sexta-feira, outubro 22, 2021

Gripen para o Brasil

África do Sul adquire Paveway II para seus caças Gripen

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Trata-se da primeira compra significativa nos últimos 25 anos, por parte da África do Sul, de equipamento de defesa norte-americano

No final do mês passado, durante o evento aeronáutico de Farnborough, a Raytheon informou que recebeu da África do Sul um contrato para fornecimento de bombas guiadas a laser Paveway II. Um informe da United Press International (UPI), complementou que a compra dos kits que transformam bombas “burras” em “inteligentes”, e que serão empregadas pelos caças Gripen da Força Aérea Sul-Africana, são a primeira compra significativa de armamento proveniente dos EUA, por parte da África do Sul, nos últimos 25 anos.

O contrato, que também inclui treinamento de pilotos e equipes de terra, foi concedido pela ARMSCOR (Armaments Corporation of South Africa), a organização oficialmente responsável pela aquisição de equipamentos pelo Ministério da Defesa Sul-Africano. A compra direta foi negociada com a assistência da Atlantis Corporation, da África do Sul, e as entregas deverão começar em 2011. A UPI complementou que foi a Raytheon indicou a Atlantis como a única representante sul-africana para seu sistema Paveway II, em maio de 2009.

Segundo Harry Schulte, vice-presidente da linha de produção de sistemas de combate aéreo da Raytheon, “a família Paveway, provada em combate, está integrada em mais de 22 tipos de aeronaves e serve a 41 nações do mundo.”

Outra informação trazida pela UPI é que a Paveway está oficialmente integrada ao Gripen, diferentemente de outro equipamento que competia pelo contrato, a Umbani LGB, da Denel Dynamics sul-africana (antiga Kentron). A Umbani ainda precisaria de mais desenvolvimento e trabalho técnico para ser empregada pelo Gripen.

FONTES: United Press International e Raytheon

IMAGENS: Raytheon e SAAF (Força Aérea Sul-Africana)

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Clésio Luiz

Estranho isso. Deve haver uma grande diferença de preço entre o kit da Denel para esse da Raytheon. Somado ao fato de a África do Sul estar mal das pernas financeiramente.

Giordani RS

E$tranho mesmo…por quê o Governo nao comprou da Denel???

Fabio

Uma possível justifica da Africa do Sul para não comprar da Denel:

“parceria estratégica com os EUA”

…acho que já ouvi algo parecido desse lado do oceano…hehehe…

tomas

O que a Africa do Sul quer é um Kit que funcione e mais barato.

RtadeuR
Elizabeth

Esta é na verdade a segunda compra de armamento para os Gripen da SAAF que segue o critério de armamento estrangeiro substituindo temporariamente armamentos de desenvolvimento local ainda não concluídos pela DENEL. A primeira foi a compra do IRIS-T, um possível tampão para o programa A-DARTER. Uma tese para isto é a cultura operacional da SAAF preconiza uma elevada prontidão operacional e que a aquisição de armamentos tampão seria uma forma de manter a prontidão até que programas locais derem frutos. Uma tese elegante sem duvida, mas não é a única que pode explicar esta situação. Os Sul Africanos estão… Read more »

Ricardo_Recife

A questão é que a Dennel não vai bem, problemas operacionais e financeiros estão obrigando a empresa e se reestruturar. Outros elementos importantes podem ser o preço e a necessidade de ter armas de prontidão.

Marcelo

uma pena…será que vão deixar se acabar como foi com a Engesa aqui no Brasil? Uma pena mesmo.

Bosco

Ou seja, estamos fu……………

Andre RC

Na verdade Bosco, também pode ser uma boa oportunidade, se o Brasil souber aproveitar nós podemos absorver a tecnologia que eles desenvolveram até agora.

Edcreek

Olá,

O A-darter só vai sair do papel por causa do financiamento Brasileiro.

Qualquer semelhança com um certo caça a venda ainda no projeto é mera semelhança ;).

Se tivermos visão traremos todas as mentes Sul-Africanas para cá e colocaremos na Mecrom e CTA para se juntar aos Brasileiros.

Mas isso é pedir muito……….

Abraços,

Andre RC

Edcreek Todas as mentes Sul-africanas não, mas algumas poderiam sim, até uma integração com a Mectrom, Atech, Avibras etc. Mas isso só se as nossas empresas tivessem certeza do apoio das FAs e do governo Federal porque sem isso adeus as nossas também.

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