do F-X2 (e a meu ver as sinalizações para o próprio futuro do mesmo) vem antes.

      Saudações!
      Nunão

  48. Nunão,

    É sempre gratificante provocar o amigo… 🙂
    No mínimo somos brindados com mais uma visão sensata dos caminhos e descaminhos do mercado de defesa.

    Abç,
    Ivan, do Recife.

    • Hahaha.

      Sempre às ordens, Ivan!

      Falando em provocação, estou fazendo uma a todos os leitores, com um exercício a respeito dos Mirage 2000-9 dos Emirados, onde também pode ser incluída a discussão que você fez aqui.

      Saudações!

  49. Caros Nunão e Ivan

    Como treinador, também vejo o M-346 como opcao mais interessante. Aliás, o que escrevi sobre o T-50 deixa isso mais ou menos implícito

    Sou absurdamente favorável à opcao de um mix hi-lo com o F-X2 e um treinador avancado com capacidade armada. Revivendo, aliás, o papel que tão bem o Xavante cumpriu na FAB por muitos anos. E, ao mesmo tempo, expandindo uma fórmula de treinamento operacional que a FAB de forma brilhante e inovadora introduziu com os esquadroes de Super Tucano na Amazonia (com essas aeronaves “low” sendo pilotadas operacionalmente por tripulacoes “fresquinhas”, ganhando experiência real).

    Já fiz o exercicio varias vezes, e restringindo o numero de F-X2 para razoáveis 48 (ou seja, os quatro esquadroes de caca atuais) e completando a frota desejada de 120 aeronaves de combate com as aeronaves “low”, sobraria grana até mesmo para desenvolver essa aeronave “low” (e mais umas 20-30 aeronaves do mesmo tipo para ficarem em Natal fazendo o LIFT)

    As opcoes, para o exercicio seriam:
    1) Adocao do T-50 como “low”: não gosto do avião, mesmo nesse caso. Se o Gripen for o F-X2, seriam duas aeronaves com custo operacional semelhante. O “low” tem que ser menor em custo, não só em capacidade

    2) Adocao do M-346 como “low”. Talvez repetindo a história do Xavante, com producão aqui. Aliás, a versão armada do M-346, equipada com radar, está longe de ser concluída, apesar dos italianos afirmarem que continuam trabalhando nela. E os EAU anunciaram ano passado que queriam a versão de combate também, mas pelo jeito o negócio enrolou

    3) Dobradinha com a Boeing, adotando o F-18 e desenvolvendo com eles o T-X para USAF. Aparentemente, as coisas se enrolaram entre Alenia e Boeing e a Alenia deve oferecer o M-346 sozinha nos EUA (como T-100). Mas admito que essa alternativa é muito pouco provável.

    Há uma boa discussão em alguns círculos sobre o papel dos cacas leves no mercado, uma vez que seus tradicionais representantes (F-16 e Gripen) hoje são aeronaves muito caras e sofisticadas para serem classificadas abaixo das outras, e novos projetos como Tejas, F-50 e JF-17 são projetos recentes e ainda não encontraram seu espaco.

    Esse é um tema pelo qual me interesso muito

    Abracos

    Larry

    • Larry,

      Eu (e provavelmente também o Ivan) fico satisfeito pelo seu interesse nesse tema.
      Gostei da sua análise e acho que devemos continuar com o assunto, colocando também o componente de desenvolvimento de uma aeronave do tipo.

      Valeria a pena? Em quantas unidades? Ou seria melhor concentrar recursos (muito mais recursos) na primeira linha, ficando o lift só para um esquadrão e, assim, em quantidades que não vale a pena produzir? Ou desenvolvemos mais um avião do tipo pra concorrer por aí, e apostamos a ficha nele? Sozinhos ou com um parceiro? E a quinta geração de caças, entra nisso de que jeito?

      Questões pra gente trabalhar ou nessa matéria (que já virou a página e nessas acaba ficando mais restrita) ou, preferencialmente, nas próximas que vão aparecer sobre o tema. Eu pretendo escrever algumas, com certeza.

      Saudações!

  50. Larry e Nunão,

    Acredito que em breve voltaremos à questão do LIFT / Caça Leve.

    É bom saber que não sou o único interessado no assunto, até porque vejo como um caminho inevitável para a FAB cobrir um país do tamanho do nosso.

    Até breve,
    Ivan, do Recife.

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